Coreia do Sul restringe uso do Twitter nas eleições

A Comissão Nacional de Eleições da Coreia do Sul tomou uma importante decisão na última sexta-feira. A entidade revelou a restrição e o controle de redes sociais – com ênfase ao Twitter – durante as campanhas eleitores de seus candidatos.
A atitude, considerada rígida por parte da opinião pública sul-coreana, proíbe o uso da ferramenta de mensagens de até 140 caracteres seis meses antes do início das eleições. O argumento da entidade pela restrição não é plausível – alega a diferença social entre os candidatos, o que provocaria o uso ou não de outros artifícios de rede.
Detalhe: a Coreia do Sul tem 49 milhões de habitantes; 71% da população tem acesso a internet, segundo pesquisa CIA World Factbook.
Chung Dong-young, membro do Partido Democrático do Parlamento, sintetizou em uma única frase a indignação que parte do povo sul-coreano demonstra:
“É um anacronismo aplicar uma lei eleitoral ao Twitter”
No Brasil, a direção é oposta. A Câmara aprovou em julho o projeto de lei que permite o uso da internet durante as campanhas eleitorais. Fernando Barros, presidente da agência de publicidade e marketing político Propeg, revelou em uma reportagem de VEJA.com que estratégias não faltarão para as eleições de 2010 no país.
É evidente que, os políticos, pelo menos daqui, se renderão às redes sociais.
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