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06/06/2011

às 13:15

Na despedida, Ronaldo deve continuar bem longe do banco

Ele sempre foi titular das equipes que defendeu, e não seria em seu jogo de despedida, na terça-feira, em São Paulo, contra a Romênia, que Ronaldo esquentaria o banco da seleção brasileira. De acordo com o diretor de comunicação da CBF, Rodrigo Paiva, o Fenômeno vai entrar só aos 30 minutos de jogo, mas não passará essa meia hora sentado entre os reservas – ficará no vestiário aguardando o momento de entrar em campo. Ele deve disputar quinze minutos de jogo e, no fim do primeiro tempo, receber sua homenagem no gramado. Na volta para o segundo tempo, a seleção já não terá mais Ronaldo – desta vez, para sempre. No início da tarde desta segunda-feira, Ronaldo apareceu ao lado do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, num hotel em Guarulhos, para o início das homenagens. Depois de ouvir o cartola, Ronaldo falaria à imprensa.

06/06/2011

às 10:34

Neymar sofre marcação de tietes – e dos companheiros

Fã abraça Neymar: marcação forte (Foto: Vanessa Carvalho/News Free/Folhapress)

Fã abraça Neymar: marcação forte (Foto: Vanessa Carvalho/News Free/Folhapress)

Duas garotas aproveitaram uma desatenção da segurança e invadiram o CT Joaquim Grava, no domingo, para agarrar Neymar durante o treino da seleção brasileira – marcação que o atacante santista até deve gostar, se comparada à que ele vem sofrendo em campo desde que se tornou uma sensação. “O menino é liso. Já tinha acompanhado vários jogos do Santos na Libertadores e via a qualidade dele se sobressair. Aqui na seleção não está sendo diferente. Estamos vendo a qualidade dele, que é jovem e ainda tem muito o que a aprender no futebol, mas já está mostrando que é um grande jogador’, disse o lateral Maicon, que vem sofrendo com as subidas do santista nos treinamentos. “Para marcá-lo é bastante complicado. O problema é que não pode dar uma chegadinha mais forte nele, porque a gente espera que ele nos ajude em campo depois”, brincou Maicon. “Esperamos que ninguém consiga pará-lo também para que ele nos ajude nas competições.” Após a atividade leve realizada no domingo, um dia depois do empate sem gols com a Holanda, no domingo, Neymar ainda foi parado por marmanjos que queriam autógrafos ou um simples aceno do jogador de 19 anos. A próxima defesa a encarar é a da Romênia, no amistoso da noite de terça-feira, no Pacaembu. Será o último compromisso antes da Copa América, em julho. Na tarde desta segunda, a equipe faz outro treino leve, de reconhecimento do gramado, no Pacaembu – onde certamente novos fãs deverão fazer de tudo para se aproximar da jovem estrela.

(Com agência Gazeta Press)

06/06/2011

às 10:23

Com a seleção no CT, Corinthians e CBF estreitam laços

Ronaldo, Rodrigo Paiva e Mano no CT (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)

Ronaldo, Rodrigo Paiva e Mano no CT (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)

“A República Popular do Corinthians saúda e dá boas-vindas à República Federativa do Brasil”. A faixa estendida na recepção à seleção brasileira, no domingo, em sua breve passagem pelo CT do Corinthians, reforça a ótima relação entre o clube e entidade que rege o futebol nacional. Em certo momento da atividade, o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, reservou alguns minutos para apresentar as instalações do local ao chefe de comunicação da CBF, Rodrigo Paiva. O CT corintiano é um dos candidatos a abrigar seleções durante a Copa do Mundo de 2014. Horas depois, Mano Menezes não poupou elogios, em entrevista divulgada pelo site da entidade, à estrutura encontrada no local. Técnico do Corinthians antes de assumir a seleção, ele se disse “bastante contente com o esforço que a diretoria do Corinthians fez para conseguir a construção desse CT, algo importantíssimo para o futebol de hoje”.

O local, cuja construção ainda não está totalmente finalizada, recebeu retoques durante a última semana – em especial nas áreas de convívio dos jornalistas. A sala de entrevistas coletivas foi reformada e a entrada paralela reservada à imprensa teve sua inauguração antecipada. O bom relacionamento não é novidade. Andrés Sanchez chefiou a delegação brasileira no Mundial de 2010 e foi, na polêmica negociação dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro, o primeiro dissidente do Clube dos 13 – entidade presidida por Fábio Koff, que nas últimas eleições venceu Kléber Leite, candidato de Ricardo Teixeira, mandatário da CBF. Fora isso, o Corinthians tem apoio de Teixeira para que seu futuro estádio, que começou a ser construído em Itaquera no início da semana passada, receba a abertura da Copa de 2014. Anteriormente, o local mais cotado era o Morumbi, do São Paulo, cujo presidente, Juvenal Juvêncio, tornou-se inimigo político do homem forte do futebol brasileiro.

(Com agência Gazeta Press)

05/06/2011

às 8:59

Em SP, a seleção ganha um antídoto contra qualquer vaia

A torcida, que Mano quer 'educar (Foto: Weimer Carvalho/O Popular/Folhapress)

Mano Menezes não conseguiu esconder seu incômodo depois das vaias e xingamentos da torcida em Goiânia, onde a seleção brasileira só empatou com a Holanda, no sábado, por 0 a 0. O técnico reclamou do comportamento do público – que chegou a gritar, em coro, a palavra “timinho” – e disse que pretende convencê-lo a apoiar a equipe de forma incondicional na estrada até a Copa de 2014. “Precisamos educar a torcida para o Mundial”, afirmou, ainda no Estádio Serra Dourada. “Não que eu pretenda saber mais que os outros, mas teremos problemas se nossos torcedores ficarem do outro lado. Eles devem nos empurrar, e não passar para o outro lado.” O técnico apelou para o discurso patriótico para justificar sua cobrança: “Na Copa, é nação contra nação. Temos de estar unidos”. Ainda assim, Mano reconheceu que a atitude do torcedor em Goiânia “foi compreensível”.

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“Às vezes vendemos a ideia de que o jogo vai ser fácil. Mas não havia a menor chance de isso acontecer contra a Holanda, que é um grande time, com bom retrospecto recente. Mas estamos trabalhando para que seja possível jogar de maneira convincente. É uma caminhada que precisa ser conduzida com inteligência, com responsabilidade. A seleção é um patrimônio nosso.” Em São Paulo, onde a seleção desembarcou no fim da noite de sábado, a equipe ganhará um aliado de peso para tentar arregimentar os torcedores que ainda têm ressalvas sobre o futebol da seleção. Ronaldo deve ser um antídoto contra qualquer vaia na partida de terça-feira à noite, contra a Romênia, no Estádio do Pacaembu. O jogo de despedida do maior artilheiro da história das Copas do Mundo terá Ronaldo por cerca de quinze minutos. Conforme revelou em Goiânia, Mano pensa em colocar o atacante em campo por volta dos 30 minutos do primeiro tempo, “para que durante o intervalo possa ser feito o evento festivo para ele”.

Entrevista: psicóloga conta como preparar a seleção para encarar as cobranças

“Ronaldo não joga há bastante tempo. Não dá para colocá-lo em campo por muitos minutos. Mas vamos dar o carinho que ele merece por tudo o que ele fez”, explicou. Hospedada num hotel próximo do aeroporto de Guarulhos, distante da região central (e também da torcida) de São Paulo, a seleção recebe Ronaldo só na véspera do jogo. Neste domingo, a partir das 16 horas, o Brasil faz um treino de recuperação física no CT do Corinthians, ainda sem o Fenômeno. Na segunda, também às 16 horas, o treino é no próprio local do jogo. Pouco antes do treino, ainda no hotel, Ronaldo será homenageado pelo presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e então decide se participa ou não do treino no Pacaembu. O craque aposentado tem reclamado das dores e do cansaço provocados pela volta à esteira e à ergométrica na sua breve preparação física para o jogo de terça. Ao mesmo tempo, o ídolo que era chamado de “Presidente” pelos colegas de seleção certamente está doido para se juntar aos colegas e voltar a um meio onde se sente em casa: uma concentração de seleção brasileira.

(Giancarlo Lepiani, de Goiânia)

04/06/2011

às 19:22

Mano avisa: barulho da torcida e o 0 a 0 não mudam nada

Mano em Goiânia: 'Sigo firme' (Foto: Ricardo Nogueira/Folhapress)

Foi a primeira experiência como treinador da seleção brasileira numa partida disputada no país. O resultado e a reação dos torcedores, porém, não foram os que Mano Menezes esperava. A seleção saiu vaiada de campo depois do 0 a 0 com a Holanda, neste sábado, no Estádio Serra Dourada, em Goiânia. Foi a terceira partida do treinador contra uma equipe tradicional do futebol mundial, e o terceiro jogo sem vitória nesses duelos contra grandes seleções (nas outras, ele perdeu para Argentina e França). Mas nada disso parece ser suficiente para convencer Mano a mudar seus planos – logo depois do jogo, na entrevista coletiva concedida no Serra Dourada, o técnico já avisou que manterá seus planos para a equipe – seja na estratégia e estilo de jogo, seja na filosofia de trabalho. “Saio deste jogo pensando que é possível o Brasil continuar assim. Sigo firme com essa idéia”, garantiu. Para o próximo jogo, na terça, em São Paulo, contra a Romênia, Mano dispensou três atletas que estavam desgastados demais (Júlio César, Thiago Silva e Daniel Alves) e um que não poderia jogar – Ramires, que foi expulso e agora terá de cumprir suspensão no amistoso seguinte.

O técnico comemorou a reação da equipe depois de um primeiro tempo que ficou bem abaixo do que se esperava. “Tivermos algumas dificuldades na etapa inicial e demoramos a encaixar a marcação. Na segunda parte, voltamos bem melhor, a Holanda não conseguiu chegar e nós criamos oportunidade claras de gol. Não saiu o gol, porque às vezes ele não sai mesmo, mas nosso comportamento nesse final confirma que tivemos uma evolução nos últimos jogos.” Os jogadores da seleção fizeram uma avaliação parecida da partida. Para Neymar, o Brasil mereceu a vitória pelo que fez no segundo tempo. Thiago Silva concorda, lamentando o grande número de chances perdidas. E Júlio César pediu paciência à torcida, lembrando que Mano ainda está no começo de seu trabalho. Júlio, que se destacou no jogo depois de falhar no encontro anterior com a Holanda, comemorou o bom desempenho e a volta ao país. “Jogar ao lado da torcida é sempre bom. E para mim era importante ir bem depois do que aconteceu no último jogo com a Holanda. Fico feliz.” Depois do jogo contra a Romênia, que marca a despedida de Ronaldo, Mano anuncia o grupo de 22 convocados para a Copa América, que começa em julho, na Argentina.

(Giancarlo Lepiani, de Goiânia)

04/06/2011

às 18:10

Depois de um começo morno, vaias e Neymar despertam o Brasil. Mas a Holanda segura o empate no Serra Dourada

Robinho testa Krul: holandês fechou o gol (Foto: Weimer Carvalho/Folhapress)

A seleção brasileira não jogava no país desde 2009, quando frustrou sua torcida com um empate sem graça contra a Venezuela, por 0 a 0, em Campo Grande. O reencontro com o público brasileiro, neste sábado, não foi muito diferente: outro empate sem gols, desta vez contra a Holanda, no Estádio Serra Dourada, diante de 36.449 pessoas. A má notícia para o técnico Mano Menezes, que fazia sua primeira partida como comandante da seleção no país, foi a cobrança exagerada da torcida – o Brasil não jogou mal, e ainda assim acabou sendo vaiado. No primeiro tempo, o público até teve motivo para chiar: a seleção apresentou um futebol modesto demais para quem pensa em ser campeão da Copa América e, mais adiante, da Copa do Mundo de 2014, como anfitrião. Depois das vaias no fim da etapa inicial, a seleção despertou – principalmente por causa de Neymar, que acendeu o time e chegou a levantar as arquibancadas. Mas nem o talento do jogador mais promissor da nova geração do futebol brasileiro foi capaz de alterar o placar. No apito final, novas queixas da torcida goiana, que reclamou do empate com mais uma forte vaia. Agora, o time de Mano embarca rumo a São Paulo, onde pega a Romênia, na terça, no amistoso de despedida de Ronaldo.

Para o jogo do Pacaembu, fica pelo menos uma lição: o Brasil precisa começar o jogo sem o freio de mão puxado. A partida começou truncada, com o meio-campo embolado e poucas jogadas trabalhadas no ataque. A Holanda, com desfalques importantes, principalmente Sneijder – o cérebro da equipe e o maior destaque laranja na última Copa -, tentava se organizar no gramado com um quarteto ofensivo formado por Affellay, Kuyt, Van Persie e Robben. Affellay e Van Persie jogavam mais centralizados, buscando mais o jogo no meio e acionando Kuyt, pelo lado esquerdo, e Robben, no direito. Os holandeses, porém, demoraram a se entender. Enquanto isso, o Brasil, que estreava nova formação, com Robinho e Neymar abertos pelos lados, também tinha problemas para conseguir criar chances de gol. Na melhor delas, aos 12 minutos, Ramires empurrou para o gol completando um cruzamento, mas o lance acabou sendo invalidado por causa de um impedimento bastante difícil de ser marcado. A falta de entrosamento começou a ser amenizada por volta dos 20 minutos, numa etapa do jogo em que o duelo ficou bem mais aberto – as duas equipes passaram a agredir muito mais, dando trabalho aos defensores.

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O primeiro susto para o Brasil veio aos 21, quando Affellay conseguiu ficar cara a cara com Júlio César. O goleiro brasileiro fez uma grande defesa. Júlio brilhou mais uma vez aos 29 minutos, mais uma vez contra Affellay, que soltou uma bomba e exigiu grande reflexo do camisa 1. O sistema defensivo do Brasil trabalhava duro para dar conta do quarteto de frente holandês. No ataque, a firme marcação dos volantes De Jong e Strootman, ajudados pelos laterais Van der Wiel e Pieters, barrava as tentativas de Neymar e Robinho. A Holanda seguia conquistando mais chances: aos 37 minutos, após cobrança de falta, Van Persie subiu livre na área para escorar de cabeça, mas o atacante do Arsenal mandou para fora. O lance lembrou a jogada que proporcionou a virada holandesa na Copa do Mundo da África do Sul. Ainda no primeiro tempo, a torcida começou a gritar o nome do jovem Lucas, revelação do São Paulo. E no fim da primeira etapa, a seleção desceu para o vestiário sob vaias. Um final decepcionante para os primeiros 45 minutos da seleção de Mano Menezes jogando em território nacional.

Entrevista: psicóloga conta como preparar a seleção para encarar as cobranças

O início da segunda etapa prometia um Brasil muito melhor. Com menos de um minuto, Neymar invadiu a área, deu uma cavadinha e quase enganou o goleiro Krul – já caído, ele conseguiu espalmar. Apenas três minutos depois, Neymar voltou a levar perigo aos holandeses: ele recebeu no lado esquerdo da área e disparou firme, rasteiro. Krul deixou escapar e Fred quase pegou o rebote. Neymar botou fogo no jogo de vez ao dar um chapéu num zagueiro holandês e iniciar outra jogada perigosa. E aos 9 minutos, puxou um ataque que terminou com Ramires invadindo a área e cruzando com perigo – Fred não alcançou. Nos minutos seguintes o Brasil aumentou ainda mais a pressão, enfim levantando a torcida. O lance mais inacreditável desse bombardeio brasileiro aconteceu aos 14 minutos, quando Robinho soltou uma bomba à queima-roupa em Krul. A bola desviou no pé do goleiro e passou por baixo das pernas dele, abafando o tiro e dando tempo para a zaga afastar o perigo e impedir a conclusão de Fred. A pressão era tamanha que o técnico holandês Bert van Marwijk resolveu transformar a equipe.

Leia também: seleção precisa melhorar sua relação com a torcida até 2014

De uma só vez, saíram De Jong, Kuyt e Van Persie para a entrada de Maduro, Elia e Huntelaar. Mas Mano Menezes não quis dar tempo para a Holanda se achar em campo e também mexeu no Brasil: colocou Lucas no lugar de Elano e Sandro na vaga de Lucas Leiva. Mas quem continuava brilhando era Neymar. Aos 23 minutos, Daniel Alves cruzou da direita e o jovem craque pegou em cheio na bola. O goleiro holandês pegou no susto. Leandro Damião substituiu Fred, que não agradou à torcida goiana, e Elias ocupou a vaga de Robinho, mudando a formação da equipe. Neymar passou a ocupar o lado esquerdo, e Lucas, a faixa direita, com Elias mais avançado no trio de volantes. Cansada e sem inspiração, a Holanda ameaçava pouco, mas ainda contava com as arrancadas de Robben – que, num pique pelo lado direito, foi atingido por Ramires. O volante já tinha levado um cartão amarelo em lance bobo no primeiro tempo e acabou sendo expulso. Foi o que bastou para a Holanda reequilibrar o jogo, mantendo a posse de bola por mais tempo e empurrando o Brasil para seu campo defensivo. E foi o que acabou confirmando o placar de 0 a 0 – o segundo consecutivo nos jogos da seleção em casa.

(Giancarlo Lepiani, de Goiânia)

04/06/2011

às 15:45

Goiânia, amostra do que se espera para a Copa no Brasil

A festa em Goiânia (Foto: Weimer Carvalho/O Popular/Folhapress)

A capital de Goiás se candidatou, mas não conseguiu ficar entre as cidades-sede da Copa do Mundo de 2014. Pelo que se viu nos preparativos para o amistoso deste sábado, porém, não haveria motivo para Goiânia ser deixada de lado – não por se sobressair, mas sim por repetir o que se vê nas outras cidades que vão receber jogos da seleção em 2014. As obras para aprontar o Estádio Serra Dourada para o jogo entre Brasil e Holanda se estenderam até a madrugada deste sábado, poucas horas antes do jogo. Na sexta-feira, enquanto brasileiros e holandeses faziam seus últimos treinos antes do amistoso, os gritos da torcida se misturavam ao ruído das furadeiras, serras elétricas e marteladas.

Neste sábado, enquanto o público subia as rampas de acesso às arquibancadas, podia ver nos cantos da parte interna do estádio os entulhos deixados pelos trabalhos no Serra Dourada. Tábuas, sacos de concreto e até vidros estavam acomodados nas dependências do estádio (menos mal que fora do alcance dos torcedores). Era a repetição de uma cena inusitada vista mais de seis décadas atrás, no primeiro Mundial disputado no Brasil – enquanto acontecia a abertura da Copa de 1950, os operários ainda trabalhavam no Maracanã. Outras cenas vistas no estádio de Goiânia confirmavam as expectativas mais comuns sobre o que poderá ser vivenciado no Brasil em 2014. O público – muito divertido, como era de se esperar -, lotou as arquibancadas, mas deixou espaços vazios nas cadeiras, cujos ingressos tinham preços altos demais. Nas tribunas e seções vips, não faltava gente tentando arrumar uma boquinha. E, apesar do improviso e do jeitinho, a promessa era de uma bela festa.

(Giancarlo Lepiani, de Goiânia)

04/06/2011

às 14:59

Às vésperas de jogo com o Brasil, Romênia perde técnico

Lucescu sofreu sete derrotas em 21 partidas comandando a seleção romena. (Foto: Robert Ghement/Efe)

A seleção da Romênia ficou sem técnico pouco antes do amistoso contra a seleção brasileira, que será disputado nesta terça-feira, no Estádio do Pacaembu, em São Paulo e marcará a despedida oficial de Ronaldo do futebol. Neste sábado, o treinador Razvan Lucescu se demitiu do cargo, depois de comandar a equipe na vitória por 3 a 0 sobre a Bósnia, na sexta-feira, em duelo válido pelas Eliminatórias da Eurocopa de 2012. Nos últimos meses, Lucescu foi muito criticado por conta da campanha ruim da seleção romena no torneio classificatório.

A Federação Romena de Futebol confirmou a saída do treinador, que tem efeito “imediato” e acrescentou que o fim da passagem do técnico pela equipe aconteceu de modo “amigável, civilizado e sem qualquer conflito”. A seleção romena disputou 21 partidas sob o comando de Lucescu desde junho de 2009, com sete vitórias, sete empates e sete derrotas. A equipe está em quarto lugar no Grupo D das Eliminatórias da Eurocopa. Ainda sem um novo técnico definido, a Romênia viaja na noite deste sábado para a América do Sul, onde, além de enfrentar o Brasil, disputará amistoso contra o Paraguai no dia 11 de junho.

(Com Agência Estado)

04/06/2011

às 14:17

Carrascos de 2010 chegam para duelo pensando em 2014

Kuyt no treino de sexta (Foto: Randes Nunes/Fotoarena)

A adversária do Brasil no primeiro jogo em casa desde que Mano Menezes assumiu como técnico é uma das raríssimas seleções do mundo que podem entrar em campo contra a equipe pentacampeã de cabeça erguida e peito estufado. Afinal, a Holanda já tirou o Brasil de duas Copas do Mundo – em 1974 e no último Mundial, em 2010. Também já foi eliminada duas vezes pela seleção brasileira, em 1994 e 1998. Isso mostra bem o equilíbrio do confronto, que reúne duas das escolas mais talentosas do futebol mundial. A equipe que disputa a partida da tarde deste sábado, no Estádio Serra Dourada, é diferente da que derrotou o Brasil por 2 a 1, de virada, na Copa da África do Sul. Falta, por exemplo, o grande craque do time, o meia Sneijder, da Inter de Milão, destaque da partida realizada em Port Elizabeth há pouco menos de um ano. Outros desfalques importantes no grupo são o goleiro Stekelenburg, o volante Mark van Bommel e o meia-atacante Van der Vaart. Ainda assim, é um belíssimo time: tem Van Persie, do Arsenal, Affellay, do Barcelona, Kuyt, do Liverpool, De Jong, do Manchester City, e o ponta Robben, do Bayern, que infernizou a defesa brasileira na Copa e provocou a expulsão de Felipe Melo – irritado com a habilidade do atacante holandês, ele perdeu a cabeça e deu uma botinada no rival.

O jogo não vale, evidentemente, como revanche por 2010. O amistoso vale quase nada, enquanto a Holanda partiu a caminho da final da Copa ao vencer o duelo anterior. Está em disputa apenas a vantagem no retrospecto: Brasil e Holanda estão rigorosamente empatados em seu passado de confrontos. Foram dez jogos, com três vitórias para cada país e quatro empates. Cada time marcou 15 gol. Além dos quatro confrontos em Copas, os times disputaram outros seis amistosos. E não é a primeira vez que a Holanda vem ao Serra Dourada – um desses amistosos foi disputado em Goiânia, em 1999, com vitória brasileira, com gols de Amoroso, Leonardo e Frank de Boer, contra. Ao chegar ao Brasil, o selecionado holandês deixou claro que não pensava só na chance de medir forças com um adversário forte quando aceitou participar do amistoso. A visita ao Brasil, disse o técnico Bert van Marwijk, serve mesmo para o time começar a se ambientar com o país, já pensando na Copa do Mundo de 2014. Derrotada em três finais de Mundiais no passado, a equipe não esconde de ninguém que nutre uma grande obsessão: quebrar o jejum e finalmente entrar para o seleto clube dos países campeões de Copas. E como o grande favorito à conquista do torneio, o Brasil, não é nenhum bicho de sete cabeças para os holandeses, o time de Van Marwijk acha que tem todo o direito de sonhar com a taça.

(Giancarlo Lepiani, de Goiânia)

03/06/2011

às 18:05

Brasil evita falar em revanche – e joga ao estilo holandês

O Brasil no Serra Dourada: treino leve (Foto: Luiz Fernando Menezes/Fotoarena)

A um dia de reencontrar a Holanda, culpada por tirá-la da Copa do Mundo de 2010, a seleção brasileira tentou driblar as perguntas sobre o gosto de revanche da partida de sábado. Antes do treino desta sexta-feira, no Estádio Serra Dourada, em Goiânia, jogadores que estavam no grupo eliminado pela equipe laranja na fatídica partida disputada em Port Elizabeth tiveram de reviver a derrota através das repetidas perguntas dos jornalistas. Elano ainda teve de responder sobre se as coisas teriam sido diferentes caso ele não tivesse desfalcado a seleção naquele jogo. “É difícil falar o que teria acontecido. Da minha parte, existe tristeza até hoje. Mas faz parte do passado”, afirmou. “Não considero uma vingança”, garantiu Ramires. “A recordação não é boa, mas temos que pensar para frente. Estamos prestes a jogar a Copa América, então a ideia nesse jogo é só vencer para entrar no torneio com moral.” Nilmar, que também estava no grupo do Brasil no Mundial, lembra que a situação agora é “completamente diferente”. Mas ele reconhece que aquela partida deixou marcas profundas. “Foi a maior decepção da minha carreira.”

Curiosamente, o Brasil deve reencontrar a Holanda mandando ao gramado do Serra Dourada uma equipe montada ao estilo laranja, e bem diferente da que caiu nas quartas da Copa. Com Paulo Henrique Ganso machucado, Kaká ainda distante de sua melhor forma e a ausência de uma opção mais confiável para assumir a função de meia armador, o técnico Mano Menezes deverá escalar o time com dois jogadores habilidosos abertos pelos lados do campo (Neymar e Robinho) abastecendo um atacante centralizado (possivelmente Fred). No meio, bem ao gosto holandês, três atletas versáteis e dinâmicos, que sabem marcar e atacar (Lucas, Ramires e Elano). A formação foi testada na prática realizada na tarde desta sexta, que incluiu ainda um treino de bola parada – a jogada que acabou rendendo a virada à Holanda na Copa. A escalação mais provável para o jogo de sábado é a seguinte: Júlio César; Daniel Alves, Lúcio, Thiago Silva e André Santos; Lucas Leiva, Ramires e Elano; Robinho, Neymar e Fred. Sete desses jogadores foram à Copa, mas só três – Júlio César, Lúcio e Robinho – participaram da partida que selou o destino do Brasil no Mundial.

(Giancarlo Lepiani, de Goiânia)

 

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