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Chamada de “gostosa”, deputada Shéridan vai recorrer na Câmara

Deputada do PSDB de Roraima explica a ausência na votação contra Michel Temer e diz por que se irritou ao ser chamada de “gostosa” por um colega na Câmara

Deputada Shéridan

Shéridan: “Não posso me calar, né?” (Cristiano Mariz/VEJA)

Em abril de 2016, a senhora foi a favor do impeachment de Dilma Rousseff e disse que seu voto era “pelo resgate da esperança roubada do povo brasileiro”. Por que se ausentou da votação contra Temer? Tive um problema na conexão do meu voo. Era para eu chegar a Brasília no começo da manhã, mas cheguei na madrugada após a votação.

Na prática, sua abstenção favoreceu Temer. Sinceramente? Como parlamentar, o certo era eu estar na votação. Mas o meu voto não definiria um quadro já previsto. Os mais próximos sabem que sou a favor da continuidade de Temer. O Brasil está à beira de um colapso e sofre as consequências de treze anos de desgoverno. Acho que ele é o único nome hoje com condição de promover as reformas necessárias.

Seu partido, o PSDB, rachou na votação. Como ficará agora? Olha só, não tenho cargo no governo — nem em Brasília nem no meu estado. Sou independente. Sei que o partido ficou dividido na votação — 22 deputados votaram a favor de Temer, 21 votaram contra e quatro, incluindo eu, faltaram. Mas não defino isso como um racha. O partido tem grandes quadros e vai sobreviver.

No início da contagem de votos, a senhora foi chamada de “gostosa” por um deputado quando seu nome foi citado. O que achou disso? Foi um comportamento machista e medieval, além de constrangedor. Sou mulher e mãe de duas meninas. Foi uma delas, aliás, que me informou desse absurdo. Essa atitude resume a maior parte dos integrantes da Câmara: confundem os papéis e não estão à altura de defender o mandato. Se você desrespeita a mulher e a desqualifica, você não respeita a sociedade.

A senhora pretende reclamar? Vou tomar as devidas providências na Comissão de Ética, baseada em um artigo sobre ofensas morais nas dependências da Casa. Combater essa situação é lutar pela defesa e integridade da mulher, não só na política mas na sociedade. Não posso me calar, né? 

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  1. DYNHOO josé

    De fato. É. Mas pra falar entre 4 paredes . Não em rede nacional

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  2. ela é muito gata

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  3. JOSÉ ALVES GUIMARÃES

    Se fosse chamada de bagulho, bucho, horrososa, tenho certeza que ela reclamaria. E aí?

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  4. Foi uma tremenda ofensa moral….rsrsrs… e que moral! ….rsrsrsrs…

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  5. Ah ‘tá! Então chama ela de bagaça…

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  6. Marcelo De Souza

    Colega,
    nao precisa chamar de nada. Pense na tua mae, Irma, filha ou sobrinha. Voce quer que ela seja assediada na rua, na escola ou no local de trabalho?
    Repito: NAO precisa chamar de nada. Deixe a mulher em paz.
    Mesmo porque, em 99.999% dos casos, ela nao tem interesse
    nenhum na tua opiniao. Sou homem e ha’ muito tempo me dei
    conta disso.

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