27/04/2012
às 13:30 \ NoMínimoPop de sexta: a morte de Diadorim
A narração de Mário Lago e a direção de Walter Avancini fazem desse pequeno clipe – concebido como uma daquelas recapitulações sumárias dos folhetins televisivos, destinadas a situar o espectador na trama antes que comece um novo episódio – uma espécie bastante inspirada de resumo e, claro, também um spoiler de “Grande sertão: veredas”.
Vi na época, em 1985, a minissérie da TV Globo baseada no clássico de Guimarães Rosa. Lembro-me de ficar incomodado com a beleza delicada demais, feminina demais de Bruna Lombardi no papel de Diadorim, que me parecia exigir bem mais ambiguidade, embora aprovasse Toni Ramos como Riobaldo e Tarcísio Meira como um canastroso Hermógenes.
Revendo hoje este trechinho, com sua magia que dura até o surgimento daqueles hediondos créditos globais, até Bruna me pareceu uma escolha iluminada, como iluminada ela surge, nua, no clímax da revelação.
Bom fim de semana a todos.





Guitarra dos Beatles é leiloada por US$ 408.000 em NY
Rumor sobre fim do Bolsa Família leva multidão a lotéricas e agências
Na Unifesp, cotistas e não cotistas têm média igual
Com ‘Amor à Vida’, Walcyr Carrasco enfrenta a prova das 9






Deixe o seu comentário
Aprovamos comentários em que o leitor expressa suas opiniões. Comentários que contenham termos vulgares e palavrões, ofensas, dados pessoais (e-mail, telefone, RG etc.) e links externos, ou que sejam ininteligíveis, serão excluídos. Erros de português não impedirão a publicação de um comentário.
» Conheça as regras para a aprovação de comentários no site de VEJA
4 Comentários
Humberto
-30/04/2012 às 16:32
Também vi a série em 85 e a revi há pouco tempo em DVD. Na época, também me incomodava a beleza de Bruna, mas agora, revendo a série, não me incomoda mais, acho-a bem ajustada na personagem. Acredito que na época, havia um preconceito muito forte contra ela (bonita e ex-modelo, pecados mortais para uma atriz de tv)e éramos influenciados por isso. Hoje, distanciados daquele contexto, podemos apreciar melhor o seu trabalho.
Pedro David
-30/04/2012 às 15:11
Eu vi esse trecho há algum tempo e lembro de achar não só interessante como fundamental a solução de narrar a história em terceira pessoa, com o Cumpade Quelemém. Agora, tenho dúvidas. Há razões para isso, ou é apenas uma das tantas banalizações que a televisão promove a troco de um suposto e por vezes mentiroso conhecimento das dinâmicas cognitivas dos pobres ?
sergiorodrigues
-28/04/2012 às 11:29
Acho que ficou claro que hedionda é a forma hans-donneriana dos créditos, não o conteúdo.
mdv
-28/04/2012 às 1:31
Créditos globais que informam, entre outras coias, que a trilha é de Julio Medaglia não podem ser hediondos. E Mario Lago era beeem melhor que aquela vozinha fajuta de mineiro “sertanejo”.