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02/12/2010

às 15:23 \ Comportamento

Que tipo de mãe você é?

“Vou ser uma boa mãe?” Qualquer mulher que tenha, planeja ter filhos – ou que até carrega um bebê na barriga – já se fez essa pergunta. Faça o teste e descubra que tipo de mãe você é.

1. Se, no meio da semana, sua filha pedir para dormir na casa da amiga, você:
diz "não" antes mesmo de terminar de ouvir o pedido: não há hipótese de permitir isso em plena quarta-feira.
deixa, mas com condições. Depois, liga para a mãe da amiga e leva sua filha até a porta da casa dela.
permite, sem discutir. Ela já tem idade suficiente para saber que no dia seguinte tem aula de manhã.

2. Em uma reunião na escola, você descobriu que seu filho tem sido mal-educado com os colegas e professores. Você:
chega em casa aos gritos já enumerando a lista de castigos que ele terá de cumprir para se redimir do péssimo comportamento e não conversa sobre o ocorrido.
chama o garoto para uma conversa com o objetivo de descobrir o que causou as atitudes e, a partir disso, decide como vai proceder.
com o tom doce de sempre, pergunta para a criança: "O que fizeram para que você agisse assim?"

3. Se você encontra cigarro nos pertences do seu filho:
faz o maior escândalo, joga o maço fora e avisa que não vai mais dar dinheiro extra a ele - só o essencial.
conversa com o filho para saber o que o levou a fumar, ressaltando os malefícios do cigarro.
finge que não encontrou nada e que não sente cheiro nenhum.

4. Ao arrumar o quarto do seu filho, você:
vê tudo com olhar de detetive, procurando evidência de algo errado.
fica atenta se encontra alguma coisa fora do normal, mas não mexe em coisas pessoais.
só toca nos objetos com autorização dele.

5. Seu filho iniciou a vida sexual. Você:
nunca toca no assunto, já que isso não é conversa para mãe e filho.
tenta sondar alguma informação e dá indiretas sobre proteção e saúde.
deixa que ele conte o que quiser, como achar melhor.

6. Sua filha conta que começou um novo relacionamento. Você:
pede todas as referências imagináveis do rapaz, afinal sua filha não pode sair com qualquer um.
pergunta se ela está feliz e procura saber detalhes do namorado.
diz que as portas de sua casa estão abertas para receber o rapaz.

7. Se sua filha está quieta, isolada e chora quando você pergunta o motivo, você:
em tom de bronca, diz que ela não deve sofrer por nada e por ninguém.
escuta todos os problemas e tenta contornar a situação contando sua experiência ou mostrando alternativas para resolver o problema.
deixa ela desabafar, mas não interfere, mesmo que a chateação dure vários dias.

8. No almoço familiar do domingo, seu filho usa calça jeans de cintura baixa e sua filha, uma minissaia minúscula. Você:
avisa que, com aquela roupa, ninguém sai de casa.
explica que, apesar de estarem na moda, essas roupas podem ser inapropriadas para a ocasião.
não liga: cada um deve se sentir à vontade para usar o que quiser.

9. Empolgada, sua filha pede para fazer uma excursão com a escola - uma viagem cara. Você:
diz "não", antes mesmo de ver com o pai se há condições de bancar o passeio.
avisa que precisa de um prazo para dar a resposta e fazer as contas.
deixa, independente de sua condição financeira.

10. Ao receber um "não", seu filho faz birra e se joga no chão no meio do supermercado. Você:
grita com ele e o levanta, puxando-o pelo braço, com força.
imediatamente censura o comportamento, olha firme para a criança e diz que ela não vai ter aquilo que deseja naquele momento.
dá risada, achando a situação engraçadinha.

11. Em uma briga, o irmão mais velho bate no mais novo. Você:
bate na criança e a deixa de castigo.
diz para o mais velho que aquele comportamento não poderá se repetir.
deixa os dois se baterem. Afinal, é preciso que eles saibam se defender.

12. Seu filho pequeno perdeu um brinquedo na escola. Você:
diz que ele não vai ganhar mais nenhum brinquedo enquanto não for responsável.
antes de tomar qualquer atitude, pergunta para a criança o que aconteceu.
diz que ele não deve se preocupar, já que ele ganhará mais brinquedos.

13. Para você, trabalhos domésticos são:
uma obrigação dos filhos.
uma tarefa de todos da casa: é preciso dividir e fazer com que colaborem.
tem de ser feito pela mãe e não pelas crianças.

14. Na hora da lição de casa de seu filho, você:
dá bronca se ele pede ajuda: é preciso fazer tudo sozinho.
procura saber se a criança tem dúvidas, sugere fontes de pesquisa e supervisiona o trabalho, mas não realiza a tarefa no lugar dela.
assume a tarefa em lugar da criança, se o trabalho for muito difícil.

15. No casamento, seu marido:
aceita a forma como você educa as crianças.
participa da vida das crianças e ajuda nas decisões.
determina tudo em relação aos rumos da educação.

Permissiva: não é fácil para você negar qualquer pedido feito pelo (a) seu (a) filho (a). Normalmente, você se desdobra para que ele (a) consiga - sem muita dificuldade - tudo o que deseja. No cotidiano, você tenta não fazer perguntas demais ou colocar limites e regras para não complicar o relacionamento.
Dicas:
• É importante confiar na sua capacidade de educar seus filhos.
• Todas as pessoas precisam de regras e limites. Estabelecer isso torna o espaço seguro.
• Participar da vida do (a) seu (a) filho (a) fará com que ele (a) se sinta mais amado (a).

Flexível: como a maioria das mães, você se preocupa com o bem-estar e a saúde do (a) seu (a) filho (a) acima de tudo. Você é o tipo de mãe que valoriza os limites impostos, mas também não acha o fim do mundo abrir uma exceção de vez em quando. A conversa é o seu ponto forte, fundamental para o desenvolvimento das capacidades do (a) seu (a) filho (a) e crucial para relações saudáveis e produtivas.
Dicas:
• Continue a fazer parte do cotidiano do (a) seu (a) filho (a), ponderando prós e contras dos novos desafios, para estreitar cada vez mais esse vínculo afetivo.

Linha-dura: você é bastante exigente em relação à educação de seu (a) filho (a) e não admite que ele (a) saia da linha. Questionar sua autoridade enquanto mãe de família seria um crime e discutir a alteração de algumas regras, o fim do mundo. Obedecer é importante, mas não é tudo que importa para a evolução de uma criança.
Dicas:
• Que tal deixar seu (a) filho (a) mostrar mais o que ele pensa e como se sente? Escutar a criança pode ser a chave para uma relação mais sadia.
• Controle as expectativas e idealizações acerca do que você deseja que seu (a) filho (a) 'tem de ser ou fazer'. A crítica exagerada e a frustração dos pais podem refletir no desenvolvimento da criança.
• Dialogar é sempre melhor do que começar aos berros. Procure entender as razões, antes de impor castigos e regras duras.

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