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Arquivo da categoria midia

23/09/2010

às 6:25 \ culturaweb, iPad, midia, tendencias

Como simular um holograma usando o iPad

(Foto: Reprodução)

Desde seu lançamento, o iPad, tablet da Apple, vem despertando a imaginação de muita gente. Publicitários e designers britânicos de duas agências se uniram para criar um vídeo que simula uma holografia com a ajuda da tela do dispositivo. Para criar o efeito, a equipe desenvolveu modelos de textos e animações em um software 3D.

Os especialistas usaram também uma técnica bastante popular entre os fotógrafos, o light painting. Consiste em registrar o rastro de luz deixado pelos textos e animações na tela do iPad em um ambiente escuro.

O resultado da experiência foi registrado em vídeo. Confira a seguir:

(Por Renata Honorato)

13/07/2010

às 20:13 \ curiosidade, midia

Fifa recebe 250 milhões de acessos na Copa

A Fifa divulgou nesta terça-feira o número de visitas a seu site durante os 31 dias de realização da Copa do Mundo da África do Sul: 250 milhões – o triplo do registrado no Mundial da Alemanha, quatro anos antes. No Twitter, mais de 220.000 pessoas acompanharam os tweets da entidade máxima do futebol, divididos em três perfis oficiais. O dado pode ser considerado modesto, diante de outros resultados na rede de 140 caracteres: só na decisão entre Holanda e Espanha, no domingo, foram propagados mais de 3 milhões de tweets em menos de duas horas.

Dois duelos simultâneos atraíaram a maior atenção dos torcedores, segundo a Fifa: Inglaterra x Eslovênia e EUA x Argélia, pela fase de classificação – jogos que levaram ingleses e americanos às oitavas-de-final. É difícil, contudo, compreender o quão intensa foi a procura por informações sobre os dois jogos no site. Isso porque a Fifa apresentou um dado que não é mais considerado como referência para a medição de acessos: a taxa de transferência de um milhão de hits por segundo – parâmetro que há tempos foi substituído por impressões.

01/03/2010

às 19:10 \ culturaweb, midia, pesquisa

Como a web pode ajudar no terremoto do Chile

Terremoto no Chile de 8,8 graus na escala Richter aitingiu o Chile no sábado

O terremoto de 8,8 graus na escala Richter que atingiu o Chile no sábado provocou um efeito imediato na internet. Nessas situações de grandes catástrofes, plataformas sociais participativas como o Twitter tornam-se mecanismos essenciais de prestação de serviço entre as pessoas. Dessa vez, porém, o que mais chamou atenção não foi a troca de informação entre os usuários dos nichos sociais, mas a criação de um site para centralizar as principais informações, fotos e vídeos relacionados à tragédia.

Terremotochile.com é um agregador de informações sobre a tragédia de 27 de fevereiro. Criado por jovens mexicanos – a estudante Evelyn Hernandez, de 24 anos, e o desenvolvedor web Francisco Oliveros, de 25 – o site disponibiliza endereços e telefones de instituições chilenas que podem, de alguma forma, ajudar no socorro às vitimas.

Além disso, oferece ferramentas para visualização das atuais condições das áreas afetadas – a partir do uso do Google Maps. Outro recurso com uso dos mapas informa às vítimas do terremoto os pontos de doação de sangue em todo o país (confira imagem abaixo). E há ainda informações sobre estabelecimentos comerciais ativos nas áreas atingidas pelo terremoto.

“Criamos este ambiente virtual três horas depois do terremoto com um único objetivo: ajudar, de longe, quem mais precisa”, explica Oliveros, administrador do site. “A Evelyn me auxilia na produção de conteúdo direto da Suécia, onde ela faz faculdade”.

Centros de doação de sangue no Chile

O resultado do trabalho pode ser medido. “Recebemos mais de mil comentários nas últimas 48 horas em nosso site”, afirma Oliveiros. “Em média, Terremotochile.com recebeu 80.000 visitas diárias”.

Uma tática próxima ao crowdsourcing
O modelo de produção adotado por Evelyn e Francisco para centralizar dados sobre a tragédia no Chile é comum na web. O trabalho organizado e com recursos multimídia aproxima-se da ideia de crowdsourcing, que é o conceito de utilizar dados oficiais coletados por cidadãos espalhados na web para desenvolver um único ambiente virtual e centralizador de informações.

Abaixo, um vídeo produzido por Cristóbal Braun e Javier Villarroel, duas pessoas que conseguiram relatar o terremoto de um veículo:

16/12/2009

às 3:21 \ busca, culturaweb, midia, orkut, retrospectiva, socialmedia

Três temas que movimentaram a web em 2009

A tecnologia é um dos serviços mais preciosos do ser humano. Procurando encurtar distâncias, aproximar cidadãos e permitir que as pessoas se comuniquem em qualquer instante e de qualquer lugar. Trata-se, antes de mais nada, de um mecanismo antigo que busca auxiliar a atividade humana.

Em 2009, a história não é diferente. O crescimento vertiginoso do uso da internet e a possibilidade de viver em rede trouxeram novidades e reformulações que envolvem o comportamento humano. Durante o ano, recriou-se um novo formato de pesquisa na web, ampliou-se a possibilidade de lazer entre amigos e transcendeu a maneira de visualizar uma informação.

Abaixo, três temas que chamaram a atenção em 2009:

Busca em tempo realtwitter-busca

A necessidade de adaptar-se às plataformas sociais participativas de mensagens instantâneas promoveu o retorno da discussão do que se considera como uma nova alternativa de pesquisa na internet: a busca em tempo real. Em 2004, isso já acontecia com o Technorati, a maior rede de blogs do mundo.

Mas o alarde em torno de nichos sociais como o Twitter resgatou o recurso. A possibilidade de mapear ações pessoais dentro de uma rede de mensagens de 140 caracteres eclodiu a necessidade de outros mecanismos criarem seu artifício de indexar conteúdo em tempo real.

Em agosto, o Facebook adotou a mesma estratégia. Um mês depois, foi a vez do Bing, buscador da Microsoft. Em dezembro, o Google disponibilizou o Google Real Time, sistema de busca que capta, agora, respostas presentes em redes sociais.

Em tão pouco tempo, quatro das marcas mais influentes na web adaptaram em 2009 discursos para garantir sobrevivência. O lema do que se considera busca em tempo real segue o mesmo, mas foi valorizado. Mudam-se apenas as ferramentas.

Social Games

farmville

Os social games – jogos que reúnem grupos de participantes – vêm avançando dentro das redes. Presente em redes sociais de grande participação, os aplicativos ampliam a função de interação entre usuários por meio de mensagens. Em 2009, os social games podem ser traduzidos em um único registro: Farmville.

Com o princípio de criar e administrar uma fazenda virtual no Facebook, Farmville foi criado em junho deste ano. E, em tão pouco tempo, já possui números que assustam. Até o momento são 72 milhões de pessoas cadastradas no aplicativo. No Brasil, o social game mais conhecido é o Buddy Poke, no Orkut, com mais de 39 milhões de usuários.

Visualização de conteúdo

O modo como o internauta visualiza uma informação também ganhou uma nova conotação em 2009. Neste ano, a MTV norte-americana tornou-se a primeira emissora a usar ao vivo um recurso que permite assistir a vídeos em que você tenha a possibilidade de movimentar a câmera para todos os lados.

Trata-se do mecanismo semelhante ao Google Street View, serviço integrado ao Google Maps que permite visualizar vários lugares do mundo. A única diferença entre os dois serviços é a movimentação do recurso que captura as imagens.

O vídeo abaixo exemplifica a tecnologia com uma câmera especial com várias lentes. Para dar movimento ao vídeo, clique em cima do player e arraste com o mouse para a direção que quiser.

No caso específico de publicações, destaque para apropriação de visualização de conteúdo em plataformas populares no exterior, como internet móvel e leitores digitais. O New York Times foi uma das primeiras empresas a produzir uma interface voltada a formatos como tablet e telas sensíveis ao toque.

nyt

Neste mês, disponibilizou o Times Skimmer. Desenvolvido pelo próprio laboratório de Pesquisa e Desenvolvimento da publicação, o produto possui uma interface voltada a formatos ainda pouco usados no Brasil: tablet e telas sensíveis a toque.

Veja também
Como reunir conteúdos espalhados na web

03/12/2009

às 3:55 \ facebook, midia, socialmedia

Números do Facebook que impressionam

crescimento-facebook

Ontem, VEJA.com destacou novas regras de privacidade que serão aplicadas nos próximos dias em cada perfil de um internauta cadastrado no Facebook, rede social de maior popularidade no mundo. Durante o discurso para anunciar as novas medidas, o fundador Mark Zuckerberg revelou números da ferramenta. E são dados que assustam.

Facebook começa a seguir uma risca jamais vista na web: alcançar 50 milhões de novos usuários na ferramenta a cada dois meses. O próprio gráfico produzido pelo Mashable acima exemplifica o crescimento desenfreado da rede social.

Em janeiro deste ano, eram 150 milhões de pessoas conectadas a plataforma social. Há dois meses, 300 milhões. Hoje, se fosse um país, Facebook ultrapassaria os Estados Unidos e tornaria-se a terceira nação mais populosa do planeta, atrás apenas de Índia e China.

No Brasil, os valores são tímidos. Cerca de 2,2 milhões de cadastrados no país, enquanto o Orkut reina absoluto com 27 milhões de usuários brasileiros. Na América do Sul, a liderança na plataforma social é da Argentina, com 7 milhões de pessoas (cerca de 17% da população local). O quadro abaixo fornece um panorama da região.

numeros-facebook

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Entrevista exclusiva com o fundador do Facebook

30/11/2009

às 7:31 \ blogs, midia

Mais uma tentativa de levar blogs ao impresso

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É no mínimo interessente visualizar a quantidade de projetos fracassados que tentam criar publicações impressas a partir de conteúdos de blogs espalhados na web. A rede de blogs italiana Blogo.it já tentou praticar este modelo. O Printcasting também. No início de 2009, o The Printed Blog repetiu a tentativa. Seis meses depois, fora anunciado seu fechamento.

Desta vez, conheci o The Blogpaper, novo jornal gratuito que acaba de ser lançado em Londres, na Inglaterra. A idéia é produzir uma publicação colaborativa a partir de posts da blogosfera, sem a definição de uma estrutura hierárquica, aberto a sugestões e com o objetivo que os leitores sejam os ‘monitores’ para avaliar a qualidade do produto. Segundo o mais novo produto comunicacional, há um único objetivo:

A intenção é proporcionar aos blogueiros, cidadãos-repórteres e fotógrafos a oportunidade de alcançar novos públicos para consumir informação. O propósito da publicação é oferecer e reunir os melhores conteúdos avaliados por uma comunidade para serem distribuídos às ruas de Londres.

A questão que envolve todo lançamento sob o formato é o modelo de negócio que será desempenhado. O The Blogpaper terá condições de dividir receita publicitária com quem produz conteúdo – no caso, parte de seus leitores e blogueiros?

O único receio que tenho com projetos deste tipo é a preocupação exagerada que a publicação tem com quem produz o conteúdo, ao invés de ter um caráter maior de avaliação da própria qualidade do que é produzido. Dois pesos e duas medidas que deveriam ser discutidas.

25/11/2009

às 11:19 \ midia, socialmedia

Um editor de mídia social na BBC

bbc

A BBC é mais um meio jornalístico online em busca de participação ativa nas plataformas sociais. A rede pública britânica começa a desenvolver um novo perfil visual de seu site e já estuda a possibilidade de possuir em sua equipe uma espécie de editor de mídia social que ajude a definir uma estratégia de relacionamento e propagação de informação.

A intenção, a priori, é aproximar o leitor à marca londrina. Mas tal movimentação mostra como o meio quer andar em uma rua de mão dupla: o interesse em distribuir conteúdos em plataformas móveis, como Facebook e Twitter, e ao mesmo tempo trocar experiências, dúvidas, críticas e sugestões em um meio direto, simples e objetivo.

O nome do jornalista que desempenhará a nova função foi escolhido. Na última semana, a BBC nomeou Alex Gubbay, editor interativo de esportes do canal, o novo editor de mídia social. Ele assume a nova função em janeiro. Com isso, a BBC segue o mesmo caminho do Daily News, The New York Times e o rival The Guardian, que já possuem um gestor para monitorar e gerenciar espaços em plataformas colaborativas.

Por Rafael Sbarai

 

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