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22/06/2011

às 10:33 \ Vestibular

Português (simulado on-line)

Teste seus conhecimentos sobre a disciplina:

Texto para a questão 1.

Irene no céu
(Manuel Bandeira)

Irene preta
Irene boa
Irene sempre de bom humor.

Imagino Irene entrando no céu:
Licença, meu branco!
São Pedro bonachão:
— Entra, Irene. Você não precisa pedir licença.

1. Os termos destacados no poema exercem a função sintática de vocativo. Assinale a alternativa em cujo fragmento essa função não aparece.
a) "Ó maninha, ó maninha, / Tu não estavas comigo!..."
b) "Meu Deus, eu amo como as criancinhas..."
c) " Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?"
d) " Antônia, você parece uma lagarta listada"
e) "Escuta, eu não quero contar-te o meu desejo"

2. Texto para as questões 2 e 3.

Pensão familiar
(Manuel Bandeira)

Jardim da pensãozinha burguesa.
Gatos espapaçados ao sol.
A tiririca sitia os canteiros chatos.
O sol acaba de crestar as boninas que murcharam.
Os girassóis
                       amarelo!
                                              resistem.

E as dálias, rechonchudas, plebéias, dominicais.

Um gatinho faz pipi.
Com gestos de garçom de restaurant-Palace
Encobre cuidadosamente a mijadinha.
Sai vibrando com elegância a patinha direita:
É a única criatura fina na pensãozinha burguesa.

2. Observe, nas orações seguintes, a substituição dos termos grifados por pronomes.
I. A tiririca sitia os canteiros chatos. / A tiririca sitia-os.
II. O sol acaba de crestar as boninas. / O sol acaba de crestá-las.
III. Um gatinho faz pipi. / Um gatinho fá-lo.
IV. Encobre cuidadosamente a mijadinha. /Encobre-a cuidadosamente.
V. Sai vibrando com elegância a patinha direita. / Sai vibrando-a com elegância.

A substituição está correta em:
a) II, III e IV, apenas.
b) II e V, apenas.
c) todos os casos.
d) I e V, apenas.
e) II e IV, apenas.

3. O uso de diminutivos, no poema transcrito, tem sentido:
a) crítico.
b) subjetivo.
c) afetivo.
d) laudatório.
e) pejorativo.

4. A mesma relação semântica que se estabelece entre as orações da frase "A vida inteira que podia ter sido e que não foi" encontra-se também em:
a) "O meu anjo da guarda sorriu / E voltou para junto do Senhor"
b) "O mangue era simplesinho / Mas as inundações dos solstícios de verão / Trouxeram para Mata-Porcos todas as uiaras da Serra da Carioca"
c) "Ninguém se lembra da política... / Nem dos oito mil quilômetros de costa..."
d) "Os homens punham o chapéu saíam fumando / E eu tinha raiva de ser menino"
e) "Depois se atirou na Lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado."

5. As frases abaixo são comparativas, exceto:
a) "Achei que os olhos eram muito mais velhos que o resto do corpo."
b) "Cavaram a cova mais funda que o meu suspiro de renúncia."
c) "Piá branca nenhuma corria mais do que ela."
d) "Não sinto mais aquele gosto cabotino da tristeza."
e) "O ruído de um bonde / Cortava o silêncio / Como um túnel."

Texto para a questão 6.

A vida não me chegava pelos jornais nem pelos livros
Vinha da boca do povo na língua errada do povo
Língua certa do povo

6. Para tornar explícita a relação entre as duas orações acima, a segunda poderá ser introduzida pela mesma conjunção ou locução conjuntiva destacada em:
a) "Mas do outro lado não vinha senão um rumor de um pranto desesperado!..."
b) "Se ela fosse bastante pura..."
c) "Eu me deitei no colo da menina e ela começou a passar a mão nos meus cabelos"
d) "Me dê paciência para que eu não caia"

e) "Quando ontem adormeci / Na noite de São João / Havia alegria e rumor"

Texto para as questões 7 e 8.

Será porventura o não fazer fruto hoje a palavra de Deus, pela circunstância da pessoa? Será porque antigamente os pregadores eram santos, eram varões apostólicos e exemplares, e hoje os pregadores são eu, e outros como eu? Boa razão é esta. A definição do pregador é a vida e o exemplo. Por isso Cristo no Evangelho não o comparou ao semeador, senão ao que semeia. Reparai. Não diz Cristo: saiu a semear o semeador, senão, saiu a semear o que semeia: Ecce exiit, qui seminat, seminare. Entre o semeador e o que semeia há muita diferença. Uma coisa é o soldado e outra coisa o que peleja; uma coisa é o governador e outra o que governa. Da mesma maneira, uma coisa é o semeador e outra o que semeia; uma coisa é o pregador e outra o que prega. O semeador e o pregador é nome; o que semeia e o que prega é ação; e as ações são as que dão o ser ao pregador. Ter nome de pregador, ou ser pregador de nome, não importa nada; as ações, a vida, o exemplo, as obras, são as que convertem o Mundo.

7. Esse fragmento pertence a um sermão de Antônio Vieira. Nesse fragmento, assim como no sermão de que foi extraído, o tema é:
a) a divulgação da doutrina cristã.
b) a decadência moral da humanidade, pois já não há mais santos.
c) os soldados que pelejam contra a invasão holandesa.
d) a falta de ação dos governantes, dos administradores públicos.
e) o amor de Cristo como motivação para a conversão do mundo.

8. Assinale a alternativa que apresenta uma informação incorreta a respeito do texto transcrito.
a) A essência de uma pessoa não está no título que possui, mas na ação que exerce.
b) Nota-se a hesitação, a dúvida de Vieira nas frases interrogativas iniciais.
c) As construções paralelas servem como ênfase argumentativa.
d) Em "Reparai", o orador invoca o receptor.
e) É notável a disposição simétrica de palavras, através de paralelismos e contraposições.

9. Na fase pré-romântica de Bocage aparece pela primeira vez na poesia portuguesa o sentimento agudo da personalidade, que o faz retratar-se, gritar seu remorso e o desejo de autodestruição, em formas tributárias da tradição clássica. Em qual alternativa aparece texto de Bocage com essas características?
a) Meu ser evaporei na lida insana
Do tropel de paixões que me arrastava;
        confusão
Ah! cego eu cria, ah! mísero eu sonhava
Em mim quase imortal a essência humana

b) Marília, se em teus olhos atentara,
Do estelífero sólio reluzente
               estrelado trono
Ao vil mundo outra vez o onipotente,
O fulminante Júpiter baixara.

c) Magro, de olhos azuis, carão moreno,
Bem servido de pés, meão de altura,
Triste de facha, o mesmo de figura,
            rosto
Nariz alto no meio, e não pequeno

d) Olha, Marília, as flautas dos pastores
Que bem que soam, como estão cadentes!
Olha o Tejo a sorrir-se! Olha, não sentes
Os Zéfiros brincar por entre as flores?
     personificação clássica dos ventos

e) Vê como ali beijando-se os Amores
Incitam nossos ósculos ardentes!
Ei-las de planta em planta as inocentes,
As vagas borboletas de mil cores!
   que vagueiam

Texto para a questão 10.

Viram-na, num momento bracejar, não para resistir à morte, mas para abraçar-se ao cadáver de Simão, que uma onda lhe atirou aos braços. O comandante olhou para o sítio donde Mariana se atirara, e viu, enleado no cordame, o avental, e à flor da água, um rolo de papéis que os marujos recolheram na lancha. Eram, como sabem, a correspondência de Teresa e Simão.

10. Esse fragmento faz parte da seguinte obra do Romantismo português:
a) Viagens na Minha Terra, de Almeida Garrett.
b) Eurico, o Presbítero, de Alexandre Herculano.
c) Amor de Perdição, de Camilo Castelo Branco.
d) Frei Luís de Sousa, de Almeida Garrett.
e) A Queda dum Anjo, de Camilo Castelo Branco.

Total: acertos

Teste elaborado por professores do Curso Objetivo (http://www.curso-objetivo.br/), em São Paulo.

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