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Review: a 2ª Temporada de Downton Abbey

O mais popular drama inglês da atualidade encerrou a exibição de sua segunda temporada conquistando cerca de 10.5 milhões de telespectadores, chegando a 10.7 milhões com a reprise na mesma noite. Segundo a imprensa, os números equivalem a 35% da audiência em seu horário.

Criada por Julian Fellowes, que se inspirou em seu próprio filme, “Assassinato em Gosford Park”, a série “Downton Abbey” foi sucesso de crítica e de público quando estreou em 2010. Tendo ganho o Emmy deste ano na categoria Melhor Minissérie (embora seja uma série de TV), a produção frustrou parte de seu público ao oferecer uma segunda temporada inferior à qualidade desenvolvida na primeira.

Nesta temporada, Fellowes cruzou a linha que separa o drama familiar da novela, que em “Downton Abbey” já era tênue. Como ele fez isso? Reduzindo falas que retratam a rotina e o cotidiano para enfatizar diálogos expositivos das situações propostas, aumentando o número de personagens centrais em um elenco já grande, apresentando situações mal desenvolvidas e praticamente eliminando as cenas mudas. Também deixou em segundo plano o desenvolvimento interno dos personagens para priorizar uma quantidade exagerada de reviravoltas, em uma temporada que ofereceu, pelo menos, nove tramas ao longo de oito episódios. Para completar, solucionou a maioria delas no último episódio.

O texto abaixo contém spoilers.

 

Ethel Parks

A temporada já começou mal ao introduzir Vera Bates, vilã típica de novela, que entrou para a história com o único objetivo de esgarçar a relação entre Bates e Anna (que terá consequências na próxima temporada). Alguns poderão argumentar que sua principal função nesta temporada era a de forçar Mary a se comprometer com Richard. Mas, ao meu ver, esta questão poderia ter sido levada por qualquer outra personagem que estivesse de posse do segredo de Mary, sem ter a  necessidade de fazer parte ativa da trama (como, por exemplo, a empregada que contou a história para a Sra. Bates).

Ao longo da temporada, a série também introduziu mais dois personagens: Patrick e Ethel, que ganharam um destaque desnecessário, desperdiçando o pouco tempo que a história tinha para oferecer aos personagens fixos. A participação de Patrick, que alegava ser o herdeiro morto no naufrágio do Titanic, à la Princesa Anastácia, não apenas foi mal construída como banalizou a situação vivida pela família no primeiro episódio da série, iniciada após a tragédia. Se o interesse de Fellowes é de resgatar Patrick no futuro, ele poderia ter sido introduzido na trama em outra temporada, sob outras circunstâncias.

Já Ethel teve uma participação mais consistente. Mas visto que sua história não interferiu na vida dos demais, tendo como único elo a Sra. Hughes (que servia como a leva-e-traz de informações), a personagem literalmente roubou o tempo que poderia ser gasto com o desenvolvimento mais apurado de outras tramas que envolviam o elenco fixo. Além disso, Ethel protagonizou uma das diversas cenas de novela vistas nesta temporada, ao invadir a sala de jantar dos Crawley, com seu bebê no colo, para tentar convencer os pais do oficial com quem teve um caso, de que a criança era neta deles.

Daisy Robinson e William Mason

Em contrapartida, Fellowes abandonou diversos personagens importantes, entre eles Thomas que retornou da guerra muito cedo. Antes tivesse voltado apenas nos últimos episódios, a tempo de protagonizar sua tentativa de entrar para o mercado negro.

Fellowes inicia introduzindo duas situações importantes: a decisão de Lady Sybil de trabalhar como enfermeira, como uma forma de contribuir com o esforço de guerra; e a vida de Matthew no front e suas consequências. Mas em seguida abandona os dois personagens, banalizando as situações que eles protagonizam.

Após se formar enfermeira e retornar para a mansão, transformada em hospital para oficiais em convalescênça, Sybil praticamente desaparece, sendo vista em cenas com o motorista, que constantemente declara seu amor por ela. Foram estas as cenas que Fellowes considerou importantes para justificar a decisão de Sybil de assumir sua relação com Tom, o chofer. Como resultado, o público não acompanha as experiências que ela têm ao trabalhar como enfermeira, as quais são responsáveis pelo seu processo de transformação. No lugar, o autor nos obriga a acompanhar a transformação de Lady Edith, irmã de Sybil, que por instinto, sem qualquer treino ou noção, oferece palavras de conforto aos pacientes, também servindo de ouvinte.

Ambas vivenciaram estas mudanças, não havendo motivo para ignorar uma personagem em favor da outra. Teria sido muito mais proveitoso se Fellowes tivesse nos mostrado Lady Edith acompanhando de perto e silenciosamente o trabalho da irmã enfermeira, ocasionalmente conversando com os pacientes. Assim, teríamos testemunhado o processo de transformação das duas, cada uma respeitando suas próprias personalidades. De quebra, ainda veríamos a forma como a guerra aproximaria estas mulheres que, embora vivam na mesma casa, têm uma relação distante.

Matthew Crawley

Outro personagem jogado fora foi Matthew, que foi aproveitado até o momento em que descobre ter ficado paralítico. A partir desse momento, ele é deixado de lado pelo autor. Choramingando pelos cantos sua má sorte, repetindo incansavelmente como se sente (ao invés de nos contar sem palavras), Matthew se transformou em caricatura (alguém notou o ator balançando as pernas em uma cena que conversa com Mary no jardim, no episódio seis?). Fellowes nos impediu de acompanhar o processo lento e doloroso de recuperação do personagem. Como se não bastasse, negligenciou sua situação solucionando-a de qualquer jeito e de forma sensacionalista.

Fellowes também abandonou Isobel, mãe de Matthew, que devido à situação do filho tinha a obrigação de se fazer mais presente. Ao saber que Matthew não poderá mais andar, o que faz esta mulher que na primeira temporada recusava-se a aceitar um não como resposta, passando por cima de todos para levar o melhor atendimento médico a pessoas que ela nem conhecia? Nada.

Isobel deveria ‘colocar o filho nas costas’ e correr atrás dos melhores médicos e tratamentos disponíveis em sua época. Mas ao invés disso, ela se omite e se resigna. Depois de forçar a personagem a tomar uma atitude oposta à sua personalidade, Fellowes se esquece de sua existência, privando o público de testemunhar a relação desta mulher, ávida por ser útil, com seu único filho, frágil e carente.

Desta forma, as duas tramas propostas no início da temporada (Sybil e Matthew) teriam um desenvolvimento sólido e coerente, tendo em paralelo a situação de Mary que, ao saber do noivado de Matthew com Lavínia, toma a decisão de seguir em frente com sua relação com Richard. Esta personagem acabou sendo a única que recebeu toda a atenção de Fellowes.

Mary Crawley

Lutando para controlar racionalmente suas emoções, Mary passa por diversos estágios conforme as situações em torno de Matthew vão se apresentando. Frustração, medo, compaixão, desespero, cumplicidade, amor, alívio, alegria e dor. Até chegar no rancor por ser obrigada a assumir uma relação que não deseja, algo contra o qual vinha lutando desde a primeira temporada, resignando-se no final.

Outros dois personagens também tiveram presença importante vivendo situações semelhantes: a moral testada pelas circunstâncias. Daisy e Lord Robert Crawley representam o extremo oposto da sociedade que se formou na mansão. Robert é o chefe da casa, a pessoa que está acima de todos, e Daisy é a auxiliar de cozinha, a menor função entre os empregados da casa. Robert é refém da situação que se formou durante a Primeira Guerra Mundial e que voltaria a ocorrer durante a Segunda Guerra: as mulheres tomaram conta, exercendo diversas funções na sociedade depois que os homens partiram para a guerra.

Confuso, sentindo-se deslocado e sem voz de comando, a ponto de levar o polido Lord a levantar a voz algumas vezes, Robert perambula pela mansão praticamente sem função. A frustração de não poder servir ativamente seu país o leva a se sentir atraído por Jane, uma das novas empregadas, viúva de guerra que tem um filho de 12 anos.

Ele passa a ajudá-la e a conversar com ela, relação que chega ao ponto de um envolvimento romântico. Antes que cheguem às últimas conseqüências, ambos tomam a decisão de se separar. Ela vai embora, mas levando consigo um auxílio financeiro para seu filho, o que nos leva a crer que a personagem poderá retornar mais tarde.

Lord Robert Crawley e Jane Moorsum

Daisy também se torna refém da Guerra. William, um dos empregados da casa, parte para os campos de batalha, mas antes arranca de Daisy a promessa de que na sua volta eles irão se casar. A jovem não está apaixonada por ele, mas é convencida pela Sra. Patimore, a cozinheira, a aceitar o pedido de William para não comprometer o estado de espírito de um homem que está partindo para a guerra. Gravemente ferido, ele é levado de volta a Downton para morrer. Novamente convencida pela cozinheira, Daisy se torna uma viúva de guerra.

Em sua visão, ela cometeu um crime. Mentiu para um moribundo e enganou o governo ao se declarar esposa de um militar, sendo que o casamento durou apenas algumas horas e não foi consumado. Sem ter com quem compartilhar sua confusão mental, Daisy vai contra sua natureza assumindo uma postura grosseira e agressiva.

Por fim, a temporada também contou com a presença de Lady Violet, interpretada por Maggie Smith, que pairou sobre todos os problemas da segunda temporada. Sem se abalar com os altos e baixos da série, Violet se manteve fiel à sua personalidade e comportamento, surgindo como ‘coringa’ na solução de alguns problemas. É ela quem consegue transferir William para Downton, visto que ele não é um oficial, é ela quem convence o padre a casar William e Daisy, e é ela quem informa a Matthew que Mary ainda está apaixonada por ele. Indiretamente, Violet também auxilia Sybil quando esta informa a família que pretende se casar com o motorista. Sem oferecer apoio incondicional, ela é responsável por suavizar a reação de Robert, que a princípio não aceita a decisão da filha.

Com a promessa de superar os episódios produzidos em 2010, a segunda temporada de “Downton Abbey” não conseguiu definir a série como uma das melhores do ano. Ao contrário, criou um abismo entre as duas temporadas. O que ainda segura a série são seus personagens, motivo pelo qual continuei assistindo e pelo qual aguardo a terceira temporada. Mas torcendo para que ela resgate a abordagem vista na primeira.

A série também tem um especial de natal que será exibido em dezembro na Inglaterra. A história que será desenvolvida ainda não foi divulgada, mas deverá ser situada no período natalino de 1919. A série está disponível em DVD e Blu-Ray no mercado internacional.

 

Cliquem nas fotos para ampliar.
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Por Fernanda Furquim: @fer_furquim

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10 Comentários

  1. Marina

    -

    14/07/2013 às 2:33

    Sinceramente? Achei a 2ª temporada muito melhor que a primeira! Para mim, a 1ª era muito mais novelesca que a 2ª, que me pareceu muito mais uma excelente aula de história que uma simples série com dramas familiares. Para quem nunca viveu uma guerra pode até parecer dramalhão, mas, honestamente, acho que esta temporada foi muito além do que os livros de história ensinam sobre o assunto, conseguiu transmitir o sentimento de um povo em uma grande guerra, vivendo medos reais e não mais preocupações de certa forma fúteis como a falta de um herdeiro ou uma mulher usando calças, enfrentando recessão e escassez de tudo que é básico, o nobre desejo de fazer algo pela nação e o sentimento de que qualquer ajuda pode fazer a diferença, seja no front de batalha ou simplesmente entretendo soldados em recuperação.
    Vi muito bem a lapidação de Sybil e não acho que ela tenha se transformado, pois desde a primeira temporada já demonstrava suas fortes opiniões e sua preocupação com os outros, principalmente com os, digamos, menos favorecidos, tendo apenas encontrado uma forma de expressar tudo isso com irrestrito apoio da família. Acho que esta “mudança” fica muito clara em diversas situações desde a cena em a personagem chega para o treinamento e se depara com os oficiais mutilados fazendo exercícios ao ar livre ou depois com o oficial em depressão até culminar no diálogo após o término da guerra em que ela diz que não tem como as coisas voltarem a ser como eram antes.
    O mesmo penso sobre o Thomas. Achei que ele protagonizou excelentes cenas como aquela em que provoca seu acidente na trincheira, suas conversas com o oficial deprimido no hospital e a descoberta de que foi enganado quando tentou se aventurar no mercado negro.
    O fato de Matthew voltar a andar não me causou espanto, basta lembrarmos que estamos falando de quase cem anos atrás, de uma época em que a medicina ainda derrapava em diagnósticos muito mais dedutíveis que precisos, de uma época em que não existia a maioria dos equipamentos que hoje temos disponíveis. A medicina evoluiu com uma rapidez absurda, sobretudo nas últimas décadas! Há 30 anos não existia banco de medula óssea, por exemplo, nem mesmo faziam testes de compatibilidade com irmãos consanguíneos para os casos de necessidade de transplante. Como então, há 100 anos atrás, no meio de uma Grande Guerra, sem nem mesmo leitos decentes, quanto mais equipamentos decentes, um médico poderia afirmar com certeza um diagnóstico de lesão vertebral com prognóstico irreversível?
    Enfim, não quero me alongar mais, o que quero dizer é que achei a trama toda muito boa e bem amarrada (mesmo a aparição da Vera Bates). Gostava dos “diálogos mudos” da primeira temporada que nos faziam pensar, mas acho que eles estiveram presentes nesta temporada, ainda que de forma mais sutil, afinal, o que dizer do olhar do Matthew ao reencontrar a mãe? O olhar que pedia colo, segurança e conforto. O olhar que todos nós temos em situações difíceis desde que nascemos até o momento da morte, o olhar que diz: eu quero a minha mãe.
    Contudo, sou formada em administração, portanto não sou especialista em novelas ou séries, não entendo patavinas de roteiro, tampouco tenho capacidade técnica para ser crítica de coisa alguma. Sou apenas uma telespectadora de 31 anos, brasileira que nunca viveu uma guerra, até assistir esta série. Sim, porque pela primeira vez consegui entender o que é uma guerra de fato.

    Resposta – Marina, para mim, o problema da segunda temporada não foi as questões que foram tratadas, mas a forma como elas foram tratadas. Ao meu ver, ela foi bem frustrante. Uma das cenas que mais me frustou foi a de Matthew se levantando daquela cadeira daquela forma. Teria sido muito mais realista e muito mais interessante de ver a luta dele para se recuperar, aos poucos. Seria algo que desafiaria o ator, ao invés da superficialidade como foi tratada a cena. Sorry! Abs.

  2. Luiz Mello

    -

    15/10/2012 às 19:58

    Apenas terminei a primeira temporada de Downton Abbey e, naturalmente, não li os spoilers desta postagem.

    Mas lendo sua opinião sobre a segunda, estou seriamente na dúvida se vou continuar assistindo. Me assustei com a frase “Nesta temporada, Fellowes cruzou a linha que separa o drama familiar da novela, que em “Downton Abbey” já era tênue”. Para mim, essa linha já foi bem cruzada e detonada na primeira temporada, cuja segunda metade foi um desapontamento, depois do início brilhante.

    Ao invés de desenvolver uma trama que prometia, os três episódios finais da 1ª temporada descambaram para elementos básicos e previsíveis de folhetim, culminando com o episódio final, que se limitou a isso. Fico assustado de saber que a segunda temporada é ainda pior nesse sentido.

    Estou dividido, porque gosto de alguns personagens, que gostaria de continuar acompanhando. Além da qualidade da produção como um todo, que é sublime.

    Vamos ver, se fosse estrear hoje, acho que assistiria à 2ª temporada. Mas ela certamente não será prioridade, com várias outras boas séries na fila de coisas para ver.

    Resposta – De fato, nos últimos episódios ele explorou elementos típicos de novela, mas ao menos soube segurar a história e finalizar sua proposta. Na segunda temporada, não só ele apenas se apóia em elementos e personagens típicos de novelas, deixando de lado todo o resto que fazia da série algo que valia a pena a ver, como perde completamente o foco, finalizando tramas de qualquer jeito e de forma sensacionalista. Foi a maior decepção que já tive com uma série que eu gostei de acompanhar em sua primeira temporada. Virou novelinha pura e simples. Abs.

  3. Giselle

    -

    21/07/2012 às 22:54

    Adorei a 1a. Temporada, e fiquei imensamente decepcionada ao mudar de canal, hoje às 22hrs e ver que havia terminado! Imediatamente entrei na internet para saber o que havia ocorrido! E achei a resposta…porém agora a dúvida que não quer calar: a globosat vai exibir a 2a. temporada?

    Resposta – Giselle, a segunda temporada de Downton Abbey estreia na Globosat HD em novembro. Você pode acompanhar as atualizações das datas de estreias de séries e temporadas pelo Calendário de Estreias: http://veja.abril.com.br/blog/temporadas/secao/calendario-de-estreias/

  4. Caio Stancati

    -

    16/02/2012 às 20:40

    Concordo com absolutamente tudo. Na minha opinião, Downton Abbey passou de uma série de um canal pequeno na Inglaterra para o maior drama inglês dos últimos tempos, inevitavelmente houve investimento e alguns rumos não agradaram aqueles que não esperam que a série seja apenas entretenimento. Em contrapartida, preciso confessar que, apesar dos altos e baixos desta temporada, me envolvi com a história. A direção e a grande maioria dos atores e personagens são ótimos! (estava torcendo pela morte de Cora e pela união de Matthew e Marry, que veio posteriormente no especial de Natal). Já tinha ouvido falar da série e assisti aos 16 episódios seguidos, ficou ainda mais evidente a qualidade superior do roteiro da primeira temp. Agora é torcer para a 3ª temporada ser a última e acertar com os erros da segunda temporada. Beijos,

  5. Rosangela Souza

    -

    12/12/2011 às 16:59

    Adorei a Review !! to amando ver Douwton Abbey!!!! mas realmente a aparição do herdeiro não influenciou em naada!! o casal Anna e Bates são meus favoritos e essa histária de Lavínia ser tão boa , tbm não convenceu!!! ansiosa a ver os próximos episódios!!!
    parabéns Fernanda pela review!! perfeita!!

  6. Wans

    -

    17/11/2011 às 13:52

    Downton Abbey é pra mim uma série incrível, e tb acho que vc pegou um pouco pesado, embora tb ache que algumas situações foram mal resolvidas. Não gostei da entrada de Vera e estava ficando irritado com Bates. Qual patrão fica com o empregado depois de tantos problemas? Mathew voltando a caminhar (??????) ficou novelesco demais. E que bondade é essa que Lavignia tinha tanto? E senti falta de Thomas tb. Ele merecia um destaque melhor. Mas no geral sua crítica tá ótima, Fernanda.

  7. Rozi

    -

    13/11/2011 às 17:41

    Acabei de assistir à 2ª temporada e, se não foi tão perfeita como a 1ª, é ainda a melhor de todas que assisto. Não fiquei nenhum pouco decepcionada com a forma com que os fatos se desenrolaram e acho que a Fernanda foi muito exigente com os roteiristas, mas isso é papel de crítico mesmo.

    Mas concordo que foi o melhor review que já li. Eu, que já havia assistido, fiquei lendo para saber o que mais ia acontecer tal a forma interessante que foi escrito.

    Parabéns Fernanda Furquim!

    Resposta - Muito obrigada Rozi! :)

  8. Rubens

    -

    10/11/2011 às 14:47

    Um dos melhores reviews (se nao o melhor) que eu li nos ultimos tempos sobre uma serie de televisao. Parabéns! Não deixou pedra sobre pedra.
    .
    Como voce mesmo disse, a segunda temporada de Downton Abbey desagradou parte de seus fãs. Eu nao me incluo entre eles, porque eu assisto seriados para me distrair (entretenimento), e isso Downton Abbey me deu de sobra. Mas concordo que a “novelizacao” da serie, com a introducao de personagens ridiculos e mexicanizados, como a ex-esposa -vilã de Bates ou a aparição do ex-herdeiro da mansão, não fazem bem a ninguem. Tomara que o autor não recaia nessa tentação fácil na terceira temporada.

    Resposta – Muito obrigada Rubens! :)

  9. Soledad

    -

    09/11/2011 às 10:37

    Perfeito!

    Resposta – Obrigada!

  10. Karlinha Coffie

    -

    08/11/2011 às 13:05

    Fernanda, irei começar a assistir a segunda temporada, acho que hoje. Eu acabei de ler todo o post, e posso ser sincera? Estou louca para assistir a segunda temporada! Ao contrário, acho que muitas coisas aconteceram em diversos núcleos da história. Prometo, que assim que terminar a segunda temporada venho aqui para opinar mais ok? Um ótimo dia para vc! Bjokas

    Karlinha

 

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