Blogs e Colunistas

Him & Her

As 10 Melhores Séries de 2011

Chegou a hora de listar as produções seriadas que se destacaram ao longo do ano.

Ao contrário de 2010, foi difícil completar a lista das 10+ de 2011. Acredito que muitos irão concordar comigo quando digo que o ano foi muito fraco para a TV americana. Promessas não cumpridas e retornos abaixo das expectativas predominaram no mundo das séries.

As aparências foram mais importantes que o conteúdo. Diálogos didáticos ou excessivamente expositvos e abordagens que remontam à década de 1980 predominaram, bem como personagens, situações e propostas já vistas em outras produções foram reformuladas para dar cara nova às séries. As comédias retomaram o humor ingênuo, generalizando situações em torno de temas, alguns dos quais já exaustivamente explorados. Espero que as melhores estreias tenham sido agendadas para 2012.

Muitos poderão questionar as razões pelas quais não incluí suas séries favoritas na lista Top 10 de 2011. A resposta é simples: a lista é elaborada de acordo com a minha opinião do que é uma boa série de TV. Ela não é o resultado de um concurso de popularidade ou um apanhado geral das maiores audiências do ano. As produções foram selecionadas com base em suas propostas, bem como no desenvolvimento dos personagens e situações.

A lista inicia com as produções que, em minha opinião, se destacaram. No final da postagem encontram-se as séries que, embora não tenham entrado na lista das 10+, também são produções que valeram a pena assistir. Este ano começo a incluir na lista as minisséries, formato que faz parte do conteúdo deste blog, mas por falha minha não foram lembradas na postagem das melhores de 2010. Algumas produções ainda não chegaram ao Brasil, mas já estão disponíveis no mercado internacional.

Gostaria de lembrar que “Mad Men”, uma das melhores séries da atualidade, não consta da lista porque em 2011 não ofereceu episódios novos. Em função de uma disputa contratual, ela perdeu um ano em sua sequência de produção, retornando com sua 5ª temporada em 2012.

1. The Slap – Minissérie – Drama

Esta é uma produção australiana com base no bestseller de Christos Tsiolkas, dividida em oito episódios. Durante um churrasco que reúne familiares e amigos, Harry, primo do dono da casa, dá um tapa no rosto de Hugo, uma criança de três anos que vinha se comportando mal sem ter sido repreendida pelos pais. Este é o ponto de partida para narrar a vida de oito personagens, que reagem cada um à sua maneira à atitude de Harry. Cada episódio é protagonizado por um dos personagens.

Trata-se de uma belíssima obra que retrata de forma delicada a trajetória de cada personagem sem tomar partido, seja em relação ao tapa ou ao estilo de vida de cada um. Ninguém está 100% certo ou errado. São pessoas que vivem de acordo com suas opiniões e seus desejos, independentemente da necessidade de se tornarem simpáticas diante dos olhos de terceiros.

As opiniões e atitudes de cada um se contrastam: o homem que é escravo da família (Hector) x o homem que escraviza a família (Harry); a mulher presa às responsabilidades (Aisha) x a mulher que foge de responsabilidades (Anuk); o pai que ‘perdeu a voz’ (Manolis) x a mãe que sempre se faz ouvir (Rose); a adolescente que busca o amor (Connie) x o jovem que esconde e sufoca seus sentimentos (Richie).

2. Forbrydelsen  - 1ª Temporada – Drama 

Esta é uma produção dinamarquesa que gerou a série americana conhecida como “The Killing”. Mas, como a maioria dos remakes, a versão americana está muito abaixo da qualidade do original. Embora a primeira temporada de “Forbrydelsen” tenha sido produzida em 2007, ela somente ficou disponível para o mercado internacional em 2011.

Em 20 episódios da primeira temporada, a história acompanha as investigações em torno do assassinato de uma jovem sob circunstâncias que levam a diferentes interpretações. A narrativa divide-se entre o trabalho da polícia, comandado por Sarah Lund, e a vida pessoal de cada personagem envolvido de alguma forma com o crime ou com as investigações.

Lentamente, e de forma simples, o cenário sentimental desta série vai se formando em torno dos fatos que são revelados a cada episódio. Emoção e razão convivem de forma equilibrada, sem muito melodrama ou protecionismo por parte dos roteiristas. Através de olhares, gestos ou diálogos rotineiros, tomamos conhecimento de relacionamentos complexos e com um longo histórico, os quais não são solucionados simplesmente porque a investigação, que predomina na trama, encerrou. Meu comentário sobre a temporada está aqui.

Na segunda temporada, a série traz 10 episódios que reduzem a abordagem do lado pessoal dos personagens, embora ainda esteja presente. O foco principal é a investigação em torno do assassinato de uma advogada.

3. Men of a Certain Age – 2ª e Última Temporada – Drama

Uma das minhas decepções é a tendência atual da TV a cabo de se aproximar da TV aberta. Quando começou a produzir na década de 1990, a TV a cabo veio com uma proposta de se tornar uma alternativa para as produções oferecidas pela rede aberta. Seu sucesso forçou a TV aberta a buscar programas mais complexos e com um desenvolvimento de personagens mais profundo, que pudessem competir com o que era oferecido no cabo.

Por cerca de 10 anos ela conseguiu se manter nesse caminho, oferecendo séries com temáticas voltadas para diferentes segmentos de público. Como resultado, produções com baixa audiência conseguiram sobreviver. Aos poucos, com algumas exceções, a TV a cabo vem mudando esse perfil. Ela começou a adotar como critério de produção a medição do nível de audiência que se tornou determinante na renovação de uma série. No entanto, não é o público que a TV a cabo formou que decide o futuro de um programa, mas aquele que dá audiência à rede aberta e que também se tornou alvo dos canais a cabo. Nada contra séries de puro entretenimento, com histórias leves e desenvolvimento controlado, desde que elas não predominem, em especial na TV a cabo.

Digo tudo isso porque “Men of a Certain Age”, que por incrível que pareça surgiu na TNT, um canal que vem adotando a cada ano que passa um perfil mais popular, foi cancelada por baixa audiência para dar lugar à nova versão de “Dallas”. Para os fãs, resta a ideia de que pelo menos tivemos a oportunidade de conhecer a série.

Esta é uma das mais belas produções dos últimos anos sobre a crise da meia idade. Com uma abordagem simples e intimista ela apresenta personagens que aos poucos vão se conscientizando da passagem do tempo e do rumo que suas vidas seguiram. A princípio, eles adotam uma postura derrotista mas, lentamente, cada um ao seu próprio tempo, começa a perceber que ainda dá tempo de criar um novo futuro. A segunda temporada traz uma espécie de despedida dos personagens, já que o último episódio conseguiu oferecer, de certa forma, uma definição das situações protagonizadas por eles.

4. Breaking Bad – 4ª Temporada – Drama

Ao lado de “Mad Men”, esta série consegue manter a credibilidade do canal americano AMC, que em suas últimas estreias vem optando por uma linguagem mais popular e caricata. Renovada para sua última temporada, a série promete entrar para a história da televisão como mais uma produção que conseguiu manter sua qualidade e objetivos do começo ao fim.

A história tem início quando um pacato professor entra na vida do crime depois que descobre sofrer de câncer. A partir daí, inicia-se uma jornada que é uma verdadeira montanha-russa. Cheia de altos e baixos, Walter se arrisca constantemente, conseguindo ficar fora do alcance da polícia. Tentando manter o controle de sua vida e daqueles que o cercam, Walter descobre que isto nem sempre é possível.

Nesta quarta temporada ele, por algum tempo, perde esse controle. Sob o jugo de Gus, Walter é ‘aprisionado’. Mas como se domestica um redemoinho? Acreditando que ainda mantém o controle, Walter primeiro tenta manipular e depois mede forças com Gus. Sem resultados, ele entra no processo de ebulição que irá explodir no final.

Enquanto isso, a temporada destaca os demais personagens, como Gus e sua história, bem como sua tentativa de separar Walter e Jesse. Este sofre uma crise de identidade colocando em dúvida sua amizade e sua fé em Walter. Já Skyler revela ser perfeitamente capaz de cometer seus delitos em nome da sobrevivência. Imagino se no final o confronto será entre Walter e Hank ou se entre Walter e Skyler.

5. Him & Her - 2ª Temporada – Dramédia

Esta é uma série inglesa que já figurava em minha lista do ano passado, na categoria Vale a Pena Conferir. Ela não é uma produção que cai fácil no gosto popular mas, para quem procura algo mais que bordões e caricaturas, “Him & Her” é uma boa opção.

A série é essencialmente uma peça de teatro. Presa a um único cenário, a história transcorre em um pequeno apartamento dividido em quatro cômodos: o hall de entrada, a cozinha, o quarto e o banheiro. Dependendo da posição em que está, a câmera consegue mostrar todos os cômodos de uma só vez. Em outros casos, a câmera abre, apresentando simultaneamente o que acontece em dois cômodos, com a tela dividida por uma parede. Em alguns episódios o cenário também inclui o corredor, que fica em frente ao apartamento onde os protagonistas vivem. Ao longo da série vemos episódios que retratam situações típicas da narrativa teatral, como a construção do imaginário do público através de relatos que os personagens fazem da vida lá fora, e o entra e sai de personagens em um único ambiente.

Com uma narrativa naturalista, a série traz uma abordagem que segue a linha perpetuada por Samuel Beckett no teatro, com personagens vivendo o nada mas revelando muito. Em “Him & Her” ninguém está à espera de Godot, nem tampouco da morte, embora a história também seja centrada em dois vagabundos que em sua rotina entediante demonstram não ter entusiasmo pela vida ou objetivos a serem alcançados. No elenco também está o casal formado por Laura e Paul, ela irmã de Becky, uma jovem dominadora e egocêntrica, ele um noivo submisso.

Por opção, o casal formado por Becky e Steve se sustenta com os benefícios do governo. Sem trabalhar, os dois passam o dia dentro do apartamento tentando fazer apenas o que gostam: transar, assistir DVD e jogar games. Eles saem pouco e quando isto ocorre é, geralmente, por obrigação. Em contrapartida, os familiares e amigos insistem em bater à porta do casal se intrometendo em sua vida, algo que ocorre com mais frequência na segunda temporada.

6.  Rev. – 2ª Temporada – Dramédia

Esta é outra produção britânica que constava de minha lista de 2010, categoria Vale a Pena Conferir, que nesta segunda temporada amadureceu.

A história gira em torno de Adam, um Reverendo anglicano e sua relação com a paróquia, colegas de trabalho e sua esposa, que deseja engravidar. Inseguro, muitas vezes ingênuo, mas com uma grande vontade de ajudar o próximo, esse homem de Deus revela ser um ser humano como qualquer outro. Cheio de fraquezas, ele se vê confrontado por questões existenciais que se apresentam na rotina do dia a dia. Seu maior obstáculo é ele mesmo.

Tal como ocorre com outras produções da Inglaterra, “Rev.” tem a liberdade de explorar temas que nos EUA seriam considerados tabus, especialmente para a TV aberta. O principal deles é a religião, que ainda é evitada por diversas produções mundo afora. Na série são discutidas de forma simples, mas abertamente, situações como a estrutura política e administrativa da igreja anglicana, sua relação com as demais religiões, bem como com a sociedade.

A série também abrange temas como a solidariedade, a homossexualidade dentro da igreja, o culto às celebridades e à mídia, o uso de drogas e a dependência aos vícios, exorcismo, fé, burocracia, preconceito, a educação de jovens, e a pedofilia, que além de comentada também é vista de forma simbólica como na cena em que Adam, vestindo uma batina, persegue Enid no parque, que corre gritando como se estivesse sendo atacada.

 7. Treme – 2ª Temporada – Drama

Esta é uma produção que exemplifica o que a TV a cabo era quando surgiu. Voltada a um segmento de público específico, mantendo baixa audiência, a série da HBO consegue ser renovada para novas temporadas, sem sofrer pressão do canal para popularizar sua narrativa com o objetivo de atrair o interesse de um público maior.

A série traz uma história com conteúdo pessoal, significativo e atual: a cultura regional em contraste com a globalização cultural.

A segunda temporada desta série teve um único problema: as cenas dramáticas ficaram perdidas na quantidade exagerada de números musicais. Mas, ainda assim, conseguiu se manter fiel à sua proposta, desenvolvendo mais a fundo sua história e a complexidade de seus personagens, os quais começaram a se desprender de suas raízes e de seu passado para tentar reconstruir suas vidas.

Com isso, alguns se perdem no meio do caminho, abandonando suas crenças e dando as costas à sua cultura. Outros buscam alternativas para manter seu amor e sua fé na cultura de Nova Orleans e na importância que ela tem para a sociedade em que vivem.

8. Justified – 2ª Temporada – Drama 

Esta é uma produção da qual não esperava gostar, embora seja fã de faroestes. Quando anunciaram a série como um faroeste moderno, torci o nariz. Logo concluí que seria apenas mais uma produção policial com narrativa procedimental estrelada por um agente federal que usa chapéu de cowboy. Nada disso. Embora esses elementos se façam presentes, a série traz uma belíssima construção de personagens que conduzem a história e não vice-versa.

Nesta segunda temporada, “Justified” trouxe uma das mais belas personagens que já vi nos últimos anos. Mags Bennett é uma espécie de Ma Parker. Uma mulher que, com a ajuda dos filhos, mantém um negócio de bebida clandestina. Mas ela é ambiciosa e ao longo dos episódios busca expandir seus negócios para outras áreas.

Esta temporada se aprofundou na história do condado e o valor afetivo que o lugar tem para os moradores que nasceram e cresceram na região. A trama também explorou a forma como os relacionamentos do passado determinam o comportamento no presente. Raylan passou por cima de seus princípios para ajudar Winona e, como inimigos cordiais, Mags e seus filhos mantiveram uma distância respeitável de Raylan e sua família, ao menos enquanto foi possível.

A atriz Margo Martindale rouba todas as cenas em que aparece, mas nem por isso o restante do elenco fica diminuído. Ao contrário, os atores que contracenaram com ela ganharam com sua presença. Juntos eles construíram cenas belíssimas, transformando a temporada em um prazer de se acompanhar, embora os personagens tenham sido melhor desenvolvidos que a trama proposta.

9. Boardwalk Empire - 2ª Temporada – Drama

A série é situada na década de 1920, iniciando sua trama logo após a decretação da Lei Seca. Embora o foco principal seja o contrabando de bebidas, “Boardwalk Empire” é uma série sobre proibições e transgressões, as quais são vistas em diversos níveis. O contrabando e a luta pelo poder é apenas o ponto de partida e uma referência prática para contar a história de personagens que se envolvem em diferentes situações, as quais os obrigam a tomar decisões. Geralmente a resposta encontrada por eles é a de transgredir as leis, sejam as do homem ou as de Deus. A forma como realizam essas transgressões, ou tentam evitá-las, e a maneira como lidam com as consequências compõem a trama.

Ao longo da história alguns personagens, que tinham uma forma de vida clara e objetiva, começam a se perder; outros que estavam perdidos começam a se questionar e a buscar alternativas de vida. Mas, em todos os casos, cada um deles precisa romper com padrões enraizados, tomando decisões que, para o estilo de vida que seguiam, podem ser consideradas amorais ou proibitivas. Ninguém é inocente ou puro para ser poupado das transformações que sofrem ou de suas consequências.

A segunda temporada explorou mais a fundo o passado, a solidão e as motivações de personagens, alguns dos quais se despediram do público. A temporada encerra uma etapa da história, introduzida no início da série. Foi feita uma limpa entre os personagens, levando a história a sofrer uma reestrutura.

O mais importante é que Nucky deixou de ser apenas um personagem que reage às situações que se apresentam para assumir de fato sua posição como gângster. Ao eliminar o representante da chamada ‘geração perdida’, Nucky desceu do muro. Sua transgressão terá consequências, uma das quais poderá ser o surgimento de uma nova inimiga, talvez mais poderosa que o Comodoro: Gillian.

10. Homeland – 1ª Temporada – Drama 

Acredito que ainda seja cedo para dizer se esta série chegou para ficar, mas em sua primeira temporada, “Homeland” conseguiu se estabelecer como uma das melhores estreias de 2011. A série é uma versão americana de uma produção israelense. Seguindo a linha de “24 Horas”, “Homeland” trabalha a questão do terrorismo.

Embora se mantenha no nível de um thriller de espionagem, tomando liberdades criativas para narrar sua história, a série consegue oferecer personagens e situações que os transformam em algo mais que simples protagonistas de uma ação.

O tema principal é a relação entre terrorismo e doença. A personagem central é Carrie. Diagnosticada como bipolar, ela é capaz de identificar padrões de comportamento. Poucos acreditam nela, o que a faz assumir uma postura neurótica e de stalker para provar suas teorias. Esta mulher, dependente de drogas prescritas, representa seu país, vendo em qualquer pessoa ou situação um terrorista em potencial. Desta forma, ela justifica suas ações, mesmo quando protagoniza um ataque pessoal à liberdade daqueles que estão sob suspeita.

Em segundo plano temos Brody, um fuzileiro resgatado do Afeganistão que teve sua mente abalada ao longo dos oito anos em que foi prisioneiro. Prefiro não comentar o  personagem para não passar spoilers, mas vale a pena dizer que ambos são, de alguma forma, constantemente traídos e pressionados a reagir, cada um à sua maneira, às situações que se apresentam diante deles.

A cada episódio é revelado um pouco mais sobre esse universo e seus personagens, terminando sempre com uma situação que leva o telespectador a querer saber o que vem depois.

Outras séries que valeram a pena conferir em 2011. A relação abaixo segue a ordem alfabética:

Comédia: 30 Rock, Curb Your Enthusiasm, Modern Family, Parks and Recreation.

Dramédia: The Big C, Bored to Death, Californication, Divã, Enlightened, Episodes, Friday Night Dinner, Louie, Shameless, Sirens, Secret Diary of a Call Girl, Twenty Twelve, Weeds.

Drama: Boss, Case Sensitive, The Closer, Friday Night Lights, The Good Wife, Sons of Anarchy.

Ficção/Fantasia: Doctor Who, Fringe, Game of Thrones.

Minisséries: Black Mirror, The Crimson Petal and the White, The Shadow Line, The Sinking of Laconia, Women in Love, The Yard.
__________

Por Fernanda Furquim: @fer_furquim
__________

Him & Her Ganha a 3ª Temporada

O canal BBC3 anunciou a renovação da sitcom “Him & Her” para sua terceira temporada, que será composta de seis episódios, com previsão de estreia para 2012.

Criada por Stefan Golaszewski, a série estrelada por Russell Tovey e Sarah Solemani gira em torno de um casal de 20 e poucos anos que, desempregados, se sustentam com os benefícios do governo. Sem objetivos na vida, eles tentam realizar um sonho em comum: passar o dia inteiro na cama, comendo, bebendo, assistindo DVD e fazendo sexo. Mas a vida lá fora insiste em interferir nos planos do casal.

“Him & Her” estreou em setembro de 2010 tornando-se uma das produções de maior audiência do canal BBC3. Ao longo de sua temporada a série registrou a média de 2.1 milhões de telespectadores ao vivo. A decisão de renovar a série foi tomada antes que a segunda temporada encerrasse sua exibição. Atualmente no ar, a temporada registra a média de 600 mil telespectadores ao vivo. Segundo o canal, a audiência aumenta com a disponibilização dos episódios no iPlayer.

Produzida pela Big Talk Productions, as filmagens da terceira temporada terão início em 2012.

Cliquem na foto para ampliar.

Fotos do Elenco de Him & Her – 2ª Temporada

A segunda temporada de Him & Her, composta de sete episódios, estreia na Inglaterra pela BBC3 no dia 1º de novembro. Criada por Stefan Golaszewski, a série conta a história de Steve (Russell Tovey, de “Being Human”) e Becky (Sarah Solemani), jovens desempregados que se sustentam com os benefícios do governo. Sem objetivos na vida, eles tentam realizar um sonho em comum: passar o dia inteiro na cama, comendo, bebendo, assistindo DVD e fazendo sexo. Mas a vida lá fora insiste em interferir nos planos do casal.

No elenco também estão Dan (Joe Wilkinson), o vizinho do andar de cima que vive batendo na porta dos dois; Laura (Kerry Howard) e Paul (Ricky Champ), irmã de Becky e seu namorado; e os pais de Laura, Nigel e Jill (Ralph Brown e Marion Bailey).

Na segunda temporada, Becky se muda para o apartamento de Steve, mas as coisas se complicam quando a ex-namorada dele reaparece em sua vida ainda interessada por Steve.  Enquanto isso, Laura e Paul continuam planejando seu casamento e Dan reata com sua namorada.

Cliquem nas fotos para ampliar.

Preview de Him & Her – 2a. Temporada

Russell Tovey e Sarah Solemani

Os novos episódios da sitcom “Him & Her” estreiam na Inglaterra no próximo outono (período que compreende os meses de setembro, outubro e novembro). Criada por Stefan Golaszewski, a série é uma ótima pedida para quem gosta de sitcoms britânicas.

A história gira em torno de Steve (Russell Tovey, de “Being Human”), um jovem desempregado que não deseja arranjar emprego. Ele se mantém graças aos benefícios do governo ou da ajuda da família.

Sem objetivos na vida, ele também não tem nenhum interesse pessoal em qualquer coisa. Seu único sonho é poder passar o dia inteiro na cama, comendo, bebendo, assistindo DVD e fazendo sexo com sua namorada, Becky (Sarah Solemani), outra desempregada que também não almeja nada na vida.

No elenco também estão Dan (Joe Wilkinson), o vizinho do andar de cima que vive atrapalhando a vida do casal; Laura (Kerry Howard) e Paul (Ricky Champ), irmã de Becky e seu namorado; e os pais de Laura, Nigel e Jill (Ralph Brown e Marion Bailey).

Na segunda temporada, que terá sete episódios, Becky se muda para o apartamento de Steve, mas as coisas se complicam quando a ex-namorada, Julie Taylor, reaparece em sua vida demonstrando ainda ter interesse por ele. Enquanto isso, Laura e Paul continuam planejando seu casamento e Dan reata com sua namorada

Originalmente batizada como título de “Young, Unemployed and Lazy”, a série estreou pelo canal BBC3 em setembro de 2010, sendo renovada em outubro do mesmo ano.

Him & Her é Renovada, Trinity é Cancelada

Russell Tovey e Sarah Solemani em "Him & Her" (Foto BBC/Divulgação)

O canal BBC3 encomendou a segunda temporada da sitcom “Him & Her“, que terá a produção de sete episódios. As filmagens terão início em 2011. A previsão de estreia ainda não foi divulgada.

Produzida pela Big Talk e estrelada por Russell Tovey e Sarah Solemani, a primeira temporada estreou na Inglaterra em setembro dividindo a crítica mas conquistando o público.

Ao longo da exibição de seus seis episódios, a série teve uma audiência média de 2.1 milhões de telespectadores.

Já o canal ITV2 anunciou o cancelamento da série teen “Trinity“. A primeira temporada de oito episódios foi exibida entre setembro e novembro de 2009, registrando cerca de 596 mil telespectadores. Desde então, o canal ficou ‘devendo’ definir o futuro da série.

Visto que boa parte da produção inglesa costuma levar tempo para ser produzida e exibida, é comum que uma série retorne com uma nova temporada mais de um ano depois da primeira ter sido exibida. Com isso, os fãs da série ficaram no aguardo de uma definição.

Criada por Christian Cooke e Reggie Yates, “Trinity” representou uma tentativa do canal de produzir uma série diferenciada entre aquelas que fazem parte de sua programação. Mas com um orçamento que gira entre 3 e 4 milhões de libras, a audiência da série não compensa os gastos com a produção.

03/09/2010

às 18:01 \ Séries Inglaterra

Nova Série – Him & Her, Sitcom da BBC

A temporada de 2010-2011 não tem apenas séries americanas. A Inglaterra também anuncia algumas estreias. Apesar de não seguir a mesma estrutura de temporadas que os EUA, algumas produções inglesas têm início no mesmo período.

Na TV inglesa, a encomenda de episódios por temporada costuma ser de quatro, seis ou 10, enquanto que nos EUA varia entre seis (geralmente para séries de meio de temporada ou com estreias no verão), 13, para séries que estreiam na temporada normal, ou 22 episódios, quando a aposta do canal é grande. A TV a cabo já fixou sua produção em 10 ou 13 episódios como temporada normal.

Por ter um número menor de episódios, a séries inglesas costumam dar aos atores tempo livre para dedicarem-se a outros projetos. Por isso, é possível que um ator estrele duas séries ao mesmo tempo. É o que acontece com Russell Tovey, que interpreta o lobisomem da série “Being Human” e agora também estrela a sitcom “Him & Her”, que tem seis episódios encomendados para a primeira temporada.

A série estreia na Inglaterra no dia 6 de setembro pelo canal BBC3. Criada por Stefan Golaszewski, a sitcom tem direção de Richard Laxton com produção da Big Talk Productions, a mesma produtora responsável por “Spaced” e “Rev.”.

Na história, Steve (Tovey) é um jovem desempregado que não deseja arranjar emprego. Ele se mantém graças aos benefícios do governo ou da ajuda da família. Sem objetivos na vida, ele também não tem nenhum interesse pessoal em qualquer coisa. Seu único sonho é poder passar o dia inteiro na cama, comendo, bebendo, assistindo DVD e fazendo sexo com sua namorada, Becky (Sarah Solemani), outra desempregada que também não almeja nada na vida, vivendo dos benefícios do governo.

Apesar de seu humor sarcástico, ou justamente por causa dele, Becky é uma garota popular entre os amigos. Adora sair para dançar, mas também sonha em poder passar mais tempo sozinha com o namorado na cama. O problema é que eles são constantemente interrompidos, seja por Dan (Joe Wilkinson), o vizinho do andar de cima, ou por Laura (Kerry Howard) e Paul (Ricky Champ), irmã de Becky e seu namorado, ou até mesmo pelos pais dela, Nigel e Jill (Ralph Brown e Marion Bailey). Cada um tem um problema que exige atenção imediata ou apenas querem conversar.

Laura é infeliz com Paul, um jovem que a trai constantemente e que apela para a violência quando perde a paciência. O que a atrai é seu bom humor e o fato dele ter acesso à melhor casa noturna da cidade. Já o vizinho Dan está passando por um momento de crise. Desempregado, sua namorada o deixou, Dan sente-se sozinho e carente, precisando do ombro de Steve para chorar as mágoas.

No elenco de personagens  também estão Janet (Joanna Bacon), mãe de Steve; Shelly (Camile Coduri), amiga de Laura; Barney (Blake Harrison), amigo de Steve; Mike (Ian Burfield), pai de Barney; Gaye (Natasha Stokes), namorada de Barney; Paris (Lizzie Roper), ex-namorada de Dan; e Jamie (Martin Delaney), o amigo gay de Becky.

Originalmente batizada como título de “Young, Unemployed and Lazy”, a série teve seu projeto divulgado em novembro de 2009, quando o piloto foi encomendado pela BBC. A intenção era exibir o piloto para testar a audiência mas, em janeiro desse ano, o canal decidiu encomendar a produção de mais cinco episódios, transformando o projeto em série.

Os títulos dos episódios da primeira temporada de “Him & Her” são: The Toast, The Birthday, The Fancy Dress Party, The Football, The Parents e The Argument.

No vídeo abaixo, bastidores e entrevistas com os atores que falam sobre seus personagens e a série:

Novos Projetos e Pilotos – Parte 12

Estamos de volta com as postagens sobre novos projetos que estão sendo preparados para lançamento entre 2010 e 2011. A crise que atingiu a indústria do entretenimento fez com que a grande maioria dos estúdios selecionasse melhor quais projetos seriam transformados em pilotos e quais destes serão transformados em séries. Não significa que estamos livres das “bombas”!

Começamos pelo canal TBS, do grupo Turner, que já produz séries cômicas como “10 Itens or Less” e “My Boys”. Agora eles estão desenvolvendo o novo projeto de Andy Breckman, autor de “Monk”. Chama-se “Uncle Nigel“, uma dramédia de mistério situada na Filadélfia, que gira em torno do detetive da polícia Nigel Wells. Ao seu lado está seu sobrinho, membro da força policial, que para seu desespero é desleixado e costuma enfiar os pés pelas mãos.

O projeto está em fase de seleção de elenco e de diretor para o piloto que será filmado em março para posterior avaliação pelo canal. Se aprovado, “Uncle Nigel” se tornará a primeira série de uma hora de duração produzida para a TBS que até o momento vem se dedicando a sitcoms.

Entre os demais projetos do canal está “Neighbors From Hell“, série animada em fase de roteirização, e a sitcom “Are We There Yet?“, versão do filme de 2005 estrelado por Ice Cube. Esta última já ganhou a encomenda de 10 episódios que serão produzidos por Joe Roth. Se a exibição dos primeiros episódios conquistar uma boa audiência, o canal deverá encomendar mais 90 episódios da série. Estrelada por Terry Crews e tendo Ice Cube em participação semiregular, a série apresentará um homem e suas tentativas de conquistar os filhos de sua namorada.

Já a ABC encomendou a produção do piloto de “1-8-7 Detroit“, que gira em torno de uma equipe de  detetives da homicídios em Motor City que são acompanhados por uma equipe de documentaristas. A dramédia é uma produção da ABC Studios em parceria com a Mandeville Films.

Elenco de “Outrageous Fortune”, série da Nova Zelândia

Outro projeto do canal que ganhou a encomenda de oito episódios é “Scoundrels“, versão americana da série “Outrageous Fortune”, produzida na Nova Zelândia e que já está em sua quinta temporada. O projeto vem se desenvolvendo desde 2008 quando chegou a ser anunciado com o título de “Good Behavior”. A história gira em torno de uma família composta por ladrões que praticam pequenos furtos. Quando o patriarca é condenado à prisão, a esposa decide corrigir os filhos, levando-os a tentar uma vida honesta. Mas enfrenta a resistência dos mesmos que têm planos de se manter na vida do crime e expandir os negócios.

Criada por James Griffin e Rachel Lang a versão americana é assinada por Richard Levine e Lyn Greene, de “Nip/Tuck”. A produção é da South Pacific Pictures, a mesma responsável pela série original, em parceria com a ABC.

O canal também está desenvolvendo um dos três novos projetos de Jerry Bruckheimer: “The Whole Truth“, que apresenta a preparação dos dois lados de um caso judiciário, o da defesa e o da acusação. Podemos nos arriscar a dizer que seguirá a linha de “Law & Order”, que mostra o trabalho policial e depois o trabalho da promotoria; sendo que no caso de “The Whole Truth”, os dois lados serão apresentados simultâneamente. O roteiro é de Tom Donaghy, de “Whitout a Trace”. Os outros dois projetos de Bruckheimer em desenvolvimento são “Hopscotch”, para a ABC, já mencionado aqui, e “The Chase”, para a NBC.

E falando em NBC, o canal  vem tendo dificuldades em encontrar um ou mais carros chefes para sua programação, conforme comentado aqui. Neste fim de semana representantes do canal confirmaram a produção de alguns projetos. A idéia é encomendar 10 pilotos para preencher a grade que vinha sendo ocupada pelo talk show de Jay Leno, exibido diariamente. Visto que passará a ser um programa semanal, a NBC precisa de novas séries para preencher o espaço vago.

Dos 10 pilotos para avaliação, a NBC confirmou a produção de seis, são eles: a versão americana da inglesa “Prime Suspect“, assinada por Hank Steinberg, de “Whithout a Trace”; o remake de “Arquivo Confidencial/The Rockford Files“, assinado por David Shore, de “House”; e “The Chase“, nova série de Jerry Bruckheimer assinada por Jennifer Johnson, de “Cold Case” que apresenta uma equipe em perseguição a criminosos foragidos. Sendo que o canal já está filmando o piloto de “Rex is Not Your Lawyer“, estrelado por David Tennant, e está em fase de pré-produção a nova série de J. J. Abrams, “Undercovers“.

Luke Wilson, Diane Ladd e Laura Dern

A NBC também irá produzir o piloto de uma nova série assinada por David E. Kelley. Infelizmente o roteirista e produtor está inisistindo em se manter na TV aberta, seja por vontade próppria ou por força de contrato. Seu trabalho, iniciado na década de 80, já alcançou um nível que agora só a TV a cabo poderá lhe dar a liberdade de expressão que ele tanto necessita e almeja. Mas, parece que isso ainda vai demorar a acontecer, então vamos esperar para ver que tipo de série vai sair disso (ao menos é para a rede NBC que já nos deus produções como “The West Wing” entre muitas outras). O título e o enredo do projeto não foram divulgados.

Tem ainda “The Event“, de Nick Wauters, projeto que aguarda definição para ser produzido um piloto. A história gira em torno de uma grande conspiração governamental.

Pela HBO, o piloto de “Enlightened“, divulgado aqui, ganhou reforço no elenco. Ao lado de Laura Dern, que também irá produzir, estarão Diane Ladd, Luke Wilson, Amy Hill e Charles Esten. A comédia apresenta Laura interpretando Amy, uma mulher auto-destrutiva que passa por uma situação que a leva a olhar para o lado espiritual de sua existência. Assim, decide mudar de rumo, direcionando sua vida para este caminho, o que a leva a ter problemas no trabalho e em casa. Luke Wilson interpretará Levi, seu ex-marido, um viciado em drogas; Diane Ladd, que é mãe de Laura na vida real, também irá interpretar sua mãe, com quem Amy irá morar. Amy Hill e Charles Esten serão colegas de trabalho de Amy.

Como comentado aqui, o TV Land começa este ano a produzir séries originais. A primeira é “Retired at 35” que está na fase de produção do piloto para avaliação. Divulgamos a presença de George Segal no elenco; agora novos nomes se unem a ele: Johnathan McClain, que interpretará o protagonista, um homem de 35 anos que se aposenta e vai morar com os pais na Flórida; Jessica Walter, de “Arrested Development” e “90210″, que será sua mãe, ao lado de George Segal, de “Just Shoot Me”, que será seu pai; e ainda Casey Wilson, que interpretará a irmã do protagonista, e Christine Ebersole, uma amiga.

Cláudia Jimenez

No Brasil, Cláudia Jimenez se prepara estrelar uma nova série da Globo. “Vida Alheia“, criada por Miguel Falabella, é uma comédia situada nos bastidores de uma revista de fofocas. Cláudia deverá interpretar a editora-chefe da revista.

Já na Inglaterra, o canal BBC se prepara para exibir o que eles chamam de “nova temporada de pilotos”. Trata-se de vários projetos que tiveram os pilotos filmados e que serão exibidos para testar a audiência. Prática muito comum na Inglaterra e que há alguns anos foi adotada pela TV Globo no Brasil, que exibe possíveis projetos no formato “especiais de fim de ano”.

Entre os pilotos que serão exibidos na Inglaterra (ainda sem data definida) estão “Dappers“, criada por Catherine Johnson, roteirista de “Mamma Mia”. A comédia é situada em Bristol e gira em torno de duas jovens mães, Faye e Ashely, que vivem em um condomínio.

“The Gemma Factor”

Outro piloto é “Pulse“, criado por Paul Cornell. Trata-se de um drama médico que mescla suspense e terror. Situado no fictício hospital St .Timothy, uma das mais conceituadas instituições do país que abriga a melhor tecnologia da Inglaterra, formando os mais proeminentes médicos. No entanto, por trás de todo este verniz existe uma rede secreta de cientistas que fazem experiências perigosas. Após a morte de sua mãe, funcionária do hospital, Hannah (Claire Foy) decide desvendar os mistérios que cercam a instituição.

O canal BBC também tem “Stanley Park“, dramédia criada por Leo Richardson, situada no subúrbio de Londres. Trata-se da versão de uma peça de teatro escrita pelo próprio Richardson. A história gira em torno de um grupo de amigos que vivem na mesma rua e passam por um período difícil em suas vidas.

Já “Young Lazy and Unemployed” é uma comédia criada por Stefan Golaszewski já mencionada aqui. A produção, que ainda terá o piloto exibido para avaliar a audiência, já tem 6 episódios encomendados. A história apresenta um casal de 20 e poucos anos. Russell Tovey, de “Being Human”, interpreta Steve, um rapaz preguiçoso cujo único interesse na vida é comer, beber, transar e dormir. Ele vive com Becky, interpretada por Sarah Solemani, que compartilha com ele seus interesses. Desempregados, em busca de diversão, os dois passam a maior parte do tempo na cama.

Outra comédia que ainda terá o piloto exibido para avaliação mas que conta com 6 episódios encomendados, é “The Gemma Factor“. A história gira em torno de Gemma Collinge (Anna Gilthorpe) que tem como objetivo de vida se tornar famosa até os 21 anos. Vivendo em uma cidade pequena, ela sonha com a cidade grande. Sem ter o apoio da família, ela divide seus sonhos com os amigos, Jeff e Nell, enquanto tenta realizar seu objetivo.

Novos Projetos e Pilotos – Parte 5

Idris Elba

Dando continuidade às nossas postagens sobre os projetos que estão em desenvolvimento para a temporada 2010-2011 (ou mais, dependendo da situação de cada um), trazemos novos títulos que poderão se tornar pilotos e posteriormente séries de TV.

Pela NBC temos o drama “Nola Rising“, e “Ordinary People“, que apesar de ter o mesmo título em inglês do filme “Gente como a Gente”, é uma comédia familiar. A primeira gira em torno de um detetive particular de New Orleans que soluciona seus casos com a ajuda de um ex-condenado. Este, por sua vez, consegue suas pistas graças ao fato dele incorporar os espíritos daqueles que já partiram. O roteiro do piloto está nas mãos de Diane Ademu-John, de “Medium” e “Crossing Jordan”.

Já “Ordinary People” gira em torno de uma família afro-americana, formada pelos pais e pelos filhos. O pai, repórter que viajava pelo mundo, agora precisa se adaptar a uma vida pacata quando se torna um colunista que trabalha em casa. A produção é de Kenya Barris, de “The Game”, e Scott Stuber.

Outro projeto para a NBC, ainda sem título, foi criado por Idris Elba, ator visto em “The Office”, que tem a parceria de David Eick, de “Battlestar Galactica”. Com roteiro de Sean O’Keefe e Will Staples, a história é um drama legal que gira em torno de um advogado o qual tem o objetivo de usar todos os truques possíveis para defender seus clientes de um promotor corrupto.

Adam Carolla

Também pela NBC existem quatro projetos de sitcoms ainda sem títulos: um estrelado por Adam Carolla, sobre um empresário que é deixado pela mulher; outra criada por Bill Oakley, sobre o dia-a-dia de um dos mais jovens juízes de um tribunal; outra criada por Don Cheadle e Aaron McGruder, sobre dois irmãos que abrem uma agência de seguros; e outra com o ator Norm MacDonald, ex-”Saturday Night Live” e astro da sitcom “Norm”. Com o título de “Sausagefest” a comédia gira em torno de dois amigos.

Tem também o drama “Zeroes“, de Mark Neveldine e Brain Taylor, que segue o estilo perpetuado por “24 Horas”, ao propor narrar a última hora de uma situação crítica. Os 60 minutos de crise será extendido ao longo de toda a série.

Dan McDermott, de “Angela’s Eyes”, retorna à TV com “Ravens Parish“, um drama de aventura para a Fox. Por enquanto apenas com o desenvolvimento do roteiro do piloto garantida, a série gira em torno de um homem e seu filho adolescente que buscam um tesouro, o qual estaria escondido em uma caverna na região do Mississippi.

Outra série de aventura para a Fox é “The Mysteries of Oak Island“, sobre uma mãe e seus filhos também em busca de um tesouro. Acredito que o canal deverá escolher qual a melhor proposta para levar ao ar, visto que dificilmente manteriam duas séries iguais no ar.

Ainda na Fox tem uma sitcom chamada “Sequestred“, a qual gira em torno de 12 jurados que são obrigados a viverem juntos durante o tempo do julgamento, podendo falar sobre tudo, menos sobre o caso. Na área de espionagem, a Fox tem em desenvolvimento o projeto de Harris Wilkinson e Peter Chermin que gira em torno de uma divisão da CIA especializada em coletar informações através da paranormalidade. Na área dos dramas de tribunais tem “Self-Righteous”, com produção da Universal, sobre um advogado em New Orleans que defende pessoas as quais ninguém quer ajudar.

Patrick Dempsey

O ator Patrick Dempsey, de “Grey´s Anatomy”, também investe na área de produção. Ele apresentou o projeto de uma sitcom chamada “Coif“, para o canal ABC. Criado por ele e sua esposa, Jillian, uma estilista, o projeto está em fase de contratação de roteiristas para desenvolver o episódio piloto. A história é situada em Los Angeles e gira em torno de alunos de um curso de beleza que sonham em abrir um salão.

Pelo Disney Channel está em desenvolvimento uma nova série musical, a exemplo de produções como “Hannah Montana”, “Eli Stone” e “Glee”, além de “Fama” nos anos 80. “Dance Dance Chicago” já tem a produção de um piloto encomendada. Gira em torno de duas crianças que trabalham como dançarinos em um programa de TV. Criada por Chris Thompson, de “The Naked Truth”, “Action” e “Ladies Man”, a produção está em fase de seleção de elenco.

Pela produtora Evergreen Films está sendo desenvolvido um projeto de adaptar uma série de livros de mistérios da autora Dana Stabenow, que criou a personagem Kate Shugak, uma detetive particular que vive no Alasca. A idéia é filmar no local ao contrário de séries como “Men in Trees” e “Northern Exposure”, que eram situadas no Alasca mas filmadas em Los Angeles e Toronto, respectivamente. Segundo o THR, o estado elevou a taxa de desconto no imposto para a indústria do entretenimento, chegando a 44%, com o objetivo de atrair um maior número de produções ao local. O projeto está sendo oferecido à canais abertos e a cabo.

E se o Showtime tem uma série sobre um serial killer, a HBO tem um projeto em desenvolvimento sobre um maníaco, aquele sujeito que, obcecado por alguém, passa a vigiar todos seus atos. Com o título de “The Follower“, o projeto é uma adaptação de Bret Easton Ellis de um livro de Jason Star.

Kevin Sorbo

Canadá

Lembram do ator Kevin Sorbo, o “Hércules” dos anos 90? Se tudo der certo, o veremos estrelando uma sitcom. Produzida em Vancouver, “Wolf Canyon” traz Sorbo e o ator Lorne Cardinal, famoso pela sitcom canadense “Corner Gas”, interpretando dois atores que estrelam um programa ruim de TV filmado no Canadá. Sorbo interpreta um ex-astro da TV que agora lida com a bebida, enquanto que Cardinal será Hoyt Talbot Jr., um veterano dublê que já caiu muitas vezes de cabeça o que lhe afetou sua compreensão das coisas. Com isso, ele mistura suas falas e confunde suas cenas.

A idéia é explorar situações relacionadas à produção de séries e a forma como é administrado o mundo do entretenimento. O piloto deve ir ao ar no Canadá no dia 26 de dezembro pela APTN. Outras sitcoms em produção no Canadá são “Hiccups“, com Nancy Robertson, e “Dan for Mayor“, com Fred Ewanuick.

Inglaterra

A minissérie britânica “House of Cards“, que tem como base um livro de mesmo nome, poderá ganhar uma versão seriada pela Media Rights Capital. O projeto está nas mãos de David Fincher, Eric Roth, Michael Dobbs, Andrew Davis e Josh Donen. Ainda sem um canal definido.

Já a BBC encomendou pela RSJ Productions a produção de seis episódios de “The Accused“, série antológica que acompanha a cada episódio um acusado de um crime. As histórias apresentam suas vidas em paralelo ao julgamento, terminando com o veredicto.

Ainda pela BBC temos “Young, Unemployed and Lazy“, título provisório de uma comédia com Russell Tovey e Sarah Solemani. Criada por Stefan Golaszewski, a série gira em torno do dia-a-dia de um casal de classe baixa que discute sua relação; tem também “Handle with Prayer“, outro título provisório de uma série com seis episódios iniciais encomendados. Criado por James Wood e Tom Hollander, a série irá girar em torno do reverendo Andrew Smallbone (Tom Hollander) em meio a seus conflitos morais e frustrações. A sitcom terá direção de Peter Catanneo, de “The Full Monty”.


França

Pela Method Animation está em produção um projeto orçado em cerca de 18.4 milhões de dólares para se produzir uma série animada em CGI com base no livro “O Pequeno Príncipe“, escrito por Antoine de Saint-Exupery. A previsão de estréia é para dezembro de 2010, com uma versão em 3D.

Escrito em 1943, a obra é uma das mais importantes e conhecidas da literatura mundial, tendo sido traduzido em mais de 200 idiomas. Gira em torno de um menino que fica preso na Terra sem condições de voltar ao seu planeta de origem. No deserto, ele faz amizade com um piloto que teve seu avião avariado, para quem ele conta sua história.

A história já foi transformada em série animada nos anos 80 pelas mãos do diretor Yashikazy Yasuhiko, batizada de “As Aventuras do Pequeno Príncipe”, ela já foi lançada em DVD no Brasil pela Focus Filmes.

O novo projeto tem co-produção da Sony, dos EUA, La Fabrique d´Images, da França, DQ Entertainment, da Índia, ARD, da Alemanha, e RAI Fiction, da Itália. Entre os envolvidos na produção está Olivia d´Agay, sobrinha neta de Saint-Exupery.

“As Aventuras do Pequeno Príncipe”

Ainda na França também está em desenvolvimento o drama policial “Braquo“, que deve seguir a linha narrativa de “The Shield”. Criada por Olivier Marchal para o Canal Plus a série deverá explorar a sociedade francesa em relação à criminalidade e à corrupção policial.

Outro projeto em andamento é “The Oligarchs“, com 13 episódios iniciais criado por Eric Rochant, Pierre Leccia e Alex Berger. A produção busca parceria com alguma produtora ou canal americano. Não foram fornecidos maiores detalhes. Tem também “Berlucci”, criado por Abdel Raouf Dafri, sobre um malandro de rua que consegue se infiltrar na elite política da França.

Austrália

A Fremantle Media Australia – FMA desenvolve para o canal TV1 uma minissérie de dez episódios com base em fatos reais sobre o advogado Andrew Fraser. “Killing Time” entra em fase de produção em 2010 com roteiro de Ian David. A história gira em torno de Fraser, um advogado em ascensão de uma pequena cidade que se vê defendendo um dos mais odiados criminosos da história da Austrália.


 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados