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24/03/2011

às 10:11 \ Foursquare

Foursquare quer ser bússola virtual nas mãos do consumidor

Página do aplicativo apresenta recomendações de amigos - e usuários do serviço

Recentemente, o Foursquare, rede social baseada em geolocalização, apresentou a mais nova versão de seu aplicativo, disponível em produtos Apple (iPhone e iPod Touch) e smartphones com Android, sistema operacional do Google. A principal novidade do site é a seção Explore (imagem acima), indicador que revela hábitos de amigos, além de sugerir locais (restaurantes, redes de café, bares, entre outros) mais populares próximos do usuário.

A mudança, por mais sutil que parece, permite ver duas frentes de ataque do Foursquare: primeiro, combater a popularização do Places, rival criado pelo Facebook; segundo, acabar com a imagem, que “colou” na rede, de serviço que apenas confere medalhas (badges) aos usuários mais ativos. Com o novo modelo, o Foursquare quer ir além. Quer virar uma bússola virtual dos estabelecimentos nas mãos dos usuários (leia-se consumidores em potencial).

Na prática, os cadastrados no site terão a possibilidade de visualizar quais são os restaurantes, bares, cinemas ou redes de café mais recomendados por seus amigos (ou por todos os usuários da rede) em um raio de, no máximo, dez quilômetros. Trata-se de uma estratégia para atrair, novamente, o mercado publicitário à rede.

Muitas empresas já enxergam a atividade como isca para se aproximar de potenciais consumidores. Há algum tempo, estabelecimentos oferecem descontos aos clientes que mais produzem check-ins (correspondente a um tweet) a partir de suas lojas – recomendando esses estabelecimentos aos amigos de Foursquare.

Criado em março de 2009, a rede social é um dos recentes produtos virtuais que crescem de forma exponencial, despertando o interesse de possíveis compradores, como o Yahoo. Classificado erroneamente por analistas como “novo Twitter”, o site agradou uma pequena base de usuários – sete milhões até agora, sendo que cerca de 60% deles estão nos Estados Unidos. No Brasil, o registro é, digamos, ínfimo: 200.000 usuários já usaram o serviço ao menos uma vez.

A baixa penetração é compreensível. O uso da rede demanda na maioria das vezes um dispositivo móvel, como celular ou tablet conectado à internet, realidade ainda restrita a uma parcela relativamente pequena de usuários no Brasil.

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