Encontro-me agora no conforto de minha casa em Brasília, de onde me despeço deste espaço e, sobretudo, de vocês, leitores que embarcaram comigo e com o Gilberto nessa fugaz imersão na tragédia haitiana. Foi uma experiência difícil, inesquecível – em mais sentidos do que eu poderia imaginar.
Peço desculpas por não ter conseguido responder aos comentários deixados no blog. Em Porto Príncipe, faltava tempo e condições técnicas para isso. Meu silêncio, contudo, não significa que tenha deixado de ler todas as mensagens.
De cada uma delas, mesmo das mais ásperas, extraí lições. Algumas me mostraram o que vocês realmente esperam de nós, jornalistas. Outras, mais duras, revelaram-me as (muitas) falhas de minhas apurações em campo.
Desde o princípio dessa jornada, meu objetivo, especialmente neste blog e no Twitter, resumiu-se a isto: relatar, do modo mais franco e humano possível, o que eu estava vendo nas ruas de Porto Príncipe. Tentei não comunicar respostas simplistas. Preferi compartilhar fatos e incertezas. O resultado, naturalmente, cabe a vocês avaliar. Para mim, valeu a pena.
Deixo aqui um muito obrigado a todos. Seguem juntos meus superlativos agradecimentos à equipe de VEJA On Line, que soube coordenar essa experiência digital com agilidade e esmero. Registro ainda meus parabéns ao trabalho impecável do Gilberto, meu companheiro nessa improvável aventura.
Ao povo haitiano, que muito me ensinou sobre as infinitas possibilidades da experiência humana, envio daqui um abraço, talvez tão afetuoso quanto irrelevante.









