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07/05/2010

às 12:47 \ culturaweb

LinkedIn: rota de ascensão profissional para jovens

Arvind Rajan,  vice-presidente de operações internacionais do LinkedIn (Divulgação)

Arvind Rajan, vice-presidente de operações internacionais do LinkedIn (Crédito: Divulgação)

O LinkedIn, maior rede social exclusiva para profissionais do mundo, caiu na graça dos jovens e hoje é referência entre os recém-formados que buscam oportunidades de dar início à carreira. Com mais de 65 milhões de integrantes – cerca de 1 milhão no Brasil – , o site, cuja sede fica em Mountain View, uma das mais importantes cidades do Vale do Silício, na Califórnia, segue sua expansão internacional e inicia de maneira cautelosa as operações no país.

Arvind Rajan, vice-presidente de operações internacionais do LinkedIn, esteve em São Paulo para explicar como será a atuação do site americano em solo brasileiro. A equipe de Rajan, sediada nos Estados Unidos, foi responsável por adaptar o site para o português, missão entregue no último dia 13. O executivo afirmou que não há previsão para a abertura de um escritório local, mas adiantou que o país tem uma importância significantiva no planejamento de expansão internacional da companhia.

O público-alvo do LinkedIn é abrangente e engloba profissionais de todas as áreas. Segundo Rajan, a média de idade dos usuários é 44 anos, embora tenha se percebido um considerável aumento de pessoas ainda em começo de carreira no site. Para o executivo, os jovens têm apostado na rede social e utilizado suas ferramentas para fazer seus primeiros contatos profissionais. Na entrevista a seguir, Rajan conta a VEJA alguns detalhes sobre a estratégia do LinkedIn no Brasil.

Quantos membros brasileiros há no LinkedIn? Por que investir na localização do site para o português?

Temos quase 1 milhão de usuários no Brasil. Uma das razões pelas quais decidimos entrar no mercado é por que percebemos uma movimentação de usuários brasileiros no site. Havia uma relação de compromisso entre esses membros, que participavam de cerca de 8.000 grupos dentro da rede. Esse público é interessante para o LinkedIn e foi então que pensamos em ter uma versão do site em português. O Brasil é hoje um importante país no cenário econômico global e sabemos que muitas empresas em todo o mundo querem negociar com companhias brasileiras.

Qual o público-alvo do LinkedIn no Brasil e no mundo?

Nosso público alvo são profissionais de todas as áreas e em todos os continentes. Há no mundo cerca de 500 milhões de profissionais e 65 milhões estão no LinkedIn. A média de idade entre nossos membros é de 44 anos, o que leva a crer que nossa base é formada por profissionais experientes, alguns de nível sênior. Percebemos também um crescimento no número de pessoas que estão começando a carreira. Para esse público, o LinkedIn é uma opção na hora de gerenciar a vida profissional por um longo período.

Como o LinkedIn mudou a forma das pessoas procurarem emprego?

O site mudou tanto a maneira como as pessoas procuram emprego como também a forma pela qual as empresas encontram talentos. Isso mostra que as mudanças ocorreram em ambos os lados. Para as companhias estão à disposição 65 milhões de profissionais em todo o mundo. Já os usuários podem buscar oportunidades em cerca de 500.000 companhias brasileiras e estrangeiras que possuem perfil na rede.  Nesses grupos estão funcionários de grandes empresas, que podem ser adicionados à rede de contatos facilmente.

Qual a base de usuários pagos do LinkedIn?

A maior parte dos nossos usuários utilizam a versão gratuita do LinkedIn. Os serviços pagos que oferecemos são voltados para um pequeno grupo segmentado formado por jornalistas, investidores e empresas de recrutamento. A base de usuários pagos é pequena e específica. Nossa receita vem da publicidade, de soluções de mercado e, em menor proporção, dos planos de assinatura.

O LinkedIn pretende abrir um escritório no Brasil?

Estamos há pouco tempo no Brasil e ainda precisamos aprender bastante sobre o mercado e sobre as carências desse segmento nos próximos meses.

Caso um escritório seja aberto no país, vocês pretendem contratar algum profissional brasileiro?

Primeiro vamos analisar o desenvolvimento do mercado e só depois decidir se vamos precisar contratar alguém no Brasil. É importante dizer que temos brasileiros no LinkedIn e que um dos nossos mais importantes engenheiros é do Rio de Janeiro. Já existem muitas pessoas na equipe que falam português, por conta do projeto de tradução do site.

Quanto tempo foi gasto na tradução do site para o português?

O trabalho ocorreu durante todo o ano de 2009. Tivemos o cuidado de analisar o conteúdo, no intuito de que todas as áreas fossem traduzidas para o português brasileiro, já que tínhamos de ter a certeza de que a nossa infraestrutura atenderia os membros do país.

O LinkedIn possui parceria com alguma agência de recrutamento brasileira?

Como mencionei há pouco, o LinkedIn possui três linhas de negócio: assinaturas, publicidade e soluções de mercado. Nos EUA, metade das maiores companhias do país procura candidatos no site e por isso oferecemos serviços personalizados a elas. Ainda não temos qualquer parceria do tipo no Brasil, mas estamos abertos para fazer negócios no país. Esse será um dos nossos focos por aqui.

Quando os usuários brasileiros terão acesso aos planos de assinatura do LinkedIn em moeda local?

Esse é um projeto no qual estamos trabalhando neste momento e que deve ser implementado em breve. Infelizmente hoje os usuários brasileiros só podem assinar e pagar nossos planos em dólares americanos, por meio de cartão de crédito internacional.

(Por Renata Honorato)

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9 Comentários

  1. jézica

    -

    12/06/2012 às 17:13

    gostaria de saber a idade das pessoas que utilizam a rede

  2. Ana

    -

    11/09/2011 às 16:12

    Sou a favor de que, se a empresa americana aqui se instala, deve aprender o idioma local – e não o contrário – bem assim, as empresas virtuais, sejam americanas, japonesas, indianas, etc. Se querem “fisgar” o público brasileiro (contingente enorme de possíveis consumidores)que, ao menos fale sua língua.

    Quem sabe um dia, os brasileiros sejam mais nacionalistas e parem de “pagar pau” para as coisas de fora (idioma, produtos, pessoas, lugares, etc), passando a valorizar sua cultura, sua arte, sua língua, seus profissionais.

    Neste ponto o Lula estava certo: Não fala inglês (mal fala o português), mas nem por isso, deixou de ser presidente de uma nação, o que dirá (com relação aos reles mortais) ocupar cargos em empresas privadas.

  3. cristian

    -

    08/05/2010 às 15:06

    Por que nao haveria tal motivo? Nao entendi a postura do Jooji. Algum problema com eles reconhecerem a importäncia do pais, da lingua?

  4. krissiarafael

    -

    07/05/2010 às 14:13

    A questão não é se os usuários vão ou não mudar o idioma vigente pelo português. É Óbvio que Arvind Rajan e sua equipe não estavam preocupados com isso quando decidiram pela tradução do site. A adaptação vem ressaltar a importância do país no cenário econômico global, bem como a importância de grandes companhias e profissionais brasileiros qualificados que fazem disso um grande motivo para a LinkedIn. Parabéns pela iniciativa.

  5. Jooji

    -

    07/05/2010 às 9:46

    Não vejo motivo para traduzir o LinkedIn para a língua portuguesa. Hoje o inglês é praticamente obrigatório em todas as áreas. Sou o usuário do LinkedIn há muito tempo e vou manter o inglês.

 

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