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A Mulher Biônica

A Mulher Biônica em Quadrinhos

Depois de lançar novas aventuras de “O Homem de Seis Milhões de Dólares“, a editora Dynamite disponibiliza o primeiro número de “A Mulher Biônica” em quadrinhos.

Com texto de Paul Tobin, arte de Leno Carvalho e capa de Paul Reanaud, a primeira aventura de Jaime Summers chegará às bancas dos EUA em março.

A personagem surgiu como uma spinoff de “O Homem de Seis Milhões de Dólares”, produzida entre 1976 e 1978, com Lindsay Wagner no papel título. A série ganhou um remake em 2007 com Michelle Ryan, para o canal NBC.

Tal como Steve Austin, Jaime também já tinha se aventurado no mundo das HQs na década de 1970.

Na série original, Jaime, ex-tenista profissional, é a noiva de Steve Austin. Após sofrer um acidente de paraquedas, ela tem partes de seu corpo substituídas por membros biônicos (as pernas, braço e ouvido direito).

A princípio, seu corpo rejeita os biônicos, o que a leva a sofrer uma hemorragia cerebral. Jaime é dada como morta mas, sem que Steve saiba, um jovem médico pede ao governo a oportunidade de testar na jovem algumas técnicas que vem desenvolvendo. Assim, ela retorna à vida, mas em consequência da experiência, perde a memória. Sem se lembrar do passado ou de Steve, Jaime recebe os cuidados do governo para se restabelecer. Ao longo da série, parte de suas lembranças retornam. Realizando missões secretas para o governo, Jamie mantém uma identidade secreta como professora em uma base militar.

Na HQ, Jaime está em Paris à caça de um grupo especializado em matar biônicos, com o objetivo de roubar seus membros para vendê-los a bilionários com problemas físicos, sem saber que um dos assassinos está em seu percalço. A versão em quadrinhos dá continuidade à personagem que surgiu na década de 1970, descartando as mudanças apresentadas no remake.

Abaixo, a versão nacional (E) e britânica (D) da edição da década de 1970. Cliquem nas imagens para ampliar.

Objetos, Móveis e Figurinos de Séries vão a Leilão

Você é fã de séries? Mas daquele fã ‘roxo’ capaz de fazer qualquer coisa, até mesmo gastar uma fortuna para possuir um dos acessórios utilizados nas suas produções favoritas? Pois então chegou sua chance. O Paley Centre Media de Beverly Hills realiza um leilão entre os dias 15 e 16 de dezembro que oferece centenas de artigos utilizados na produção de diversas séries e filmes.

Entre elas “Friends“, que terá entre os itens oferecidos no lote da série o sofá laranja que fazia parte do cenário do Central Perk. Também será leiloada a poltrona verde que era vista junto com o sofá. A expectativa é a de que o sofá seja vendido por um valor entre 4 e 6 mil dólares, enquanto a poltrona poderá sair por 3 a 5 mil dólares.

Caro? Não tanto quanto o laço da verdade de “A Mulher Maravilha“, que está sendo oferecido por um valor entre 6 e 8 mil dólares, ou os braceletes da heroína, que podem ser adquiridos com lances iniciais entre 4 e 6 mil dólares. Mas talvez os itens mais caros sejam a arma de gás de “O Besouro Verde“, a série, ou a camisa laranja de Will Robinson de “Perdidos no Espaço“, ou a capa do Vovô em “Os Monstros“, que estão sendo oferecidos com  lances entre 6 e 12 mil dólares, na média.

Uniforme de Will Robinson na série "Perdidos no Espaço"

Entre os itens menores, mas não menos importantes, da série “Friends” que estão sendo oferecidos está a moldura amarela vista na porta de entrada do apartamento de Mônica; o vidro de picles da personagem e quadros que foram vistos nos apartamentos do grupo. Além disso, o leilão também oferecerá itens que foram produzidos em torno da série.

Entre outras produções que também participam do leilão estão “Mork & Mindy“, representada pelo macacão vermelho utilizado por Robin Williams e o ovo gigante que servia como sua nave de transporte; “Arquivo X“, com as identidades de Mulder e Scully; o braço biônico do remake de “A Mulher Biônica“; roteiros de episódios de “Os Simpsons“; a miniatura de um Dalek, utilizada na série “Doctor Who” na década de 1980; um dos carros Dodge, conhecido como General Lee, utilizado na série “Os Gatões” da década de 1970; um dos capacetes vistos em “Buck Rogers“; o boneco do Comodoro Goddard, de “O Capitão Escarlate“; a arma de raios laser dos alienígenas de “Os Invasores“; e os sapatos do Robin da série “Batman“.

Os itens estão listados em um extenso catálogo, parte do evento Icons of Hollywood Auction. Quem tiver interesse, parte do catálogo está disponível para download aqui. Os lances podem ser feitos através do site oficial do leilão.

EUA: O Homem de Seis Milhões de Dólares, Série Completa em DVD

Sonho de consumo! Cresceu nos anos de 1970? Assistia às séries estreladas pelos biônicos? Então pegue um lenço e chora! Mas chora muito porque os corações das distribuidoras brasileiras são de aço!

Quando lançaram a série completa de “Battlestar Galactica”, eles não incluíram “Galactica” (a original dos anos de 1970), mesmo com o rio de lágrimas derramado! Mas quem sabe, se a choradeira for maior pode formar um oceano! ‘Água’ suficiente para trazer para o Brasil a série completa de “O Homem de Seis Milhões de Dólares”, que será lançada nos EUA no dia 23 de novembro.

Apesar de ter sido produzida pela Universal, a série está saindo em DVD pela Time Life/Warner. A empresa adquiriu os direitos de distribuição nessa mídia, bancando a remasterização do material.

Distribuídos em 40 discos, o box traz todos os episódios produzidos além dos três pilotos, os crossovers com “A Mulher Biônica” e os reunions (incluindo o último que tem a Sandra Bullock como a nova mulher biônica). O lançamento ainda traz mais de 17 horas de material bônus: entrevistas exclusivas com Lee Majors, Lindsay Wagner e Richard Anderson, entre outros; comentários em áudio e 17 minidocumentários. Além de “Bionic Breakdown”, um vídeo interativo que permite o telespectador clicar no olho, braço ou pernas de Steve Austin, para conhecer detalhes sobre os implantes biônicos.

Para aqueles que tiverem interesse em importar, a venda é exclusiva do site da Time Life. O box custa $239.95 + despesa postal + taxas.

Os fãs da “Mulher Biônica” também estão comemorando. A Universal lançou o primeiro box da série no dia 19 de outubro, conforme divulgado aqui.

Confiram o vídeo da divulgação:

Trecho da entrevista com Lee Majors:

EUA: Steve Austin e Jamie Sommers Saem em DVD no Final do Ano

A Universal e a Time Life confirmaram os lançamentos das séries “O Homem de Seis Milhões de Dólares” e de sua spinoff, “A Mulher Biônica”, em DVD para o final desse ano…nos EUA! No Brasil, existe interesse da distribuidora Universal em trazer as séries, mas ainda não há previsão de lançamento.

Em postagem anterior, mencionei os problemas legais pelos quais as duas produções passaram, impedindo que fossem disponibilizadas em DVD. Após anos de disputa judicial e negociações, os direitos foram liberados (leia a respeito aqui).

A Universal definiu o dia 19 de outubro para lançar a série “A Mulher Biônica” nos EUA, 34 anos após sua estreia na TV. Estrelada por Lindsay Wagner e Richard Anderson, a série apresenta as aventuras de Jamie Sommers, uma ex-tenista profissional que, após sofrer um acidente de paraquedas, tem partes de seu corpo substituídas por membros biônicos. Agora, trabalhando para o governo, Jamie mantém uma identidade secreta como professora em uma base militar.  Ao todo, a série teve três temporadas com 58 episódios.

O lançamento de outubro será da primeira temporada com 13 episódios divididos em quatro discos, mais cinco histórias em crossover (cruzamento) com a série da qual originou-se, “O Homem de Seis Milhões de Dólares”, que formam os episódios “A Mulher Biônica” (duas partes), “A Volta da Mulher Biônica” (duas partes) e “Bem Vinda ao Lar Jamie”, que deu início à spinoff. O box também incluirá um documentário, “Bionic Beginnings, que traça a evolução da personagem e da produção da série, bem como entrevistas com a atriz, comentários de Kenneth Johnson (criador e produtor), o diretor Alan J. Levi e o roteirista James Parriott. Os Extras também incluem erros de gravação e galeria de fotos.

Já a série “O Homem de Seis Milhões” terá todas suas cinco temporadas lançadas de uma só vez em uma coleção completa, pela Time Life, no mês de novembro. A coleção inclui todos os episódios remasterizados, mais seus três telefilmes pilotos e os três telefilmes reunions produzidos nos anos 80 e 90. A coleção ainda trará oito horas de material Extra, com documentários e entrevistas com Lee Majors e Richard Anderson.

Tendo estreado em 1974, a série apresentava o astronauta Steve Austin (Majors), que sofre um acidente aéreo. Graças a um projeto experimental secreto do governo, Steve tem suas pernas, braço e olho direitos substituídos por membros biônicos. Agora, trabalhando como agente secreto do governo, Steve realiza missões quase impossíveis.

Após dois anos no ar, Steve ganha uma noiva, Jamie Sommers. Mas, em uma época em que os heróis não podiam manter uma relação fixa, a personagem foi morta ao final da história que a introduziu. O público exigiu e a personagem voltou, ganhando sua própria série.

As capas dos DVDs ainda não foram divulgadas. Abaixo, cenas das duas séries em documentário apresentado por William Shatner e o Robô de “Perdidos no Espaço”:

Rumores Indicam que os Biônicos Podem Sair em DVD

Lindsay Wagner, Kenneth Johnson e Lee Majors nos bastidores
de produção do episódio que introduziu “A Mulher Biônica”



Os fãs de “O Homem de Seis Milhões de Dólares” e de sua spinoff “A Mulher Biônica” já podem começar a contar os dias e as moedas. Após uma longa batalha judicial a Universal teria finalmente chegado a um acordo com os envolvidos. Com isso, o estúdio já pode lançar ambas produções no mercado de DVD americano.

A informação ainda não foi oficializada pelo estúdio, tendo sido divulgada pelo site TV Shows on DVD, bem como pelo site de Kenneth Johnson, responsável pela adaptação do livro de Martin Caidin, para a TV. No site de Johnson a única informação que consta é sobre “A Mulher Biônica”, não há referências sobre a série estrelada por Lee Majors; quem informa que esta produção também será disponibilizada, é o site TV Shows on DVD.

As duas séries (e seus fãs) foram “vítimas” de uma longa batalha judicial pelos direitos autorais, que impediram o lançamento em novas mídias em território americano. Visto que os lançamentos no Brasil estão atrelados ao que pode sair nos EUA, nós também não tínhamos acesso às séries em DVD. Nesse período, foram lançadas as duas primeiras temporadas de ambas as séries na Inglaterra, e a primeira de “A Mulher Biônica” saiu na Alemanha, através de distribuidoras independentes. “O Homem de Seis Milhões de Dólares”, também conhecido como “Cyborg”, teve um total de 5 temporadas enquanto que sua spinoff, “A Mulher Biônica”, teve três.

Segundo o site TV Shows on DVD, a Universal já estaria negociando uma parceria com a Time-Line para disponibilizar as séries em DVD entre 2010 e 2011. A intenção é a de lançar ambas séries completas, provavelmente remasterizada, incluindo os telefilmes produzidos nos anos 80, um dos quais tem a participação da atriz Sandra Bullock. Em seu site, Kenneth Johnson declarou que está nesse momento se preparando para gravar uma entrevista e comentários de episódios sobre “A Mulher Biônica”. Os comentários serão feitos para os episódios “The Ghosthunter” e “Doomsday is Tomorrow”.




“O Homem de Seis Milhões de Dólares” é uma produção que teve como base o livro “Cyborg”; na história da série, temos um astronauta reconstruído artificialmente, com a substituição de ambas as pernas, braço e olho direito, por partes biônicas. A série produzida nos anos 70 fez muito sucesso, criando um marco na televisão, especialmente quando surgiu sua spinoff, a qual deu a um super-herói de TV uma paixão eterna, que não era essencilamente platônica. Steve e Jamie se tornaram um dos primeiros casais a ter uma história contínua apresentada em duas séries e concluída nos telefilmes dos anos 80.

Sendo uma série criada por Kenneth Johnson, “A Mulher Biônica” não estava diretamente presa na disputa, mas por utilizar o mesmo universo, ter várias referências à Steve Austin, personagem do livro, e episódios que se cruzam, a spinoff de “O Homem de Seis Milhões de Dólares” também sofria restrições para ser lançada em DVD. No entanto, essas restrições não impediram a produção de um  remake em 2007, o qual somente foi possível com a alteração da história e a eliminação por completo de Steve Austin da trama.

A disputa pelos direitos autorais teve início quando a Universal, por esquecimento ou desinteresse, não renovou seu contrato com os herdeiros de Martin Caidin. Estes, então, fizeram um acordo com a produtora Dimension, por volta de 2001 ou 2002, para a produção de uma vesão cinematográfica que a princípio seria estrelada por Jim Carrey. No entanto, o projeto foi para a gaveta, mas os direitos continuaram nas mãos da Dimension. Mesmo as séries sendo produções da Universal, o estúdio teria que ter a autorização legal para lançá-las em novas mídias. E, assim, se estabeleceu a disputa pelos direitos autorais que envolveram três conflitos de interesses: os dos herdeiros de Caidin, os da produtora Dimension, e os do estúdio Universal.

Agora é torcer para que a Universal Brasil tenha piedade de nós e lance as séries com a dublagem original e opção de aúdio em inglês!

10/01/2010

às 15:55 \ Televisão

Eles Dominavam a Telinha

Hoje em dia o SBT e a Record estão fazendo sucesso entre o público jovem que, juntamente com a própria imprensa, reage ao fato como se esta fosse a primeira vez que os canais abertos se rendem às séries estrangeiras. Ledo engano. As séries de TV fazem parte do horário nobre da TV brasileira desde que ela chegou ao país nos anos 50.

Nos anos 60, 70 e 80 por exemplo, as séries estrangeiras eram um recurso da TV brasileira para preencher seus horários em função de programas censurados que saíam do ar, ou nem entravam. Neste período, a Globo exibia várias produções policiais como As Panteras/Charlie’s Angles, Kojak, Aquivo Confidencial/The Rockford Files entre outros, que iam ao ar pela vênus platinada logo após a novela das 20h. Tinha também uma sessão que só exibia minisséries.

As séries estrangeiras entravam pela Globo pela manhã, com programação mais infantil; à tarde, com sitcoms na Sessão Comédia, ou de ação e super-heróis na Sessão Aventura, e à noite com séries e minisséries mais adultas. Nos finais de semana, antes dos mal fadados horários de programas de auditório como Faustão tomarem conta do dia inteiro, a programação era preenchida com séries estrangeiras, como Os Waltons/The Waltons , Planeta dos Macacos/Planet of the Apes e O Homem do Fundo do Mar/Man From Atlantis, por exemplo.

Mas não era só a Globo não. Tupi, Excelsior, Record, Manchete, Bandeirantes, SBT, e canais regionais sempre exibiram séries estrangeiras. Na Record era famosa a Sessão Bang Bang, que em horário nobre exibia séries como James West, Big Valley e os três Ls: Lancer, Laramie e Laredo, entre outras.

A partir dos anos 80, após se fazer presente em quase todos os horários da programação brasileira por três décadas, as séries passaram a ser utilizadas pelos canais abertos como recurso para elevar a audiência. Assim, com o fim da ditadura e da censura aos programas brasileiros, estabeleceu-se o seguinte modus operandi: sempre que um canal registra seguidamente baixa audiência, ele coloca no ar séries estrangeiras, as quais são, sabidamente por eles, sucesso de público. Tão logo a audiência se estabiliza, após algum tempo, que pode durar alguns anos, o canal substitui a programação das séries estrangeiras por produtos nacionais. Em geral novelas, programas humorísticos e de auditórios (se bem que atualmente também podem apelar para os reality shows).

Foi assim, afinal, que nós nos tornamos fãs deste formato, muito antes da chegada da TV a cabo ao Brasil, que, nos anos 90, começou a “sugar” toda a produção de séries estrangeiras. Agora elas retornam à TV aberta, em horário nobre, para competir com a TV a cabo, sob a régia de “fato inédito”, …ah tá!

Para relembrar algumas destas produções que povoavam nossa telinha, seguem aqui algumas propagandas divulgadas em jornais e revistas, como a famosa e extinta Intervalo, que era uma espécie de TV Guide brasileira. Clique para ampliar as reproduções.






 

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