Nosso taxista não apareceu ontem – talvez com medo de ter que rodar novamente pelas favelas de Porto Príncipe, ainda mais numa Mercedes quarentona, sem maçanetas. Pagávamos 100 dólares por dia para ele.
Pedimos a um haitiano amigo que conseguisse outro táxi. O sujeito demorou, mas apareceu: camiseta da NBA, óculos escuros, tênis de marca. Dirigia uma carroça pior que a do outro.
Perguntei quanto ele cobraria por duas horas de trabalho:
- Três mil dólares – ele devolveu, na lata.
- Cem – eu disse.
- Fechado – ele respondeu, sorrindo.






