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Arquivo da categoria ‘culturaweb’

O registro da cidade de Paris em 26 gigapixels

terça-feira, 16 de março de 2010 | 3:40

Três fotógrafos produzem uma imagem de 26 gigapixels da cidade de Paris, na França

O número de megapixels oferecido por uma câmera digital promove, semestralmente, uma batalha pra ver quem oferece a melhor resolução por menor preço. Desta vez, os milhões de pequenos pontos que aumentam o tamanho e a nitidez da imagem ganharam ares de testes - a visão panorâmica de Paris, na França.

Martin Loyer, Arnaud Frich y Kol, três especialistas em fotografia, produziram um registro da cidade de 26 gigapixels ou 26.000 megapixels (3.000 vezes a mais de resolução que uma câmera comum no mercado nacional de 8 megapixels). A imagem está disponível na web, com a possíbilidade de movê-la aproximadamente 180º, aos moldes da tecnologia que permite movimentar a câmera para todos os lados.

Os fotógrafos usaram duas câmeras Canon 5D Mark II, lançadas em 2008, e disponibilizaram um vídeo para explicar o projeto. O resultado é semelhante às imagens capturadas para conhecer a cidade de Dresden, na Alemanha.

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O uso do serviço Facebook Connect em VEJA.com

terça-feira, 9 de março de 2010 | 7:40

Comente nos blogs de VEJA com o serviço Connect, do Facebook

Agora é possível compartilhar com seus amigos do Facebook os comentários que você deixa nos blogs de VEJA. O serviço Facebook Connect permite reunir a maior rede social do mundo a outros sites, integrando perfis de usuários nos blogs de VEJA.com. Para usar o recurso, procure a caixa de comentários do blog e clique no ícone do Facebook Connect. Digite seu login e sua senha do Facebook e pronto: você estará automaticamente cadastrado para comentar.

Confira a lista de blogs de VEJA.com com o recurso do Facebook:

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Quando o Google entra em um terreno da Microsoft

segunda-feira, 8 de março de 2010 | 3:45

Google anuncia compra da DocVerse

Na última sexta-feira, o Google anunciou sem muito barulho a aquisição da empresa DocVerse, pequena companhia especializada em serviços que permitam aos internautas produzirem trabalhos colaborativos com documentos do Microsoft Office, como Word, Power Point e Excel.

Segundo informações da versão on-line do Wall Street Journal, a negociação girou em torno de 25 milhões de dólares (aproximadamente 50 milhões de reais). O valor, considerado alto por um recurso específico, confirma mais uma estratégia do gigante da web - entrar em um terreno dominado até hoje pela Microsoft.

A DocVerse foi fundada em 2007 por Shan Sinha e Alex DeNeui, ambos ex-gerentes da Microsoft. O software (imagem abaixo) produzido pela empresa permite que várias pessoas possam trabalhar ao mesmo tempo em um arquivo sem a necessidade de enviar ou manter um controle de mudanças, funcionalidade que será uma das maiores atrações no pacote Office 2010 da própria Microsoft, que chega às lojas em sua versão final no segundo semestre do ano.

A integração que o DocVerse faz com documentos da Microsoft

A principal vantagem do DocVerse, no caso, é não exigir que você aprenda uma nova forma de trabalho. Seu software faz uma integração ao Microsoft Office e toda vez que é feita uma alteração no arquivo, uma cópia é disponibilizada ao usuário na internet, artifício que era pago até então (seis dólares por mês).

Quem pensa que o plano do Google é tirar a hegemonia da Microsoft em documentos, está enganado. O símbolo de busca na web busca convergência com o Google Docs. No caso, DocVerse faria a conexão que faltava ao seu serviço - uma sincronia para adicionar funções e facilitar o trabalho entre mais pessoas conectadas à rede.

Mas o que uma empresa pode querer depois de conquistar o quase monopólio em seu ramo de negócios? O Google tem uma resposta implacável: buscar ser ainda maior e atingir o domínio global em uma escala jamais vista. Mas, é claro, quer algo em troca - todos os dados que seus usuários possam fornecer sobre hábitos de consumo e, a partir disso, conquistar toda a verba de publicidade disponível na rede.

Como a web pode ajudar no terremoto do Chile

segunda-feira, 1 de março de 2010 | 19:10

Terremoto no Chile de 8,8 graus na escala Richter aitingiu o Chile no sábado

O terremoto de 8,8 graus na escala Richter que atingiu o Chile no sábado provocou um efeito imediato na internet. Nessas situações de grandes catástrofes, plataformas sociais participativas como o Twitter tornam-se mecanismos essenciais de prestação de serviço entre as pessoas. Dessa vez, porém, o que mais chamou atenção não foi a troca de informação entre os usuários dos nichos sociais, mas a criação de um site para centralizar as principais informações, fotos e vídeos relacionados à tragédia.

Terremotochile.com é um agregador de informações sobre a tragédia de 27 de fevereiro. Criado por jovens mexicanos – a estudante Evelyn Hernandez, de 24 anos, e o desenvolvedor web Francisco Oliveros, de 25 – o site disponibiliza endereços e telefones de instituições chilenas que podem, de alguma forma, ajudar no socorro às vitimas.

Além disso, oferece ferramentas para visualização das atuais condições das áreas afetadas - a partir do uso do Google Maps. Outro recurso com uso dos mapas informa às vítimas do terremoto os pontos de doação de sangue em todo o país (confira imagem abaixo). E há ainda informações sobre estabelecimentos comerciais ativos nas áreas atingidas pelo terremoto.

“Criamos este ambiente virtual três horas depois do terremoto com um único objetivo: ajudar, de longe, quem mais precisa”, explica Oliveros, administrador do site. “A Evelyn me auxilia na produção de conteúdo direto da Suécia, onde ela faz faculdade”.

Centros de doação de sangue no Chile

O resultado do trabalho pode ser medido. “Recebemos mais de mil comentários nas últimas 48 horas em nosso site”, afirma Oliveiros. “Em média, Terremotochile.com recebeu 80.000 visitas diárias”.

Uma tática próxima ao crowdsourcing
O modelo de produção adotado por Evelyn e Francisco para centralizar dados sobre a tragédia no Chile é comum na web. O trabalho organizado e com recursos multimídia aproxima-se da ideia de crowdsourcing, que é o conceito de utilizar dados oficiais coletados por cidadãos espalhados na web para desenvolver um único ambiente virtual e centralizador de informações.

Abaixo, um vídeo produzido por Cristóbal Braun e Javier Villarroel, duas pessoas que conseguiram relatar o terremoto de um veículo:

Como um clube proíbe o uso das redes sociais

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010 | 10:23

wayne-rooney

O Manchester United, uma das equipes mais poderosas do mundo, decidiu pensar de forma mais centralizada e menos distribuída. O clube inglês proibiu seus jogadores de usar redes sociais de grande popularidade, como Facebook e Twitter.

A medida foi tratada como ‘censura’ por parte da imprensa espanhola, que relatou o episódio. Perfis na rede de mensagens de até 140 caracteres de Ryan Giggs e Wayne Rooney, dois dois maiores ídolos do clube, foram excluídos. Agora, toda e qualquer comunicação entre público e jogador será feita apenas pelo site oficial do Manchester United.

A iniciativa não é nova no segmento esportivo. Em outubro, a liga profissional de basquete norte-americana NBA estabeleceu regras e proibiu o uso de plataformas sociais participativas antes, durante e após um jogo. Dois meses antes da polêmica discussão com a entidade, diversas equipes da NFL - liga profissional de futebol americano - também decidiram não permitir o uso de redes sociais de seus jogadores.

Sai de cena a possibilidade que uma pessoa pública tem de tornar-se mais um nó em rede - como outros internautas em todo o mundo - para manter a velha estratégia de uma conversa unilateral concentrada e, acima de tudo, centralizada na web.

Foto: Toksuede.

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Mag+, uma outra perspectiva do futuro do impresso

terça-feira, 29 de dezembro de 2009 | 2:35

mag

De tempos em tempos, empresas de tecnologia lançam vídeos conceituais sobre o que nos espera no futuro. Lousas digitais sensíveis ao toque, carros que dispensam o uso de gasolina e o próprio motorista e televisores de alta qualidade, finas e dobráveis são alguns dos produtos identificados por ‘futurólogos’.

No segmento da leitura, há a velha discussão do fim ou não do papel. No vídeo abaixo, desenvolvido por um grupo sueco de mídia, já existe uma outra perspectiva do futuro de revistas e jornais: Mag+. A intenção é transformar a leitura digital em algo popular e atrativo.

Foto: Ivan Makarov.

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A foto com a maior resolução da história

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009 | 3:08

foto-maior-resolucao-historia

Durante mais de uma década, à medida que as câmeras digitais eram disponibilizadas ao consumidor doméstico, os fabricantes competiram pra ver quem oferecia a melhor resolução por menor preço. A disputa era travada por um único atributo, o megapixel, milhões de pequenos pontos que dão qualidade a imagem.

Desta vez, a batalha transcendeu qualquer embate. Na cidade de Dresden, do alto do prédio “Haus der Presse”, na Alemanha, foi registrada uma foto panorâmica com a maior resolução da história: 26 gigapixels de resolução. O que isso representa?

O registro contém mais de 26.000 megapixels, 3.000 vezes a mais de resolução que uma câmera comum no mercado nacional de 8 megapixels. A imagem está disponível no site Gigapixel, com a possíbilidade de movê-la aproximadamente 180º, aos moldes da tecnologia que permite movimentar a câmera para todos os lados.

As fotos foram capturadas durante 3 horas de trabalho. O vídeo abaixo explica todo o processo:

Um piano feito com seis iPhones

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009 | 16:11

Já encontraram uma nova função ao iPhone. O músico francês Yann Tiersen disponibilizou no YouTube um vídeo que comprova a possibilidade de tocar piano com seis celulares da Apple. Na oportunidade, ele executa a canção do filme O fabuloso destino de Amelie Poulain.

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Três temas que movimentaram a web em 2009

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009 | 3:21

A tecnologia é um dos serviços mais preciosos do ser humano. Procurando encurtar distâncias, aproximar cidadãos e permitir que as pessoas se comuniquem em qualquer instante e de qualquer lugar. Trata-se, antes de mais nada, de um mecanismo antigo que busca auxiliar a atividade humana.

Em 2009, a história não é diferente. O crescimento vertiginoso do uso da internet e a possibilidade de viver em rede trouxeram novidades e reformulações que envolvem o comportamento humano. Durante o ano, recriou-se um novo formato de pesquisa na web, ampliou-se a possibilidade de lazer entre amigos e transcendeu a maneira de visualizar uma informação.

Abaixo, três temas que chamaram a atenção em 2009:

Busca em tempo realtwitter-busca

A necessidade de adaptar-se às plataformas sociais participativas de mensagens instantâneas promoveu o retorno da discussão do que se considera como uma nova alternativa de pesquisa na internet: a busca em tempo real. Em 2004, isso já acontecia com o Technorati, a maior rede de blogs do mundo.

Mas o alarde em torno de nichos sociais como o Twitter resgatou o recurso. A possibilidade de mapear ações pessoais dentro de uma rede de mensagens de 140 caracteres eclodiu a necessidade de outros mecanismos criarem seu artifício de indexar conteúdo em tempo real.

Em agosto, o Facebook adotou a mesma estratégia. Um mês depois, foi a vez do Bing, buscador da Microsoft. Em dezembro, o Google disponibilizou o Google Real Time, sistema de busca que capta, agora, respostas presentes em redes sociais.

Em tão pouco tempo, quatro das marcas mais influentes na web adaptaram em 2009 discursos para garantir sobrevivência. O lema do que se considera busca em tempo real segue o mesmo, mas foi valorizado. Mudam-se apenas as ferramentas.

Social Games

farmville

Os social games - jogos que reúnem grupos de participantes - vêm avançando dentro das redes. Presente em redes sociais de grande participação, os aplicativos ampliam a função de interação entre usuários por meio de mensagens. Em 2009, os social games podem ser traduzidos em um único registro: Farmville.

Com o princípio de criar e administrar uma fazenda virtual no Facebook, Farmville foi criado em junho deste ano. E, em tão pouco tempo, já possui números que assustam. Até o momento são 72 milhões de pessoas cadastradas no aplicativo. No Brasil, o social game mais conhecido é o Buddy Poke, no Orkut, com mais de 39 milhões de usuários.

Visualização de conteúdo

O modo como o internauta visualiza uma informação também ganhou uma nova conotação em 2009. Neste ano, a MTV norte-americana tornou-se a primeira emissora a usar ao vivo um recurso que permite assistir a vídeos em que você tenha a possibilidade de movimentar a câmera para todos os lados.

Trata-se do mecanismo semelhante ao Google Street View, serviço integrado ao Google Maps que permite visualizar vários lugares do mundo. A única diferença entre os dois serviços é a movimentação do recurso que captura as imagens.

O vídeo abaixo exemplifica a tecnologia com uma câmera especial com várias lentes. Para dar movimento ao vídeo, clique em cima do player e arraste com o mouse para a direção que quiser.

No caso específico de publicações, destaque para apropriação de visualização de conteúdo em plataformas populares no exterior, como internet móvel e leitores digitais. O New York Times foi uma das primeiras empresas a produzir uma interface voltada a formatos como tablet e telas sensíveis ao toque.

nyt

Neste mês, disponibilizou o Times Skimmer. Desenvolvido pelo próprio laboratório de Pesquisa e Desenvolvimento da publicação, o produto possui uma interface voltada a formatos ainda pouco usados no Brasil: tablet e telas sensíveis a toque.

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Como reunir conteúdos espalhados na web

O que muda com a busca em tempo real do Google

terça-feira, 8 de dezembro de 2009 | 3:23

google-real-time

Um dos principais objetivos do Google no ano fora alcançado: a criação de um serviço de busca em tempo real. Anunciado ontem, na Califórnia, nos Estados Unidos, o recurso conduz a principal marca de buscas na web a um artifício na qual não tinha dominio até então.

O que faz plataformas sociais como Facebook e Twitter tornarem-se tão valiosas com o uso desenfreado de um número cada vez maior de pessoas é a possibilidade de saber o que acontece no mundo neste momento. E o Google, de forma até desesperada, alcançou tal princípio, dois meses após o anúncio da parceria entre Facebook, Twitter e Bing, buscador da Microsoft.

Agora, toda vez que procurar por um termo na versão inglesa do Google, terá respostas distribuídas e captadas de diversas fontes. Inclusive da rede de mensagens de até 140 caracteres, o que permite iniciar uma discussão sobre qual é a relevância do conteúdo produzido, já que o resultado é apresentado de forma cronólogica.

Trata-se da pesquisa que possibilita a extração de conteúdos antes não indexados, além das tradicionais notíciais produzidas por veículos, atualizações do Yahoo Respostas e Wikipedia e conteúdos públicos previamente autorizados por seus usuários de redes sociais como o Facebook e o MySpace. O que explica a divulgação de uma “carta aberta” de Mark Zuckerberg, fundador do Facebook.

A novidade de agregar a maior quantidade de informações em um único ambiente virtual está disponível apenas em uma versão (inglês) e a promessa do Google é que este recurso seja lançado nas próximas semanas em escala global, inclusive o português (Brasil).

O Google divulgou um vídeo explicando o que muda:

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