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Him & Her

‘Him & Her’ ganha quarta e última temporada

Uma das melhores sitcoms britânicas dos últimos anos, Him & Her ganhou a encomenda de seis episódios para sua quarta e última temporada. As filmagens serão realizadas durante o período da Summer Season (que compreende os meses de junho a agosto), com estreia prevista para o segundo semestre deste ano.

Criada por Stefan Golaszewski, a série estreou em 2010 conquistando a crítica britânica e indicações a prêmios, incluindo o BAFTA TV.  Praticamente uma peça de teatro, a série é uma comédia romântica não convencional que traz uma história narrada dentro de um único cenário: um pequeno apartamento no qual vivem dois vagabundos em sua rotina entediante.

Vivendo dos benefícios do governo, Steve (Russell Tovey) e Becky (Sarah Soleman) formam um casal que não trabalha. Tentando fazer apenas aquilo que gostam, eles são constantemente interrompidos em sua rotina por Laura (Kerry Howard), irmã dominadora e egocêntrica de Becky, e seu noivo submisso Paul (Ricky Champ). Outros que aparecem sem avisar são Shelly (Camille Codure), colega de trabalho de Laura, e Dan (Joe Wilkinson), o vizinho esquisito do casal. Ao longo das temporadas já produzidas, o público é apresentado também aos pais de Steve e Becky.

Em sua quarta e última temporada, a série mostrará pela primeira vez os personagens saindo do apartamento. Com o título de Him & Her: The Wedding, a história girará em torno dos preparativos e do casamento de Laura e Paul.

Him & Her chegou ao Brasil pelo canal Multishow e atualmente tem seus episódios disponibilizados pelo site de streaming Muu.

Cliquem na foto para ampliar.

As 10 melhores séries de 2012

Chegamos ao final de mais um ano e  já que o mundo não acabou, resta fazer um levantamento das séries e minisséries que, em minha opinião, se destacaram ao longo de 2012.

Mais um ano fraco de boas estreias, embora tenha tido muitas promessas. As fórmulas, a ação e as aparências continuam predominando, deixando em segundo plano a construção de textos conduzidos por personagens. Nessa linha, algumas produções conseguiram se destacar.

Minha lista inicia com as dez melhores produções do ano, finalizando com as produções que, embora não tenham entrado nas 10+, também valeram a pena assistir. Algumas produções ainda não chegaram ao Brasil, mas já estão disponíveis no mercado internacional.

Esta lista foi elaborada de acordo com a minha opinião do que é uma boa série de TV, com base  no desenvolvimento de personagens, proposta e  situações. Ela não é o resultado de um concurso de popularidade ou um apanhado geral das maiores audiências do ano.

1. Mad Men – Drama

Apesar da ausência de um ano em função de uma disputa contratual, a produção de Matthew Weiner continua sendo a melhor série da TV americana atualmente. A interrupção não enfraqueceu a proposta, o texto, as situações apresentadas ou o desenvolvimento de personagens, embora muitos fãs parecem não ter conseguido aceitar as mudanças naturais que ocorreram com a passagem do tempo dentro da própria história. O retorno de Mad Men representou para muitos um estranhamento. Talvez porque, nesta temporada, a trama deu ênfase ao olhar feminino de uma história que, até então, era predominantemente masculina.

A quinta temporada introduz as mudanças sociais que começaram a ser percebidas na metade da década de 1960. Nesta época, o comportamento feminino e sua importância na sociedade tornou-se alvo de debates, análises e curiosidades por parte da mídia e de especialistas. Esse movimento foi representado na série por Megan, esposa de Don Draper, que tem seu comportamento questionado pelos demais personagens, acostumados a um estilo de vida diferente. Ao mesmo tempo que ela tenta se encaixar no meio que escolheu viver, Megan luta para manter sua própria identidade, satisfazer seus desejos e realizar seus sonhos.

Sua presença provoca mudanças na trama, no relacionamento dos personagens e na própria abordagem da série. A temporada também mostra as mudanças pelas quais passam a ex-senhora Draper, Betty, que em função da gravidez da atriz sofre algumas transformações físicas. Obesa e depressiva, ela se revela, mesmo que por breves momentos, uma mulher preocupada com o bem estar da família e agradecida pela vida que tem.

A visão feminina da temporada também apresenta ao público o mundo de Joan e o caminho que ela segue para garantir sua estabilidade financeira. Ao aceitar ‘uma proposta indecente’, ela é reconhecida como sócia da agência, tornando-se a primeira mulher a fazer parte do ‘clube do Bolinha’. Já Peggy faz o caminho inverso. Sua busca pela realização profissional a leva a se despedir de um ambiente no qual ela estava sendo sufocada pela mentalidade que reinava. Em contato com outros segmentos sociais, ela percebe que a vida fora da agência é muito maior e repleta de oportunidades.

Sally, filha de Don, também ganha mais destaque nesta temporada. A menina está se tornando adulta, enfrentando os conflitos da fase pré-adolescente, bem como as mudanças sociais de sua época. Uma forte candidata ao uso de drogas e às comunidades hippies que surgiriam no final da década, Sally ainda tenta compreender e se enquadrar no meio em que vive. A temporada também apresenta o ponto de vista de personagens menores, como as mães de Megan, de Joan e de Henry Francis, atual marido de Betty.

2. The Thick of It – Comédia

Esta é uma produção britânica que estreou em seu país em 2005 mas teve uma exibição irregular. As duas primeiras temporadas foram apresentadas no mesmo ano. Em 2007 foram exibidos três especiais. A série retornaria em 2009 com uma versão cinematográfica, seguida de sua terceira temporada. Sem ter sido cancelada, a produção ficou em suspenso até agora, quando o canal BBC2 exibiu na Inglaterra a quarta e última temporada. The Thick of It despediu-se do público com uma temporada composta de sete episódios. Ao todo, a série soma 21 episódios, três especiais e um filme.

The Thick of It é a successora da ótima Yes, Minister/Yes, Prime Minister, produção da década de 1980 que terá uma nova versão em 2013. Trata-se de uma comédia política criada por Armando Iannucci que gira em torno das atividades do gabinete do Secretário de Assuntos Internos. Nas duas primeiras temporadas, a história retratou os trabalhos do secretário Hugh Abbot, que tenta deixar sua marca mas enfrenta Malcolm Tucker, diretor do departamento de comunicações que, com um comportamento agressivo e obsessivo, mantém uma vigilância acirrada em busca de falhas ou situações que possam sujar o nome do governo na imprensa. As principais funções de Tucker são: assegurar que cada departamento siga a política adotada pelo governo e administrar crises internas.

Na terceira temporada, Abbot é substituído por Nicola Murray que, sem experiência, se vê forçada a manter a mesma equipe de funcionários e conselheiros. Na quarta temporada, Peter Mannion é o novo Secretário de Assuntos Internos que precisa conciliar seu trabalho com os de Fergus Williams, seu parceiro de coligação. Os dois estão sob a vigilância de Nicola, agora líder do partido que faz oposição ao governo. Enquanto isso, Tucker, que foi substituído por Stewart Pearson, articula sua volta ao cargo.

Ao contrário das temporadas anteriores, os episódios da quarta não são focados em Tucker e sua luta para manter o controle da situação. Agora temos mais personagens divididos em dois focos que não chegam a se cruzar, mas têm suas ações influenciadas pelas atitudes do outro. Com um humor sarcástico, a série faz uma crítica ao sistema político da Inglaterra. Satirizando o comportamento, objetivos e tramóias desses políticos, a série concilia ficção com a realidade.

The Thick of It ganhou um pálido equivalente americano, também criado por Iannucci, que recebeu o título de Veep.

3. Breaking Bad – Drama

Caminhando para seu final, a série de Vince Gilligan continua mantendo a qualidade de seu texto, desenvolvimento de personagens e trama. Retratando a transformação de um pacato professor de química em um criminoso frio, calculista e manipulador, a série mergulha na construção de personagens para narrar sua história. Com isso, não é possível prever o que irá acontecer.

Nesta quinta temporada, dividida em duas partes (a segunda será exibida em 2013), vemos a luta de Walter para tentar recuperar o controle de sua vida e suas atividades criminais. Depois de livrar-se do domínio de Gus ele começa a articular seu próprio reinado, desta vez com a infraestrutura necessária para expandir. Assim, ele se alia a alguns dos membros da organização de Gus que ainda estão tentando lidar com a perda de seu líder.

Enquanto isso, Jesse se desapega cada vez mais do mundo criado por Walter. Embora ele ainda não saiba que atitude tomar ou que rumo seguir, Jesse já percebeu que não pertence mais ao meio em que vive. Skyler, por sua vez, sente-se cada vez mais aprisionada a Walter, a quem ela não reconhece mais como o homem com quem se casou. Aterrorizada e mesmo temendo por sua vida, ela se mostra disposta a sacrificar-se para garantir a segurança de seus filhos.

Nesta fase da série, a trama se desenvolve de forma a levar o detetive Hank, cunhado de Walter, à descoberta das verdadeiras atividades do professor e ao inevitável confronto final, o qual deverá revelar ao público quem sairá vencedor. Apesar do foco que a série dá a Walter, Breaking Bad retrata o conflito do bem x o mal. Inicialmente vemos o bem perder para o mal quando Walter sucumbe e se deixa levar pela vida do crime. Mas ao longo de toda a série vemos a luta de Hank para manter a integridade profissional e a dignidade pessoal ao enfrentar situações que poderiam levá-lo a se corromper. No entanto, ele permanece firme em suas escolhas. Apesar das derrotas momentâneas, Hank sempre consegue retomar o caminho que  o levará a enfrentar Walter.

4. Girls – Comédia

Criada e estrelada por Lena Dunham, Girls conseguiu a difícil tarefa de conquistar a crítica e público logo em sua primeira temporada. A série, que narra a vida de quatro mulheres na faixa dos vinte anos vivendo com poucos recursos em Nova Iorque em plena crise econômica, traz uma abordagem naturalista e intimista de uma geração sem rumo.

Quando a temporada tem início, somos apresentados à protagonista da história. Hannah é uma jovem que vive da mesada dos pais. Formada, mas ainda trabalhando em um estágio não remunerado, ela se vê jogada à realidade da vida quando descobre que não será mais sustentada. Na cena seguinte, após roubar a gorjeta que seus pais deixaram para a camareira do hotel, Hannah caminha desnorteada pelas ruas da cidade, temendo por seu futuro. Após dez episódios, a temporada conclui com o mesmo tipo de cena. Depois de sair de uma festa e romper com Adam, Hannah pega um trem, no qual adormece. Ao acordar, ela descobre que perdeu o ponto em que deveria descer e que sua bolsa foi roubada. Tendo perdido ‘o momento do despertar, sua segurança e sua identidade’, Hannah sai da estação, caminhando sem rumo. Ela chega em uma praia onde se senta na areia. Comendo um pedaço de bolo que sobrou da festa (sobremesa que foi negada pela mãe no primeiro episódio), Hannah vislumbra o horizonte, mostrando-se calma e até feliz, o que leva a crer que, apesar de tudo, ela está determinada a enfrentar seu futuro.

Entre estas duas cenas, a temporada apresentou as mudanças pelas quais Hannah e suas amigas passaram. Consciente de que terá de buscar um emprego para se manter, Hannah enfrenta o conflito natural de uma pessoa que, insegura, sonha em se tornar escritora, mas não sabe como iniciar uma carreira. Forçada a buscar trabalhos que a afastarão de seu objetivos, ela ainda vive uma relação frágil e individualista com o aspirante a ator Adam (um belíssimo personagem), bem como um relacionamento complicado com as amigas Marnie, Jessa e Shoshana. Cada uma delas mergulhadas em seus próprios problemas, mas todas sem noção do que fazer com suas vidas.

O tema da série não é novo: a passagem da juventude para a fase adulta. Mas Girls traz uma abordagem mais realista e por vezes crua, deixando de lado a glamourização, idealização e fantasias que a TV e o cinema americano costumam dar ao tema. A trama não poupa os personagens que se revelam ao público como realmente são e não como gostariam ou deveriam ser. Não parece haver aqui a intenção de transformar as personagens em bonecas bem vestidas, para que sirvam de modelo e mercadoria para o público consumidor. Algo raro em uma produção voltada para os jovens.

Girls é sem dúvida a melhor estreia do ano na TV americana.

5. Treme – Drama

Ainda ignorada pelo grande público, a série de David Simon caminha para seu final conseguindo manter sua qualidade de texto e desenvolvimento de personagens.

A série narra a vida de moradores de Nova Orleans após a passagem do furacão Katrina ocorrida em 2005, que destruiu a cidade e a economia local. Ao longo dos episódios vemos a luta dos moradores para reconstruir suas vidas e preservar sua cultura.

Apresentando diferentes núcleos, sendo que alguns dos quais não se cruzam, Treme retrata diferentes realidades. O drama dos personagens é intercalado com números musicais de jazz, vistos através de shows ou cenas de gravações em estúdio. Além de retratar a cultura local, estes números musicais também servem para aliviar o telespectador de algumas situações desenvolvidas na série. Na terceira temporada vemos o desdobramento e a conclusão de algumas situações introduzidas nos episódios anteriores. Se não tivesse sido renovada para sua quarta e última temporada, esta poderia servir como um final para a série.

A trama principal desta temporada, situada 25 meses após a passagem do furacão, é a volta do investimento financeiro na reconstrução de New Orleans, que leva à corrupção e ao desvio de verbas. O investimento na cidade também se traduz em uma recuperação cultural, que traz novas oportunidades de trabalho para os músicos e para a chefe de cozinha Janette. O destaque fica por conta de Antoine Batiste, que até então dedicava-se a apresentações em bares e eventos. Forçado a arranjar um emprego paralelo, ele se torna professor em uma escola onde passa a exercer forte influência em jovens que estão começando a descobrir o gosto pela música.

6. Him & Her – Comédia

Considero esta série ‘uma pérola perdida no fundo do mar’ ou ‘uma agulha no palheiro’. Aparentemente sobre o nada, a sitcom britânica retrata um universo rico com personagens mergulhados em nuances que são exploradas a cada episódio, todos escritos por seu criador, o comediante Stefan Golaszewski em sua primeira série.

Certamente não é fácil manter um texto aparentemente banal mas que consegue explorar diversas situações levando os personagens, presos a um único ambiente, a evoluírem lenta e profundamente, sem se tornar didático, repetitivo ou caricato, nem mesmo apelar para situações escrachadas ou grandes reviravoltas que possam facilitar a vida do autor. A série também não se apóia na fotografia ou cenários fabulosos. Ela depende unicamente dos personagens e do texto. Fica aqui a dica para quem quer se tornar roteirista.

Him & Her é uma comédia romântica não convencional. Com uma abordagem naturalista, ela retrata a história de amor entre dois vagabundos que vivem dos subsídios do governo. Sem trabalhar ou ter qualquer objetivo de vida, eles constroem um relacionamento a dois, o qual enfrenta a rotina do dia a dia e as interferências de terceiros.

A primeira temporada apresenta a forma como Steve e Becky construíram e mantêm seu relacionamento recluso. A segunda temporada inicia com uma nova fase da relação: Becky se muda para a casa de Steve. Enquanto eles tentam se adaptar às mudanças, vemos a forma como se relacionam com terceiros, representados por amigos e familiares que constantemente interferem na rotina de vida do casal.

Na terceira, o relacionamento já está mais maduro. Steve decide pedir Becky em casamento e passa a temporada tentando descobrir uma forma romântica de fazer a proposta. Nesse meio tempo, ele enfrenta a oposição de Laura, que não quer que a irmã se case antes dela, e descobre que seu futuro sogro não o aprova.

7. Wallander – Drama

Esta é outra série britânica que conseguiu se estabelecer graças ao texto, adaptado por Richard Cottan, Peter Harness e Richard McBrien da obra de Henning Mankell. Nesta terceira temporada, os três episódios foram assinados por Harness. O primeiro trata do tema relacionamentos, o segundo é focado na política e o terceiro na religião.

Kurt Wallander é um detetive da polícia sueca que vive na região sul do país, em uma pequena cidade fronteiriça. Diabético, recém divorciado, tentando manter uma relação afetiva com a filha que aos 15 anos tentou o suicídio, Wallander vê o resto de seu mundo ruir ao descobrir que o pai, com quem nunca conseguiu se comunicar, apresenta os primeiros sintomas do Mal de Alzheimer. Povel Wallander é um artista que há muitos anos pinta sempre a mesma paisagem, dando uma interpretação diferente a cada uma delas. Grosseiro e distante, ele desaprova a profissão do filho; mas ao perceber que perderá sua consciência, tenta, a seu modo, criar uma relação com ele.

A terceira temporada inicia alguns meses após a morte do pai de Kurt. Ele mantém uma relação com Vanja, mãe de um garoto chamado Peter. A relação levou os dois a tomarem a decisão de morar juntos, formando assim uma família. Mas, ao longo da temporada, vemos que Kurt ainda não conseguiu superar os traumas pessoais e profissionais que definiram sua personalidade.

Intercalando questões pessoais com o trabalho de investigação de Wallander, a temporada abre com um episódio que mostra a relação que ele criou com Vanja, a qual é testada pela obsessão do detetive com o trabalho. Aparentemente realizado, ele é logo jogado de volta à realidade da qual não consegue sair. O segundo episódio afasta Wallander de seu ambiente e das pessoas que ele conhece. Ao auxiliar a polícia da República da Látvia a investigar um crime, ele enfrenta o choque cultural e político. O terceiro episódio volta a dar um toque pessoal à trama, quando Wallander se reconcilia com a filha.

8. Boardwalk Empire – Drama

Criada por Terrence Winter, a série vem conseguindo manter o interesse pela trajetória de Nucky Thompson, um político que se transforma em gângster na década de 1920. Mesmo assim, a melhor parte da história continua sendo as situações vividas pelos personagens coadjuvantes.

A terceira temporada oferece o desdobramento das situações apresentadas no final da segunda. Alguns meses se passaram. Nucky enfrenta um novo desafio na figura do louco Gyp Rosetti, um gângster italiano de pavio curto que costuma literalmente eliminar seus problemas. Este foi um ótimo acréscimo à série, visto que, não respeitando ou temendo a autoridade de Nucky, Rosetti representa um perigo verdadeiro. Com isso, a rivalidade que surge entre o dois redefine a situação e o futuro de Nucky.

Mas são as tramas paralelas que mais chamaram minha atenção, a exemplo da situação de Margaret, que se envolve com os trabalhos do hospital local na tentativa de oferecer melhor qualidade de vida às mulheres dando-lhes a oportunidade de ter uma educação sexual. No entanto, as aulas são vigiadas de perto por uma freira que censura termos e expressões consideradas inadequadas, como a palavra gravidez. Estas cenas mostram ao público  o tipo de limitação pessoal que as mulheres sofriam na época.

Também chama a atenção o esforço que o ex-policial Nelson (agora vendedor de ferro de passar roupa) faz para se manter longe da vida do crime, mesmo estando cercado por ele. As situações em que se envolve o forçam constantemente a apelar para soluções que, aos poucos, o afastam do caminho da lei. Outro bom momento da temporada é a tentativa de assassinato que Nucky sofre, levando-o a sofrer uma concussão e  problemas de audição. Algo que o força a tomar medidas extremas, as quais revelam sua natureza criminosa a quem ainda se iludia com sua personalidade.

Talvez o personagem mais interessante nesta temporada tenha sido Richard Harrow. Fiel como um cão, ele tenta proteger o filho de Jimmy e preservar a lembrança de Angela das tentativas de Gillian de apagar a memória do menino. É ele, e não Gillian, que sai em busca de vingança, mas não pela morte de Jimmy e sim pela de Angela. Como ele mesmo diz, Jimmy era um soldado que fez suas escolhas. Neste meio tempo, Richard encontra um romance que expõe sua solidão. Gillian também teve ótimos momentos nesta temporada ao mostrar a dor que sente pela perda do filho, a qual, porém, não a desviou de seus objetivos.

9. Hit & Miss – Minissérie – Drama

Esta é uma minissérie britânica escrita por Paul Abbott, criador de Shameless. A história surgiu de dois projetos diferentes que estavam sendo desenvolvidos por Abbott. Um era sobre um matador de aluguel, o outro sobre um transexual. Ao invés de escolher um deles, Abbot decidiu unir os dois.

Mia é uma assassina profissional que busca em seu trabalho garantir o controle racional sobre seus sentimentos, os quais estão em constante conflito desde que era criança. Nascida homem, ela toma hormônios femininos para se tornar mulher. Sua intenção é mudar de sexo. Mas logo sua vida sofre uma reviravolta quando Wendy, sua ex-namorada que está à beira da morte, lhe envia uma carta. Mia descobre que teve um filho, agora com onze anos. Ao se encontrar com ele, Mia descobre que Wendy teve mais três filhos, frutos de outros relacionamentos. Assumindo os cuidados das crianças, ela precisa descobrir uma forma de controlar seus instintos assassinos, mantendo-os em segredo, enquanto aprende a ser mãe, ao mesmo tempo em que ainda está se adaptando à sua identidade sexual.

Com uma narrativa extremamente lenta, a fotografia da minissérie retrata a solidão dos personagens e o isolamento em que vivem. A trama inicia como um faroeste moderno, no qual temos um pistoleiro que chega a uma cidade do interior pronto para defender os fracos e oprimidos daqueles que os perseguem, salvando seus bens e suas vidas. No primeiro episódio, Mia enfrenta John, o proprietário da casa onde os filhos de Wendy moram. Recusando a oferta de Mia de comprar a propriedade, ele dá aos inquilinos um mês para deixar o local.

Ao longo dos seis episódios produzidos, a trama se desdobra em outras situações, revelando a riqueza de personagens e profundidade de temas que são explorados por Abbott, um roteirista que em seus trabalhos enfatiza a importância da união familiar em meio ao caos. Mas o que chama mais a atenção é a forma sensível e delicada com a qual o tema da transexualidade é tratado pela minissérie. Sem discursos ou bandeiras hasteadas, a história retrata as dificuldades que Mia enfrenta em questões relacionadas ao dia a dia, como a tentativa de manter um relacionamento romântico com o filho de John, que a princípio ignora sua situação, ou quando ela sofre um acidente e vai parar no hospital.

A relação dela com o filho Ryan também é apresentada sem grandes melodramas, mas de forma intensa e aberta. Ainda sentindo a falta da mãe, o garoto aceita o pai que tem. Tentando se aproximar dele e compreendê-lo, Ryan passa a explorar sua própria sexualidade. A relação de Mia com os irmãos de Ryan também é um outro ponto forte da trama. Os mais velhos não aceitam sua presença ou tentativa de fazer parte de suas vidas. Mesmo assim, percebem que precisam dela.

Com um tema pouco explorado pelos seriados, Hit & Miss se transformou na melhor estreia da TV britânica de 2012.

10. Boss – Drama

Criada por Farhad Safinia, a série não conseguiu conquistar audiência, sendo cancelada em sua segunda temporada, justamente aquela em que a trama conseguiu apresentar melhor sua proposta.

Boss é uma novela política que se apóia na luta pelo poder, tramóias e traições para narrar sua história. Ao contrário da maioria das novelas, Boss não explora o melodrama. Ela é construída a partir de uma visão racional das situações propostas, a qual determina o movimento dos personagens. A falta de afetividade entre eles e deles com o público pode ter determinado o fim (prematuro) da série.

Inspirada em Rei Lear, de William Shakespeare, a história acompanha a vida do prefeito de Chicago que, diagnosticado com uma doença neurológica degenerativa, tenta se manter no cargo, escondendo de todos sua situação. Buscando a redenção, Kane parece interessado em reconstruir sua vida, enquanto tenta manter o controle do gabinete e de suas ações. Entre seus objetivos imediatos está a revitalização de um bairro. Ao longo da temporada, o passado de Kane começa a ser revelado.

O texto e os personagens são muito bem desenvolvidos, embora o número reduzido de episódios (apenas dez na temporada) tenha levado a trama a acumular uma grande quantidade de situações, as quais poderiam ser melhor trabalhadas se tivessem mais tempo.

Outras séries que valeram a pena conferir em 2012. A relação abaixo segue a ordem alfabética:

Comédia/Dramédia: 30 Rock, A Moody Christmas, The Big C, Californication, Episodes, (fdp), Friday Night Dinner, Laid, Louie, Modern Family, Moone Boy, Parks and Recreation, Red Dwarf, Shameless, Stella, Twenty Twelve, Veep, Weeds.

Drama: Borgen, Broen/Bron, Call the Midwife, Copper, Downton Abbey, Forbrydelsen, The Good Wife, Hatufim, Justified, Luck, Magic City, Redfern Now, Sebastian Bergman, Sherlock, Sons of Anarchy, Upstairs Downstairs, Vera.

Ficção/Fantasia: Doctor Who, Fringe, Game of Thrones.

Minisséries: A Mother’s Son, The Hollow Crown, Parade’s End.
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Por Fernanda Furquim@fer_furquim

‘Him & Her’ estreia no Brasil

Postagem atualizada no dia de sua publicação.

Uma das melhores séries britânicas dos últimos anos, Him & Her estreou ‘às escondidas’ no Brasil. Sem qualquer aviso ou alarde, a série chegou pelo canal Multishow, que exibiu as duas primeiras temporadas entre junho e agosto. Agora a primeira temporada da série está disponível no catálogo do Now (do Multishow), mas quem for assinante da NET também poderá conferir os seis primeiros episódios pelo site de streaming Muu.

A série é essencialmente uma peça de teatro. Presa a um único cenário, a história transcorre em um pequeno apartamento dividido em quatro cômodos: o hall de entrada, a cozinha, o quarto e o banheiro. Dependendo da posição em que está, a câmera consegue mostrar todos os cômodos de uma só vez. Em outros casos, a câmera abre, apresentando simultaneamente o que acontece em dois cômodos, com a tela dividida por uma parede. Em alguns episódios o cenário também inclui o corredor, que fica em frente ao apartamento onde os protagonistas vivem. Ao longo da série vemos episódios que retratam situações típicas da narrativa teatral, como a construção do imaginário do público através de relatos que os personagens fazem da vida lá fora, e o entra e sai de personagens em um único ambiente.

Criada por Stefan Golaszewski, Him & Her narra a vida de dois vagabundos que em sua rotina entediante demonstram não ter um grande entusiasmo pela vida ou objetivos a serem alcançados. Vivendo dos benefícios do governo, Steve (Russell Tovey) e Becky (Sarah Soleman) formam um casal que não trabalha. Tentando fazer apenas aquilo que gostam, eles são constantemente interrompidos em sua rotina por Laura (Kerry Howard), irmã dominadora e egocêntrica de Becky, e seu noivo submisso Paul (Ricky Champ). Outros que aparecem sem avisar são Shelly (Camille Codure), colega de trabalho de Laura, e Dan (Joe Wilkinson), o vizinho esquisito do casal. Ao longo das temporadas já produzidas, o público é apresentado também aos pais de Steve e Becky.

Aparentemente uma série sobre o nada, Him & Her é uma comédia estrelada por personagens riquíssimos, que têm sua complexidade revelada através de diversas situações simples e típicas do dia a dia. Sem se apoiar no humor fácil com tiradas óbvias ou chavões, a série conseguiu se destacar entre as produções com apelo mais popular oferecidas a cada ano. A sitcom ganhou apoio da critica britânica e conquistou status de cult com apenas três temporadas produzidas até o momento, que somam 20 episódios já produzidos.

No dia 23 de dezembro, a BBC3, que exibe a série na Inglaterra, apresentará o episódio natalino de Him & Her, no qual Steve e Becky celebram o natal tendo como companhia a família, vista através da webcam. O episódio finaliza a terceira temporada, que estreou em novembro em seu país de origem. Confiram o preview.

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Atenção: entre os dias 8 e 20 de dezembro estarei em férias. O blog continuará a ser atualizado diariamente, mas de forma mais lenta.

Duas estreias e um retorno na Inglaterra

Buscando conquistar parte da grande audiência de Downton Abbey, do ITV, o canal britânico Sky Arts 2 adquiriu os direitos de exibição da série espanhola Gran Hotel, produção que faz sua estreia na Inglaterra esta noite.

Criada por Ramón Campos, a série iniciou na Espanha em 2011, com uma temporada de treze episódios. Narrando a rotina da vida de funcionários, hóspedes e proprietários de um grande hotel no ano de 1905, a série conseguiu ser renovada para sua segunda temporada, composta de dezesseis episódios, que estreou em seu país em outubro deste ano.

Na ala dos empregados do hotel está Cristina (Paula Prendes), uma camareira que desaparece misteriosamente, levando seu irmão  Júlio (Yon González) a arranjar um emprego no Gran Hotel com o objetivo de encontrar uma pista de seu paradeiro. O caso é investigado pelo detetive Ayala (Pep Antón Muñoz).

A supervisora dos funcionários é Angela (Concha Velasco), uma mulher austera e exigente que passou a maior parte de sua vida trabalhando para a família Alarcón. Ela é mãe de Andrés (Llorenço González), um dos camareiros, um jovem tímido que faz de tudo para não se meter em encrencas. O maitre é Benjamin (Manuel de Blas), um funcionário exemplar, porém um tanto antiquado; e Belén (Marta Larralde), uma das empregadas que, apesar de ser analfabeta, é ambiciosa e manipuladora, determinada a subir na vida a qualquer custo.

A família Alarcón é a proprietária do hotel. Dona Teresa (Adriana Ozores) é a matriarca, uma mulher que manipula os sentimentos das pessoas para conseguir o que deseja. Casada com Alfredo (Fele Martínez), seu segundo marido, filho do Marquês de Vergara, Teresa é mãe de Alícia (Amaia Salamanca), por quem Júlio se apaixona. Mas a jovem foi prometida a Diego (Pedro Alonso), gerente do Hotel, um jovem ambicioso que não medirá esforços para mudar de classe social. Teresa também é mãe de Sofia (Luz Valdebro), que não tem a força da mãe ou a beleza da irmã; e de Javier (Eloy Azorín), um jovem irresponsável que prefere o jogo e as noitadas. Javier deve dinheiro a Sebastián (Iván Morales), que comanda o jogo ilegal na região, além de contrabandear bebidas alcoólicas.

A produção é da Bambú Productions. Confiram o trailer da série, falado em espanhol.

Outra produção que também estreia esta noite no Reino Unido, pelo canal BBC1, é The Secret of Crickley Hall, minissérie anunciada em janeiro e já exibida nos EUA pela BBC America. Adaptada por Joe Ahearne da obra de James Herbert, a produção tem três episódios.

Suranne Jones em 'The Secret of the Crickley Hall'

Na história, Gabe e Eve Caleigh tentam reiniciar suas vidas depois que o filho de cinco anos desaparece. Assim, o casal e as duas filhas se mudam para uma nova casa em Devonshire. Pouco depois, diversos eventos paranormais começam a ocorrer, o que leva o casal a investigar a história da propriedade. A trama é narrada em dois períodos de tempo, o presente e o passado, mais precisamente o ano de 1943.

No elenco estão Suranne Jones (Scott & Bailey), Tom Ellis (The Fades), Douglas Henshall (Primeval), Sarah Smart (Five Days), Iain De Caestecker (The Fades), David Warner (Wallander) e Donald Sumpter (Game of Thrones).

Por fim, o canal BBC3 também estreia esta noite a terceira temporada de Him & Her.

Criada por Stefan Golaszewski, a série estrelada por Russell Tovey e Sarah Solemani gira em torno de um casal de 20 e poucos anos que, desempregados, se sustentam com os benefícios do governo. Sem objetivos na vida, eles tentam realizar um sonho em comum: passar o dia inteiro na cama, comendo, bebendo, assistindo DVD e fazendo sexo. Mas a vida lá fora insiste em interferir nos planos do casal.

Contando com seis episódios, a temporada traz Steve e Becky vivendo uma nova fase em suas vidas. No primeiro episódio, Steve planeja pedir a namorada em casamento. Ele chega a comprar um anel de noivado, mas ainda não sabe como irá fazer a proposta.

Confiram as fotos da temporada aquiCliquem nas imagens para ampliar. 

Steve, Dan e Becky em 'Him & Her'

Mais dois previews de ‘Him & Her’ – 3ª Temporada

A temporada estreia na Inglaterra no dia 18 de novembro. Confiram o primeiro preview aqui.

Fotos do elenco de ‘Him & Her’ – 3ª Temporada

A temporada estreia na Inglaterra em novembro. O dia ainda não foi divulgado. Cliquem nas fotos para ampliar.

26/10/2012

às 12:24 \ Séries Inglaterra, Trailers

Trailer de ‘Him & Her’ – 3ª Temporada

A temporada ainda não tem data de estreia divulgada.

 

Status de produção: ‘Da Vinci’s Demons’, ‘Noir’, ‘Black Sails’, ‘Marco Polo’, ‘Magic City’, ‘Him & Her’, ‘Jo’, ‘American Horror Story’ e ‘Game of Thrones’

Cenário do estúdio de Verrochio (Allan Corduner), mentor de Leonardo da Vinci (Tom Riley) em 'Da Vinci's Demons' (Foto: David S. Goyer)

Da Vinci’s Demons – A série que pretende narrar a juventude de Leonardo Da Vinci já está em fase de filmagens, com estreia prevista para o segundo trimestre de 2013, pelo canal americano Starz. Criada por David S. Goyer (FlashForward), a série é distribuída pela Fox e pela BBC Worldwide. A Fox tem prioridade na primeira exibição da série em seus canais a cabo, enquanto que a BBC Worldwide está responsável pelo restante da distribuição.

Noir – Com a primeira temporada encomendada em junho de 2011, a série ainda não conseguiu sair do papel. Atualmente a adaptação do anime está em fase de reestruturação de roteiro, para se adaptar aos interesses do canal. Originalmente escrito por Steven Lightfoot (The House of Saddam), e depois por Sean Jablonski (Nip/Tuck), o roteiro está agora a cargo de Cyrus Voris e Ethan Reiff, ambos de Sleeper Cells. A produção continua sob a responsabilidade de Sam Raimi, Josh Donen e Rob Tapert, de Spartacus. A história gira em torno de Mireille Bouquet e Yumura Kirika, duas assassinas profissionais que enfrentam uma sociedade secreta milenar enquanto tentam desvendar seus respectivos passados que, de alguma forma, estão interligados.

Black Sails - Criada por Jon Steinberg (Human Target e Jericho) e Robert Levine (Touch), com produção de Michael Bay (Transformers), a série acompanha as aventuras do Capitão Flint, personagem que foi retratado no livro A Ilha do Tesouro. Esta produção para o canal Starz será situada vinte anos antes da história narrada no livro escrito por Robert Louis Stevenson. Em fase de pré-produção, a série será filmada na África do Sul, onde os cenários estão sendo montados. A intenção é a de montar um ou dois barcos que retratem a época na qual a história é situada. A previsão de estreia de Black Sails é para 2014.

Adam Levine nos bastidores de 'American Horror Story', segunda temporada (Foto: Ryan Murphy via Twitter)

Marco Polo- A produção da série enfrenta alguns problemas para filmar seus episódios na China. Mas eles ainda não desistiram do local. Criada por John Fusco, com base em projeto desenvolvido por Harvey Weinstein, a série é situada no Século XIII, na corte de Kublai Khan. A história acompanha as viagens do explorador Marco Polo que, atuando como espião e embaixador de Khan, vive várias aventuras em diversos países do mundo.

Magic City- A segunda temporada da série situada em um hotel de Miami na década de 1950 começa a ser filmada dentro de duas semanas, mais ou menos. A informação foi divulgada pelo diretor de programação do canal Starz, Chris Albrecht, durante painel organizado pelo Television Critics Association.

Him & Her – Os seis episódios da terceira temporada desta série britânica ainda estão em fase de filmagens, as quais tiveram início no dia 17 de junho, segundo informou o ator Russel Tovey em seu perfil do Twitter. A temporada tem previsão de estreia para setembro-outubro, no Reino Unido.

Jo – A série Le Grand, anunciada em março, mudou de título. Agora ela é identificada apenas pelo nome de Jo, apelido do personagem interpretado por Jean Reno. Produzida pela Atlantique em parceria com Red Arrow (ex-Seven One), a série iniciou as filmagens dos oito episódios de sua primeira temporada no dia 16 de julho, em Paris. Na história, Reno interpreta Joachim Legrand, um detetive da polícia que não mede esforços para realizar seu trabalho. Falada no idioma inglês, Jo será exibida na França pelo canal TF1.

American Horror Story – O produtor Ryan Murphy entrou no Twitter para poder atiçar os fãs de suas séries oferecendo informações, pistas sobre o que está por vir e fotos de bastidores. Uma das primeiras imagens que ele divulgou foi esta de Adam Levine nos bastidores da segunda temporada de AHS, a qual já está em fase de filmagens. Situada em um instituição mental no ano de 1964, a segunda temporada recebeu o subtítulo de Asylum. A previsão de estreia é para o mês de outubro, nos EUA.

Game of Thrones – Ainda em fase de filmagens dos episódios da terceira temporada, a série teve algumas imagens de bastidores circulando pela internet, as quais mostram o símbolo da Casa dos Tully: as trutas (foto abaixo). O local é a fortaleza de Riverrun, onde Catelyn Stark cresceu. A temporada estreia nos EUA no dia 31 de março.

Cliquem nas imagens para ampliar. 

As 10 Melhores Séries de 2011

Chegou a hora de listar as produções seriadas que se destacaram ao longo do ano.

Ao contrário de 2010, foi difícil completar a lista das 10+ de 2011. Acredito que muitos irão concordar comigo quando digo que o ano foi muito fraco para a TV americana. Promessas não cumpridas e retornos abaixo das expectativas predominaram no mundo das séries.

As aparências foram mais importantes que o conteúdo. Diálogos didáticos ou excessivamente expositvos e abordagens que remontam à década de 1980 predominaram, bem como personagens, situações e propostas já vistas em outras produções foram reformuladas para dar cara nova às séries. As comédias retomaram o humor ingênuo, generalizando situações em torno de temas, alguns dos quais já exaustivamente explorados. Espero que as melhores estreias tenham sido agendadas para 2012.

Muitos poderão questionar as razões pelas quais não incluí suas séries favoritas na lista Top 10 de 2011. A resposta é simples: a lista é elaborada de acordo com a minha opinião do que é uma boa série de TV. Ela não é o resultado de um concurso de popularidade ou um apanhado geral das maiores audiências do ano. As produções foram selecionadas com base em suas propostas, bem como no desenvolvimento dos personagens e situações.

A lista inicia com as produções que, em minha opinião, se destacaram. No final da postagem encontram-se as séries que, embora não tenham entrado na lista das 10+, também são produções que valeram a pena assistir. Este ano começo a incluir na lista as minisséries, formato que faz parte do conteúdo deste blog, mas por falha minha não foram lembradas na postagem das melhores de 2010. Algumas produções ainda não chegaram ao Brasil, mas já estão disponíveis no mercado internacional.

Gostaria de lembrar que “Mad Men”, uma das melhores séries da atualidade, não consta da lista porque em 2011 não ofereceu episódios novos. Em função de uma disputa contratual, ela perdeu um ano em sua sequência de produção, retornando com sua 5ª temporada em 2012.

1. The Slap – Minissérie – Drama

Esta é uma produção australiana com base no bestseller de Christos Tsiolkas, dividida em oito episódios. Durante um churrasco que reúne familiares e amigos, Harry, primo do dono da casa, dá um tapa no rosto de Hugo, uma criança de três anos que vinha se comportando mal sem ter sido repreendida pelos pais. Este é o ponto de partida para narrar a vida de oito personagens, que reagem cada um à sua maneira à atitude de Harry. Cada episódio é protagonizado por um dos personagens.

Trata-se de uma belíssima obra que retrata de forma delicada a trajetória de cada personagem sem tomar partido, seja em relação ao tapa ou ao estilo de vida de cada um. Ninguém está 100% certo ou errado. São pessoas que vivem de acordo com suas opiniões e seus desejos, independentemente da necessidade de se tornarem simpáticas diante dos olhos de terceiros.

As opiniões e atitudes de cada um se contrastam: o homem que é escravo da família (Hector) x o homem que escraviza a família (Harry); a mulher presa às responsabilidades (Aisha) x a mulher que foge de responsabilidades (Anuk); o pai que ‘perdeu a voz’ (Manolis) x a mãe que sempre se faz ouvir (Rose); a adolescente que busca o amor (Connie) x o jovem que esconde e sufoca seus sentimentos (Richie).

2. Forbrydelsen  - Drama 

Esta é uma produção dinamarquesa que gerou a série americana conhecida como “The Killing”. Mas, como a maioria dos remakes, a versão americana está muito abaixo da qualidade do original. Embora a primeira temporada de “Forbrydelsen” tenha sido produzida em 2007, ela somente ficou disponível para o mercado internacional em 2011.

Em 20 episódios da primeira temporada, a história acompanha as investigações em torno do assassinato de uma jovem sob circunstâncias que levam a diferentes interpretações. A narrativa divide-se entre o trabalho da polícia, comandado por Sarah Lund, e a vida pessoal de cada personagem envolvido de alguma forma com o crime ou com as investigações.

Lentamente, e de forma simples, o cenário sentimental desta série vai se formando em torno dos fatos que são revelados a cada episódio. Emoção e razão convivem de forma equilibrada, sem muito melodrama ou protecionismo por parte dos roteiristas. Através de olhares, gestos ou diálogos rotineiros, tomamos conhecimento de relacionamentos complexos e com um longo histórico, os quais não são solucionados simplesmente porque a investigação, que predomina na trama, encerrou. Meu comentário sobre a temporada está aqui.

Na segunda temporada, a série traz 10 episódios que reduzem a abordagem do lado pessoal dos personagens, embora ainda esteja presente. O foco principal é a investigação em torno do assassinato de uma advogada.

3. Men of a Certain Age – Drama

Uma das minhas decepções é a tendência atual da TV a cabo de se aproximar da TV aberta. Quando começou a produzir na década de 1990, a TV a cabo veio com uma proposta de se tornar uma alternativa para as produções oferecidas pela rede aberta. Seu sucesso forçou a TV aberta a buscar programas mais complexos e com um desenvolvimento de personagens mais profundo, que pudessem competir com o que era oferecido no cabo.

Por cerca de 10 anos ela conseguiu se manter nesse caminho, oferecendo séries com temáticas voltadas para diferentes segmentos de público. Como resultado, produções com baixa audiência conseguiram sobreviver. Aos poucos, com algumas exceções, a TV a cabo vem mudando esse perfil. Ela começou a adotar como critério de produção a medição do nível de audiência que se tornou determinante na renovação de uma série. No entanto, não é o público que a TV a cabo formou que decide o futuro de um programa, mas aquele que dá audiência à rede aberta e que também se tornou alvo dos canais a cabo. Nada contra séries de puro entretenimento, com histórias leves e desenvolvimento controlado, desde que elas não predominem, em especial na TV a cabo.

Digo tudo isso porque “Men of a Certain Age”, que por incrível que pareça surgiu na TNT, um canal que vem adotando a cada ano que passa um perfil mais popular, foi cancelada por baixa audiência para dar lugar à nova versão de “Dallas”. Para os fãs, resta a ideia de que pelo menos tivemos a oportunidade de conhecer a série.

Esta é uma das mais belas produções dos últimos anos sobre a crise da meia idade. Com uma abordagem simples e intimista ela apresenta personagens que aos poucos vão se conscientizando da passagem do tempo e do rumo que suas vidas seguiram. A princípio, eles adotam uma postura derrotista mas, lentamente, cada um ao seu próprio tempo, começa a perceber que ainda dá tempo de criar um novo futuro. A segunda temporada traz uma espécie de despedida dos personagens, já que o último episódio conseguiu oferecer, de certa forma, uma definição das situações protagonizadas por eles.

4. Breaking Bad – Drama

Ao lado de “Mad Men”, esta série consegue manter a credibilidade do canal americano AMC, que em suas últimas estreias vem optando por uma linguagem mais popular e caricata. Renovada para sua última temporada, a série promete entrar para a história da televisão como mais uma produção que conseguiu manter sua qualidade e objetivos do começo ao fim.

A história tem início quando um pacato professor entra na vida do crime depois que descobre sofrer de câncer. A partir daí, inicia-se uma jornada que é uma verdadeira montanha-russa. Cheia de altos e baixos, Walter se arrisca constantemente, conseguindo ficar fora do alcance da polícia. Tentando manter o controle de sua vida e daqueles que o cercam, Walter descobre que isto nem sempre é possível.

Nesta quarta temporada ele, por algum tempo, perde esse controle. Sob o jugo de Gus, Walter é ‘aprisionado’. Mas como se domestica um redemoinho? Acreditando que ainda mantém o controle, Walter primeiro tenta manipular e depois mede forças com Gus. Sem resultados, ele entra no processo de ebulição que irá explodir no final.

Enquanto isso, a temporada destaca os demais personagens, como Gus e sua história, bem como sua tentativa de separar Walter e Jesse. Este sofre uma crise de identidade colocando em dúvida sua amizade e sua fé em Walter. Já Skyler revela ser perfeitamente capaz de cometer seus delitos em nome da sobrevivência. Imagino se no final o confronto será entre Walter e Hank ou se entre Walter e Skyler.

5. Him & Her - Dramédia/Comédia

Esta é uma série inglesa que não cai fácil no gosto popular mas, para quem procura algo mais que bordões e caricaturas, “Him & Her” é uma boa opção.

A série é essencialmente uma peça de teatro. Presa a um único cenário, a história transcorre em um pequeno apartamento dividido em quatro cômodos: o hall de entrada, a cozinha, o quarto e o banheiro. Dependendo da posição em que está, a câmera consegue mostrar todos os cômodos de uma só vez. Em outros casos, a câmera abre, apresentando simultaneamente o que acontece em dois cômodos, com a tela dividida por uma parede. Em alguns episódios o cenário também inclui o corredor, que fica em frente ao apartamento onde os protagonistas vivem. Ao longo da série vemos episódios que retratam situações típicas da narrativa teatral, como a construção do imaginário do público através de relatos que os personagens fazem da vida lá fora, e o entra e sai de personagens em um único ambiente.

Com uma narrativa naturalista, a série traz uma abordagem que segue a linha perpetuada por Samuel Beckett no teatro, com personagens vivendo o nada mas revelando muito. Em “Him & Her” ninguém está à espera de Godot, nem tampouco da morte, embora a história também seja centrada em dois vagabundos que em sua rotina entediante demonstram não ter entusiasmo pela vida ou objetivos a serem alcançados. No elenco também está o casal formado por Laura e Paul, ela irmã de Becky, uma jovem dominadora e egocêntrica, ele um noivo submisso.

Por opção, o casal formado por Becky e Steve se sustenta com os benefícios do governo. Sem trabalhar, os dois passam o dia dentro do apartamento tentando fazer apenas o que gostam: transar, assistir DVD e jogar games. Eles saem pouco e quando isto ocorre é, geralmente, por obrigação. Em contrapartida, os familiares e amigos insistem em bater à porta do casal se intrometendo em sua vida, algo que ocorre com mais frequência na segunda temporada.

6.  Rev. – Dramédia/Comédia

Esta é outra produção britânica que amadurece ao longo dos episódios. A história gira em torno de Adam, um Reverendo anglicano e sua relação com a paróquia, colegas de trabalho e sua esposa, que deseja engravidar. Inseguro, muitas vezes ingênuo, mas com uma grande vontade de ajudar o próximo, esse homem de Deus revela ser um ser humano como qualquer outro. Cheio de fraquezas, ele se vê confrontado por questões existenciais que se apresentam na rotina do dia a dia. Seu maior obstáculo é ele mesmo.

Tal como ocorre com outras produções da Inglaterra, “Rev.” tem a liberdade de explorar temas que nos EUA seriam considerados tabus, especialmente para a TV aberta. O principal deles é a religião, que ainda é evitada por diversas produções mundo afora. Na série são discutidas de forma simples, mas abertamente, situações como a estrutura política e administrativa da igreja anglicana, sua relação com as demais religiões, bem como com a sociedade.

A série também abrange temas como a solidariedade, a homossexualidade dentro da igreja, o culto às celebridades e à mídia, o uso de drogas e a dependência aos vícios, exorcismo, fé, burocracia, preconceito, a educação de jovens, e a pedofilia, que além de comentada também é vista de forma simbólica como na cena em que Adam, vestindo uma batina, persegue Enid no parque, que corre gritando como se estivesse sendo atacada.

 7. Treme – Drama

Esta é uma produção que exemplifica o que a TV a cabo era quando surgiu. Voltada a um segmento de público específico, mantendo baixa audiência, a série da HBO consegue ser renovada para novas temporadas, sem sofrer pressão do canal para popularizar sua narrativa com o objetivo de atrair o interesse de um público maior.

A série traz uma história com conteúdo pessoal, significativo e atual: a cultura regional em contraste com a globalização cultural.

A segunda temporada desta série teve um único problema: as cenas dramáticas ficaram perdidas na quantidade exagerada de números musicais. Mas, ainda assim, conseguiu se manter fiel à sua proposta, desenvolvendo mais a fundo sua história e a complexidade de seus personagens, os quais começaram a se desprender de suas raízes e de seu passado para tentar reconstruir suas vidas.

Com isso, alguns se perdem no meio do caminho, abandonando suas crenças e dando as costas à sua cultura. Outros buscam alternativas para manter seu amor e sua fé na cultura de Nova Orleans e na importância que ela tem para a sociedade em que vivem.

8. Justified – Drama 

Esta é uma produção da qual não esperava gostar, embora seja fã de faroestes. Quando anunciaram a série como um faroeste moderno, torci o nariz. Logo concluí que seria apenas mais uma produção policial com narrativa procedimental estrelada por um agente federal que usa chapéu de cowboy. Nada disso. Embora esses elementos se façam presentes, a série traz uma belíssima construção de personagens que conduzem a história e não vice-versa.

Nesta segunda temporada, “Justified” trouxe uma das mais belas personagens que já vi nos últimos anos. Mags Bennett é uma espécie de Ma Parker. Uma mulher que, com a ajuda dos filhos, mantém um negócio de bebida clandestina. Mas ela é ambiciosa e ao longo dos episódios busca expandir seus negócios para outras áreas.

Esta temporada se aprofundou na história do condado e o valor afetivo que o lugar tem para os moradores que nasceram e cresceram na região. A trama também explorou a forma como os relacionamentos do passado determinam o comportamento no presente. Raylan passou por cima de seus princípios para ajudar Winona e, como inimigos cordiais, Mags e seus filhos mantiveram uma distância respeitável de Raylan e sua família, ao menos enquanto foi possível.

A atriz Margo Martindale rouba todas as cenas em que aparece, mas nem por isso o restante do elenco fica diminuído. Ao contrário, os atores que contracenaram com ela ganharam com sua presença. Juntos eles construíram cenas belíssimas, transformando a temporada em um prazer de se acompanhar, embora os personagens tenham sido melhor desenvolvidos que a trama proposta.

9. Boardwalk Empire - Drama

A série é situada na década de 1920, iniciando sua trama logo após a decretação da Lei Seca. Embora o foco principal seja o contrabando de bebidas, “Boardwalk Empire” é uma série sobre proibições e transgressões, as quais são vistas em diversos níveis. O contrabando e a luta pelo poder é apenas o ponto de partida e uma referência prática para contar a história de personagens que se envolvem em diferentes situações, as quais os obrigam a tomar decisões. Geralmente a resposta encontrada por eles é a de transgredir as leis, sejam as do homem ou as de Deus. A forma como realizam essas transgressões, ou tentam evitá-las, e a maneira como lidam com as consequências compõem a trama.

Ao longo da história alguns personagens, que tinham uma forma de vida clara e objetiva, começam a se perder; outros que estavam perdidos começam a se questionar e a buscar alternativas de vida. Mas, em todos os casos, cada um deles precisa romper com padrões enraizados, tomando decisões que, para o estilo de vida que seguiam, podem ser consideradas amorais ou proibitivas. Ninguém é inocente ou puro para ser poupado das transformações que sofrem ou de suas consequências.

A segunda temporada explorou mais a fundo o passado, a solidão e as motivações de personagens, alguns dos quais se despediram do público. A temporada encerra uma etapa da história, introduzida no início da série. Foi feita uma limpa entre os personagens, levando a história a sofrer uma reestrutura.

O mais importante é que Nucky deixou de ser apenas um personagem que reage às situações que se apresentam para assumir de fato sua posição como gângster. Ao eliminar o representante da chamada ‘geração perdida’, Nucky desceu do muro. Sua transgressão terá consequências, uma das quais poderá ser o surgimento de uma nova inimiga, talvez mais poderosa que o Comodoro: Gillian.

10. Homeland – Drama 

Acredito que ainda seja cedo para dizer se esta série chegou para ficar, mas em sua primeira temporada, “Homeland” conseguiu se estabelecer como uma das melhores estreias de 2011. A série é uma versão americana de uma produção israelense. Seguindo a linha de “24 Horas”, “Homeland” trabalha a questão do terrorismo.

Embora se mantenha no nível de um thriller de espionagem, tomando liberdades criativas para narrar sua história, a série consegue oferecer personagens e situações que os transformam em algo mais que simples protagonistas de uma ação.

O tema principal é a relação entre terrorismo e doença. A personagem central é Carrie. Diagnosticada como bipolar, ela é capaz de identificar padrões de comportamento. Poucos acreditam nela, o que a faz assumir uma postura neurótica e de stalker para provar suas teorias. Esta mulher, dependente de drogas prescritas, representa seu país, vendo em qualquer pessoa ou situação um terrorista em potencial. Desta forma, ela justifica suas ações, mesmo quando protagoniza um ataque pessoal à liberdade daqueles que estão sob suspeita.

Em segundo plano temos Brody, um fuzileiro resgatado do Afeganistão que teve sua mente abalada ao longo dos oito anos em que foi prisioneiro. Prefiro não comentar o  personagem para não passar spoilers, mas vale a pena dizer que ambos são, de alguma forma, constantemente traídos e pressionados a reagir, cada um à sua maneira, às situações que se apresentam diante deles.

A cada episódio é revelado um pouco mais sobre esse universo e seus personagens, terminando sempre com uma situação que leva o telespectador a querer saber o que vem depois.

Outras séries que valeram a pena conferir em 2011. A relação abaixo segue a ordem alfabética:

Comédia: 30 Rock, Curb Your Enthusiasm, Modern Family, Parks and Recreation.

Dramédia: The Big C, Bored to Death, Californication, Divã, Enlightened, Episodes, Friday Night Dinner, Louie, Shameless, Sirens, Secret Diary of a Call Girl, Twenty Twelve, Weeds.

Drama: Boss, Case Sensitive, The Closer, Friday Night Lights, The Good Wife, Sons of Anarchy.

Ficção/Fantasia: Doctor Who, Fringe, Game of Thrones.

Minisséries: Black Mirror, The Crimson Petal and the White, The Shadow Line, The Sinking of Laconia, Women in Love, The Yard.
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Por Fernanda Furquim: @fer_furquim
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Him & Her Ganha a 3ª Temporada

O canal BBC3 anunciou a renovação da sitcom “Him & Her” para sua terceira temporada, que será composta de seis episódios, com previsão de estreia para 2012.

Criada por Stefan Golaszewski, a série estrelada por Russell Tovey e Sarah Solemani gira em torno de um casal de 20 e poucos anos que, desempregados, se sustentam com os benefícios do governo. Sem objetivos na vida, eles tentam realizar um sonho em comum: passar o dia inteiro na cama, comendo, bebendo, assistindo DVD e fazendo sexo. Mas a vida lá fora insiste em interferir nos planos do casal.

“Him & Her” estreou em setembro de 2010 tornando-se uma das produções de maior audiência do canal BBC3. Ao longo de sua temporada a série registrou a média de 2.1 milhões de telespectadores ao vivo. A decisão de renovar a série foi tomada antes que a segunda temporada encerrasse sua exibição. Atualmente no ar, a temporada registra a média de 600 mil telespectadores ao vivo. Segundo o canal, a audiência aumenta com a disponibilização dos episódios no iPlayer.

Produzida pela Big Talk Productions, as filmagens da terceira temporada terão início em 2012.

Cliquem na foto para ampliar.

 

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