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Arquivo da categoria Carnaval 2011

11/03/2011

às 17:42

Campeãs cariocas voltam à Sapucaí neste sábado

Roberto Carlos no carro que encerrou o desfile da Beija Flor de Nilópolis

Roberto Carlos no carro que encerrou o desfile da Beija Flor de Nilópolis, na madrugada de terça-feira

Todos os ingressos para assistir ao desfile das seis escolas melhores colocadas do carnaval do Rio de Janeiro foram vendidos. Em apenas 1h30, foliões garantiram os últimos 850 lugares na Avenida Marquês de Sapucaí, segundo informou Heron Schneider, coordenador de vendas da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio (Liesa). Os ingressos começaram a ser vendidos em janeiro e se esgotaram na quinta-feira passada. A venda foi impulsionada a partir da Quarta-feira de Cinzas, quando foram escolhidas as agremiações que passarão novamente pela Sapucaí no desfile das campeãs, no sábado.

As seis escolas que voltarão no fim de semana à Passarela do Samba serão Imperatriz Leopoldinense, Acadêmicos do Salgueiro, Unidos de Vila Isabel, Estação Primeira de Mangueira, Unidos da Tijuca e Beija-Flor. A ordem é determinada pela colocação de cada agremiação, começando pelo sexto lugar. A campeã de 2011, a Beija-Flor, portanto, será a última.

Os desfiles começam às 21h. Antes da Imperatriz, passará pela Sapucaí a Escola Embaixadores da Alegria, que é formada por portadores de necessidades especiais. As seis agremiações aproveitam esta sexta-feira para fazer os reparos necessários nas alegorias que ficaram danificadas, como a escadaria do carro Praça Tiradentes da Mangueira.

Muitas escolas só terminam esse trabalho quando chegam à concentração do Sambódramo. No caminho até lá, alguns pedaços das alegorias são retirados para facilitar a locomoção dos carros. Eles começarão a ser levados à meia-noite, na ordem em que desfilarão. Assim, já ficam organizados para entrarem pela segunda vez na Marques de Sapucaí.

Quem não conseguiu comprar ingresso para assistir as seis escolas poderá aproveitar o carnaval de outra forma no fim de semana. Os blocos de rua continuam até domingo, em diversos lugares da cidade. No total, ainda desfilarão 40 blocos. O mais famoso é o Monobloco, que está marcado para as 9h, na Avenida Presidente Vargas, no centro do Rio.

Cecília Ritto, do Rio de Janeiro

10/03/2011

às 18:31

A ressaca de cerveja de Sandy

Desfile das escolas de samba e cerveja: Sandy não quer repetir o sacrifício (Foto: AGNews)

Desfile das escolas de samba e cerveja: Sandy não quer repetir o sacrifício (Foto: AGNews)

O carnaval de Sandy foi a folia dos sonhos de boa parte dos brasileiros: num ponto privilegiado da Marquês de Sapucaí, de camarote, ela acompanhou as duas noites de desfile das escolas de samba do Grupo Especial. Viu de perto a comissão de frente que perdia a cabeça, na Unidos da Tijuca; a ‘paradona’ da bateria da Mangueira; as emoções de Roberto Carlos a bordo de um carro alegórico da Beija-Flor; e o desesperador atraso do Salgueiro.

Um detalhe: Sandy estava sendo paga para beber cerveja.

Mesmo sem ‘perder a linha’, como faz no comercial em que mostra o seu “lado devassa”, Sandy enjoou, e não vai dar o ar da graça no sábado das campeãs. Não está no contrato. E, sem dinheiro, sem cerveja – mais ou menos como acontece com o cidadão comum, mas por decisão do fornecedor.

A mistura de Sandy com cerveja, até aqui, rendeu uma boa exposição para a marca. Também colocou a filha de Xororó no centro das atenções em uma época do ano em que só se fala de rainhas de bateria e do universo do carnaval.

A questão, daqui para frente, é saber se alguém que assumidamente não gosta de cerveja – e pelo que parece, também não é muito chegada a samba – é capaz de interferir na opinião do consumidor de cerveja na beira do balcão.

10/03/2011

às 12:34

Liga da Justiça é a grande vencedora do carnaval baiano

O grupo Leva Nóiz fez sucesso em Salvador com o hit "Liga da Justiça". (Foto: Adriana Caitano)

O grupo Leva Nóiz fez sucesso em Salvador com o hit "Liga da Justiça". (Foto: Adriana Caitano)

“Foge, foge, Mulher Maravilha, foge com o Superman”, diz o refrão de duplo sentido que dominou as ruas de Salvador no carnaval de 2011. Após votações populares feitas por jornais e TVs da Bahia e pelo site do governo, o hit Liga da Justiça, embalado pelo até então desconhecido grupo Leva Nóiz, levou a melhor diante de veteranos como Ivete Sangalo, Daniela Mercury, Chiclete com Banana e Cláudia Leitte.

A disputa pelo posto de canção do carnaval baiano é acirrada. Por isso, a campanha começa cedo. O Leva Nóiz começou a difundir a música de refrão fácil já em novembro: sempre vestidos de super-heróis, os componentes do grupo espalharam a coreografia, gravaram videoclipe e repetiram a letra incansavelmente em shows pelo estado.

A insistência deu certo. Antes do início do carnaval, a música já era reproduzida por outros grupos e o Leva Nóiz ficou conhecido em todo o país. Há algumas semanas, fez show em Olinda e Aracaju. No último sábado, apareceu no programa Caldeirão do Huck. No domingo, apresentou-se no Rio de Janeiro.

Em Salvador, subiu no trio elétrico somente de quinta a sábado. Mas nem por isso Liga da Justiça foi menos tocada no restante dos dias. Ivete Sangalo, por exemplo, fez questão de cantar o hit em todas as passagens pelas avenidas da cidade – ainda que a música de seu repertório Acelera Aê também concorresse ao título de mais popular. Nas ruas, a prova do sucesso: a fantasia de Super-Homem e Mulher Maravilha foi a mais usada entre os foliões de todas as idades.

Foliões vestem-se de Mulher Maravilha e Super-Homem em Salvador. (Foto: Rita Barreto / Setur-BA)

Foliões vestem-se de Mulher Maravilha e Super-Homem. (Foto: Rita Barreto / Setur-BA)

Nesta quarta-feira, a música ganhou outro garoto-propaganda. Ao marcar dois gols pelo Santos no Campeonato Paulista, o atacante Neymar cantou e dançou a coreografia dos super-heróis. O jogador havia passado o carnaval em Salvador e chegou a subir no trio do Leva Nóiz.

Composição - A história dos super-heróis que perdem os poderes e precisam fugir é de autoria do percussionista e cantor do grupo Psirico, Márcio Victor – que venceu em 2008 com Toda Boa -, e de Jota Teles, que presentearam o Leva Nóiz. A coreografia foi elaborada pelas dançarinas do grupo, Cissa Chagas e Milene Matos, e por Diogo, ex-dançarino do Psirico e ex-participante do Big Brother Brasil 11.

Apesar do repeteco frequente do hit durante os shows, o grupo Leva Nóiz, criado há quatro anos, assegura que não vive de uma música só. “Temos outras canções e sempre priorizamos a alegria, nunca temos baixaria nem denegrimos a imagem das mulheres e dos homens na letra ou na dança”, diz a dançarina Cissa Chagas. O duplo sentido quase explícito, no entanto, parece ser permitido, já que de inocente a letra de “Liga da Justiça” não tem nada.

O ritmo dessa e das outras músicas do grupo é também sensual por natureza: o pagode baiano, ou swingueira, difundido inicialmente pelo É o Tchan e o Harmonia do Samba, famosos pela malícia das canções. “Se não fossem eles, não estaríamos aqui”, destaca Cissa.

O vocalista do grupo, André Ramos, diz já estar se preparando para o próximo carnaval. “Estamos com alguns temas de músicas na cabeça, algumas ideias até com desenhos animados, mas não podemos contar”, afirma. Para garantir um novo sucesso, ele dita a receita com um lema em clima de super-heroísmo: “somos um grupo muito unido, todos participam de todo o processo e a união faz a força”.

Assista ao videoclipe de “Liga da Justiça”, com o grupo Leva Nóiz:

(Adriana Caitano)

09/03/2011

às 19:41

Vitória de Roberto Carlos e do carnaval tradicional

Roberto Carlos na festa pelo título da Beija Flor

Roberto Carlos na festa da quadra da Beija-Flor de Nilópolis

O carisma e o prestígio do cantor Roberto Carlos renderam à Beija-Flor mais um título para sua extensa coleção. O histórico da escola de Nilópolis é invejável. Já são sete troféus nos últimos 14 anos – período que coincide com a implementação da comissão de carnaval comandada pelo diretor Laíla. A julgar pelas notas, os jurados consideraram que o desfile beirou a perfeição. Descartadas as maiores e menores notas, no fim das contas, foram 299,8 pontos – apenas dois décimos abaixo da pontuação máxima. Roberto não se furtou ao papel de principal responsável pela vitória e compareceu à grande festa que se armou na quadra da escola. “Foi uma emoção muito séria”, declarou.

Apesar de a Beija-Flor estar entre as favoritas, a vitória sobre a Unidos da Tijuca, do carnavalesco Paulo Barros, surpreendeu – pelo menos do ponto de vista da impressão que se tem da reação do público na Avenida. A surpresa vem menos pelo resultado em si, mais pela forma como ele se deu. A apresentação da Beija-Flor ficou aquém do que a escola costuma apresentar, o que foi explicado em parte logo após o desfile. Ainda na dispersão, o principal carnavalesco da agremiação, Alexandre Louzada, anunciou sua demissão, alegando que foi alijado do desenvolvimento do carnaval desse ano. Ao longo de 2010, ele se desentendeu com o todo poderoso Laíla, e a corda arrebentou do lado mais fraco.

GALERIA: OS MELHORES MOMENTOS DO DESFILE DA BEIJA-FLOR

A aflição da torcedora da Tijuca: jurados rejeitaram a inovação (AG.OGlobo)

A aflição da torcedora da Tijuca: jurados rejeitaram a inovação (AG.OGlobo)

Louzada chegou à Beija-Flor em 2007, com a missão de reinventá-la plasticamente. Antes dele, o ‘cérebro’ das concepções estéticas da comissão de carnavalescos da escola era Cid Carvalho, que atualmente está na Mocidade. Louzada estava com prestígio após conquistar um campeonato surpreendente em 2006 pela Vila Isabel, escola que retornara do Grupo de Acesso havia apenas dois anos. Num primeiro momento, a parceria funcionou, resultando no bicampeonato 2007-2008. Mas a vitória da Tijuca no ano passado abalou as estruturas da Beija-Flor. Era preciso fazer algo. Como competir com um conceito totalmente novo e surpreendente como o de Paulo Barros?

A saída foi apostar as fichas no maior ídolo do país. O caminho escolhido foi sinalizado pelo título do enredo: ‘A Simplicidade de um Rei’. No entanto, Beija-Flor e simplicidade são coisas incompatíveis. A estética da escola na Avenida oscilou entre o sofisticado e o piegas, e, por isso mesmo, pareceu confusa. A ausência de Louzada ficou evidente nas alegorias. Já as fantasias, que contaram com a participação do carnavalesco, foram as mais bonitas deste ano no Grupo Especial. O corpo de jurados da Liesa acabou chancelando o visual da escola de forma surpreendente: a escola só tirou notas 10 nos quesitos Alegorias e Adereços, Fantasias e Conjunto.

Diferença de pontos foi recorde – Com o sistema de eliminação da maior e da menor nota de cada quesito, a Beija-Flor passou quase incólume pelo crivo dos 50 jurados. No fim das contas, só perdeu um décimo em Casal de mestre-sala e porta-bandeira e outro em samba-enredo. A distância para a segunda colocada e favorita Unidos da Tijuca foi assutadora: 1,4 ponto. É a maior diferença de pontos da era do julgamento por décimos, que teve início em 2002.

Para quem assistiu aos dois desfiles, é difícil entender tamanha disparidade entre Beija-Flor e Unidos da Tijuca. As duas escolas construíram uma sólida rivalidade ao longo dos últimos anos. Em 2004, a Tijuca foi vice-campeã na estreia do carnavalesco Paulo Barros no Grupo Especial. Aquele carnaval ficou marcado pelas inovações de Barros, como o carro DNA. Mesmo assim a campeã foi a Beija-Flor.

Naquela época, no entanto, o cenário era diferente. Pequena e com poucos recursos, a Tijuca era uma espécie de zebra na competição. De lá para cá, a escola se estruturou e chegou para o carnaval deste ano com um orçamento de 10 milhões de reais. A Tijuca fez um desfile impecável, praticamente sem falhas. Mesmo assim foi bastante castigada pelos jurados. O resultado indica, além do resultado do desfile em sim, a vitória de um modelo de carnaval: o tradicional.

Rafael Lemos, do Rio de Janeiro (atualizado às 23h)

09/03/2011

às 19:21

São Clemente e Portela: salvas pela suspensão do rebaixamento

A apuração deste ano não teve uma das facetas mais eletrizantes: a luta para escapar do rebaixamento. Após o incêndio nos barracões de Portela, Ilha e Grande Rio, a Liga Independente das  Escolas de Samba (Liesa) decidiu abolir o descenso para todas as agremiações, e ainda foi mais  longe: as três vítimas do fogo sequer seriam avaliadas pelos jurados.

Para a Portela, que antes mesmo do incidente já preocupava pelo enorme atraso no barracão, as duas medidas foram verdadeiras bênçãos. Das três incediadas, a azul-e-branca foi a que menos perdeu, mas sua diretoria foi também a que menos se esforçou para apresentar um carnaval de alto nível após a tragédia. Em vez disso, aproveitou-se da mudança do regulamento para economizar, gerando um enorme descontentamento no exigente quadro de componentes.

Totalmente diferente foi o comportamento da União da Ilha e da Grande Rio, ambas mais afetadas pela tragédia do que a Portela. As duas agremiações se motivaram ainda mais e transfomaram a mágoa em combustível para dois desfiles históricos. Em seu segundo ano após o retonor ao Grupo Especial, a Ilha mostrou que, mesmo tendo perdido todas as fantasias, poderia ter sido julgada sem correr o risco de ser rebaixada. Já a Grande Rio, que perdeu simplesmente tudo no incêndio, não sobreviveria ao julgamento. Mas, mesmo assim, foi a maior vitoriosa desse carnaval, ao conquistar o respeito de todos os amantes da festa.

Quem pisou na bola foi a São Clemente. Mesmo sem incêndio, a escola ainda parece conformada com a condição de ioioô – apelido para as agremiações que sobem do Grupo de Acesso e caem de volta no ano seguinte. Era visível a falta de investimento nos carros e fantasias, apesar ótimo trabalho do jovem e talentoso carnavalesco Fábio Ricardo. A prova disso é que, das nove escolas julgadas, a São Clemente acabou na última colocação. Com 290,9 pontos, ficou 2,5 pontos abaixo da oitava colocada.

Rafael Lemos, do Rio de Janeiro

Veja também: galeria de fotos da São Clemente e da Portela

09/03/2011

às 18:04

Beija-Flor desbanca Tijuca e é campeã de 2011 no Rio

Roberto Carlos no desdile da Beija-Flor: homenagem emocionou o público e convenceu os jurados (Ricardo Moraes/Reuters)

Roberto Carlos no desfile da Beija-Flor: homenagem emocionou o público e convenceu os jurados (Ricardo Moraes/Reuters)

A Beija-Flor de Nilópolis, que homenageou Roberto Carlos em seu desfile, sagrou-se campeã do carnaval de 2011 na tarde desta quarta-feira. A azul-e-branca levou, assim, seu 12º título no Grupo Especial, desbancando as outras duas favoritas deste ano: Tijuca e Vila Isabel.

No cômputo final das notas, a Beija-Flor só perdeu dois décimos – já descontadas a maior e a menor nota de cada quesito. Voltarão à Sapucaí, no Sábado das Campeãs, as seis primeiras colocadas: Beija-Flor, Tijuca, Mangueira, Vila Isabel, Salgueiro e Imperatriz Leopoldinense.

GALERIA: VEJA COMO FOI O DESFILE DA BEIJA-FLOR

09/03/2011

às 17:38

O que os jurados não viram – ou não quiseram ver

Ser campeã do carnaval é quase uma rotina para a Beija-Flor. E, pelo que se desenha a esta altura da apuração, deve se repetir. A diferença, dessa vez é que os títulos da escola sempre – ou quase sempre – foram incontestáveis. A vitória em si não chega a ser um escândalo, mas o mesmo não se pode dizer das notas da escola. Os jurados simplesmente fecharam os olhos para problemas evidentes, como as apresentações da comissão de frente e do casal de mestre-sala e porta-bandeira no primeiro módulo. Mais grave do que isso são os pontos tirados do belíssimo desfile da Unidos da Tijuca, de Paulo Barros. O abismo entre as duas escolas, com a apuração em curso, é em torno de 1,0 ponto.

Rafael Lemos, do Rio de Janeiro

09/03/2011

às 17:38

Beija-Flor dispara na liderança, Unidos da Tijuca vem em segundo

Na contagem regressiva da apuração, a Unidos da Tijuca – escola favorita à conquista do bicampeonato do Carnaval carioca – recuperou terreno e ocupa a vice-liderança. A Mangueira, que estava na posição, teve notas muito baixas no quesito alegorias e caiu para quinto lugar. A Beija-Flor continua liderando com folga, agora com 0.9 décimos à frente da Unidos da Tijuca.

09/03/2011

às 17:02

Apreensão na Tijuca, festa na Mangueira e em Nilópolis

Favorita ao título, a Unidos da Tijuca corre sério risco de perder o bicampeonato. Os jurados dos dois primeiros quesitos – harmonia, casal de mestre-sala e porta-bandeira e conjunto – tiraram décimos preciosos da escola do carnavalesco Paulo Barros. A surpresa até agora tem sido a Mangueira, que apesar de um desfile apenas correto, está nas primeiras posições. No entanto, a abertura dos próximos envelopes deve mudar essa situação.  Já a Beija-Flor de Nilópolis, que fez um desfile recheado de pequenas falhas, lidera graças à complacência do júri.

Ao todo, são dez quesitos, com cinco jurados cada. A maior e a menor nota são descartadas. Os jurados são divididos em cinco grupos que avaliam a escola em pontos diferentes da pista, o que explica em parte – apenas em parte -  as divergências nas notas.

Rafael Lemos, do Rio de Janeiro

Veja também: Galerias de fotos do desfile da Mangueira e da Beija-Flor de Nilópolis

09/03/2011

às 16:39

A festa carioca continua até domingo

Houve um tempo em que a Quarta-feira de Cinzas representava o fim do Carnaval. Atualmente, no Rio de Janeiro, para os foliões mais resistentes – e disponíveis – este é apenas o quinto dia de folia, depois de centenas de blocos que chegaram a arrastar dois milhões de pessoas. Até o próximo fim de semana, a festa persiste, em blocos que celebram a ressaca. A expectativa da secretaria municipal de Turismo é de que o Rio permaneça lotado até os momentos finais do carnaval, com um milhão de visitantes, especialmente os que vêm de outros estados do Brasil.

Um dos motivos para manter a quantidade de turistas em alta até o domingo é o desfile das campeãs do grupo especial, no próximo sábado.  No retorno à passarela do samba, sem a pressão da competição, o clima na Avenida é mais leve para os foliões. Os diretores de alas ficam mais tranquilos e facilitam a diversão daqueles que compraram as fantasias da agremiação simplesmente para pular o carnaval.

Os interessados em assistir ao desfile no sábado ainda têm algumas possibilidades. As arquibancadas populares 6 e 13 estão à venda por cinco reais. A compra pode ser efetuada no Sambódromo, atrás do setor 11. A arquibancada no setor 4 custa 80 reais e é vendida na agência do Bradesco na Rua Visconde de Inhaúma, 134. Há cadeiras apenas no setor 6. Quem quiser comprar deve ir à Avenida Rio Branco, 181.

 

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