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09/04/2012

às 16:56 \ facebook

Com Instagram, Facebook reforça estratégia da rede dentro da rede

Nesta segunda-feira, o Facebook deu mais um passo que reforça a ambição de tornar a rede social uma espécie de internet dentro da internet. Por 1 bilhão de dólares, o serviço de Mark Zuckerberg arrematou o Instagram, aplicativo para as plataformas móveis iOS e Android que personaliza fotos. A estratégia agrega inteligência ao Facebook e incentiva engajamento à rede social, uma vez que os usuários do Instagram são fiéis ao serviço.

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Criado em outubro de 2010 e disponível hoje em nove idiomas, inclusive em português, o Instagram conta com uma base de mais de 30 milhões de usuários cadastrados – cifra que deve subir rapidamente, graças ao recente lançamento da versão do programa para dispositivos com o sistema operacional Android, do Google. Seu habitat, portanto, é o mercado móvel, segmento que o Facebook valoriza cada vez mais – afinal, preveem dez entre dez estudos, é para lá que migram a internet e os usuários: só em 2011, a rede social foi acessada a partir de dispositivos móveis por mais de 430 milhões de usuários (51,1% da base de cadastrados). A aquisição, portanto, é um investimento na fidelização da clientela.

Se a mobilidade é chave de sucesso do Instagram, sua matéria-prima é a imagem, outro componente que Zuckerberg valoriza em seu empreendimento. Há alguns meses, a rede social vem priorizando mudanças sucessivas no seu sistema de apresentação de fotos. Por isso, há duas semanas, as imagens publicadas na rede social passaram a ser exibidas com resolução quatro vezes superior. “Fornecer a melhor experiência no compartilhamento de fotos é uma das razões pela qual tantas pessoas amam o Facebook. Sabíamos que seria uma boa ideia juntar as duas empresas”, afirmou Zuckerberg nesta segunda-feira, ao comentar a compra do Instagram.

O Facebook é hoje o maior repositório de fotos do planeta: mais de 250 milhões de imagens são publicadas diariamente ali. Está, portanto, à frente de serviços especializados em fotos, como Flickr, Yahoo e Google Photos, antigo Picasa. Agora, incorporando o know-how de uma equipe que já se mostrou capaz de construir um campeão de audiência no tratamento e compartilhamento de imagens, o Facebook pode dar um passo além. Poder incorporar a seu próprio ambiente as milhões de imagens compartilhadas diariamente pelo Instagram. “Compartilhem mais suas imagens dentro da minha rede”, deve ter raciocinado Zuckerberg.

Com a aquisição, o Facebook alia mais uma valiosa ferramenta a seu espaço virtual – e muita audiência, é claro. Vai oferecer, assim, uma espécie de bônus a anunciantes e a futuros investidores, interessados na abertura de capital da companhia, que se aproxima. Os investidores vão exigir crescimento constante: o Facebook mostra que está de olho nisso.

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8 Comentários

  1. Pedro José

    -

    15/04/2012 às 14:29

    Concordo com comentário do Bruno

  2. Alberto Ricardo Prass

    -

    14/04/2012 às 22:05

    O motivo da compra é simples. Conquistar as almas e corações das pessoas. Ou seja, conquistar o bem mais preciso que existe, que é o tempo das pessoas. Na Internet é o tempo que se passa em um site ou app que serve como parâmetro de sucesso. Na verdade, usuários x tempo = sucesso. E algo que tenha milhões de usuários, crescendo naquilo que tende é ser usado por mais tempo (smartphones), é com certeza um inimigo a ser destruído.

  3. Paulo Silveira

    -

    10/04/2012 às 12:07

    “Compartilhem suas imagens dentro da minha rede”, deve ter raciocinado Zuckerberg.

    Certamente não foi isso que ele pensou, pois no facebook você sempre pode compartilhar imagens dentro.

    Análise superficial.

  4. Elvis Sousa

    -

    10/04/2012 às 11:39

    Como fotográfo eu penso a ideia como inovadora e uma ótimo novo caminho para ampliar um serviço mais inteligente.

  5. Romanino Delly

    -

    10/04/2012 às 7:22

    Se colocarmos o usuário só como produto, soa até meio demagógico porque nós estamos sempre ávidos por informação, e o marketing é a informação que nos conduz até no comportamento,como vamos formar opinião sobre determinado produto se não conhecemos os prós e contras. informação é tudo.

  6. Bob

    -

    10/04/2012 às 1:01

    Acho que o Zuckerberg está na realidade mais preocupado no crescimento do pinterest.com. Com o Instagram ele poderá dar um certo apoio as comunidades que querem mesmo e compartilhar fotos e ideias visuais.

  7. Julieta Pedrosa

    -

    09/04/2012 às 23:20

    Os usuários do IG, como eu, já têm outras apps como alternativa, caso o FB transforme o Instagram em algo mercantil…

  8. Bruno

    -

    09/04/2012 às 17:34

    Fica claro que não somos usuários da rede social facebook e sim o produto dos verdadeiros usuários que são as empresas que usam o facebook como meio de divulgar seus produtos ao público especifico.

 

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