26/01/2011
às 14:00 \ Vida literáriaA Flip melhorou de musa e outros links
A vinda da argentina Pola Oloixarac (furo de Manya Millen e Miguel Conde no “Globo”) deixa a Flip 2011 mais bem servida de “musa” que a do ano passado, em que a cubana Wendy Guerra teve que quebrar o galho no papel. “Acho graça nesse negócio de ser bonita”, diz nesta entrevista a autora de “As teorias selvagens”. Fica mais engraçado ainda quando se sabe que o livro sairá aqui pela Benvirá, a mesma editora de Wendy. Um novo nicho de mercado?
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Um conto inédito de Dashiell Hammett – para quem não sabe, o cara – vai ser publicado na edição da revista americana de mistério “Strand” que sai dia 28 de fevereiro. Chama-se So I shot him (Aí eu atirei nele). O zunzum é que é, redonda e acabada, a história de 12 páginas é boa demais, embora pertença a um lote de uma dúzia que o autor de “O falcão maltês”, morto há 50 anos, optou por não publicar nem em revistinhas pulp.
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“O que se chama de experimental envelhece cada vez mais facilmente, ou se converte em algo tradicional, ou se incorpora aos usos normais. Há uma flexibilidade maior. Sempre houve uma enorme capacidade de fazer isso, mas antes havia um pouco mais de resistência. Hoje não. Hoje normalmente tudo se incorpora, tudo se torna velho, antigo. O presente se converte em passado cada vez mais rápido. Inclusive no momento em que um livro é lançado, parece que já é passado.” Javier Marías, em conversa animada – mas no fim das contas tingida de melancolia – com Umberto Eco, no festivo número 1000 do caderno Babelia, do jornal espanhol “El País”.
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Está no ar o blog do Instituto Moreira Salles, editado por Flavio Moura, ex-diretor de programação da Flip. Na praia das letras, o colunista Paulo Roberto Pires fala dos ensaios de Montaigne enquanto Daniel Galera puxa com o editor André Conti um papo sobre tatuagens literárias: “Além de ser editor e poeta, tu tem umas tatuagens muito bonitas”. Convém acompanhar.


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8 Comentários
reubenc
-14/02/2011 às 20:57
a pola é demais. o sucesso está atrelado mais à beleza, sim… mais… harvard?
http://melpomenemag.blogspot.com/2010/11/tonite.html
FDR
-03/02/2011 às 17:09
Dashiell Hammett é demais. Tem uma coletânea de coisas menores dele, chamada Nightmare Town, que tem coisas incríveis. Sempre que algum pateta vem falar mal da tradição literária americana falo de outros caras, mas penso que citar o Hammett já resolveria…
t.
-29/01/2011 às 12:41
nossa, o blog dela é horrível (incluindo, e muito, o layout) e ela, muito zona sul carioca.
fico pasmo de ver a quantidade de países que ela foi ou está pra ser publicada.
no fim, parece que todo sucesso está atrelado mais à beleza que ao talento literário. (prova disso é que sairá por um selo da saraiva? eheh)
André Gottchalk
-28/01/2011 às 16:26
Engraçado, eu tive a mesma sensação descrita pelo Xerxenesky, mas não ao ler o livro da Pola, e sim o dele. Não faltam escritores bobinhos por aí… no Brasil então, temos muitos. Mas a Pola eu vou começar a leitura na próxima semana, e confio muito no Daniel Link, então espero não me decepcionar.
sergiorodrigues
-28/01/2011 às 12:12
Xerxenesky, fiquei curioso: “afunda na lembrança” como? Isso é bom ou ruim? (Não esqueço que você foi o primeiro a me chamar a atenção para a moça, verdade que numa observação sem o menor conteúdo literário.)
Vinicius: sim, é que a cubana é mais desinibida.
Abraços a todos.
Vinícius Antunes
-28/01/2011 às 11:01
Serjão, mas, convenhamos que vc caprichou mais na foto do ano passado. haha. Abração
Xerxenesky
-28/01/2011 às 9:41
Li “Las teorías salvajes”, romance da Pola, uns dois anos atrás (livrinho orelhado por ninguém menos que Daniel Link) e nossa… achei ruim demais. Anedotinhas de campus universitário + referências cults + nenhuma noção de como estruturar uma narrativa. Foi um sofrimento chegar até o fim. Quando terminei de ler, lembro de achar apenas “meh, mais um livro bobinho”, mas putz, o livro afunda muito na lembrança.
Rodrigo
-27/01/2011 às 15:37
Espetáculo! E o sobrenome é quase uma promessa.(Dificilmente esse comentário será publicado…)