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06/08/2010

às 7:00 \ orkut, socialmedia

Scraps privados: o veredicto dos usuários do Orkut

Recentemente, o Orkut ressuscitou uma de suas funcionalidades que mais provocaram polêmica entre usuários: o scrap privado. Na prática, significa que os cadastrados na rede de relacionamentos podem trocar mensagens em ambiente privado – e não mais aos olhos dos demais. A decisão desencadeou mais controvérsia: comunidades foram criadas para debater – e condenar – a ferramenta. O curioso é que a reação dos usuários do Orkut contrasta com um movimento crescente nas redes sociais, que pede mais e mais privacidade, mais sigilo sobre informações pessoais.

Para entender o episódio, VEJA.com convidou duas assíduas usuárias do Orkut. Confira a seguir o que elas dizem sobre o scrap privado e privacidade na rede.

A favor do scrap privado: Ana Jéssica, de 18 anos, estudante de gestão ambiental de Guaratinguetá (SP). Há cinco anos no Orkut

Foto: arquivo pessoal

Você concorda com o retorno dos scraps privados no Orkut?
As mudanças misturam recursos de outras redes sociais. O scrap privado é como uma mensagem direta no Twitter: tenho a liberdade de escrever, mas, quando quero sigilo, tenho esse direito. E o Orkut me forneceu isso.

Você acredita que o Orkut está preocupado com a privacidade do usuário?
Não. A rede é um espelho de seus usuários: maior visibilidade gera mais uso.

Você usa outras redes sociais?
Sou adepta do Twitter, Facebook e MySpace, mas ainda uso mais o Orkut, já que a maioria dos meus amigos não sabe realmente usar outras plataformas.

Contra os scraps privados: Geovana Camargo, de 26 anos, arquiteta de Cianorte (PR). Há seis anos no Orkut

Foto: arquivo pessoal

Por que você não concorda com o retorno dos scraps privados no Orkut?
A página de recados do site serve como um mural que reúne tudo o que as outras pessoas pensam sobre você. E o scrap privado impede que os amigos de uma pessoa tenham acesso a várias informações sobre ela. Quem não sabe se expor e ser julgado, que saia do Orkut.

Você acredita que o Orkut está preocupado com a privacidade do usuário?
O scrap não reflete uma preocupação com privacidade. Trata-se de uma funcionalidade desnecessária. Às vezes, fico com a sensação de que o Orkut quer se parecer com o Facebook.

Quais outras redes sociais você usa? Tem alguma favorita?
Twitter, Orkut, Facebook e pouco de MySpace. Uso mais o Orkut, pois é o site que dá condições para que eu me relacione com amigos de forma virtual.

03/08/2010

às 7:00 \ pesquisa, socialmedia

Americanos se dedicam cada vez mais às redes sociais

Sites como Facebook e Twitter contribuíram para o crescimento do uso de redes sociais

Redes sociais, como Facebook e Twitter, e jogos on-line, como o Farmville ou Club Penguin, já consomem um terço do tempo gasto por usuários americanos com a internet. É o que garante estudo do instituto Nielsen divulgado nesta segunda-feira. A pesquisa mostra ainda como os americanos  apresentam comportamentos distintos para acessar a web em computadores e dispositivos móveis.

O levantamento monitorou em junho a atividade on-line de 200.000 usuários e comparou as informações com registros do mesmo mês do ano passado. O tempo dedicado às redes sociais cresceu quase 50% – é, individualmente, a principal atividade dos americanos na web. Em segundo lugar ficaram os jogos on-line, que ultrapassaram o uso de mensagens eletrônicas (e-mail), que caiu para o terceiro posto.

A história é diferente quando os americanos usam a internet por telefone ou tablets. Quase metade do tempo de acesso é gasto para a consulta de e-mails, sites de notícias e só então redes sociais e blogs. Nota: de acordo com a FCC, órgão regulador da área de telecomunicações e radiodifusão dos Estados Unidos, 93% da população do país possui celular.

Em dispositivos móveis, a história é diferente: o e-mail ainda domina

27/03/2010

às 15:35 \ pesquisa, socialmedia

Os países que mais permanecem em redes sociais

Recentemente, o Instituto Nielsen divulgou uma pesquisa sobre o número de horas que internautas do mundo passam em redes sociais. Surpreendentemente, italianos e australianos aparecem entre os primeiros da lista, à frente de americanos e brasileiros – o que tem uma explicação: faltou exatidão e divulgação dos critérios que foram adotados.

É a velha discussão da difícil tarefa de mensurar resultados em mídia social – a dificuldade de escolher um ou outro site. Segundo dados do Nielsen de fevereiro, pessoas que moram na Itália ou Austrália passam mais de seis horas conectados. O Brasil aparece na modesta sexta colocação, com um pouco mais de quatro horas, atrás de Estados Unidos, Reino Unido e Espanha – três pólos de grande participação do público na web.

Das plataformas sociais pesquisadas por Nielsen, faltou o Orkut, rede de maior popularidade no país, com 27 milhões de cadastrados. A empresa de métricas usou o critério de escolher apenas Facebook, MySpace, Twitter e Classmates (rede social americana que promove contato entre colegas de escola, faculdade).

Confira a lista completa dos países na imagem abaixo:

Brasil é o sexto país que mais permanece conectado em redes sociais

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01/03/2010

às 4:14 \ socialmedia, tendencias

Redes sociais de nicho: elas sobrevivem?

redes-sociais-mapa

Em um mercado dominado por Facebook, Twitter e Orkut, redes sociais de nicho chamam atenção por atender necessidades específicas de seus públicos. Mas elas não têm vida fácil. Vistas como tendência por analistas há alguns anos, tornaram-se em pouco tempo um objeto virtual duvidoso e, de certa forma, obsoleto. Logo, vale levantar a questão: é possível sobreviver frente a sites com mais de 50 milhões de usuários?

O recente histórico virtual volátil é prova de que ainda não há uma resposta concreta. O Yahoo, por exemplo, viveu este tipo de situação. Um dos maiores gigantes da web anunciou em 2008 o fim do Kickstart, rede social de caráter profissional. O site foi fechado após ser ‘engolido’ pela avalanche Linkedin, de 45 milhões pessoas cadastradas. Hoje, o site de perfil corporativo está avaliado em 1 bilhão de dólares. Já o Kickstart foi direcionado a um produto similar no Yahoo – o HotJobs!

Alguns exemplos, contudo, mostram que essas redes de nicho podem sobreviver – a despeito da competição do ambiente virtual. É o caso de Totspot, Odadeo, Lil’Grams e Kidmondo – todas dedicadas a bebês e que fazem grande sucesso.

Para encontrar vida longa na web, as redes destinadas a interesses de nicho precisam de ingredientes básicos: eficiência no mecanismo do serviço, interesse do usuário em interagir com seus amigos e informações específicas que não serão encontradas em qualquer outro site.

information-overload

“Redes sociais de nicho têm espaço na web. Mas para funcionar com grupos de pessoas bem específicos e, para dar certo, precisam ser adotadas por plataformas participativas que realmente utilizem o site para manter contato. A única questão pendente é a sobrecarga de redes sociais”, explica Raquel Recuero, pesquisadora e professora do Programa de Pós-Graduação em Letras (PPGL) da Universidade Católica de Pelotas (UCPel).

A questão é simples: você consegue gerenciar e absorver o volume absurdo de dados que circula em todos os sites de relacionamento em que está cadastrado?

É nesse cenário que surgem os filtros pessoais – para dar prioridade a um ou outro ambiente virtual. A intenção, é claro, é manter o foco em uma atividade. E a escolha provavelmente recairá sobre as redes maiores, estruturadas, recheadas de inúmeras funções (jogos, quiz, chats com vídeos etc.), com malhas sociais e laços de amizades consolidados, deixando em segundo plano sites participativos de grupos específicos.

Foto: Webtreats e Solstizio.

26/02/2010

às 1:58 \ pesquisa, socialmedia

Quando as redes sociais não afetam notas escolares

facebook-alunos-pesquisa

Um estudo realizado pela Universidade de New Hampshire, Estados Unidos, indica que, ao contrário do que normalmente se imagina, a participação intensa em redes sociais não prejudica o desempenho escolar dos adolescentes. Para chegar a esta conclusão, pesquisadores dividiram os alunos entrevistados em dois grupos: os que acessam plataformas participativas como Facebook e YouTube e os que não têm esse hábito. Nos dois casos, as notas foram similares: mais da metade dos jovens (63% e 65%, respectivamente) tiraram notas A e B – acima da média.

A pesquisa vai na contramão do que já foi apurado por outra instituição de ensino do país. Em abril, a Universidade de Ohio divulgou resultados de um levantamento em que estudantes com contas no Facebook dedicam-se menos aos estudos e tiram notas mais baixas, na comparação com seus colegas de classe que não possuem acesso à rede social.

facebook-estudantes

Na ocasião, a pesquisadora de Ohio Aryn Karpinski mostrou bom senso ao não estabelecer o Facebook como responsável pelo fracasso dos estudantes em sala de aula.

Se não houvesse o Facebook, pode ser que alguns estudantes continuariam tendo notas baixas, pois eles arrumariam outras maneiras de evitar o estudo.

Um ponto que a pesquisa poderia ter avaliado é a questão da dispersão. O acesso a redes sociais e a tendência de estar a integrado em diversos ambientes em rede leva a um cuidado menor com o que é lido. A distração é quase um lugar-comum hoje entre adolescentes de todo o mundo. E o acesso ao computador, com as funcionalidades e estruturas flexíveis, pode ou não ter contribuído para isso. O que você acha?

Fotos: Jack_92 e Anna Briggs.

18/02/2010

às 4:15 \ socialmedia

Barack Obama busca um ‘twitteiro profissional’

barack-obama-redes-sociais

Barack Obama está a procura de um ‘twitteiro profissional’. O presidente dos Estados Unidos, um dos personagens mais populares em redes sociais, disponibilizou nesta semana uma vaga para uma espécie de ‘Gerente de mídia social’, com familiaridade e conhecimento em plataformas populares da web.

Segundo o The Wall Street Journal, Obama busca uma pessoa que administre seus perfis em três sites: Facebook, MySpace e Twitter. Ao todo, o responsável pela área vai se dedicar a manter uma interação diária com 13 milhões de pessoas – fãs, seguidoras ou amigas do político americano.

“O novo contratado vai trabalhar em estreita colaboração com o departamento de novas mídias para executar campanhas do presidente”, diz o anúncio.

Mia Cambronero, pessoa que cuida dos perfis do presidente nas redes sociais, anunciou que está deixando o cargo. A vaga foi aberta após exatos quatro meses da revelação do próprio Obama de nunca ter usado o Twitter. Em novembro, confessou ter uma equipe especializada no assunto.

Foto: Alex Designs.

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04/02/2010

às 3:47 \ socialmedia

O perfil dos brasileiros nas redes sociais

Circula na web um interessante vídeo de três minutos com dados de diversos estudos produzidos nos últimos dois anos sobre o perfil dos internautas brasileiros nas redes sociais. Uma das estatísticas divulgadas é interessante: São Paulo é a 4ª cidade que mais usa o Twitter no mundo.

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O limite do ser humano é ter 150 amigos nas redes sociais?

26/01/2010

às 4:08 \ facebook, socialmedia

O limite do ser humano é ter 150 amigos?

amigos-redes-sociais

Um estudo da Universidade de Oxford divulgado recentemente e em destaque no The Times nesta segunda-feira levantou uma possível importância que o número de Dunbar tem na relação social entre humanos. Segundo a pesquisa, o cérebro humano é capaz de administrar em redes sociais, no máximo, 150 amigos.

Robin Dunbar, antropólogo da instituição e autor da pesquisa, conseguiu pela primeira vez comprovar no mundo on-line a teoria que defendia na década de 90. Na época, o cientista concluiu a partir de observações de vários grupos que a capacidade de manter circulos sociais não passava do número 150, independente do grau de sociabilidade de cada pessoa.

Na web, a teoria já foi questionada. Em fevereiro, o sociólogo Cameron Marlow descobriu que um internauta comum consegue estabelecer uma relação estável com o próximo com no máximo 120 contatos em  perfis no Facebook. Russerd Bernard, da Universidade da Flórida, concluiu que, nos Estados Unidos, os laços de amizade de uma pessoa podem chegar a 290.

Essas limitações existem devido a capacidade do neocórtex cerebral, que não se desenvolveu durante a evolução do homem. Em pouco tempo, o registro foi tão valorizado na internet que já existiram redes sociais que o adotavam para definir critérios de ingresso às plataformas participativas.

A rede social aSmallWorld, considerada como “Orkut dos ricos”, usou este discurso para defender seus princípios de uso e, claro, alcançar valorização e alarde em torno de seu serviço.

A construção do mito de que as novas tecnologias poderiam superar tal limitação não é o único fato que mais chama atenção. O estudo corrobora a premissa de que o internauta, hoje, reforça mais laços construídos de forma offline (cotidiano) do que propriamente criar novas amizades virtuais.

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14/12/2009

às 3:18 \ facebook

A aparência da imparcialidade em redes sociais

facebook21

A Comissão de Assessoria Ética Judicial da Flórida, nos Estados Unidos, iniciou neste fim de semana uma interessante discussão envolvendo advogados e juízes. A entidade quer coibir trocas de informações e vínculos entre os dois profissionais do estado no Facebook, rede social de maior popularidade no mundo.

Segundo a Comissão, há uma grande diferença entre amizades no sentido tradicional (offline) e amigos em plataformas sociais colaborativas (on-line), por exemplo. Laços estabelecidos em ambientes virtuais criariam alguns conflitos de interesses que devem ser evitados por profissionais.

É o que se considera hoje como a aparência da imparcialidade em perfis pessoais. O velho debate de até onde vai o limite do profissional e o pessoal. Cenário semelhante entre as principais empresas jornalísticas e a criação de regras internas aos jornalistas para uso de mídia social, como Twitter, por exemplo.

A versão norte-americana da ESPN é um caso que chama a atenção. Desde agosto deste ano, a empresa proibiu o uso do Twitter pelos profissionais que trabalham com comunicação. E ainda  redigiu uma espécie de cartilha de boas práticas em nichos participativos.

É o movimento de tornar-se menos distribuído e mais centralizado. Uma tática que tem os seus motivos corporativos, mas que explica a diferença entre usar e estar em rede.

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