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05/08/2010

às 7:00 \ google, tendencias

Wave: tsunami do Google virou marola e morreu na praia

Lars Rasmussen foi um dos criadores do Wave: nesta praia, o Google fracassou

O Google anunciou oficialmente nesta quarta-feira o fim do desenvolvimento do Google Wave, serviço que une mensagens instantâneas, e-mail, armazenagem de documentos e recursos de rede social em um pacote integrado. O fechamento de um dos serviços mais alardeados na web nos últimos anos expõe aquela que é talvez a maior fragilidade da empresa: a dificuldade em criar ferramentas bem-sucedidas com vocação para relacionamento e interação social.

Por meio de uma nota em seu blog oficial, a empresa alega falta de adesão dos usuários ao Wave. Em outras palavras: pouca gente surfou na onda do Google. O vice-presidente de operações do site, Urs Holzle, ainda tentou salvar o produto moribundo. “Vamos manter o site pelo menos até dezembro e estender a tecnologia para uso em projetos do Google”, disse.

O Wave foi projetado na Austrália por uma pequena equipe, liderada pelos irmãos Lars e Jens Rasmussen, funcionários do Google que ajudaram a construir o serviço de mapas da empresa. Ele foi lançado em maio de 2009, de forma restrita: era necessária convite, o que gerou uma gritaria virtual. Seus criadores estavam ambiciosos: “O Wave vai revolucionar a comunicação feita por intermédio da internet”. Não é bem o que aconteceu.

O tsunami que acabou em marola expõe o calcanhar de Aquiles do Google. Desde sua fundação, em 1998, o gigante não emplacou nenhuma ferramenta de grande participação e interação entre usuários. A lista de fracassos é extensa. Em 2009, foi desativado o Lively, “mundo” virtual que pretendia fazer frente ao Second Life. No mesmo ano, foi a vez de sucumbir o Dodgeball, serviço criado pelo fundador do Foursquare que informava o paradeiro de usuários por meio da geolocalização. Outro que desapareceu foi o Jaiku, microblog imaginado para rivalizar com o Twitter.

Outros produtos de menor envergadura também foram descontinuados, como o Catalog Search, que escaneava catálogos de produtos e permitia buscas on-line, e o Notebook, ferramenta que permitia que os usuários tomassem notas sobre sites visitados. O Orkut, projeto inicial desenvolvido por um funcionário da empresa, foi aproveitado e, em pouco tempo, virou uma febre nacional. Já o YouTube é uma exceção – o serviço não é prata da casa e foi adquirido junto a terceiros.

Foto: Nialkennedy.

22/03/2010

às 4:43 \ tendencias, video

Um exemplo de como será uma banca de jornal

Em tempos de leitores eletrônicos, surge uma dúvida: como serão as bancas de jornais e revistas do futuro, se o internauta terá condições de consumir informações de modelos impressos em suportes como o Kindle, da Amazon, ou o iPad, da Apple? A Cynergy, empresa norte-americana de desenvolvimento de design e interface, tratou de dar uma resposta com um vídeo conceitual sobre o que nos espera no futuro.

Desta vez, a compania criou uma aplicação interativa por meio do Microsoft Surface – computador em forma de mesa capaz de interagir com dispositivos colocados em sua superfície e com tela sensível ao toque – para aplicar o modelo do futuro das bancas de jornais.

O vídeo (em inglês) mostra a possibilidade de adquirir uma revista, no caso a National Geographic, com o simples movimento de colocar um leitor digital sobre o computador Surface. Automaticamente, todo o conteúdo impresso da Natgeo estará disponível em seu tablet ou e-reader.

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O impacto do iPad na web

01/03/2010

às 4:14 \ socialmedia, tendencias

Redes sociais de nicho: elas sobrevivem?

redes-sociais-mapa

Em um mercado dominado por Facebook, Twitter e Orkut, redes sociais de nicho chamam atenção por atender necessidades específicas de seus públicos. Mas elas não têm vida fácil. Vistas como tendência por analistas há alguns anos, tornaram-se em pouco tempo um objeto virtual duvidoso e, de certa forma, obsoleto. Logo, vale levantar a questão: é possível sobreviver frente a sites com mais de 50 milhões de usuários?

O recente histórico virtual volátil é prova de que ainda não há uma resposta concreta. O Yahoo, por exemplo, viveu este tipo de situação. Um dos maiores gigantes da web anunciou em 2008 o fim do Kickstart, rede social de caráter profissional. O site foi fechado após ser ‘engolido’ pela avalanche Linkedin, de 45 milhões pessoas cadastradas. Hoje, o site de perfil corporativo está avaliado em 1 bilhão de dólares. Já o Kickstart foi direcionado a um produto similar no Yahoo – o HotJobs!

Alguns exemplos, contudo, mostram que essas redes de nicho podem sobreviver – a despeito da competição do ambiente virtual. É o caso de Totspot, Odadeo, Lil’Grams e Kidmondo – todas dedicadas a bebês e que fazem grande sucesso.

Para encontrar vida longa na web, as redes destinadas a interesses de nicho precisam de ingredientes básicos: eficiência no mecanismo do serviço, interesse do usuário em interagir com seus amigos e informações específicas que não serão encontradas em qualquer outro site.

information-overload

“Redes sociais de nicho têm espaço na web. Mas para funcionar com grupos de pessoas bem específicos e, para dar certo, precisam ser adotadas por plataformas participativas que realmente utilizem o site para manter contato. A única questão pendente é a sobrecarga de redes sociais”, explica Raquel Recuero, pesquisadora e professora do Programa de Pós-Graduação em Letras (PPGL) da Universidade Católica de Pelotas (UCPel).

A questão é simples: você consegue gerenciar e absorver o volume absurdo de dados que circula em todos os sites de relacionamento em que está cadastrado?

É nesse cenário que surgem os filtros pessoais – para dar prioridade a um ou outro ambiente virtual. A intenção, é claro, é manter o foco em uma atividade. E a escolha provavelmente recairá sobre as redes maiores, estruturadas, recheadas de inúmeras funções (jogos, quiz, chats com vídeos etc.), com malhas sociais e laços de amizades consolidados, deixando em segundo plano sites participativos de grupos específicos.

Foto: Webtreats e Solstizio.

11/01/2010

às 3:56 \ google, tendencias

O que muda com o buscador móvel do Google

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O Google lançou na última semana uma funcionalidade específica para iPhone e celulares com o sistema operacional Android que permite sugerir locais, restaurantes, bares, shoppings baseados na localicação do seu aparelho. Near me Now é mais um produto móvel que valoriza a geolocalização e mostra como a pesquisa customizável ‘hiperlocal’ facilitará o trabalho humano.

O recurso já está disponível e em destaque abaixo do campo de buscas do Google em navegadores dos aparelhos (veja imagem). A localização do serviço é detectada e, automaticamente, recebe sugestões de serviços próximos às coordenadas do celular.

Por enquanto, no Brasil, o Near me Now sofre instabilidades. Em duas tentativas, o serviço apareceu com uma mensagem “local indisponível”. Quem conseguiu acesso afirmou que falta precisão nas sugestões, atributo que mostra o quanto o Google está defasado no segmento.

O símbolo de buscas da web, aos poucos, quer entrar em mais um território que não tem dono. Depois da “invasão” ao mercado dos netbooks, chegou a vez de investir na geolocalização.

Por enquanto, quem reina usa um atributo que chama a atenção. O Foursquare, serviço de recomendação que já foi citado até como novo Twitter, faz o mesmo serviço que o Google, porém de forma eficiente, organizada e, acima de tudo, colaborativa. É a boa e velha mistura de enaltecer vida social e virtual.

A escolha, porém fica na mão do internauta: vai preferir sugestões automáticas em destaque no Google ou conselhos de amigos nos quais você confia?

Abaixo, um vídeo explicando o Near me Now, do Google:

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Como mobilidade não é sinônimo de celular

04/01/2010

às 3:41 \ tendencias

O que esperar da web em 2010

futuro-tecnologia

A tecnologia tornou-se um ingrediente básico no cotidiano das pessoas. A busca por recursos para facilitar o ser humano é intensa e incessante. É só olhar ao redor e perceber quantos mecanismos ou aparatos tecnológicos contribuíram para o seu desenvolvimento.

Em 2010, a história não é diferente. Não teremos uma panaceia digital, mas um amadurecimento de modelos de negócio e da própria percepção do internauta que, aos poucos, se adequa às tendências que envolvem tecnologia e o ato de comunicar-se. Abaixo, três assuntos com boas condições de holofotes no ano:

Uma web menos anônima

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São perfis no Orkut, Facebook, Twitter e uma lista infinita de senhas para memorizar com um único objetivo: estreitar ou manter laços com seus amigos. A construção de diferentes rastros em plataformas participativas provoca a formação de uma teia social na qual é possível perceber com quem cada um se relaciona. É quando sai de cena o anonimato.

Logo, fica cada vez mais evidente o argumento de que a web conecta pessoas e não computadores. A criação de inúmeros recursos em redes sociais garante a cada nicho um cartão de visitas pessoal, uma das premissas do que se considera como lifestreaming.

Por conta disso, a reputação será a chave para a vitrine virtual. Porém, para tê-la, é necessário visibilidade. E é neste princípio que ferramentas como o Facebook Connect ou serviços como o Flavors.me e o Tumblr podem garantir uma web menos anônima.

Realidade aumentada e Geolocalização

Em 2009, o uso da realidade aumentada na mídia para produzir uma imagem tridimensional não passou do experimento de colocar a página de um jornal ou revista em frente a uma webcam. Neste ano, é a vez da fuga do lugar-comum de um recurso interessante, porém propagado com um mesmo formato. No quesito inovação, quem saiu na frente foi o centro de pesquisa da Nokia. O resultado do experimento é visto no vídeo abaixo:

Um elemento que pode compor a realidade aumentada e deixá-la mais “customizável” é a possibilidade de inserir um serviço que localize geograficamente pessoas que produzam conteúdo. A geolocalização, como é conhecida, já é vista como um dos grandes produtos de redes sociais no exterior.

O exemplo de maior destaque no momento é o Foursquare, serviço que mistura vida social e virtual apontado até como sucessor ao Twitter. Apesar do alarde, são modelos com características totalmente distintas. O que confirma o argumento de que mudam as pessoas, mudam as ferramentas, mas permanece a necessidade humana de recriar recursos.

Foto: Doc18 e Divulgação.


 

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