Blogs e Colunistas

Arquivo de março de 2010

09/03/2010

às 7:40 \ culturaweb, recado

O uso do serviço Facebook Connect em VEJA.com

Comente nos blogs de VEJA com o serviço Connect, do Facebook

Agora é possível compartilhar com seus amigos do Facebook os comentários que você deixa nos blogs de VEJA. O serviço Facebook Connect permite reunir a maior rede social do mundo a outros sites, integrando perfis de usuários nos blogs de VEJA.com. Para usar o recurso, procure a caixa de comentários do blog e clique no ícone do Facebook Connect. Digite seu login e sua senha do Facebook e pronto: você estará automaticamente cadastrado para comentar.

Confira a lista de blogs de VEJA.com com o recurso do Facebook:

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08/03/2010

às 3:45 \ culturaweb, google

Quando o Google entra em um terreno da Microsoft

Google anuncia compra da DocVerse

Na última sexta-feira, o Google anunciou sem muito barulho a aquisição da empresa DocVerse, pequena companhia especializada em serviços que permitam aos internautas produzirem trabalhos colaborativos com documentos do Microsoft Office, como Word, Power Point e Excel.

Segundo informações da versão on-line do Wall Street Journal, a negociação girou em torno de 25 milhões de dólares (aproximadamente 50 milhões de reais). O valor, considerado alto por um recurso específico, confirma mais uma estratégia do gigante da web – entrar em um terreno dominado até hoje pela Microsoft.

A DocVerse foi fundada em 2007 por Shan Sinha e Alex DeNeui, ambos ex-gerentes da Microsoft. O software (imagem abaixo) produzido pela empresa permite que várias pessoas possam trabalhar ao mesmo tempo em um arquivo sem a necessidade de enviar ou manter um controle de mudanças, funcionalidade que será uma das maiores atrações no pacote Office 2010 da própria Microsoft, que chega às lojas em sua versão final no segundo semestre do ano.

A integração que o DocVerse faz com documentos da Microsoft

A principal vantagem do DocVerse, no caso, é não exigir que você aprenda uma nova forma de trabalho. Seu software faz uma integração ao Microsoft Office e toda vez que é feita uma alteração no arquivo, uma cópia é disponibilizada ao usuário na internet, artifício que era pago até então (seis dólares por mês).

Quem pensa que o plano do Google é tirar a hegemonia da Microsoft em documentos, está enganado. O símbolo de busca na web busca convergência com o Google Docs. No caso, DocVerse faria a conexão que faltava ao seu serviço – uma sincronia para adicionar funções e facilitar o trabalho entre mais pessoas conectadas à rede.

Mas o que uma empresa pode querer depois de conquistar o quase monopólio em seu ramo de negócios? O Google tem uma resposta implacável: buscar ser ainda maior e atingir o domínio global em uma escala jamais vista. Mas, é claro, quer algo em troca – todos os dados que seus usuários possam fornecer sobre hábitos de consumo e, a partir disso, conquistar toda a verba de publicidade disponível na rede. @veja

05/03/2010

às 11:39 \ socialmedia, twitter

O número de ‘tweets’ relacionados às marcas

Twitter alcança a marca de 10 bilhões de mensagens

Na noite desta quinta-feira, o Twitter alcançou a marca de 10 bilhões de mensagens em menos de quatro anos de “vida on-line”.  O número fora alcançado por uma jovem americana de Nova York. O que mais chama atenção deste volume impressionante de ‘tweets’, no caso, é o valor referente às citações de marcas.

Segundo Brand Republic, site especializado em mídia, 20% destas mensagens (2 bilhões de postagens) contêm referência a um produto, fato que reafirma a necessidade e presença corporativa em um ambiente social extremamente participativo.

Caso você queira acompanhar o fluxo de mensagens produzidas na rede de até 140 caracteres, confira o Gigatweet.

Foto: Applesinmybra.

Veja também
50 milhões de ‘tweets’ são produzidos por dia

04/03/2010

às 4:25 \ curiosidade, video

Um dia em Nova York com a técnica do tilt-shift

Interessante e de excelente qualidade o vídeo produzido pelo fotógrafo e artista Sam O´Hare sobre o cotidiano de Nova York. Em menos de seis minutos, é possível conhecer toda a extensão da cidade a partir do tilt-shift. A técnica, baseada em fotografia, faz com que objetos e pessoas pareçam maquetes ou brinquedos. Pura ilusão de ótica.

O efeito, aprimorado e desenvolvido pela Canon na década de 70, consegue transformar qualquer imagem em uma versão miniaturizada. Especialistas no assunto usam o Photoshop para dar este estilo às imagens, mas o Tilt Shift Maker – um programa gratuito de edição de imagens na web – transforma suas fotos em poucos cliques.

Abaixo, o vídeo da rotina na cidade dos Estados Unidos:

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Realidade aumentada com excesso de informação

01/03/2010

às 19:10 \ culturaweb, midia, pesquisa

Como a web pode ajudar no terremoto do Chile

Terremoto no Chile de 8,8 graus na escala Richter aitingiu o Chile no sábado

O terremoto de 8,8 graus na escala Richter que atingiu o Chile no sábado provocou um efeito imediato na internet. Nessas situações de grandes catástrofes, plataformas sociais participativas como o Twitter tornam-se mecanismos essenciais de prestação de serviço entre as pessoas. Dessa vez, porém, o que mais chamou atenção não foi a troca de informação entre os usuários dos nichos sociais, mas a criação de um site para centralizar as principais informações, fotos e vídeos relacionados à tragédia.

Terremotochile.com é um agregador de informações sobre a tragédia de 27 de fevereiro. Criado por jovens mexicanos – a estudante Evelyn Hernandez, de 24 anos, e o desenvolvedor web Francisco Oliveros, de 25 – o site disponibiliza endereços e telefones de instituições chilenas que podem, de alguma forma, ajudar no socorro às vitimas.

Além disso, oferece ferramentas para visualização das atuais condições das áreas afetadas – a partir do uso do Google Maps. Outro recurso com uso dos mapas informa às vítimas do terremoto os pontos de doação de sangue em todo o país (confira imagem abaixo). E há ainda informações sobre estabelecimentos comerciais ativos nas áreas atingidas pelo terremoto.

“Criamos este ambiente virtual três horas depois do terremoto com um único objetivo: ajudar, de longe, quem mais precisa”, explica Oliveros, administrador do site. “A Evelyn me auxilia na produção de conteúdo direto da Suécia, onde ela faz faculdade”.

Centros de doação de sangue no Chile

O resultado do trabalho pode ser medido. “Recebemos mais de mil comentários nas últimas 48 horas em nosso site”, afirma Oliveiros. “Em média, Terremotochile.com recebeu 80.000 visitas diárias”.

Uma tática próxima ao crowdsourcing
O modelo de produção adotado por Evelyn e Francisco para centralizar dados sobre a tragédia no Chile é comum na web. O trabalho organizado e com recursos multimídia aproxima-se da ideia de crowdsourcing, que é o conceito de utilizar dados oficiais coletados por cidadãos espalhados na web para desenvolver um único ambiente virtual e centralizador de informações.

Abaixo, um vídeo produzido por Cristóbal Braun e Javier Villarroel, duas pessoas que conseguiram relatar o terremoto de um veículo:

01/03/2010

às 4:14 \ socialmedia, tendencias

Redes sociais de nicho: elas sobrevivem?

redes-sociais-mapa

Em um mercado dominado por Facebook, Twitter e Orkut, redes sociais de nicho chamam atenção por atender necessidades específicas de seus públicos. Mas elas não têm vida fácil. Vistas como tendência por analistas há alguns anos, tornaram-se em pouco tempo um objeto virtual duvidoso e, de certa forma, obsoleto. Logo, vale levantar a questão: é possível sobreviver frente a sites com mais de 50 milhões de usuários?

O recente histórico virtual volátil é prova de que ainda não há uma resposta concreta. O Yahoo, por exemplo, viveu este tipo de situação. Um dos maiores gigantes da web anunciou em 2008 o fim do Kickstart, rede social de caráter profissional. O site foi fechado após ser ‘engolido’ pela avalanche Linkedin, de 45 milhões pessoas cadastradas. Hoje, o site de perfil corporativo está avaliado em 1 bilhão de dólares. Já o Kickstart foi direcionado a um produto similar no Yahoo – o HotJobs!

Alguns exemplos, contudo, mostram que essas redes de nicho podem sobreviver – a despeito da competição do ambiente virtual. É o caso de Totspot, Odadeo, Lil’Grams e Kidmondo – todas dedicadas a bebês e que fazem grande sucesso.

Para encontrar vida longa na web, as redes destinadas a interesses de nicho precisam de ingredientes básicos: eficiência no mecanismo do serviço, interesse do usuário em interagir com seus amigos e informações específicas que não serão encontradas em qualquer outro site.

information-overload

“Redes sociais de nicho têm espaço na web. Mas para funcionar com grupos de pessoas bem específicos e, para dar certo, precisam ser adotadas por plataformas participativas que realmente utilizem o site para manter contato. A única questão pendente é a sobrecarga de redes sociais”, explica Raquel Recuero, pesquisadora e professora do Programa de Pós-Graduação em Letras (PPGL) da Universidade Católica de Pelotas (UCPel).

A questão é simples: você consegue gerenciar e absorver o volume absurdo de dados que circula em todos os sites de relacionamento em que está cadastrado?

É nesse cenário que surgem os filtros pessoais – para dar prioridade a um ou outro ambiente virtual. A intenção, é claro, é manter o foco em uma atividade. E a escolha provavelmente recairá sobre as redes maiores, estruturadas, recheadas de inúmeras funções (jogos, quiz, chats com vídeos etc.), com malhas sociais e laços de amizades consolidados, deixando em segundo plano sites participativos de grupos específicos.

Foto: Webtreats e Solstizio.


 

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