25/11/2009
às 10:51 \ culturawebO pontapé inicial

É certo que nesse momento, boa parte das 300 milhões de pessoas cadastradas no Facebook estejam frente à tela – do computador ou do celular. Pelo menos algumas centenas de milhares de mensagens estão sendo twitadas ao redor do planeta, já que 5 bilhões de frases foram produzidas no Twitter, desde sua fundação em 2007.
E certamente, o YouTube, que recebe 1 bilhão de visitantes todos os dias, está hospedando agora outra quantidade assustadora de novos vídeos. O que essa gente toda faz nesse exato momento? Simples: elas compartilham. Exatamente como nossos ancestrais na caverna.
Compartilhar é da natureza do homem – com ou sem o computador. Assim conhecemos o outro, conquistamos status social, trocamos experiências, interferimos na ordem das coisas… nos desenvolvemos. A diferença agora é que já não precisamos de espaço físico para essa interação, ela se dá num mundo chamado virtual. E se dá muito bem.
O crescimento vertiginoso do acesso à internet, aliado ao desenvolvimento de tecnologias, mostra que boa parte da população mundial se ocupa atualmente da produção, conversação e troca de informação em mídia social.
Mídia social não tem plural e muito menos uma definição padrão. Mídia é conjunto de meios, logo não permite o uso de mídias. Mídia Social é a construção de práticas virtuais utilizadas por seres humanos – intermediada por computadores – que permitem a troca de perspectivas, dúvidas, sugestões, denúncias e, principalmente, conhecimento, em diversos formatos: vídeo, áudio ou texto.
E elas crescem, crescem, crescem. Em tudo, em relevância, em diversidade, em formatos e usuários. O rádio levou 38 anos para conseguir 50 milhões de ouvintes, a televisão 13 anos, a internet 4 anos, o Facebook adicionou 100 milhões de usuário em 9 meses.
Hoje dispomos da Wikipédia ao YouTube. Do Twitter ao WordPress. Tudo com a premissa da interação. Tudo com o objetivo de produzir pontes para conhecer e promover discussões com pessoas – tudo para compartilhar. Compartilhando chegamos até aqui.
E agora? Para onde quer que estejamos indo, a única certeza é que estamos indo bem rápido. E é sobre essas transformações e seus autores que trataremos nesses espaço a partir de hoje.
** Em tempo: sou Rafael Sbarai, jornalista de VEJA.com, blogueiro, mestrando em conteúdo colaborativo jornalístico e um ex-jogador de futebol em atividade. Deixo o vídeo – conhecido no Youtube - com o qual eu costumo encerrar algumas das apresentações que faço sobre esse tema. Espero que gostem.
Por Rafael Sbarai


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5 Comentários
rafaelsbarai
-04/12/2009 às 20:33
@Nadja,
Pois é. Estou em outro ambiente também.
Obrigado!!!
nadja pereira
-04/12/2009 às 12:22
Que surpresa boa encontrar você aqui. Boa sorte menino! ;D
rafaelsbarai
-27/11/2009 às 19:01
@Gabriela,
Gabi,
Esse é o princípio do espaço: buscar compartilhamento de um único tema de diversos âmbitos.
E obrigado pelos elogios.
Gabriela Agustini
-27/11/2009 às 12:02
Rafa, que ótimo um espaço sobre mídia social assinado por você aqui. E quanto ao futuro das coisas, acho que você mesmo já respondeu no post para onde estamos indo: para a era do compartilhamento, da cultura livre, das relações horizontais…E, a meu ver, ainda bem! Parabéns pelo texto e um beijo grande, Gabi