Grito dos millenials: ‘Melodrama’, de Lorde, reflete uma geração

Segundo álbum em estúdio da cantora australiana estreou nesta sexta-feira, 16 de junho

Quando Pure Heroine estourou em 2013, Lorde foi comparada com estrelas do cenário pop como Lana Del Rey. Quatro anos mais tarde, um tempo longo para um mercado tão voraz, a australiana retorna com Melodrama, um compilado de onze faixas que amadurece e consolida o estilo musical da cantora — antes uma garota do subúrbio da Austrália, hoje um grande expoente da música internacional.

Green Light, lançada como single três meses antes do álbum, quebrou os três anos hiato de Lorde — cujo último lançamento era Yellow Flicker Beat, para a trilha sonora de Jogos Vorazes: A Esperança – Parte I. Aos moldes de Tennis Court, notas isoladas de piano embalam os primeiros versos da música, que logo engata ao som de teclados sintetizadores, até estourar em um refrão dançante. Na letra, a cantora continua a alfinetar os “almofadinhas” (Those great whites they have big theeth), mas suas angústias e sentimentos frente a um relacionamento conturbado passam para o primeiro plano (I wish I could get my things and just let go).

Liability, lançada em seguida a Green Light, mergulha de vez na intimidade de Lorde. Embalada pelo som de um único piano, ela mais parece desabafar: The truth is I am a toy/ That people enjoy/ ‘Til all of the tricks don’t work anymore (A verdade é que sou um brinquedo/ Que as pessoas gostam/ Até que nenhum dos truques funcione mais).

Ainda que a música — e o restante do álbum — tenha sido composto de acordo com as experiências e percepções pessoais da cantora, ele traduz pensamentos e angústias de toda uma geração, conhecida por millenials.

O álbum chega ao ápice em Sober II (Melodrama). A música sintetiza os elementos-chave do estilo de Lorde, costurados de modo a não ficar ilhados em estrofes, mas como parte de um todo. Aliás, a transição música a música é bastante suave: quando o ouvinte menos espera, está dentro de uma nova faixa, recurso parecido com o adotado pela banda Kings of Leon em Walls. As faixas Sober, Supercut e a estridente The Louvre também se destacam.

Melodrama está disponível nas plataformas de streaming Spotify, Deezer e Apple Music. O álbum pode também ser adquirido em formato digital na iTunes Store por 7,99 dólares, e na versão física por 27,90 reais.

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  1. AUSTRALIANA??? Hahaha como é desinformada essa “jornalista”… Lorde é neozelandesa.

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  2. Marcio Gimenes Ruiz

    Matéria paga.

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  3. Gente para né, coloca no Google antes de publicar a matéria. Ela é Neozolandesa, aí Veja, veja bem,veja melhor. Não leia… 👎🏼

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  4. Ângela Toledo

    Veja, por favor, vai se retratar: a Lorde é neozelandesa e orgulho desse país onde por sinal eu moro e tenho muito orgulho disso. É a mesma coisa que você falar que um ídolo brasileiro é argentino. Coisa feia, nem pesquisar direito vocês sabem fazer!

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  5. Ela não é australiana, ela é neozelandesa…

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  6. Que mico

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