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O Agente da UNCLE

Versão cinematográfica de ‘O Agente da U.N.C.L.E.’ continua formando seu elenco

(E-D) Robert Vaughn e David McCallum em 'O Agente da UNCLE', na década de 1960 (Foto: NBC/MGM)

Este é um filme cuja produção poderia gerar um filme próprio (ou uma novela). Foram tantas idas e vindas que parecia que ele nunca sairia do papel. Anunciada em 2010, a versão cinematográfica de O Agente da UNCLE passou por trocas de atores, roteiristas e diretores.

Esta é uma série da década de 1960 que surgiu na esteira do sucesso do agente 007. Criada por Norman Felton, produtor executivo da MGM, e Ian Flemming, autor de James Bond, a série surgiu com o título original de Solo. Inicialmente, a história retrataria apenas um agente, Napoleão. Mas, quando Flemming se afastou do projeto, sendo substituído por Sam Rolfe, o projeto foi reformulado. Assim surgiu a dupla Solo e Illya, um agente russo. Mais informações sobre a série aqui.

A versão cinematográfica começou como um filme com roteiro de Scott Z. Burns e direção de Steven Soderbergh. Nesta fase, o filme seria estrelado por George Clooney, que daria vida a Napoleão. Depois que o ator se afastou do projeto, diversos nomes foram cogitados para substituí-lo. Entre eles, Joseph Gordon-Levitt, Ryan Gosling, Channing Tatum, Alexander Skarsgård, Ewan McGregor, Robert Pattinson, Matt Damon, Christian Bale, Michael Fassbender, Bradley Cooper, Leonardo DiCaprio, Joel Kinnaman, Russell Crowe, Chris Pine, Ryan Reynolds e Jon Hamm.

Um corte no orçamento levou Soderbergh a deixar o projeto, sendo substituído por Guy Ritchie. O roteirista também foi trocado por Lionel Wingram, que trabalhou com Ritchie nos filmes de Sherlock Holmes (estrelados por Robert Downey Jr.)

O projeto chegou a ser engavetado sendo resgatado este ano, quando a Warner Brothers tentou contratar Tom Cruise. Entre maio e junho deste ano, o estúdio definiu os protagonistas do filme. Henry Cavill (The Tudors e o atual Superman) e Armie Hammer (do filme O Cavaleiro Solitário) assinaram contrato para interpretar Napoleão e Illya, respectivamente.

Com filmagens previstas para iniciar em setembro, o filme continua formando seu elenco, que também conta com as presenças de Alicia Vikander, Elizabeth Debicki e Hugh Grant. Este teve seu nome anunciado hoje. Segundo o Hollywood Reporter, que divulgou a informação, Grant interpretará o chefe da inteligência britânica naval.

Cliquem na foto acima para ampliar. Abaixo, da esquerda para a direita, temos Cavill, Hammer e Grant (Fotos: Getty).

Warner Brothers quer Tom Cruise como ‘O Agente da U.N.C.L.E.’

Depois de estrelar a bem sucedida franquia cinematográfica de Missão: Impossível, Tom Cruise pode se tornar O Agente da U.N.C.L.E. Segundo o Deadline, o ator teria iniciado as negociações com a Warner Brothers para se tornar um os atores principais do filme que será dirigido por Guy Ritchie (Sherlock Holmes).

Na série produzida entre 1964 e 1968, o público acompanhou as aventuras de Napoleon Solo (Robert Vaughan) e Ilya Kuryakin (David McCallum), dois agentes que trabalham para a United Network Command for Law Enforcement – U.N.C.L.E., órgão do governo que luta contra os agentes da TRUSH.

Criada por Norman Felton, produtor executivo da MGM, e Ian Flemming, autor de James Bond, a série surgiu com o título original de Solo. Inicialmente, a história retrataria apenas um agente, Napoleão. Mas, quando Flemming se afastou do projeto, sendo substituído por Sam Rolfe, o projeto foi reformulado. Assim surgiu a dupla Solo e Illya, um agente russo. Mais informações sobre a série aqui. Ainda não há informações sobre se o filme para o cinema irá retratar as aventuras dos dois agentes ou apenas de um.

(E-D) Robert Vaughn e David McCallum em 'O Agente da UNCLE' na década de 1960

O filme foi anunciado em 2010 mas, desde então, a produção vem sofrendo atrasos. Um dos motivos é a dificuldade que a Warner Brothers vem tendo para definir o elenco principal.

Antes de Cruise, uma dezena de atores de Hollywood foram cogitados para os papéis de Solo ou Kuryakin, entre eles, George Clooney, Ryan Gosling, Alexander Skarsgård, Ewan McGregor, Robert Pattinson, Matt Damon, Christian Bale, Bradley Cooper, Leonardo DiCaprio, Chris Pine, Ryan Reynolds e Jon Hamm.

Destes, apenas Clooney chegou a se comprometer com o projeto, mas afastou-se porque na época não estava em condições de encarnar um personagem que exigia dele esforços físicos. Com a saída de Clooney, o filme também perdeu o diretor Steven Soderbergh, que foi substituído por Richie.

Segundo o Hollywood Reporter, se a Warner não conseguir segurar Cruise, Richie poderá se afastar do projeto.

Cliquem na segunda foto para ampliar.

03/11/2010

às 15:33 \ Produtores, Televisão

MGM Pede Concordata

O processo já vinha se arrastando há anos. Nos últimos 15 meses, a imprensa americana acompanhou os acertos finais entre o estúdio e seus credores para o anúncio oficial que foi feito hoje: a MGM pediu concordata, apelando para o capítulo 11 da lei de falência americana. A decisão foi tomada para que o estúdio pudesse evitar a falência (liquidação dos bens). Em 30 dias a Corte de Manhattan dará seu parecer sobre o caso. Enquanto isso, o estúdio, e cerca de 160 afiliados, estão em situação financeira, e aval de seus credores, de se manter em atividade, pagando funcionários e terceirizadas.

O plano estabelecido entre estúdio e credores estipula a reorganização de sua diretoria e de suas atividades com o objetivo de estabilizar a empresa com uma nova liderança. A aprovação do pedido de concordata permitirá o levantamento de cerca de 500 milhões de dólares em financiamento para manter a produção de filmes e séries de TV. Ao longo do tempo, seus credores poderão trocar a dívida, que ultrapassa a soma de 4 bilhões de dólares, pelo capital do estúdio.

Os problemas financeiros da MGM vêm se acumulando há anos. Em 2004, o estúdio foi oferecido por cerca de 5 bilhões de dólares, valor considerado acima do preço real. Este ano, o conglomerado indiano Sahara India Pariwar chegou a oferecer cerca de 2 bilhões de dólares e a Time Warner 1.5 bilhão, mas visto que nenhuma das duas ofertas cobririam a dívida, foram recusadas.

Ainda é cedo para determinar os efeitos que a situação da MGM terá sobre a produção de futuras séries. Atualmente, o estúdio tem apenas “Stargate Universe”, que não vem conquistando uma boa audiência. Seu custo poderá não compensar, o que leva a série a correr o risco de ser cancelada.

Histórico

Fundado em 1924, a Metro-Goldwyn-Mayer se transformou em um dos maiores estúdios de cinema de Hollywood durante as décadas de 1930 a 1950. A MGM foi um dos estúdios que melhor soube aproveitar a chegada do cinema falado, produzindo filmes apoiados em nomes que conquistavam facilmente o público, além de grandes musicais.

Mas no final da década de 50, a situação financeira do estúdio começou a se tornar crítica. As super produções começaram a se tornar dispendiosas em uma época que filmes intimistas passaram a atrair o público. Foi nesse período que o estúdio fechou o departamento de animação, acreditando que poderia se manter com o reaproveitamento do material já produzido. Com isso, perderam a dupla Hanna-Barbera, que migrou para a televisão. Em 1957, a morte de Louis B. Mayer, marcou o início do declínio do estúdio.

A MGM na TV

Ao longo desse período, o estúdio manteve uma postura contrária à chegada da televisão. Dizem que Louis B. Mayer chegou a proibir seus funcionários de comprar o aparelho ou sequer de comentar sobre programas produzidos para a televisão. Mas em 1955 o estúdio precisou de dinheiro, rendendo-se ao veículo. Nesse ano, fundou a MGM Television, com a qual produziu o programa “MGM Parade”, que exaltava as celebridades contratadas pelo estúdio e suas produções. Este foi o único produto oferecido para o veículo. Somente em 1957, com a morte de Mayer, o estúdio voltaria a investir na TV, produzindo a série “The Thin Man” (1957-1959), adaptação do filme, que teve origem em um livro.

Ao longo dos anos, outras adaptações foram feitas, como “Northwest Passage”, “National Velvet”, “The Asphalt Jungle” e “Cem Homens Marcados/Cain’s Hundred”. Mas foi com “Dr. Kildare”, em 1961, que o estúdio começou a gerar lucro com a TV.

O sucesso da série estrelada por Richard Chamberlain somente seria suplantado com a estreia de  “O Agente da UNCLE”, em 1964. Estrelada por Robert Vaughn e David McCallum, atualmente em “NCIS”, a série transformou-se em mania nacional, gerando centenas de produtos agregados e uma spinoff, “A Garota da UNCLE”, com Stefanie Powers, que não teve a mesma sorte.

Outra série de sucesso do período foi “Centro Médico/Medical Center”, produzida entre 1966 e 1976, que rompeu padrões, explorando temáticas tabus como a guerra do Vietnã e a homossexualidade. O estúdio somente emplacaria uma nova série com a produção de “CHiPs”, entre 1977 e 1983.

Em 1982 a MGM Television uniu-se à United Artists (que já tinha adquirido o acervo da antiga Ziv Television), formando a MGM/UA Television, voltando a ser MGM Television em 1993. O período dos anos de 1980 e 1990 trouxe produções seriadas que conseguiram oferecer uma certa estabilidade para o estúdio, que produziu os remakes de “Além da Imaginação/Twilight Zone” e “Quinta Dimensão/The Outer Limits”, as versões para a TV de “Fama”, “In the Heat of the Night” e ‘Poltergeist”.

Mas é a franquia de “Stargate”, iniciada em 1997 que, de fato, vem sustentando o departamento de televisão do estúdio nos últimos anos. Nesse mesmo ano, a MGM Television comprou parte do acervo da Filmways, incluindo as séries “A Família Addams” e “Mister Ed”, lançando o canal MGM.

Em 1986 o estúdio sofreu seu primeiro ‘baque’, quando parte de seu acervo foi vendido a Ted Turner, proprietário da Turner Entertainment. Em 2006, Tom Cruise e Paula Wagner assumiram o comando da United Artists. Em 2007, o estúdio entregou à 20th Century Fox os direitos de distribuição internacional de seus títulos.

Apesar das dificuldades financeiras, foi anunciada recentemente a pré-produção do filme “The Hobbit”, que terá o ator Martin Freeman, da série “Sherlock”, no papel de Bilbo Baggins.

O Agente da UNCLE Vai Para o Cinema

Lembra do “Agente da U.N.C.L.E.“? A produção dos anos 60 surgiu pela influência de James Bond no cinema e seu sucesso na TV promoveu a estreia de muitas outras séries de espionagens na mesma época. Pois essa é mais uma série que vai ganhar uma versão cinematográfica…será que com isso poderemos ter a esperança de ver os DVDs lançados no Brasil da mesma forma que tivemos “Missão: Impossível”? Torçam!!!

A série produzida pela MGM ganha uma versão cinematográfica pela Warner Brothers, que contratou Max Borenstein para escrever o roteiro. A direção deverá ser de David Dobkin com produção de John Davis e Jeff Kleeman. Esta é a segunda vez que os fãs terão a oportunidade de ver os agentes Napoleão Solo e Illya Kuriakin na tela grande. Na década de 60, alguns dos episódios da série foram compilados e exibidos como filmes no cinema.

Ainda não há informações sobre elenco ou possível participação dos atores originais, Robert Vaughn (do elenco de “O Golpe/Hustle”) e David McCallum (que está no elenco de “NCIS“). Os dois voltaram aos seus respectivos papeis em um telefilme reunion da década de 80. Também não há informações ainda se o filme pretende aproveitar a personagem April Dancer (Stefanie Powers), que estrelou a spinoff da série, “A Garota da U.N.C.L.E.”. Leo G. Carroll, o chefe da dupla, faleceu em 1972.

Criada por Norman Felton e Sam Rolfe, com a colaboração de Ian Flemming, autor de James Bond, a série foi produzida entre 1964 e 1968 com um total de 105 episódios.

10/01/2010

às 15:55 \ Televisão

Eles Dominavam a Telinha

Hoje em dia o SBT e a Record estão fazendo sucesso entre o público jovem que, juntamente com a própria imprensa, reage ao fato como se esta fosse a primeira vez que os canais abertos se rendem às séries estrangeiras. Ledo engano. As séries de TV fazem parte do horário nobre da TV brasileira desde que ela chegou ao país nos anos 50.

Nos anos 60, 70 e 80 por exemplo, as séries estrangeiras eram um recurso da TV brasileira para preencher seus horários em função de programas censurados que saíam do ar, ou nem entravam. Neste período, a Globo exibia várias produções policiais como As Panteras/Charlie’s Angles, Kojak, Aquivo Confidencial/The Rockford Files entre outros, que iam ao ar pela vênus platinada logo após a novela das 20h. Tinha também uma sessão que só exibia minisséries.

As séries estrangeiras entravam pela Globo pela manhã, com programação mais infantil; à tarde, com sitcoms na Sessão Comédia, ou de ação e super-heróis na Sessão Aventura, e à noite com séries e minisséries mais adultas. Nos finais de semana, antes dos mal fadados horários de programas de auditório como Faustão tomarem conta do dia inteiro, a programação era preenchida com séries estrangeiras, como Os Waltons/The Waltons , Planeta dos Macacos/Planet of the Apes e O Homem do Fundo do Mar/Man From Atlantis, por exemplo.

Mas não era só a Globo não. Tupi, Excelsior, Record, Manchete, Bandeirantes, SBT, e canais regionais sempre exibiram séries estrangeiras. Na Record era famosa a Sessão Bang Bang, que em horário nobre exibia séries como James West, Big Valley e os três Ls: Lancer, Laramie e Laredo, entre outras.

A partir dos anos 80, após se fazer presente em quase todos os horários da programação brasileira por três décadas, as séries passaram a ser utilizadas pelos canais abertos como recurso para elevar a audiência. Assim, com o fim da ditadura e da censura aos programas brasileiros, estabeleceu-se o seguinte modus operandi: sempre que um canal registra seguidamente baixa audiência, ele coloca no ar séries estrangeiras, as quais são, sabidamente por eles, sucesso de público. Tão logo a audiência se estabiliza, após algum tempo, que pode durar alguns anos, o canal substitui a programação das séries estrangeiras por produtos nacionais. Em geral novelas, programas humorísticos e de auditórios (se bem que atualmente também podem apelar para os reality shows).

Foi assim, afinal, que nós nos tornamos fãs deste formato, muito antes da chegada da TV a cabo ao Brasil, que, nos anos 90, começou a “sugar” toda a produção de séries estrangeiras. Agora elas retornam à TV aberta, em horário nobre, para competir com a TV a cabo, sob a régia de “fato inédito”, …ah tá!

Para relembrar algumas destas produções que povoavam nossa telinha, seguem aqui algumas propagandas divulgadas em jornais e revistas, como a famosa e extinta Intervalo, que era uma espécie de TV Guide brasileira. Clique para ampliar as reproduções.






22/09/2009

às 14:45 \ Séries Anos 1960-1969

UNCLE, Agente da UNCLE

Há 45 anos, O Agente da UNCLE/The Man From UNLCE nascia de uma parceria entre Norman Felton, produtor executivo da MGM e Ian “James Bond” Flemming. Flemming, no entanto, não permaneceu no projeto devido a questões contratuais com os produtores dos filmes de James Bond.

Antes de sua estréia, a série foi reestruturada pelo produtor e roteirista Sam Rolfe, que criou a agência de espionagem multinacional batizada de UNCLE (United Network Command for Law and Enforcement), cuja sede secreta ficava escondida por trás da lavanderia Del Floria’s, em Nova Iorque.

Na concepção de Flemming, a série se chamaria Solo e o responsável pela ação seria apenas o agente Napoleão Solo (Robert Vaughn). Novamente, problemas com a produção dos filmes de James Bond barraram o título.

Rolfe, ao contrário, teve a inovadora idéia de incluir agentes de outras nacionalidades, o que era incomum em uma época de guerra fria. Solo então ganhou o parceiro russo Illya Kuryakin (David McCallum). Para surpresa da NBC, o personagem russo ficou tão popular, especialmente entre as mulheres, que McCallum assumiu o mesmo status de estrela de Vaughn.

Napoleão Solo

Illya Kuryakin

No comando da UNCLE estava Alexander Waverly (Leo G. Carroll), que no esboço de Flemming, tinha uma secretária chamada April Dancer. O personagem, foi aproveitado mais tarde na série derivada A Garota da UNCLE/The Girl From UNCLE. Outra idéia de Rolfe foi inspirada no filme Intriga Internacional/North by Northwest, de Alfred Hichcock, no qual um inocente indivíduo é envolvido por uma rede de intrigas, característica que ficou presente ao longo da série.

Sr. Waverly

No lado oposto ao dos defensores da paz mundial, havia a perversa e notória organização criminosa conhecida como Thrush, sempre disposta a dominar o mundo civilizado. Nessa embate que durou 4 temporadas, agentes de ambas as organizações eram vistos passando por passagens secretas, em locais inusitados, acionadas por botões escondidos, alavancas disfarçadas e paredes falsas. Tudo isso, ao ritmo de socos, tiroteios e diálogos graciosamente inteligentes.

Agentes inimigos invadindo o quartel-general da UNCLE

Embora a primeira temporada seja em preto e branco, o piloto é colorido, pois Felton esperava que a NBC aprovasse a produção da série em cores. A rede, contudo, preferiu economizar, optando pelo preto e branco. As filmagens tiveram que ser interrompidas devido ao assassinado do presidente Kennedy, em novembro de 1963.

Quando a série estreou, não foi um sucesso imediato. Por isso, a MGM decidiu colocar sua máquina publicitária em ação divulgando o novo produto de todas as formas possíveis. Os atores frequentemente viajavam pelo país participando de eventos e entrevistas. Quando a segunda temporada começou, a série já era um sucesso, agora a cores. Infelizmente, Sam Rolfe abandonou a produção nessa época e a partir de então, o estilo começou a mudar, favorecendo textos mais divertidos por causa da série concorrente Batman, que estreou em janeiro de 1966.

Aos poucos, o público começou a perder o interesse. Ao chegar na quarta temporada, O Agente da UNCLE não resistiu a concorrência com Gunsmoke, sendo cancelada mesmo antes do final da temporada. Além disso, os atores tinham outras preocupações. Vaughn estava trabalhando em sua dissertação para a University of Southern California e queria envolver-se em política. Enquanto McCallum estava se divorciando.

Até seu final em janeiro de 1968, foram muitas as participações especiais interessantes. Acompanhem nas fotos abaixo algumas delas. Clique para ampliar.

Texto: Marta Machado (a convite de Fernanda Furquim)

08/03/2009

às 14:30 \ Atores, Livros, Séries Anos 1960-1969

Autobiografia de um Agente da Uncle

Napoleão Solo

Robert Vaughn, conhecido principalmente por seu personagem Napoleão Solo na famosa série de espionagem O Agente da Uncle (1964-1968), está promovendo na Inglaterra sua autobiografia, intitulada A Fortunate Life (uma vida feliz/afortunada). Nela podemos ler sobre sua vida e carreira, através de suas visões sobre política e de casos envolvendo a indústria cinematográfica.

O ator de 76 anos, relata, por exemplo, que ao contrário do que os fãs de Os Sete Magníficos pensam, a produção do filme não foi nada brilhante. Entre os muitos contratempos, uma greve de roteiristas obrigou a produção a escrever os textos no próprio local de filmagem, e os atores recebiam suas cópias aos poucos.

Os que consideram sua trajetória no cinema pouco interessante, se surpreenderão ao saber que Vaughn concorda com tal opinião, pois em vez de se concentrar na carreira de ator, ele preferiu diversificar, dedicando-se à política também. Ele inclusive escreveu uma monografia sobre a era McCarthy, que mais tarde foi publicada com o título Only Victims.

Vaughn continua atuando e integra o elenco da série inglesa O Golpe (Hustle), sobre um grupo de trapaceiros que usa intrincados truques para fazer justiça onde o sistema falhou.

Capa inglesa

O Golpe



Texto: Marta Machado (a convite de Fernanda Furquim)

Propaganda em Séries

A série “30 Rock” exibiu em um de seus últimos episódios uma cena em que os protagonistas, Alec Baldwin e Tina Fey, interpretando os personagens Jack Donaghy e Liz Lemon, fazem uma propaganda do produto Verizon Wireless.

Tal qual era feito nos anos 50, quando os patrocinadores eram praticamente donos das séries e seus atores precisavam fazer comercial para eles, Baldwin e Fey protagonizaram a cena após um acordo financeiro entre a NBC e a empresa Verizon. No acordo, a empresa pagou uma quantia não revelada para que a rede NBC inserisse uma propaganda dentro da narrativa de algumas de suas séries de maior audiência. “30 Rock” foi a escolhida pela emissora.

Na cena, temos Jack dizendo “Esses telefones da Verizon são muito populares. Peguei um acidentalmente”. Ao que Liz responde, “Claro, os serviços da Verizon Wireless são imbatíveis. Se eu visse um celular como aquele da TV eu ficaria tipo “Onde fica a loja mais próxima para poder comprar um?”. Depois disso, a atriz vira-se para a tela, rompendo a quarta parede como nos anos 50, e diz: “Posso receber meu dinheiro agora?”

O acordo entre a Verizon e a rede NBC estipulava que a divulgação de seus produtos teriam que ser a mais natural possível para que fizesse parte da narrativa sem prejudicar a continuidade das histórias. No entanto, visto que o humor de “30 Rock” e da própria Tina Fey, criadora, roteirista e atriz da série, são mais irônicos, a forma como o comercial foi feito não é considerada pelas empresas como negativa.

Essa, no entanto, não é a primeira propaganda direta que a série faz dentro de suas histórias. No ano passado, o episódio “Jack-Tor” fez uma propaganda do Snapple, na qual Liz e os demais roteiristas fazem um protesto junto a Jack criticando a decisão dele de inserir comerciais na narrativa do programa que eles produzem. Ao mesmo tempo, Liz e os colegas faziam comentários sobre o Snapples, um refrigerante.

Desde o final dos anos 60 que as séries de TV não têm mais obrigado seus atores a fazerem comerciais de produtos, atestando sua qualidade ou importância para o consumidor. Isso ocorria quando as séries eram vendidas em pacotes a patrocinadores que incluíam no contrato a participação do ator da série na divulgação do produto. Mesmo assim, invariavelmente, os atores faziam esse tipo de comercial quando a série entrava em seu intervalo, ou seja, fora da narrativa da história.

Recentemente, a série “The Office”, chegou a fechar um contrato com empresas que produzem material de escritório para que eles pudesse aparecer nas histórias. Essas inserções duram até mais tempo que o comercial normal, que geralmente é de 30 segundos. Dentro da narrativa, empresas como Hewlett-Packard, Boise Paper, Cisco Systems, Ever apparel, Microsoft, Vizio televisions, Toyota, Ford e Office Depot, chegam a ter até 1 minuto de exposição.

E agora, os nossos comerciais: 30 Rock e The Office em DVD.

Abaixo, a cena de “30 Rock” como ela foi ao ar.

Abaixo, comercial da Chevrolet dos anos 60 estrelado pelo elenco das séries “Bonanza”, “A Feiticeira” e “O Agente da UNCLE”.



Por: Fernanda Furquim

05/09/2007

às 2:33 \ Séries Anos 1960-1969

Foto do dia: O Agente da U.N.C.L.E.

Bonanza Encontra A Feiticeira

Antigamente a televisão americana costumava apresentar comerciais com os atores de séries de TV ainda “vestindo” seus personagens. Era muito comum entrar o intervalo comercial com o ator/personagem falando, dentro do cenário da série.

Esse video que estou postando aqui traz um especial de mais de cinco minutos que não só apresenta os atores de Bonanza, no cenário da série, falando sobre os novos modelos de carros da Chevrolet, mas, também, traz para o universo do faroeste os personagens de A Feiticeira (Samantha, Endora e James), bem como o Agente da U.N.C.L.E., Robert Vaughn.

A Chevrolet era uma das patrocinadoras oficiais dessas séries. O ano de produção do comercial é 1965. Muito bacana o video, vale a pena dar uma olhada mesmo quem não for fã destas três séries!!!

 

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