Sérgio Rodrigues Todoprosa

Todoprosa

Criado em 2006, este espaço se firmou como referência nas conversas sobre literatura na internet brasileira. O assunto aqui é ficção da boa, de hoje e de sempre. Tem post novo todo sábado.

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Escritor, jornalista e crítico literário. Mineiro radicado no Rio de Janeiro, tem diversos livros publicados, entre romances, contos, crônicas e artigos. Seu romance “O drible” (Companhia das Letras) ganhou o prêmio Portugal Telecom 2014. Assina também a coluna Sobre Palavras de VEJA.com.

A ‘literatura expandida’ do novo Harry Potter e outros links

Por: Sérgio Rodrigues

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O “novo projeto” de J.K. Rowling não é mais um livro protagonizado por Harry Potter, diz a versão oficial, mas isso não impede a autora de continuar fazendo mágica. Venha o que vier, uma coisa parece certa: será mais uma aula sobre como usar os recursos do mundo digital para manter vivo e vendável um mundo ficcional. Num momento em que tanto se fala de “literatura expandida”, convém prestar atenção.

O site pottermore.com, que entrou no ar na semana passada, consiste por enquanto apenas de uma página ilustrada por duas corujas, em que se vê a assinatura da autora sob um aviso: “Em breve”. Isso foi o suficiente para deflagrar um surto de histeria (notícia aqui de VEJA.com) entre os milhões de fãs de Harry Potter. Seria um jogo online? Uma enciclopédia sobre o “mundo potteriano”? Apenas uma ferramenta de promoção do último filme da série, “Harry Potter e as relíquias da morte – Parte 2”, que estreia mês que vem? Os boatos de que se trataria de um novo livro foram desmentidos por um porta-voz da autora, mas persistem – o que é compreensível, se for levado em conta que Rowling já admitiu dar prosseguimento à série e que pottermore sugere “mais potter”.

Novidades estão prometidas para esta quinta-feira.

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A derrota da sobriedade poderia ser a rubrica a unificar essas duas listas divertidas do “Flavorwire”, que vem se especializando no formato: uma de drinks preferidos por escritores bebuns, trazendo como tira-gosto suas frases sobre o tema, e outra de declarações insultuosas feitas por escritores sobre colegas, como esta de Evelyn Waugh sobre Marcel Proust: “Acho que ele tinha alguma deficiência mental”. Um passatempo curioso é traçar relações entre as duas.

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“É interessante como as pessoas supõem que, por escrever romances, você gosta de ler romances. Na verdade, eu escrevo romances mas gosto muito mais de ler poesia.” O grande J.M. Coetzee, surpreendentemente quase simpático, numa entrevista em vídeo de 2001. (Dica twitteira de @michellaub.)

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Comentários

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  1. Chegará um momento em que os autores serão desnecessários.

  2. Discordo plenamente do comentário do Sr. J.r. Pereira. Os autores são e sempre serão de vital importância ao mundo. Se não fosse pelos homens que dedicaram sua vida à escrita, hoje não teríamos história para nos espelhar, aventuras para explorar, não teríamos livros para aprender e evoluir. A escrita é a aplicação do conhecimento e da criatividade.

  3. Saint-Clair Stockler

    J. K. Rowling é uma EXCELENTE contadora de história. Quando pego um livro dela, não consigo parar até que chegue à última página. Rowling tem uma imaginação fantástica (com trocadilhos, por favor). Alguns dos nossos badalados escritores tinham de fazer um workshop com ela pra aprender a contar bem uma história. Tirando uma ou outro, quase todos os imortais da ABL deviam fazer parte da primeira turma.