Blogs e Colunistas

Ron Ely

29/09/2012

às 12:35 \ Atores, Por Onde Andam?

Evento em Los Angeles reúne atores de séries clássicas

Ron Ely como Tarzan (Foto: arquivo)

Entre os dias 21 e 22 de setembro, o Paley Center, nome pelo qual o Museu da Televisão é conhecido, realizou alguns painéis que contaram com a presença de atores de antigas séries de TV. Com o título de The Retro TV Action-Adventure-Thon, o evento foi organizado pelo Warner Archive Collection para promover o lançamento de suas séries em DVD.

As produções que contaram com a presença dos atores que as estrelaram foram Tarzan, Capitão Marvel, Cheyenne e O Homem do Fundo do Mar.

Ron Ely é o único sobrevivente do elenco de Tarzan, que também contava com a presença de Manuel Padilla Jr., falecido em 2008. Atualmente com 74 anos, Ron está aposentado de sua carreira de ator, trabalhando apenas como escritor de romances policiais.

A primeira temporada, divivida em dois volumes, foi lançada nos EUA pelo sistema MOD, Manufacture-On-Demand, em março deste ano. A segunda temporada está prevista para 2013.

Ron Ely hoje (Foto: Tibrina Hobson/Film Magic)

Já a série Capitão Marvel, que nos EUA traz o título de Shazam!, será lançada por lá no dia 23 de outubro. O box com a série completa tem três discos, mas nenhum extra. Quem compareceu ao evento teve a oportunidade de rever Michael Gray, ator que deu vida ao personagem Billy Batson.

Para quem não se lembra ou não conhece, a série foi produzida entre 1974 e 1976. Apesar de ser estrelada por um super-herói, ela não apresentava aventuras de mocinhos derrotando vilões. A série era voltada para o público infantil, com o objetivo de passar lições de moral e cívica.

Na história, o jovem Billy (Gray) viaja pelo EUA em um trailer, tendo como companhia seu amigo chamado Mentor (Les Tremayne, falecido em 2003). Ajudando pessoas em dificuldades, Billy recebia conselhos de Salomão, Hércules, Atlas, Zeus, Mercúrio e Aquiles, que apareciam para ele na forma de personagens animados. Quando a situação da pessoa que ele tentava ajudar se complicava, Billy se transformava no Capitão Marvel gritando o nome Shazam. Neste momento, o ator Michael Gray era substituído por Jackson Bostwick, na primeira temporada, e depois por John Davey. Por curiosidade, as vozes dos antigos sábios eram feitas pelos próprios produtores da série.

Michael Gray como Billy Batson na série 'Capitão Marvel'

Durante o painel, Michael disse que, apesar de ser uma produção infantil exibida aos sábados pela manhã, os produtores resolveram transformá-lo em um ídolo juvenil. Assim, ele precisou fazer o circuito de participações especiais em talk shows e eventos públicos, além de entrevistas para revistas voltadas para o público adolescente.

Quando a série estreou, ela teve uma boa cobertura nacional. No entanto, quando foi cancelada, o assédio em torno de Michael também acabou. O que sobrou foi a sina que persegue aqueles que estrelaram séries muito populares: Michael ficou marcado pelo papel.

Tendo dificuldades de conseguir trabalhos até em novelas, Michael afastou-se da carreira. Depois de passar algum tempo como professor de teatro para crianças, Michael se casou e durante alguns anos foi proprietário de uma floricultura. Atualmente, ele trabalha em uma loja de roupas masculinas.

Para o ator Clint Walker, a série Cheyenne representou sua transição de dublê e figurante para ator. Sob contrato da Warner Studios na década de 1950, ele foi escalado para estrelar a série, que teve um total de oito temporadas e 108 episódios. Cheyenne era exibida em semanas intercaladas com duas outras produções que faziam parte do programa Warner Brothers Presents: as versões televisivas de Casablanca e de Em Cada Coração um Pecado/King’s Row. Apenas Cheyenne sobreviveu, tornando-se independente do programa.

Michael Gray hoje (Foto: Tibrina Hobson/Film Magic)

A série de faroeste retratava as aventuras de Cheynne Bodie, criado por índios depois que sua família foi massacrada por eles. Adulto, ele se tornou batedor do exército durante a guerra civil. Após o conflito, partiu para o Oeste onde arranjou diversos empregos ao longo da série. A cada episódio, ele encontrava pessoas que, de alguma forma, precisavam dele para ajudá-los em momentos de dificuldades. A série transformou Walker em um astro mas seu salário continuava o mesmo.

Além de atuar em Cheyenne, também era exigido dele que realizasse suas próprias cenas de ação, fizesse aparições públicas em eventos e gravasse álbuns como cantor para a gravadora da Warner (esta era uma cláusula comum nos contratos de atores que trabalhavam para a TV, especialmente aqueles que posavam como galãs, motivo pelo qual existiram tantos discos lançados com eles, mesmo quando não sabiam cantar). Assim, em 1958, Walker entrou em disputa contratual com o estúdio exigindo aumento de salário e cortes em algumas cláusulas que ele considerou abusivas.

Clint Walker em 'Cheyenne' (Foto: Arquivo)

Durante a temporada em que Walker ficou afastado da série, ela foi substituída por Bronco, estrelada por Ty Hardin interpretando Bronco Layne, um ex-oficial confederado que viaja pelo oeste americano. Depois que Walker voltou para Cheyenne, a série passou a ter sua exibição intercalada com Bronco, que continuou a ser produzida.

Quando a série foi cancelada em 1962, Walker entrou para o circuito de participações especiais, chegando a tentar estrelar uma nova série em 1974. Kodiak, na qual interpretou um patrulheiro no Alasca, teve apenas uma temporada produzida. Tendo se aposentado no início da década de 2000, Walker faz participações em convenções.

Para o painel de O Homem do Fundo do Mar, o evento reuniu o ator Patrick Duffy, visto recentemente na nova versão de Dallas, e Belinda Montgomery, que interpretaram Mark Harris e a Dra. Elizabeth Merill. Pelo que sei, os dois não são vistos juntos em público desde o cancelamento da série em 1977. Informações sobre O Homem do Fundo do Mar aqui.

Clint Walker hoje (Foto: James Lemke Jr./WireImage)

Para conseguir o papel que lhe abriria as portas para outros trabalhos na TV, Patrick precisou passar por vários testes e por exercícios físicos. Na época, ele trabalhava como carpinteiro, mantendo um estilo de vida muito simples, com pouco dinheiro para gastar. Sem ter sequer um calção de banho para fazer os testes, o ator conseguiu com o tempo provar ser a pessoa certa para o papel, o qual, pela vontade do estúdio e do canal, deveria ser interpretado por alguém famoso.

No ano seguinte, Patrick se tornaria esse alguém famoso quando foi escolhido para interpretar Bobby Ewing em Dallas. Com o sucesso desta produção, as reprises de O Homem do Fundo do Mar chamaram a atenção da mídia e do público.

Belinda Montgomery não teve a mesma sorte. Após o fim da série, ela entrou no circuito de participações especiais.

Cerca de seis anos depois, ela conseguiria um certo reconhecimento quando entrou para o elenco de Miami Vice, na qual interpretou Caroline, ex-esposa de Sonny Crockett (Don Johnson), em participações recorrentes. Ela voltaria a ser reconhecida pelo grande público quando estreou a sitcom Tal Pai, Tal Filho/Doogie Houser, na qual fazia a mãe de um gênio que, na adolescência, se forma médico e vai trabalhar no hospital ao lado de seu pai. O gênio era interpretado por Neil Patrick Harris, na época com 16 anos.

Atualmente com 62 anos, Belinda ainda faz trabalhos esporádicos como atriz, dedicando mais tempo a sua carreira de artista plástica, especializada em pintura a óleo e acrílico, bem como esculturas.

Cliquem nas fotos para ampliar. 

19/06/2011

às 11:36 \ Biografias, Por Onde Andam?

Por Onde Anda Ron Ely, o Tarzan da TV?

Ron Ely em 1968

Ele foi o 15º ator (alguns o consideram o 16º) a interpretar o personagem Tarzan, criado por Edgar Rice Burroughs. Foi na série “Tarzan”, produzida entre 1966 e 1968, com um total de 57 episódios, pela rede NBC.

Dizem que o ator não foi a primeira escolha para o papel. Tendo feito dois filmes para o cinema, Mike Henry seria o astro de “Tarzan” na TV, mas diferenças criativas entre ele e o produtor Sy Weintraub o teriam afastado do projeto. Com pouca experiência profissional, Ron Ely foi chamado para estrelar a série, que teve seus primeiros cinco episódios filmados no Brasil. Mas as dificuldades climáticas acabaram levando a produção para o México.

Sem ter treino como dublê, Ron insistiu em fazer suas próprias cenas de ação, o que o levou a sofrer dezenas de ferimentos ao longo da produção. Segundo o livro “Kings of the Jungle“, de David Fury, alguns desses momentos foram filmados e utilizados na série, a exemplo de uma cena em que ele quebra o ombro quando cai de um barranco.

No elenco fixo também estava Manuel Padilla Jr., que já tinha feito participações nos dois filmes estrelados por Mike Henry. Na série, ele interpretou o órfão Jai, adotado por Tarzan. O ator faleceu em 2008.

Ron como Tarzan, 1966

A série com Ely foi a primeira estrelada pelo personagem na TV. Depois vieram: a série animada da Filmation, entre 1976 e 1980; “Tarzan”, de 1991 a 1996, com Wolf Larson; “As Aventuras Épicas de Tarzan”, de 1996 a 1997, com Joe Lara; “A Lenda de Tarzan”, série animada da Disney produzida entre 2001 e 2003; e “Tarzan”, com Traviz Fimmel, em 2003, que leva o personagem para Nova Iorque. Esta última foi cancelada com apenas oito episódios.

O nome verdadeiro de Ron é Ronald Pierce Ely. Ele nasceu no dia 21 de junho de 1938, em Hereford, Texas. Com o nome de Ronald Ely, ele fez sua estreia no cinema como figurante no musical “South Pacific”. Chegou na TV em 1959 com uma participação especial em um episódio de “Papai Sabe Tudo”. Depois vieram episódios de “Steve Canyon”, “Como Agarrar um Milionário” (série com base no filme, que teve Barbara Eden no lugar de Marilyn Monroe), “Wyatt Earp” e “Impacto”.

Entre 1960 e 1961 ele estrelou “Os Aquanautas”, substituindo Keith Larsen. Na série, ele e Jeremy Slate interpretam uma dupla de mergulhadores que resgatam objetos e pessoas do fundo do mar. Apesar de ter apenas uma temporada, a série teve dois títulos. Quando os personagens se mudam para Malibu, a produção passou a ser chamada de “Malibu Run”.

Ron Ely em 2010

Depois de “Tarzan”, Ely entrou para o circuito de participações especiais. Esteve em “The Courtship of Eddie’s Father”, “Têmpera de Aço”, “Marcus Welby”, “A Mulher Maravilha”, “Hotel”, “Caixa Alta”, “O Barco do Amor’, “A Ilha da Fantasia”, “Blake’s Magic”, “Superboy”, “The Hat Squad”, “Nos Bastidores da Lei” e “Sheena”, seu último trabalho.

Ely também fez participação em um episódio da primira série de “Tarzan”, produzida na década de 1990, na qual interpreta um caçador que está atrás do homem macaco.

Entre 1987 e 1988, estrelou a nova versão de “Aventura Submarina’”, que teve apenas 22 episódios. Ely interpretou Mike Nelson, personagem que tinha sido de Lloyd Bridges na década de 1950.

O ator também foi o mestre de cerimônias dos concursos de Miss America, entre 1979 e 1981. Ao longo dos anos de 1970, Ely fez alguns filmes na Alemanha, mas a produção que mais marcou sua carreira, além de “Tarzan”, foi o filme “Doc Savage”, de 1975.

Desde 2001 Ely está aposentado da carreira de ator. Prestes a fazer 73 anos, ele se dedica a escrever livros de mistérios. Como autor, iniciou sua carreira na década de 1990, publicando vários livros de mistérios, estrelados pelo personagem Jake Sands, detetive particular. O título mais recente foi publicado em 2010.

O ator foi casado duas vezes. A primeira com Cathy Ely, entre 1959 e 1961. A segunda com Valerie Lundeen, com quem ainda está casado. Os dois tiveram três filhos, entre eles, Cameron Ely, jogador de futebol americano.

Por curiosidade, o ator Fess Parker, falecido em 2010, que foi “Davy Crockett” e estrelou “Daniel Boone“, era o padrinho dos três filhos de Ely. Os dois se conheceram em um avião, na década de 1970. Sendo ambos do Texas e fãs de esportes, se tornaram grandes amigos. No funeral de Parker, Ely foi uma das pessoas que o homenageou.
Fernanda Furquim: @Fer_Furquim

No vídeo abaixo, uma breve entrevista com Ron Ely, Jim Caviezel e Fess Parker, realizada em 2007.

Abertura de Tarzan:

02/01/2008

às 12:23 \ Atores, Por Onde Andam?

Lembra Deles?

Os fãs de séries dos anos 60 lembram de duas grandes produções da época: “Tarzan” e “Daniel Boone”, que teve sua segunda temporada lançada em DVD no Brasil com a terceira à caminho.

Ron Ely (foto à esquerda), intérprete do personagem Tarzan, ainda fez alguns filmes e participações depois da série, além de estrelar o remake “Aventura Submarina”, na década de 80. Também escreveu livros de mistérios e apresentou o Concurso de Miss America entre 1979 e 1981. O ator conheceu Fess Parker, intérprete do pioneiro americano Daniel Boone, há quase quarenta anos atrás, durante uma viagem de avião, e se tornaram amigos a ponto de Fess tornar-se padrinho das duas filhas de Ron. Fess afastou-se da carreira pouco depois da série “Daniel Boone” terminar sua produção e atualmente é dono de um vinhedo e um hotel na Califórnia.

Os dois unem-se ao ator Jim Caviezel, famoso por interpretar Jesus no filme de Mel Gibson, “A Paixão de Cristo” e que em início de carreira fez participação em um episódio da série “Anos Incríveis”. O grupo participa de uma entrevista para um programa produzido pela College Sports nos EUA no ano passado, 2007. A conversa gira em torno das habilidades esportivas dos três atores.

Ron Ely está com 69 anos e Fess Parker com 83 anos de idade.

 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados