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Arquivo da categoria Caso Isabella

27/03/2010

às 1:27

“Eia, eia, eia, eles vão é pra cadeia”

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Ao som do Tema da Vitória, trilha sonora que marcou as vitórias do piloto Ayrton Senna, os manifestantes reunidos nas imediações do Fórum de Santana festejaram a condenação do casal Nardoni. “Eia, eia, eia, eles vão é pra cadeia!”, entoaram. Alexandre pegou 31 anos de prisão, e Anna Carolina Jatobá, 26, por homicídio triplamente qualificado. Também foram condenados a 8 meses de regime aberto, mais 24 dias-multa, por fraude processual. O tribunal também determinou sua prisão preventiva, o que impede que recorram em liberdade da sentença.

26/03/2010

às 22:00

Literatura, cinema e imprensa

O advogado Roberto Podval mencionou autores de direito, filmes e até o trabalho da imprensa em seu apelos aos jurados para que absolvam Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá.

O defensor fez um paralelo entre o estardalhaço em torno da morte de Isabella Nardoni e o filme A Onda, em que um professor explica para alunos que o próprio direito admitia o nazismo. “Talvez isso ajude a explicar por que o caso Isabella virou um caso tão diferente”, afirmou.

Podval também mencionou o clamor público e a cobertura da imprensa. “As pessoas lá fora clamam, a imprensa também clama, mas não viu (o crime). Talvez amanhã se diga que fizeram justiça”, declarou, olhando para os jornalistas na plateia.

O advogado estava rouco e visivelmente cansado.

(Mirella D’Elia e Marina Dias)

26/03/2010

às 21:31

“Ele não merece a dúvida da inocência

Ele foi econômico. Em apenas 45 minutos, o advogado de defesa Roberto Podval reforçou a estratégia de desqualificar a investigação da polícia sobre a morte de Isabella Nardoni. Questionou exames e perícias feitos ao longo do processo.

Em um dos pontos mais enfáticos, disse que não foram localizadas manchas de sangue na roupa de Alexandre Nardoni. “Pingou sangue em todo lugar, no apartamento inteiro, na roupa dela (Isabella). Na roupa dele (Alexandre) tinha que ter um pingo de sangue”, disse. “Ele não merece a dúvida da inocência”, completou, olhando fixamente para os jurados.

O defensor disse que estava “apelando para a consciência” do júri e que havia “absoluta ausência de provas”. E pediu a absolvição dos réus.

Logo depois que a sessão foi suspensa, o pai de Alexandre, Antonio Nardoni foi visto chorando copiosamente nos corredores do Fórum de Santana. A irmã de Alexandre, Cristiane, também chora muito e é amparada por familiares. A família de Ana Carolina de Oliveira está sentada bem perto.

(Mirella D’Elia)

26/03/2010

às 18:03

A porta e a terceira pessoa

O advogado de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, Roberto Podval, disse que um dos vizinhos do casal, no edifício London, ouviu uma porta batendo um pouco antes de Isabella Nardoni ser jogada do sexto andar do edíficio, em 29 de março de 2008. Isso, para ele, seria um fator que ajudaria a comprovar a hipótese de que uma terceira pessoa matou a menina.

“O senhor está sugerindo que alguém, ouvindo uma porta bater, comprova a existência de uma terceira pessoa?”, indagou o promotor Francisco Cembranelli. “Isso é ridículo”, completou.

“Não sei, não sei”, retrucou Podval.

(Mirella D’Elia e Nathália Goulart)

26/03/2010

às 17:53

Acusação começa a falar de novo

O promotor Francisco Cembranelli começou a fazer a réplica a que tem direito, no julgamento do casal Nardoni, às 17h46. Ele terá duas horas para expor seus argumentos. Na sequência, a defesa terá direito ao mesmo tempo para defender a inocência de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá.

Antes disso, houve um intervalo de meia hora. De acordo com a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), antes da tréplica comandada por Roberto Podval haverá outro intervalo de meia hora. A noite promete ser longa.

(Mirella D’Elia e Nathália Goulart)

26/03/2010

às 17:37

Desabafo

O advogado do casal Nardoni, Roberto Podval, comparou a morte de Isabella a um caso de repercussão internacional – o desaparecimento de Madeleine McCann, em 2003.

Para embasar seu raciocínio, disse que, em Portugal, quando os investigadores sugeriram que os pais poderiam estar envolvidos, foi grande a revolta nas ruas. “Pobre da nossa sociedade. A sociedade brasileira poderia seguir esse exemplo”, afirmou. O advogado vem sofrendo com a revolta popular. Recebeu até um chute outro dia.

Foi uma espécie de desabafo. Podval fazia menção a um episódio ocorrido na quinta-feira à noite. Quando deixava o Fórum de Santana, na zona norte de São Paulo, após uma entrevista coletiva, foi chamado de “assassino” e “mercenário” pelas pessoas que não arredam pé do local desde o início do julgamento, na segunda-feira.

(Mirella D’Elia e Nathália Goulart)

26/03/2010

às 17:21

Canalhice

O promotor Francisco Cembranelli reagiu de forma ríspida quando o advogado de defesa Roberto Podval reforçou o que o Alexandre Nardoni disse, na quinta-feira, durante interrogatório: que ele teria recebido da polícia uma proposta para assumir o crime, dizendo que cometeu homicídio culposo (sem intenção de matar) para livrar Anna Carolina Jatobá da acusação de ter matado Isabella Nardoni em março de 2008.   

“Isso é uma canalhice”, afirmou Cembranelli. “Você sabe que não houve essa negociação. Ricardo Martins (um dos advogados de defesa) fugiu para não ter que responder a essa pergunta”, completou. Podval discordou.

Durante a explanação da defesa, Jatobá passou mal no plenário e teve que ser retirada. Já o marido manteve o olhar fixo no advogado de defesa, evitando encarar o promotor.

Podval não usou as 2h30 a que teria direito na fase de debates. Falou durante cerca de 2 horas. Após o intervalo, a acusação fará a réplica. Poderá usar 2 horas para isso.

(Mirella D’Elia e Nathália Goulart)

25/03/2010

às 21:06

Mãe de Isabella é dispensada após exame psiquiátrico

O juiz Maurício Fossen confirmou nesta quinta-feira à noite que Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella Nardoni, foi liberada de manhã, conforme havia antecipado VEJA.com. Com isso, está descartada a acareação entre pai, mãe e madrasta.

A dispensa foi dada após a visita de um psiquiatra, que constatou um quadro agudo de estresse, confirmando a preocupação que havia sido levantada por um oficial de justiça. Após o exame feito pelo psiquiatra, o juiz reuniu-se com o promotor Franciso Cembranelli e com o advogado de defesa do casal Nardoni, Roberto Podval, e autorizou a liberação de Ana Carolina Oliveira.

A sessão desta quinta-feira do julgamento do casal Nardoni acabou às 20h52, com o depoimento de Anna Carolina Jatobá. O júri será retomado amanhã às 9h.

(Nathalia Goulart)

25/03/2010

às 19:17

Um casamento entre tapas e beijos

Ao descrever o relacionamento com Alexandre Nardoni, Anna Carolina Jatobá disse que os sete anos de relacionamento do casal foram de altos e baixos. Mais baixos do que altos. Segundo ela, antes de o primeiro filho, Pietro, nascer, eles discutiam muito. “Eu brigava direto”, afirmou Jatobá, acrescentando que “nunca partiu para cima dele” ou vice-versa. “Eu brigava com ele, eu xingava, eu brigava por tudo”, completou, fazendo jus à fama de briguenta e boca-suja.

Depois do nascimento de Pietro, prosseguiu, os embates passaram a ser “brigas normais de casal”.  Ao falar sobre o relacionameno com Ana Carolina de Oliveira, chegou a dizer que a mãe de Isabella ”vivia infernizando a vida” dela. E descreveu uma briga por um motivo fútil. Jatobá se irritou com o fato de Ana Carolina ver mensagens de celular enviadas por ela e mostradas, pelo marido, à ex-esposa. “Chegou um dia que Alexandre não aguentou mais e nos botou frente a frente”, disse.

(Mirella D’Elia e Cecília Araújo)

25/03/2010

às 19:04

Melhor prevenir do que remediar

Ela nem perdeu tempo. Antes mesmo de o juiz Maurício Fossen perguntar sobre determinados fatos relacionados às investigações da morte de Isabella Nardoni, Anna Carolina Jatobá fez questão de esclarecê-los. Logo no início do interrogatório, ela ressaltou que não houve nenhum incidente no carro da família na noite em que a menina foi jogada do edifício London, na zona norte de São Paulo, em março de 2008.

As investigações da polícia e o laudo da perícia apontam para uma agressão a Isabella antes de ela ter sido arremessada de uma altura de 20 metros. Uma das testemunhas ouvidas pelo júri chegou a dizer que ela estaria quase sem sinais vitais. “Não (houve nenhum incidente). Estávamos no carro como uma família normal, sem briga nem nada. Ela estava sem nenhum ferimento nem nada”, defendeu.

Em seguida, Jatobá passou a se explicar sobre outro ponto crucial nas investigações: a fralda que foi apreendida dentro de um balde, em processo de lavagem, na área de serviço do apartamento. Também não tinha sido perguntada sobre isso. “A fralda que estava no balde foi do sábado de manhã. Eu tinha dado de mamar para o meu filho”, disse.

(Mirella D’Elia e Cecília Araújo)


 

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