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Tragédia de Santa Catarina
Reportagens e relatos da tragédia causada pelas chuvas em Santa Catarina

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 02 de dezembro de 2008

Na lama, afundamos

Na terra andamos, na água podemos nadar, mas na lama afundamos.

Juarez Oliveira - Mensagem enviada em 1/12/2008



Por VEJA - 11:47 | Enviar Comentário | Ler Comentários (1)


A tragédia nos uniu

22 de Novembro de 2008 era para ser um sábado normal, não fosse o excesso de chuvas que caía em volume nunca visto durante os três últimos meses. Choveu o dia todo e a noite toda. Quando amanheceu o dia 23, fui acordado por minha esposa, que me mostrou o rio que corre atrás do nosso prédio. Ele estava cheio e quase chegava no quintal do condomínio: 8,5 metros. Tiramos o carro da garagem e levamos a um morro próximo. Fui à padaria e fiquei assustado: não havia luz, nem pão. Uma fila enorme. Um desastre iminente? Corri para a igreja e me juntei a dois diáconos para juntos salvarmos os móveis e utensílios das parte de baixo da igreja. A água cobria a calçada, enquanto uma canoa era levada pela correnteza. Na igreja, nosso almoço foram três pacotes de bolacha recheada que pegamos do mutirão do Natal. Pouco depois, o telefone toca e uma voz assustada dizia que iria abandonar o prédio, pois todas as casas em frente estavam caindo - que horror! O rio já alcançava 10 metros. Saímos da igreja de caiaque e atravessei a alameda com água pela cintura. Presenciei uma cena que nunca tinha visto na vida: as casas pareciam de papelão e os morros derretiam como sorvete sob o sol de primavera. Pessoas gritavam, outras choravam. Minha esposa saía entre a lama, abraçada e chorando com uma amiga. O vizinho trazia minha filha no colo, assustada, sem entender o que estava acontecendo. Um primo nos deu abrigo, comida e cama. Começava uma semana que marcaria a vida de todos nós. Tinha 10 anos quando ocorreram as terríveis enchentes de 83 e 84, não me lembro de muita coisa, mas desta vez nós estamos completamente envolvidos. Vizinhos perderam as casas, amigos e irmãos perderam tudo, uma vida, um sonho. No rosto dos blumenauenses, um misto de angústia, medo, dor, perdas, mas principalmente solidariedade. A tragédia uniu a todos, seja no prédio, na rua ou na igreja. Não importa a cor da pele, a posição social, a religião. Todos arregaçaram as mangas e se puseram a trabalhar para minorar a dor dos flagelados: seja socorrendo um vizinho, limpando casas, fazendo comida, levado mantimentos ou orando. Todos irmanados com uma força colossal e com uma esperança titânica. Vamos recomeçar, vamos construir tudo de novo.

Fabio Correa - Mensagem enviada em 1/12/2008



Por VEJA - 11:42 | Enviar Comentário

 01 de dezembro de 2008

Cenário alterado


Só vendo para acreditar: lugares onde passo todos os dias para ir ao trabalho, como o terminal de ônibus no bairro Garcia, agora com a presença de helicóptero do exército.

Roberto Honório de Almeida - Mensagem enviada em 30/11/2008

 



Por VEJA - 08:01 | Enviar Comentário | Ler Comentários (1)


Área de preservação

Moro em Joinville e  minha cidade por obra divina não foi totalmente destruída como tantas outras. Tivemos infelizmente nossa parcela de enchentes e deslizamentos, mas nada comparado ao que ocorreu no Vale do Itajaí. Temos visto na TV e imprensa em geral que um número de pessoas, do tipo que se aproveitam da desgraça para obter vantagens, afirma que isso se deu por causa do desmatamento, etc. O Morro do Baú, porém, era área de preservação, uma reserva de mata nativa.

Sonia Mara Michelli - Mensagem enviada em 30/11/2008



Por VEJA - 07:54 | Enviar Comentário

 30 de novembro de 2008

A mãe natureza


Saí de São Paulo recentemente fugindo da violência, e da poluição. Há anos me apaixonei por Santa Catarina e este ano me mudei para cá. É lamentável, os estragos que a mãe natureza, causou em Blumenau..Aqui na minha região, nas encostas, por todo o lado, que se olhe, é destruição. Tirei dezenas de fotos.. Foram as piores fotos que já cliquei na minha vida! Agradeço de coração o espaço que a mídia, abriu para Santa Catarina. Muito obrigada.

 Priscila Motta Mello - Mensagem enviada em 30/11/2008



Por VEJA - 20:16 | Enviar Comentário | Ler Comentários (1)

 29 de novembro de 2008

Trabalho duro

Estive em Blumenau levando um caminhão de donativos para a ADRA. Encontramos uma cidade embarrada e um povo lutador. No posto de distribuição que descarregamos os donativos arrecadados em Bom Retiro e Alfredo Wagner, alguns voluntários estavam lá há quatro dias. Tiveram que lavar o local, depois que a enchente cobriu tudo com mais de um metro de água, mas agora tudo está  limpo e bem organizado, o que é costume de nossos irmãos de Blumenau. Parabéns aos voluntários da ADRA e a todos os outros que estão ajudando. Para mim, foi maravilhoso poder participar e ajudar... ajude você também.


Elias Leichsenring - Mensagem enviada em 28/11/2008



Por VEJA - 10:06 | Enviar Comentário

 28 de novembro de 2008

BLUMENAU
Espírito de solidariedade

Aqui em Blumenau tudo tem cor de barro: as belas ruas, os carro, os estacionamentos... A cidade está irreconhecível, menos a garra do povo. Quase todos, afetados com a tragédia ou não, estão fazendo alguma coisa. Ontem levei roupas e mantimentos a um dos postos de arrecadação e ele estava lotado de doações e pessoas ajudando. Há inclusive fila nos hospitais com pessoas esperando para doar sangue. É incrível o espírito de solidariedade presente nesta cidade! Talvez seja por isso que Blumenau, com certeza, irá erguer-se novamente!

Luciana - Mensagem enviada em 28/11/2008 



Por VEJA - 17:14 | Enviar Comentário | Ler Comentários (1)


TRAGÉDIA
Estado de guerra

Tenho 19 anos e sou estudante universitário. Não moro em Santa Catarina, porém tenho parentes que residem lá. Falando com minha tia, poucos dias atrás, tive um breve relato da situação em que se encontram os catarinenses afetados. Ela, meu tio e meus primos têm ajudado os flagelados, arrecadando alimentos, separando roupas e participando de mutirões que formaram junto à igreja que freqüentam. Acompanhando os noticiários pela TV e internet, e vendo as cenas da tragédia, a impressão que tenho é que SC está em guerra. Talvez o que mais me choca em toda essa situação é a ineficiência do governo. De nada adianta o presidente sobrevoar as áreas afetadas. Os catarinenes nem fazem questão: eles precisam de donativos, água potável, roupas, alimentos não perecíveis. E não de um presidente que se demonstra preocupado. Só falta o Lula dizer que também não sabe de nada!

Luis Felipe Gonçalves Salvatore - Mensagem enviada em 28/11/2008



Por VEJA - 12:41 | Enviar Comentário


BLUMENAU
'Por Deus, eu e meu noivo não sofremos nada'

Eu estive na enchente que abalou Blumenau e outras cidades. Eu trabalho no shopping Neumarkt, invadido pela lama. Ontem fui trabalhar, e fecharam a porta do shopping na nossa cara; depois, disseram na TV que isso aconteceu por falta de funcionários. Para mim, a estrutura do shopping está abalada. Por Deus, eu e meu noivo não sofremos nada, mas muitos conhecidos perderam tudo. Então peço que as pessoas ajudem, enviando comida, enviando roupas. Muitos só têm a roupa do corpo e não têm água. Eu nunca vi cenas como esta, parecia um filme: a gente vendo a água subir, esperando apenas pela sorte. Eu já ajudei como pude. Todos nós agradecemos. Quem quiser, entre em contato com o governo de Santa Catarina. Obrigada.

Nathália C. LosaccoMensagem enviada em 28/11/2008



Por VEJA - 10:45 | Enviar Comentário

 27 de novembro de 2008

BLUMENAU
Pessoas desesperadas


Aqui em Blumenau a cidade parece estar em estado de sítio. O trânsito foi todo reformulado, o comércio fechou as portas, muitas pessoas desesperadas nas ruas e o policiamento é ostensivo, além da sujeira que emporcalha a cidade, como lixo jogado nas ruas. Felizmente não presenciamos saques em lojas, mas o aumento abusivo nos preços de produtos básicos, como pão e combustível, é motivo de revolta de todos. Que Deus nos ajude para que a barbárie não prevaleça sobre a lei e a ordem.

Henrique Rohden - Mensagem enviada em 27/11/2008



Por VEJA - 23:03 | Enviar Comentário


BLUMENAU
Banho com água da piscina

A cidade está irreconhecível. Tem muita lama, muito lodo, muito lixo. Algumas amigas minhas que ficaram por lá e moram em apartamento estão completamente ilhadas. Desde que minhas aulas foram suspensas, nos falamos pela internet, quando, na casa delas, há eletricidade e a conexão funciona. Sei também que quem ficou por lá está sem água. Até água da piscina as pessoas estão usando para tomar banho!

Giuliana Alice Frutuoso, 17 anos, que deixou Blumenau na segunda-feira e foi para a casa dos avós, num município a cerca de 80 quilômetros da cidade.



Por VEJA - 18:44 | Enviar Comentário


BRUSQUE
'Vai levar um bom tempo'

Parecia um filme de guerra com pessoas correndo para todos os lados, sem ter para onde ir ou o que fazer. Foi terrível. Vai levar um bom tempo para a cidade se recuperar. Eu moro no sétimo andar de um prédio e fiquei dois dias sem sair do apartamento porque lá embaixo tudo estava alagado.

Alonso Moro Torres, delegado de Brusque, cidade que fica a 96 km de Joinville e decretou estado de calamidade pública na segunda-feira



Por VEJA - 18:43 | Enviar Comentário


BLUMENAU
Só com a roupa do corpo

Eu nunca vi isso em toda a minha vida: é grave, é uma tragédia feia. Meu Deus, só vendo! Tem gente só com a roupa do corpo. Aqui em casa, estamos sem água desde domingo e, como não podemos sair de casa, pois a lama atingiu 1 metro de altura nas ruas, reunimos gotas da chuva com um pouco de água mineral para usar. Não desejo nada disso para ninguém.

Ilca Struck, dona de casa e moradora da cidade há 29 anos



Por VEJA - 18:43 | Enviar Comentário


ILHOTA
Sem escola

Os trabalhos de resgate deverão durar uns dez dias nas zonas rurais - Alto Baú, Baú Seco, Alto Braço do Baú e Braço do Baú. Essas localidades não existem mais; sobraram pouquíssimas casas. Nenhuma escola está funcionando. Só a área da saúde opera.

Paulo Roberto Brum, coordenador da Defesa Civil do município



Por VEJA - 18:41 | Enviar Comentário


ITAJAÍ
Demonstrações de solidariedade

Eu moro na Europa mas estou de viagem marcada para Santa Catarina já para a próxima segunda-feira. Minha família mora no único bairro de Itajaí que não ficou debaixo d'água, portanto estão todos bem. Mas eu vou fazer o possível para ajudar as pessoas que não tiveram a mesma sorte. O que mais me choca é o silência das celebridades brasileiras. Com exceção da Ana Maria Braga, que vai até apresentar o programa dela ao vivo de Blumenau nesta sexta-feira, não tive notícia de nenhum outro famoso que tenha feito alguma coisa. Já o povo, por outro lado, vem dando demonstrações impressionantes de carinho e solidariedade. Ver pessoas no Recife, em São Paulo e no Rio se mobilizando para ajudar os catarinenses me deixa muito orguloso do meu país.

Anderson Antunes - Mensagem enviada em 27/11/2008



Por VEJA - 14:56 | Enviar Comentário | Ler Comentários (1)


JOINVILLE
'Mais do que dinheiro'

Será que mesmo sobrevoando parte do que foi afetado o governo federal não consegue enxergar a gravidade da situação? Será que o Lula não consegue enxergar que é necessário mais do que uma miséria de dinheiro? Será que o Lula não tem inteligência suficiente para enxergar que é necessário mobilizar as Forças Armadas para ajudar no resgate de pessoas e prestar atendimento médico a quem precisa e ajudar na recuperação das estradas e das cidades? Será que ele nunca consegue enxergar nada?

Luciani Longen - Mensagem enviada em 27/11/2008



Por VEJA - 10:06 | Enviar Comentário

 26 de novembro de 2008

BLUMENAU
Cratera no bairro


Cratera formada numa transversal da Rua Rui Barbosa, no Bairro Progresso, em Blumenau.

Enviada por Wilson Júnior em 26/11/2008



Por VEJA - 23:46 | Enviar Comentário | Ler Comentários (2)
 
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