As campeãs de cantadas na Campus Party

Mirian Bottan
Os homens representam mais de 70% dos 6.000 inscritos na Campus Party, evento anual realizado em São Paulo sobre tecnologia, games e comunicação. Fica subententido, portanto, que a presença feminina é escassa. Mesmo assim, há quem diga que o encontro serve para buscar novos relacionamentos. Oportunidades não faltam.
“Conhecer alguém na Campus Party não é meu objetivo, mas isso pode acontecer”, explica o gerente de projetos Bruno Dulcetti, de 26 anos. Participando pela segunda vez do evento, Bruno dá dicas a quem busca conhecer alguém. “O que acontece aqui são apenas os primeiros contatos. Depois do evento, vêm os encontros mais importantes”.
Os principais alvos da sanha masculina são as modelos presentes em stands. “Apenas nos dois primeiros dias, recebi mais de 70 cantadas”, conta Kamila Andes, de 22 anos. “Ouvi umas 30 cantadas. Isso é, de certa forma, comum. O lado positivo da história é que não houve nenhuma ofensa até o momento”, diz Heloise Mannocci, de 23 anos.
A blogueira e analista de mídia social, Mirian Bottan (na foto acima), de 23 anos, também enfrenta assédio similar – mas em menor escala: foram 20 em dois dias. “O número de cantadas é inferior ao do ano passado, quando eu estava solteira. Mesmo assim, elas acontecem”, explica Mirian. Nota: a blogueira circula no Cento de Exposições Imigrantes acompanhada do namorado, Thiago Mobilon, de 23 anos.
Ela revela uma particularidade da Campus Party: ali, os flertes “presenciais”, tête-à-tête, são apenas o início: as abordagens se intensificam nas redes sociais. “Os caras aqui falam pouco. Acabam se soltando mais em plataformas participativas, como o Twitter. Recebo mais mensagens on-line do que off-line”, conta.
Foto: Fernando Cavalcanti.
Tags: #cparty, Campus Party


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