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‘(fdp)’ estreia na HBO Brasil

O canal HBO estreia esta noite, às 20h30, mais uma série nacional. Produzida pela Pródigo Filmes, (fdp) surge como uma das séries que ajudará o canal a preencher a cota de conteúdo nacional da TV paga. Originalmente batizada com o título de Los Libertadores, a série foi criada por José Roberto Torero e Marcus Aurelius Pimenta, com base em argumento de Adriano Civita e Giuliano Cedroni.

A história pretende narrar a vida de um árbitro de futebol. Juarez Gomes da Silva (Eucir de Souza) tem um grande sonho: apitar um jogo da Copa do Mundo. Enquanto seu sonho não se realiza, ele segue com sua carreira atuando em jogos menores. Nesta primeira temporada, composta por treze episódios, ele terá a grande responsabilidade de apitar na taça Libertadores da América. Mas, embora sua carreira esteja caminhando conforme o planejado, sua vida pessoal faz o trajeto oposto.

Constantemente se fazendo de vítima, Juarez passa pelo fim de seu casamento com Manuela (Cynthia Falabella), uma bióloga marinha com quem tem um filho, Vini (Vitor Moretti), um pré-adolescente. O casamento acabou quando ela descobriu a traição do marido. Por ter lhe passado uma doença venérea, Manuela expulsou Juarez de sua casa, mas não de sua vida. O filho ainda os mantém unidos e é através das visitas ao menino que Juarez tenta mais uma vez conseguir o perdão da esposa, mas sem sucesso.

Determinado a conseguir uma guarda compartilhada, ele leva Manuela à justiça. Como resultado, perde suas economias e possibilita à ex-esposa se envolver com Rui Zwiebel (Gustavo Machado), advogado disposto a conquistar a cliente.

(E-D) Serjão, Juarez e Carvalhosa (Fotos: HBO Brasil)

Enquanto tenta se reequilibrar financeiramente, Juarez volta a morar com a mãe Rosali (Maria Cecília Audi), guarda de trânsito aposentada, viúva de pavio curto e hipocondríaca, que mantém um relacionamento com Guzmán (Adrian Verdaguer), um argentino que fala portunhol. Funcionário aposentado, Guzmán trabalhou nos correios mantendo uma vida pacata. Agora busca aproveitar todo o tempo que lhe resta.

No trabalho, Juarez conta com o apoio dos colegas e melhores amigos, Romeu Carvalhosa (Paulo Tiefenthaler) e Sérgio Roberto de Paula, mais conhecido como Serjão (Saulo Vasconcelos), os bandeirinhas. Ao longo da série, Juarez se envolverá com Vitória da Matta (Fernanda Franceschetto), bandeirinha que sabe o que quer e como conseguir.

Carvalhosa faz o tipo bon vivant. Despreocupado, brincalhão e conquistador, ele segue pela vida se divertindo sem se preocupar em assumir compromissos ou levar alguma coisa, além do trabalho, a sério. Carvalhosa adora dar conselhos a Juarez, mesmo sabendo que nem sempre ele os seguirá (pelo menos fez sua parte). Colecionando amigos e inimigos na mesma proporção, ele se relaciona com prostitutas e diz o que pensa, doa a quem doer.

Já Serjão demonstra ter um temperamento mais próximo de Juarez. Reservado e de poucas palavras, ele acompanha as brincadeiras de Carvalhosa enquanto compreende os problemas de Juarez. Com postura de machão e faixa preta em tae-kwon-do, Serjão adora cozinhar.

No elenco também está Carlos Meceni, que interpreta Ladislau Caponero, advogado que atua como presidente da Comissão Nacional de Arbitragem. Filho de imigrantes poloneses e italianos, Caponero também é o tesoureiro da Confederação Sul-Americana de Futebol. Ele é casado com Isadora, proprietária de fazendas de soja e filha do presidente da Federação Paulista de Futebol.

Tendo iniciado as filmagens em 2010, as quais foram interrompidas para aguardar a definição da nova lei do mercado audiovisual, a Pródigo levou quatro anos para produzir a primeira temporada. A série já foi vendida para os países da América Latina (onde estreará simultaneamente com o Brasil), para os EUA (onde será exibida dublada em inglês e em espanhol) e a dois países da Europa, sendo um deles a Polônia (a HBO não soube informar qual é o outro país).

Embora os produtores tenham utilizado dois times reais durante as filmagens dos primeiros episódios (Red Bull e Juventus), a série trabalhará basicamente com equipes ficcionais de futebol que atuam em partidas realizadas especialmente para as filmagens. Utilizar equipes reais implicaria em diversas questões jurídicas e até em negociações para decidir quem sairia vencedor. Já a torcida é parte real e parte figuração.

Apesar do piloto trazer uma situação super previsível, o roteiro consegue estabelecer os personagens e conduzir bem a história. Contando com cenas curtas, a série traz diálogos ágeis e objetivos, que não caem na armadilha da redundância ou do didatismo. Sem pressa e sem tratar o telespectador como ingênuo, a história se desenvolve de maneira simples, direta e despretensiosa.

Cada episódio apresentará a mesma estrutura. Eles iniciam com um sonho de Juarez (o qual retrata o tema do episódio), introduz a situação que será tratada, apresenta uma partida de futebol (que pode ou não ser importante na carreira do personagem ou no desenvolvimento da temporada e cujo resultado pode ou não influenciar a situação que foi introduzida no início), terminando com uma cena na qual um dos personagens chamará o juiz de fdp (por extenso). Finalização padrão de programas humorísticos e séries cômicas que trabalham com bordões.

A julgar pelos dois primeiros episódios exibidos para a imprensa, vale a pena conferir o restante da temporada.

Cliquem nas imagens para ampliar. Confiram outras fotos e os bastidores de produção aqui.

 

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3 Comentários

  1. luis

    -

    12/09/2012 às 10:59

    assisti 2 episodio e achei muito boa a serie. muito melhor q qualqer m** da globo

  2. Felipe

    -

    27/08/2012 às 21:13

    Gostei do episódio piloto. Não achei o final tão previsível. Achei que eles deram muita enfase no jogo, que é cansativo e sem graça. Más a série mostra que o Brasil tem potencial para criar boas séries. E também é melhor do que Preamar, que é chata e arrastada.

  3. Lucas

    -

    26/08/2012 às 17:49

    Precisa contar toda história?

 

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