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Arquivo da categoria mobilidade

06/05/2011

às 10:54 \ jogos sociais, mobilidade, tendencias

‘Angry Birds’, pássaros dos ovos de ouro no mundo dos games

(Foto: Tim Whitby/Getty Images)

O Angry Birds foi eleito o melhor game para celular de 2010 no Webby Awards, o Oscar da internet. O game foi baixado mais de 140 milhões de vezes desde seu lançamento, em 2009, e transformou a Rovio, uma pequena companhia criada por três estudantes da Universidade de Helsinki, na Finlândia, em uma empresa com valor de mercado estimado em 284 milhões de dólares. Nada mal para um jogo cujo objetivo é lançar passarinhos rabugentos contra porcos verdes…

Presente no iPhone, iPod, iPad, Symbian (sistema operacional da Nokia) e Android (do Google), o game explora com eficiência invejável a tecnologia da tela sensível ao toque e já migra para outras plataformas, como BlackBerry PlayBook e PlayStation 3.

Para Ronaldo Bastos, diretor da Atrativa, líder no segmento de jogos casuais no país, o sucesso de Angry Birds é resultado de um conjunto de fatores, que incluem o bom uso do touch screen e a adoção de personagens carismáticos. O executivo acredita que a decisão de lançar o jogo no iPhone, o celular mais popular do mercado, contribuiu para a repercussão acerca do título e compara o fenômeno ao Yetisports, um game casual on-line, lançado em 2004, cujo objetivo é usar um yeti (figura mítica do Abominável Homem das Neves) para atirar pinguins o mais longe possível. “A própria mecânica é similar”, lembra Bastos. “A diferença é que em 2004 ninguém sabia como ganhar dinheiro com isso.”

Tela de 'Yetisports'

A onda Yetisports passou, mas o sucesso de Angry Birds nos celulares, tablets e videogames não tem data de validade, garante o diretor da Atrativa. “A Rovio tem apostado no download pago, nos micropagamentos dentro do jogo e na expansão da franquia para o universo off-line. Ou seja, tentativas diversas de monetizar o título e manter sua popularidade”, diz. “Como no caso do Club Penguin, da Disney, os personagens saíram do game para as lojas na forma de bichos de pelúcia”, lembra.

A manutenção do sucesso de Angry Birds, no entanto, não será uma tarefa fácil. Para mantê-lo no topo entre os aplicativos mais baixados na Apps Store e Android Market, as lojas da Apple e Google, respectivamente, a Rovio terá de ficar atenta ao cronograma de atualizações. “Lançar novos episódios a curto prazo é uma tentação, mas a prática deve ser evitada. Caso contrário, o interesse pelo jogo diminui e a qualidade de cada update é comprometida”, explica o executivo. “A PopCap, referência em jogos casuais no mundo, e a Blizzard, referência em títulos hardcore, provam que o segredo do sucesso no mercado de games está na qualidade. Não importa quanto tempo se gaste no desenvolvimento de um produto; o importante é que ele chegue perfeito ao consumidor.”

A Rovio deve ainda manter a jogabilidade perfeita em todas as plataformas que decidir apostar. A experiência do jogador deve ser a mesma no iPhone, no Android, no Nokia ou no iPad, caso a companhia pretenda aumentar sua base de usuários e, com isso, conquistar a simpatia de novos investidores. O desafio para 2011, portanto, é grande, mas a empresa finlandesa tem bala na agulha – e dinheiro no bolso – para manter Angry Birds nas paradas. No caso da Rovio, são pássaros rabugentos que botam ovos de ouro e não galinhas.

(Por Renata Honorato)

12/11/2010

às 11:15 \ iPad, mobilidade

Tablets devem ‘matar’ netbooks

Uma nova geração de dispositivos móveis lançada no primeiro semestre de 2010 promete modificar a maneira pela qual as pessoas vão se informar, trabalhar e, é claro, divertir. Desde abril, os tablets vêm, pouco a pouco, se tornando o novo sonho de consumo dos que buscam unir os recursos de um computador à praticidade de smartphones. O iPad, tablet da Apple, é o maior símbolo desse novo reinado de telas sensíveis ao toque que, a partir de pequenos movimentos dos dedos, permite navegar por sites, blogs, livros, fotos e vídeos.

Em menos de três meses de vida, foram três milhões de unidades vendidas. Em 2011, analistas apontam que as vendas baterão em 48 milhões de dispositivos. “Chegamos a 1 milhão de iPads em apenas 28 dias; o iPhone só alcançou tal índice em 74 dias”, disse Steve Jobs, comemorando o próprio feito. O crescimento vertiginoso e invejável do dispositivo já permite discutir a hipótese de que os tablets podem provocar a extinção dos netbooks, aparelhos com menos recursos e telas de no máximo 12 polegadas, voltados apenas para lazer e navegação na internet e que debutaram no Brasil em 2007.

Vida em Rede conversou com Angela McIntyre, analista da empresa de pesquisa Gartner e diretora do Client Computing Markets, para entender a dinâmica do mercado e os novos gostos dos consumidores. Diz a pesquisadora: “O mercado de netbooks terá uma redução de vendas paulatina – em 2012, estimamos cerca de 5%. Nos próximos anos, a venda desses aparelhos será menor em relação aos notebooks, por exemplo. E um dos culpados pela mudança são dispositivos como o iPad”, explica. “Além disso, já existem empresas que pararam de criar modelos de netbooks”, finaliza.

Para Angela, empresas como HP, Dell e Acer, que priorizaram a criação de netbooks, já disponibilizam seus próprios tablets – levantando a suspeita de que os netbooks perderam o ar de novidade e, no momento, o que se busca é um dispositivo que ocupe, de forma decente, o espaço entre smartphones e notebooks. E os tablets começam a seguir neste caminho, na direção de desempenhar tarefas leves e triviais.

Foto: Getty Images.

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14/10/2010

às 7:00 \ facebook, mobilidade

Facebook adota senha descartável para ampliar segurança

Com o objetivo de ampliar a segurança de seus mais de 500 milhões de usuários, o Facebook lançou um recurso que auxilia o acesso à rede social a partir de computadores em locais públicos, como lan-houses, em que o risco de roubo de dados em tese é maior.

Agora, os adeptos da rede podem usar uma senha temporária, alterada a cada vinte minutos. Para obtê-la, devem enviar um torpedo (SMS) com o texto “otp” (one-time password, em inglês) para o número 32665 – por ora, apenas os americanos têm acesso ao serviço. O Facebook promete oferecê-lo a todo o planeta nas “próximas semanas”.

O sistema segue o modelo adotado pelos bancos na internet por meio do dispositivo eletrônico conhecido como token. O aparelinho, que fica em posse do usuário, também produz novas senhas em intervalos regulares: o código, reconhecido pelo site do banco, deve ser informado pelo correntista antes do acesso à conta.

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25/09/2010

às 7:00 \ entrevista, mobilidade

O fim da divisão entre ‘on’ e ‘off-line’

Foto: Divulgação

Aos 39 anos, Ricardo Cavallini acaba de lançar seu quarto livro: Mobilize (download gratuito), em coautoria com Léo Xavier e Alon Sochaczewski. Trata-se de um desafio pessoal. Isso porque na obra o vice-presidente de convergência da agência Fischer+Fala! e seus parceiros se impõem a tarefa de mostrar qual o real impacto dos dispositivos móveis na publicidade e também na vida de cidadãos do mundo – e especialmente do Brasil. Diz o publicitário no texto: “Vivemos num país onde há mais acesso à telefonia móvel do que à rede de esgoto ou água tratada”. Por mais chocante que pareça a informação, ela reflete a grande penetração dos dispositivos móveis no país. O Brasil de 192 milhões de habitantes fechou o mês de agosto com o registro de 189,5 milhões de linhas de celulares, segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Na entrevista a seguir, Cavallini comenta os reflexos da geolocalização, da realidade aumentada e da mobilidade sobre nossas vidas. E prevê: “No futuro, não teremos mais divisão entre mundo on-line e off-line”.

A rede 4G – próxima e mais rápida geração de transmissão de dados e voz com dispositivos móveis – já deu os primeiros passos nos Estados Unidos. Ainda não há data certa para a tecnologia aportar no Brasil, mas já é possível antever seus benefícios ao país?
O 4G pode acelerar a curva de adoção de banda larga no Brasil. E, com certeza, irá superar o número de pessoas que acessam a internet em residências. Teremos ainda mais pessoas conectadas. Consequentemente, o valor da rede aumenta exponencialmente. O que contribuiu com o pensamento de que, no futuro, não teremos mais divisão entre mundo on-line e off-line.

Então, será esse o cenário que nos aguarda?
No futuro próximo, estaremos conectados o tempo todo. Os objetos à nossa volta vão se comunicar entre eles, o que permite acabar com a ideia de dividir tarefas nos mundos on-line e off-line. E essa transição começa a acontecer no Brasil. Em um dos meus livros, O Onipresente, eu cito um exemplo retirado do cotidiano de um adolescente, que diz: “Eu vou estudar, depois irei à natação e depois ao Orkut”.

Os recursos de geolocalização, que permitem relacionar usuários de redes de comunicação e lugares do planeta, está se popularizando. Isso poderá colocar a privacidade em xeque?
A privacidade é algo complexo. Hoje, é um conceito subjetivo. Vamos pensar nas redes sociais. Grande parte dos brasileiros é adepta desses sites para se relacionar: quer ver e ser vista. O que eu considero como invasão de privacidade é, geralmente, o que cadastrados no Facebook ou Orkut fazem – revelando e buscando muitas informações pessoais. Mas isso tende a acabar. É um processo de amadurecimento. O cenário será exatamente igual ao ocorrido no início da estabilização da economia, com acesso ao crédito: muitos brasileiros se endividaram além da conta. Hoje, as pessoas lidam com isso de uma forma mais madura – já se programam, não entram em vários financiamentos. É a velha evolução natural do ser humano.

Qual é a sua opinião sobre o uso crescente da realidade aumentada?
Como em toda tecnologia, há o período de exagero em torno do recurso. Perde-se a relevância. Ao passar a febre, fica a sensação de que a funcionalidade não existe mais. Mas assim como o QR Code (código de barras bidimensional capaz de armazenar diversas informações, como textos e links), a realidade aumentada traz benefícios reais, como o já conhecido sistema usado pelas emissoras de TV em jogos de futebol para indicar, por meio de linhas virtuais, se um jogador está impedido ou não. Cabe aos profissionais da comunicação tornar os recursos relevantes. É importante lembrar algo de que muita gente se esquece: a realidade aumentada é um recurso antigo, usado há muitos anos no visor dos capacetes de pilotos de caça americanos: imagens projetadas ali ajudam os militares a controlar a aeronave.

24/06/2010

às 13:30 \ mobilidade

Rede Globo usa Copa para lançar primeiro aplicativo para Apple

Com uma versão da sua Central da Copa para o iPhone, a Rede Globo prepara a entrada de sua produção televisiva nos dispositivos móveis. O aplicativo, que já está disponível gratuitamente na Apple Store, incorpora a identidade visual do programa homônimo apresentado por Tiago Leifert e quer a atenção dos espectadores que assistem ao mundial pela TV enquanto navegam na rede com smartphones e notebooks nas mãos. Confira ao lado imagem da interface do aplicativo.

Projetado às pressas para aproveitar a euforia da Copa do Mundo, o primeiro produto da Globo para a plataforma Apple oferece trechos em vídeo dos momentos mais importantes dos jogos e abre um canal para a participação dos torcedores nas transmissões por meio de enquetes. Não é possível ter acesso ao sinal da emissora para assistir a partidas ao vivo.

Embora seja compatível com o iPad, a Globo planeja outra versão do aplicativo com mais recursos e layout adequado à tela de 9,7 polegadas do tablet da Apple.

(Por Carlos Eduardo Jorge)

08/06/2010

às 11:35 \ curiosidade, mobilidade

Celular de 94.000 reais que carrega em movimento

A fabricante de relógios de luxo Ulysse Nardin decidiu inovar – com menos de um ano no mercado dos celulares, já tem um dos aparelhos mais caros do segmento. Se já estava fora do seu orçamento adquirir um iPhone 3GS desbloqueado (cerca de 1.800 reais), prepare-se para saber o valor Ulysse Nardin Chairman.

A versão mais ‘humilde’ do aparelho custa 24 mil reais. Caso queira um modelo personalizável, feito de metais preciosos, terá de pagar mais – aproximadamente 94 mil reais.

O aparelho possui tela touchscreen, teclado numérico, leitor de impressões digitais para identificar o dono, câmera de oito megapixels e 32 GB de memória. O diferencial Ulysse Nardin Chairman é a presença de duas baterias – uma comum, que carrega ligada na tomada e outra reserva, que é carregada simplesmente com o movimento, como num relógio de pulso.

Segundo a vendedora dos aparelhos, o dispositivo é útil: serve para ocasiões em que em que o dono do celular quer ostentar dinheiro, mas, por algum motivo, não pode levar sua Ferrari para um restaurante.

(Por Paula Reverbel)

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Aparelho permite que surdos possam ‘ouvir música’

07/06/2010

às 14:01 \ aovivo, mobilidade

Apple apresenta novo modelo de iPhone

Steve Jobs, o CEO da Apple, apresentou nesta segunda o novo modelo de smartphone da empresa, o iPhone 4. O executivo lançou o aparelho durante a Worldwide Developers Conference (WWDC) em San Francisco, nos Estados Unidos.

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27/04/2010

às 3:41 \ iPad, mobilidade, video

Como o iPad pode virar um instrumento musical

Um dos objetos tecnológicos mais desejados no ano, o iPad ganhou utilidade também na indústria musical. Durante um concerto de uma orquestra em São Francisco, nos Estados Unidos, um pianista decidiu inovar – abandonou o instrumento musical para usar o tablet da Apple e tocar uma canção a partir de um aplicativo pago na Apple Store . O resultado é visto no vídeo abaixo:

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20/04/2010

às 4:07 \ iPad, mobilidade

iPad, da Apple, já incomoda universidades dos EUA

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Duas das principais universidades dos Estados Unidos já começam a questionar o uso interno do iPad, tablet da Apple. Segundo a versão online de Wall Street Journal, a George Washington University e a Princeton University proibiram o uso do dispositivo por gerar problemas locais.

As instituições alegam dificuldades de manter seus alunos conectados à internet por alto consumo de banda dos aparelhos da empresa de Steve Jobs. Para o escritório de tecnologia da informação da Universidade de Princeton, o problema é semelhante aos já relatados por adeptos do iPad – a falta de estabilidade ao tentar-se conectar à web.

Para evitar boatos, a universidade já até emitiu um comunicado oficial aos seus alunos. “A Universidade de Princeton recomenda que você não conecte seu iPad à rede do campus. iPad´s que apresentarem o defeito enquanto conectados poderão ter de ser bloqueados a fim de se manter a estabilidade e a confiabilidade dos serviços de rede do campus”, informa o comunicado.

As falhas encontradas e já questionadas por adeptos do aparelho permeiam o lançamento internacional do iPad. Segundo a companhia de Steve Jobs, o dispositivo só poderá ser vendido fora dos Estados Unidos no fim do mês de maio.

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12/04/2010

às 21:08 \ iPad, mobilidade, video

A versão do iPad de Alice no País das Maravilhas

Alice no País das Maravilhas, clássico de Lewis Carroll que voltou à cena com a mais recente produção do diretor Tim Burton, recebeu uma adaptação interessante e interativa de leitura para iPad, tablet da Apple lançado neste ano.

A possibilidade de ter a obra digitalizada no aparelho permite explorar recursos próprios, como movimentar (chacoalhar) o iPad para elementos da ilustração ganharem dinamismo.

O aplicativo está em duas versões: básica (distribuída gratuitamente) e completa (aproximadamente 18 reais). O vídeo abaixo, disponível no YouTube mostra como o uso do dispositivo transforma a experiência de ler um livro.

 

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