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23/04/2010

às 12:55 \ facebook, pesquisa

Facebook no Brasil: 3,6 milhões de cadastrados

Impulsionado por mudanças visuais em sua página inicial e novas funções de interação entre amigos, o Facebook atingiu a marca de 3,6 milhões de brasileiros cadastrados no mês de abril, segundo relatório divulgado na quinta-feira pelo Inside Facebook.

O número ainda é bem inferior ao que foi divulgado pela consultoria Ibope Nielsen Online em outubro. Segundo a empresa, o número de usuários brasileiros no Facebook já é de 5,3 milhões.

Ainda que não represente perigo ao domínio do Orkut no país (o serviço mais popular no Brasil conta com 26,9 milhões de adeptos) a rede social fundada por Mark Zuckerberg registrou no Brasil o maior crescimento entre todos os países da América Latina nos últimos meses: 14%. A nação com o maior número de usuários na região é o México, com 9,4 milhões de pessoas inscritas.

O Twitter segue como o principal rival do site de relacionamentos do Google. A rede de mensagens de até 140 caracteres conta, hoje, com 9 milhões de adeptos no país. Na tabela abaixo, os números mais recentes sobre o Facebook:

O número de usuários do Facebook no Brasil

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27/03/2010

às 15:35 \ pesquisa, socialmedia

Os países que mais permanecem em redes sociais

Recentemente, o Instituto Nielsen divulgou uma pesquisa sobre o número de horas que internautas do mundo passam em redes sociais. Surpreendentemente, italianos e australianos aparecem entre os primeiros da lista, à frente de americanos e brasileiros – o que tem uma explicação: faltou exatidão e divulgação dos critérios que foram adotados.

É a velha discussão da difícil tarefa de mensurar resultados em mídia social – a dificuldade de escolher um ou outro site. Segundo dados do Nielsen de fevereiro, pessoas que moram na Itália ou Austrália passam mais de seis horas conectados. O Brasil aparece na modesta sexta colocação, com um pouco mais de quatro horas, atrás de Estados Unidos, Reino Unido e Espanha – três pólos de grande participação do público na web.

Das plataformas sociais pesquisadas por Nielsen, faltou o Orkut, rede de maior popularidade no país, com 27 milhões de cadastrados. A empresa de métricas usou o critério de escolher apenas Facebook, MySpace, Twitter e Classmates (rede social americana que promove contato entre colegas de escola, faculdade).

Confira a lista completa dos países na imagem abaixo:

Brasil é o sexto país que mais permanece conectado em redes sociais

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01/03/2010

às 19:10 \ culturaweb, midia, pesquisa

Como a web pode ajudar no terremoto do Chile

Terremoto no Chile de 8,8 graus na escala Richter aitingiu o Chile no sábado

O terremoto de 8,8 graus na escala Richter que atingiu o Chile no sábado provocou um efeito imediato na internet. Nessas situações de grandes catástrofes, plataformas sociais participativas como o Twitter tornam-se mecanismos essenciais de prestação de serviço entre as pessoas. Dessa vez, porém, o que mais chamou atenção não foi a troca de informação entre os usuários dos nichos sociais, mas a criação de um site para centralizar as principais informações, fotos e vídeos relacionados à tragédia.

Terremotochile.com é um agregador de informações sobre a tragédia de 27 de fevereiro. Criado por jovens mexicanos – a estudante Evelyn Hernandez, de 24 anos, e o desenvolvedor web Francisco Oliveros, de 25 – o site disponibiliza endereços e telefones de instituições chilenas que podem, de alguma forma, ajudar no socorro às vitimas.

Além disso, oferece ferramentas para visualização das atuais condições das áreas afetadas – a partir do uso do Google Maps. Outro recurso com uso dos mapas informa às vítimas do terremoto os pontos de doação de sangue em todo o país (confira imagem abaixo). E há ainda informações sobre estabelecimentos comerciais ativos nas áreas atingidas pelo terremoto.

“Criamos este ambiente virtual três horas depois do terremoto com um único objetivo: ajudar, de longe, quem mais precisa”, explica Oliveros, administrador do site. “A Evelyn me auxilia na produção de conteúdo direto da Suécia, onde ela faz faculdade”.

Centros de doação de sangue no Chile

O resultado do trabalho pode ser medido. “Recebemos mais de mil comentários nas últimas 48 horas em nosso site”, afirma Oliveiros. “Em média, Terremotochile.com recebeu 80.000 visitas diárias”.

Uma tática próxima ao crowdsourcing
O modelo de produção adotado por Evelyn e Francisco para centralizar dados sobre a tragédia no Chile é comum na web. O trabalho organizado e com recursos multimídia aproxima-se da ideia de crowdsourcing, que é o conceito de utilizar dados oficiais coletados por cidadãos espalhados na web para desenvolver um único ambiente virtual e centralizador de informações.

Abaixo, um vídeo produzido por Cristóbal Braun e Javier Villarroel, duas pessoas que conseguiram relatar o terremoto de um veículo:

26/02/2010

às 1:58 \ pesquisa, socialmedia

Quando as redes sociais não afetam notas escolares

facebook-alunos-pesquisa

Um estudo realizado pela Universidade de New Hampshire, Estados Unidos, indica que, ao contrário do que normalmente se imagina, a participação intensa em redes sociais não prejudica o desempenho escolar dos adolescentes. Para chegar a esta conclusão, pesquisadores dividiram os alunos entrevistados em dois grupos: os que acessam plataformas participativas como Facebook e YouTube e os que não têm esse hábito. Nos dois casos, as notas foram similares: mais da metade dos jovens (63% e 65%, respectivamente) tiraram notas A e B – acima da média.

A pesquisa vai na contramão do que já foi apurado por outra instituição de ensino do país. Em abril, a Universidade de Ohio divulgou resultados de um levantamento em que estudantes com contas no Facebook dedicam-se menos aos estudos e tiram notas mais baixas, na comparação com seus colegas de classe que não possuem acesso à rede social.

facebook-estudantes

Na ocasião, a pesquisadora de Ohio Aryn Karpinski mostrou bom senso ao não estabelecer o Facebook como responsável pelo fracasso dos estudantes em sala de aula.

Se não houvesse o Facebook, pode ser que alguns estudantes continuariam tendo notas baixas, pois eles arrumariam outras maneiras de evitar o estudo.

Um ponto que a pesquisa poderia ter avaliado é a questão da dispersão. O acesso a redes sociais e a tendência de estar a integrado em diversos ambientes em rede leva a um cuidado menor com o que é lido. A distração é quase um lugar-comum hoje entre adolescentes de todo o mundo. E o acesso ao computador, com as funcionalidades e estruturas flexíveis, pode ou não ter contribuído para isso. O que você acha?

Fotos: Jack_92 e Anna Briggs.

02/02/2010

às 4:45 \ pesquisa, twitter

A diferença entre usar e estar no Twitter

twitter-numero-usuarios

Uma pesquisa sobre o número de usuários do Twitter no mundo divulgada pela empresa de métricas RJMetrics e em destaque ontem na versão online do jornal El País chama atenção por uma peculiaridade. Segundo o estudo, nem todos os usuários da rede de mensagens de até 140 caracteres possuem perfis ativos (em uso).

A rede social conta com 75 milhões de cadastros feitos desde 2006, ano de fundação da ferramenta. Destes, 30 milhões não postaram uma mensagem sequer. Para Roger Moore, diretor-executivo da empresa responsável pela pesquisa, o número é preocupante.

Quando você olha para inscrições de novas contas (6,2 milhões por mês), ninguém pode negar que o Twitter ainda está crescendo como um foguete (o que é bom). Mas, é importante conhecer quantos destes que estão cadastrados usam mesmo o serviço.

Qualquer comparação com outras ferramentas similares é inevitável. Apesar dos distintos princípios, o número divulgado sobre o Twitter é inferior ao do Facebook, que conta com 350 milhões de pessoas.

A rede social, de Mark Zuckeberg, por sinal, é uma exceção: começa a seguir uma risca jamais vista na web – alcançar 50 milhões de novos usuários na ferramenta a cada dois meses. No caso específico do Twitter, que tornou-se febre na web em tão pouco tempo, fica claro perceber a diferença entre usar e estar em rede.

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12/01/2010

às 4:54 \ pesquisa

Quando a “vida offline” é o mais importante

criancas-abraco

Uma pesquisa feita pelo grupo Disney e, divulgada no início desta semana, comprova o pensamento que faz parte da natureza humana aprender a lidar com limites externos. Segundo o estudo, crianças europeias entre oito e 14 anos preferem vida real à internet.

O relatório aponta que mais de 30% das 3.020 crianças entrevistadas gosta mais de encontrar amigos pessoalmente a conversar e manter contato em redes sociais ou em programas de mensagens instantâneas. Destas, 44% acreditam que a web contribui para manter amizades. Segundo Victoria Hardy, diretora-executiva de Pesquisa para os Canais Disney na região, as crianças da “geração XD” já compreendem o impacto que a tecnologia terá sobre suas vidas.

Trata-se de uma das primeiras reflexões sobre a distribuição de tempo entre vidas “on-line e offline“. Aos poucos, percebe-se a possibilidade de construir uma sociedade mais equilibrada, digitalizada, porém moderada. Um estágio de amadurecimento entre tecnologia e comunicação em um grupo seleto que conheceu o mundo de forma conectada. Sai dos holofotes a “era do excesso” ou abundância para valorizar a possibilidade que dois cenários distintos produzidos por uma mesma pessoa possam potencializar relações sociais.

Foto: Vivee.

08/01/2010

às 3:10 \ pesquisa

Como mobilidade não é sinônimo de celular

pesquisa-mobile-quantcast

Na semana de lançamento do Nexus One, primeiro celular do Google que leva a sua marca, um importante estudo no segmento confirma que a tendência de mobilidade é irreversível. Segundo pesquisa da Quantcast, o uso da internet em dispositivos móveis cresceu 110% nos EUA e 148% no mundo em 2009. Quem vê, pensa que o futuro está no celular, mas o destino da tecnologia transcenderá o aparelho.

O dado divulgado é relevante, porém pouco animador – o valor corresponde apenas a 1,26% do total de acessos à web. Mas trata-se de um dos primeiros casos pesquisados que revelam entrada a rede mundial de computadores a partir de outros dispositivos móveis, como o PSP. O portátil da Sony figura entre as plataformas mais usadas para web. É neste momento, então, que sai de cena a ideia de que o futuro móvel é o celular.

Aos poucos, o acesso a internet será feito por outros suportes – tablets, televisão, brinquedos, relógios e carros. Independente de qual dispositivo vai liderar o movimento do mundo digital, a navegação virtual por meio de outras plataformas veio para ficar.

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26/11/2009

às 16:04 \ blogs, culturaweb, pesquisa

Quando o Twitter não mata os blogs

twitter-blogs-comscore

Em outubro do ano passado, o jornalista Paul Bouttin fez uma análise na Wired falando como as aplicações sociais – Facebook, YouTube, Flickr e Twitter – tomaram parte do espaço dos blogs.  Um mês depois, o jornalista Paulo Querido já promovia um encontro na Universidade Católica Portuguesa para falar sobre o que chama de ‘o fim da blogosfera‘.

Estes fatos foram o estopim para iniciar uma velha discussão: como ferramentas de produção e execução na web são substituíveis. E olha que já foi discutido o fim do e-mail, fim da caixa de comentários e até fim do iPod.

Nesta quinta-feira, um estudo parece quebrar com tal premissa de que o Twitter e outras plataformas sociais participativas acabariam com os blogs. Pelo contrário. Segundo estudo da ComScore, a plataforma de blogs WordPress ganhou novos dez milhões de visitantes únicos em outubro, alcançando a marca de 151,8 milhões.

Por outro lado, o Twitter, atual maior fenômeno tecnocultura da web, alcança uma curva de estagnação, com 58,3 milhões de visitantes únicos.

A questão para a retomada da discussão não é sobre sucessão de ferramentas de conteúdo. É como o uso de mídia social potencializa e corrobora a importância de um ambiente virtual como um blog. O uso pessoal de plataformas sociais proporcionam a construção de novos nós na rede que transcendem ao seu círculo de audiência.

Por Rafael Sbarai


 

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