Blogs e Colunistas

Arquivo de janeiro de 2010

29/01/2010

às 13:10 \ campusparty, curiosidade

As campeãs de cantadas na Campus Party

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Mirian Bottan

Os homens representam mais de 70% dos 6.000 inscritos na Campus Party, evento anual realizado em São Paulo sobre tecnologia, games e comunicação. Fica subententido, portanto, que a presença feminina é escassa. Mesmo assim, há quem diga que o encontro serve para buscar novos relacionamentos. Oportunidades não faltam.

“Conhecer alguém na Campus Party não é meu objetivo, mas isso pode acontecer”, explica o gerente de projetos Bruno Dulcetti, de 26 anos. Participando pela segunda vez do evento, Bruno dá dicas a quem busca conhecer alguém. “O que acontece aqui são apenas os primeiros contatos. Depois do evento, vêm os encontros mais importantes”.

Os principais alvos da sanha masculina são as modelos presentes em stands. “Apenas nos dois primeiros dias, recebi mais de 70 cantadas”, conta Kamila Andes, de 22 anos. “Ouvi umas 30 cantadas. Isso é, de certa forma, comum. O lado positivo da história é que não houve nenhuma ofensa até o momento”, diz Heloise Mannocci, de 23 anos.

A blogueira e analista de mídia social, Mirian Bottan (na foto acima), de 23 anos, também enfrenta assédio similar – mas em menor escala: foram 20 em dois dias.  “O número de cantadas é inferior ao do ano passado, quando eu estava solteira. Mesmo assim, elas acontecem”, explica Mirian. Nota: a blogueira circula no Cento de Exposições Imigrantes acompanhada do namorado, Thiago Mobilon, de 23 anos.

Ela revela uma particularidade da Campus Party: ali, os flertes “presenciais”, tête-à-tête, são apenas o início: as abordagens se intensificam nas redes sociais. “Os caras aqui falam pouco. Acabam se soltando mais em plataformas participativas, como o Twitter. Recebo mais mensagens on-line do que off-line”, conta.

Foto: Fernando Cavalcanti.

28/01/2010

às 12:52 \ campusparty, curiosidade

Quando a família faz parte da Campus Party

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As cerca de 6.000 pessoas que deverão acampar até o próximo domingo da terceira edição da Campus Party, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo, não são apenas jovens aficionados por tecnologia, games e downloads. Além de reunir produtores de conteúdo, blogueiros e entusiastas da internet, o evento também virou programa de família.

“Minhas duas filhas e mulher estão acampadas aqui e ficam até o final do evento. Durante a semana, até meus pais me visitam”, explica o analista de sistemas Alexandre Nuccini, de 34 anos, voluntário no evento e um dos responsáveis pela área de modding – a arte de customizar desktops.

Uma de suas filhas, Raquel Nuccini, é um prodígio. Com apenas 6 anos, já participou de três edições da Campus Party. De quebra, auxilia o pai: é responsável por desenhar a estrutura de seus computadores. “Ela adora mostrar seus trabalhos. Seu PC rosa tem sugestões próprias de perspectivas e foi construído pelo pai”, conta a orgulhosa mãe, Luciana Nuccini, de 29 anos.

Raquel não pensa duas vezes quando é convidada a falar sobre seu futuro. “Quero ser bombeira, mas meu sonho é virar artista plástica”, avisa. A presença dela e da irmã, Sabrina, de 11 anos, estimulou ainda a presença de outras crianças no maior evento de tecnologia do país.

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“Trouxe meu filho pela primeira vez, após ele mesmo perceber a presença de outras crianças”, explica o militar Gustavo Heinzel, de 43 anos, que veio de Porto Alegre passar férias em São Paulo. Herick Heinzel, 9 anos, quer seguir a carreira do pai, mas já acompanha seus passos no ramo da tecnologia – com direito a acampamento, banho e noites de sono no centro de Exposição. “Fiquei emocionado com o empenho do meu pai em trazer os computadores e quis participar desta festa”, explica.

Para Marcelo Branco, diretor do evento, a presença cada vez mais constante de crianças tem explicação. “Hoje, elas têm mais conhecimento do que os mais velhos. A tecnologia faz parte do cotidiano delas. Nada mais justo que elas façam parte do evento”.

Fotos: Fernando Cavalcanti.

26/01/2010

às 4:08 \ facebook, socialmedia

O limite do ser humano é ter 150 amigos?

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Um estudo da Universidade de Oxford divulgado recentemente e em destaque no The Times nesta segunda-feira levantou uma possível importância que o número de Dunbar tem na relação social entre humanos. Segundo a pesquisa, o cérebro humano é capaz de administrar em redes sociais, no máximo, 150 amigos.

Robin Dunbar, antropólogo da instituição e autor da pesquisa, conseguiu pela primeira vez comprovar no mundo on-line a teoria que defendia na década de 90. Na época, o cientista concluiu a partir de observações de vários grupos que a capacidade de manter circulos sociais não passava do número 150, independente do grau de sociabilidade de cada pessoa.

Na web, a teoria já foi questionada. Em fevereiro, o sociólogo Cameron Marlow descobriu que um internauta comum consegue estabelecer uma relação estável com o próximo com no máximo 120 contatos em  perfis no Facebook. Russerd Bernard, da Universidade da Flórida, concluiu que, nos Estados Unidos, os laços de amizade de uma pessoa podem chegar a 290.

Essas limitações existem devido a capacidade do neocórtex cerebral, que não se desenvolveu durante a evolução do homem. Em pouco tempo, o registro foi tão valorizado na internet que já existiram redes sociais que o adotavam para definir critérios de ingresso às plataformas participativas.

A rede social aSmallWorld, considerada como “Orkut dos ricos”, usou este discurso para defender seus princípios de uso e, claro, alcançar valorização e alarde em torno de seu serviço.

A construção do mito de que as novas tecnologias poderiam superar tal limitação não é o único fato que mais chama atenção. O estudo corrobora a premissa de que o internauta, hoje, reforça mais laços construídos de forma offline (cotidiano) do que propriamente criar novas amizades virtuais.

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22/01/2010

às 4:58 \ facebook, socialmedia, twitter

Cinco dias no Twitter e Facebook

twitter

Cinco jornalistas de diferentes rádios públicas da França farão um teste que merece atenção por sua proposta. Os profissionais das emissoras France Info, France Inter, Radio Television Suisse, Radio Canada e RTBF ficarão isaolados em uma residência no interior do país recebendo informações apenas por meio de Facebook e Twitter. O resultado sairá na primeira semana de fevereiro.

O objetivo do estudo é pertinente: descobrir que tipo de informação percorre a rede durante o compartilhamento de links entre internautas do mundo todo em duas das plataformas sociais mais participativas da web sem clicar nos endereços distribuídos. Só será possível analisar a mensagem propagada.

A premissa de compreender como se constrói a percepção de uma notícia de um público-alvo específico ajudará no processo na produção dos cinco veículos de comunicação. Trata-se da velha necessidade de percepção sobre os valores-notícia e como expressam a variedade do cotidiano do ser humano.

Foto: Salvo Vaccarella

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O critério do relevância dos ‘tweets’ no Google

20/01/2010

às 10:23 \ culturaweb, socialmedia

Como um clube proíbe o uso das redes sociais

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O Manchester United, uma das equipes mais poderosas do mundo, decidiu pensar de forma mais centralizada e menos distribuída. O clube inglês proibiu seus jogadores de usar redes sociais de grande popularidade, como Facebook e Twitter.

A medida foi tratada como ‘censura’ por parte da imprensa espanhola, que relatou o episódio. Perfis na rede de mensagens de até 140 caracteres de Ryan Giggs e Wayne Rooney, dois dois maiores ídolos do clube, foram excluídos. Agora, toda e qualquer comunicação entre público e jogador será feita apenas pelo site oficial do Manchester United.

A iniciativa não é nova no segmento esportivo. Em outubro, a liga profissional de basquete norte-americana NBA estabeleceu regras e proibiu o uso de plataformas sociais participativas antes, durante e após um jogo. Dois meses antes da polêmica discussão com a entidade, diversas equipes da NFL – liga profissional de futebol americano – também decidiram não permitir o uso de redes sociais de seus jogadores.

Sai de cena a possibilidade que uma pessoa pública tem de tornar-se mais um nó em rede – como outros internautas em todo o mundo – para manter a velha estratégia de uma conversa unilateral concentrada e, acima de tudo, centralizada na web.

Foto: Toksuede.

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19/01/2010

às 3:43 \ curiosidade

As quatro estações do ano em 120 segundos

Impressionante e de excelente qualidade o vídeo feito pelo norueguês Eirik Solheim. Com o auxílio de uma câmera profissional, ele conseguiu captar mudanças das quatro estações de ano na cidade de Oslo e compilou em uma produção de apenas 120 segundos. Em 2008, ele já havia feito a mesma experiência, mas em 40 segundos.

Confira o resultado no vídeo abaixo:

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15/01/2010

às 3:15 \ busca, google, socialmedia, twitter

O critério de relevância dos ‘tweets’ no Google

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Desde dezembro, o Google iniciou em seu sistema de buscas um recurso que permite fazer uma pesquisa em tempo real em redes sociais como Twitter e Facebook. O Google Real Time, de caráter experimental e apenas em uma única versão (inglês), traz mensagens de usuários cadastrados nas ferramentas integradas a busca comum. Porém, o serviço foi questionado pela falta de critério na ordem de aparição das mensagens. Quase dois meses após o lançamento, temos uma resposta.

A revista Technology Review, do Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT), nos Estados Unidos, conversou com Amit Shingal, um dos funcionários do Google responsável pelo desenvolvimento do recurso, que revelou o mistério por trás da hierarquia de informações que é fornecida ao internauta.

Para um dos gigantes da web, os tweets – mensagens de até 140 caracteres produzidas no Twitter – são avaliados e têm o mesmo peso e importância de uma página – o que é conceituado como pagerank. Logo, o procedimento para hieraquizá-los varia de acordo com a reputação do próprio usuário. Quem explica é o próprio Shingal.

Se você ganha reputação, logo fornece também reputação. Caso você tenha muitos seguidores e é considerado um dos hubs no Twitter, naturalmente sua mensagem terá um peso maior, já que seu tweet é valioso. Em pouco tempo, ele será uma referência aos demais que fazem uma pesquisa no Google.

Este processo de adaptação às plataformas sociais participativas de mensagens instantâneas mostra como o Google, visto como um tótem inatingível e intocável, não é exceção no quesito de modelos de negócio sustentáveis na web. Não adianta permanecer com uma única estrutura sólida e consolidada – no caso, buscas – por muito tempo. A necessidade cria os caminhos e as alternativas de forma tão rápida que não dá tempo de acreditar em nada venerável.

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14/01/2010

às 3:00 \ facebook, orkut, socialmedia

Um Facebook ainda mais distribuído

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O Facebook revelou em seu blog oficial a possibilidade de responder mensagens e notificações da rede social mais popular do mundo por e-mail. Com o recurso, não há mais a necessidade de conectar-se ao site para manter e ampliar laços on-line, artifício que pode gerar uma nova discussão sobre a permissão ou bloqueio de sites e o quanto seus usos derrubam a produtividade dos funcionários.

Todas as produções de conteúdo consideradas como comentários (atualizações pessoais como perfis, vídeos ou fotos) podem ser respondidas agora pelo correio eletrônico. O recurso está disponível às pessoas cadastradas que permitem o envio de notificações por e-mail no campo “Configurações da conta”.

A iniciativa chama a atenção por uma preocupação específica do próprio Facebook em sair de um único site  – no caso, facebook.com – para ampliar possibilidades de conexão entre pessoas.

Trata-se da positiva estratégia de tornar-se mais distribuído e menos centralizado em rede: não esperar que seus fieis fãs venham até você. O objetivo é transcender este atributo. Facebook, aos poucos, quer ir a todos os caminhos possíveis feitos por um internauta. O e-mail, uma das ferramentas mais populares na web, é um dos atalhos que mostram que uma rede social ou um site noticioso é um meio e não um fim.

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12/01/2010

às 4:54 \ pesquisa

Quando a “vida offline” é o mais importante

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Uma pesquisa feita pelo grupo Disney e, divulgada no início desta semana, comprova o pensamento que faz parte da natureza humana aprender a lidar com limites externos. Segundo o estudo, crianças europeias entre oito e 14 anos preferem vida real à internet.

O relatório aponta que mais de 30% das 3.020 crianças entrevistadas gosta mais de encontrar amigos pessoalmente a conversar e manter contato em redes sociais ou em programas de mensagens instantâneas. Destas, 44% acreditam que a web contribui para manter amizades. Segundo Victoria Hardy, diretora-executiva de Pesquisa para os Canais Disney na região, as crianças da “geração XD” já compreendem o impacto que a tecnologia terá sobre suas vidas.

Trata-se de uma das primeiras reflexões sobre a distribuição de tempo entre vidas “on-line e offline“. Aos poucos, percebe-se a possibilidade de construir uma sociedade mais equilibrada, digitalizada, porém moderada. Um estágio de amadurecimento entre tecnologia e comunicação em um grupo seleto que conheceu o mundo de forma conectada. Sai dos holofotes a “era do excesso” ou abundância para valorizar a possibilidade que dois cenários distintos produzidos por uma mesma pessoa possam potencializar relações sociais.

Foto: Vivee.

11/01/2010

às 3:56 \ google, tendencias

O que muda com o buscador móvel do Google

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O Google lançou na última semana uma funcionalidade específica para iPhone e celulares com o sistema operacional Android que permite sugerir locais, restaurantes, bares, shoppings baseados na localicação do seu aparelho. Near me Now é mais um produto móvel que valoriza a geolocalização e mostra como a pesquisa customizável ‘hiperlocal’ facilitará o trabalho humano.

O recurso já está disponível e em destaque abaixo do campo de buscas do Google em navegadores dos aparelhos (veja imagem). A localização do serviço é detectada e, automaticamente, recebe sugestões de serviços próximos às coordenadas do celular.

Por enquanto, no Brasil, o Near me Now sofre instabilidades. Em duas tentativas, o serviço apareceu com uma mensagem “local indisponível”. Quem conseguiu acesso afirmou que falta precisão nas sugestões, atributo que mostra o quanto o Google está defasado no segmento.

O símbolo de buscas da web, aos poucos, quer entrar em mais um território que não tem dono. Depois da “invasão” ao mercado dos netbooks, chegou a vez de investir na geolocalização.

Por enquanto, quem reina usa um atributo que chama a atenção. O Foursquare, serviço de recomendação que já foi citado até como novo Twitter, faz o mesmo serviço que o Google, porém de forma eficiente, organizada e, acima de tudo, colaborativa. É a boa e velha mistura de enaltecer vida social e virtual.

A escolha, porém fica na mão do internauta: vai preferir sugestões automáticas em destaque no Google ou conselhos de amigos nos quais você confia?

Abaixo, um vídeo explicando o Near me Now, do Google:

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