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Arquivo da categoria Televisão

25/05/2012

às 13:19 \ Televisão

As 10 séries de maior audiência da Temporada 2011-2012

'Modern Family'

Neste mês de maio encerrou nos EUA a Temporada 2011-2012. Assim, a Nielsen divulga a média da audiência da Temporada (que tem início em setembro) por canais e por programas. A lista também revela qual a faixa etária média do público que acompanha a programação de cada canal da rede aberta americana (não estão incluídos os programas produzidos para a TV a cabo).

Os números referem-se à audiência ao vivo (aquela que realmente interessa ao canal e ao anunciante) e a audiência em DVR (pessoas que deixam gravando para assistir mais tarde em um período máximo de sete dias). Lembrando que a audiência é medida através do sistema de amostragem.

Pelo oitavo ano consecutivo a Fox conquistou o primeiro lugar na audiência do público alvo do anunciante, que compreende a faixa etária entre 18 e 49 anos. A vitória foi conquistada graças ao programa American Idol, seu carro chefe, responsável por um terço de sua audiência na última Temporada.

A CBS ficou em segundo lugar na medição da audiência pelo público alvo, mas conquistou o primeiro lugar na soma do público em geral. Com a transmissão de jogos esportivos, a NBC saiu do quarto lugar na audiência americana, posição que ocupava há oito anos. Ela aparece em terceiro lugar, posição que era ocupada pela ABC, que ficou em quarto lugar. No entanto, a diferença entre os dois canais é mínima.

Mas as mudanças mais significativas ocorreram com o canal CW, que permanece em último lugar. Os números registrados revelam uma queda significativa de sua audiência em relação à Temporada anterior, tanto na audiência total quanto entre o público alvo.

As 10 séries de maior audiência da TV americana – rede aberta
(a lista abaixo não leva em consideração outros formatos de programas como esportes, reality shows, humorísticos, talk shows ou noticiários):

Entre o público alvo (18-49 anos): rating/share

1. Modern Family – 5.54/15
2. The Big Bang Theory – 5.53/17
3. Two and a Half Men – 5.10/12
4. 2 Broke Girls – 4.35/11
5. Grey’s Anatomy – 4.23/11
6. New Girl – 4.20/11
7. How I Met Your Mother – 4.12/12
8. Once Upon a Time – 4.10/10
9. NCIS – 4.01/11
10. Family Guy – 3.79/9

Nas cinco posições seguintes entram Mike & Molly (3.77/9), Criminal Minds (3.73/10), Rob (3.71/10), Glee (3.66/10) e Terra Nova (3.58/9).

Por milhões de telespectadores
1. NCIS – 19.491 milhões
2. NCIS: Los Angeles – 16.011 milhões
3. The Big Bang Theory – 15.820 milhões
4. Two and a Half Men – 14.639 milhões
5. The Mentalist – 14.570 milhões
6. Person of Interest – 14.337 milhões
7. Criminal Minds – 13.196 milhões
8. Modern Family – 12.930 milhões
9. CSI – 12.490 milhões
10. Castle – 12.181 milhões

Nas cinco posições seguintes entram Blue Bloods (12.159 milhões), Unforgettable (12.106 milhões), Rob (12.012 milhões), Havaí 5-0 (11.834 milhões) e The Good Wife (11.830 milhões).

'NCIS'

Os números dos canais:

Audiência média por canal na faixa 18-49 anos:
Fox: 3.2  milhões de telespectadores (queda de 9% em relação à Temporada 2010-2011)
CBS: 3.0 milhões de telespectadores (aumento de 3% em relação à Temporada de 2010-2011)
NBC: 2.5 milhões de telespectadores (aumento de 9% em relação à Temporada de 2010-2011)
ABC: 2.4 milhões de telespectadores (queda de 4% em relação à Temporada de 2010-2011)
CW: 0.7 mil telespectadores (queda de 22% em relação à Temporada de 2010-2011)

Audiência média por canal na totalidade:
CBS: 11.7 milhões de telespectadores (aumento de 1% em relação à Temporada 2010-2011)
Fox: 8.9 milhões de telespectadores (queda de 9% em relação à Temporada 2010-2011)
ABC: 8.4 milhões de telespctadores (queda de 1% em relação à Temporada de 2010-2011)
NBC: 7.4 milhões de telespectadores (aumento de 5% em relação à Temporada de 2010-2011)
CW: 1.7 milhões de telespectadores (queda de 15% em relacão à Temporada 2010-2011)

Audiência média na faixa etária entre 18-34 (público alvo do canal CW)
Fox: 2.7 milhões de telespctadores (queda de 13% em relação à Temporada anterior)
NBC: 2.0 milhões de telespectadores (aumento de 5% em relação à Temporada anterior)
CBS: 1.9 milhões de telespctadores (não houve mudanças)
ABC: 1.8 milhões de telespectadores (queda de 5% em relação à Temporada anterior)
CW: 0.8 mil telespectadores (queda de 20% em relação à Temporada anterior)

Faixa etária média do público por canal:
CBS: média de 55.6 anos de idade
ABC: média de 52.3 anos de idade
NBC: média de 49.3 anos de idade
Fox: média de 46.2 anos de idade
CW: média de 37.1 anos de idade

Vejam aqui como fazer a leitura dos números da audiência. Cliquem nas imagens para ampliar.

18/05/2012

às 14:58 \ Televisão

BBC chega ao Brasil

Antes tarde do que nunca! A BBC chega ao Brasil. A apresentação do canal à imprensa será na próxima semana, quando será divulgada a grade de programação e os nomes das operadoras que oferecerão a BBC, canal da BBC Worldwide, aos seus assinantes.

Em função disso, poucas informações foram disponibilizadas até agora. Segundo rumores, a programação será montada especialmente para o público brasileiro, com som original e legendas em português. Pelo convite enviado aos jornalistas estão na lista  as séries Wallander, produção estrelada por Kenneth Branagh, e Luther, com Idris Elba, as duas já renovadas para a terceira temporada.

Vale a pena lembrar que a BBC já está operando em países da América Latina desde meados de 2009. Com o BBC Entertainment, ela oferece uma programação recheada de séries e documentários ingleses. No entanto, o Brasil não estava incluído. O que tínhamos até o momento era o canal BBC News.

A BBC Worldwide, subsidiária da BBC inglesa, mantém nos EUA o canal a cabo BBC América, com cerca de 68 milhões de assinantes. Até agora voltada à exibição de séries produzidas na Inglaterra, a BBC Worldwide começou a investir em uma produção própria, anunciando em 2011 a encomenda da série Copper, além de firmar um acordo de co-produção com o canal Starz.

15/05/2012

às 17:13 \ Televisão

Sindicato dos Roteiristas prepara a lista ’101 TV’

A exemplo do que foi feito com os filmes produzidos para o cinema, o Sindicato dos Roteiristas dos EUA irá preparar uma lista com os 101 melhores programas de TV de todos os tempos. Seus membros começam a votar hoje e o resultado será divulgado pelo Sindicato no segundo semestre deste ano.

Os roteiristas poderão selecionar programas produzidos entre  meados de 1940, quando a TV iniciou sua transmissão nos EUA, até os dias de hoje, levando em consideração apenas a qualidade dos roteiros. Desta forma, qualquer formato que exige um roteiro poderá concorrer.

Nessa lista podem figurar séries, minisséries, novelas, programas infantis e animações, bem como programas de variedades e talk shows. Apenas programas com o mínimo de seis horas produzidos podem concorrer. Desta forma, os telefilmes estão de fora, mas os teleteatros poderão disputar uma vaga, visto que eles eram apresentados dentro de sessões específicas, como o Playhouse 90 ou o General Electric Theater, atualmente classificados como séries antológicas.

A lista é limitada a programas falados em inglês, que tenham sido exibidos nos EUA, com os devidos créditos dados ao autor do roteiro. O que significa que alguns programas produzidos no Reino Unido também devem concorrer.

Em 2006, o Sindicato divulgou a lista dos 101 filmes eleitos por seus membros como os melhores de todos os tempos, tendo como base de avaliação os roteiros.

Em nota divulgada à imprensa, o Sindicato lembra o público e seus membros que os melhores programas são mais que entretenimento popular, eles são produções que refletem a cultura de sua época, podendo promover mudanças na sociedade.

02/05/2012

às 18:36 \ Internet, Televisão

Amazon Studios investe na produção de séries

Seguindo o exemplo do Netflix, Crackle e Hulu, o Amazon Studios decide investir também na produção de séries originais. A princípio, ele apostará apenas em sitcoms e séries infanto-juvenis.

Em busca de projetos, o Amazon Studios convida roteiristas a enviar suas propostas para análise. Os projetos serão selecionados mensalmente. Segundo nota divulgada à imprensa, cada projeto escolhido receberá o pagamento de 55 mil dólares, mais 5% da receita da venda de produtos agregados. Se produzidas, as séries e filmes serão distribuídos via streaming, pelo Amazon Instant Video.

Cada projeto deve ter cinco páginas com a descrição da história e dos personagens, além do roteiro do episódio piloto (22 minutos para as sitcoms e 11 minutos para programas infantis). A avaliação levará 45 dias. Aqueles que estiverem interessados em participar da seleção poderão conferir as regras aqui.

Este é o mesmo processo que o Amazon utiliza para a seleção de projetos de seus filmes. Em 2010, o site iniciou a seleção de quinze projetos de filmes de longa metragens, os quais ainda estão em desenvolvimento.

O departamento de produção original do Amazon está a cargo de Joe Lewis, que já passou pela 20th Century Fox e pelo Comedy Central, e de Tara Sorensen, que já atuou no National Geographic Kids.

Vídeos: Canal Fox comemora 25 anos

Em 1985, o empresário australiano Rupert Murdoch adquiriu os estúdios da 20th Century Fox. No ano seguinte ele comprou a Metromedia, proprietária das antigas estações da DuMont Network (1946-1956), transformando-a no canal Fox, o qual iniciou suas transmissões no dia 5 de abril de 1987.

Diferenciando-se dos demais canais tradicionais (NBC, ABC e CBS), que investiam na programação que buscava atender um grande e variado público, a Fox iniciou como um canal voltado para o público jovem, apresentando programas alternativos e muitas vezes polêmicos.

Entre as séries que faziam parte da grade do canal estava Anjos da Lei/21 Jupmstreet. Esta era praticamente uma versão moderna de Mod Squad, série dos anos de 1960 que estabeleceu a audiência jovem como um dos públicos alvos do anunciante (até então eles davam preferência a programas voltados para toda a família). Também faziam parte da programação do canal produções como Um Amor de Família/Married….with Children, Missão Alien e The Tracy Ullman Show, que gerou a spinoff Os Simpsons. Com esta, o canal estabeleceu um espaço em sua grade de programação voltada para a animação adulta.

No vídeo acima, chamada do canal Fox produzida em 1987.

No dia 22 de abril, o canal Fox comemorou 25 anos de vida, exibindo nos EUA um especial no qual reuniu atores que estrelaram algumas de suas séries. Entre elas, That ’70s Show, Arquivo X, Barrados no Baile, 24 Horas e o humorístico In Living Color, entre outras.

Apresentado por Ryan Seacrest, o especial ainda não tem previsão de quando será exibido no Brasil, mas o programa na íntegra pode ser visto no You Tube.

Confiram alguns trechos:

Arquivo X

That ’70s Show

Um Amor de Família

Barrados no Baile

24 Horas

19/04/2012

às 11:59 \ Televisão

As séries mais rentáveis de 2011

A revista Forbes divulgou na última semana a lista dos programas mais rentáveis da TV americana em 2011. A publicação utilizou como referência uma pesquisa realizada pela empresa Kantar Media, a qual traça o perfil do anunciante.

A lista refere-se aos programas exibidos no horário nobre americano, com base na venda de espaços publicitários de 30 segundos.

A maioria dos programas que figuram na lista sofreram queda nos lucros e na audiência em comparação ao ano anterior. Ainda assim, conseguiram se manter entre os mais rentáveis do ano. É importante avisar que a pesquisa não leva em consideração os valores gastos pela produção e licenciamento do produto.

Além disso, os valores referem-se à venda dos anúncios no Upfront das séries e programas. Isto significa que as empresas compraram espaços publicitários em programas que ainda não conheciam, com base na expectativa de sua audiência, calculada pelo canal com base no potencial demográfico (faixa etária, poder aquisitivo, etc), psicológico (grupos de pessoas com os quais os programas poderão se identificar) e geográfico (área de maior interesse naquele tipo de programa), bem como no horário que ele seria exibido. Por isso figura na lista uma série de baixa audiência e já cancelada.

Entre os anunciantes que mais investiram em comerciais de TV em 2011 estão: Procter & Gamble Co, AT&T Inc, General Motors Corp, Verizon Communications, Chrysler Group Llc., General Mills Inc., Comcast Corp., Ford Motor Co., Toyota Motor Corp. e Time Warner Inc.

Lista dos programas mais rentáveis de 2011 (receita de anúncios por cada meia-hora):

1. American Idol (Fox): 6.64 milhões de dólares

2. The X Factor (Fox): 5.55 milhões de dólares

3. Two and a Half Men (CBS): 3.24 milhões de dólares

4. Glee (Fox): 2.83 milhões de dólares

5. Grey’s Anatomy (ABC): 2.75 milhões de dólares

6. Dancing with the Stars (ABC): 2.72 milhões de dólares

7. Desperate Housewives (ABC): 2.61 milhões de dólares

8. The Big Bang Theory (CBS): 2.57 milhões de dólares

9. Mad Love (CBS): 2.49 milhões de dólares (exibida entre How I Met Your Mother e Two an a Half Men, a expectativa de audiência era alta, mas a série não correspondeu e foi cancelada)

10. Modern Family (ABC): 2.13 milhões de dólares

Cliquem na foto para ampliar.

18/04/2012

às 14:07 \ Opinião, Pilotos de Séries, Televisão

Canais americanos se preparam para o Upfront 2012

Na segunda quinzena de maio os canais abertos dos EUA realizam o evento anual conhecido como Upfront, no qual apresentam sua nova programação para anunciantes e representantes de agências de publicidade.

O objetivo é garantir antecipadamente a venda de espaços publicitários para a Temporada 2012-2013, que se inicia em setembro. Com isso, a imprensa e o público tomam conhecimento de quais produções foram renovadas e quais pilotos ganharam a encomenda de uma série.

O Upfront conta com a presença de atores e produtores que explicam do que se trata a nova série e quais os objetivos do programa. Logo após cada evento, o departamento comercial de cada canal começa a atender os anunciantes interessados, oferecendo informações detalhadas em relação ao potencial demográfico (faixa etária, poder aquisitivo, etc), psicológico (grupos de pessoas com os quais os programas poderão se identificar) e geográfico (área de maior interesse naquele tipo de programa). Veja mais informações sobre o que é Upfront aqui.

O interesse do anunciante não é o conteúdo do programa em si, mas o poder que ele tem de atrair o interesse do público e da mídia. Desta forma, o canal pode produzir a mesma história narrada de diferentes formas, estrelada pelos mesmos tipos de personagens que fizeram sucesso em outras produções. Para o anunciante isso não terá problema, desde que haja um público interessado em assistir aquela série. O valor do espaço comercial (ou da inclusão de anúncios na narrativa), o alcance que a exibição do comercial terá e a frequência com que ele será apresentado é o que conta.

Assim, a primeira preocupação do anunciante é correr atrás dos canais que conseguiram o maior nível de audiência na Temporada anterior. Neste caso, os canais que terão maior interesse do anunciante para a próxima Temporada são CBS, Fox e ABC, que são as líderes no momento.

Até o início de abril, a CBS mantinha a média de 12.17 milhões de telespectadores, com 3.1/9 de rating/share entre o público alvo do anunciante, que compreende a faixa etária entre 18 e 49 anos. Em segundo lugar está a Fox, com 9 milhões de telespectadores. Apesar da totalidade da audiência ser menor que da CBS, a Fox ganha da concorrência pelos números conquistados entre o público alvo, que está em 3.3/9 de rating/share. Por esse motivo, o canal costuma anunciar ser o número um na audiência americana. A ABC está logo atrás com 8.4 milhões e 2.9/7 de rating/share.

Entre os canais da rede aberta, a NBC e o CW são os últimos na preferência do público. A NBC registra a média de 7.9 milhões de telespectadores, com 2.7/7 de rating/share, enquanto o CW conquista a média de 1.79 milhões, com 0.8/2 de rating/share. Veja como ler os números da audiência aqui.

O que significa esses números para os fãs de séries? Significa que as produções que estão abaixo da média do canal correm o risco de cancelamento. É claro que, na decisão final, também é levado em consideração o interesse dos canais por um determinado programa, ou seja, o custo x o benefício. Neste caso, cada caso é um caso.

Para garantir o interesse do público e conquistar anunciantes, a TV busca nos sucessos das Temporadas anteriores elementos que possam ser reaproveitados nas novas séries. Este é o motivo pelo qual vemos tanta série repetir situações, bem como oferecer os mesmos tipos de personagens.

Para este ano, temos como exemplo o sucesso da série britânica Downton Abbey em território americano. Sua segunda temporada deu ao canal público PBS sua maior audiência até hoje, com 7 milhões de telespectadores. Ao disponibilizar a temporada em seu site, o canal registrou mais 7.1 milhões de visualizações, sendo a maior parte da audiência composta pelo público feminino da faixa etária entre 35 e 49 anos.

Entre os canais abertos americanos, a ABC é aquele que tem a maior concentração da audiência feminina, mantendo uma programação com temas voltados para este público, os quais, geralmente, trazem uma abordagem novelesca. Assim sendo, um dos projetos de séries do canal é Gilded Lilys, criado pela ‘rainha das séries-novelas’ Shonda Rhimes, em parceria com Betsy Beers. Situada em 1895, a história acompanha a relação entre patrões e empregados, bem como hóspedes, de um hotel de luxo em Nova Iorque.

O canal, que busca um substituto para Desperate Housewives, desenvolve um outro projeto que, além de também fazer referência à trama de Downton Abbey, capitaliza o sucesso do filme Histórias Cruzadas/The Help, sobre empregadas domésticas e suas relações com as patroas. Trata-se de Devious Maids, adaptação de Marc Cherry (Desperate Housewives) de uma série mexicana.

Tal como a ABC, a CBS também busca capitalizar o sucesso de terceiros. Assim, encomendou o projeto de série Elementary, que traz o detetive Sherlock Holmes vivendo em Nova Iorque nos dias atuais. Na trama, ele será um dependente de drogas que viaja para os EUA em busca de tratamento. Lá, ele conhece Watson (que nesta versão é uma mulher), uma médica que o ajuda a manter-se longe das drogas. Além de buscar a audiência da série inglesa Sherlock, que faz sucesso em território americano, a CBS também busca capitalizar os órfãos de House, série cancelada pela Fox, a qual se inspirou em Sherlock Holmes para construir o personagem central.

Estes são alguns exemplos de como a TV americana reformula ideias e propostas que deram certo no próprio veículo ou em outros para atrair o interesse do público e garantir anunciantes.

Mesmo não tendo muitas sitcoms que realmente valham a pena, o sucesso dos blocos de comédias dos canais, em especial da CBS, não passou despercebido. Assim sendo, para a Temporada 2012-2013 o gênero que se destaca é a comédia. Além de ter um custo menor para ser produzida, ela também é a preferida dos canais regionais que compram séries para exibição em reprise.

Para a Temporada 2012-2013 estão em desenvolvimento cerca de 48 comédias e 43 dramas. Na soma total, a diferença não é grande mas, ao conferir a quantidade por canais, percebe-se o interesse de cada um pela comédia. A ABC tem treze comédias e doze dramas; a CBS tem dez comédias e oito dramas; a NBC tem quatorze comédias e dez dramas; a Fox, que levou um susto com o fracasso de Terra Nova, investiu mais na comédia (com onze projetos) que no drama (que totalizam cinco). Já o CW não produz mais comédias há alguns anos. Desta forma, o canal tem oito projetos dramáticos. Cliquem nos links para conferir os projetos.

Na Temporada 2011-2012, a ABC conseguiu se destacar com três séries: Revenge, Suburgatory e Once Upon a Time, mas nenhuma delas conseguiu ser renovada até agora. Como disse antes, a maior preocupação do canal no momento é encontrar um substituto para Desperate Housewives. Em função disso, além de Guilty Lilys e Devious Maids, o canal desenvolve outros projetos de séries-novelas: Americana e Nashville, além de Mistresses, que já teve sua produção aprovada, com previsão de estreia para a Summer Season de 2013. Seguindo a boa receptividade de Once Upon a Time, o canal também prepara A Bela e a Fera, projeto que também está sendo desenvolvido pelo CW, com a diferença que a do canal ABC é com base no conto de fadas e a do CW é um remake da série dos anos de 1980.

Enquanto a CBS conseguir manter sua audiência, o público não deve esperar que o canal promova qualquer mudança em seu perfil, o qual é voltado para os dramas investigativos com abordagem procedimental e sitcoms tradicionais, que são aquelas gravadas com a presença de um público, com desenvolvimento caricato de personagens. Estes dois formatos são os mais fáceis de ser desenvolvidos, com um menor custo, e os que geram uma receptividade maior junto ao grande público, que busca entretenimento sem compromisso.

Nos últimos anos, foram poucas as vezes que o canal apostou em propostas que fugiam a essa regra, embora não muito. The Good Wife é um drama jurídico que se apóia em uma história por semana, com a trajetória de personagens servindo como pano de fundo. Já A Gifted Man, que está sendo considerada como cancelada, embora não oficialmente, era uma produção sobre um médico que enfrentava um problema por semana. Entre os projetos em desenvolvimento para a próxima Temporada, aquele que parece ser a proposta que foge à regra é Ralph Lamb, drama policial com base na vida real. A produção é situada na década de 1960 e gira em torno de um delegado de polícia em Las Vegas que tenta acabar com a máfia que controla os Cassinos.

Entre as séries da Temporada 2011-2012, a Fox emplacou apenas New Girl, que já foi renovada. Entre seus novos projetos, nenhum se destaca de fato. Existem alguns que trazem temas que podem interessar o público, como o Projeto de Kevin Williamson, que narra a história de um policial à caça de um serial killer. Tendo em vista o sucesso de Dexter, a proposta pode despertar o interesse do público na rede aberta, ainda mais por ser estrelada por Kevin Bacon, um nome conhecido.

A NBC é o canal que ainda está tentando reconstruir seu perfil e seu público. Além de também apostar em uma história sobre um serial killer, com a série Hannibal, adaptação para a TV do personagem Hannibal Lecter, que já teve treze episódios encomendados para a primeira temporada, o canal ‘atira para todos os lados’ apostando em diversos temas e gêneros consagrados.

A NBC tem projetos médicos, de resgate, político, investigativo, ficção científica sobre holocausto e sobre o futuro da humanidade, comédias estreladas por nomes conhecidos, remake de série de sucesso, versões americanas de séries estrangeiras, adaptações de clássicos (Jeckyl and Hyde) e até um faroeste. Fica difícil saber para que lado o canal irá a pender na hora de escolher quais dos seus projetos serão transformados em séries.

Já o canal CW, que tal como a ABC atrai uma audiência mais feminina, tem neste momento apenas duas produções consagradas (The Vampire Diaries e Supernatural). Ele precisaria substituir todas as outras séries de sua grade, algo que provavelmente não fará. O canal tem apenas oito projetos em desenvolvimento, dos quais dois tiveram fotos oficiais distribuídas à imprensa: The Carrie Diaries e Arrow. Por isso mesmo, acredita-se que estes dois projetos tenham maiores chances de conseguir um lugar na grade do canal.

Mas o CW não deve ficar restrito a apenas duas novas séries. É provável que ele aprove três ou quatro novas produções. Dependerá da vontade do CW em cancelar alguns dos títulos que estrearam na última Temporada e que não emplacaram, bem como dar um tiro de misericórdia em algumas das produções mais antigas que já perderam seu brilho e o interesse de seu público alvo. Entre as produções da última Temporada, apenas The Secret Circle consegue chegar perto da audiência média do canal.

Resta aguardar pela segunda quinzena de maio para saber quais serão as novas produções americanas que farão parte da vida dos fãs a partir do próximo semestre. Algumas das quais, com certeza, não durarão muito tempo. A cada ano a TV americana reduz sua audiência, tornando uma tarefa difícil para o veículo conseguir resgatar seu público. Até duas décadas atrás, as séries conseguiam gerar a média de 20 a 30 milhões de telespectadores. Hoje este número está em torno de 10 milhões, embora ele não represente sua totalidade, já que a Nielsen, empresa que mede a audiência americana, trabalha com uma pesquisa por amostragem.

Apesar das dificuldades, a TV aberta ainda é o veículo que mais atrai o público e, consequentemente, o anunciante, o que permite aos canais se acomodarem na produção que atende esses dois interesses, e não no potencial criativo do veículo.

13/03/2012

às 13:42 \ Televisão

Canal Bravo pretende investir na produção de séries ficcionais

O canal a cabo Bravo, que vinha investindo na produção de reality shows, está mudando sua estratégia de programação original para poder incluir seriados ficcionais.

Segundo nota divulgada à imprensa, o objetivo do canal é produzir uma ou duas séries por ano a partir de 2013. Para tanto, o canal contratou Andrew Wang, ex-produtor executivo da Alloy Entertainment, para assumir o novo departamento.

No currículo de Wang constam séries como Gossip Girl, The Vampire Diaries, Pretty Little Liars, The Nine Lives of Chloe King e The Secret Circle.

Sua função é a de definir o perfil dos seriados que poderão ser desenvolvidos para o canal Bravo, bem como supervisionar o desenvolvimento de projetos e subsequentes produções de séries. Também caberá a Wang servir de ponte entre o canal e as produtoras independentes.

Atualmente, o canal pertence ao grupo NBC Universal, mas quando foi lançado em 1980 ele era parte do grupo Cablevision. Livre de comerciais, sua programação era voltada para o mundo das artes, música erudita e exibição de filmes independentes. Em 2002, o canal foi comprado pelo grupo NBC Universal, que mudou seu perfil de público. Buscando um segmento mais voltado para a cultura popular, o Bravo passou a investir na produção de reality shows. Entre suas produções estão Queer Eye for the Straight Guy, Project Runaway, The Real Housewives, Shear Genius e Top Chef, entre outros.

07/03/2012

às 11:44 \ Internet, Televisão

Netflix pode virar canal a cabo

Segundo a agência Reuters, o site Netflix negocia com operadoras de TV a cabo nos EUA a possibilidade de vir a se tornar um canal pay-per-view. Se de fato isto ocorrer, o Netflix se tornará definitivamente um concorrente direto dos canais de TV. O objetivo do site, segundo a agência, é competir diretamente com a HBO, um canal premium que oferece produções com qualidade cinematográfica.

O interesse do Netflix em ampliar suas operações teve início quando foi anunciada a encomenda da série House of Cards, primeira produção original do site, que estreia no final de 2012 nos países onde ele opera, incluindo o Brasil. Desde então, o site vem buscando novos projetos originais, além de adquirir com exclusividade o streaming de produções de canais europeus, como foi o caso de Lilyhammer, série norueguesa.

Representantes do site se negaram a confirmar ou negar a informação. Ao se transformar em um canal de televisão, o Netflix terá que ampliar a produção de seu conteúdo original, visto que a maior parte do material oferecido atualmente pelo site é composto de produções de terceiros, já exibidas na TV ou nos cinemas. Para que o Netflix possa exibir esse material na televisão, eles terão que fazer um novo acordo com os estúdios, visto que o contrato atual seria restrito a exibição de filmes, séries e animações apenas para a Internet.

O Netflix não é o único que está tentando ampliar seus horizontes. Canais de TV, especialmente a cabo, buscam a Internet para oferecer suas produções, especialmente aquelas que estão em catálogo. A HBO, que seria o alvo do Netflix, mantém na Internet o serviço de streaming HBO Go, que no momento está disponível apenas para assinantes do canal, algo que poderá mudar no futuro.

Vale a pena lembrar que atualmente, nos EUA, cai o número de assinantes da TV a cabo, que trocam pelo acesso a sites que oferecem streamings na Internet, entre eles o Netflix. Já no Brasil, a ascensão da Classe C vem permitindo um aumento do número de assinantes da TV a cabo.

16/02/2012

às 14:08 \ Internet, Televisão

CBS quer produzir séries para o Netflix

O Netflix continua caminhando a passos largos em sua tentativa de entrar no mercado de entretenimento, no mesmo patamar que os canais de TV. Depois de anunciar produções originais e resgatar Arrested Development, cancelada pelo canal Fox, o site negocia com a CBS a produção de novas séries, segundo divulgou o Variety.

Leslie Moonves, diretor executivo do canal, anunciou esta manhã que a CBS está em negociações com o Netflix para a produção de conteúdo próprio.

Segundo ele, o mundo do entretenimento está passando por uma mudança, da qual o canal pretende fazer parte. ‘Até que eles comecem a produzir 22 horas de programação semanal’, disse Moonves aos investidores da CBS, ‘nós não vemos sua presença no mercado como uma concorrência e sim um lugar onde podemos apresentar nossas produções, sejam elas originais ou de catálogo, como já ocorre’.

Existe certa resistência da indústria ao avanço de sites como o Netflix, visto que uma produção própria, mesmo que através de estúdios ligados a canais de TV, pode afetar o crescimento da TV a cabo, em um primeiro momento, e da própria rede aberta, em um segundo momento. Isto porque o telespectador poderá trocar a assinatura da TV a cabo por uma do Netflix, ou de sites que ofereçam este tipo de conteúdo, comprometendo a programação dos canais por assinatura. Para os canais abertos, este tipo de serviço representa uma concorrência igual à da Internet, da TV a cabo e do DVR.

Se o acordo for fechado, a CBS Studios será a quinta produtora a fazer negócios com o Netflix. O site já tem um acordo com a Media Rights Capital, que produzirá sua primeira série original: House of Cards, com estreia prevista para o final deste ano. Também existe um acordo entre o site e a 20th Century Fox para produzir a nova temporada de Arrested DevelopmentAlém destes, o Netflix negocia com a Lionsgate a produção de Orange is the New Black, de Jenji Kohan (Weeds), e com e a Gaumont International Television a série Hemlock Gove, de Eli Roth, que poderão ganhar a encomenda de 13 episódios para sua primeira temporada.

No momento, o Netflix oferece a exibição exclusiva para o mercado internacional da série norueguesa Lilyhammer.


 

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