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29/12/2011

às 11:02 \ facebook, google+, tendencias

O que será assunto na web em 2012

Esboçadas em 2011, a batalha entre Facebook e Google e a expansão da internet móvel serão os grandes assuntos da web em 2012. O exército de Mark Zuckerberg oferecerá a seus usuários novos instrumentos para incentivá-los a usar ainda mais os serviços da empresa, assim como o Google não medirá esforços para lhe fazer frente com o Google+ – mesmo que a ação provoque a morte natural de sua antiga rede social, o Orkut. E cada vez mais usuários chegarão às redes sociais via dispositivos móveis, como tablets e smartphones. Estima-se que em 2012 sejam vendidos 1 milhão de tablets, contra 450 mil em 2011. Confira abaixo:

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01/06/2011

às 10:44 \ culturaweb, curiosidade, tendencias

Quer ganhar dinheiro na web? Escreva um artigo inteligente

(Foto: Creative Commons/ Flickr Anil Mohabir)

Diversas publicações estudam uma forma de cobrar de seus leitores o acesso por conteúdo na internet. Os casos mais notórios são os dos diários New York Times e Wall Street Journal, que liberam suas reportagens mediante pagamento. É uma forma de remunerar as empresas que investem milhões para oferecer ao público informação precisa e de alto valor. Também na internet, um incipiente serviço tenta uma fórmula diferente – pois é diverso também seu caráter. O Most Interesting People in The Room (MIPitR) paga ao leitor para escrever.

A ideia partiu do jovem empreendedor Colin Wright, que desenvolveu um espaço virtual com uma pretensão em mente: propiciar a troca de opiniões de forma menos superficial. O MIPitR surgiu no final de 2010, mas só ganhou corpo neste ano. Para garantir autonomia, Wright optou por um modelo de negócio pago, onde os integrantes da comunidade desembolsam 10 dólares por mês para interagir com os demais membros do grupo.

O cadastro no fórum e o acesso aos tópicos de discussão são gratuitos, mas somente assinantes podem comentar as mensagens. Ao final de cada semana, os administradores da comunidade escolhem os tópicos mais relevantes e os comentários mais pertinentes. A partir de uma curadoria, o autor da melhor mensagem é convidado a produzir um post para o blog do projeto, recebendo como pagamento o equivalente a 10% do faturamento registrado pelo site no mês anterior.

“Como encorajar melhores comentários na internet? Por meio de medalhas e troféus ou através de pagamento?”, questiona o dono do projeto. Bem, sua aposta já foi feita. Resta conferir o resultado.

(Por Renata Honorato)

12/05/2011

às 7:00 \ culturaweb, curiosidade, facebook, tendencias

Facebook é 2ª fonte de tráfego de sites de notícias

(Foto: Creative Commons/ Flickr Ksayer1)

O Facebook está se tornando uma importante fonte de tráfego para sites de notícias, atrás apenas do Google, líder absoluto na posição, afirma um recente estudo conduzido pelo Centro Pew Research para Excelência em Jornalismo. A pesquisa analisou o comportamento de novos usuários na internet ao longo dos primeiros nove meses de 2010 e usou estatísticas da Nielsen para mensurar os resultados.

Foram observados 25 sites de notícias nos Estados Unidos. Os pesquisadores buscaram saber como os usuários chegam ao site, quanto tempo navegavam pelos endereços, o quão profundamente interagiam com seu conteúdo e qual o seu destino após a visita.

Segundo o levantamento, 40% do tráfego dos sites vem de referências externas – e 30% dessa audiência é proveniente do Google. Mas as redes sociais – e o Facebook, em particular – também têm recebido destaque como fonte de tráfego. Em cinco dos 25 sites analisados, a rede de Mark Zuckerberg aparece como a segunda maior fonte de toda a audiência. Os números são consequência de uma estratégia eficiente adotada pela rede nos últimos meses: a inserção do botão “Curtir” em todas as notícias. O Twitter, ao contrário do que se imaginava, quase não aparece como fonte de referência na pesquisa da Pew.

Muitos visitantes foram classificados como “usuários casuais”, ou seja, pessoas que visitam um site de notícias poucas vezes por mês e gastam alguns minutos em cada acesso. Para os pesquisadores, essa é uma evidência clara do impacto da informação nas redes sociais, que acabam levando para os sites um público interessado em ler o que seus amigos sugerem.

Entre os sites analisados, 11 são jornais (The New York Times, The Washington Post, USA Today, The Wall Street Journal, The Los Angeles Times, New York Daily News, New York Post, Boston Globe, San Francisco Chronicle, Chicago Tribune e Daily Mail); seis são sites de canais de TV (MSNBC, CNN, ABC, Fox, CBS e BBC); quatro são agregadores de notícias (Google News, Examiner, Topix e Bing News); três são sites híbridos (Yahoo! News, AOL e The Huffington Post); e um é uma agência de notícias (Reuters).

A conclusão do estudo conduzido pela Pew é que a audiência não é homogênea e que cada site atrai diferentes grupos de interesse. Para a publicidade atingir esses visitantes, será necessário pensar de forma inovadora. Em tempos de redes sociais, o nicho dá espaço à pluralidade e o desafio das empresas de comunicação é saber lidar com tantas rotas diferentes.

(Por Renata Honorato)

06/05/2011

às 10:54 \ jogos sociais, mobilidade, tendencias

‘Angry Birds’, pássaros dos ovos de ouro no mundo dos games

(Foto: Tim Whitby/Getty Images)

O Angry Birds foi eleito o melhor game para celular de 2010 no Webby Awards, o Oscar da internet. O game foi baixado mais de 140 milhões de vezes desde seu lançamento, em 2009, e transformou a Rovio, uma pequena companhia criada por três estudantes da Universidade de Helsinki, na Finlândia, em uma empresa com valor de mercado estimado em 284 milhões de dólares. Nada mal para um jogo cujo objetivo é lançar passarinhos rabugentos contra porcos verdes…

Presente no iPhone, iPod, iPad, Symbian (sistema operacional da Nokia) e Android (do Google), o game explora com eficiência invejável a tecnologia da tela sensível ao toque e já migra para outras plataformas, como BlackBerry PlayBook e PlayStation 3.

Para Ronaldo Bastos, diretor da Atrativa, líder no segmento de jogos casuais no país, o sucesso de Angry Birds é resultado de um conjunto de fatores, que incluem o bom uso do touch screen e a adoção de personagens carismáticos. O executivo acredita que a decisão de lançar o jogo no iPhone, o celular mais popular do mercado, contribuiu para a repercussão acerca do título e compara o fenômeno ao Yetisports, um game casual on-line, lançado em 2004, cujo objetivo é usar um yeti (figura mítica do Abominável Homem das Neves) para atirar pinguins o mais longe possível. “A própria mecânica é similar”, lembra Bastos. “A diferença é que em 2004 ninguém sabia como ganhar dinheiro com isso.”

Tela de 'Yetisports'

A onda Yetisports passou, mas o sucesso de Angry Birds nos celulares, tablets e videogames não tem data de validade, garante o diretor da Atrativa. “A Rovio tem apostado no download pago, nos micropagamentos dentro do jogo e na expansão da franquia para o universo off-line. Ou seja, tentativas diversas de monetizar o título e manter sua popularidade”, diz. “Como no caso do Club Penguin, da Disney, os personagens saíram do game para as lojas na forma de bichos de pelúcia”, lembra.

A manutenção do sucesso de Angry Birds, no entanto, não será uma tarefa fácil. Para mantê-lo no topo entre os aplicativos mais baixados na Apps Store e Android Market, as lojas da Apple e Google, respectivamente, a Rovio terá de ficar atenta ao cronograma de atualizações. “Lançar novos episódios a curto prazo é uma tentação, mas a prática deve ser evitada. Caso contrário, o interesse pelo jogo diminui e a qualidade de cada update é comprometida”, explica o executivo. “A PopCap, referência em jogos casuais no mundo, e a Blizzard, referência em títulos hardcore, provam que o segredo do sucesso no mercado de games está na qualidade. Não importa quanto tempo se gaste no desenvolvimento de um produto; o importante é que ele chegue perfeito ao consumidor.”

A Rovio deve ainda manter a jogabilidade perfeita em todas as plataformas que decidir apostar. A experiência do jogador deve ser a mesma no iPhone, no Android, no Nokia ou no iPad, caso a companhia pretenda aumentar sua base de usuários e, com isso, conquistar a simpatia de novos investidores. O desafio para 2011, portanto, é grande, mas a empresa finlandesa tem bala na agulha – e dinheiro no bolso – para manter Angry Birds nas paradas. No caso da Rovio, são pássaros rabugentos que botam ovos de ouro e não galinhas.

(Por Renata Honorato)

31/12/2010

às 7:00 \ tendencias, video

Como serão as telas sensíveis ao toque em 2014

De tempos em tempos, empresas de tecnologia apresentam vídeos conceituais que tentam nos adiantar como será o mundo no futuro. Lousas digitais, carros que dispensam o condutor e TVs de alta qualidade – finas e dobráveis – são algumas das apostas dos futurólogos. Entre tantas promessas, uma parece onipresente: as telas sensíveis ao toque.

Os suecos do Astonishing Tribe, uma empresa especializada em design e interfaces digitais, produziram um vídeo que pretende revelar como se dará, em 2014, a adaptação do ser humano à invasão da tecnologia touchscreen – que já está em marcha, diga-se. Para eles, as telas sensíveis ao toque serão totalmente maleáveis e terão um impressionante poder de conexão e compartilhamento de conteúdo.

Confira as imagens a seguir:

Future of Screen Technology from Beto on Vimeo.

29/10/2010

às 7:00 \ entrevista, produto, tendencias

Mercado Livre segue os passos do Twitter

Foto: Divulgação

O gigante de compra e venda na web Mercado Livre pode ser considerado um sobrevivente do estouro da bolha da rede, em 2001, quando as altas expectativas relacionadas às empresas de tecnologia se desfizeram, enterrando muitas companhias do mundo digital. O site continuou vivo e cresceu. Hoje, está presente em treze países, onde ajuda a viabilizar transações da ordem de 2,75 bilhões de dólares. No Brasil, são 25 milhões de brasileiros cadastrados. O próximo passo é fazer o negócio avançar para os dispositivos móveis – ou seja, franquear acesso ao Mercado Livre por meio de aplicativos dedicados, como celulares e tablets.

A revelação é de Stelleo Tolda, chefe de operações da empresa no Brasil. Para se tornar mais “acessível”, o site vai se tornar mais aberto. Na prática, isso significa que ele vai seguir o exemplo de hits da internet, como Twitter e Google, e apresentar uma API pública: em troca, espera que desenvolvedores independentes criem aplicativos aos usuários mundiais. “Queremos programadores e desenvolvedores produzindo serviços úteis. E a criação de recursos disponíveis em diferentes dispositivos móveis é um dos caminhos a serem trilhados pela empresa em 2011″, diz Tolda. Confira a entrevista com ele a seguir.

O Mercado Livre caminha para apresentar a desenvolvedores uma API pública (recurso que permite que profissionais espalhados pelo mundo criem serviços para o site)?
Com certeza. O mercado exige flexibilidade. Grandes empresas como Google, Amazon, PayPal, Twitter e Facebook já optaram por essa escolha há algum tempo. O contra-exemplo deste cenário é o Orkut, que está estagnado. Essa mudança acontecerá nos próximos meses, mas no primeiro semestre de 2011 já disponibilizaremos nossa API aos desenvolvedores e programadores. Queremos novas possibilidades de visualizar o conteúdo do Mercado Livre e a criação de aplicativos móveis é um dos projetos, que vai acontecer com a abertura das APIs.

Qual é o futuro do Mercado Livre?
Tenho absoluta certeza de que o comércio eletrônico dará novos saltos virtuais. E só temos um propósito: facilitar a vida de quem compra e vende.

Vocês pensam em realizar alguma ação em clubes de compra coletiva?
Há poucos dias, o Ebay (que detém participação de 19,5% do MercadoLivre.com) anunciou parceria com o Groupon, maior site de compra coletiva no mundo. Desde então, a empresa passou a listar os melhores negócios do dia do Groupon.com, além de permitir que seus usuários coletem pontos com as compras que fazem, com o objetivo de aumentar sua presença no crescente segmento de compras em grupo na internet. Portanto, observamos esse novo modelo com interesse, mas não acredito que seja o formato padrão para que ocorram transações comerciais. Trata-se de uma estratégia de nicho que resultou em muitos lucros.

Os produtos mais comercializados (imagem acima) revelam o perfil de quem vende e de quem compra produtos no Mercado Livre? Quem são essas pessoas?
Não temos um perfil de pessoas como existe em um clube de compra coletiva, por exemplo. No início do nosso projeto, classes A e B eram a grande maioria. Hoje, a classe C cresce de forma vertiginosa. São Paulo e Rio de Janeiro são as duas cidades que mais realizam negociações. O vendedor é, geralmente, um empreendedor. Há alguns meses, percebemos a evolução de comerciantes de mais de 40 anos – que já têm lojas físicas – vendendo no Mercado Livre.

O que não vende no Mercado Livre?
É difícil responder essa questão pelo simples fato de que o cadastrado no site tem a liberdade de anunciar o produto. E são as palavras e as imagens que vão atrair compradores. No entanto, acredito que o segmento de roupas deveria vender mais. É um setor com grande potencial.

Como o senhor chegou à presidência do Mercado Livre?
Sou formado em engenharia pela Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. Pouco tempo depois, fiz o MBA na mesma instituição. Estou no Mercado Livre desde sua fundação. Ingressei após conhecer o fundador do site, Marcos Galperin, em Stanford. Assim que lançou o Mercado Livre na Argentina, em 1999, ele me chamou para abrir a operação brasileira. Mas sinceramente o projeto não estava nos meus planos. Na época, eu tinha um objetivo: continuar no setor de finanças. Fiquei por seis meses no banco Lehman Brothers, mas sabia do potencial da internet e aceitei o convite.

Como o Mercado Livre sobreviveu à bolha da internet?
Tivemos um grande apoio financeiro. Em maio de 2000, recebemos 46,5 milhões de dólares de investidores, como Chase Capital, Hicks Muse (conhecida no país por ser ex-parceira de investimentos do Corinthians), Goldman Sachs, Banco Santander e GE. Eles acreditavam no nosso trabalho e pediram uma única coisa: cuidem deste precioso recurso.

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Linkedin: rota de ascensão profissional para jovens

22/10/2010

às 7:00 \ entrevista, tendencias

Groupon, o carro-chefe dos clubes de compra coletiva

Andrew Mason, criador do Groupon, avaliado em mais de 1 bilhão de dólares. Foto: Divulgação

Estima-se que haja, hoje, mais de dois bilhões de usuários de internet em todo o planeta. Há quem veja na estatística uma vastidão de gente ou uma montanha de números. Há quem veja oportunidades de negócios. Afinal, cada vez mais o espaço virtual se torna um multiplicador de interações, vendas e, é claro, lucros. No centro desse tsunami, desponta um novo modelo de negócio, que atrai consumidores e empresas. São os clubes de compra coletiva, sites que oferecem descontos em restaurantes, teatros, bares, salões de beleza, entradas de cinema e spas.

A lógica por trás do negócio é relativamente simples: após acordo com a empresa que oferece um produto ou serviço, o clube anuncia o item em seu site com um desconto agressivo (em alguns casos, chega a 90%), reservando-se o direito a uma comissão sobre as vendas. Para que a transação se concretize, é necessário haver uma mobilização na rede, ou seja, um grande número de interessados no produto ou serviço. Em tese, todos saem ganhando ao final da operação: ganham os consumidores finais, que aproveitam a barganha, ganha o clube, que leva o seu quinhão, ganha o proprietário do produto ou serviço.

Nos Estados Unidos, um nome já se destaca nessa seara: o Groupon. Perto de completar dois anos de vida, a empresa já tem status de gigante. Avaliado em 1,35 bilhão de dólares, o site conta com mais de 20 milhões de adeptos e está presente em mais de trinta países – incluindo o Brasil, onde é conhecido como Clube Urbano. O site de VEJA conversou com seu criador, Andrew Mason, de 29 anos. Na entrevista a seguir, ele adianta que o Groupon reserva surpresas para o mercado brasileiro em 2011. E faz questão de afastar a hipótese de vender seu negócio ao Yahoo, em uma transação estimada em 2 bilhões de dólares. “São só rumores”, diz Mason.

Afinal, quem é Andrew Mason?
Sou um jovem apaixonado por música, formado na área pela Universidade Northwestern, em Illinois, nos Estados Unidos. Fiz parte de uma banda, o que foi essencial para compreender como trabalhar em equipe e ser mais criativo. Esses foram dois dos ingredientes mais valiosos para criar uma empresa de sucesso como o Groupon.

Como surgiu o Groupon?
Em novembro de 2007, criei o The Point para fazer petições on-line. Era um site de ação coletiva. Fui desafiado a fazê-lo rentável e percebi que o poder do grupo poderia ser aplicado a descontos – princípio do meu site de compra coletiva. O Groupon teve vida própria mesmo em novembro de 2008.

Quantos funcionários você tem?
Na sede oficial, em Chicago, são 900 funcionários e, no mundo, 2.500. Hoje, o Groupon tem mais de 20 milhões de cadastrados.

Por que o Groupon e os clubes de compras fazem tanto sucesso?
Simples. Sem a popularização da web e os avanços da tecnologia, seria impossível pensar em dividir o espaço entre pequenos negócios e empresas populares e renomadas. Graças à web, conseguimos nivelá-los. E todos os tipos de negócios – e clientes – colhem frutos. Graças à popularização de plataformas sociais como Twitter e Facebook foi possível também oferecer oportunidades para alcançar novos clientes, sem sofrer risco algum.

Especula-se que o Groupon pode ser negociado com o Yahoo.
São só rumores. Muitos estão interessados em trabalhar conosco, mas posso garantir: não temos nenhuma novidade para anunciar nos próximos meses.

E, no Brasil, quais  são os resultados do Groupon?
O país é um dos maiores mercados do Groupon. Tenho certeza de que estamos ajudando microempresários a lucrar sem muito esforço. Tenham certeza de que, em 2011, vamos expandir nosso mercado no Brasil.

O que você espera para o futuro do Groupon?
Uma coisa é certa: clientes e comerciantes podem esperar uma inovação contínua de nossos produtos e modelo de negócio. Estamos no mercado há pouco tempo, mas nos sentimos animados para anunciar novos recursos em breve.

23/09/2010

às 6:25 \ culturaweb, iPad, midia, tendencias

Como simular um holograma usando o iPad

(Foto: Reprodução)

Desde seu lançamento, o iPad, tablet da Apple, vem despertando a imaginação de muita gente. Publicitários e designers britânicos de duas agências se uniram para criar um vídeo que simula uma holografia com a ajuda da tela do dispositivo. Para criar o efeito, a equipe desenvolveu modelos de textos e animações em um software 3D.

Os especialistas usaram também uma técnica bastante popular entre os fotógrafos, o light painting. Consiste em registrar o rastro de luz deixado pelos textos e animações na tela do iPad em um ambiente escuro.

O resultado da experiência foi registrado em vídeo. Confira a seguir:

(Por Renata Honorato)

15/09/2010

às 16:26 \ socialmedia, tendencias, twitter

Por que o Twitter está de cara nova

O Twitter promoveu nesta semana a primeira grande mudança estrutural desde seu nascimento, em março de 2006. As alterações – que estarão disponíveis a todos os perfis no prazo de duas semanas – pretendem, segundo a empresa, garantir uma “experiência mais fácil, rápida e rica” aos usuários. Há quem diga que a nova estrutura da ferramenta quer copiar o modelo do Facebook, que dá sinais de que quer se transformar em uma empresa de comunicação – entre usuários. Engano.

A estratégia do Twitter é conhecer a fundo e cada vez mais os hábitos dos usuários que acessam o site e ampliar o controle do tráfego nos mais variados dispositivos – celular, tablet e computador. De quebra, quer acabar com a divisão de dados com terceiros. A aposta começou a se delinear no início do ano, quando a empresa abriu os cofres para comprar o Tweetie, popular aplicativo de atualização do microblog para o iPhone, “matando” concorrentes. Trazendo o Tweetie para seu domínio, o Twitter passou a ter controle total sobre todas as informações pessoais de usuários que utilizavam o aplicativo. A regra vale para os demais casos de programas desenvolvidos por terceiros que permitem acesso ao microblog.

A decisão abriu uma guerra com os desenvolvedores independentes. Esses programadores alegam que, agindo dessa forma, os donos do microblog podem sufocar a concorrência e desestimular a construção de produtos não-oficiais. Isso porque, ao adotar um aplicativo como oficial, o Twitter termina por esvaziar os demais. A resposta da empresa às críticas, na época, foi rápida e direta. Ryan Sarver, líder de plataformas da companhia, foi objetivo: “Façam aplicativos melhores”.

Em outras palavras, o Twitter deu de ombros às reclamações. Mais importante para ele é manter sob controle as informações relativas aos hábitos de seus usuários. É isso que pode abrir novas oportunidades para a publicidade e, portanto, novas fontes de receita.

Novos dados – Durante a apresentação da nova estrutura, Evan Williams, um dos pais do Twitter, revelou dados sobre a rede. Em média, os usuários do site produzem mais de 90 milhões de tweets diariamente – o que corresponde a 62.500 mensagens por minuto, ou 1.040 tweets por segundo. Em junho, o número de mensagens enviadas por dia era de 65 milhões.

21/08/2010

às 17:03 \ culturaweb, curiosidade, tendencias

Para a ‘Wired’, a web morreu. Será?

O físico e editor-chefe da revista Wired, Chris Anderson, tem um passado recheado de polêmicas. Aos 48 anos, já decretou a 3ª revolução industrial, defendeu o crescimento dos mercados de nicho e, em seu último livro, Free, foi até acusado de plágio. Desta vez, levantou uma nova tese para receber, novamente, os holofotes virtuais. Na edição de setembro da publicação, uma das mais respeitadas do mundo na área de tecnologia, ele divide espaço com Michael Wolff para sentenciar: “a web está morta”.

Foto: Carlos Eduardo Jorge

O texto explora o argumento de que os usuários conectados estão utilizando aplicativos e não mais os navegadores – como o Internet Explorer, Chrome ou Firefox – para acessar o conteúdo disponível na internet. Segundo um estudo encomendado para a publicação, o tráfego de dados da internet provém de vídeos e troca de conteúdos P2P (rede de compartilhamento de arquivos) e não da web em si.

Não é a primeira vez que a Wired destaca a hipótese. Em 1997, a revista já havia anunciado a morte da web (e dos navegadores) com um argumento parecido. Contudo, a atualização do diagnóstico está sob forte ataque virtual. E Chris Anderson é contestado por todos os lados. O BoingBoing, um dos blogs mais acessados em todo o mundo, classificou o gráfico utilizado no artigo para comprovar a morte da web como “impreciso e suspeito” por não levar em consideração o crescimento no tráfego total da internet ao longo dos anos. A The Atlantic, revista literária e cultural com mais de 110 anos de história, também acredita que os argumentos expostos não têm fundamento. “Eles querem é dinheiro”, avisa.

VEJA.com conversou com três especialistas na área para saber se o argumento levantado por Anderson é plausível:

Gilson Schwartz, professor de áudio-visual da ECA-USP e TV Digital da Poli-USP
“Vivemos a guerra dos bordões. Veja o termo web 2.0, por exemplo. O discurso de Anderson é antigo – já foi apontado por Daniel Bell, em 1973, em O Advento da Sociedade Pós-Industrial. Ele quer chamar atenção. Seu discurso vale como marketing, palavra de ordem para seus seguidores levantarem a mesma bandeira. Hoje, sofremos mudanças apenas na forma de acessarmos a rede. Não vamos apenas acessá-la por computador – carros, brinquedos, celulares, tablets também são novos dispositivos de conexões. No entanto, seus argumentos são banais. Não tem nada acabando ou começando. Só há certo exagero nas suas palavras”.

Demi Getschko, professor de redes de computadores da PUC-SP, diretor-presidente do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), considerado um dos “pais” da internet no Brasil
“O discurso de Anderson já foi proferido na década de 90. Trata-se da tecnologia “push”: os recursos são oferecidos às pessoas sem esforço. O RSS e o e-mail são bons exemplos. Hoje o conhecimento ganha novo destaque. Paulatinamente, as páginas de web se transformam em aplicativos. Vamos pensar no Twitter: sua base está na web, mas as pessoas acessam o serviço por iPods, iPhones, celulares. Mas isso não descarta minha opinião: a rede vai resistir. Já foram vários ataques. O que podemos tirar de lição da matéria da Wired é que a web não reina sozinha. Os novos dispositivos propiciam o uso da internet de outra forma.”

Walter Teixeira Lima Junior, docente do programa de pós-graduação da área de Tecnologia e Comunicação da Faculdade Cásper Líbero
“Sou leitor da Wired desde 1996 e já noto uma percepção da publicação: em todas as oportunidades que usam laranja, significa que querem chamar atenção. No entanto, a matéria em si é pobre. Fala-se em HTML 5, mas não vejo uma citação de web semântica – o que pretende ser o futuro da web. O gráfico que representa a internet nos últimos 20 anos (imagem abaixo) é totalmente desproporcional. Para a Wired, o DNS (sistema que traduz endereços como “veja.abril.com.br”) morreu em 1995 [a publicação afirmou posteriormente que há erros no gráfico]. Admiro e respeito o Anderson, mas ele me decepcionou. Os boatos são parecidos com o fim do impresso. E, de quebra, coloca os aplicativos como os grandes rivais da web. Mas a premissa é outra – que um auxilie o outro.”

Foto: Frank Barth-Nilsen.


 

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