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09/01/2012

às 13:13 \ Resenha

A internet é uma máquina de fazer idiotas?

“A geração superficial – O que a internet está fazendo com os nossos cérebros” (Agir, 384 páginas) é o livro que consolidou a posição do jornalista americano Nicholas Carr como principal crítico cultural do mundo digital.

O livro nasceu de um artigo polêmico que Carr publicou em 2008, chamado “O Google está nos deixando burros?”, comentado na época aqui no blog. A tese central é a mesma: ao nos ensinar a ler de outra forma – veloz, horizontal, volúvel, interativa, baseada na satisfação imediata –, a tecnologia digital está reprogramando nossas mentes no nível bioquímico, devido a uma característica do cérebro chamada neuroplasticidade. Em consequência disso, a capacidade da espécie de acompanhar raciocínios longos e mergulhar sem distração na solução de um problema complexo pode estar simplesmente em vias de extinção.

Se a ideia central já constava do artigo de 2008, “A geração superficial” sustenta o pessimismo de seu autor com uma impressionante variedade de informações históricas, científicas, econômicas etc. Consegue manter no ar todos esses malabares sem perder a atenção do leitor – isto é, daquele leitor que ainda for capaz de prestar atenção em um texto com mais de cinco linhas.

Carr não é um luddita, um reacionário. Sabe que voltar ao império da cultura livresca em que vivemos por séculos, com sua leitura linear e sua concentração em uma tarefa mental de cada vez, é impossível. Tanto quanto teria sido, para os contemporâneos de Gutenberg, desinventar a imprensa.

Essa inevitabilidade histórica não o impede de recuar dois passos em busca de uma visão distanciada daquilo que a maioria de nós percebe apenas como vertigem, quando percebe: ao revolucionar profundamente, em poucos anos, o modo como lemos, aprendemos, trabalhamos, nos divertimos, nos relacionamos, consumimos, a cultura digital está mexendo profundamente em… nós mesmos. Estamos ganhando algo, obviamente: ninguém entrou nisso a contragosto. Mas estamos perdendo algo também.

Evidentemente, Nicholas Carr não é o único a pensar assim. À medida que reflui o deslumbramento com as inegáveis maravilhas do mundo digital, tem crescido nos últimos anos a sensação de que a capacidade de concentração é um bem que merece ser preservado a qualquer custo. Há alguns meses, publiquei aqui um artigo chamado “Concentração dividirá o mundo entre senhores e escravos”, que trata justamente disso. Do outro lado do ringue, não faltam também os que abraçam sem reservas todos os impactos psicossociais das novas tecnologias.

Esse debate vai render por muito tempo. É difícil enxergar com clareza os efeitos de uma revolução quando se está no meio dela. O notável livro de Carr tenta fabricar luz na escuridão mantendo um pé no novo ambiente e o outro no velho: o fôlego argumentativo e a qualidade do texto são típicos da era livresca, enquanto a mobilização de informações ecléticas paga tributo ao jeito Google de absorver o mundo.

É o Google, aliás, o personagem principal daquele que me pareceu o mais luminoso argumento de Carr – e também o mais assustador. Trata-se de uma analogia simples entre as ideias de Frederick Winslow Taylor, engenheiro industrial do século 19 responsável pela criação do método de repetição mecânica de tarefas que viria a dar na linha de montagem de Henry Ford, e a filosofia de processamento de informações que norteia a mais bem sucedida empresa da era digital. Como um operário cuja única função é apertar determinado parafuso, o bom internauta tem a função de clicar, quanto mais depressa melhor, e manter a máquina girando. Parar para pensar não é só um luxo: é contraproducente.

E ainda nem falamos de como fica a velha literatura nesse quadro. Quarta-feira eu continuo.

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58 Comentários

  1. Fábio Carneiro

    -

    22/10/2013 às 11:26

    Concordo plenamente e acho interesse citar o pensamento que diz: que o dinheiro só aumenta o que já existe dentro de você. Usamos o mesmo para a internet.

  2. fandrasan

    -

    25/09/2012 às 12:53

    Precisamos de Espaço e Conteudo.

  3. Rodrigoi

    -

    26/06/2012 às 18:11

    Concordo em partes…; a pessoa acha que sabe porque o conteudo esta proxima dela, mas na realidade, se a pessoa nao parar para ler e realmente aprender, vai ficar dependente das buscas, ou seja, da pesquisa… ja que o conteudo que ela leu, nao foi gravado no cerebro…

  4. Paulo

    -

    21/05/2012 às 14:09

    Xuxa é medíocre !!!

  5. André

    -

    21/04/2012 às 12:24

    O nível das respostas dos que idolatram a internet já prova tudo, a internet dá oportunidade à qualuer um para ser o gostosão, ser o “entendido”, agredir os outros sem ter que arcar com as cosenguências, na internet você é aquilo mostra aos outros, vive uma ilusão.
    Não consegue fundamentar seus argumentos em uma discussão ? Entre no google e procure algo à respeito, depois diga que é mestrando no assunto, que conehce aquilo desde pequeno e que inclusive leciona à respeito. Quer que te achem o gotosão ou gostosona o ? Tire fotos e use o fotoshop, entre em “comunidades” ou “curta” produtos de marcas caras, diga que vai ou que foi na balada da semana…..mesmo que na vida real você mal consga pagar as contas e redigir um texto sem copiar e colar.

  6. Anônimo

    -

    16/01/2012 às 20:54

    Google + Youtube + Facebook = Barcelona, do Messi, Xavi e Iniesta
    .
    Literatura = Santos, do Paulo Coelho e do Ganso

  7. Anônimo

    -

    16/01/2012 às 20:49

    Google + Youtube + Facebook …10 x 0…literatura
    .
    ps: a literatura está contida Google + Youtube + Facebook, é lógico, mas de uma forma dinâmica, iterativa (literativa)….coisas do 3º milênio…

  8. Vagner

    -

    11/01/2012 às 17:20

    O comentario da Ana é o melhor sem duvidas…rrsrrsrrs

  9. Jane Raquel

    -

    10/01/2012 às 12:34

    Não vejo a internet tão perigosa em termos de desenvolvimento intelectual para os adultos. Quem, a uma certa altura da vida, já desenvolveu o hábito da leitura, certamente encontra na internet apenas mais uma fonte de informação e que pode levá-lo a “mundos” dificilmente explorados apenas na literatura impressa. Mas para as crianças, considero o mundo digital crítico, maléfico! Vejo crianças que ainda não sabem ler corretamente aprendendo o “alfabeto digital”, buscando respostas rápidas, superficiais e acríticas no universo da internet. O futuro (breve!) nos mostrará as consequências.

  10. Ivan Junqueira

    -

    10/01/2012 às 1:42

    Concordo com a Ana, a internet, ou a maldita inclusão digital permite que de forma democrática que qualquer pessoa se manifeste, opine, interaja no mundo digital. Se isso é bom ou ruim, o futuro dirá.

  11. Ana

    -

    10/01/2012 às 0:16

    A internet não cria idiotas; apenas reúne boa parte deles no mesmo lugar.

  12. Washington

    -

    09/01/2012 às 23:16

    Concordo em partes com o artigo. A era da internet esta desestimulando pessoas a desenvolverem de forma adequada o raciocinio, mas é exatamente como disse o José Maria Pessoa de Melo, “o internauta precisa ter uma certa evolução cognitiva”. Eu particularmente a internet me ajudou muito, conheci novos livros através da rede, ficou mais fácil realizar a pesquisa, trocar informações de livros, revistas cientificas. Depois da internet passei a ler muito mais livros tradicionais, de tinta e papel, tenho muitos livros digitais também, mas o que gosto mesmo de levar na bolsa são os velhos tradicionais.

  13. saraiva

    -

    09/01/2012 às 22:54

    Não li e não gostei do que você escreveu sobre o livro. A tese faz até sentido, mas quando um jornalista usa conceitos da ciência, saco meu riso do coldre: “a tecnologia digital está reprogramando nossas mentes no nível bioquímico, devido a uma característica do cérebro chamada neuroplasticidade”. Rá!

  14. José Maria Pessoa de Melo

    -

    09/01/2012 às 22:30

    Sinto muito, porém, não vejo por essa ótica; essa era digital é con-
    derada: a era da dinâmica inteléctual, na verdade, o internauta preci-
    sa ter uma certa evolução cognitiva, ou seja,uma compreensão de textos
    muito rápida e volumosa; por isso, até parece que abandonamos às lei-
    ras impressas; nada disso! Estamos compartlhando às duas maneiras de
    nos culturarmos. Tenho dito.
    JM. Olinda PE. Em, 09 de janeiro de 2012.

  15. Alexandre

    -

    09/01/2012 às 22:22

    Mais uma coisa. Qual a diferenca de uma pessoa que , antes da internete, ficava em media 5 horas por dia na televisao(novelas, chacrinha, noticias de crimes, xuxa), e hoje fica enviando mensagens ou vendo facebook, etc?
    Na verdade nem poderia comparar assim,porque as ferremntas da internete podem ser muito ulteis mesmo. Sempre depende de quem usa. Mas a televisao nao dava a opcao de escolha ao usuario. O sujeito ficava sentado apenas olhando a tela e absorvendo.

  16. f tavares

    -

    09/01/2012 às 22:10

    - com licença do colunista, a afirmação que é de uma idiotice total. sua senhoria, o autor, deve ser um desses que vêem na internet um conjunto de jogos infantís de inspiração asiática, jogados por oligofrênicos que não têm o que fazer. mais um pouco, é querer muito ser diferente, original, exclusivo, negar ao google a importância que tem, ao proporcionar acesso imediato a um mundo de informações eventualmente contaminadas, justamente por idiotas que existem, como sempre, muito além da internet. o senhor carr seguramente não frequenta a internet que frequento, não lê os livros e revistas que leio nem se relaciona com as pessoas que conheço da internet…

  17. Josué

    -

    09/01/2012 às 22:07

    É fato que a tecnologia virtual mudou a forma como lemos; qualquer um acostumado à Internet sabe que a dinamicidade do ambiente digital causa uma certa impaciência, proveniente, a meu ver, da quantidade de estímulos multimidiáticos que o permeiam. Assim, creio que a reflexão, essencial ao desenvolvimento do pensamento complexo e à capacidade de abstração, fica deveras prejudicada, pois tudo se torna muito rápido, horizontal, superficial. A Rede traz evolução e perdas; novas possibilidades, novas relações, novos mundos – um novo homem.

  18. maria

    -

    09/01/2012 às 22:03

    O inventores deveriam pensar duas vezes ou mil,antes de lançarem ao mundo seus inventos.Iato porque,uma vez revelado e adotado,caindo no gosto da humanidade,nunca mais,poderemos viver sem eles.Assim foi com o telefone, automóveis,rádio,tevisão,telefone celular e,internet. A minha bisavó,por exemplo,levou anos para usar um ferro elétrico,geladeira,lavadoura de roupas e outros eletro domésticos.Isto porque tinha medo de levar “choque”.Esse tipo de comportamento não existe mais nem em museu.As pessoas agora,adotam imediatamente as novidades e, não largam mais.Quem afirma que a internet, é uma máquina de fazer idiota,não está no mundo. Já disseram que a televisão era uma máquina de fabricar doídos.Provavelmente quem disse isso, já morreu e sua idéia está enterrada junto.Gostem ou não, a Internet,veio para ficar. Idiota será quem não quiser nada com ela, não se envolvendo com a “rede”.Isso é o futuro!

  19. Alexandre

    -

    09/01/2012 às 22:01

    Nao concordo com nada disso. Antes da internete, por exemplo, haviam os engenheiros que so seguiam tabelas. Nunca usavam o cerebro nos calculos. Medicos que sempre deram suas receitas baseados em dados dos laboratorios, etc. A internete simplesmente tornou essas coisas mais faceis. Sempre houve e sempre haverao os idiotas.
    A humanidade sempre foi “guiada” por uma meia duzia de genios brilhantes. O resto sao apenas coadjuvantes.
    Antes da internete a informacao era a moeda de troca, um meio de manter o poder. Hoje nao eh mais.
    O problemas mesmo sao as pessoas que pensam que seus filhos sao genios apenas porque usam o google, ou facebook, etc. Operar um micro ondas eh mais dificil.

  20. Elson

    -

    09/01/2012 às 21:40

    A internet tem o dom de lançar o lixo sonoro e mesmo sem reciclar,o
    transforma em sucesso.Feliz da Música Popular Brasileira que um dia
    ganhou o Mundo por causa da letra,do ritmo,do compositor, e do intérprete é claro !

  21. MACUNAÍMAS S/A

    -

    09/01/2012 às 21:38

    Comparo o advento da internet ao da invenção da roda. Depois de inventada, tudo gira em torno dela. Como em tudo na vida, coisas muito boas e muito ruins podem advir dela. Como toda fantástica invenção, ela evolui e se transforma para acomodar novas perspectivas e anseios. Quem fala mal da internet, não a conhece como deveria.

  22. Carlos

    -

    09/01/2012 às 21:26

    Ah mas que bobagem ! Vejam quantos não idiotas aqui mesmo nos comentários !!! O problema é definir o idiota que perambula pela internet. Quem é esse cara? Por exemplo: o editor que divulga na página principal o sabor do suco que a gostosa subcelebridade toma na foto é um idiota? Interessante que a suposta perda de concentração do internauta pode ser medido em qualquer outra mídia quando este tem acesso, não se enganem. O cara que lê 5 linhas na net lê 2 no jornal impresso e nenhuma num livro. Idiotia é um privilégio do homo sapiens em qualquer época. A atual é essa, interativa.

  23. Leila M. D. Ferrante

    -

    09/01/2012 às 21:19

    O que é isso, idiota nasce e vai so se especializar na internet.
    Quem é normal e busca conhecimento vai encontrar também, no Google e na internet sim, agora, quem se liga em imbecilidades vai encontrar em qualquer lugar, isso não é prerrogativa do Google ou da internet. A maravilha é que o Google e a internet são democráticos!

  24. Sergio Cassieri Franca

    -

    09/01/2012 às 21:17

    Tudo depende da pecinha que está na frente do monitor e no comando do teclado; assim como a TV depende de quem está no com o controle remoto.
    A personalidade e o caráter é que fazem com que esses meios de comunicação sejam melhores ou piores e não o inverso.

  25. JOSE ROBERTO VIEIRA

    -

    09/01/2012 às 21:08

    TIRANDO COISAS EXCELENTES DA INTERNET QUE SÃO POUCAS, O RESTO É PURA BESTEIROL DO MAIS GROSSO CALIBRE E NÃO TEM OUTRA.
    SE NOSSOS FILHOS DA INTERNET VÃO DIRIGIR NOSSO PAÍS LA NA FRENTE NÃO SABEMOS, MAS SABEMOS QUE SERÃO IDIOTAS ISSO SIM…

  26. Lane

    -

    09/01/2012 às 20:56

    Confesso, que realmente é dificil manter concentração para outras coisas, quando se esta navegando na internet.
    Este livro, não seria um dos “ramos” de Bauman? Suspeito…
    Ainda, não sabemos o que resultará desta liquidez toda, talvez daqui a uns 30 anos teremos a resposta, mas, pelo menos pra alguma coisa tenho que concordar: é dificil se concentrar!

  27. Wes

    -

    09/01/2012 às 20:53

    Não acredito que a internet está criando burros, não posso atingir todos os pontos da matéria, porem acredito que no começo dos anos 2000 pouquíssimas pessoas tinham internet, muitos já eram burros assistindo sua TV calado, ninguém tinha um lugar onde possa falar suas ideias, por mais medíocre que seja, estamos falando idiotices, agora podemos compartilhar bobeiras, um dia vamos evoluir e vamos colocar opinioes construtivas e um dia usar a ferramenta como algo eficiente.

  28. Cadu Elias

    -

    09/01/2012 às 20:38

    A Internet é como um caderno em branco.
    A diferença é que este caderno está conectado ao mundo.
    Idiotas ou não e tendo um teclado à frente, emitem
    opiniões com certa coerência, ou apenas imbelidades, o que é mais comum.
    Legal é curtir textos que demonstram certo conhecimento da língua
    falada no País, digamos 5% do total.
    Triste é perceber as barbaridades gramaticais de 95% dos textos, demonstrando a fragilidade da educação brasileira.
    Lamentavelmente, estes são os preferidos pela maioria.
    O fato positivo é que a internet é democrática, e ela permite todos os tipos de opiniões, idiotas ou não.
    Um dia quem sabe, este caderno aberto ao mundo poderá ser escrito por uma maioria que conheça um pouco mais da língua que fala.
    Não se trata de querer a perfeição mas, um mínimo de conhecimento.
    Que sabe um dia?

  29. Adilson J.

    -

    09/01/2012 às 20:36

    Diante de um volume imenso de informações que nos são disponibilizadas, nosso grande desafio é gerar conhecimento. Para tal, é necessário o pleno desenvolvimento das capacidades reflexivas.

  30. Ed Lascar

    -

    09/01/2012 às 20:33

    Não acho que isto vai fazer grandes estragos na lógica. Na concentração?!…já era!
    Bem contraditório o meu remarque, concedo. Vai haver um novo arranjo. Espero que o livro continue a ser importante e corrija os deletérios efeitos da sobrecarga de informação, hyperlinks…estas coisas.

  31. gracieli

    -

    09/01/2012 às 20:25

    Asim como na televisão,na música existem coisas ruins, na internet não é diferente. Precisamos ser seletivos. A internet é uma ferramenta para comunicação ágil, porém, pode ser uma ferramenta para o mal. Cada internauta decidirá o que vai acessar.

  32. Rafael Cayenne

    -

    09/01/2012 às 20:22

    Não acho que a internet “emburrece” as pessoas. Hoje é normal encontrar livros online e lê-los diretamente em novas plataformas digitais, como os tablets. Burrice ou ignorância seria generalizar. Dizer que a internet não contribui para a cultura das pessoas é totalmente controverso.

  33. andrea

    -

    09/01/2012 às 20:08

    Não acho naõ…….pois se for inteligente e souber separar tem muita coisa boa sim. O maior problema talvez seja….humm pessoas que naõ pensam com a cabeça e sim com o trasseiro ou seria trazeiro humm ah seria idiota naõ naõ ahhhhhhh Hidiota kkkkkkkkkkk

  34. Claudio

    -

    09/01/2012 às 19:59

    Se você frequenta os sites mais populares da Internet verá que, sim, esses sites são reprodutores de idiotas, mas na mesma Internet você pode ler Schopenhauer. Então fique longe dos sites mais populares e garimpe que certamente encontrará coisas preciosíssimas para o conhecimento.

  35. Luciano Alencar

    -

    09/01/2012 às 19:58

    Não os fabrica, apenas facilita com que eles se destaque.

  36. Daniel

    -

    09/01/2012 às 19:05

    Achei engraçado a referência ao novo livro de Carr, “…que ainda for capaz de prestar atenção em um texto [do livro] com mais de cinco linhas”. Não creio que a Internet esteja criando idiotas, mas os celulares possivelmente. Certamente que para toda opinião sempre existe uma exceção. Tem um texto muito bom sobre livros e Internet escrito por Umberto Eco que eu indicaria a todos: “Da Internet a Gutemberg” (tinha um site com o artigo traduzido, mas só consegui este, em inglês: http://www.hf.ntnu.no/anv/Finnbo/tekster/Eco/Internet.htm).

  37. Delmar Fontoura

    -

    09/01/2012 às 19:01

    Do: http://jpfontoura.blogspot.com/

    A Perfeição?!…

    O Ramo Biológico da Antropologia Social estuda o indivíduo enquanto evolui e interage no tempo e espaço – seu universo – limitados por sua compreensão. Mas ocorre que essas dimensões são infinitas, razão do mistério e dos conflitos do homem com a Natureza e consigo mesmo. Isso é tão real que está acima ou além do que afirmam os ramos do pensamento filosófico… …Mas para o “bem social” precisamos avançar nessa compreensão.

    Em princípio as sociedades estabelecem limites entre o bem e o mal imanentes do caráter, muitas vezes extrapolando a ponto de limitar os imanentes da conceituação maniqueísta, admitindo imperfeição no comportamento do “ser humano”, quando deveriam “regular a perfeição”, que rejeitam por não a compreende-la… …Não fosse assim como aceitar as ações e reações da evolução do “todo” se não admitirmos a de uma “parte”, que somos nós interagindo nesse todo?

    A lei da Natureza Universal é que regula o equilíbrio entre as “ações e reações” e a “utopia e o pragmatismo” do ser humano.

    O saber, a bondade, a benevolência, a verdade e a paz assim como o egocentrismo, a soberba a onipotência, a mentira e a guerra são apenas apelidos consuetudinários dados às ações e reações desse “ser antropológico” – o homem –, que, na natureza, é partículas infinitesimal dessa perfeição não o contrário como é induzido a acreditar.

    O saber baseia-se em dois fundamentos: a capacidade dedutiva e a mnemônica, que são complementares entre si e congênitas. Os privilegiados pela Natureza, que as tiverem, correrão juntos ou a frente do tempo e do “restante”, divididos em três grupos:

    a) - Os de percepção completa, que tendem a sublimar-se pela compreensão geral que têm, exemplo:Leonardo da Vinci;
    b)
    c) - Os de percepção incompleta, são aqueles que desenvolvem somente parte de suas capacidades dedutivas e mnemônicas, exemplo da área: da matemática, da física, da música, da pintura, da Medicina;

    c) – Os que variam da “imbecilidade” (congênita) a “medianidade de percepção”, que gravitam dependentes dos dois outros grupos…

    Mas a maior virtude do ser humano não é ser mais ou menos: inteligente, rico, poderoso, reconhecido, mas sim ter essa consciência e saber identificar quem é: suas potencialidades, seus limites e suas fraquezas… …de reconhecer os limites de suas percepções; poder avaliar a “realidade” que o rodeia. Fora isso é o desconhecimento que se sobrepõe, motivo da desarmonia na interação do ser humano com a Natureza.

    Muitos entendem isso, outros, no entanto, poderiam dizer ou pensar: como? O que esse cara ta falando, ou melhor, digitando?… Esse cara é maluco; deve estar voltando, de “férias”, da Pinel; ta “viajando na maionese”…

    Não lhes contestaria, mesmo que pudesse, porque estamos, todos, neste contexto e aceito o que são assim como o que sou, pois não posso limitar-lhes, nem a mim, nesse tempo e nesse espaço que são infinitos…

    Esse axioma me leva à indagação: que fazem aqueles que deveriam ter essa compreensão?… …Devemos, no mínimo, pensar sobre isso!

    Delmar Fontoura.

  38. Andre Ricardo

    -

    09/01/2012 às 18:59

    Ironicamente, estamos novamente diante de mudanças radicais, em se tratando de ” a era da informação” é natural que alguns se adaptem antes e outros relutem em enxergar os benefícios trazidos pelas mudanças, mas há que se ressalvar que em toda mudança os aspectos positivos, são ignorados pelos “nostálgicos de plantão” e os aspectos negativos são negligenciados pela “new wave”, contudo o ser humano continuará sendo um ser racional e adaptável, aprenderá com o tempo a conciliar o novo e o antigo

  39. janete

    -

    09/01/2012 às 18:53

    Preocupa-me muito esta época de superficialidade em que vivemos, épocas em que as gdes discussões são atropeladas pela velocidade de processamentos de dados de um determinado computador. Será que nossas mentes sobreviverão intactas à preguiça mental que certamente já assola uma boa parte da humanidade?

  40. Delmar Fontoura

    -

    09/01/2012 às 18:50

    A Internet é a “unidade” de mídia mais “orgânica” da Comunicação, se constituindo no maior instrumento de difusão do comportamento do ser social, daí sua importância e perigo transcendentais para uma sociedade subdesenvolvida – sob o desenvolvimento – como a nossa…

    Nosso corroído “Sistema de Comunicação” é tão sofrível com: o Rádio, a TV, a mídia impressa – gigante e anã –, que, há muito, deixou de ser o informador de opinião enquanto era o “Manto protetor da Democracia”. Mas os culpados por essa transformação são seus “agentes orgânicos”, pois, a qualquer custo, deveriam impedir que esse Manto se transformasse em um “trapo roto”, incapaz de cobrir e proteger como se transformou.

    Sobrevivemos todos… …náufragos embalados nessa marola de “desvio de direitos e deveres”, enganosamente salvos porque nos agarramos à tábua que nos mantém boiando precariamente: a Internet!…

    Mas enganamo-nos ao pensar que ela é ou será a salvação. Não! Ela só comprova o que somos. NÁUFRAGOS!…

  41. tito livio bereta

    -

    09/01/2012 às 18:25

    Afirmar que a internet produzirá mais idiotas nao seria temerário? Afinal, só o fato de acessar a internet já faz do indivíduo uma pessoa diferenciada. Idiotice seria crer em tudo aquilo divulgado na internet, como também em outras mídias. Pois não há idiotas que acreditam piamente em políticos ou partidos políticos? E talvez jamais tenham colocado as mãos num teclado de computador. A idiotice não é condição absoluta daqueles que usam este ou aquele meio como fonte de informação, distração ou o que valha. Talvez a falta de discernimento seja pela pouca leitura, desde a mais tenra idade. A intelecção do texto deixa muito a desejar. Aprofundamento na interpretação daquilo que se lê, discussão em grupo, pesquisa paralela, ainda que no google, quando bem conduzidos, trazem luz. Não será o apedrejamento deste ou daquele meio que nos trará a luz. Não faço apologia evangélica, mas cito o apóstolo Paulo, que disse:- Examinai tudo e retei o que é bom. Assim, ao examinarmos esse ou qualquer outro conteúdo, desde que tenhamos recebido orientação e exercitado nosso tirocínio, não nos deixaremos enredar por conteúdos imbecilizantes ou matérias que não produzam frutos. Ter amizade ao saber é de fundamental importância para nosso enriquecimento intelectual e espiritual. Saibamos separar o joio do trigo e nos maravilhemos com esse extraordinário meio de informação que tanto nos ajuda, e bem mais barato que os livros. Nada contra o velho e bom livro. Compro-os e os leio quando posso. Detenho algum poder aquisitivo e fui orientado pelos meus pais desde pequenino a gostar de livros. Hoje orienta-se com bússola viciada ou com GPS viciado, sei lá. É a minha modesta opinião.

  42. Rafael Behs

    -

    09/01/2012 às 18:23

    Perfeito! O monopólio Google de consultas internauticas é um cancêr que está embotando as mentes das novas gerações. Há pessoas que se satisfazem e confiam cegamente nos resultados da primeira página de resultados de uma pesquisa ‘googliana’. Quem viver verá.

  43. JULIANA

    -

    09/01/2012 às 18:22

    Me fale para que servimos nós seres humanos se não for para pensar, pois para escrevemos precisamos conhecer e se não conhecermos não podemos criticar, pois o que sabemos é apenas um cópia de pensamento de outro, nos tornamos seres inúteis, pois não temos idéias próprias e o principal nunca chegamos a verdade. Pois tudo hoje é relativo, na é mais uma verdade. Pense estamos sendo controlados para não sabemos a verdade, pois me diga qual aluno hoje não copia do google, pois ele não tem a capacidade de pensar e concluir um assunto. Pensar é agir… estamos tão cegos que só vemos o lado bom da internet e não conseguimos ver o ruim. Quem criticar é porque conhece e aqueles que negão que isso seja verdade é porque não conhece a real verdade.

  44. ClaudioM

    -

    09/01/2012 às 18:12

    Algumas pessoas hoje possuem sérios problemas de déficit de atenção. Realizam dúzias de atividades simultâneas, mas todas superficialmente e mal feitas. A incapacidade de se concentrar na leitura de um livro é um problema muito sério, pois a informação online é extremamente superficial.

  45. paulo edu

    -

    09/01/2012 às 18:12

    É natural e esperado, numa sociedade de massa, de pouca cultura, educação deficiente, poderíamos esperar coisa melhor? Acho que não, vide os nossos representantes no Congresso, bem como os togados do Judiciário, a Internet é uma baita janela onde entra vento bom e vento ruim, no entanto é imprescindível que a janela continue aberta.

  46. Think tank

    -

    09/01/2012 às 18:02

    Este é mais um que quer rechear o próprio bolso fisgando os incautos, com internet ou sem internet, com livro ou sem livro, os idiotas não precisam serem criados, simplesmente existiram e continuarão existindo.
    Internet é mais uma prova da evolução da inteligência humana, é uma ferramenta para poupar a coisa mais importante, o tempo, pois ninguém é highlander, toda riqueza do mundo não compra nem 1 segundo na vida de ninguém, e ela poupa o tempo que gastaria com idas a livrarias ou bibliotecas e ainda não encontrar o que procura como já aconteceu no passado.
    Com os telefones celulares foi a mesma coisa, toneladas de publicações alertando para todo tipo de risco, sem nunca mencionar que os riscos maiores eram as contas das ligações a pagar.

  47. Marcos Melhado

    -

    09/01/2012 às 17:59

    Certamente à internet produz mais idiotas do que às outras mídias, pois no Brasil falta qualidade na comunicação, sem dizer, no conteúdo daquilo que si escreve nos jornais, televisão, rádio, revistas e etc…Mas, afirmo que prefiro ver o escárnio da informação do que tê-la impedida, por governos hipócritas sul-americanos…

  48. Diako

    -

    09/01/2012 às 17:31

    Está correto,a grande maioria levará muito tempo para perceber,
    serviu nos,para saber dos jornais e revistas que se venderam em troca
    da sobrevivência,fêz à muitos pensarem que ficariam ricos,viciou e
    apequenou muitas mentes.

  49. Gerson Barbosa

    -

    09/01/2012 às 17:26

    Cassiano Ricardo já dizia profeticamente em Jeremias Sem-Chorar, no tempo em que computador ainda era chamado de cérebro eletrônico:

    “Por que pensar, imaginar?
    A máquina o fará por nós.
    Por que fazer um poema?
    A máquina o fará por nós.”

  50. Edilson Macedo Meneguel

    -

    09/01/2012 às 17:24

    A tecnologia favorece a troca de ideias, não precisamos necessariamente de um intelectual publicando livros em editoras respeitáveis. O acesso ao livro no meio digital facilita a divulgação do pensamento basta verificarmos o sucesso da Amazon nos EUA recentemente, pois a tecnologia melhorou o acesso ao livro, mas em um formato diferente, não precisamos passar em um livraria da esquina para comprá-lo basta alguns clicks. Agora vou procurar em alguns clicks o autor e obra para concordar ou discordar de suas ideias. Antes, eu seria obrigado a ficar na ignorância.

  51. CLAUDIO RENATO ZAMORA COSTA

    -

    09/01/2012 às 17:17

    Tenho certeza que todos devem filtrar as informações contidas em qualquer mídia, tecnologias facilitadores trazem vantagens e desvantagens, uma desvantagem é a informação pronta para o consumo sem reflexão, a vantagem fica por conta daqueles que já tem um grau de discernimento e podem buscar e se apropriar do que há de melhor no mundo digital.

  52. André Felix

    -

    09/01/2012 às 17:05

    Bobagem. Sempre procuram culpabilizar o novo. Já aconteceu isso com os romances, o teatro, o cinema, as história em quadrinhos, o rádio, a televisão. Todos já foram acusados de superficialismo perigoso. Em penso justamente o contrário. A Internet está fazendo o brasileiro (ao menos o brasileiro mediano que não lia nada) a ler mais. Esses intelectuais sempre querem ser do contra, como se apenas eles tivessem o dom para perceber o óbvio. Eles sim estão ficando medíocres. Falta do que fazer?

  53. Paulo

    -

    09/01/2012 às 16:42

    O autor está errado. Tal tarefa é exclusiva de nossas Universidades, notadamente na área de Ciências Humanas.

  54. F.Barroso

    -

    09/01/2012 às 16:10

    Luciana, a informação automatizada tem suas claras positividades, você nem se esforçou para mostrar isso. Mas o ponto mais intrigante são os pontos negativos da tecnologia. “É difícil enxergar com clareza os efeitos de uma revolução quando se está no meio dela”.

  55. Luciana

    -

    09/01/2012 às 14:14

    Certo ou errado, quanto custa, matemática, história, bula de remédio, nomes, palavras corretas, verbos, a moda… “o pai google responde” e, assim: pensar pra quê?
    Entendo sua colocação.

 

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