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14/02/2012

às 7:13 \ MySpace

O curioso – e tímido – crescimento do MySpace nos EUA

Há poucos dias, a empresa de métricas comScore apresentou um dado nada desprezível sobre a rede social MySpace, que parecia estar no chão: o site voltado ao público apaixonado por música amealhou novos usuários e, após um ano de queda vertiginosa, voltou a crescer.

Leia também: redes de nicho – elas sobrevivem?

O acesso ao MySpace cresceu 4% no mês de janeiro, considerando-se o número de visitantes únicos nos Estados Unidos. Assim, a rede se mantém à frente dos crescentes Google+ e Tumblr. Segundo a versão digital do jornal americano The New York Times, o atual executivo do MySpace, Chris Vanderhook, anunciará nos próximos dias o acréscimo de 1 milhão de usuários à plataforma. É uma vitória – e uma sobrevida para fazer esquecer o passado sombrio.

Fundado em 2003 e vendido dois anos depois por cerca de 580 milhões de dólares para a News Corp., do magnata das comunicações Rupert Murdoch, o MySpace foi pioneiro no segmento. Chegou a reunir mais de 230 milhões de usuários em todo o mundo. Foi o Facebook do período compreendido entre 2003 e 2006.

Na época, grandes empresas como Unilever, Disney, Fox e Pepsi recorreram ao site para alimentar comunidades relacionadas a suas marcas. Desde 2008, contudo, o site perdia prestígio continuamente pela simples razão de não evoluir na velocidade do amadurecimento de seus usuários. Em seguida, tentou sucessivas (e mal-planejadas) mudanças, mas não parou de sangrar, perdendo adeptos para o rival Facebook. Já era tarde.

Desvalorizado, o site foi vendido em junho de 2011 por 35 milhões de dólares para o grupo de publicidade digital Specific Media, que tem como um de seus acionistas o cantor e produtor Justin Timberlake. Desde então, três ações foram executadas para garantir o crescimento: a atualização do próprio serviço – com o lançamento de um novo player de música -, a humilde interação com Twitter e Facebook, duas plataformas que, de rivais, tornaram-se aliadas, além do novo acordo fechado com produtores musicais, que já garantiu ao site a lista de 45 milhões de fonogramas, número superior ao de seu atual maior rival, o Spotify.

Os números da comScore sugerem que, com um projeto consistente, o MySpace pode prosperar como uma rede social voltada exclusivamente à música.

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2 Comentários

  1. Paulo Cesar da Silva

    -

    14/02/2012 às 18:01

    O MySpace está se valendo de uma estratégia suja. Quando vc acessa a pagina de alguém lá, ele pega seus dados do Facebook sem sua autorização e cria um perfil seu automaticamente. Comigo aconteceu isso. Creio que boa parte deste crescimento pode ter sido isto. Mas o que mede a força de uma rede social é a atividade de seus membros, o resto pra mim é conversa.

  2. Jonathan Cardoso

    -

    14/02/2012 às 16:01

    o mesmo Timberlake que fez papel de dono da napster no filme a rede social do facebook…. nada é por acaso…
    e o Futuro das redes sociais não se dará por uma empresa dominante mas por um modelo unificado parametrizado por todo o mundo… a T.I ainda dará muitas voltas na próxima década. isso é o que podemos prever no mais recente algorítmo de métricas da Pluriverso software baseado em estudos da IDC.

 

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