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I Love Lucy

14/09/2011

às 13:35 \ Séries Anos 1950-1959, Teatro

I Love Lucy Vai Para o Teatro

Elenco da montagem "I Love Lucy on Stage", 2011

Depois de passar anos sendo reprisada na TV americana a série ícone da década de 1950, “I Love Lucy“, ganha uma versão musical no teatro.

Escrita por Stephen Kahn e David George, a montagem retrata os bastidores de produção de dois episódios da série, estrelada por onze atores e uma orquestra completa, que interpreta os números musicais de Ricky Ricardo no nightclub Tropicana. Durante as mudanças de cena, atores interpretam comerciais de produtos que patrocinavam a série quando exibida pela primeira vez na TV.

Na vida real, nos momentos em que os atores e equipe técnica se preparavam para filmar uma nova cena, uma pessoa costumava conversar com o público presente, entretendo-o até que a cena estivesse pronta para ser filmada.

Esta não é a primeira sitcom que é adaptada para o teatro. Produções como “The Brady Bunch” e “A Ilha dos Birutas”, por exemplo, já tiveram suas versões, com uma proposta de satirizar o conteúdo apresentado pelas sitcoms na TV. No caso de “I Love Lucy”, não se trata de uma sátira, mas de uma tentativa de homenagear a produção pioneira, retratando como eram filmados os episódios da série que determinou a técnica de produção das sitcoms tradicionais na TV.

Estrelada por Sirena Irwin, Bill Mnedieta, Lisa Joffrey e Bill Chot, que interpretam Lucy, Ricky, Ethel e Fred, respectivamente, a montagem de “I Love Lucy Live on Stage” ficará em cartaz no Greenway Court Theatre de Los Angeles entre 1 de outubro e 30 de dezembro de 2011.

04/08/2011

às 13:59 \ Atores, Eventos, Séries Anos 1950-1959

Centenário de Lucille Ball e 60 Anos de I Love Lucy

Lucy em foto de 1942

Considerada a ‘Primeira Dama da Televisão Americana’ e ‘A Rainha da Comédia’, Lucille Ball faria 100 anos no dia 6 de agosto.

Para celebrar o centenário da atriz o Hollywood Museum, em parceria com a CBS Home Entertainment e a Paramount Home Entertainment, organizou a exposição “Lucy – America’s Queen of Comedy”, que ficará aberta ao público entre os dias 3 de agosto e 30 de novembro, em Los Angeles.

O evento também servirá para celebrar os 60 anos de “I Love Lucy“, série produzida e estrelada por Lucy e seu marido, Desi Arnaz.

Entre os itens que fazem parte da exposição estão centenas de fotos que acompanham a vida e a carreira da atriz e da produção da série; prêmios que “I Love Lucy” e a atriz receberam ao longo dos anos; esboços originais e figurinos, criados por Halston, Elois Jennsen e Bob Mackie; o equipamento de edição original utilizado para a produção da série, filmada em película com três câmeras; e roteiros originais de Lucy para a série “I Love Lucy” e outros filmes em que trabalhou, que trazem anotações pessoais.

Durante a exposição também serão exibidos episódios selecionados da série que revolucionou a televisão americana. Adaptada da sitcom radiofônica “My Favorite Husband”, estrelada por Lucy e Richard Denning, a série “I Love Lucy” definiu a técnica de produção das sitcoms tradicionais e estabeleceu personagens e situações que são reproduzidos até hoje.

Desi e Lucy

A série surgiu da necessidade de Lucy e Desi de ficarem juntos. Casados há 10 anos, eles passavam muito tempo separados, cuidando de suas respectivas carreiras. Assim, quando Lucy recebeu o convite da CBS para estrelar a versão televisiva de “My Favorite Husband”, na qual ela interpretava a esposa de um banqueiro, ela impôs a condição de que seu marido na vida real substituiria Denning.

Ninguém acreditava que o público, e os patrocinadores, aceitariam uma série na qual um cubano era casado com uma americana. Para provar o contrário, o casal criou um show de vaudeville com o qual se apresentou em night clubes. A receptividade da platéia convenceu o canal a produzir “I Love Lucy”.

Mas a CBS não queria assumir os riscos sozinha, especialmente quando Desi insistiu que a sitcom deveria ser filmada em película, com a presença de um público. Na época, ainda não existia o sistema syndication, que é a venda de produções para canais regionais os quais reprisam as séries, gerando lucro para quem a produziu. Com uma TV ao vivo, poucos programas chegaram a ser filmados em película, elevando seu custo. As sitcoms, tal qual os programas humorísticos, eram transmitidas em sua maioria ao vivo com a presença do público. Aquelas que eram filmadas não contavam com a presença de um público.

Assim, o casal formou a Desilu Productions, com o objetivo de co-produzir “I Love Lucy”. O estúdio cresceu e passou a investir em novas produções, sendo as mais famosas “Os Intocáveis”, “Jornada nas Estrelas” e “Missão: Impossível”.

Adaptada por Jess Oppenheimer, Madelyn Pugh e Bob Carroll, Jr., a série “I Love Lucy” apresentou as inúmeras tentativas desesperadas de uma simples dona de casa de realizar seus sonhos: se tornar artista. Não importava que tipo de artista, desde que fosse famosa. Sem se empenhar em aprender alguma habilidade, Lucy Ricardo queria ser tão importante quanto o marido Ricky, um bandleader de clubes noturnos em Nova Iorque. Com esse enredo e com as situações nas quais a personagem se envolvia, a série retratou a guerra dos sexos e a determinação da mulher em conquistar um ‘lugar ao sol’.

A dobradinha Lucy e Ethel, sua melhor amiga, estabeleceu a personagem feminina na TV, desenvolvendo diversas características de personalidades. Engrandecendo e exagerando situações que poderiam ocorrer na vida de pessoas comuns, a série ofereceu roteiros e personagens que  sobrevivem até os dias de hoje. Já a atriz Lucille Ball teve seu estilo de atuação copiado por dezenas de comediantes ao longo das décadas, entre as atuais estão Julia Louis-Dreyfuss, Debra Messing e Fran Drescher.

Lucy e Ethel

Um dos maiores sucessos da época, “I Love Lucy” ficou em primeiro lugar na audiência ao longo de quatro dos seis anos em que foi produzida. De lá para cá, vem sendo reprisada constantemente, criando novas gerações de fãs.

Em 1960, o casal se divorciou após 20 anos de união. Desi vendeu sua parte no estúdio para Lucy, que passou a cuidar dos negócios, mas ainda contando com o apoio do ex-marido. Assim, em 1962, Lucy se tornaria a primeira mulher a comandar um estúdio importante em Hollywood. Em 1967, Lucy vendeu o estúdio para a Paramount, que o transformou em sua unidade de produção de programas para a televisão.

Desi morreu em 2 de dezembro de 1986, aos 69 anos de idade, vítima de câncer no pulmão. Lucy morreu em 26 de abril de 1989, aos 77 anos de idade, vítima de uma ruptura na aorta. Quatro semanas antes, ela marcou presença na cerimônia de entrega do Oscar, ao lado de Bob Hope.

Madelyn Pugh Davis (1921-2011)

Lucille Ball, Madelyn Pugh, Desi Arnaz (Foto: CBS/Arquivo)

A roteirista faleceu ontem à noite, dia 20 de abril, aos 90 anos de idade, em Santa Monica, Califórnia. A notícia foi divulgada pelo site The Television Academy Foundation. Madelyn Pugh Davis foi uma das mulheres pioneiras na profissão de roteirista de rádio e TV.

Madelyn nasceu no dia 15 de março de 1921, em Indianapolis, Indiana. Em uma época em que as mulheres eram educadas para se tornarem donas de casa, a mãe de Madelyn criou as três filhas para se dedicarem a profissões que pudessem sustentá-las sem a dependência de um marido. Assim, Madelyn, que foi editora do jornal escolar, se formou em jornalismo na Indiana University School, em 1942.

Sonhando em se tornar correspondente internacional, Madelyn foi recusada por três jornais, que só queriam mulheres jornalistas para cobrir colunas sociais. Assim, ela foi para o rádio, iniciando a carreira como redatora da WIRE, filial da rádio NBC em sua cidade. Lá, ela escrevia textos de introdução para programas musicais.

Em 1943, ela e sua família se mudaram para Los Angeles, onde Madelyn passou a trabalhar na rádio NBC, mantendo praticamente a mesma função. No entanto, em função da 2ª Guerra Mundial, os roteiristas homens se afastavam de seus empregos para prestar serviço militar. Assim, Madelyn se tornou a segunda mulher roteirista a ser contratada pela rádio CBS. Mesmo em minoria, ela conseguiu se estabelecer profissionalmente. Foi nesse período que ela formou com Bob Carroll Jr. uma parceria que duraria 50 anos. Juntos, eles escreveram mais de 500 episódios de séries para o rádio e cerca de 400 episódios de séries para a TV.

No rádio, ela adquiriu experiência lutando contra o relógio, entregando roteiros para irem ao ar em poucas horas ou minutos. Madelyn trabalhou com o humorístico “It’s a Great Life”, que ficaria conhecido como “The Steve Allen Show”, passando para as séries “The People Next Door” e  “My Favorite Husband”, com a qual trabalhou ao longo de dois anos e meio. Quando a CBS decidiu adaptar “My Favorite Husband” para a TV, com o título de “I Love Lucy“, Pugh e Carroll uniram-se a Jess Oppenheimer (1913-1988) para adaptar a produção.

O trio ficou responsável pelos roteiros das quatro primeiras temporadas de “I Love Lucy”. Na quinta, Oppenheimer se afastou, sendo substituído por Bob Schiller e Bob Weiskopf. Ao final da sexta temporada, em 1957, Madelyn e Bob Carroll Jr. também decidiram se afastar por se considerarem incapazes de continuar a oferecer material novo. Eles foram substituídos por Everett Freeman, que se uniu a Schiller e Weiskopf. A série foi então rebatizada de “Lucy- Desi Comedy Hour”, 1957-1960, na qual o casal Ricardo, morando em Connecticut, vive situações em episódios de uma hora de duração.

A dupla definiu o perfil cômico de “I Love Lucy” ao estudar o estilo de Lucille Ball e a química entre os atores, com o objetivo de explorar melhor o potencial de cada um, especialmente o de Lucy. Assim, engrandecendo e exagerando situações que poderiam ocorrer na vida de pessoas comuns, eles conseguiram produzir roteiros que  sobrevivem até os dias de hoje. Indicada a três Emmy, a dupla nunca ganhou o prêmio.

A carreira da roteirista ficou eternamente associada a “I Love Lucy”, embora ela tenha trabalho com Lucille Ball e Desi Arnaz nas outras séries que produziram ou estrelaram, como “O Show da Lucy”, “Here’s Lucy”, “Life with Lucy” e “As Sogras”, que reutilizou vários roteiros de “I Love Lucy”.

Madelyn se casou em 1955 com Quinn Martin, que na época era operador de som dos estúdios Desilu, onde “I Love Lucy” era produzida. O casal teve um filho, Michael Quinn Martin, o que levou Madelyn a se afastar da carreira para se dedicar ao filho. Mas Desi Arnaz estava determinado a tê-la de volta no estúdio. A única forma de convencê-la a voltar foi oferecer a seu marido o cargo de produtor executivo do teleteatro “Desilu Playhouse”, do qual a série “Os Intocáveis” se originou.

Bob Carroll Jr. e Madelyn Pugh Davis em 2001 (Foto: Gregg DeGuire/Getty)

Assim, Quinn Martin iniciou sua carreira nessa área. Ele ficaria mais conhecido nas décadas seguintes, ao produzir séries como “Os Intocáveis”, “O Fugitivo”, “Os Invasores”, “São Francisco Urgente” e outras. Entre 1960 e 1978, ele manteve sua própria produtora, a QM Productions. No entanto, seu casamento com Madelyn terminou em divórcio.

A separação ocorreu entre 1960 e 1961, quando a imprensa começou a divulgar que o produtor estava mantendo uma relação extraconjugal com a atriz Barbara Nichols, que tinha feito uma participação especial no primeiro episódio de “Os Intocáveis”. Madelyn voltaria a se casar em 1964, com o Dr. Richard M. Davis (falecido em 2009), passando a utilizar o nome profissional de Madelyn Pugh Davis.

Em parceria com Bob Carroll Jr., Madelyn criou “The Tom Ewell Show” e escreveu roteiros para “The Carol Channing Show”, “The Paul Lynde Show”, “O Jogo Perigoso do Amor”, “Sanford and Son”, “Dorothy” e “Mr. T and Tina”. A única série, que não era estrelada por Lucille Ball, com a qual a dupla foi bem sucedida, foi a sitcom “Alice”, adaptação do filme “Alice Não Mora Mais Aqui”, que durou cinco temporadas. Eles foram responsáveis por boa parte dos roteiros e pela produção. Ela e Bob também foram roteiristas do filme “Os Meus, os Seus e os Nossos”, de 1968, que ganhou um remake em 2005.

Em 1957, a roteirista foi escolhida pelo jornal Los Angeles Times como “A Mulher do Ano”. Em 2005, Madelyn publicou seu livro de memórias, com o título de “Laughing with Lucy: My Life with America’s Leading Lady of Comedy“, com contribuição de Bob Carroll Jr., falecido em 2007.

Abaixo, cena do episódio “Lucy Does a Commercial”, escrito por Madelyn, Bob Carroll Jr. e Jess Oppenheimer, que se tornou um clássico. Exibido em 28 de março de 1952, o episódio, segundo “The I Love Lucy Book”, registrou cerca de 61.1/88 de rating e share entre o público alvo (veja aqui como fazer a leitura dos números da audiência). Na história, Lucy faz um comercial ao vivo com um produto que contém álcool. Tendo ensaiado várias vezes, a personagem fica bêbada de tanto beber a vitamina que anuncia.

11/08/2010

às 17:18 \ Emmy Awards

Academia Homenageia os Estúdios Desilu

No dia 14 de agosto a Academia de Televisão Americana realiza a entrega dos prêmios técnicos do Emmy 2010. O evento será apresentado pelos atores Simon Helberg e Kunal Nayyar, ambos de “The Big Bang Theory”. A cerimônia costuma ser realizada algumas semanas antes dos prêmios principais, não sendo televisionada.

Nesse ano, a Academia anunciou que homenagearia um dos primeiros estúdios televisivos americanos, a Desilu, formado pelo casal de atores Desi Arnaz e Lucille Ball, produtores e astros da sitcom “I Love Lucy”, dos anos 50. O prêmio Philo T. Farnsworth será entregue seis décadas depois do estúdio ser criado e cinco décadas após ele ter sido vendido à Paramount Television.

O prêmio, que será entregue aos herdeiros de Desi Arnaz e Lucille Ball, costuma ser oferecido a empresas, companhias, estúdios e instituições que contribuíram de forma significativa na evolução técnica da televisão.

O estúdio Desilu foi criado para produzir a série “I Love Lucy”, visto que a rede CBS receava que a sitcom não conseguisse atrair o interesse do público em função da presença de um cubano casado com uma americana. Assim sendo, esse cubano, de nome Desi Arnaz, casado na vida real com essa americana, chamada Lucille Ball, criou o estúdio para que, através dele, pudessem assumir a responsabilidade de co-produção da série, arcando com lucros e dívidas que ela pudesse gerar.

Na época, ainda não existia o sistema syndication, que é a venda de produções para canais regionais os quais reprisam as séries, gerando lucro para quem a produziu. Com uma TV ao vivo, poucos programas chegaram a ser filmados em película, elevando seu custo. As sitcoms, tal qual os programas humorísticos, eram transmitidas em sua maioria ao vivo com a presença do público. Aquelas que eram filmadas não contavam com um público ao vivo.

Através dos estúdios Desilu foram criados sistemas de filmagens com múltiplas câmeras, bem como um mapa de luz, que permitia a filmagem por vários ângulos diferentes sem interrupções para ajustes da iluminação. Além disso, estabeleceu a presença do público em uma produção filmada em película. Os processos técnicos empregados na produção da série permitiram que ela sobrevivesse, em boa qualidade de imagem e som, para poder ser vendida a reprises e home vídeo.

A homenagem é mais do que merecida visto que esse mesmo sistema de produção de sitcoms é utilizado ainda hoje, em nível internacional. Além dessas contribuições técnicas, vale a pena lembrar que o estúdio foi responsável por alguns clássicos da televisão americana. Além de “I Love Lucy”, o estúdio produziu “Os Intocáveis”, “Missão: Impossível” e “Jornada nas Estrelas”.  Suas dependências também foram alugadas por outros estúdios da época para a produção de suas próprias séries.

Vista aérea dos estúdios em 1957:

Comentários Sobre os Extras de I Love Lucy – DVD (com Adendo)

Passei o sábado inteiro conferindo o box da 1ª temporada de “I Love Lucy”, incluindo os Extras que foram disponibilizados. Entre eles um “Falha Nossa”, que sugere cenas que não deram certo. Na verdade são pequenas e quase imperceptíveis falhas que foram de fato ao ar, mas que não interferem na história.

Alguns nem se percebem a não ser quando apontados, como por exemplo um flash de máquina fotográfica, quando alguém da platéia decide desobedecer as ordens previamente dadas, e tira uma foto de uma cena. Assistindo ao episódio, sem saber do flash, você não o nota, mas, depois de ver o Falha Nossa, dá para perceber. Alguns dos “erros” mencionados são interessantes, como a cena do episódio do casaco em que dá para ver o fim do cenário, por exemplo, mas só depois do fato ter sido mencionado nos Extras.

Uma falha que é perceptível em um episódio, curiosamente não é mencionada no Extra, embora a mesma cena tenha sido utilizada para comentar um outro erro, este sim, quase imperceptível ao assistir ao episódio. A falha não mencionada nos Extras aparece no episódio “Lucy Pensa que Ricky quer Matá-la”. Na cena em que os dois dançam na sala, a câmera, acompanhando o casal, capta o fim do cenário da sala e o início do cenário do quarto.

Outro material que consta dos Extras são as aberturas originais nas quais vemos os desenhos de Lucy e Ricky na introdução original da série que mais tarde, nas reprises e vendas internacionais, foi substituída pela do coração porque na original aparece o patrocinador “mor” da época, os cigarros Phillip Morris. Aliás, quem achava “Mad Men” um exagero por mostrar gente fumando, poderá conferir um produto feito em sua própria época, no caso os anos 50, patrocinado por cigarro, o que faz com que os personagens fumem em várias cenas. A série foi um marco, entre outros, por não introduzir na trama o “intervalo comercial”, algo comum entre as sitcoms e programas humorísticos até então, que paravam a narrativa da história para que um personagem do elenco fizesse a propaganda do patrocinador.

Em “I Love Lucy”, este recurso não foi utilizado, influenciando outras sitcoms. O que eles fizeram, mais na primeira temporada que nas seguintes, foi introduzir o patrocinador no uso diário do produto. Então personagens fumam, mas não mencionam o nome do patrocinador. Nós o vemos em um cartaz na tabacaria que Ricky e Fred vão de vez em quando. Tem uma cena em que Ricky, ao telefone, na tabacaria, ao lado de um cartaz do molequinho da Phillip Morris, pega um cigarro do cartaz com amostra grátis.

Voltando ao material dos Extras, o box ainda traz um episódio inteiro, em áudio é claro, da série original radiofônica, “My Favorite Husband”, com Lucille Ball e Richard Demming, como seu marido. O ator não chegou a ser um sucesso ao longo de sua carreira, mas fãs de “Havaí 5-0″ devem se lembrar dele como o governador.

Na montagem especial que é oferecida nos Extras temos cenas especialmente produzidas para depois serem inseridas na introdução de episódios selecionados que seriam exibidos em reprise quando Lucy se afastasse da série para ter seu segundo filho. Nestas cenas de poucos minutos, temos os personagens vivendo uma situação que os leva a se lembrar de uma outra, então, em flashback, era exibido um episódio antigo…e assim foi inaugurada a reprise em horário nobre em 1953, já que até então as emissoras não tinham o hábito de reprisar episódios de séries de TV, alguns deles ainda ao vivo.

A idéia original era tirar a série do ar, substituí-la por outra produção, até que Lucy pudesse voltar e continuar a filmar novos episódios. Mas com medo de perder a audiência, Desi Arnaz conseguiu convencer a rede CBS de que eles não perderiam audiência se reprisassem episódios antigos da série. A emissora concordou desde que fosse incluído um material inédito. Este recurso também foi feito mais tarde com “A Feiticeira”.

Ah, por curiosidade, os fãs de Richard Crenna poderão vê-lo com 26 anos de idade, interpretando um adolescente de 17 anos no episódio “Jovens Fãs”. Outro ator conhecido que aparece nesta primeira temporada é Hayden Rorke, o Dr. Bellows de “Jeannie é um Gênio”, que vemos no episódio “Os Novos Vizinhos”.

O mais interessante ainda é o piloto perdido que foi disponibilizado fora dos Extras e junto com os episódios da temporada. Este piloto foi gravado quase de forma caseira, com pouco dinheiro, parte dele era do casal que pagou a maior parte das despesas, já que a CBS não botava fé na série. Este piloto foi produzido com o intuito de apresentá-lo unicamente às agências de publicidade para conseguir anunciantes e patrocinadores para a série. Não era intenção exibi-lo na TV. A história e as gags foram depois refeitas com a produção adequada, no episódio “O Teste”, que está no disco 2. Mas o piloto é melhor que o episódio remake, porque os atores estão mais à vontade; no episódio a piada parece calculada. No piloto vemos um momento em que os dois precisam parar a cena para conseguir evitar o riso (muito divertido!), quando Lucy faz graça do sotaque de Ricky.

O piloto foi filmado em 16 mm e ficou perdido por muitos anos até ser resgatado, restaurado e exibido em 1990 na televisão. Na época de sua produção, Lucy estava grávida de sua filha, Lucy Arnaz, por isso a vemos com roupas enormes, já que estava no fim de gravidez. Os Mertz não estavam no elenco ainda. A série iria girar em torno do casal Ricardo, do agente de Ricky, e de um palhaço desastrado, Pepito. Logo perceberam que esta composição de elenco não daria certo, então os vizinhos Fred e Ethel entraram na trama. Quando o piloto foi refeito, Fred subsituiu a participação do agente. Para não ter que refazer o roteiro, foi dito que a personagem de Ethel estava visitando a família no interior.

Adendo: já estava esquecendo, nos Extras também têm uma cena especialmente filmada para ser exibida, uma única vez, após a transmissão do último episódio da temporada, na qual Lucy e Ricky se despedem do público anunciando que estão entrando em férias. Neste momento eles divulgam o nome do patrocinador…e fumam! Os Extras também trazem algumas fotos em slide show.

Esses são os únicos Extras do box, a não ser que considerem dublagem um material Extra. O box anuncia a série com “dublagem original”. De fato, os fãs da dublagem original poderão encontrá-la no box, mas não em todos os episódios. Dos 35 que a primeira temporada oferece, apenas 8 contém a dublagem original, os demais trazem a dublagem da VTI que vimos no canal TCM. Mas é claro que ainda tem o som original com opção de legendas, que traz só a versão em português. Os episódios com dublagem original são:

1. As Garotas Querem ir a uma Boate (disco 1)
2. O Bigode (disco 5)
3. Amigos Cubanos (disco 6)
4. Lucy Grava um Comercial (disco 6)
5. Lucy Coloca Ricky no Rádio (disco 7)
6. A Tabela de Horários de Lucy (disco 7)
7. Ricky Acha que está Ficando Careca (disco 7)
8. Ricky Pede Aumento (disco 7)

Em comparação ao box original, o material de Extra disponibilizado no Brasil é inferior. No original temos 12 episódios da série do rádio; fotos do ensaio do piloto produzido para as agências; cenas em cores dos sets de filmagens do episódio “O Teste” feitas às escondias em 16 mm por um membro da equipe, que mostra rapidamente as filmagens do episódio, incluindo a hora em que os atores se reúnem no palco para agradecer os aplausos do público; um número maior de “Falha Nossa”, e comentários de produtores sobre os bastidores de produção. Esperemos que os próximos boxes tragam esse material.


Por: Fernanda Furquim

A Lucy Chegou!

Quem é fã de séries de TV ou tem interesse pela história do formato com certeza já ouviu falar da série “I Love Lucy”, sitcom produzida nos anos 50 que estabeleceu os critérios de produção desse gênero os quais são utilizados até os dias de hoje. Foi esta produção, por exemplo, que trouxe a presença do público para dentro de um estúdio. Até então, as produções de comédias eram divididas (como até hoje são) entre aquelas filmadas em estúdio seguindo a linha cinema, e aquelas filmadas com a presença de um público, seguindo a linha teatro. A diferença antes de “I Love Lucy”, é que as produções filmadas com público eram feitas, de fato, em um teatro. Como costumavam ser feitos com os programas de rádio com auditório.

O teatro limitava a ação dos personagens e os movimentos de câmera, não apenas pelo espaço pequeno do palco, mas, também, em função da iluminação, que permitia a visualização de sombras do equipamento técnico, ou mantinha o rosto de atores parcialmente no escuro. A partir do momento que as séries eram filmadas em estúdio, esse problema era eliminado.

Mas, contudo, não poderia ter um público presente, pois este não suportaria as horas gastas nos ajustes de luz entre cenas, além é claro, da falta de espaço adequado no local. Tentando unir os dois, a produção da série contratou Karl Freund, cinegrafista do expressionismo alemão, que trabalhara com Fritz Lang no filme “Metrópolis”, entre outros. Freund criou um mapa de luz para permitir que o estúdio fosse iluminado por igual, eliminando assim, a necessidade de se parar entre uma cena e outra; permitindo que todos os atores ficassem na luz e evitando sombras dos equipamentos.

Freund permaneceu junto à produção da série durante todos os 6 anos em que ela foi filmada. Da sétima à nona temporada já não são mais “I Love Lucy”, embora os personagens de Lucy e Ricky sejam os protagonistas. Mas a produção mudou de rumo e de título, “The Lucy and Desi Comedy Hour”, e mostra o casal viajando pelos EUA.

Foi graças a isso que o desejo de Lucille Ball e seu marido Desi Arnaz foi realizado: o de filmar a série perante um público, dentro de um estúdio capaz de oferecer espaço e equipamentos melhores. Filmado em película (não foi a primeira a fazer isso), a série garantiu tecnicamente sua longa existência. Artisticamente a série ainda contribuiu com a construção de personagens que seriam reproduzidos, adaptados ou serviriam de base para as séries de TV no futuro, em especial as comédias, e em especial as personagens femininas, que estavam surgindo como protagonistas nesse gênero, considerado seu reduto.

Antes de Lucy as mulheres das comédias dividiam-se entre a esposa obediente e carinhosa, ou a esposa desastrada e de “raciocínio limitado”. Pelo menos é essa a informação que se tem junto a historiadores, já que a grande maioria das produções que surgiram entre 1945 e 1951 era ao vivo e poucas foram filmadas em 16mm como registro.

Lucy é uma esposa americana de um músico cubano, Ricky, que tem como melhor amiga a senhoria do prédio em que mora, Ehtel, a qual, por sua vez, é casada com um homem muito mais velho que ela, Fred. Ambos são ex-artistas do teatro de revista e hoje vivem suas aposentadorias cuidando de um prédio em Nova York. As melhores amigas são o centro das atenções da série. Ricky e Fred são os maridos tradicionais, cada um à seu modo. Ele é o típico latino da época, que acredita que lugar da esposa é em casa, fazendo comida e recebendo o marido com um sorriso no rosto. Fred pensa da mesma forma, mas não consegue que Ethel concorde com ele, embora ela faça o papel de dona-de-casa.

Ambiciosa e insatisfeita, Lucy representava as milhares de jovens mulheres que casaram cedo, sem nenhuma noção da vida a dois, e tinham no marido um guia de comportamento. Muitas atitudes de Lucy revelam uma criança que não aceita um não como resposta aos seus desejos, mas também uma mulher que não deseja passar a vida exclusivamente como esposa. Já Ethel é a mulher tradicional, que acomodou-se à sua época e vê em Lucy a oportunidade de transgredir padrões. Essas duas personagens criaram base para as personagens femininas que estavam surgindo na televisão.

Com essa estrutura a série explorou ao longo de seus anos o papel da mulher na sociedade da época, regado a muito humor, especialmente o da comédia física. Lucille Ball, atriz de segunda categoria do cinema, e estrela de rádio, sempre desejou ser comediante. Perseguiu Buster Keaton durante meses, até que o convenceu a lhe dar aulas. Assim, quando surgiu a oportunidade de transferir para a TV sua série radiofônica, “My Favorite Husband”, Lucy fez tudo para substituir o ator que interpretava seu marido no rádio, por seu marido na vida real. Esta era uma oportunidade dos dois trabalharem juntos e, assim, salvar seu casamento, que sofria com a separação já que Desi vivia viajando com sua banda, apresentando-se em casas noturnas em diferentes cidades.

Para convencer a CBS a contratar seu marido (o estúdio achava que o povo americano não aceitaria uma americana casada com um cubano mesmo que fosse verdade), ela e Desi montaram um show com esquetes cômicas. Apresentaram-se em casas noturnas conquistando o apoio da crítica. No episódio piloto não exibido na TV na época mas disponibilizado em DVD, podemos ver uma das esquetes apresentadas no show. É quando Lucy participa do show do marido. Aliás este era o grande objetivo da personagem: se colocar em pé de igualdade à Ricky, artista relativamente famoso.

O Box da 1ª temporada da série traz 35 episódios entre eles os clássicos do balé e do comercial de televisão, o qual é praticamente o símbolo da série. Tanto os personagens quanto os episódios ainda são utilizados por roteiristas como base de criação (ou cópia) até os dias de hoje. Se você acha que seus personagens ou situações de sua comédia favorita são originais: assista à “I Love Lucy”.

A importância desta série vai além da simples diversão de rever ou conhecer “I Love Lucy”. Ela é um patrimônio histórico dos seriados de TV americanos. Se você é fã de séries como “The Nanny” e “The New Adventures of Old Christine”, que seguem a mesma linha cômica da produção clássica, irá, com certeza, amar Lucy!

“I Love Lucy”

Estúdio: Paramount
Tempo: 924 min
Cor: p/b
Ano de Lançamento: 2009
Região do DVD: Região 4
Áudio: inglês e português
Legendas: português
Sistema de som: Dolby Digital 2.0
Formato de tela: tela cheia 4×3
Nº de Discos: 7
Embalagem: Embalagem um amaray quádruplo e um amaray triplo impressa em português envolta em luva de papelão
Extras: Cenas que não deram certo, abertura original, montagem especial, Lucy no rádio, slide show, fotos dos bastidores.
Preço de Lançamento: R$129,90
Compre aqui


Por: Fernanda Furquim

28/09/2009

às 2:05 \ Galeria de Fotos, Séries Anos 1950-1959

Aguardem…

08/07/2009

às 19:46 \ Lançamentos em DVD

I Love Lucy Entre os Próximos Lançamentos em DVD (atualizado)

Após anos de espera os fãs de Lucille Ball finalmente terão garantida a série “I Love Lucy” em DVD. Bom, pelo menos a primeira temporada. Tendo uma boa venda, as próximas temporadas continuarão saindo.

A Paramount começou a agendar seus títulos para o final do ano e a mais famosa ruiva da TV em preto e branco entrou na lista. A primeira temporada da série chega no dia 2 de outubro. Ainda não há detalhes sobre o box ou os episódios. Tão logo sejam disponibilizados atualizo as informações aqui.

Alguns títulos da Paramount foram divulgados pela revista Sci Fi News deste mês, mas a distribuidora informa agora que “Jornada nas Estrelas”, anunciado na revista, foi cancelado. Trata-se da 2ª e 3ª temporada resmaterizada da série clássica que tinha sido divulgado para lançamento no segundo semestre. A nova data ainda não foi acertada.

Os fãs de “30 Rock” também já podem comemorar, a Universal promete a 3ª temporada para o dia 30 de outubro. No mesmo mês chega o médico favorito de nove entre dez fãs. A 5ª temporada de “House” está prometida para o dia 16 de outubro.

A Som Livre também anuncia o lançamento da minissérie “Noivas de Copacabana” para o dia 15 de julho. Escrita por Dias Gomes, a produção é de 1992, estrelada por Miguel Falabella e Reginaldo Farias, entre outros. Na história, um detetive é encarregado de capturar um serial killer que mata mulheres vestidas de noiva.

Segue abaixo a lista completa que tenho até o momento, começando a partir de julho com as datas atualizadas. Foram incluídos os títulos já divulgados neste blog. Ainda aguardo algumas confirmações mas por hora estes são os títulos que tenho. Assim que tiver novidades incluirei aqui.

Datas atualizadas em 17 de novembro de 2009


Julho

1º de Julho
Dead Zone – 6ª e última T.
A Ex/The Starter Wife – 1ª Temporada
Will & Grace – 8ª T
Lei e Ordem: SVU – 6ª T

3 de Julho
The Office UK – 1ª e 2ª T
(exclusividade da Livraria Cultura)

7 de Julho
A Feiticeira – 8ª e última T.

8 de Julho
Eli Stone – 1ª T
Barrados no Baile – 6ª T
Hanna Montana – 2ª T. Vol. 3 e Vol. 4
Lost – 5ª Temporada – Disco 4 (Locação)

9 de Julho
ER/Plantão Médico – 11ª T
Agente 86 – 4ª T

15 de Julho
Prison Break – 4ª T
As Noivas de Copacabana – Minissérie

16 de Julho
Os Jetsons – 2ª T
Pushing Daisies – 2ª e última T.

17 de Julho
Tom e Jerry – Versões de Chuck Jones

20 de Julho
Missão: Impossível – 6ª T
Os Intocáveis – 2ª T – Vol.2
Bob Esponja – Que Bob Que Calça?
Jornada nas Estrelas – Box com os 6 Primeiros Filmes – Blu-Ray
Jornada nas Estrelas – 6 primeiros filmes – DVD – Venda individual
Jornada nas Estrelas – O Melhor da Nova Geração
Jornada nas Estrelas – O Melhor da Série Clássica

22 de Julho
Yu-Gi-Oh! GX

29 de Julho
Lost – 5ª Temporada – Disco 5 (Locação)
Burn Notice – 2ª T.
Life on Mars – 1ª T.

30 de Julho
Lei e Ordem: CI – 3ª T
Lipstick Jungle – 2ª e última temporada T
Sítio do Picapau Amarelo – O Minotauro (1978)

Agosto

06 de Agosto
Weeds – 4ª T

12 de Agosto
Lost – 5ª Temporada – Disco 6 (Locação)
Os Feiticeiros de Waverly Place – 1ª T , Vol.1

19 de Agosto
Sons of Anarchy – 1ª T
Stargate: Atlantis – 5ª T
Uma Família da Pesada – 8ª T

26 de Agosto
C.S.I. – 7ª T – Vol.3
Agatha Christie´s Poirot – 1ª T
Prime Suspect – 1ª e 2ª T
Lazy Town – 1ª T

27 de Agosto
Alf, o ETeimoso – 1ª T

28 de Agosto
Painkiller Jane – 1ª T (cancelada)

Setembro

01 de Setembro
Californication – 2ª T

02 de Setembro
Lie To Me – 1a. T

Hannah Montana – O Filme
Hannah Montana – 2ª T
Os Feiticeiros de Waverly Place – 1ª T – Vol. 2 e 3

09 de Setembro
Eureka – 3ª T

10 de Setembro
The Mentalist – 1a. T
Star Wars: The Clone Wars – Uma Galáxia Dividida vol.1
Gossip Girl – 2ª T

11 de Setembro
Kath and Kim – Série Completa (cancelada)
Battlestar Galactica – 4ª T – Vol.2 + pack da série completa

16 de Setembro
24 Horas – 7a. T. (locação)

17 de Setembro
The Beast – 1a. e única T.

23 de Setembro
Stargate SG-1 – 8a. T
Os Simpsons – 12a. T

24 de Setembro
Supernatural – 4a. T.

25 de Setembro
Monk – 7ª T
Psych – 3ª T (adiado para 2010)
Heroes – 3º temporada

30 de Setembro
Jornada nas Estrelas – clássica – 2ª T – Remasterizada

Outubro

02 de Outubro
I Love Lucy – 1ª T
Dexter – 2ª T
Pack Dexter 1a. e 2a. T
90210 – 1ª T

08 de Outubro
Smallville – 8ª T

16 de Outubro
Knight Rider – remake (suspenso)
House – 5º temporada

20 de Outubro
Jornada nas Estrelas: A Nova Geração – 4 filmes remasterizados
Barrados no Baile – 7ª T
Jericho – série completa
The Cleaner – 1ª T
iCarly – 1ª T – Vol.1

21 de Outubro
A Morte lhe cai Bem/Dead Like Me : O Filme
Bones – 4ª T.
My Name is Earl – 4ª T.
Prison Break – 4ª T.

22 de Outubro
Fringe – 1a. T.
Sessão de Desenhos (Antigos) – vol. 1
Decamerão – A Comédia Sobre o Sexo

28 de Outubro
A Lei e o Crime – 1ª T.
Esquadrão Relâmpago Changeman – Vol. 2
He-Man e os Mestres do Universo – 2ª T. Vol. 1

30 de Outubro
Life – 2º temporada
30 Rock – 3º temporada
Parks and Recreation – 1ª Temporada

Também Previsto para Outubro
Harper´s Island – 1ª e última T. (a confirmar)

Novembro

04 de Novembro
Star Trek – Filme 11 (DVD = locação; Blu-Ray = venda)
Jornada nas Estrelas – Clássica – 2ª T – Blu-Ray
Missão Impossível – 7ª Temporada (transferido para o dia 20 de novembro)

05 de Novembro
Dollhouse – 1ª T (DVD e Blu-Ray)

06 de Novembro
The Office – 5ª T

11 de Novembro
Lost – 5ª T (venda)

Desperate Housewives – 5ª T
Grey´s Anatomy – 5ª T

15 de Outubro
Poirot – 2ª T.

18 de Novembro
24 Horas – 7ª T (DVD e Blu-Ray)
The Unit – 4ª T
Crash – 1ª T – Vol.2
Jiraya – vol.2

19 de Novembro
Terminator: The Sarah Connor Chronicles – 2ª T
Star Wars:The Clone Wars – A Galáxia Dividida Vol. 2
Tom e Jerry: Versões de Chuck Jones – Vol.2

20 de Novembro
Deadzone – a série completa
(transferido para o dia 20 de janeiro de 2010)
Missão: Impossível – 7ª T

Dezembro

3 de Dezembro
The Big Bang Theory – 2ª T
Nip/Tuck – 5ª T – Vol.2
Sessão de Desenhos Animados – 1970
The Tudors – 3ª T

4 de Dezembro
Mad Men – 1ª T

09 de Dezembro

Samantha Who? – 2ª T
Private Practice – 2ª T
Brothers and Sisters – 2ª T
Ugly Betty – 2ª T
National Kid – Ed. Especial
Os Normais – Filme 2 – Blu-Ray
Fear Itself

28 de Dezembro
Torchwood – 1ª T

Também Previsto para Dezembro
Life on Mars – 2ª T (a confirmar)

07 de Janeiro
Damages – 2ª T

14 de Janeiro
Alf – O ETeimoso – 2ª T
Ho-Ho-Límpicos – desenho (a confirmar)

30/06/2009

às 23:20 \ Curiosidades, Séries Anos 1950-1959

TV dos Anos 50 Ganha Selos


A partir de agosto, muitos fãs de televisão vão optar pelo correio tradicional em vez do e-mail, pois o serviço postal americano lançará uma coleção de 20 selos comemorativos com ícones da TV. Dia 11 daquele mês às 11h30, o público poderá participar da cerimônia de lançamento, que terá lugar no Leonard H. Goldenson Theatre, em Nothr Hollywood, Califórnia.



A coleção batizada de Early TV Memories vai homenagear, entre outros, Rod Serling (The Twilight Zone/Além da Imaginação); Clayton Moore e seu cavalo Silver (Zorro, o Cavaleiro Solitário/The Lone Ranger); Milton Berle; Lucille Ball e Vivian Vance (I Love Lucy); William Boyd e seu cavalo Topper (Hopalong Cassidy); Ed Sullivan; Raymond Burr (Perry Mason); Alfred Hitchcock; e Jackie Gleason e Art Carney (The Honeymooners).




Texto: Marta Machado (a convite de Fernanda Furquim)

DVD com Lucille Ball Já Está nas Lojas (Atualizado)

O DVD “Lucille Ball – Grandes Momentos ” já está disponível nas lojas. Mas, como qualquer outro título clássico lançado por uma distribuidora menor, é difícil de ser encontrado. Não se trata de episódios selecionados da famosa e histórica sitcom “I Love Lucy” e, sim, de programas nos quais Lucy, acompanhada ou não de seu marido, participaram no final dos anos 50 e início dos anos 60. São ao todo quatro programas principais que compõem o “filme” do DVD e 12 Extras, sendo que estes programas são, na verdade, apenas as esquetes de programas nos quais Lucy teve participação.

Os programas são “The Bob Hope Show”, dos anos 50, em que Lucy, Desi, Vivivan Vance e James Frawley, que interpretavam Ethel e Fred Mertz em “I Love Lucy”, fazerm participação especial. Esta foi uma troca de favores; quando Bob Hope apareceu em um episódio de “I Love Lucy”, o elenco combinou de fazer uma participação especial no programa humorístico apresentado por ele. Esta esquete é o resultado. A esquete retrata uma situação típica de “I Love Lucy”, tendo Bob Hope posando como o marido de Lucy, Desi Arnaz como o vizinho Fred, e James Frawley em um terceiro papel de personagem convidado. Lucy e Vivian se mantém em seus papéis.

O segundo programa é um comercial da Westinghouse, empresa que fabrica e vende aparelhos domésticos e móveis e que era uma das principais patrocinadoras de “I Love Lucy”. Neste comercial que tem a duração de 28 minutos é um dos clássicos exemplos do tipo de propaganda que era feita na época. Além de comerciais de curta duração, os chamados spots publicitários, também existiam os chamados comercial-documentários nos quais as empresas apresentavam toda a sua linha de produto e/ou o processo de trabalho. Hoje eles são conhecidos como comerciais institucionais e exibidos para funcionários, sócios, investidores e em eventos das empresas.

Por exemplo, no caso dos cigarros, produziam comerciais apresentando a colheita do tabaco, o processo de seleção e industrialização, até chegar no produto final quando era explicado as vantagens do cigarro. No caso da Westinghouse, ela apresentava toda a sua linha de produtos de móveis e eletrodomésticos. Existe um comercial, por exemplo, da Chevrolet, no qual personagens de séries de TV como “A Feiticeira”, “Bonanza” e “O Agente da UNCLE”, apresentam a nova linha de automóveis da empresa. Estes comerciais eram casos a parte e custavam muito caro para serem produzidos. Por isso, eram feitos em momentos especiais das grandes empresas.

O terceiro programa principal que figura no DVD é a participação de Lucy no programa “I´ve Got a Secret” que contava com a participação do novato Johnny Carson, que iniciou carreira como roteirista. Foi neste programa em que ele se destacou junto ao público, ganhando mais tarde o comando do programa “The Tonight Show”. Aqui temos Lucy participando de um game show que faz uma pegadinha com os painelistas. Atenção para um diálogo entre Lucy e Johnny que expõe uma situação típica de um caso de censura da época. Em determinado momento, Lucy pergunta à Johnny se ele é casado, ao que ele responde: “Minha situação é a mesma que a sua”.

No ano em que ela fez esta participação, Lucy estava recém divorciada de Desi Arnaz. Mas, era proibido dizer a palavra divórcio na televisão, ao menos em programas mais leves como games, comédias, humorísticos, aventura, etc. Termos mais “pesados” já tinham chegado às séries dramáticas, mas mesmo assim, nem todas. A resposta de Johnny foi a maneira criativa que ele encontrou para dizer que era divorciado, caracterizando, assim, um momento/período histórico da televisão americana.

O quarto programa que forma “o filme” do DVD é divulgado como “O raríssimo piloto com Lucy dirigida por Desi”. Uma propaganda enganosa, visto que leva a entender que se trata do piloto não exibido na TV de “I Love Lucy”. Mas, na verdade, trata-se do humorístico “The Victor Borge Comedy Theater”, produzido pela Desilu. É uma esquete de Lucy nos anos 60 ao lado de Gale Gordon , com quem ela atuava em sua série “O Show da Lucy”. Não se trata, portanto, de um piloto.

Os três primeiros programas já eram conhecidos do público, pois foram disponibilizados em vídeo especial na época do VHS. Esses programas são acompanhados de Extras que trazem comerciais de “I Love Lucy”, outros games shows em que o casal participou, com menor duração, e trailers dos filmes em que eles atuaram: “Lua-de-Mel Agitada/The Long Long Trailer” e “Forever Darling”. O DVD também anuncia erros de gravação, mas não é de “I Love Lucy” e, sim, de filmes em que a atriz atuou ao lado de Bob Hope. Trata-se de um pedaço de um programa do Bob Hope em que ela participa e os dois se lembram de erros que cometeram durante as filmagens de seus filmes. Esses erros são mostrados.

Trata-se de um material exclusivo para os fãs de Lucille Ball, considerada a primeira dama da televisão americana. Lançado pela Editora NBO, traz áudio em inglês com legendas em português e espanhol. Tela cheia, versões colorizadas e em preto e branco e menu animado. E o melhor de tudo, ao custo de R$12,90!

Abaixo, trecho de “I´ve Got a Secret”, que figura no DVD na parte de Extras. Reparem que o programa é patrocinado por uma marca de cigarro, consequentemente, o apresentador aparece fumando o tempo todo (ele já entra com o cigarro na mão). Aqui, ele chega a oferecer a Desi um cigarro, mencionado pela marca. A partir daí, os dois fumam o tempo todo, com a fumaça se espalhando para tudo quanto é lado. São quase dez minutos de programa, mas vale a pena conferir. A qualidade não é a mesma do DVD, que está melhor.

 

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