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11/09/2010

às 7:00 \ busca, facebook, socialmedia

Booshaka!, o Trending Topics do Facebook

A busca em tempo real no Facebook evidencia a supremacia americana na rede social. Foto: Reprodução

O Trending Topics do Twitter, serviço que aponta os assuntos mais comentados da rede, se impôs como um termômetro do que acontece no microblog – com forte presença brasileira, nunca é demais ressaltar. No sentido contrário, o Facebook, maior rede social do planeta, se recusou a usar mecanismo similar. Acabou vencido.

Desenvolvedores sem qualquer vínculo com a rede criaram um serviço externo que permite conhecer os termos mais discutidos pelos mais de 500 milhões de usuários: o Booshaka. No site, é possível fazer buscas por palavras-chave ou navegar por temas – como notícias, músicas e esporte – para desvendar os tópicos mais populares. A relevância é determinada por três fatores: popularidade (calculada a partir do uso do botão “curtir” do Facebook e do número de comentários), tempo de publicação e “barulho de rede”, cuja lógica é mantida em segrego pelo Booshaka.

Os dados provenientes das leituras evidenciam a supremacia americana na rede. Os tópicos mais discutidos envolvem assuntos ligados aos Estados Unidos, corroborando a informação publicada pela Comscore nesta sexta-feira. A consultoria apontou que os americanos usaram 9,9% do tempo dedicado à internet para navegar no Facebook – é mais do que esses mesmos usuários gastaram no conjunto de ferramentas oferecidas pelo Google – incluindo Gmail, YouTube e Google News.

Além de agradar usuários, o Booshaka é também uma mina de ouro para as empresas que querem monitorar seus produtos no Facebook. Afinal, a partir do site, é possível mapear a preferência de milhões de pessoas – o que pode municiar ações publicitárias nas páginas internas da rede.

08/06/2010

às 19:59 \ busca

Quando o Google entra no clima da Copa do Mundo

Quem buscar o termo “Copa do Mundo” no Google vai encontrar duas surpresas. A primeira é uma tabela com as datas dos jogos, todas já ajustadas de acordo com o fuso no Brasil. A segunda é um pouco mais divertida. Ao invés do clássico “Goooogle”, onde cada letra “o” representa uma página do resultado de buscas, a empresa resolveu colocar um “Gooooooool!”.

Está é apenas uma das ações da companhia para a Copa. Uma série de recursos específicos para os torcedores também entrou no ar, como o Street View que traz imagens em 360º de todos os estádios na África do Sul. Além disso, os interessados em assistir os jogos fora de casa poderão fazer buscas no Google Maps por estabelecimentos que vão transmitir as partidas.

Confira o vídeo feito pela empresa:

(por James Della Valle)

15/01/2010

às 3:15 \ busca, google, socialmedia, twitter

O critério de relevância dos ‘tweets’ no Google

haiti-google-real-time

Desde dezembro, o Google iniciou em seu sistema de buscas um recurso que permite fazer uma pesquisa em tempo real em redes sociais como Twitter e Facebook. O Google Real Time, de caráter experimental e apenas em uma única versão (inglês), traz mensagens de usuários cadastrados nas ferramentas integradas a busca comum. Porém, o serviço foi questionado pela falta de critério na ordem de aparição das mensagens. Quase dois meses após o lançamento, temos uma resposta.

A revista Technology Review, do Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT), nos Estados Unidos, conversou com Amit Shingal, um dos funcionários do Google responsável pelo desenvolvimento do recurso, que revelou o mistério por trás da hierarquia de informações que é fornecida ao internauta.

Para um dos gigantes da web, os tweets – mensagens de até 140 caracteres produzidas no Twitter – são avaliados e têm o mesmo peso e importância de uma página – o que é conceituado como pagerank. Logo, o procedimento para hieraquizá-los varia de acordo com a reputação do próprio usuário. Quem explica é o próprio Shingal.

Se você ganha reputação, logo fornece também reputação. Caso você tenha muitos seguidores e é considerado um dos hubs no Twitter, naturalmente sua mensagem terá um peso maior, já que seu tweet é valioso. Em pouco tempo, ele será uma referência aos demais que fazem uma pesquisa no Google.

Este processo de adaptação às plataformas sociais participativas de mensagens instantâneas mostra como o Google, visto como um tótem inatingível e intocável, não é exceção no quesito de modelos de negócio sustentáveis na web. Não adianta permanecer com uma única estrutura sólida e consolidada – no caso, buscas – por muito tempo. A necessidade cria os caminhos e as alternativas de forma tão rápida que não dá tempo de acreditar em nada venerável.

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Quando mídia social torna-se um buscador

16/12/2009

às 3:21 \ busca, culturaweb, midia, orkut, retrospectiva, socialmedia

Três temas que movimentaram a web em 2009

A tecnologia é um dos serviços mais preciosos do ser humano. Procurando encurtar distâncias, aproximar cidadãos e permitir que as pessoas se comuniquem em qualquer instante e de qualquer lugar. Trata-se, antes de mais nada, de um mecanismo antigo que busca auxiliar a atividade humana.

Em 2009, a história não é diferente. O crescimento vertiginoso do uso da internet e a possibilidade de viver em rede trouxeram novidades e reformulações que envolvem o comportamento humano. Durante o ano, recriou-se um novo formato de pesquisa na web, ampliou-se a possibilidade de lazer entre amigos e transcendeu a maneira de visualizar uma informação.

Abaixo, três temas que chamaram a atenção em 2009:

Busca em tempo realtwitter-busca

A necessidade de adaptar-se às plataformas sociais participativas de mensagens instantâneas promoveu o retorno da discussão do que se considera como uma nova alternativa de pesquisa na internet: a busca em tempo real. Em 2004, isso já acontecia com o Technorati, a maior rede de blogs do mundo.

Mas o alarde em torno de nichos sociais como o Twitter resgatou o recurso. A possibilidade de mapear ações pessoais dentro de uma rede de mensagens de 140 caracteres eclodiu a necessidade de outros mecanismos criarem seu artifício de indexar conteúdo em tempo real.

Em agosto, o Facebook adotou a mesma estratégia. Um mês depois, foi a vez do Bing, buscador da Microsoft. Em dezembro, o Google disponibilizou o Google Real Time, sistema de busca que capta, agora, respostas presentes em redes sociais.

Em tão pouco tempo, quatro das marcas mais influentes na web adaptaram em 2009 discursos para garantir sobrevivência. O lema do que se considera busca em tempo real segue o mesmo, mas foi valorizado. Mudam-se apenas as ferramentas.

Social Games

farmville

Os social games – jogos que reúnem grupos de participantes – vêm avançando dentro das redes. Presente em redes sociais de grande participação, os aplicativos ampliam a função de interação entre usuários por meio de mensagens. Em 2009, os social games podem ser traduzidos em um único registro: Farmville.

Com o princípio de criar e administrar uma fazenda virtual no Facebook, Farmville foi criado em junho deste ano. E, em tão pouco tempo, já possui números que assustam. Até o momento são 72 milhões de pessoas cadastradas no aplicativo. No Brasil, o social game mais conhecido é o Buddy Poke, no Orkut, com mais de 39 milhões de usuários.

Visualização de conteúdo

O modo como o internauta visualiza uma informação também ganhou uma nova conotação em 2009. Neste ano, a MTV norte-americana tornou-se a primeira emissora a usar ao vivo um recurso que permite assistir a vídeos em que você tenha a possibilidade de movimentar a câmera para todos os lados.

Trata-se do mecanismo semelhante ao Google Street View, serviço integrado ao Google Maps que permite visualizar vários lugares do mundo. A única diferença entre os dois serviços é a movimentação do recurso que captura as imagens.

O vídeo abaixo exemplifica a tecnologia com uma câmera especial com várias lentes. Para dar movimento ao vídeo, clique em cima do player e arraste com o mouse para a direção que quiser.

No caso específico de publicações, destaque para apropriação de visualização de conteúdo em plataformas populares no exterior, como internet móvel e leitores digitais. O New York Times foi uma das primeiras empresas a produzir uma interface voltada a formatos como tablet e telas sensíveis ao toque.

nyt

Neste mês, disponibilizou o Times Skimmer. Desenvolvido pelo próprio laboratório de Pesquisa e Desenvolvimento da publicação, o produto possui uma interface voltada a formatos ainda pouco usados no Brasil: tablet e telas sensíveis a toque.

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Como reunir conteúdos espalhados na web

08/12/2009

às 3:23 \ busca, culturaweb, google

O que muda com a busca em tempo real do Google

google-real-time

Um dos principais objetivos do Google no ano fora alcançado: a criação de um serviço de busca em tempo real. Anunciado ontem, na Califórnia, nos Estados Unidos, o recurso conduz a principal marca de buscas na web a um artifício na qual não tinha dominio até então.

O que faz plataformas sociais como Facebook e Twitter tornarem-se tão valiosas com o uso desenfreado de um número cada vez maior de pessoas é a possibilidade de saber o que acontece no mundo neste momento. E o Google, de forma até desesperada, alcançou tal princípio, dois meses após o anúncio da parceria entre Facebook, Twitter e Bing, buscador da Microsoft.

Agora, toda vez que procurar por um termo na versão inglesa do Google, terá respostas distribuídas e captadas de diversas fontes. Inclusive da rede de mensagens de até 140 caracteres, o que permite iniciar uma discussão sobre qual é a relevância do conteúdo produzido, já que o resultado é apresentado de forma cronólogica.

Trata-se da pesquisa que possibilita a extração de conteúdos antes não indexados, além das tradicionais notíciais produzidas por veículos, atualizações do Yahoo Respostas e Wikipedia e conteúdos públicos previamente autorizados por seus usuários de redes sociais como o Facebook e o MySpace. O que explica a divulgação de uma “carta aberta” de Mark Zuckerberg, fundador do Facebook.

A novidade de agregar a maior quantidade de informações em um único ambiente virtual está disponível apenas em uma versão (inglês) e a promessa do Google é que este recurso seja lançado nas próximas semanas em escala global, inclusive o português (Brasil).

O Google divulgou um vídeo explicando o que muda:

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07/12/2009

às 2:14 \ busca, google

O dicionário do Google

dicionario-google2

Sem nenhum alarde e até de forma surpreendente, o Google anunciou a atualização de mais um serviço. Na última sexta-feira, o principal símbolo de buscas da web disponibilizou novas funções ao Google Dictionary, recurso lançado em 2008 que traz definições, sinônimos e expressões idiomáticas usadas em 28 idiomas. Trata-se do primeiro dicionário gratuito capaz de traduzir, por exemplo, o phrasal verb, verbo presente na língua inglesa que não pode ser traduzido literalmente.

Ainda em fase experimental (Beta) e sem o anúncio oficial em um de seus blogs, o dicionário da Google promove também uma convergência com definições participativas presentes na Wikipedia, característica presente no Babylon, um dos tradutores (pagos) mais conhecidos na web.

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01/12/2009

às 2:33 \ busca, facebook

Um ‘novo’ Facebook para valorizar buscas internas

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O Facebook quer repetir o ciclo de transformações periódicas que o Twitter propõe e já estuda novas mudanças na página pessoal de cada pessoa cadastrada na ferramenta. A maior rede social do mundo começou a disponibilizar, a um grupo restrito de usuários, a nova interface do site. As imagens foram disponibilizadas pelos principais blogs do mundo.

A priori, as sutis mudanças não alteram o caráter de navegabilidade, já que permanece a estrutura de uma linha do tempo de informações de seus amigos no centro da página. Destaco a centralização e distribuição, em apenas dois espaços (no canto superior e na seção à esquerda do computador), de todas as configurações da página pessoal de cada usuário cadastrado.

A reformulação que mais me chamou atenção é a valorização do sistema de buscas interno, funcionalidade que já sofrera mudança em agosto deste ano: antes, no canto direito da página e, agora, na parte superior central, de acordo com as imagens divulgadas. Trata-se, mais uma vez, do mecanismo de valorizar uma pesquisa em tempo real, artifício que a Google ainda não domina e busca alcançar com o desenvolvimento de uma ferramenta própria, o Social Search.

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Entrevista exclusiva com o fundador do Facebook

30/11/2009

às 13:26 \ blogs, busca, socialmedia

Twitter é a palavra mais popular na língua inglesa

twitter

A mídia espontânea e o alarde midiático em torno do Twitter, rede de mensagens de 140 caracteres, foram reflexos de um estudo divulgado nesta segunda-feira. Segundo pesquisa da Global Language Monitor, “Twitter” alcançou o post de palavra mais popular na língua inglesa no ano de 2009 na internet.

O atual maior fenômeno tecnocultural da internet superou “Obama”, presidente dos Estados Unidos, que ficou em segundo lugar, e “H1N1″, vírus da gripe A que assolou o mundo nos últimos meses.

A pesquisa, conhecida como “Top Words”, considerou o uso de todas as palavras em inglês produzidas e distribuídas por mais de um bilhão de pessoas que dominam o idioma e usam a internet.

Confira o ranking:
1º – Twitter
2º – Obama
3º – H1NI
4º – Stimulus (Estímulo): relacionado ao pacote financeiro anunciado nos Estados Unidos
5º – Vampire (Vampiro): referente às obras lançadas sobre o tema
6º – 2.0: sufixo que busca estabelecer assuntos relacionados à próxima geração
7º – Deficit (Déficit)
8º – Hadron: partículas efêmeras submetidas a colisão do LHC
9º – Healthcare (Seguro de saúde): tema recorrente que divide a opinião pública dos Estados Unidos
10º – Transparecy (Transparência): meta de governos que assumiram gestões nos últimos dois anos

25/11/2009

às 11:43 \ busca, socialmedia

Quando a Mídia social torna-se um buscador

twitter-search

Muita gente vê a Google como um tótem inatingível e intocável, que devemos reverenciar e para quem devemos rezar, pois sem ele não viveríamos. Sinto informar aos fiéis que no mundo das plataformas sociais o sagrado não existe. A necessidade cria os caminhos e as alternativas de forma tão rápida que não dá tempo de acreditar em nada venerável.

Nos últimos meses, a popularidade desenfreada de plataformas sociais como Facebook e Twitter provou isso. No Brasil, já são 9 milhões de brasileiros inseridos a ferramenta de 140 caracteres.

As mudanças visuais que ocorreram no Facebook, no início do ano, e a produção vertiginosa de conteúdos no Twitter deixaram clara a importância de uma busca em tempo real, artifício que a Google ainda não domina e busca alcançar, de forma até desesperada. Não à toa, na última semana de outubro, o símbolo de pesquisas na web anunciou o desenvolvimento de uma ferramenta chamada Social Search, que procurará informações publicadas dentro das redes sociais em que o usuário está inscrito.

E os números provam que esta funcionalidade presente em grande parte dos serviços que se denominam mídia social vem ganhando força no braço de ferro com o Google. Segundo dados recentes do Instituto Nielsen, 18% das buscas realizadas por internautas são feitas em ambientes como Wikipedia, blogs, Facebook, MySpace e Twitter.

Números que começam a causar preocupações a Sergey Brin e Eric Schmidt. Em setembro passado, por exemplo, de acordo com a ComScore, quase 75% de todos os usuários globais de Internet visitaram  as propriedades dos sites Google, que representaram 9.4% de todo o tempo gasto on-line.

Trata-se de uma fatia – em crescimento – que aponta para a necessidade de movimentação da Google. Ela ainda detém 37% do mercado de buscas (juntamente com Yahoo, Bing e Wolfram Alpha, outros sistemas de busca).

Nada dura muito tempo, da mesma forma, nesse mundo.

Por Rafael Sbarai


 

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