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06/02/2012

às 15:39 \ campusparty

VEJA na Campus Party: a manhã de 6/2

19/01/2011

às 8:30 \ campusparty

Chuveiro quente melhora o ânimo dos campuseiros

Organização investiu em infraestrutura e ofereceu aos campuseiros banho quente (Foto: Renata Honorato)

A experiência de frequentar durante anos um evento como a Campus Party nos ensina muitos macetes, mas também nos causa uma série de traumas. O meu, por exemplo, atende pelo nome de “banho de água fria”. Em 2009, quando passei uma semana inteira acampada, descobri o quão útil é um colchão inflável e como água quente não é luxo. Na edição daquele ano, o banho, algo normalmente tão prazeroso, foi um grande problema. Além da água fria, as cabines eram minúsculas e limitavam os movimentos.

Neste ano, porém, a organização se atentou a esse detalhe importante, que afeta diretamente a higiene pessoal de mais de 4.000 pessoas. Os banheiros são limpos, as cabines mais espaçosas e – para a minha surpresa e deleite – o chuveiro é quentinho. Tudo o que eu precisava após um dia inteiro de trabalho.

É com banho e café tomado que termino esta cobertura de 24 horas “non-stop” da Campus Party 2011. Até o ano que vem!

Renata Honorato, da Campus Party

19/01/2011

às 5:43 \ campusparty

Ramones e Nirvana embalam a madrugada na Campus Party

Madrugada: dormir é para os fracos (Foto: Renata Honorato)

A agitação na Campus Party não para. Durante a madrugada, enquanto poucos descansam, a maioria aproveita o clima fresco para compartilhar seriados, baixar filmes e mostrar aos vizinhos de mesa a qual tribo pertence.

Do lado direito, um garoto de vinte e poucos anos, cabeludo e de camiseta preta escuta Ramones, Nirvana e Guns N’ Roses. Do lado esquerdo, uma menina de cabelos vermelhos, isolada por um fone de ouvido, sorri enquanto olha para algumas fotos no notebook.

Há, ainda, uma galera empolgada e louca para aparecer que grita “woooooowwwww” sobre uma cadeira, de cinco em cinco minutos, à espera de que algum colega repita o gesto do outro lado da arena. Não existe razão óbvia para tal manifestação, e só o que se pode concluir ao virar uma madrugada na Campus Party é que há quem esteja disposto a repassar adiante o quase meme.

A música é um elemento importante para que os campuseiros se mantenham acordados. Ao ouvir We Will Rock You, do Queen, o público canta em coro o refrão enquanto reproduz o marcante som da bateria batendo as mãos na mesa. A adesão é tão grande – senão mais intensa – ao escutar T.N.T do AC/DC. A próxima do set list é outro clássico do rock’n'roll: Another Brick in the Wall, do Pink Floyd.

Se não fosse a falta de lama e a inexistência de drogas, provavelmente esse evento seria uma espécie de “Woodstock nerd”.

Renata Honorato, da Campus Party

19/01/2011

às 4:35 \ campusparty

Mais de 1.300 quilômetros de viagem até a Campus Party

Douglas Miranda, desenvolvedor web, encontra sua turma na Campus Party (Foto: Renata Honorato)

Não há distância que impeça um campuseiro de chegar ao seu destino. Acompanhado de quatro amigos, o desenvolvedor web Douglas Miranda, de 21 anos, viajou mais de 1.300 quilômetros entre a cidade de Rondonópolis, no Mato Grosso, e São Paulo, sede da Campus Party.

O programador, especialista em PHP, reconhece a importância do encontro para o seu currículo e acredita estar no melhor lugar possível para fazer uma boa rede de contatos. Entre uma palestra e outra, ele resolve os problemas da empresa que montou com colegas.

A experiência, garante, é indescritível. Nem as filas ou o calor na arena durante o dia desanimaram o marinheiro de primeira viagem. “Aqui as pessoas te entendem, falam a mesma língua que você”, conta Miranda, que vê São Paulo como uma referência no setor de tecnologia. “O Mato Grosso é muito desenvolvido na agricultura, mas quando o assunto é programação, não adianta, São Paulo é ‘o lugar’”.

Renata Honorato, da Campus Party

18/01/2011

às 23:48 \ campusparty

As mulheres da Campus Party 2011

Lívia Mendes (esquerda) e Thaís Cortes (direita) (Foto: Renata Honorato)

Embora sejam minoria no maior evento de cultura digital do país, as mulheres que decidiram passar a semana entre programadores e ativistas digitais mostram interesse em áreas normalmente carentes de profissionais do sexo feminino.

É o caso da campuseira Lívia Mendes, de 21 anos. Ela trabalha com suporte para Linux na plataforma Mac e cursa eletrônica. Participa de um grupo de desenvolvimento de jogos 2D e aguarda ansiosa pela palestra de Steve Wozniak, um dos fundadores da Apple.

Não é a primeira vez que a jovem acampa na Campus Party. Veterana, a programadora participa ativamente do evento desde 2008, quando aconteceu a primeira edição do encontro no Brasil.

As tradicionais filas, consequentemente, já não lhe incomodam tanto. “É sempre a mesma coisa”, desabafa.

Já a caloura Thaís Cortes, de apenas 17 anos, testemunha pela primeira vez toda a movimentação de ideias que acontece durante a Campus Party. Fã de internet e uma clara representante da sua geração, a adolescente explica que é preciso ter a mente aberta para absorver os diferentes assuntos abordados ao longo de toda a semana. “Acho a área de simulação incrível e gosto muito de games”, conta.

Figura onipresente nas redes sociais, a estudante mostra simpatia pela área de design e pretende atuar, em breve, na web. “Só preciso convencer meus pais que internet dá futuro”, brinca.

Renata Honorato, da Campus Party

18/01/2011

às 22:58 \ campusparty

Kinect reina absoluto na Campus Party

Crianças e adultos exploram na Campus Party a experiência Kinect (Foto: Renata Honorato)

O sensor de movimento do Xbox 360, o videogame da Microsoft, é a grande atração nos estandes de games.

O aparelho chama a atenção de adultos e crianças mesmo fora da área dedicada aos jogos eletrônicos.

O título mais popular na Campus Party é o Dance Central, um simulador de dança lançado em novembro. O objetivo do jogo é fazer com que o usuário imite os personagens-coreógrafos como em um espelho.

Na área gratuita aberta ao público, onde empresas parceiras do evento mostram suas novidades, também é comum encontrar Kinects espalhados pelos estandes.

Renata Honorato, da Campus Party

18/01/2011

às 20:07 \ campusparty

Iluminação de emergência: um caso para esclarecimentos

No momento do caos, Marcelo Branco, organizador das edições anteriores da Campus Party, 'dá uma força' (Foto: Renata Honorato)

O organizador da Campus Party, Mario Teza, conversou com jornalistas para (tentar) explicar o blecaute que deixou milhares de campuseiros no escuro por mais de uma hora. Explicação? Não, verdade. A meia-luz desta terça-feira ainda não possui uma razão oficial. Aguarda-se uma posição da concessionária de luz Eletropaulo. Já a queda ocorrida na segunda-feira foi fruto de um problema com um poste da rede de transmissão.

Teza reconheceu que as próximas edições da Campus precisam se preparar adequadamente para situações como essa. De fato, as luzes de emergência só evitaram que o Centro de Exposições Imigrantes se transformasse em uma grande caverna. Para diferenciar pen-drives de webcams, contudo, pouco cooperou. “É preciso um plano B”, disse Teza.

Renata Honorato, da Campus Party

18/01/2011

às 18:56 \ campusparty

Queda de energia suspende festa na Campus Party

Um corte de energia no Centro de Exposições Imigrantes acabou com a alegria dos frequentadores da Campus Party. A falha ocorreu às 17h40, desligando os computadores dos campuseiros, que ficaram agitados e começaram a gritar. Apenas uma fraca luz de emergência ilumina o local até o restabelecimento da energia, às 19h.

Participantes que estavam na área pública – também aberta para visitantes que não participam dos eventos – foram impedidos de retornar à arena principal, uma vez que o sistema de segurança das catracas foi desabilitado.

Durante o blecaute, a assessoria de imprensa do evento afirmou que não havia previsão para o restabelecimento da energia ao prédio. A Polícia Militar chegou a ser acionada para auxiliar no esquema de segurança montado pela organização.

18/01/2011

às 17:29 \ campusparty

Campuseiros sofrem para ‘recarregar baterias’

Praça de alimentação: precária, abafada e sem opção (Foto: Renata Honorato)

Os campuseiros que vieram para o Centro de Exposições Imigrantes sem adquirir o pacote de alimentação – que dá direito a café da manhã, almoço e jantar – devem estar arrependidos pela opção e desapontados com a praça montada pela organização.

Precário, o local não atende a demanda. Faltam alimentos nas lanchonetes e o que sobra é vendido a preços exorbitantes. Uma pizza individual não sai por menos de 28 reais; um chá gelado, sete reais; uma latinha de refrigerante, quatro reais. Um pouco de ar fresco não teria preço.

Participantes saudáveis terão dificuldades em manter o corpo enxuto ao longo da semana. Não existe variedade na praça de alimentação: a maior parte dos estandes oferece cachorro-quente, hambúrguer e espetinho. Comida de verdade por qui é rara.

O calor, tanto na arena quanto na área das lanchonetes, beira o insuportável. A sensação muitas vezes é de confinamento em uma sauna com milhares de pessoas. A fila para o bebedouro é imensa.

Os desprevenidos – como eu – também terão de abrir o bolso para adquirir um adaptador de tomada. Cada peça – a mais cara do país, não tenho dúvidas – custa “apenas” 12 reais.

Renata Honorato, da Campus Party

18/01/2011

às 15:34 \ campusparty

A Campus delira: Al Gore chama Marina Silva de ‘minha amiga’

Al Gore: "Repito aqui a fala de Berners-Lee: temos de defender a internet" (Foto: Renata Honorato)

Paco Ragageles, fundador da Campus Party, descreveu um encontro ocorrido nesta terça-feira como o mais imporante da história do evento: o engenheiro britânico Tim Berners-Lee, criador do protocolo WWW, dividiu espaço com o ex-vice-presidente dos EUA e ativista ambiental Al Gore. Eles discutiram o futuro da internet. A dupla tratou de questões candentes, como liberdade de expressão na web e Wikileaks. Contudo, o clímax foi atingido quando Gore agradeceu a presença no evento da ex-candidata à Presidência da República Marina Silva – chamando-a carinhosamente de “minha amiga”. O público foi ao delírio. A “verde” Marina acompanhou o debate sentada entre os campuseiros.

Berners-Lee reafirmou a visão de que o espaço de discussão da internet não pode ser controlado nem por governo nem por companhias privadas. Gore concordou. Os dois mostraram sintonia também diante de um questionamento do mediador, o jornalista Ben Hammersley, editor da Wired na Grã-Bretanha, acerca da legitimidade das ações do site Wikileaks – que se dedica ao vazamento de dados de governo e companhias privadas. Praticamente em uníssono, os palestrantes responderam: “Os dados precisam ser abertos, mas não podem ser roubados. O acesso à informação não pode passar por cima da lei.”

Misturando tecnologia e ambiente, Al Gore lembrou recentes enchentes que têm acometido várias partes do mundo – como Rio e Austrália – e ressaltou o uso de ferramentas digitais no compartilhamento de ideias que possam fazer frente a esses desafios. Entusiasmado, o americano declarou: “A missão desta geração é fazer do mundo um lugar melhor para se viver.”

A plateia marcou presença e tentou de qualquer forma registrar o momento em fotos e vídeo. A falta de ventilação mais uma vez afastou alguns participantes, mas, ainda assim, a adesão foi significativa.

Milhares de pessoas acompanharam a palestra de Al Gore e Berners-Lee (Foto: Renata Honorato)

Renata Honorato, da Campus Party


 

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