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As Panteras

14/04/2013

às 11:06 \ Curiosidades, Documentários, Televisão

Documentário aborda a influência de ‘Dinastia’ na moda da década de 1980

Figurinos de 'Downton Abbey'

Com a grande quantidade de séries de época sendo produzidas atualmente, fica clara a importância do figurino nas produções televisivas. Esta é uma parte da produção muito valorizada pelo público e pela mídia. O figurino dos personagens tem o poder de atrair o interesse do telespectador para uma série, sendo que sua qualidade (ou a falta dela) é capaz de segurá-lo durante anos ou simplesmente perdê-lo. Independentemente do texto ou do desenvolvimento de personagens, o telespectador é capaz de acompanhar uma série de TV apenas para conferir cenários e figurinos dos personagens.

O visual de uma série é o que os especialistas chamam de ‘cobertura do bolo’. O ‘bolo’ é a base de uma produção (texto e desenvolvimento de personagens). Quando bem feito, o visual apenas completa com ‘chave de ouro’ uma boa produção. Mas isto não significa que as produções ‘abatumadas’ são automaticamente canceladas. Muitas são salvas pela ‘cobertura do bolo’, já que existem telespectadores que julgam a qualidade de uma série a partir de seu visual.

A moda hippie dos 'Monkees' nos anos de 1960

A Academia de TV Americana começou a valorizar os trabalhos do figurinista a partir de 1965, quando entregou o prêmio para Noel Taylor, por The Magnificent Yankee, telefilme da NBC. A categoria não era regular, visto que em alguns anos não chegou a oferecer indicados.

A primeira minissérie a ganhar o prêmio foi a britânica Elizabeth R, em 1972. Somente em 1977 é que o prêmio foi dado a uma série de TV, neste caso, a produção britânica The Pallisers, situada na Era Vitoriana. Já a primeira série americana a receber o prêmio foi uma produção de ficção científica: Battlestar Galactica, versão original, em 1979.

O figurino se tornou parte importante de uma produção de TV a partir da década de 1960. Nos anos de 1950, quando a TV era em preto e branco, a maior preocupação dos figurinistas era a de selecionar roupas e acessórios claros e escuros para que pudessem ser bem distinguidos no vídeo, independentemente da cor ou da combinação. Embora existissem, os estampados eram mais raros.

Visto que nessa época as produções televisivas eram de baixo custo, era comum os personagens de uma série terem um guarda-roupa limitado. Em geral, apenas aquelas que faziam mais sucesso com o público variavam o figurino (e mesmo assim, de forma limitada). Quem cresceu assistindo às séries das décadas de 1950 e 1960 vai se lembrar que era normal ver o protagonista vestindo a mesma roupa episódio após episódio (especialmente os homens). Estas roupas se tornavam ‘marca registrada’ dos personagens, a exemplo de Bat Masterson ou James West.

Marlo Thomas em 'Que Garota!/That Girl'

Na década de 1960, com a chegada da TV a cores, o figurino começou a ser mais valorizado pela produção de uma série, especialmente aquelas voltadas para a geração jovem. Buscando absorver o movimento de contracultura da época, as produções televisivas começaram a trazer uma preocupação maior com o visual (cenário e estilos de filmagens) bem como o figurino de seus personagens.

As roupas coloridas se tornaram uma obrigação, a minissaia uma constante e a moda hippie uma consequência.

Os Monkees foi uma das primeiras (senão a primeira) série de TV a trabalhar a moda masculina da época. Até a década de 1960, os personagens masculinos se vestiam com ternos sóbrios (escuros ou claros) ou roupas de lazer tradicionais. Com os Monkees, o protagonista masculino ganhou camisas coloridas, gravatas estampadas e acessórios (que não se limitavam ao chapéu ou bengala). Vale a pena lembrar que antes deles, a moda hippie já se fazia sentir nas séries de TV a partir de personagens secundários, convidados especiais ou até mesmo com protagonistas que viviam uma determinada situação em um ou outro episódio.

A preocupação com a moda fez surgir o que eu classifico como ‘personagem Barbie’ ou seja, aquele personagem que é criado para ser uma boneca, trocando de roupa ‘a cada cena’, adotando um estilo e ditando moda. Uma das primeiras personagens que surgiu com essa característica foi Anne Marie (Marlo Thomas, hoje conhecida como a mãe de Rachel em Friends) de Que Garota!/That Girl, sitcom precursora de Mary Tyler Moore na temática feminista.

(E-D) Farrah Fawcett, Kate Jackson e Jaclyn Smith em foto de divulgação da série 'As Panteras', na década de 1970

Na história, Anne é uma aspirante a atriz que sai de casa para viver em um apartamento de Nova Iorque. Enquanto faz testes para comerciais, filmes e programas de TV, ela se sustenta com trabalhos temporários. Anne é namorada de Donald (Ted Bessell), com quem pretende se casar depois que se estabelecer como atriz. Apesar de não ter salário para isso, Anne mantinha um invejável guarda-roupa.

Seu equivalente hoje é New Girl. Sabendo disso, a campanha publicitária de lançamento desta série fez diversas referências à produção da década de 1960.

Na década seguinte, a série que melhor representou a categoria ‘personagem Barbie’ foi As Panteras. Produzida por Aaron Spelling, que se tornaria o rei das séries glamour, As Panteras introduziu três personagens (seis ao longo da produção), que pareciam modelos de capa de revista interpretando detetives particulares.

Chamando mais a atenção para sua aparência que para suas habilidades, cada personagem trocava constantemente de roupa, desfilando com peças que se tornaram (ou já eram) moda. Uma das muitas razões pelas quais Kate Jackson decidiu deixar o elenco da série.

O sucesso de As Panteras influenciou a mudança drástica pela qual A Mulher Maravilha passou a partir de sua segunda temporada. Tendo iniciado suas aventuras na década de 1940, a personagem Diana Prince se viu transportada para os anos de 1970, época em que (praticamente) abandonou os óculos e o coque passando por uma transformação à la ‘patinho feio que vira cisne’.

(E-D) Linda Evans, John Forsythe e Joan Collins em 'Dinastia', nos anos de 1980

Na década seguinte, com o sucesso das novelas noturnas que viriam a influenciar a narrativa dos seriados, a moda se tornou um dos principais ingredientes da ‘fórmula de sucesso’. Entre seus maiores representantes estão Dallas e sua rival Dinastia. Vivendo no meio da alta sociedade, os personagens dessas duas produções introduziram figurinos exclusivos que foram posteriormente reproduzidos para ‘as pessoas comuns’.

Dinastia é considerada a primeira série de TV a criar sua própria linha de roupas, acessórios e perfumes. Por isso mesmo, ela será lembrada pelo documentário The ’80s: The Decade That Made Us, produção do canal americano National Geographic que traça o perfil cultural de uma geração. Abordando temas como política, tecnologia e revoluções sócio-culturais, o programa mostra como esse período definiu a sociedade como ela é hoje.

Narrado por Rob Lowe (Parks & Recreation), um dos ídolos da geração anos 80, o documentário será apresentado a partir do dia 14 de abril nos EUA. São seis episódios que serão exibidos em três noites consecutivas. Vamos torcer para que o canal NatGeo traga o documentário para o Brasil.

Cliquem nas fotos para ampliar.

No primeiro vídeo, chamada do programa; no segundo, trecho sobre Dinastia e a moda.

Lista completa das séries canceladas no Upfront 2012

Elenco de 'CSI: Miami' em sua quinta temporada

Mais um ano, mais um Upfront, evento temido por muitos fãs de séries por representar a ‘pena de morte’ de produções, antigas ou recentes.

Este ano, 34 séries foram canceladas, sendo que 29 estavam em sua primeira temporada. A campeã em cancelamentos foi a rede ABC com nove, sendo que Cougar Town já foi resgatada pelo canal TBS (por isso não figura na lista abaixo). Em seguida vem a NBC e a Fox, com oito cada. Na sequência vem a CBS (6) e o CW (4).

Em compensação, os cinco principais canais da rede aberta americana anunciaram este ano 39 séries. A campeã é a NBC com 13 produções, na sequência vem a ABC (10), a CBS (6), a Fox (5) e o CW (5). Lembrando que ainda existe a possibilidade de um ou mais canais encomendarem novas produções que ainda estão em desenvolvimento, para estrear na midseason de 2013.

Embora existissem mais pilotos de comédias que de dramas, este último foi o gênero que prevaleceu no somatório geral. Foram encomendados 23 novos dramas e 16 novas comédias. No Upfront de 2013 veremos quantas conseguirão ultrapassar o primeiro ano de produção.

Confiram a lista de novas séries por canais ABC, CBS, CW, Fox e NBC. Abaixo, a lista das séries que foram canceladas por seus canais entre 2011 e 2012.

A Gifted Man – CBS
Alcatraz – Fox
Allen Gregory – Fox
Are You There Chelsea? – NBC
Awake – NBC
Bent – NBC
BFFs (Best Friends Forever) – NBC
Breaking In – Fox
Charlie’s Angels – ABC
CSI: Miami – CBS
Desperate Housewives – ABC (série encerrada)
Finder, The – Fox
Firm, The – NBC
Free Agents – NBC
GCB – ABC
Harry’s Law – NBC
House – Fox
How to Be a Gentleman – CBS
I Hate My Teenage Daughter – Fox
Man Up – ABC
Missing – ABC
Napoleon Dynamite – Fox
NYC 22 – CBS
One Tree Hill – CW (série encerrada)
Pan Am – ABC
Playboy Club, The – NBC
Prime Suspect – NBC
Ringer – CW
River, The – ABC
Rob – CBS
Secret Circle, The – CW
Terra Nova – Fox
Unforgettable – CBS (resgatada em junho de 2012 pela própria CBS)
Work It – ABC

Cliquem na foto para ampliar. 

Netflix exibe no Brasil as séries clássicas ‘As Panteras’ e ‘Criaturas Grandes e Pequenas’

(E-D) Farrah Fawcett, Kate Jackson e Jaclyn Smith

Após oito meses operando no Brasil, o site Netflix, que oferece streamings de produções nacionais e estrangeiras na internet, incluiu em seu catálogo séries antigas com a estreia de As Panteras, produzida entre 1976 e 1981, com um total de 110 episódios. Talvez com exceção da mexicana Chaves, as séries mais antigas disponíveis no Netflix eram produções da década de 1980 e, mesmo assim, bem escassas.

Para os nostálgicos e fãs de séries clássicas, abandonados pela televisão e pelas distribuidoras de DVD, ao menos no Brasil, o Netflix não tem sido uma opção. Assim, o público que prefere rever ou conhecer os seriados produzidos antes da década de 1980 ainda precisa recorrer a colecionadores e ao mercado internacional.

O site não informa se As Panteras será a primeira de uma lista de novas aquisições de seriados antigos, mas para quem gosta, fica aqui o aviso: o Netflix disponibiliza as cinco temporadas completas com opção de áudio em inglês com legendas e (infelizmente) redublada no áudio em português.

Produzida por Aaron Spelling, As Panteras/Charlie’s Angels foi um grande sucesso de audiência a despeito das críticas que recebeu em relação à qualidade de seus roteiros. Buscando explorar a beleza e o glamour de suas jovens protagonistas, a série contribuiu para que novas produções estreladas por personagens femininas, especialmente no gênero aventura policial, surgissem.

Sabrina (Kate Jackson), Kelly (Jaclyn Smith), Jill (Farrah Fawcett) e posteriormente Chris (Cheryl Ladd), Tiffany (Shelley Hack) e Julie (Tanya Roberts), eram as garotas de Charlie, um milionário que tinha uma agência de detetives gerenciada por Bosley (David Doyle).

Outra produção da década de 1970 que o Netflix começou a apresentar é menos conhecida do grande público brasileiro. Tendo estreado por aqui na década de 1990 pelo canal a cabo Eurochannel, Criaturas Grandes e Pequenas/All Creature Great and Small é uma adaptação da obra de James Herriott, pseudônimo de James Alfred Wight, um veterinário que se formou na década de 1930 e exerceu sua profissão até os anos de 1980.

Na década de 1960 ele começou a publicar livros com histórias ficcionais, tendo como base suas experiências profissionais e casos que tratou. Ao todo são 23 livros que serviram de referência para a série, a qual foi produzida na Inglaterra pela BBC1 entre 1978 e 1990.

Estrelada por Christopher Timothy, a história apresenta a vida e o trabalho de James, que na década de 1930 exerce sua profissão em uma comunidade rural.A série encerrou sua produção após três temporadas, com a história finalizando quando alguns dos personagens partem para a 2ª Guerra Mundial.

Em 1983 e em 1985 foram produzidos especiais natalinos retratando a vida da comunidade após o conflito. Entre 1988 e 1990 foram produzidas mais quatro temporadas, as quais trouxeram roteiros originais. A série encerrou com um especial de natal exibido em dezembro de 1990.

Ao todo, Criaturas Grandes e Pequenas teve 90 episódios produzidos, mas o site oferece apenas a primeira temporada com treze episódios, em sua versão original com legendas, sem opção de áudio em português.

Por curiosidade, em 2011 a BBC apresentou uma minissérie que retratou o período inicial da carreira do veterinário, a qual recebeu o título de Young James Herriott.

Remake de As Panteras é Cancelado

A baixa audiência da série levou a rede ABC a cancelar a produção de Charlie’s Angels, remake de “As Panteras”, produção da década de 1970. Com isso, ela se torna a primeira série da nova safra americana a ser cancelada pelo canal, e a quarta da Fall Season. As três primeiras são The Playboy Club” e “Free Agents”, ambas da NBC, e “How to Be a Gentleman”, da CBS.

O canal continuará a exibir os episódios já produzidos. Segundo a revista EW, foram produzidos oito episódios dos 13 encomendados para a primeira temporada.

A série estreou nos EUA no dia 22 de setembro registrando cerca de 8.76 milhões de telespectadores. A exibição dos episódios seguintes sofreram quedas significativas na audiência semanalmente. Com quatro episódios exibidos até agora, o último conquistou cerca de 5.96 milhões de telespectadores. A audiência entre o público alvo girava em torno de 1.3%, na faixa entre 18 e 49 anos.

O remake de “As Panteras” estreia no Brasil no dia 15 de novembro, às 21h, pelo canal a cabo Cinemax.

14/10/2011

às 15:38 \ Opinião, Séries Anos 2010-2019

Séries da Nova Temporada Americana que Estreiam no Brasil

A temporada 2011-2012 americana estreou nos EUA em setembro, trazendo novas produções de diversos gêneros.

Para este ano foram agendadas cerca de 30 séries, das quais três já foram canceladas: “The Playboy Club”, “Free Agents” e “How to Be a Gentleman” (esta última teve sua produção suspensa, sendo que o anúncio do cancelamento ainda não é oficial).

Dessas 30 séries, 14 já têm previsão de estreia no Brasil.

Terra Nova” foi a primeira, estreando pelo canal Fox Brasil no dia 10 de outubro, às 22h. A série criada por Kelly Marcel e Craig Silverstein, com produção de Steven Spielberg, tem 13 episódios encomendados para sua primeira temporada.

Representante do gênero ficção, “Terra Nova” acompanha as aventuras de uma família que faz parte de um grupo de colonizadores, transportados do ano 2149 para o período pré-histórico. Enfrentando discórdias e dinossauros, eles tentam estabelecer uma nova sociedade.

A próxima a estrear será Enlightened, que chega pela HBO Brasil no dia 17 de outubro, às 21h. Esta é uma simpática dramédia estrelada por Laura Dern e sua mãe, a atriz Diane Ladd. Criada por Mike White, a série tem 10 episódios para sua primeira temporada. Laura é Amy, uma estressada executiva que após sofrer um colapso nervoso passa alguns meses se recuperando no Havaí. Lá ela entra em contato com um universo totalmente novo: o da espiritualidade, que lhe abre a mente para uma nova forma de encarar a vida.

Voltando à sua rotina, ela tenta convencer as pessoas que a cercam a embarcar no mesmo caminho que ela está seguindo. O problema é que, apesar de acreditar que já está transformada em outra pessoa, Amy está apenas começando sua nova jornada. Ainda egocêntrica, neste primeiro momento ela apenas utiliza um novo discurso para continuar se agarrando ao que ela sente, pensa e o que deseja alcançar.

Pelo Studio Universal chega no dia 17 de outubro, às 22h30, a série Ringer, produção que traz Sarah Michelle Gellar (Buffy) de volta à TV. O drama teen já recebeu a encomenda de uma primeira temporada completa com um total de 22 episódios.

Criada por Eric Charmelo e Nicole Snyder, “Ringer” é apresentada como um mistério noir que explora a rivalidade entre duas irmãs gêmeas e as nuances da moralidade. Fugindo da máfia e da polícia, Bridget assume a identidade de Siobhan, que ninguém sabe ter desaparecido. Vivendo a vida da irmã, ela descobre que esta também tem seus próprios problemas.

No dia 18 de outubro, às 21h, a Warner estreia Person of Interest, uma interessante trama que pode até não dar em nada, mas que promete se tornar algo mais complexo do que neste momento aparenta ser. Criada por Jonah Nolan, a série é uma produção de J. J. Abrams, que tem 13 episódios iniciais encomendados para a primeira temporada.

A história apresenta Finch (Michael Emerson), um bilionário que criou uma máquina capaz de identificar pessoas que estão prestes a cometer, ou ser vítima, de um crime. Ela foi construída para o governo prever ataques terroristas, mas Finch secretamente a utiliza para resolver problemas mais imediatos do cotidiano. Para ajudá-lo, ele convoca Reese (Jim Caviezel), um ex-agente da CIA que, como uma espécie de Hércules, realiza tarefas incumbidas por Finch.

Por enquanto trata-se de mais uma série policial com narrativa processual, na qual vemos Reese, munido da tecnologia moderna, enfrentando bandidos e salvando pessoas. No entanto, a trama pode se tornar realmente interessante de se acompanhar se e quando o governo descobrir as atividades de Finch, ou quando seu passado e seus verdadeiros motivos para construir a máquina começarem a interferir com o tempo presente, bem como a história de Reese e as razões pelas quais ele deixou o serviço secreto. Em paralelo temos uma policial que investiga o ex-agente, tentando entender quem é ele e o que faz.

2 Broke Girls estreia no dia 25 de outubro, às 20h30, no canal da Warner. Criada por Michael Patrick King e Whitney Cummings, a história gira em torno de duas garçonetes trabalhando em uma lanchonete e dividindo um apartamento enquanto tentam economizar dinheiro para montar seu próprio negócio.

Seguindo a estrutura das sitcoms tradicionais, a série oferece personalidades opostas vivendo no mesmo ambiente. Max (Kat Dennings) é uma jovem que veio de uma família pobre. Ela tem personalidade forte, crítica e prática, enquanto Caroline (Beth Behrs) é uma mulher que veio de uma família rica, mas que no momento está sem dinheiro. Sem noção da realidade, mas com uma postura positiva para a vida, ela não permite que sua situação atual interfira com a realização de seus sonhos.

A Gifted Man” estreia no canal Universal no dia 3 de novembro, às 23h. Esta é uma série com bons personagens e texto, mas que ainda não convenceu. Na história, Michael é um médico da alta sociedade que passa a receber a visita de sua ex-esposa, Anna, morta em um acidente de carro. Ela espera convencê-lo a dar continuidade ao trabalho que deixou inacabado em uma clínica que atende uma comunidade carente.

Quem pensa em assistir à série porque se interessa pelo tema do espiritismo, sinta-se avisado, ao menos em seus primeiros episódios, o tema é só uma desculpa para a TV americana oferecer mais uma série médica. Anna só aparece de vez em quando e quando o faz é para dar um jeito de convencer Michael a trocar o atendimento dos ricos pelos pobres. Aliás, este parece ser o tema da série: os contrastes da assistência médica entre pessoas com poder aquisitivo e aquele oferecido a quem não pode pagar, dando espaço para discutir os planos de reforma propostos por Barak Obama.

“The Playboy Club”, já cancelada nos EUA, chega ao Brasil no dia 6 de novembro pelo canal FX, às 22h. Criada por Chad Hodge ,a série originalmente batizada com o título de “Bunny Tales”, acompanha a vida dos funcionários de um clube da Playboy em Chicago no ano de 1963. Minha opinião sobre a série você lê aqui.

No dia 8 de novembro chega pelo canal Liv duas sitcoms: “Last Man Standing” e “How to Be a Gentleman”. A primeira estreia às 22h e a segunda às 22h30.

Last Man Standing” marca o retorno de Tim Allen à TV. Tendo feito sucesso na década de 1990 com “Gente Pra Frente/Home Improvement”, Allen passou a se dedicar ao cinema na última década.

A sitcom praticamente inverte a situação vista na série dos anos de 1990. Em “Home Improvement”, ele era o chefe de uma família composta por sua esposa e três filhos pré-adolescentes. Ela, sendo a única mulher da casa, luta para manter sua identidade e estabelecer regras, enquanto enfrenta o comportamento tipicamente masculino do marido e dos filhos. Agora, em “Last Man Standing”, é Allen que precisa estabelecer sua identidade e definir regras, enquanto enfrenta o comportamento tipicamente feminino. A visão machista continua presente, seja na forma como o personagem de Allen vê as coisas ou na forma como as mulheres da casa são retratadas.

Enquanto a série dos anos de 1990 fugia do estereótipo, dando aos personagens visões próprias, em “Last Man Standing” temos todos os tipos de caricaturas.

Se em “Home Improvement” Tim era o apresentador de um programa sobre ‘faça você mesmo’, em “Last Man Standing” ele é o diretor de marketing de uma loja de material esportivos, que passa a utilizar um Vlog para dar suas opiniões sobre a situação do homem nos dias atuais.

Em casa, ele é pai de três filhas: uma adolescente mãe solteira, que não deseja a ajuda dos homens para viver sua vida; uma ‘patricinha’ desmiolada que só pensa nas aparências e no consumo de novos produtos ‘legais’; e uma pré-adolescente que ainda não sabe como lidar com a puberdade. A esposa de Tim foi recém promovida, o que o obriga a passar mais tempo em casa, compensando a ausência dela.

A estreia da série surpreendeu a crítica americana, que tinha condenado a sitcom. Tendo apenas o primeiro episódio exibido até o momento, “Last Man Standing” conquistou cerca de 13 milhões de telespectadores, atraídos pelo nome de Tim Allen.

Criada por Jack Burditt, produtor de “Frasier” e de “30 Rock, a primeira temporada tem 13 episódios iniciais encomendados.

Embora a produção de novos episódios de “How To Be a Gentleman” tenha sido cancelada, a CBS americana ainda está exibindo a série, que teve um total de nove episódios produzidos, dos 13 encomendados.

Criada e estrelada por David Hornsby (It’s Always Sunny in Philadelphia), marido de Emily Deschanel (Bones), a série teve como base o livro “How to be a Gentleman: a Contemporary Guide to Common Courtesy”, de John Bridge. A história acompanha a relação de amizade entre um refinado escritor e um personal trainer.

Andrew Carlson (Hornsby) é um colunista que escreve sobre etiqueta. Seguindo a linha tradicional, ele rejeita maneirismos e comportamentos da sociedade moderna. Bert Lansing (Kevin Dillon, de “Entourage”) é um ex-bad boy que Andrew conheceu quando ainda estava na escola. Ameaçado por seu editor de ser despedido caso não inclua em sua coluna algo mais próximo da realidade do homem atual, Andrew recorre a Bert para que ele o ensine a ser menos educado e polido.

Também no dia 8 de outubro estreia às 23h a série “American Horror Story“, pelo canal Fox. Criada por Ryan Murphy e Brad Falchuck, ambos de “Glee”, a história apresenta a vida da família Harmon, que se muda para uma casa com um histórico de ser assombrada.

Inspirando-se em filmes como “Carrie a Estranha” e “O Bebê de Rosemary”, a série segue a linha trash, oferecendo uma boa proposta, porém com diálogos muito fracos e personagens que ainda não conseguiram estabelecer o ambiente ou até mesmo o clima do gênero. Com muita pressa, os roteiristas introduzem diversas situações e personagens como se temessem que a série seja cancelada antes de ter tempo de chegar no ponto que eles querem.

Pelo canal Warner, no dia 31 de outubro às 20h30, chega a série “Suburgatory“, criada por Emily Kapnek. Na história, George (Jeremy Sisto, de “Lei & Ordem”) e sua filha Tessa (Jane Levy, de “Shameless”) se mudam para os subúrbios. ‘Infestado’ de mães ‘plastificadas’, movidas a café, que cuidam de pequenas pestinhas balofas, que se empanturram de energéticos, o lugar se transforma em um purgatório para Tessa.

A dramédia segue a linha de “Desperate Housewives”, mas voltado para o público adolescente. A intenção do canal ABC é encontrar uma substituta para as donas de casa desesperadas, que encerra sua produção em 2012. Para tanto, além de “Suburgatory”, que tem 22 episódios encomendados para a primeira temporada, o canal também oferecerá outra alternativa: “Good Christian Belles/Bitches“, que estreia em 2012.

No dia 9 de novembro, às 21h, estreia pela Warner a série teen “The Secret Circle“, adaptação da obra de L.J. Smith.

Na história, Cassie (Britt Robertson, “Life Unexpected”) se muda da Califórnia para New Salem, no Maine, para cuidar de sua avó, que está doente. Na cidade natal de sua mãe, Cassie descobre pertencer a uma longa linhagem de bruxas. Logo ela passa a fazer parte de uma sociedade secreta chamada ‘The Club’.

Pelo canal Cinemax estreia o remake de “As Panteras” no dia 15 de novembro, às 21h. Sem ser capaz de apresentar vida inteligente, esta produção consegue ser pior que a série da qual se originou.

Ao menos a série dos anos de 1970 tinha a desculpa de ser uma produção que abria caminho em um meio essencialmente masculino. Estrelada por um trio feminino, que em meio ao glamour solucionava crimes e mistérios, os roteiristas de “As Panteras” não sabiam como lidar com o tema. Mas já se passaram 30 anos, qual a desculpa do remake?

Nem a ideia de que esta é uma produção de puro entretenimento consegue dar à série o respeito que ela poderia ter.

Por fim, ao menos por hora, o canal Universal exibe a partir do dia 28 de novembro a série “Grimm“, que ainda não estreou nos EUA.

Criada por David Greenwalt e Jim Kouf, a série narra a história de Nick Burckhardt (David Giuntoli), um policial da Homicídios que, ao visitar sua tia (Kate Burton), descobre ser descendente de um um grupo de caçadores conhecido como “Grimms”. Sua missão: manter a humanidade a salvo das criaturas do mundo sobrenatural e dos Contos de Fadas.

Explorando elementos de ficção e fantasia, “Grimm” parece ser uma produção que dará continuidade ao clima proposto por séries como “Arquivo X” e “Buffy, a Caça Vampiros”.

Já “Necessary Roughness” e “Wilfred” não são produções da Fall Season 2011-2012, mas também têm estreia marcada no Brasil. A primeira começa no  dia 3 de novembro, às 23h, pelo canal A&E. Criada por Liz Kruger e Craig Shapiro, a história acompanha a vida de uma mulher divorciada (Callie Thorne, de “Rescue Me”) que arranja um trabalho como terapeuta de um time de futebol profissional. O novo emprego a leva a se tornar uma profissional reconhecida no mercado, sendo requisitada por celebridades, políticos e atletas em geral.

Pelo canal FX, no dia 20 de novembro, às 23h, estreia “Wilfred“, versão americana de série australiana, já renovada para sua segunda temporada. Criada por Adam Zwar e Jason Gann, a produção americana foi adaptada por  David Zuckerman, de “Uma Família da Pesada”.

Estrelada por Elijah Wood e Jason Gann, a história apresenta Ryan, um jovem tímido que luta para conseguir fazer parte de um ambiente social e ser feliz. No dia em que ele tenta se matar, Ryan conhece Wilfred, o cachorro da vizinha. O mundo vê o cachorro como um animal, mas Ryan o vê como um homem vestido com roupa de cachorro.

Rapidamente ele se torna seu alter ego, forçando Ryan a sair de sua ‘concha’. Manipulador, ciumento, boa-vida, Wilfred se torna parte importante da vida de Ryan e em sua busca pela autoafirmação. O enredo lembra o filme “Meu Amigo Harvey/Harvey” e a série “Mr. Ed”, ambas produções de 1950, mas sem a ingenuidade da época.

Acompanhem as estreias de séries e temporadas pelo nosso Calendário.

21/09/2011

às 20:15 \ Remakes, Séries Anos 2010-2019

Victor Garber Será Charlie Townsend em As Panteras

A série estreia amanhã, dia 22 de setembro, nos EUA, mas somente hoje a produção do remake de “As Panteras” definiu quem fará a voz de Charlie Townsend. Segundo a revista TV Guide, a produção está finalizando as negociações com o ator Victor Garber.

Vindo da Broadway, Garber ficou famoso quando estrelou a versão cinematográfica de “Godspell”, mas ele é conhecido pelos fãs de séries como o pai de Sydney (Jennifer Garner) em “Alias, Codinome Perigo”. O ator também esteve no elenco de “Eli Stone” e “Justice”, além de ter feito participações em diversas séries.

Garber substitui Robert Wagner (Casal 20), que tinha sido originalmente divulgado como a nova voz de Charlie. Mas no mês de julho foi anunciado que o ator teria deixado o elenco por conflitos de agenda. Tendo sido um dos produtores da série original, Wagner ainda tem participação financeira nos lucros da nova versão.

Desde que Wagner deixou o elenco a produção já teria sondado vários atores conhecidos, entre eles Patrick Stewart (Jornada nas Estrelas: a Nova Geração) e Julian McMahon (Nip/Tuck).

Na produção original, John Forsythe, já falecido, fez a voz de Charlie ao longo de seis temporadas. Reza a lenda que teria sido por decisão do próprio ator (que não desejava participar da série) que Charlie nunca foi visto, apenas ouvido. Com isso, foi criado um mistério em torno do personagem, que foi pouco explorado.

Segundo a TV Guide, os produtores da nova versão estão planejando dar a Charlie um passado que poderá interferir com o presente. Especula-se que a filha de Charlie teria sido uma de suas agentes, que se envolveu com Bosley (Ramon Rodriguez) antes de ser morta em ação. Os produtores do remake não confirmaram essa informação.

A nova versão de “As Panteras” tem previsão de estreia no Brasil para o dia 15 de novembro, às 21h, pelo Cinemax. Mais informações sobre o remake aqui.

21/07/2011

às 11:23 \ Remakes, Séries Anos 2010-2019

Robert Wagner Deixa o Elenco de Charlie’s Angels

A presença do ator foi anunciada quando a ABC encomendou a produção de um episódio piloto para avaliação. Ele deveria substituir John Forsythe, já falecido, no papel de Charles Thowsend.

Apenas sua voz seria ouvida mas, tendo em vista a referência nostálgica e histórica, seria o suficiente para os fãs da série clássica.

Robert Wagner, hoje com 81 anos, foi um dos produtores da série original. Foi graças ao contrato que ele tinha com a ABC que a série pode ser produzida. Por isso, nada mais justo que ele interpretasse Charlie nesta nova versão.

Mas esta manhã os produtores anunciaram que Wagner deixou o elenco de “Charlie’s Angels“. Segundo nota oficial, divulgada pela revista TV Guide, Wagner não poderá participar da série por conflitos de agenda. A imprensa já desconfiava que o ator acabaria deixando o elenco, visto que no episódio piloto outro ator fez a voz de Charlie. No entanto, ainda existia a expectativa de que sua voz fosse incluída no episódio antes dele ser exibido na TV. No momento, a produção busca por outro ator que possa substituí-lo.

A primeira versão de “As Panteras” somente conseguiu ver a luz do dia graças a um acordo que  Wagner tinha com a rede ABC. No início dos anos de 1970, o canal queria produzir um telefilme estrelado por Robert Wagner e Natalie Wood, recém casados pela segunda vez. Para convencer os atores, o canal aceitou fazer um acordo com Wagner, pelo qual se comprometia a produzir qualquer série de TV que ele desejasse. Spelling, que estava tendo dificuldades de vender o projeto de “As Panteras” para a ABC, apelou para o amigo a fim de conseguir colocar a série no ar. Em troca, Wagner receberia parte dos lucros.

“Charlie’s Angels” estreia nos EUA no dia 22 de setembro. Ainda não há previsão de quando será exibida no Brasil.

17/07/2011

às 19:59 \ Cartazes, Remakes, Séries Anos 2010-2019

Cartazes do Remake de As Panteras – 1ª Temporada

O remake da clássica série “As Panteras” estreia nos EUA no dia 22 de setembro. Ainda não há previsão de quando será exibida no Brasil.

Estrelada por Minka Kelly (Friday Night Lights), Rachel Taylor (vista em “Grey’s Anatomy”), Annie Ilonzeh e Ramon Rodriguez, a série apresenta três novas panterinhas trabalhando para o misterioso milionário Charles Townsend. Este, por sua vez, deverá ter a voz de Robert Wagner (Casal 20), que foi um dos produtores da série original.

As personagens são: Marisa Valdez (Kelly), ex-militar especializada em explosivos; Abby (Taylor), filha de um golpista da Wall Street, que se torna ladra e depois detetive; e Kate (Ilonzeh), ex-policial condecorada especialista em artes marciais. Elas trabalharão ao lado de Bosley (Rodriguez), um jovem inteligente e charmoso, especialista em informática.

Mais informações, fotos e preview aqui. Cliquem nas imagens para ampliar.

17/05/2011

às 12:26 \ Séries Anos 2010-2019, Trailers

Trailers das Novas Séries da ABC

17/05/2011

às 12:01 \ Galeria de Fotos, Séries Anos 2010-2019

Primeiras Fotos de Elenco das Novas Séries da ABC

Por enquanto apenas imagens em baixa definição. Foto do elenco de “Pan Am” está aqui. Cliquem nos títulos para conhecer o enredo e o elenco.

Scandal (ex-Damage Control)

Elenco de Scandal

The River

Elenco de The River

Apartment 23

Elenco de Apartment 23

Work It

Elenco de Work It

Suburgatory

Elenco de Suburgatory

Man Up

Elenco de Man Up!

Good Christian Belles

Elenco de Good Christian Belles

Last Man Standing

Elenco de Last Man Standig

Revenge

Elenco de Revenge

As Panteras

Elenco de As Panteras, remake

Once Upon a Time

Elenco de Once Upon a Time

 

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