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Arquivo da categoria culturaweb

19/11/2012

às 11:31 \ culturaweb, pesquisa

Urbanizo, do Buscapé, revela bairros mais caros do país

Leblon: bairro mais valorizado no Brasil

Os bairros de Chácara Itaim (zona oeste de São Paulo), Leblon (zona sul do Rio de Janeiro) e Savassi (região central de Belo Horizonte) são os distritos mais caros do país, segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira pelo Urbanizo, site que disponibiliza informações relativas ao valor do metro quadrado de todas as ruas das principais cidades brasileiras.

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01/06/2011

às 10:44 \ culturaweb, curiosidade, tendencias

Quer ganhar dinheiro na web? Escreva um artigo inteligente

(Foto: Creative Commons/ Flickr Anil Mohabir)

Diversas publicações estudam uma forma de cobrar de seus leitores o acesso por conteúdo na internet. Os casos mais notórios são os dos diários New York Times e Wall Street Journal, que liberam suas reportagens mediante pagamento. É uma forma de remunerar as empresas que investem milhões para oferecer ao público informação precisa e de alto valor. Também na internet, um incipiente serviço tenta uma fórmula diferente – pois é diverso também seu caráter. O Most Interesting People in The Room (MIPitR) paga ao leitor para escrever.

A ideia partiu do jovem empreendedor Colin Wright, que desenvolveu um espaço virtual com uma pretensão em mente: propiciar a troca de opiniões de forma menos superficial. O MIPitR surgiu no final de 2010, mas só ganhou corpo neste ano. Para garantir autonomia, Wright optou por um modelo de negócio pago, onde os integrantes da comunidade desembolsam 10 dólares por mês para interagir com os demais membros do grupo.

O cadastro no fórum e o acesso aos tópicos de discussão são gratuitos, mas somente assinantes podem comentar as mensagens. Ao final de cada semana, os administradores da comunidade escolhem os tópicos mais relevantes e os comentários mais pertinentes. A partir de uma curadoria, o autor da melhor mensagem é convidado a produzir um post para o blog do projeto, recebendo como pagamento o equivalente a 10% do faturamento registrado pelo site no mês anterior.

“Como encorajar melhores comentários na internet? Por meio de medalhas e troféus ou através de pagamento?”, questiona o dono do projeto. Bem, sua aposta já foi feita. Resta conferir o resultado.

(Por Renata Honorato)

12/05/2011

às 7:00 \ culturaweb, curiosidade, facebook, tendencias

Facebook é 2ª fonte de tráfego de sites de notícias

(Foto: Creative Commons/ Flickr Ksayer1)

O Facebook está se tornando uma importante fonte de tráfego para sites de notícias, atrás apenas do Google, líder absoluto na posição, afirma um recente estudo conduzido pelo Centro Pew Research para Excelência em Jornalismo. A pesquisa analisou o comportamento de novos usuários na internet ao longo dos primeiros nove meses de 2010 e usou estatísticas da Nielsen para mensurar os resultados.

Foram observados 25 sites de notícias nos Estados Unidos. Os pesquisadores buscaram saber como os usuários chegam ao site, quanto tempo navegavam pelos endereços, o quão profundamente interagiam com seu conteúdo e qual o seu destino após a visita.

Segundo o levantamento, 40% do tráfego dos sites vem de referências externas – e 30% dessa audiência é proveniente do Google. Mas as redes sociais – e o Facebook, em particular – também têm recebido destaque como fonte de tráfego. Em cinco dos 25 sites analisados, a rede de Mark Zuckerberg aparece como a segunda maior fonte de toda a audiência. Os números são consequência de uma estratégia eficiente adotada pela rede nos últimos meses: a inserção do botão “Curtir” em todas as notícias. O Twitter, ao contrário do que se imaginava, quase não aparece como fonte de referência na pesquisa da Pew.

Muitos visitantes foram classificados como “usuários casuais”, ou seja, pessoas que visitam um site de notícias poucas vezes por mês e gastam alguns minutos em cada acesso. Para os pesquisadores, essa é uma evidência clara do impacto da informação nas redes sociais, que acabam levando para os sites um público interessado em ler o que seus amigos sugerem.

Entre os sites analisados, 11 são jornais (The New York Times, The Washington Post, USA Today, The Wall Street Journal, The Los Angeles Times, New York Daily News, New York Post, Boston Globe, San Francisco Chronicle, Chicago Tribune e Daily Mail); seis são sites de canais de TV (MSNBC, CNN, ABC, Fox, CBS e BBC); quatro são agregadores de notícias (Google News, Examiner, Topix e Bing News); três são sites híbridos (Yahoo! News, AOL e The Huffington Post); e um é uma agência de notícias (Reuters).

A conclusão do estudo conduzido pela Pew é que a audiência não é homogênea e que cada site atrai diferentes grupos de interesse. Para a publicidade atingir esses visitantes, será necessário pensar de forma inovadora. Em tempos de redes sociais, o nicho dá espaço à pluralidade e o desafio das empresas de comunicação é saber lidar com tantas rotas diferentes.

(Por Renata Honorato)

17/04/2011

às 11:03 \ culturaweb

Em livro, o elogio da colaboração

Clay Shirky: "As pessoas querem fazer algo para transformar o mundo em um lugar melhor"

O americano Clay Shirky é um dos grandes pensadores contemporâneos da internet. Defensor ferrenho da colaboração on-line, o professor da Universidade de Nova York aposta no poder de transformação do esforço coletivo na web. Este é o assunto de seu último livro, A Cultura da Participação (Editora Zahar, tradução de Celia Portocarrerro, 210 páginas, R$ 39,90), que acaba de ser lançado no Brasil.

Na obra, Shirky discute os efeitos de um fenômeno que considera inexorável: a substituição gradual da televisão pela internet como espaço tecnológico que está no centro da vida das pessoas. Ao trocar a TV pelo computador, diz Shirky, o usuário sai da sua posição confortável de espectador passivo para o papel de colaborador – alguém que usa uma rede comum para construir conhecimento através do compartilhamento de textos, imagens, códigos computacionais, vídeos.

Segundo Shirky, os americanos passam atualmente 1 trilhão de horas por ano na frente da televisão. Com a ajuda de Martin Wattenberg, um pesquisador da IBM, ele calcula que a Wikipédia, talvez a mais conhecida e bem sucedida rede de colaboração da internet, acumula algo em torno de 100 milhões de horas de trabalho de seus colaboradores. A ideia implícita é de que um mundo em que esses números se invertessem seria mais engajado civicamente. “Participar é agir como se sua presença importasse, como se, quando você vê ou ouve algo, sua resposta fizesse parte do evento”.

Prazer - Shirky compila um bom número de exemplos de colaboração na internet. Entusiasma-se com a Wikipédia, é claro, mas também com o site de carona solidária PickupPal.com, hoje presente em mais de 107 países, e com o site da banda sul-coreana Dong Bang Shin Ki, cujos fãs organizaram um bem sucedido protesto contra o desbloqueio da importação da carne bovina americana, proibida desde o surto da doença da vaca louca. “Vivemos pela primeira vez na história em um mundo no qual ser parte de um grupo globalmente interconectado é a situação normal da maioria dos cidadãos.”

O coração do livro de Shirky está no capítulo 3, “Motivo”. Nele, o teórico procura explicar por que as pessoas se empenham em atividades colaborativas gratuitas na internet. Para o professor, a recompensa financeira é desnecessária quando o usuário desempenha um papel que lhe dá prazer. O prazer, neste caso, fala mais alto.

Segundo Shirky, até mesmo os frutos mais tolos da cultura colaborativa – como o viral chamado LOLcat, com piadinhas feitas a partir de fotos de gatos – são positivos. “O ato criativo mais estúpido possível ainda é um ato criativo”, defende ele. “Até nas profundidades estipuladas da imbecilidade, há maneiras de fazer um LOLcat errado, o que significa que há maneiras de fazê-lo certo, o que quer dizer que há alguma medida de qualidade, mesmo que limitada. Por menos que o mundo precise do próximo LOLcat, a mensagem Você também pode brincar disto é algo diferente do que estávamos acostumados a fazer no panorama da mídia”, argumenta o escritor.

O problema do livro de Shirky é que ele simplesmente ignora os frutos realmente podres da colaboração on-line, como as redes organizadas que incentivam o terrorismo e o preconceito. No já mencionado capítulo 3 de seu livro, ele escreve: “As pessoas querem fazer algo para transformar o mundo em um lugar melhor. Ajudam, quando convidadas a fazê-lo.” Essa é, no mínimo, uma maneira ingênua de ver o mundo. Podemos chamá-lo de Pollyana?

O diagnóstico de A Cultura da Colaboração é útil. E Shirky não está sozinho ao identificar uma mudança profunda em andamento.  “Não vivemos na era da informação. Estamos na era da colaboração. A era da inteligência conectada”, afirmou o pesquisador Dan Tapscott em entrevista a VEJA da semana passada. Mas a maneira como Shirky ignora os efeitos potencialmente nocivos da transformação – que está apenas começando, e cujo futuro não se pode prever com segurança – reduz o valor de sua análise. Uma dose de ceticismo se encontra em autores como Jaron Lanier e Sherry Turkle, que tratam dos mesmos assuntos. E ela vem a calhar.

(Renata Honorato)

23/09/2010

às 6:25 \ culturaweb, iPad, midia, tendencias

Como simular um holograma usando o iPad

(Foto: Reprodução)

Desde seu lançamento, o iPad, tablet da Apple, vem despertando a imaginação de muita gente. Publicitários e designers britânicos de duas agências se uniram para criar um vídeo que simula uma holografia com a ajuda da tela do dispositivo. Para criar o efeito, a equipe desenvolveu modelos de textos e animações em um software 3D.

Os especialistas usaram também uma técnica bastante popular entre os fotógrafos, o light painting. Consiste em registrar o rastro de luz deixado pelos textos e animações na tela do iPad em um ambiente escuro.

O resultado da experiência foi registrado em vídeo. Confira a seguir:

(Por Renata Honorato)

26/08/2010

às 7:00 \ culturaweb, curiosidade, dica

Como adicionar ‘memória’ aos objetos ao nosso redor

Imagine um mundo em que bastasse apontar o celular para os objetos à nossa volta para descobrir todas as “histórias” ligadas a eles. De um livro, por exemplo, poderíamos recuperar o nome da pessoa que nos presentou, a data e o local em que isso aconteceu e até a emoção que sentimos ao ganhar o exemplar. Esse aparente delírio pode estar a caminho. É, segundo seus entusiastas, uma forma de adicionar “memória” aos objetos.

Um grupo de pesquisadores empreende um projeto desses em grande escala, o Tales of Things, um parceria entre Digital Economy Research Council, Universidade de Brunel, Faculdade de Artes de Edinburgo, University College London, Universidade de Dundee e Universidade de Salford. Foram investidos no projeto o equivalente a 3,8 milhões de reais. O site, lançado em abril, não pretende gerar lucros, mas apenas oferecer uma nova forma de interação entre os ambientes virtual e real.

O sistema é simples. O usuário fotografa ou filma um objeto e, em seguida, cadastra a (s) imagem (s) no site, podendo associar a ela (s) uma “história” – qualquer tipo de dado considerado relevante. Assim que finaliza esse processo, recebe um QR code (código de barras bi-dimensional), que deve ser colado ao objeto.

A cada vez que uma webcam ou câmera de celular conectados à internet fizer a leitura do código, as informações originalmente publicadas no Tales of Things serão exibidas na tela dos dispositivos (do computador, no caso da webcam, ou do celular).

O Tales of Things consegue ainda listar os objetos e descrições mais populares, itens mais escaneados e um mapa mundial capaz de filtrar os cadastros por meio de uma ferramenta de geolocalização.

Testamos o serviço associando as imagens, em vídeo e foto, da capa da edição desta semana de VEJA ao seguinte texto: “A reportagem da revista VEJA mostrou que ainda há salvação para o casamento. Eu, particularmente, discordo, já que estou me divorciando pela sétima vez.” (O texto, é claro, é uma brincadeira!) Em seguida, afixamos o código de barras fornecido pelo serviço ao exemplar da revista.

Quem quiser entender, na prática, como funciona o serviço pode testá-lo: basta fotografar ou filmar o código de barras da imagem abaixo – é preciso contar com a ajuda de um aplicativo para a leitura de QR codes e estar ligada à internet. Feita a leitura, você será encaminhado para o registro da capa de VEJA no Tales of Things.

Confira no vídeo a seguir um passo a passo do serviço, feito pela própria equipe do Tales of Things:

(Por Renata Honorato)

21/08/2010

às 17:03 \ culturaweb, curiosidade, tendencias

Para a ‘Wired’, a web morreu. Será?

O físico e editor-chefe da revista Wired, Chris Anderson, tem um passado recheado de polêmicas. Aos 48 anos, já decretou a 3ª revolução industrial, defendeu o crescimento dos mercados de nicho e, em seu último livro, Free, foi até acusado de plágio. Desta vez, levantou uma nova tese para receber, novamente, os holofotes virtuais. Na edição de setembro da publicação, uma das mais respeitadas do mundo na área de tecnologia, ele divide espaço com Michael Wolff para sentenciar: “a web está morta”.

Foto: Carlos Eduardo Jorge

O texto explora o argumento de que os usuários conectados estão utilizando aplicativos e não mais os navegadores – como o Internet Explorer, Chrome ou Firefox – para acessar o conteúdo disponível na internet. Segundo um estudo encomendado para a publicação, o tráfego de dados da internet provém de vídeos e troca de conteúdos P2P (rede de compartilhamento de arquivos) e não da web em si.

Não é a primeira vez que a Wired destaca a hipótese. Em 1997, a revista já havia anunciado a morte da web (e dos navegadores) com um argumento parecido. Contudo, a atualização do diagnóstico está sob forte ataque virtual. E Chris Anderson é contestado por todos os lados. O BoingBoing, um dos blogs mais acessados em todo o mundo, classificou o gráfico utilizado no artigo para comprovar a morte da web como “impreciso e suspeito” por não levar em consideração o crescimento no tráfego total da internet ao longo dos anos. A The Atlantic, revista literária e cultural com mais de 110 anos de história, também acredita que os argumentos expostos não têm fundamento. “Eles querem é dinheiro”, avisa.

VEJA.com conversou com três especialistas na área para saber se o argumento levantado por Anderson é plausível:

Gilson Schwartz, professor de áudio-visual da ECA-USP e TV Digital da Poli-USP
“Vivemos a guerra dos bordões. Veja o termo web 2.0, por exemplo. O discurso de Anderson é antigo – já foi apontado por Daniel Bell, em 1973, em O Advento da Sociedade Pós-Industrial. Ele quer chamar atenção. Seu discurso vale como marketing, palavra de ordem para seus seguidores levantarem a mesma bandeira. Hoje, sofremos mudanças apenas na forma de acessarmos a rede. Não vamos apenas acessá-la por computador – carros, brinquedos, celulares, tablets também são novos dispositivos de conexões. No entanto, seus argumentos são banais. Não tem nada acabando ou começando. Só há certo exagero nas suas palavras”.

Demi Getschko, professor de redes de computadores da PUC-SP, diretor-presidente do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), considerado um dos “pais” da internet no Brasil
“O discurso de Anderson já foi proferido na década de 90. Trata-se da tecnologia “push”: os recursos são oferecidos às pessoas sem esforço. O RSS e o e-mail são bons exemplos. Hoje o conhecimento ganha novo destaque. Paulatinamente, as páginas de web se transformam em aplicativos. Vamos pensar no Twitter: sua base está na web, mas as pessoas acessam o serviço por iPods, iPhones, celulares. Mas isso não descarta minha opinião: a rede vai resistir. Já foram vários ataques. O que podemos tirar de lição da matéria da Wired é que a web não reina sozinha. Os novos dispositivos propiciam o uso da internet de outra forma.”

Walter Teixeira Lima Junior, docente do programa de pós-graduação da área de Tecnologia e Comunicação da Faculdade Cásper Líbero
“Sou leitor da Wired desde 1996 e já noto uma percepção da publicação: em todas as oportunidades que usam laranja, significa que querem chamar atenção. No entanto, a matéria em si é pobre. Fala-se em HTML 5, mas não vejo uma citação de web semântica – o que pretende ser o futuro da web. O gráfico que representa a internet nos últimos 20 anos (imagem abaixo) é totalmente desproporcional. Para a Wired, o DNS (sistema que traduz endereços como “veja.abril.com.br”) morreu em 1995 [a publicação afirmou posteriormente que há erros no gráfico]. Admiro e respeito o Anderson, mas ele me decepcionou. Os boatos são parecidos com o fim do impresso. E, de quebra, coloca os aplicativos como os grandes rivais da web. Mas a premissa é outra – que um auxilie o outro.”

Foto: Frank Barth-Nilsen.

02/08/2010

às 7:00 \ culturaweb, curiosidade, dica

Na web, rádios com a sua cara

O futurólogo Gerd Leonhard, especialista em mídia digital, prega que a geração streaming media – usuários da web que preferem acessar conteúdos na “nuvem” a fazer downloads de MP3 – cresça de forma expressiva nos próximos anos. Esse grupo que consome música na rede é simpatizante de serviços como iLike, Jango, Grooveshark e StereoMood, rádios on-line que permitem acesso a listas de canções via streaming.

O Grooveshark é atualmente o mais popular do gênero. A plataforma permite que qualquer usuário, mesmo sem cadastro, acesse o seu banco de dados para escutar música. Para tanto, basta digitar o nome da canção ou artista no campo “search for music”. Os interessados podem ainda montar listas e compartilhá-las com seus amigos.

Conheça alguns outros serviços via streaming:

- Stereomood

(Foto: Reprodução)

Considerada pelos próprios fundadores uma “rádio emocional”, inova ao etiquetar as canções. As músicas são “tagueadas” a partir de sentimentos. Os termos variam entre “feliz”, “melancólico” ou “sensual” – há também opções de atividades, como “trabalhando” ou “dirigindo”. O serviço nasceu em Milão, na Itália, em 2008, e usa a API (Application Programming Interface, ou interface de programação de aplicações) da Last.fm, rádio on-line que optou por cobrar pelo acesso ao seu acervo no Brasil.

- Ilike

(Foto: Reprodução)

O iLike é um serviço parceiro do MySpace Music, cuja base é de 60 milhões de usuários registrados. Ele possui aplicativos para Facebook, Orkut, hi5, Google e Bebo, e permite que os interessados criem perfis em sua plataforma. Não é preciso ser cadastrado para escutar suas músicas. Para ter acesso a uma estação, basta digitar no campo “enter an artist name” o nome do artista procurado. Ao reproduzir uma faixa ou vídeo, o sistema sugere artistas similares.

- Jango

(Foto: Reprodução)

Jango foi fundada em 2007, em Nova York. Além de permitir a reprodução de músicas via streaming, o sistema oferece ferramentas para a criação de estações de rádio (listas de música), que podem ser compartilhadas e monitoradas. Sua tecnologia de mapeamento consegue dizer quem está escutando a mesma música, uma determinada playlist ou até mesmo o que os amigos de um usuário estão ouvindo em um dado momento.

(Por Renata Honorato)

11/05/2010

às 5:26 \ culturaweb, curiosidade

Quando a ficção científica vira realidade

Mãos biônicas e robôs que ajudam nas tarefas domésticas fazem parte de um futuro que já saíram do cenário de ficção científica. Alguns dos produtos eletrônicos que estão disponíveis no mercado mundial tinham sido imaginados há anos sob a projeção de uma obra cinematográfica. Agora, estão mais próximos de você. Confira três inovações que viraram realidade:

Mãos biônicas

Dois dos vilões mais famosos do cinema – Darth Vader, de Guerra nas Estrelas, e o exterminador, de O Exterminador do Futuro – não tinham mãos humanas. Foram apresentados ao mundo em 1977 e em 1985, respectivamente, bem antes de uma mão biônica completamente articulada chegar ao mercado. Mas isso não os impediu de manusear armas com precisão. Atualmente, a i-LIMB Pulse, da Touch Bionics, permite que pessoas reais também possam manipular objetos com cinco dedos mecânicos. O produto será exportado em junho mas já pode ser encomendado. No Brasil, há um unico especialista – em Porto Alegre – recomendado para implantar a prótese da Touch Bionics.

Interface

No filme Minority Report, o personagem de Tom Cruise usou um computador sem mouse ou teclado para investigar um assassinato. Era capaz de dar comandos e manejar arquivos apenas fazendo gestos com as mãos. É assim que faz o pesquisador Pranav Mistry, inventor do SixthSense (Sexto Sentido, em português), um aparelho que, por meio de gestos, permite a interação entre o mundo real as informações on-line. Os programas que Pranav Mistry criou serão distribuídos de modo que qualquer fabricante possa lançar um aparelho.

Robôs humanoides

O filme Inteligência Artificial mostrou um futuro em que robôs humanoides eram fabricados para desempenhar funções específicas, conforme a demanda dos humanos. O personagem de Jude Law, por exemplo, era um robô prostituto. Já a HRP-4C, que tem 1m58 de altura e pesa 43 kg (incluindo bateria), é uma cantora. Ela possui uma função de reconhecimento de voz e é capaz de interagir com pessoas. A robô foi demonstrada publicamente em Tóquio no ano passado e ainda não tem previsão para chegar no Brasil.

(Por Paula Reverbel)

07/05/2010

às 12:47 \ culturaweb

LinkedIn: rota de ascensão profissional para jovens

Arvind Rajan,  vice-presidente de operações internacionais do LinkedIn (Divulgação)

Arvind Rajan, vice-presidente de operações internacionais do LinkedIn (Crédito: Divulgação)

O LinkedIn, maior rede social exclusiva para profissionais do mundo, caiu na graça dos jovens e hoje é referência entre os recém-formados que buscam oportunidades de dar início à carreira. Com mais de 65 milhões de integrantes – cerca de 1 milhão no Brasil – , o site, cuja sede fica em Mountain View, uma das mais importantes cidades do Vale do Silício, na Califórnia, segue sua expansão internacional e inicia de maneira cautelosa as operações no país.

Arvind Rajan, vice-presidente de operações internacionais do LinkedIn, esteve em São Paulo para explicar como será a atuação do site americano em solo brasileiro. A equipe de Rajan, sediada nos Estados Unidos, foi responsável por adaptar o site para o português, missão entregue no último dia 13. O executivo afirmou que não há previsão para a abertura de um escritório local, mas adiantou que o país tem uma importância significantiva no planejamento de expansão internacional da companhia.

O público-alvo do LinkedIn é abrangente e engloba profissionais de todas as áreas. Segundo Rajan, a média de idade dos usuários é 44 anos, embora tenha se percebido um considerável aumento de pessoas ainda em começo de carreira no site. Para o executivo, os jovens têm apostado na rede social e utilizado suas ferramentas para fazer seus primeiros contatos profissionais. Na entrevista a seguir, Rajan conta a VEJA alguns detalhes sobre a estratégia do LinkedIn no Brasil.

Quantos membros brasileiros há no LinkedIn? Por que investir na localização do site para o português?

Temos quase 1 milhão de usuários no Brasil. Uma das razões pelas quais decidimos entrar no mercado é por que percebemos uma movimentação de usuários brasileiros no site. Havia uma relação de compromisso entre esses membros, que participavam de cerca de 8.000 grupos dentro da rede. Esse público é interessante para o LinkedIn e foi então que pensamos em ter uma versão do site em português. O Brasil é hoje um importante país no cenário econômico global e sabemos que muitas empresas em todo o mundo querem negociar com companhias brasileiras.

Qual o público-alvo do LinkedIn no Brasil e no mundo?

Nosso público alvo são profissionais de todas as áreas e em todos os continentes. Há no mundo cerca de 500 milhões de profissionais e 65 milhões estão no LinkedIn. A média de idade entre nossos membros é de 44 anos, o que leva a crer que nossa base é formada por profissionais experientes, alguns de nível sênior. Percebemos também um crescimento no número de pessoas que estão começando a carreira. Para esse público, o LinkedIn é uma opção na hora de gerenciar a vida profissional por um longo período.

Como o LinkedIn mudou a forma das pessoas procurarem emprego?

O site mudou tanto a maneira como as pessoas procuram emprego como também a forma pela qual as empresas encontram talentos. Isso mostra que as mudanças ocorreram em ambos os lados. Para as companhias estão à disposição 65 milhões de profissionais em todo o mundo. Já os usuários podem buscar oportunidades em cerca de 500.000 companhias brasileiras e estrangeiras que possuem perfil na rede.  Nesses grupos estão funcionários de grandes empresas, que podem ser adicionados à rede de contatos facilmente.

Qual a base de usuários pagos do LinkedIn?

A maior parte dos nossos usuários utilizam a versão gratuita do LinkedIn. Os serviços pagos que oferecemos são voltados para um pequeno grupo segmentado formado por jornalistas, investidores e empresas de recrutamento. A base de usuários pagos é pequena e específica. Nossa receita vem da publicidade, de soluções de mercado e, em menor proporção, dos planos de assinatura.

O LinkedIn pretende abrir um escritório no Brasil?

Estamos há pouco tempo no Brasil e ainda precisamos aprender bastante sobre o mercado e sobre as carências desse segmento nos próximos meses.

Caso um escritório seja aberto no país, vocês pretendem contratar algum profissional brasileiro?

Primeiro vamos analisar o desenvolvimento do mercado e só depois decidir se vamos precisar contratar alguém no Brasil. É importante dizer que temos brasileiros no LinkedIn e que um dos nossos mais importantes engenheiros é do Rio de Janeiro. Já existem muitas pessoas na equipe que falam português, por conta do projeto de tradução do site.

Quanto tempo foi gasto na tradução do site para o português?

O trabalho ocorreu durante todo o ano de 2009. Tivemos o cuidado de analisar o conteúdo, no intuito de que todas as áreas fossem traduzidas para o português brasileiro, já que tínhamos de ter a certeza de que a nossa infraestrutura atenderia os membros do país.

O LinkedIn possui parceria com alguma agência de recrutamento brasileira?

Como mencionei há pouco, o LinkedIn possui três linhas de negócio: assinaturas, publicidade e soluções de mercado. Nos EUA, metade das maiores companhias do país procura candidatos no site e por isso oferecemos serviços personalizados a elas. Ainda não temos qualquer parceria do tipo no Brasil, mas estamos abertos para fazer negócios no país. Esse será um dos nossos focos por aqui.

Quando os usuários brasileiros terão acesso aos planos de assinatura do LinkedIn em moeda local?

Esse é um projeto no qual estamos trabalhando neste momento e que deve ser implementado em breve. Infelizmente hoje os usuários brasileiros só podem assinar e pagar nossos planos em dólares americanos, por meio de cartão de crédito internacional.

(Por Renata Honorato)

 

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