Blogs e Colunistas

Arquivo da categoria Liga dos Campeões 2011

29/05/2011

às 5:38

Em Wembley, deu Barça. E em Munique, no ano que vem?

Em Wembley, o fim da festa

A Liga dos Campeões terminou com uma decisão memorável em Wembley – e também com mais uma prova do sucesso comercial e esportivo da melhor competição de clubes do mundo. Londres ainda teve chance de fazer um curto ensaio para o ano que vem, quando recebe a Olimpíada. Os Jogos deverão atrair um público muito maior, sem dúvida. Mas receber cerca de 80.000 visitantes, boa parte chegando e partindo no mesmo fim de semana, foi um bom teste, principalmente para o sistema de transporte. A Liga dos Campeões retoma suas atividades já no mês que vem, com a primeira rodada das eliminatórias marcada para 28 e 29 de junho. Será o início da edição número 57 do campeonato europeu de clubes, a vigésima desde que ele virou Liga dos Campeões. A fase de grupos, em que jogam os grandes clubes, só tem início em 13 de setembro. E desde já existe um favorito inegável a chegar à final – a não ser que Messi desista de jogar futebol, que Xavi troque a Catalunha por qualquer outro lugar e que Guardiola aceite ser técnico de qualquer outra equipe, o Barcelona tem boas chances de repetir a ida a Wembley. Desta vez, no entanto, o destino é Munique. Em 19 de maio de 2012, a Allianz Arena, o moderno estádio que recebeu a abertura da Copa do Mundo de 2006, será o palco da decisão.

(Giancarlo Lepiani, de Londres)

28/05/2011

às 19:25

Para Guardiola, é cada vez mais difícil fugir da história

Guardiola: "É um trabalho duro"

Dito e feito: como se previa desde a entrevista coletiva da véspera do jogo, o técnico Pep Guardiola enfrentou neste sábado, depois da conquista da taça contra o Manchester United, a mesma série de perguntas comparando o Barcelona atual a outros grandes times da história. Guardiola foge do assunto, mas está ficando mais difícil manter a modéstia. Com mais um título de Liga dos Campeões conquistado, o espanhol teve de desviar do assunto. “Não vi o Real Madrid de Di Stéfano, o Santos de Pelé nem o Ajax de Cruyff, por exemplo. Então não sei responder a essa pergunta”, explicou, ao ser questionado sobre se seu time é o melhor que já existiu. “Só tentamos jogar da melhor forma possível, e esperamos que as pessoas se lembrem de nós dentro de dez ou vinte anos. Se os torcedores se recordarem deste Barcelona de forma positiva, será maravilhoso.” Guardiola também não gostou de ser questionado sobre se faltam desafios para alguém que já ganhou tudo. “Quando se treina o Barcelona, a pressão é sempre enorme, sempre para fazer o melhor possível. É um trabalho muito desgastante. Estou muito feliz por poder trabalhar com esses rapazes, mas não é um emprego tão fácil quanto muitos pensam”, garantiu. E para quem acha que o caso de amor com o clube vai durar para sempre, Guardiola avisa: não será técnico do Barça por tanto tempo quanto as pessoas acham. “Quando a paixão acabar, vou embora para casa, descansar e pensar no que fazer depois.”

(Giancarlo Lepiani, de Londres)

28/05/2011

às 19:06

Messi: campeão, artilheiro e melhor jogador da decisão

Messi: mais um troféu

Quando o árbitro húngaro Viktor Kassai apitou o final da decisão da Liga dos Campeões, neste sábado, em Londres, ninguém tinha a menor dúvida de quem seria eleito o homem do jogo pela Uefa. Quieto como de costume, apesar do sorriso aberto, Lionel Messi passou rapidamente pela sala de imprensa para receber o prêmio. E ele vai precisar de espaço em casa para guardar tantos troféus, medalhas e placas. O argentino terminou o torneio deste ano como artilheiro, com doze gols. É a terceira vez consecutiva que ele consegue ser o goleador máximo da competição. Com três títulos de Liga dos Campeões em apenas seis anos, Messi também tem tudo para ser eleito o melhor de todo o torneio em 2011. E como não há Copa do Mundo nem Eurocopa neste ano – e o evento mais importante do calendário foi a própria Liga dos Campeões -, é quase certo que ele voltará a ser escolhido o melhor do ano na eleição realizada pela Fifa. Messi fará 24 anos no mês que vem. Quantas glórias terá acumulado quando encerrar a carreira?

(Giancarlo Lepiani, de Londres)

28/05/2011

às 18:42

Dois anos depois, Ferguson aceita perder para o Barça

Ferguson: agora, resignado

Talvez tenha sido a forma como sua equipe encarou o Barcelona, pressionando desde o início e jogando com mais coragem do que na final de Roma, em 2009. Talvez tenha sido a passagem do tempo, que mostrou que o Barça é, de fato, uma equipe rara, que ficará lembrada por décadas e décadas. Mas no fim do jogo deste sábado, o técnico do Manchester United, Alex Ferguson, enfim mostrou que aceita perder para a equipe catalã, que classifica de a melhor que já viu jogar desde que iniciou sua longa carreira de técnico. “Diria que sim”, afirmou, ao ser questionado sobre o Barça ser superior a todos os times que já viu em ação de perto. “É um grande momento para eles. E eles estão aproveitando ao máximo”, completou o escocês de 69 anos. Sua resignação diante da superioridade dos catalães contrasta com a irritação que mostrou depois da derrota de dois anos atrás. Naquela ocasião, Ferguson apareceu para a entrevista coletiva após o jogo avisando que não queria nem falar sobre a perda do título. Agora, ele sabe que não tem escolha – afinal, o revés em Roma não foi só um tropeço ocasional.

(Giancarlo Lepiani, de Londres)

28/05/2011

às 18:32

Na hora da comemoração, Barcelona justifica seu slogan

Abidal ergue o troféu: momento emocionante

Estampado na camisa e até nas cadeiras do estádio Camp Nou, o slogan més que un club – catalão para “mais que um clube” – é, claro, parte de uma estratégia de marketing criada há alguns anos pelo Barcelona. A frase é divulgada para tentar mostrar que o Barça funciona de outra forma, com outros valores. Em muitos casos, não passa de balela. Apesar de desdenhar dos rivais que torram fortunas em contratações ao invés de produzir craques em casa, o time catalão também costuma fazer suas loucuras, como nas contratações de Ibrahimovic e David Villa. Em alguns episódios, contudo, o clube mostra que tem, de fato, alguns costumes incomuns para o meio do futebol. E a decisão do grupo campeão neste sábado de entregar a Eric Abidal a honra de levantar a taça é um desses exemplos. A taça poderia ter sido erguida por Xavi, que foi o capitão durante a decisão contra o Manchester United. Também poderia ter sido dada a Puyol, o capitão durante o resto da temporada. Mas Abidal, que se recuperou de uma cirurgia para retirar um tumor no fígado durante a Liga dos Campeões, merecia a homenagem. E ganhou a chance de deixar sua imagem para sempre na história do torneio, com o troféu nas mãos.

(Giancarlo Lepiani, de Londres)

28/05/2011

às 17:34

Com mais uma exibição de gala dos geniais Messi e Xavi, o Barcelona supera o Manchester United e conquista o tetra

O imparável Messi: um gol, inúmeros dribles e o mais um título da Liga dos Campeões

O técnico e os jogadores do Barcelona podem até não gostar das perguntas sobre a importância histórica do time comandado por Pep Guardiola. Mas fica cada vez mais difícil fugir das comparações com outras equipes que entraram para a lista das maiores de todos os tempos. Neste sábado, no Estádio de Wembley, em Londres, o Barça derrotou o Manchester United – 3 a 1, com gols de Pedro, Messi e Villa (Rooney descontou) – e faturou seu quarto título de Liga dos Campeões. Já são três troféus conquistados na maior competição de clubes do mundo desde 2006. Agora, o desafio da geração de ouro formada por Messi, Xavi e Iniesta é tentar se aproximar do arquirrival Real Madrid, que tem nove títulos europeus. E ninguém duvida que a turma de Guardiola tem tudo para estar presente à próxima final da Liga dos Campeões, marcada para daqui a um ano, em Munique. Hoje, não existe no mundo uma equipe capaz de fazer frente ao impressionante time catalão.

Quem acompanhou o começo da final, porém, até chegou a pensar que o desfecho poderia ser diferente. Com a atuação quase letárgica da final da Liga dos Campeões de 2009 ainda na cabeça, o Manchester United começou a partida em ritmo frenético, pressionando o Barcelona e não dando espaço para a troca de passes do adversário. Os ingleses mostraram que a partida seria dura para o rival. O time espanhol parecia ter sido pego de surpresa, pois demorou cerca de dez minutos para entrar no jogo – só então começou a controlar a bola. Ainda assim, o United não oferecia muito espaço. A primeira boa chance catalã veio aos 15 minutos, num cruzamento que Pedro desviou para fora. A partir daí, o Barcelona tomou as rédeas da partida, principalmente a partir de uma série de dribles extraordinários de Messi. David Villa teve duas boas chances, assustando o goleiro Van der Sar. A fortíssima zaga formada por Vidic e Ferdinand sofria para dar conta das estocadas do Barça. Isolados na frente, Rooney e Chicharito brigavam sozinhos, na base da trombada.

Na metade do primeiro tempo, o Manchester tinha até equilibrado as ações, colocando a bola no chão e interrompendo uma série de ataques do rival. Mas num lance genial de Xavi, saiu o primeiro gol, aos 27 minutos. O meia, um dos passadores mais precisos de todo o planeta, enfiou uma bola perfeita para Pedro empurrar para a rede, no canto esquerdo de Van der Sar. Com a vantagem no placar, o jogo ficou bem ao gosto do Barça, que pretendia enfim começar a impor seu ritmo. Mas o Manchester tratou de impedir que os catalães assumissem o controle de vez. Numa linda tabela na área, Rooney recebeu a bola limpa para finalizar com perfeição, no alto do gol defendido por Valdés, aos 34 minutos. O jogo pegava fogo de vez. O saldo do primeiro tempo: muito equilíbrio, diversas chances de gol, poucas faltas e lindos lances dos jogadores mais talentosos em campo – Messi, Xavi e Rooney.

Trio espetacular - As equipes voltaram para o segundo tempo sem alterações – inclusive com o veterano Giggs mantendo a posição de segundo volante do United, responsável por ajudar Carrick a bloquear as tabelas do Barça no meio. O galês usava a experiência e o ótimo posicionamento para tentar neutralizar Xavi. Mas era difícil: as triangulações entre Xavi, Iniesta e Messi eram uma constante preocupação. Numa delas, Daniel Alves recebeu livre na ponta da área e ficou cara a cara com Van der Sar. O lateral da seleção brasileira soltou uma bomba em cima do goleiro holandês, desperdiçando uma chance preciosa. Mas não deu tempo de o Barça lamentar: logo aos 9 minutos da segunda etapa, justamente na região onde Giggs deveria estar vigiando o ataque catalão, Messi recebeu sozinho, com espaço de sobra, em disparou um chute forte – mas defensável – contra Van der Sar. O goleiro do Manchester, que fazia a última partida da carreira, não segurou: 2 a 1 Barcelona.

Com a vantagem no placar, Xavi, Messi e Iniesta começaram a dar show. O trio trocava a bola com precisão e criatividade exemplares. Ainda pior para o Manchester era o fato de essa série de tabelas manter a posse de bola com o Barça, que ia fazendo o tempo passar. E os catalães não estavam só enrolando: desse domínio da bola sempre nasciam jogadas perigosas. Era preciso fazer alguma coisa para reagir. Nani entrou no lugar do brasileiro Fábio. Mas nem teve tempo de tocar na bola. Justamente no lado direito da defesa do Manchester, agora sem lateral fixo, Messi fez mais uma jogada extraordinária e invadiu a área. David Villa concluiu com perfeição, chutando no alto, longe do alcance de Van der Sar. A torcida do Barcelona iniciou a festa do título, sabendo que o time não deixaria a vantagem escapar. Ainda assim, queria mais lances sensacionais do irresistível ataque catalão. Eles foram poucos: o Barça diminuiu o ritmo e só administrou o resultado. Não precisava de mais nada para fazer história mais uma vez.

(Giancarlo Lepiani, de Londres)

Confira a seguir os lances da decisão na cobertura feita pelo site de VEJA em Wembley:

(Giancarlo Lepiani, de Londres)

28/05/2011

às 14:19

Nos metrôs para Wembley, espanhóis e ingleses em paz

A torcida chega a Wembley

Uma chuva fina, os vagões de metrô lotados e os preços estratosféricos de qualquer coisa vendida nos arredores do Estádio de Wembley não tiraram o ânimo dos torcedores que estavam a caminho da final da Liga dos Campeões, neste sábado. Animados, mas dentro dos limites (fazendo festa de forma civilizada, em convivência pacífica com os adversários), os fãs do Barcelona e do Manchester United dividiram o transporte público até o norte de Londres – trocando provocações, é claro, mas sem confusão nem violência. Mesmo cobrando caro, todas as barracas de produtos oficiais do evento tinham filas de torcedores em busca de uma lembrança do jogo. Em toda a parte externa de Wembley, a chegada do público e dos convidados era bem organizada e tranquila. Desespero, só entre quem não tinha ingresso e apostava num negócio de última hora com os cambistas. Sobravam cartazes de fãs dizendo procurar ingressos. Faltava quem estivesse disposto a vendê-los.

(Giancarlo Lepiani, de Londres)

28/05/2011

às 14:01

Showbol da Liga dos Campeões, com Cafu e outros ídolos

Os veteranos: pelada no Hyde Park

Nos últimos anos, ex-jogadores de grandes clubes brasileiros passaram a rodar o país, principalmente por cidades do interior, com a modalidade que ficou conhecida como “showbol” – cinco contra cinco, em grama sintética, sem saída de bola. É forma que esses antigos ídolos encontraram para rememorar as antigas glórias (e ainda ganhar uns trocados). A Liga dos Campeões também tem seu showbol, no mesmo dia da final do torneio. O jogo disputado neste sábado, no Hyde Park, colocou frente a frente uma seleção de antigos jogadores da seleção inglesa e um time de craques convidados de outros países – entre eles o brasileiro Cafu, um dos mais aplaudidos (e um dos melhores em campo no jogo de exibição).

Técnico dos ingleses e embaixador da final da Liga, o ex-atacante Gary Lineker usou o brasileiro para fazer piada com a forma física de seus comandados – John Barnes, que ficou conhecido por marcar um gol antológico num amistoso Brasil x Inglaterra no Maracanã, chamou mais atenção pelo diâmetro da barriga do que pela habilidade com a bola. “Se todo mundo na equipe correr como o Cafu, acho que temos alguma chance”, brincou. No time inglês também estavam Sheringham, Beardsley, Cole e Le Saux. A seleção do resto do mundo tinha, além de Cafu, o nigeriano Okocha e os holandeses Cocu, Van Bronkhorst e Frank e Ronald de Boer.

No gol, jogaria o espanhol Zubizarreta, mas o ex-ídolo do Barcelona não apareceu. Karembeu, campeão da Copa de 1998 com a França, foi parar no gol – e arrancou risadas com algumas brincadeiras (e muitos frangos). Sem chance de apitar a final em Wembley – já que os ingleses do Manchester United estão na decisão -, Howard Webb foi o árbitro. O juiz da decisão da última Copa também entrou no clima de gozação, principalmente numa bola duvidosa, que bateu no travessão e tocou a linha, deixando o público em dúvida sobre se tinha sido gol ou não. A lembrança do polêmico gol da Inglaterra na final da Copa de 1966, no antigo Estádio de Wembley, contra a Alemanha, foi inevitável.

(Giancarlo Lepiani, de Londres)

28/05/2011

às 13:21

Qual United é melhor: o de Chicharito ou o de Cristiano?

Chicharito (no centro): bom para o grupo

O novato Javier Hernández, o Chicharito, fecha sua primeira temporada no Manchester United de forma espetacular – o mexicano disputa neste sábado sua primeira final de Liga dos Campeões, e com papel destacado. Ele foi um dos nomes mais comentados nas entrevistas coletivas das equipes, na sexta-feira. O goleiro Valdés e o zagueiro Puyol, do Barcelona, elogiaram o jovem atacante, dizendo que ele é motivo de grande preocupação para a defesa catalã. Para muitos, o rápido Chicharito torna o Manchester United ainda mais perigoso do que a equipe que pegou o Barcelona em 2009, na final da Liga em Roma. Naquela ocasião, o grande astro do time inglês era Cristiano Ronaldo – mas ele sempre foi criticado pelo estilo de jogo individualista e cheio de firulas. Há quem prefira o Manchester United de Chicharito – menos talentoso, certamente, porém mais participativo, ajudando mais o resto do time.

(Giancarlo Lepiani, de Londres)

28/05/2011

às 12:34

Capitães: sangue e suor na briga desde o primeiro minuto

Puyol: recuperado

Não se sabe quem ganhará a final da Liga dos Campeões, mas uma coisa é certa: o jogador encarregado de levantar a taça será um zagueiro raçudo, fortíssimo e que luta desde o primeiro minuto, sem tirar o pé de nenhuma dividida. São assim Carles Puyol, do Barcelona, e Nemanja Vidic, do Manchester United, capitães dos finalistas deste sábado. Puyol sofreu com diversos problemas físicos na temporada, mas chega inteiro a Londres – em sua entrevista coletiva na sexta, ele assegurou que está totalmente recuperado de suas contusões. “Estou ótimo, em forma e pronto”, afirmou. Vidic fez mais uma temporada excepcional, ganhando o troféu de melhor jogador do Campeonato Inglês. Foi sua primeira temporada como capitão – e ela pode terminar com o sérvio levantando a taça mais cobiçada da Europa. “Estamos preparados”, avisou.

(Giancarlo Lepiani, de Londres)

O sérvio Vidic: preparado

 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados