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A Feiticeira

22/10/2014

às 14:00 \ Pilotos de Séries, Remakes, Versão Televisiva

Novos projetos e pilotos – Outubro 2014 – Parte 7

Elenco da série britânica 'No Angels'  (Foto: Channel 4/Arquivo)

Elenco da série britânica ‘No Angels’ (Foto: Channel 4/Arquivo)

ABC

Bachelor Party – Projeto de J.J. Philbin e Josh Malmuth, ambos de New Girl, que se inspira no filme A Última Festa de Solteiro, de Jason Winer, lançado nos cinemas em 1984. Pelo contrato, o canal é obrigado a encomendar a produção de um episódio piloto para avaliação. Trata-se de uma sitcom antológica que apresenta os relacionamentos românticos de três casais. Um deles é formado por pessoas que estão em início de uma relação; outro formado por um casal casado, e um terceiro formado por divorciados. A ideia é a de apresentar uma história em torno de uma cerimônia de casamento, por temporada.  A produção é da 20th Century Fox TV em parceria com a Small Dog Picture Company e a Walcott Company.

No Angels – Projeto de Julie Anne Robinson (Suburgatory). Esta é uma sitcom que adapta a série britânica criada por  Toby Whithouse, e exibida pelo Channel 4 em 2004. A história gira em torno das vidas de quatro enfermeiras. A produção é da Amblin TV.

The Long Game – Projeto de Julie Anne Robinson (Suburgatory), Shonda Rhimes e Betsy Beers, ambas de Grey’s Anatomy, entre outras, com roteiro de Jennifer Schuur (Hannibal), que tem como base um argumento de Kate Atkinson e Helen Gregory. Drama de suspense que gira em torno de uma contadora forense especializada em expor fraudes. A produção é da Shondaland em parceria com a Canny Lads Productions.

The Big Hole – Projeto de Maggie Carey. Esta é uma sitcom sobre choque de gerações. A história apresenta a vida de uma jovem e sua relação com a chefe de meia idade. As duas trabalham em um canal de TV em Big Hole, Montana. A produção é da 20th Century Fox Television.

The Finger – Projeto de Ben Karlin (Modern Family) e do ator Nick Frost (ator de Mr. Sloane). Esta é uma comédia na qual Frost interpreta The Finger, um famoso ladrão de jóias que decide mudar de vida, para servir de exemplo para seu filho de nove anos. Assim, ele abre uma lanchonete, mas descobre que manter um negócio legal não é tão fácil assim. A produção é da ABC Studios em parceria com a 3 Arts.

Projeto de Hubbard, Fey e Carlock – Desenvolvido por Matt Hubbard, Tina Fey (30 Rock) e Robert Carlock, o projeto de sitcom tradicional é estrelado por Fortune Feimster. Situada na Carolina do Norte, a história é inspirada na vida da comediante Fortune. A produção é da Universal Television.

CBS

Windward Clinic – Projeto de Alexandra McNally e Neal Baer, ambos de Under the Dome. Trata-se de um drama médico que acompanha a vida e os trabalhos de uma equipe que trabalha em uma clínica em Venice, Califórnia. A produção é da CBS Television Studios.

Channel 4

ISIS (título de referência) – Projeto de Peter Kosminsky (Wolf Hall, The Promisse) que trata da influência do Estado Islâmico na vida de jovens britânicos. A ideia é a de mostrar uma história que questiona as razões pelas quais jovens se envolvem ou simpatizam com o Estado Islâmico. Ainda não está claro se o projeto é de uma série ou minissérie mas, neste momento, estão sendo planejados dois a três episódios. Se produzida, ela será exibida em 2016, com base em situações reais, mas narrando uma história fictícia. A produção é da Archery Pictures em parceria com o Channel 4.

BAchelor PartyFox

Expert Witness – Projeto de Alexandra Cunningham (Aquarius, Desperate Housewives), Kevin Hynes (Prime Suspect), Peter Berg (Friday Night Lights) e Sarah Aubrey. Pelo contrato, o canal é obrigado a encomendar a produção de um episódio piloto para avaliação. Este é um drama policial que acompanha as atividades de uma equipe especializada em solucionar casos criminais. Ela é formada por um advogado, um consultor jurídico, um ex-policial especializado em balística, um ex-agente do FBI, um especialista em polígrafo, e um patologista. Apesar de bem sucedidos profissionalmente, socialmente eles têm dificuldades de se relacionar com outras pessoas. A produção é da 20th Century Fox TV em parceria com a Film 44.

The Weatherman – Projeto de Wellesley Wild, remake de web série australiana. A história acompanha a vida de Tony Turpinson, o mais inseguro apresentador do tempo na televisão. A produção é da 20th Century Fox Television.

Hitch – Projeto de Deborah Kaplan, Harry Elfont, Will Smith, Jada Pinkett Smith, James Lassiter e Caleeb Pinkett. Trata-se de uma versão televisiva do filme Hitch – Conselheiro Amoroso, de 2005. A história apresenta os trabalhos de um homem especializado em encontrar a mulher perfeita para seus clientes. Esta é a terceira tentativa de se produzir uma série com base no filme. A primeira ocorreu em 2007, com um projeto da CBS, e a segunda em 2010, com um projeto da Fox. A produção é da Overbrook Entertainment em parceria com a Sony Pictures TV.

Frankenstein – Projeto de Howard Gordon e Rand Ravich. Pelo contrato, o canal é obrigado a encomendar a produção de um episódio piloto para avaliação. Inspirado no clássico da literatura escrito por Mary Shelley, o projeto gira em torno de Adam Tremble, um agente corrupto do FBI que é trazido de volta à vida, com o objetivo de resolver casos que estão além da capacidade da agência. Seus benfeitores são um bilionário que fez sua fortuna com a internet, mas é incapaz de manter uma vida social, e sua irmã gêmea, uma bioengenheira. Mais jovem e mais forte, Adam terá que escolher entre o tipo de vida que tinha antes e a nova chance que lhe foi dada. A produção é da 20th Century Fox TV em parceria com a Teakwood Lane Productions.

NBC

Projeto de Garcia e Maniscalco – Desenvolvido por Greg Garcia (The Millers, Raising Hope) e pelo comediante Sebastian Maniscalco, com roteiro de Austen Earl (The Millers). Esta é uma comédia que acompanha a vida de Sebastian, um homem recém casado que tenta permanecer fiel às suas raízes enquanto se relaciona com pessoas com um comportamento extremamente ofensivo. A produção é da CBS Television Studios.

Bewitched – Anunciado há alguns dias, quando ainda não tinha um canal definido, o projeto que poderá dar uma sequência à história de A Feiticeira ficou com a rede NBC. Desenvolvido por Lucy Fisher e Douglas Wick, com roteiro de Abby Kohn e Marc Silverstein, o projeto foi disputado pela ABC e NBC. Pelo contrato, o canal é obrigado a encomendar a produção de um piloto para avaliação. Situada nos dias de hoje, a história gira em torno da bruxa Daphne, filha de Tábata e neta de Samantha. Solteira, ela sempre se apoiou na magia para construir em torno dela a ilusão da vida perfeita. Mas apesar de tudo existe algo que ela ainda não conseguiu com todo seu poder: encontrar o verdadeiro amor. A produção é da Sony Pictures TV em parceria com a Red Wagon Entertainment, que produziu o filme de 2005, e a Television 360.

16/10/2014

às 14:33 \ Pilotos de Séries, Remakes, Versão Televisiva

Novos projetos – Outubro 2014 – Parte 5

S2MB-3

ABC

Moone Boy – Projeto do ator Chris O’Dowd, que adapta sua própria série, a qual é inspirada em sua infância. A série original tem três temporadas produzidas para o canal britânico Sky1. Pelo contrato, o canal é obrigado a encomendar a produção de um episódio piloto para avaliação. Na história, Martin é um garoto de doze anos que, com a ajuda de seu amigo imaginário, enfrenta situações típicas de sua idade, tanto na escola quanto em casa com a família. O’Dowd, que interpretou o amigo imaginário na série britânica, não deve reprisar seu personagem. A produção é da Sony Pictures TV em parceria com a 3 Arts, Sprout Pictures Limited, Baby Cow Productions e Hot Cod Productions Limited.

Raising Adults – Projeto de Mike Scully (The Simpsons) e sua esposa, Julie Scully. Trata-se de uma sitcom tradicional inspirada em experiência vivida pelo casal. A história apresenta um casal que tenta direcionar seus três filhos adultos para uma vida mais independente. A produção é da 20th Century Fox TV.

CBS

LFE – Projeto de Paul Downs Colaizzo. Trata-se de mais um drama médico no qual um grupo de jovens e brilhantes médicos lutam para salvar vidas enquanto lidam com as questões morais que o exercício da profissão traz. A produção é da CBS Television Studios em parceria com a Dan Jinks Company.

Projeto de Cutler e Cole – Desenvolvido por R.J. Cutler e com roteiro de Joe Robert Cole, o projeto é um drama policial que trata do preconceito étnico. A história gira em torno de um detetive negro e republicano que trabalha no departamento da homicídios em Los Angeles. Sem nunca ter admitido que sua cor o tenha favorecido em sua carreira, ele se surpreende por ser promovido justamente por ser negro. Em sua nova função, ele precisa liderar uma equipe que investiga crimes importantes relacionados ao preconceito étnico. A produção é da CBS TV Studios em parceria com a Circle of Confusion.

Projeto de Phelan e Rater – Desenvolvido por Tony Phelan e Joan Rater, ambos de Grey’s Anatomy, o projeto é um drama romântico situado em um ambiente jurídico. Pelo contrato, o canal é obrigado a encomendar o episódio piloto para avaliação. A história gira em torno de uma advogada impulsiva que se vê loucamente atraída por seu cliente, um homem acusado de um assassinato, ocorrido há mais de uma década. Vale lembrar que o canal CBS cancelou recentemente uma série nos mesmos moldes, com apenas uma temporada. Reckless gira em torno de uma advogada de defesa atraída pelo promotor público que tenta condenar sua cliente. A produção é da CBS Television Studios em parceria com a Timberman-Beverly Productions.

Elenco de 'A Feiticeira', produção da década de 1960. (Foto: ABC/Arquivo)

Elenco de ‘A Feiticeira’, produção da década de 1960. (Foto: ABC/Arquivo)

FX

Projeto de Bell e Agee – Desenvolvido por Tone Bell e Mark Agee, o projeto é uma comédia que acompanha a vida de quatro rapazes de diferentes origens que tentam descobrir a melhor forma de sobreviver ao período da faculdade e ainda se dar bem. A produção é da Black Box Management.

NBC

#Peoplearetalking – Projeto de Will Packer e DJ Nash (Growing Up Fisher). O enredo não foi divulgado. O que se sabe é que se trata de uma comédia que tratará de temas considerados polêmicos sobre os quais as pessoas discutem na Internet (daí o título). A produção é da Universal TV em parceria com a Will Packer Productions.

Projeto de Huyck, Gregory e Lowe – Desenvolvido por Pete Huyck, Alex Gregory (The Larry Sanders Show, Frasier) e o ator Rob Lowe (Parks and Recreation), o projeto é uma comédia que, se produzida, será estrelada por Lowe. A história gira em torno de um narcisista e ex-alcoólatra que decide dedicar mais tempo aos dois filhos. Assim, ele volta para sua cidade natal onde entra em contato com a ex-esposa e seus dois filhos, agora adolescentes. A família se completa com o filho que a mulher teve com seu segundo ex-marido, com quem divide a guarda. A produção é da ABC Studios.

Projeto de Silveri e Meehan – Desenvolvido por Scott Silveri e Shana Goldberg-Meehan, ambos de Friends, o projeto é uma comédia que gira em torno de um homem de família sério e estressado que precisa lidar com o comportamento jovial de seus pais, que decidiram viver a terceira idade como se fossem adolescentes. Pelo contrato, o canal é obrigado a encomendar a produção de um episódio piloto para avaliação. A produção é da 20th Century Fox.

Projeto de Hammer, Israel e Gray- Desenvolvido por Armie Hammer e David Israel (About A Boy), o projeto é uma comédia inspirada na vida do produtor Gordon Gray. A história gira em torno de  um homem que descobre que seus pais mantêm amizade com sua ex-namorada, três anos após o relacionamento ter terminado. A produção é da Universal TV em parceria com a Mayhemm Pictures.

The IT Crowd – Projeto de Bill Lawrence (Cougar Town, Scrubs) e Neil Goldman (Scrubs, Community) e Garrett Donovan (ScrubsCommunity). Trata-se de um remake da série britânica de mesmo nome, criada por Graham Linehan e exibida pelo Channel 4. Pelo contrato, o canal é obrigado a encomendar a produção de um episódio piloto para avaliação. A história acompanha a vida de dois especialistas em informática que trabalham no porão de uma corporação. Sem qualquer noção sobre como interagir com as pessoas, eles precisam obedecer as ordens da nova chefe do departamento, que por sua vez não entende nada de computadores. Esta é a segunda tentativa de se produzir um remake da série. Em 2006, a própria NBC encomendou a primeira temporada de uma versão americana, estrelada por Joel McHale (Community), a qual foi cancelada antes de sua estreia. A produção deste novo projeto é da Doozer, empresa de Lawrence, em parceria com a Warner Brothers TV e a FremantleMedia, responsável pela série original.

Shadowland – Projeto de David S. Goyer (Constantine, Da Vinci’s Demons) e Jack Thorne (The Fades, Glue) que adapta a obra de Peter Straub. Se produzida, será uma minissérie. A história apresenta Tom Flanagan e Del Nightingale, dois garotos que passam o verão com o mágico Coleman, tio de Del, que começa a ensinar os garotos alguns truques. Mas logo Tom percebe que Coleman seja, na verdade um bruxo e o que ele está ensinando a eles é feitiçaria. A produção é da Universal TV.

The Spencer Tapes – Projeto de Tim Inman, Steve Dawson, e seu irmão Andrew Dawson, os três de Big School. Esta é uma comédia que apresenta a vida de um professor de universidade que, ao encontrar antigos vídeos gravados por ele, percebe que sua vida não tomou o rumo que ele desejava. A produção é da Le Train Train em parceria com a Warner Brothers TV.

Sky Living

The Five – Projeto de Harlan Coben (autor de livros policiais) e Danny Brocklehurst (The Driver). A história é um suspense que gira em torno de cinco amigos adolescentes. Quando um deles desaparece sob circunstâncias misteriosas, uma investigação tem início. A produção é da Red Production Company.

TheTwentyYearDeathTF1

Ransom – Projeto de Frank Spotnitz (Arquivo X, Transporter: the Series) e David Vainola (Combat Hospital) inspirado na vida de Laurent Combaltert, especialista em negociar situações que envolvem reféns. Na história, uma equipe formada por um especialista em negociações, um advogado, um hacker, um terapeuta e um especialista em artes marciais viaja por diversos países para lidar com situações de crise internacional envolvendo reféns. A produção é da eOne, Shaw Media, ambas do Canadá, e o canal TF1 da França.

Sem Canal Definido

Bewitched – Projeto de Lucy Fisher e Douglas Wick com roteiro de Abby Kohn e Marc Silverstein. Trata-se de um remake da série A Feiticeira, criada por Sol Saks, William Asher e Harry Ackerman, que este ano celebra seu cinquentenário. Esta é a segunda tentativa recente da Sony Pictures TV de produzir uma nova versão da série. A primeira foi em 2011, quando um projeto foi desenvolvido para a rede CBS. A Feiticeira também teve adaptações internacionais, bem como um filme produzido para o cinema. Na série original, uma bruxa se casa com um mortal. Tentando manter uma rotina de vida dentro dos padrões e regras impostas pelo marido, ela sofre as pressões constantes da mãe, que tenta convencê-la a deixar o marido para voltar à sua vida de bruxarias. Neste meio tempo, o casal precisa lidar com as magias provocadas pelos diversos parentes da bruxinha, que a visitam constantemente. A produção é da Sony em parceria com a Red Wagon Entertainment e Management 360.

Bronze – Projeto de série australiana desenvolvido por Felicity Packard, Peter Gawler e Greg Haddrick. A história é narrada em dois períodos de tempo. No tempo presente, um antropólogo descobre o corpo congelado de um guerreiro escandinavo que teria vivido no período neolítico. Análises revelam um milagre da medicina o qual ele tenta proteger a todo custo. Enquanto isso, a história apresenta em paralelo a vida do guerreiro.

Last of the Summer Wine spinoff – Esta é uma sitcom britânica produzida pelo canal BBC1 entre 1973 e 2010, com um total de 31 temporadas e 295 episódios. A história gira em torno de três homens de idade e sua rotina em uma cidade do interior, onde convivem com diversos moradores. O projeto de Alan J. W. Bell, um dos produtores dos últimos anos da série, pretende apresentar a vida de dois policiais introduzidos na décima temporada. Cooper (Ken Kitson) e Walsh (Louis Emerick) são dois policiais que cuidam dos pequenos delitos que ocorrem na cidade. Cooper é o mais esperto entre os dois, mas prefere não se empenhar muito no trabalho. Já Walsh, o mais ingênuo, está sempre em busca do que fazer. Desde o cancelamento da série, os dois atores vêm se apresentando no teatro com esquetes improvisadas, novamente interpretando os personagens da série. Um episódio piloto foi produzido para ser oferecido a canais da Inglaterra.

LastSummer

Os policiais Cooper e Walsh na série ‘Last of the Summer Wine’ (Foto: BBC1/Arquivo)

The Twenty-Year Death – Projeto de Richard Price (The Wire) e Scott Frank que adapta a obra de Ariel S. Winter. Trata-se de um drama policial que acompanha a vida de um casal por três décadas. Cada década é narrada no estilo típico de seu período. A história inicia em 1931, na França, quando o detetive Pelleter é chamado para investigar as alegações de um prisioneiro de que detentos estão desaparecendo misteriosamente. Quando o corpo de um deles é encontrado, o detetive conhece Clotilde, a filha da vítima, casada com o escritor americano alcoólatra Shem Rosenkrant. Dez anos mais tarde, o casal está morando na Califórnia, onde Clotilde, agora sob o nome artístico de Chloe, trabalha como atriz, e seu marido escreve roteiros de filmes. A instabilidade emocional de Chloe leva o executivo do estúdio com o qual ela tem contrato, a chamar Dennis Foster, um investigador particular, que tem a missão de vigiá-la. Quando outra atriz é encontrada morta, o detetive passa a investigar o caso. A história dá um salto de dez anos, chegando em 1951. Após sofrer uma crise nervosa, Chloe é internada em uma clínica. Para pagar suas dívidas de jogo, Shem se torna cafetão de uma prostituta. No desespero e sofrendo de alucinações provocadas pelo álcool, ele cogita cometer um assassinato. O casal que aparece nas três histórias é visto como protagonista e por vezes como coadjuvante. A produção é da FramantleMedia em parceria com a Random House, que publicou o livro.

Projeto de Obst e Scott – Desenvolvido por Lynda Obst e Ridley Scott, o projeto adapta a obra de Richard Preston, The Hot Zone, bem como uma matéria ainda a ser publicada por Preston. A obra traça a trajetória do vírus Ebola desde sua descoberta até os dias de hoje, incluindo um incidente ocorrido em 1989, no qual primatas que estavam em quarentena na Virgínia foram infectados com uma versão mutante do vírus. A matéria traz informações atualizadas sobre o vírus na África. Se produzida, ela será uma minissérie. A produção do projeto é da 20th Century Fox.

20/09/2014

às 14:46 \ Séries Anos 1960-1969

‘A Feiticeira’ faz 50 anos

York, Moorehead e Montgomery em 'A Feiticeira' (Fotos: ABC/Arquivo)

York, Moorehead e Montgomery em ‘A Feiticeira’ (Fotos: ABC/Arquivo)

No dia 17 de setembro, a série A Feitceira completou 50 anos de sua estreia. Exibida pela rede ABC entre 1964 e 1972, a sitcom apresentou a vida de uma bruxa que se casa com um mortal, a contragosto dos pais e da família.

Produzida em um período de turbulência social, a série retratou de forma divertida situações que questionavam a felicidade no casamento, os relacionamentos interraciais, a velhice, a solidão e o feminismo, entre outros temas.

Samantha (Elizabeth Montgomery) é uma mulher inteligente e bonita que um dia conhece o amor de sua vida. Seu nome é James (Dick York/Dick Sargent), um publicitário cabeça quente com quem ela se casa após um breve romance. Na lua de mel, Samantha conclui que é chegada a hora de revelar ao marido sua verdadeira identidade: ela é uma bruxa. James aceita a nova situação com uma condição: nada de bruxarias. Se ela o ama, Samantha terá que viver sob suas regras e padrões.

A bruxinha concorda, mas ela ‘esquece’ de avisar ao marido que sua mãe Endora (Agnes Moorehead) jamais aceitará qualquer imposição de um mortal. Assim, quando a sogra descobre sobre James, passa a dedicar sua vida a destruir o casamento da filha, para que ela possa voltar a viver como uma bruxa, com todos os direitos que lhe cabem.

Essa situação vivida por Samantha, Endora e James apresentou ao público a transição que a mulher vivia na década de 1960. A vida daquela mulher que se dedicava unicamente ao bem estar dos filhos, marido e da casa foi colocada em xeque. Enquanto Samantha tenta se enquadrar na forma como a sociedade masculina via a posição da mulher em seu mundo, Endora representa o movimento feminista que chegara para fazer a mulher entender que ela tinha o poder e o direito de ser mais independente; que o casamento não deveria representar o objetivo final. A personagem chegava a utilizar frases e expressões popularizadas por feministas da época. Samantha sofre as influências e agressões externas ao longo de toda a série, ora questionando suas escolhas, ora determinada a se manter nos padrões que lhe foram impostos, mas sempre tentando conciliar os dois mundos.

York

York, Tobias, Sould, Montgomery e Erin Murphy

Achincalhado, humilhado, surrado, transformado nas mais diversas formas vivas ou inanimadas, James foi castigado diversas vezes por seu comportamento e crenças. Embora ainda finque o pé em manter sua decisão, ele também vai se transformando ao longo da série, tornando-se mais paciente e receptivo aos poderes da esposa.

Ao redor deste trio orbitaram diversos personagens que também retratavam a riqueza do ser humano. Através da Tia Clara (Marion Lorne) a série questionou a forma como os idosos eram tratados pela sociedade; Esmeralda (Alice Gostley) representou a solidão e a frustração da mulher em uma sociedade que acreditava que ser solteira era ter falhado na vida; em contrapartida, a série apresentou Serena (também interpretada por Elizabeth), que retratava a ideia da mulher livre e sem compromissos seja em relação a marido e filhos, seja em relação ao que a sociedade pensa; Gladys (Sandra Gould) e Abner (George Tobias), os vizinhos dos Stephens, faziam uma crítica à forma como muitos casais optavam por continuar vivendo juntos, mesmo depois da relação ter terminado; a competitividade de mercado, aliada à ganância, era vista através do trabalho de James na agência de propaganda comandada por Larry Tate (David White), um homem ambicioso que distorce situações e mente para manter um cliente e ‘ganhar mais um milhão’; a série também abordou o voyerismo (Dr. Bombay, interpretado por Bernard Fox), o ego (Morris, vivido por Maurice Evans), a inveja (Gladys) e, é claro, a força do amor (James e Samantha).

A forma leve e divertida com que a série tratou da condição humana faz com que A Feiticeira continue conquistando novas gerações de fãs, apesar do período em que ela foi produzida já não existir mais.

Montgomery, Sargent, Murphy e Lawrence.

Montgomery, Sargent, Murphy e Lawrence.

A Série 

A Feiticeira surgiu do interesse de Elizabeth e seu marido, o produtor William Asher, de trabalhar juntos. Asher chegou a desenvolver um projeto sobre um casal formado por um frentista e uma herdeira que, ao se casar, concorda em viver dentro do poder aquisitivo do marido. A família dela não concorda com a união da moça com alguém de uma classe social mais baixa e faz de tudo para separar o casal.

Com o título de The Fun Couple, o projeto foi apresentado para a Columbia Television e ao produtor William Dozier (Batman), que achou o enredo muito parecido com o projeto de A Feiticeira, criado dois anos antes por Harry Ackerman. Assim, Dozier sugeriu que Asher e Ackerman se unissem. Asher concordou, na condição de que Ackerman aceitasse Elizabeth como a intérprete de Samantha. Ackerman já tinha convidado a atriz Tammy Grimmes mas, por estar envolvida com uma produção no teatro, ela recusara. Assim, Asher, Ackerman e Elizabeth chamaram Sol Saks e Danny Arnold para escrever os roteiros e definir a personalidade dos demais personagens, dando início à produção de A Feiticeira.

Enquanto o elenco se formava, os produtores enfrentaram a resistência da rede ABC de aceitar o projeto. Por se tratar de uma série sobre bruxas e feitiçarias, os executivos do canal na época achavam que ela afugentaria o público mais tradicional, especialmente aquele do interior. Mas, quando os representantes da Quaker Oats e da Chevrolet começaram a procurar programas para a compra de espaços publicitários, eles ‘se encantaram’ com A Feiticeira. Com a venda garantida para estas duas empresas, a ABC aceitou a série, mas na condição de que ela não fosse transformada em veículo de propaganda/merchandising de novos produtos, através da agência de propaganda onde James e Larry trabalhavam. Assim, uma equipe foi criada com a única função de investigar se os nomes dos produtos e de clientes que apareciam na série já não existiam.

Montgomery e Evans

Montgomery e Evans

O início das filmagens da série sofreu dois reveses. Logo após a produção do episódio piloto, Elizabeth descobriu que estava grávida. O bebê nasceu durante o período em que a série foi adquirida pela rede ABC. Para não atrasar o cronograma, a atriz começou a filmar os novos episódios menos de um mês após o parto. Por esta razão, ela foi filmada em close-ups ou atrás de algum móvel.

O segundo problema que a produção enfrentou foi a morte de John F. Kennedy. O Presidente americano foi assassinado no dia em que as filmagens tiveram início. Elizabeth e Asher tinham trabalhado na campanha de Kennedy, sendo que Asher chegou a produzir o vídeo no qual Marilyn Monroe canta feliz aniversário para Kennedy. Apesar do choque e para atender ao cronograma estabelecido, eles não interromperam a produção.

A primeira temporada da série ficou em segundo lugar na audiência da rede ABC, perdendo apenas para Bonanza. Registrando a média de 31% entre o público alvo, A Feiticeira foi renovada. Mas conflitos entre Arnold e a rede ABC, que exigia mais cenas de magias, fez com que o roteirista deixasse a equipe de produção, sendo substituído por Jerry Davis, que trouxe mais situações de magia para a segunda temporada. Davis deixou a produção na terceira temporada, período em que a série passou a ser filmada a cores.

A Feiticeira se manteve entre as demais maiores audiências da TV americana ao longo de suas três primeiras temporadas. A série começou a perder fôlego na quinta, quando era visível a falta de criatividade dos roteiristas, que já reciclavam ideias e situações vistas nas primeiras temporadas da série, bem como de outras produções, especialmente I Love Lucy, da qual Asher foi diretor.

Mas a maior dificuldade enfrentanda pela produção de A Feiticeira foi a decisão de substituir York por Sargent. Durante a produção do filme Heróis de Barro/They Came From Cordoba, de 1959, York sofreu um acidente que prejudicou sua coluna. Nos primeiros anos que se seguiram ao acidente, York conseguiu controlar os problemas de saúde com medicamentos, o que o levou a se tornar dependente deles. Mas com os anos sua saúde foi declinando, levando-o a perder alguns episódios de A Feiticeira. A ausência do personagem era justificada com uma viagem de negócio, levando os pais de James a substituí-lo algumas vezes. Mas, durante as filmagens de um episódio da quinta temporada, York desmaiou. O ator foi levado ao hospital, onde os médicos o informaram que ele não tinha mais condições de continuar trabalhando.

Marion Lorne

Marion Lorne

Os produtores decidiram substituir o ator, visto que não seria aceitável Samantha se divorciar de James e casar com outro. Assim, Sargent, que tinha sido a primeira opção para interpretar James, foi chamado. O ator trouxe outra dinâmica para o personagem, tornando-o uma pessoa mais serena. Tendo em vista que os problemas de York tinham sido noticiados pela mídia, nenhuma justificativa sobre a troca de atores foi feita dentro da história da série.

York não foi o único a ser substituído ao longo da produção da série. Irene Vernon, que interpretou Louise, a esposa de Larry, durante a fase em preto e branco, foi substituída por Kasey Rogers quando a série passou a ser filmada em cores. Irene pediu para sair para buscar outras oportunidades de trabalho.

Na fase em preto e branco A Feiticeira também contava com outra atriz como intérprete da vizinha xereta Gladys. Ela era vivida por Alice Pearce, que faleceu vítima de câncer em 1965. Em seu lugar foi chamada Sandra Gould, que era vinte anos mais nova que Tobias, o intérprete de Abner. Por isso, ela precisou envelhecer sua aparência. Os pais de James foram vividos alternadamente por Roy Roberts e Robert F. Simon, que eram contratados por episódio. Assim, eles revezavam no papel dependendo da disponibilidade dos atores.

Talvez a perda mais sentida tenha sido a de Marion, intérprete da Tia Clara. A atriz faleceu em 1968. Ao invés de simplesmente chamar outra pessoa para dar vida à personagem, os produtores decidiram aposentar Clara, que desapareceu da história sem qualquer explicação. Para preencher o vazio que Clara deixou foi criada a personagem Esmeralda, que era tão atrapalhada com seus poderes quanto Clara.

Montgomery e Alice Gostley.

Montgomery e Alice Gostley.

Ao longo da série, Elizabeth ficou grávida mais duas vezes, levando a personagem a também engravidar. Primeiro nasceu Tabatha, interpretada por Heidi e Laura Gentry, depois por Tamar e Julie Young. Na fase em cores, ela é vivida por Erin e Diane Murphy, que permaneceram no elenco até o final da série. Tabatha era feiticeira como a mãe mas, por ser muito pequena, não tinha controle sobre seus poderes, o que gerava uma nova leva de situações. Mais tarde nasceu Adam, mortal como o pai, interpretado por Greg e David Lawrence.

Ao longo da década de 1970, séries que se apoiavam na fantasia ou que exploravam o humor ingênuo começaram a ser canceladas para dar lugar às topical sitcoms, que introduziam um humor ácido e faziam abertamente críticas sociais e políticas. A guerra do Vietnã, os escândalos políticos e os movimentos sócio-culturais transformaram o público e a televisão. Assim, A Feiticeira, que perdia para a concorrência com Tudo em Família, foi cancelada com um total de 255 episódios produzidos.

Ao longo de sua trajetória, a série inspirou a produção de Jeannie é um Gênio, pela rede NBC e o desenho Sabrina, personagem da Turma do Archie. Ela também gerou uma spinoff (ou sequência).

Em 1977, a Columbia decidiu produzir a série Tabatha (que em inglês é escrito Tabitha). Visto que Erin (única das gêmeas a ter interesse em continuar sua carreira artística) ainda não era adulta, os produtores selecionaram a atriz Liberty Williams para interpretar a personagem no episódio piloto produzido para avaliação. Ao seu lado estavam Bruce Kimmell, que interpretou Adam, e Archie Kahn, como o namorado de Tabatha, Cliff. A série foi aprovada mas os atores foram substituídos por Lisa Hartman, Robert Urich (Vega$), como o namorado Paul, e David Ankrun, como Adam.

Na série, Tabatha trabalha como produtora do talk show apresentado por seu namorado, que nada sabe sobre seus poderes. Tabatha era vigiada de perto por seu irmão Adam, que fazia o papel de James de controlar os poderes da irmã. Além de Adam, ela também tinha que lidar com o melhor amigo dele, Roger (Barry Van Dyke) que, apaixonado por ela, tentava convencê-la a largar Paul. Entre os parentes que apareciam na série estava a Tia Minerva (Karen Morrow), que fazia o papel de Endora, tentando convencer a sobrinha a deixar o mundo mortal e viver entre as feiticeiras. Dentre os personagens do elenco de A Feiticeira, a série contava com as participações de Gladys, Abner e o Dr. Bombay, novamente interpretados pelos mesmos atores.

Montgomery e Paul Lynde como Tio Arthur.

Montgomery e Paul Lynde como Tio Arthur.

Tabatha não fez sucesso e foi cancelada com apenas uma temporada de doze episódios produzida. Mas esta não foi a única tentativa de resgatar a magia de A Feiticeira. Os filhos dos Stephens também estrelaram uma série animada entre 1973 e 1974, com o título de Tabitha and Adam and the Clown Family, onde as crianças viviam às voltas com um circo.

Em 2005 foi produzido o filme Bewitched/A Feiticeira, estrelado por Nicole Kidman e Will Farrell. Esta produção não é uma versão cinematográfica, mas uma homenagem. Na história, um canal de TV está interessado em produzir um remake da série dos anos de 1960 e, sem saber, acaba contratando uma bruxa de verdade para interpretar Samantha.

A série também gerou versões internacionais. Entre elas, na Argentina (Hechizada), em 2007; no Japão (Okusama wa majo/奥さまは魔女), em 2004; na Índia (Meri Biwi Wonderful), em 2002; e na Rússia (Моя любимая ведьма). Em 2001, a rede CBS chegou a anunciar que um projeto estava em desenvolvimento para dar à série uma nova versão. Por sorte, ela não se materializou!

Outras séries que completam cinquenta anos este mês são Viagem ao Fundo do Mar, O Agente da UNCLE, Os Monstros (que recentemente quase ganhou um novo remake), Daniel Boone, A Ilha dos Birutas, Flipper, A Caldeira do Diabo, Jonny Quest, Inferno nos Céus, Danger Man, Stingray e A Família Addams.

Cliquem nas fotos para ampliar.

20/07/2013

às 17:19 \ Curiosidades, Falecimentos, Televisão

Lista: 38 séries que sofreram baixa no elenco pela morte de atores

Cory Monteith

No final da postagem, clique no link para visualizar a lista completa. 

No dia 14 de julho, o público foi surpreendido com a notícia da morte de Cory Monteith, ator que interpretava Finn na série musical Glee. Mais uma vítima de overdose, o ator deixa para os produtores e colegas a difícil tarefa de lidar com sua perda e dar continuidade a uma das séries mais populares dos últimos anos.

Ele não foi o primeiro nem será o último a morrer durante a produção de uma série. Em comparação ao número de séries produzidas, a quantidade daquelas que tiveram que lidar com este problema é até insignificante. Desde o início da produção televisiva até os dias de hoje ocorreram diversos casos parecidos. Alguns provocaram maior comoção, como foi o caso com Cory e daqueles que cometeram suicídio, outros quase passaram despercebidos, seja por interpretarem personagens menores ou por já estarem com a saúde abalada.

Fiz um levantamento das produções sobre as quais me lembrava. A lista limita-se às séries americanas. Se alguém se lembrar de alguma que faltou na lista e quiser contribuir com o levantamento, peço que deixe as informações nos comentários, a título de registro.

A lista segue a ordem alfabética dos títulos em inglês.

John Ritter

01. 8 Simple Rules For Dating My Teenage Daughter – Também conhecida como 8 Simple Rules, a sitcom foi produzida entre 2002 e 2005. A sitcom marcava o retorno de John Ritter, ator que ficou conhecido com Um é Pouco, Dois é Bom e Três é Demais/Three’s Company, na década de 1970. Mas a série perdeu seu astro principal na segunda temporada. Durante a produção do quarto episódio, o ator começou a reclamar de dores no peito. Quando começaram os ensaios, ele se sentiu mal e desmaiou, entrando em coma. Levado para o hospital, Ritter chegou já sem vida. A produção foi suspensa, retornando dois meses depois com a decisão da ABC de incorporar na trama a morte do ator. Assim, Cate (Katey Sagal) fica viúva e responsável por criar seus três filhos, com o apoio de seus pais (James Garner e Suzanne Pleshette) e seu sobrinho (David Spade). A viúva de Ritter chegou a processar o médico do ator, bem como aquele que o atendeu no dia de sua morte, por não terem diagnosticado uma doença cardíaca congênita. O tribunal concluiu que não houve negligência, mas um acordo financeiro foi definido fora dos tribunais.

 

Pete Duel

02. Alias Smith & Jones/Smith & Jones – A série de faroeste foi produzida entre 1971 e 1973, trazendo a história de dois foras da lei que, pensando em conseguir o perdão do governador, fazem um acordo para ficarem longe de problemas. Durante a produção da segunda temporada, o ator Pete Duel se matou, aos 31 anos de idade, com um tiro na cabeça. A polícia chegou a investigar a possibilidade de um crime, visto ter encontrado um segundo buraco de bala na parede da sala, onde Duel foi encontrado morto. Mas as investigações revelaram que o segundo tiro tinha sido disparado alguns dias antes pelo próprio Duel, quando ficou frustrado por não ter sido indicado à diretoria do SAG. Duel apresentava um quadro de depressão e alcoolismo, mas ainda assim sua morte surpreendeu seus colegas e fãs. Embora fosse véspera de ano novo, a produção da série finalizava as filmagens do episódio dezenove. Ao invés de suspender os trabalhos, a Universal ordenou que as filmagens continuassem. No mesmo dia da morte de Duel, o estúdio contratou o ator Roger Davis para substituí-lo. Assim, a série continuou com Davis interpretando o mesmo personagem, como se nada tivesse acontecido. A série durou mais uma temporada.

 

George Reeves

03. The Adventures of Superman/As Aventuras do Superman: a série foi a primeira adaptação de sucesso das histórias de um super-herói para a TV. A fama que ela conquistou na época marcou a carreira do ator George Reeves, que era obrigado por contrato a aparecer em público vestido como Superman para estimular o imaginário das crianças. Participando de eventos para promover a série vestido como o super-herói, também reforçou a identificação do ator com o personagem para os produtores de Hollywood, que evitavam lhe oferecer outros papéis. Em junho de 1959, o ator foi encontrado morto em sua casa, com um tiro na cabeça. A polícia classificou o caso como suicídio, com base em um quadro de depressão e alcoolismo. Mas até hoje existe a dúvida se a morte de Reeves não teria sido acidental ou crime. Quando Reeves morreu, os produtores planejavam a sétima temporada da série. Reeves não foi o único que morreu durante a produção de As Aventuras do SupermanJohn Hamilton, que interpretava Perry White, morreu em 1958, após a produção da sexta temporada. Visto que a série foi cancelada com a morte de Reeves, Hamilton não precisou ser substituído.

 

Jack Soo

04. Barney Miller – Produzida entre 1975 e 1982, a topical sitcom fez muito sucesso em sua época, apresentando a rotina de uma delegacia de polícia. Contando com um grande elenco, ela apresentava histórias sobre a criminalidade em uma grande cidade, bem como a dificuldade da polícia em manter seu trabalho com poucos recursos. Esta é uma das produções que abriram caminho para Chumbo Grosso na década de 1980. Hal Linden liderava o elenco, interpretando o chefe de polícia Barney Miller. Entre os coadjuvantes estava o veterano Jack Soo, que interpretava o detetive Nick Yemana. Em 1978, durante a produção da quinta temporada, o ator foi diagnosticado com câncer no esôfago. A doença se espalhou rapidamente, levando o ator à morte no início de 1979. A série continuou a ser produzida, incorporando na trama a morte do ator. Para homenageá-lo, a produção ofereceu um episódio especial no qual o elenco rompe a quarta parede, dirigindo-se ao público para apresentar uma retrospectiva do trabalho do ator na série. A cena termina com o elenco erguendo um brinde ao colega falecido.

 

Alice Pearce

05. Bewitched/A Feiticeira – Ainda cultuada pelos fãs até hoje, a série foi produzida entre 1964 e 1972. Acompanhando a vida de um bruxa que se casa com um mortal, a série introduziu uma personagem na história que ganhou rapidamente a afeição do público. Nas duas primeiras temporadas, a Sra. Kravitz, a vizinha bisbilhoteira de Samantha, era interpretada pela atriz Alice Pearce, que deu à personagem uma entonação mais cômica. Pouco depois de ter sido contratada, Pearce foi diagnosticada com câncer no ovário. Ao invés de substituí-la, os produtores decidiram mantê-la no elenco. Assim, ela continuou trabalhando enquanto submetia-se ao tratamento. Mas, ao final da segunda temporada, a atriz perdeu sua luta contra o câncer, falecendo aos 48 anos de idade. Quando a produção entrou em sua terceira temporada, Pearce foi substituída por Sandra Gould, que interpretou o mesmo personagem.

Marion Lorne

O mesmo procedimento não ocorreu quando Marion Lorne, que dava vida à Tia Clara, morreu aos 84 anos de idade, vítima de parada cardíaca, pouco antes de iniciar a produção da quinta temporada da série. Sendo um personagem muito querido do público, os produtores decidiram que não havia razão para contratar outra atriz para dar continuidade ao personagem. Assim, Clara deixa de aparecer na casa de Samantha. Pelo que me lembro, a produção não chegou a oferecer uma justificativa para o desaparecimento de Clara. Acredito que ela não tenha sido sequer mencionada depois da morte da atriz. Foi como se ela nunca tivesse existido. Na temporada seguinte, os produtores contrataram Alice Ghostley para interpretar a Tia Esmeralda que, tal como Clara, tinha problemas para controlar seus poderes. A atriz já tinha feito uma participação na segunda temporada da série, interpretando uma mortal.

 

Dan Blocker

06. Bonanza – Produzida entre 1959 e 1973, a série se transformou em um clássico da televisão. Acompanhando as histórias da família Cartwright, o pai Ben e os filhos Adam, Hoss e Little Joe, a série fez parte da vida de diversas gerações de telespectadores, sendo cultuada até hoje. A produção já tinha sofrido com a perda de Pernell Roberts, o intérprete de Adam, que decidiu não renovar seu contrato, deixando o elenco ao final da quinta temporada. Na história, Adam se muda para outro país. Durante um tempo a série conseguiu se equilibrar com as presenças dos demais personagens, mas a produção sofreu um novo baque em 1972, pouco antes de iniciar a produção da 14ª temporada. Dan Blocker, que interpretava Hoss, submeteu-se a uma cirurgia de vesícula. Naquela época, o procedimento para este tipo de operação era mais precário. Após nove dias em recuperação, Blocker começou a ter dificuldades para respirar. Exames mostraram que um coágulo de sangue tinha se formado, possivelmente em consequência da cirurgia, se instalando nos pulmões. Levado novamente à sala de cirurgia, Blocker faleceu vítima de parada cardíaca durante o procedimento. Na série, Hoss morre afogado tentando salvar a vida de uma mulher. Para preencher o vazio deixado pelo ator, os produtores chamaram de volta David Canary, que interpretara o vaqueiro Candy entre 1967 e 1970, e introduziram mais um ajudante, Griff (Tim Matheson). Ao final da 14ª temporada, apesar de manter uma boa audiência, a série foi cancelada pela NBC.

 

Nicholas Colasanto

07. Cheers - Esta é uma sitcom produzida entre 1982 e 1993, que acompanhava a vida de Sam Malone (Ted Danson), proprietário de um bar. Cada episódio mostrava como Malone lidava com seus problemas pessoais e profissionais. Em paralelo, o público acompanhava a vida dos demais funcionários do bar e dos frequentadores. Nicholas Colasanto interpretava Ernie, um ex-treinador de futebol que atuava como bartender. Na terceira temporada da série, sofrendo de problemas cardiovasculares, Colasanto precisou ser internado, com um quadro de água nos pulmões. Após ser liberado do hospital, Colasanto tentou voltar ao trabalho, mas o departamento médico da produção não aprovou seu retorno. O ator morreu em fevereiro de 1985, de parada cardíaca, enquanto assistia televisão. A morte do ator foi incorporada na trama e seu personagem foi substituído por Woody, interpretado por Woody Harrelson, no início da quarta temporada.

 

Freddie Prinze

08. Chico and the Man – Esta é uma série que faz parte da leva das topical sitcoms produzidas na década de 1970. Exibida entre 1974 e 1978, a sitcom acompanhou a amizade que surge entre um americano rabugento dono de uma garagem e um jovem mexicano otimista que trabalha para ele. Freddie Prinze, de 22 anos, interpretou Chico durante as três primeiras temporadas da série. Em janeiro de 1977, Prinze foi encontrado em sua casa com um tiro na cabeça. O ator chegou a ser levado ao hospital, onde os médicos declararam sua morte cerebral. Os aparelhos foram desligados dois dias depois. Tendo em vista o quadro de depressão e abuso de drogas de Prinze, a polícia concluiu que ele se suicidara. Sua mãe lutou por dois anos na justiça para reabrir o caso. Em 1979, a corte declarou que a morte do ator foi acidental. Faltando apenas quatro episódios para finalizar a terceira temporada, a produção da série continuou. O primeiro episódio inicia explicando para o público que Chico foi para o México para tentar se reconciliar com o pai. No último episódio foi introduzido Raul (Gabriel Melgar), um menino mexicano que entrou clandestinamente nos EUA. Ele é adotado por Ed (Jack Albertson) e a quarta e última temporada foi produzida.

 

Madeline Kahn

09. Cosby – Esta é a sitcom que trouxe Bill Cosby e Phylicia Rashad de volta à TV depois do sucesso conquistado na década de 1980 com Cosby Show. Produzida entre 1996 e 2000, a série apresentava a vida de Hilton (Cosby), um aposentado que tenta se ajustar à sua nova vida. Rashad interpretava sua esposa Ruth, que mantém seu próprio negócio tendo como sócia sua amiga Pauline, personagem interpretada pela veterana Madeline Kahn. Em 1998, durante a produção da terceira temporada, a atriz foi diagnosticada com câncer no ovário. Mantendo suas atividades na série, a atriz se submeteu ao tratamento de quimioterapia. Mas Madeline perdeu a luta contra o câncer, falecendo durante a produção do nono episódio da quarta temporada. Sua morte foi incluída na trama e mais onze episódios foram produzidos para fechar a temporada. Ao final daquele ano, a série foi cancelada por baixa audiência.

 

Jon-Erik Hexum

10. Cover Up/Retrato Falado – Esta foi uma série de aventura produzida entre 1984 e 1985. Na história, Danielle Reynolds (Jennifer O’Neill) é uma fotógrafa de moda casada com um agente do governo. Quando ele é assassinado, Dani decide assumir seu lugar. Mantendo a fachada como fotógrafa, ela viaja pelo mundo na companhia de Mac (Jon-Erik Hexum), um agente do governo que se faz passar por modelo. Durante a produção do oitavo episódio, que traz o título de Golden Opportunity, Hexum precisou gravar uma cena na qual seu personagem, sentado na cama, pega um revólver calibre .44 e o carrega com balas de festim. Depois de gravar uma vez, o diretor decidiu fazer uma nova tomada sob outro ângulo. Enquanto aguardava os ajustes de cena, Hexum começou a brincar com a arma. Ele descarregou o revólver deixando apenas uma bala no tambor. Em seguida, começou a brincar de roleta russa. Quando ele colocou a arma na cabeça e disparou, o festim o atingiu ferindo-o gravemente. Sangrando e consciente, mas incapaz de falar, ele foi levado ao hospital. Após passar cinco horas na sala de cirurgias, o ator precisou ser ligado a aparelhos. Seis dias depois, ele foi declarado clinicamente morto. Os aparelhos foram desligados e seus órgãos doados pela família. Faltando quatorze episódios para finalizar a primeira temporada, a rede CBS decidiu substituir o ator por Anthony Hamilton, que interpretou Jack, um novo agente designado para trabalhar com Dani enquanto Mac está em uma missão solo. Ao final do primeiro episódio em que ele aparece, Jack diz a Dani que Mac não vai mais voltar. Subentende-se que o personagem foi morto em ação.

 

Jim Davis

11. Dallas – A série, que se tornou um marco na TV americana entre 1978 e 1991, precisou lidar com a perda de Jim Davis, ator que interpretou o patriarca da família Ewing. Durante a quarta temporada ficou claro para os produtores que a saúde de Davis estava declinando. Com 71 anos de idade, o ator lutava contra um câncer. Desta forma, decidiram produzir uma cena para o episódio New Beginnings no qual Jock e dona Ellie decidem fazer uma viagem de segunda lua-de-mel. A ideia era tirar o personagem da série caso o ator não estivesse em condições de retornar para uma nova temporada. Antes mesmo que o último episódio da temporada fosse exibido, o ator morreu. No início da temporada seguinte, dona Ellie retorna da viagem dizendo que o marido decidiu ir para a América Latina cuidar de negócios importantes. Dez episódios depois, ela recebe a notícia de que seu marido morreu em um acidente de helicóptero. Sem que seu corpo fosse encontrado, Jock só foi declarado oficialmente morto dezenove episódios depois. Ao longo da série, os produtores ainda utilizaram o recurso de introduzir Wes (Steve Forrest), um homem que se faz passar por Jock. Tendo sobrevivido ao acidente e passado por uma cirurgia plástica, ele tenta ocupar o lugar de Jock. Na oitava temporada, dona Ellie se casa com Clayton (Howard Keel), outro rancheiro.

 

Larry Hagman

12. Dallas – Vinte anos depois do cancelamento da série original, o canal CW TNT lança uma nova versão de Dallas, que dá continuidade à sua história, desta vez acompanhando a vida dos filhos de JR (Larry Hagman) e Bobby Ewing (Patrick Duffy). Para dar validade à nova produção, os atores que deram vida aos famosos personagens foram chamados de volta. Durante a produção da primeira temporada, Hagman foi diagnosticado com câncer, durante os exames de rotina ao qual os atores são submetidos pela produção de uma série. Embora tenha se submetido a um tratamento, Hagman veio a falecer em 2012, depois de filmar seis episódios dos doze que seriam produzidos para a segunda temporada. A morte do ator representou a morte de um ícone da cultura popular. JR foi enterrado quatro meses depois que seu protagonista.

 

Joseph Kearns

13. Dennis the Menace/O Pimentinha – Inspirada no personagem que surgiu nas tiras de quadrinhos, a sitcom foi produzida entre 1959 e 1963. A história acompanhava a vida de Dennis (Jay North), um garotinho que, apesar das boas intenções, vivia aprontando arte. O sr. Wilson (Joseph Kearns) era quem mais se incomodava com ele. Tentando aproveitar sua aposentadoria, ele tinha sua paz e tranquilidade constantemente abaladas por Dennis. Faltando apenas seis episódios para finalizar a terceira temporada, Kearns faleceu vítima de uma parada cardíaca. Os produtores tiveram pouco tempo para preparar o episódio seguinte, no qual John Wilson, irmão de George, chega na cidade para fazer companhia à cunhada Martha enquanto o Sr. Wilson está viajando. No último episódio da temporada, Martha vende a casa para John e se muda para outra cidade com o marido (que não aparece no episódio). A série teve mais uma temporada antes de ser cancelada. A justificativa que foi dada na época era o fato de Jay ter crescido muito, não podendo mais interpretar o personagem.

 

Lynne Thigpen

14. The District – Exibida entre 2000 e 2004, a série apresentou a rotina de trabalho de Jack Mannion (Craig T. Nelson), chefe do departamento de polícia de Washington. Entre seus colegas estava Ella Farmer, analista de computadores interpretada por Lynne Thigpen, atriz que fez carreira no teatro musical. Ela migrou para o cinema quando o musical Godspell foi adaptado. Depois de diversas participações em séries, e de dublar a chefe na animação Em que Lugar da Terra está Carmen Sandiego?, Lynne entrou para o elenco de The District. Mas, durante a produção da terceira temporada, a atriz começou a sentir fortes dores de cabeça. Não consta que ela tenha procurado um médico. Poucos dias depois, ela foi encontrada morta em sua casa. A causa da morte foi divulgada como sendo hemorragia cerebral. Faltando seis episódios para finalizar a temporada, a produção suspendeu os trabalhos por uma semana. Quando retornou, sua morte foi incorporada à série. Mannion se nega a aceitar sua morte ao longo de quatro episódios. No penúltimo da temporada, ele finalmente aceita o fato.

 

Barton Yarborough

15. Dragnet – Produzida entre 1952 e 1959, a série (que surgiu no rádio) se tornou um clássico da televisão americana, gerando um retorno entre 1967 e 1970, outro em 1989 e um terceiro em 2003, e mais três filmes. A série acompanhou a rotina de trabalho do Sargento Friday (Jack Webb) da polícia de Los Angeles ao lado do Sargento Ben Romero, interpretado por Barton Yarborough, que após a produção dos dois primeiros episódios morreu vítima de um ataque cardíaco. Ao longo dos onze episódios seguintes, ele foi substituído por Ken Peters e depois por Barney Phillips, que interpretaram os sargentos Cummings e Jacobs. Quando a segunda temporada estreou, o ator Herb Ellis assumiu a função de parceiro de Friday, como o oficial Frank Smith. Depois de cinco episódios, ele foi substituído por Ben Alexander, que permaneceu ao longo da série interpretando Smith. Visto que os episódios eram exibidos fora da ordem de produção, o público acompanhou as idas e vindas de Ellis e Alexander vivendo o mesmo personagem.

 

Diana Hyland

16. Eight is Enough/Oito é Demais – Produzida entre 1977 e 1981 a série foi uma dramédia familiar de sucesso da rede ABC. Inspirada na vida do escritor Thomas Braden, a história acompanhava a rotina de uma família com oito filhos. Depois da produção do episódio piloto, a atriz Diana Hyland, que interpretava Joan, a esposa de Tom (Dick Van Patten), ficou doente. Anos antes da produção da série ter início, ela tinha passado por um tratamento de câncer de mama. Agora, acreditando que apenas sofria de fadiga, a atriz se submeteu a novos exames que revelaram que o câncer voltara e se espalhara pela coluna, chegando ao cérebro. Diana continuou trabalhando enquanto se submetia a uma nova sessão de quimioterapia. Ela aguentou até o quarto episódio, quando então revelou sua situação para a produção que a afastou dos trabalhos. Na história, sua personagem viaja para ajudar uma parente que teve um bebê. A atriz morreu após a exibição da primeira temporada, que teve apenas nove episódios, exibidos na midseason de 1977. Renovada, a série retornou para sua segunda temporada, que inicia explicando para o público que há três meses Tom perdeu a esposa. Agora viúvo, ele precisa cuidar dos oito filhos. Ao longo dos episódios, ele conhece Abby (Betty Buckley), com quem se casa em um especial de duas horas de duração.

 

Dolph Sweet

17. Gimme a Break! – Esta é uma sitcom produzida entre 1981 e 1987, que gira em torno de Nell (Nell Carter), uma governanta afro-americana que trabalha na casa de um viúvo e suas três filhas. Ele era interpretado por Dolph Sweet que, ao final da terceira temporada, começou a ter problemas de saúde. Em agosto de 1984, ele foi submetido a uma cirurgia exploratória, a qual revelou que Dolph sofria de câncer no pâncreas. A série tinha sido renovada para a quarta temporada e assim Dolph voltou ao trabalho. Devido à fadiga, ele perdeu as filmagens de quatro episódios, nos quais foi substituído por John Hoyt e Telma Hopkins, que interpretaram o avô das crianças e uma amiga de Nell, respectivamente. O ator aguentou até o final da quarta temporada. Renovada, a série voltou para sua quinta temporada, quando é revelado ao público que o personagem de Dolph morreu. Seus filhos ficaram sob os cuidados de Nell, que se torna a mãe adotiva deles. A série se estendeu até a sexta temporada, quando foi cancelada.

 

Kevin Peter Hall

18. Harry and the Hendersons/Um Hóspede do Barulho – Produzida entre 1990 e 1993, a série é uma adaptação do filme exibido nos cinemas em 1987. Na história, a família Henderson atropela o Pé Grande (ou Sasquatch) durante sua viagem de férias. Depois de cuidar dele, eles decidem adotá-lo. O maior problema era manter Harry (como era chamado) escondido dos vizinhos. Tanto no filme quanto na série, o Pé Grande era interpretado por Kevin Peter Hall, mais conhecido dos fãs de série por Curto Circuito/Misfits of Science. Em 1990, o ator sofreu um grave acidente de carro, que o levou a ser submetido a uma cirurgia. Durante o procedimento, ele recebeu sangue contaminado com o vírus da AIDS, doença que se manifestou alguns meses depois. Hall faleceu durante a produção da primeira temporada, aos 35 anos. Visto que ele utilizava uma fantasia, sua substituição não foi percebida pelo público. Na segunda temporada o personagem foi interpretado por Dawan Scott e na terceira por Brian Steele.

 

Michael Conrad

19. Hill Street Blues/Chumbo Grosso – Produzida entre 1981 e 1987, a série se tornou um marco na história da televisão americana. A trama acompanhou a vida e o trabalho de diversos policias de um departamento de polícia. Entre eles estava o sargento Phil Esterhaus, interpretado pelo veterano Michael Conrad. Rosto conhecido dos fãs de séries por suas participações em diversas produções entre as décadas de 1950 e 1980, Conrad integrava o elenco de sua segunda série, a primeira a lhe dar um reconhecimento nacional. Mas, durante a produção da terceira temporada, o ator foi diagnosticado com câncer uretral. Conforme a doença foi progredindo, sua presença na série foi sendo reduzida. O ator morreu durante a quarta temporada. Na história, foi dito que o personagem morreu vítima de parada cardíaca durante o ato sexual com sua noiva. Conrad foi substituído por Robert Pronsky, que interpretou o sargento Stan Jablonski.

 

Anne Baxter

20. Hotel – Série de Aaron Spelling produzida entre 1983 e 1988. A história acompanhou a vida dos funcionários e hóspedes de um hotel, que era de propriedade de Laura Trent, personagem interpretada pela veterana Bette Davis. Esta seria a primeira série de Davis, que já tinha feito participações em outras produções. Embora tenha filmado o piloto, a atriz estava relutante em fazer parte do elenco da série, caso ela tivesse sua produção aprovada. Neste meio tempo, Davis sofreu um derrame, que a afastou definitivamente da produção. Assim, quando a série foi aprovada, Davis foi substituída por outra veterana, a atriz Anne Baxter, que na década de 1950 trabalhou com Davis no filme A Malvada. Anne interpretou Veronica, irmã de Laura, que assume o comando da empresa. Durante a produção da segunda temporada, Baxter morreu repentinamente, vítima de aneurisma cerebral. Ao invés de substituí-la, os produtores decidiram que o personagem de James Brolin, que era o gerente do hotel, herdaria a empresa. Assim, ele assumiu o comando do hotel até o último episódio da quinta temporada, quando a série foi cancelada.

 

Samantha Smith

21. Lime Street/Culver, Agente de Alto Nível – Esta é uma série que teve apenas uma temporada de oito episódios produzidos em 1985. Estrelada por Robert Wagner, a série apresentou a história de um viúvo que morava em um rancho com duas filhas e o pai. Enquanto cuidava das filhas ele ainda atuava como investigador de seguros. A filha mais velha era interpretada por Samantha Smith, uma menina que aos dez anos de idade ficou conhecida por ter escrito uma carta para Yuri Andropov, presidente da União Soviética, na qual expressava suas preocupações sobre uma possível guerra nuclear entre os dois países. A carta foi publicada no jornal Pravda, chamando a atenção dos jornalistas americanos, que localizaram Samantha, transformando-a em celebridade. O frenesi da mídia levou o Presidente soviético a responder a carta e a convidá-la a visitar a Rússia. Acompanhada pela imprensa e pela família, Samantha passou duas semanas conhecendo a União Soviética. Na sua volta aos EUA, ela escreveu um livro, participou de talk shows e foi convidada para participar de diversos programas. Foi assim que ela chegou no elenco de Lime Street. Após finalizar as filmagens do quarto episódio, Samantha e seu pai, que estavam em Boston, pegaram um avião de pequeno porte para voltar para casa no Maine. Ao se aproximar do aeroporto, a aeronave sofreu uma pane, caiu e pegou fogo, matando os passageiros e tripulantes. A produção ainda completou os quatro episódios seguintes, sem substituir a atriz ou justificar sua ausência. A perda trágica da atriz esfriou os ânimos dos produtores e do elenco. A baixa audiência conquistada pela série (que não conseguiu enfrentar a concorrência de As Supergatas), a levou a ser cancelada.

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26/11/2012

às 12:16 \ Atores, Biografias, Livros

Nova biografia de Elizabeth Montgomery revela intimidade da atriz de ‘A Feiticeira’

Elizabeth Montgomery em 1968

Esta semana foi lançada nos EUA uma nova biografia da atriz Elizabeth Montgomery, a intérprete de Samantha Stevens de A Feiticeira.

Escrita por Herbio Pilato, fã da série que se tornou amigo de Elizabeth, o livro recebeu o título de Twitch Upon A StarPilato já tinha publicado dois livros sobre a produção de A Feiticeira, os quais trazem dados biográficos da atriz. Mas em nenhum deles foram mencionados os detalhes que aparecem nesta nova biografia de Elizabeth (a atriz já tinha ganho uma biografia em 2005, com o livro Elizabeth Montgomery: a Bewitching Life, de Rita E. Piro).

Filha dos atores Robert Montgomery e Elizabeth Allen, Elizabeth cresceu à sombra do pai. Quando ela tinha dezessete anos, seus pais se separaram. Elizabeth e seu irmão Robert foram morar com a mãe.

Segundo Pilato em entrevista ao jornal Daily Mail, a atriz passou a vida tentando impressionar o pai. Ele, por sua vez, parecia não gostar da decisão da filha de seguir a carreira artística. A busca pelo amor do pai levou Elizabeth a se envolver com homens mais velhos. Além de quatro casamentos, ela também teria mantido relacionamentos com Gary Cooper, com Dean Martin e com Alexander Godunov.

O primeiro marido de Elizabeth foi o aspirante a produtor Frederic Gallantin Cammann, dez anos mais velho que ela. Os dois se separaram quinze meses depois. Ele queria que Elizabeth largasse a carreira e se tornasse uma dona de casa e mãe.

Em 1957 ela se casou com o ator Gig Young, 25 anos mais velho. O casamento acabou seis anos depois porque Gig era alcoólatra. Pilato acredita que, nesta época, a atriz era vítima de violência doméstica. Muitos devem se lembrar que o ator, em 1978, matou a segunda esposa e cometeu suicídio.

O terceiro marido de Elizabeth foi o produtor William Asher, doze anos mais velho, com quem Elizabeth teve três filhos. O casamento durou o período de produção de A Feiticeira. Neste meio tempo, os dois teriam mantido relações extraconjugais. Segundo Pilato, em 1971 Elizabeth se envolveu com Richard Michaels, roteirista, diretor e produtor da série, que também era casado.

A atriz encontraria estabilidade com o ator Robert Foxworth que, ao contrário dos demais, era oito anos mais novo que Elizabeth. Eles se conheceram em 1973, durante a produção de Sra. Sundance, piloto de série que não foi aprovada pela rede ABC. Os dois viveram juntos por vinte anos antes de se casarem em 1994. Elizabeth e Robert ainda estavam casados quando ela faleceu em 1995, vítima de um câncer colorretal.

Robert e Elizabeth Montgomery em 1955

Segundo Pilato, o pai de Elizabeth estava consciente da dependência emocional da filha por ele. Robert teria recusado o convite de Elizabeth para interpretar seu pai em A Feiticeira, papel que ficou com Maurice Evans. Quando ela estrelou o filme A Lenda de Lizzie Borden/The Legend of Lizzie Borden, no qual interpreta uma mulher acusada de assassinar os pais, Robert teria dito à filha acreditar que ela seria capaz de matá-lo. Segundo Pilato, Robert considerou o filme como uma mensagem para ele.

O livro também revela que Elizabeth não gostava de ser lembrada por A Feiticeira e não se relacionava bem com Dick York, o primeiro ator que interpretou seu marido. Isto porque, segundo Pilato, Elizabeth sabia que Dick estava apaixonado por ela, o que a deixava em uma situação desconfortável, já que ela era casada com o produtor da série. Com isso, a intérprete de Samantha também não tinha um bom relacionamento com Agnes Moorehead, que fazia Endora, sua mãe na série. Agnes era amiga de Dick e não gostou de vê-lo substituído por Dick Sargent, a quem ela teria destratado várias vezes, a ponto de levá-lo às lágrimas em certa ocasião.

Os fãs devem se lembrar que York deixou a série porque sofria de dores crônicas na coluna, um problema causado por um acidente durante a produção do filme Heróis de Barro/They Came To Cordoba. As dores o levaram a se tornar dependente de analgésicos. Com o passar dos anos, o problema se agravou. Segundo Pilato no livro The Bewitched Book, publicado em 1992, o ator deixou o elenco da série quando, após desmaiar durante as filmagens de uma cena, foi levado para o hospital. Os médicos desaconselharam o ator a continuar trabalhando, tendo em vista as horas de gravações e os esforços físicos aos quais ele se submetia diariamente. Assim, ele foi substituído por Dick Sargent, ator que originalmente estava cotado para interpretar o personagem. Os problemas na coluna levaram York a uma cadeira de rodas. Com enfisema, ele também ficaria dependente de um respirador até sua morte, em 1992, aos 63 anos.

Na entrevista ao jornal britânico, a imagem que Pilato passa de Elizabeth é de uma mulher carente e triste, o que reforça os comentários feitos por outros atores que a conheceram. Em entrevistas concedidas ao longo dos anos, Sally Field e Barbara Eden (que dividiram o camarim com a atriz na época em que estrelavam as séries Gidget e Jeannie é um Gênio, todas produzidas pela Columbia Pictures) disseram que Elizabeth era uma mulher que não gostava de conversar e frequentemente chegava ao estúdio mal humorada. Pilato diz que, no leito de morte, Elizabeth pediu para ficar sozinha no quarto, pois não queria que ninguém a visse quando ela partisse.

O livro Twitch Upon A Star já está disponível nas livrarias americanas. Ainda não há previsão de lançamento no Brasil.

Cliquem nas fotos para ampliar. Nos vídeos, trecho do programa Biography sobre Elizabeth Montgomery.

CBS Planeja Remake de A Feiticeira

(E-D) Elizabeth Montgomery, Dick York e Agnes Moorehead em "A Feiticeira"

Empolgados com a receptividade do remake de “Havaí 5-0″, a rede CBS pediu à Sony Pictures Television que desenvolva uma nova versão de “A Feiticeira“.

Segundo o Variety, o projeto está, por enquanto, em fase de desenvolvimento do roteiro do piloto. Se o canal gostar do resultado poderá pedir a produção do episódio para avaliação.

Esta é a segunda tentativa recente de se fazer uma releitura da série produzida entre as décadas de 1960 e 1970. A primeira foi o filme de 2005, estrelado por Nicole Kidman e Will Ferrell.

A baixa receptividade da versão cinematográfica não desencoraja a CBS em tentar sua própria versão. O roteiro é de Marc Lawrence (Caras e Caretas/Family Ties). Se produzida, a série ficará a cargo da Sony em parceria com a Red Wagon, empresa que co-produziu o filme.

A série original foi estrelada por Elizabeth Montgomery, já falecida, que interpretava Samantha, uma jovem bruxinha que se casa com um mortal, inicialmente interpretado por Dick York e depois por Dick Sargent. Os dois tentam viver uma vida normal, mas a família de Samantha, em especial sua mãe Endora, vive se metendo, tentando separar o casal.

“A Feiticeira” foi produzida no período em que o movimento da liberação feminina começava a tomar conta dos EUA. Queimando sutiãs nas ruas, as mulheres exigiam direitos iguais. Simbolicamente a série retrata esse período, mostrando uma jovem mulher presa entre a sociedade masculina da época (o marido) e o pensamento feminista que começava a se formar, representado pela mãe. Dito isto, fica a pergunta: de que forma a CBS pretende adaptar esse movimento?  Se é que eles entendem que a série tem esse background como a base de sua construção e de seu sucesso.

Sol Saks (1910-2011)

O produtor e roteirista, criador da série “A Feiticeira“, faleceu no último sábado, dia 16 de abril, aos 100 anos de idade, segundo informou o Hollywood Reporter.

Nascido no dia 13 de dezembro de 1910, em Nova Iorque, Saks foi criado em Chicago. Formado em jornalismo, mudou-se para Los Angeles em 1948, onde iniciou uma carreira no rádio. Passando de repórter a escritor, Saks trabalhou com alguns programas radiofônicos que fizeram sucesso em sua época. Entre eles, “Duffy’s Tavern”, que tinha em seu elenco Sandra Gould, atriz que interpretaria a personagem da Sra. Kravitz na fase colorida de “A Feiticeira”.

Saks escreveu roteiros para “My Favorite Husband”, série radiofônica que seria adaptada por Bob Carroll, Jr., Madelyn Pugh e Jess Oppenheimer para a TV com o título de “I Love Lucy”. A versão original de “My Favorite Husband”, da forma como foi concebida, chegaria à TV em 1953, estrelada por Joan Caulfield e Barry Nelson. Na história, George Cooper é um banqueiro casado com Liz, uma socialite que adora o glamour.

Em 1957, Saks começou a escrever roteiros para a série de TV “Mr. Adams and Eve”, estrelada pelo casal na vida real Howard Duff e Ida Lupino. A produção teve apenas uma temporada, mas foi responsável por manter o roteirista na TV. Depois de passar por alguns teleteatros, Saks chegou em “A Feiticeira”.

Ele escreveu apenas um episódio para a série, justamente o piloto, que introduz o conceito e apresenta os personagens. Produzida pela Screen Gems entre 1964 e 1972, a série “A Feiticeira” apresenta a vida de Samantha Stevens (Elizabeth Montgomery), uma bruxinha que se casa com um mortal (Dick Your/Dick Sargent), contrariando a vontade de sua mãe, Endora (Agnes Moorehead), que passa a dedicar toda sua atenção e magia para destruir o casamento da filha.

Depois de escrever o roteiro do piloto, Saks afastou-se da produção. Em seu lugar entrou Danny Arnold (1925-1995), que teria sido responsável por criar vários personagens coadjuvantes, os quais foram surgindo ao longo da primeira temporada, entre eles, os casais Kravitz e Tate. A produção da série, desde o princípio, era de Harry Ackerman (1912-1991) e William Asher.

Segundo Ackerman no livro “Bewitched Forever“, as normas do Sindicato dos Roteiristas estabelecem como criador de uma série o(s) roteirista(s) do episódio piloto. Assim, a Screem Gems deu a Saks os créditos de criador de “A Feiticeira”. Ser considerado o criador dá ao roteirista sua parte nos lucros da série, tendo ou não escrito outros  episódios, estando ou não ligado à produção do programa.

Por isso, ao longo dos anos, Ackerman, que na época era assalariado da Screem Gems, lutou para ser recompensado financeiramente por “A Feiticeira”, afirmando ter sido ele a criar a série, com base em uma sugestão de William Dozier (Batman). Somente após o projeto ter sido desenvolvido é que Saks teria sido contratado para escrever o roteiro do piloto.

Agnes Moorehead, Elizabeth Montgomery e Dick York em "A Feiticeira". Cliquem na imagem para ampliar.

Em 1999, em depoimento ao programa “E! True Hollywood Story: Bewitched”, Saks declarou ter criado “A Feiticeira” inspirado nos filmes  “Casei-me com uma Feiticeira/I Married a Witch”, de 1942, e “Sortilégio de Amor/Bell, Book and Candle”, de 1958.

Seja como for, ‘reza a lenda’ que Tammy Grimmes teria sido escolhida para o papel de Samantha, mas a atriz estava estrelando uma peça e, por isso, a produção da série teria que esperar. A Screem Gems não concordou com o atraso na produção e escolheu Elizabeth Montgomery para substituir Tammy.

Na época, a atriz era casada com o produtor William Asher, que tinha desenvolvido o projeto de “The Fun Couple”. A história apresentava um jovem casal de classes sociais diferentes enfrentando os problemas diários e a oposição da mãe da jovem ao casamento. Apresentado à Screem Gems, esta considerou o projeto muito parecido com um outro que estava sendo desenvolvido pela produtora. Assim, decidiram unir os profissionais envolvidos, mantendo o tema de uma bruxa casando com um mortal.

Depois de “A Feiticeira”, Saks atuou como consultor de roteiros para a rede CBS e deu aulas na California State University e na Pepperdine University. Ele também escreveu artigos para jornais e revistas, bem como peças de teatro, entre elas: “The Beginning”, “Middle and End” e “Soft Remembrance”.

O único roteiro que escreveu para o cinema foi “Devagar, Não Corra/Walk, Don’t Run”, de 1966, último filme de Cary Grant antes de se aposentar. O filme seria um remake de “Original Pecado/The More the Merrier”, de 1943, escrito por Robert Russell e Frank Ross.

Em 1985, Saks publicou o livro “Funny Business: The Craft of Comedy Writing“, no qual dá dicas de como escrever roteiros para sitcoms, além de falar sobre sua carreira.

Saks foi casado com Anne Chaddock, com quem teve dois filhos: Mary Laurie Spivey e Daniel Saks. Anne faleceu em 1972. Mais tarde, o roteirista se casou com Sandra Wagner.

31/10/2009

às 19:10 \ Curiosidades

Hoje é o Dia Delas!!

As bruxas estão soltas hoje. Pelo menos nos Estados Unidos, onde o famoso Halloween é celebrado com grande entusiasmo. Então, vamos marcar a data com algumas fotos das bruxinhas que lançaram seus feitiços na TV.


Primeiro, a inesquecível Samantha Stephens (Elizabeth Montgomery), de A Feiticeira/Bewitched. A série dos anos 60 foi destaque aqui no blog em nossa postagem do dia 17 de setembro, quando completou 45 anos.


Nos anos 70, um desenho animado, divertiu o público jovem com a adolescente Sabrina/Sabrina, The Teenage Witch, de 1971 a 1974. O personagem ganhou sua própria série após aparecer no desenho The Archie Show. Sabrina então passou a lançar seus encantos, na companhia do gato Salem, suas tias Hilda e Zelda, e do tio Ambrose. A produção era uma parceria da Filmation e Archi Music Corp.


Nos anos 80, a feiticeira Amanda Tucker (Catherine Hicks) colocou seu talento a serviço de sua agência de detetives, ao lado do marido Rick (Tim Matheson), em Poderes da Mente/Tucker’s Witch. A série da CBS teve apenas 12 episódios, apresentados de 6 de outubro de 1982 a 9 de junho de 1983.


Nos anos 90, a bruxinhas Prue (Shannen Doherty), Phoebe (Alyssa Milano) e Piper (Holly Marie Combs) enfrentaram diversos demônios em As Jovens Bruxas/Charmed, uma produção de Aaron Spelling. Com a saída de Shannen Doherty, Page (Rose McGowan) juntou-se ao grupo. A série foi ao ar de 7 de outubro de 1998 até 21 de maio de 2006 na WB TV.


Representando o novo século, temos Eastwick, uma produção da Warner Bros. para ABC. A série tem como base As Bruxas de Eastwick/The Witches of Eastwick, um romance de John Updike, que virou filme. No elenco, estão Rebecca Romijn (Roxanne), Lindsay Price (Joanna), Jaime Ray Newman (Kat) e Paul Gross (Darryl).

18/09/2009

às 1:55 \ Séries Anos 1960-1969

Feliz Aniversário Samantha!


Quando James Stephens apresentou sua linda esposinha no dia 17 de setembro de 1964, ele desconhecia dois fatos: primeiro, que Samantha era uma feiticeira, e que a história deles se tornaria um sucesso de 8 temporadas. As confusões vinham quase sempre do lado de Samantha (Elizabeth Montgomery), que embora fosse uma esposa amorosa, caseira e totalmente empenhada em parecer mortal como o marido, tinha uma família dedicada a atormentá-lo. E o faziam tão bem, que as encrencas aconteciam até mesmo ao acaso.


Manter a aparência de normalidade foi ficando cada vez mais difícil para James (Dick York e Dick Sargent) à medida que mais personagens bruxos iam entrando em cena. Suas principais preocupações eram a sogra Endora (Agnes Moorhead), o sogro Maurice (Maurice Evans) e a prima Serena, interpretada por Elizabeth Montgomery e creditada com Pandora Spocks. A turma dos encantados também incluía a bondosa tia Clara (Marion Lorne), a atrapalhada Esmeralda (Alice Ghostley), Dr. Bombay (Bernard Fox) e o brincalhão tio Arthur (Paul Lynde), entre outros.

Endora

Serena

Tia Clara

Esmeralda

O grupo dos mortais tinha o chefe de James, Larry Tate (David White), a esposa Louise Tate (Irene Vernon e Kasey Rogers), a vizinha alcoviteira Gladys Kravitz (Alice Pearce e Sandra Gould) e seu pacato marido Abner (George Tobias), aquele que nunca via nada.

A primeira Gladys

Abner

Questões pessoais provocaram diversas mudanças, a mais marcante, com certeza foi a saída do ator que interpretava James (Darrin, no original). Dick York foi substituído por Dick Sargent em 1969 devido a uma lesão nas costas, resultante de um acidente de filmagem em 1959.


O segundo James

Marion Lorne faleceu em maio de 1968, após a quarta temporada. Sandra Gould assumiu o papel de Gladys em 1966, quando Alice Pearce faleceu. Kasey Rogers assumiu o papel de Louise Tate em 1966, porque Irene Vernon preferiu procurar novas oportunidades de trabalho. Rogers precisou então tingir o cabelo para se parecer mais com a antecessora.

A segunda Gladys

Mudanças por motivos alegres também ocorreram. Mesmo durante as filmagens do piloto, a produção precisou resolver a questão da primeira gravidez de Elizabeth Montgomery, na época casada com Wiliam Asher, um dos diretores da série, já que Samantha recém havia se casado. Mais tarde, durante a segunda e a quinta temporadas, a atriz engravidou novamente e, por isso, nasceram Tabatha e Adam, filhos do casal Stephens. A menina foi interpretada por três pares de gêmeas: Erin e Diane Murphy, Julie e Tamar Young, e Heidi e Laura Gentry. O menino foi interpretado por Greg e David Lawrence.


Até mesmo a cidade de Salem foi afetada pelas mudanças, quando a série fez uma longa visita à terra da bruxaria em 1970. A cidade aproveitou a publicidade ao máximo, e o prefeito Samuel Zoll chegou a declarar dia 8 de outubro de 1970 (data da apresentação do episódio Salem Saga) Bewitched Day in Historic Salem.


No dia 15 de junho de 2005, dez anos após a morte de Elizabeth Montgomery, a rede de TV a cabo TV Land a homenageou com uma estátua de Samantha em Salem.


Erin Murphy, Kasey Rogers e Bernard Fox

Na sexta temporada, a audiência de A Feiticeira começou a declinar, e na sétima já nem era incluída nas pesquisas. Entre as causas atribuídas ao enfraquecimento da série está, por exemplo, a saída de Dick York. Além disso, o público começava a perder o interesse em magia, e já havia outras opções, como a concorrente Tudo em Família (All in the Family), que estreou em 1971. Um orçamento menor gerou a redução de roteiristas e diretores, bem como o reaproveitamento de roteiros. Assim mesmo, a ABC planejava uma nona temporada. Porém, Elizabeth Montgomery, que já tivera de ser convencida a permanecer na série após a saída de York, em troca de maior participação nos lucros, preferiu então refazer sua vida com o diretor Richard Michaels, de quem havia se apaixonado. O último episódio foi ao ar em março de 1972.

No legado da série ainda ficam participações especiais como de June Lockhart, Adam West, Billy Mumy, Jonathan Harris, Bill Daily, Peggy Lipton, James Doohan, Richard Dreyfuss, Danny Bonaduce, Cesar Romero e Julie Newmar.

Texto: Marta Machado (a convite de Fernanda Furquim)

02/08/2008

às 13:54 \ Curiosidades, Séries Anos 1960-1969

A Feiticeira

Elizabeth Montgomery, de “A Feiticeira”, canta com Vic Damone a música “Bewitched, Bothered and Bewildered” em especial de 1966

 

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