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28/03/2012

às 12:30 \ Séries Suécia

Giro pelo mundo: Suécia produz série de ficção científica

Real Humans/Äkta Människor é o título da nova série do canal sueco SVT, que será oferecida ao mercado internacional durante a MIPTV, feira de audiovisual que se realiza em Cannes em abril. Criada por Lars Lundström com direção de Harald Hamrell e Levan Akin, a produção estreou em seu país em janeiro deste ano com dez episódios produzidos para sua primeira temporada.

A história lida com a velha pergunta: o que acontece quando robôs se transformam em humanos? Situada em um universo paralelo, a trama acompanha a vida de pessoas que convivem com os hubots, uma nova geração de robôs que mal se distinguem da humanidade. Embora sejam mais inteligentes que a maioria dos humanos, eles, inicialmente, não são capazes de demonstrar sentimentos.

Os hubots são utilizados para diversos fins, desde mão de obra em trabalhos de risco e como empregados domésticos, até como acompanhantes ou parceiros sexuais de pessoas solitárias.

Preocupados com a segurança pública e com a penetração que os robôs vêm conquistando junto à sociedade, grupos se manifestam contra sua fabricação. Um dos membros desses grupos é Roger (Leif Andrée), um capataz de armazém abandonado por sua esposa Therese (Camilla Larsson), que o deixou para fugir com o hubot Rick (Johannes Bah Kuhnke), levando com ela seu filho Kevin (Fredrik Silbersky). Sua revolta contra os hubots aumenta quando ele vê a maioria de seus colegas humanos ser substituída pelos robôs.

Neste cenário também vivem Leo (Andreas Wilson) e Niska (Eva Röse), dois hubots líderes de um grupo que tenta conquistar sua liberdade. Durante uma tentativa de fuga, Mimi (Lisette Pagler), uma das hubots, é presa pela polícia e vendida ao mercado negro, forçando Leo a tentar localizá-la.

Enquanto isso, Hans Engman (Johan Paulsen) compra para o pai Lennart (Sten Elfström) a hubot Vera (Anki Larsson), para substituir Odi (Alexander Stocks), que vem apresentando defeito. Junto, ele leva Anita, uma hubot de segunda mão que foi reprogramada. Anita é entregue à sua esposa Inger (Pia Halvorsen), uma advogada que tem como clientes defensores dos direitos iguais para os hubots.

Produzida pela SVT em parceria com a Matador Films, Danmarks Radio e YLE, contando com o apoio financeiro da Nordisk Film, TV Fond e Nordvisionsfonden, a série já teve os direitos de adaptação adquiridos pela Shine Group, da Inglaterra.

Confiram o trailer da série com legendas em inglês.

‘Arne Dahl’: série sueca busca o mercado internacional

A empresa sueca Filmlance, em parceria com a alemã ZDF Enterprises, apresentará na MIPTV, feira de audiovisual que se realiza em abril, sua mais nova série policial, produzida para fazer carreira no mercado internacional.

Arne Dahl acompanha os trabalhos de uma equipe de elite no combate ao crime, especializada em assassinatos.

Liderado por Jenny Hultin (Irene Lindh), agente especial da CID, o grupo é composto por Paul Hjelm (Shanti Roney), Jorge Chavez (Matias Varela), especialista em computadores, o veterano Viggo Norlander (Claes Ljungmark), Arto Söderstedt (Niklas Åkerfelt), Gunnar Nyberg (Magnus Samuelsson) e a especialista em interrogatórios Kerstin Holm (Malin Arvidsson).

Os episódios apresentam os trabalhos de investigação da equipe, bem como seus problemas pessoais, muitos dos quais são consequências de atos do passado.

O título da série faz referência ao pseudônimo utilizado pelo escritor e crítico literário Jan Arnald, que publicou cinco livros com as histórias do grupo, os quais foram adaptados na série. Assim, a primeira temporada traz as cinco histórias retratadas em dez episódios. Cada história é acompanhada de um subtítulo: Arne Dhal: Misterioso, Arne Dhal: Ont Blod/Bad Blood, Arne Dhal: Upp Till Toppen Av Berget, Arne Dahl: De största vatten e Arne Dahl: Europa Blues.

Ao oferecer Arne Dahl no MIPTV os produtores esperam despertar o interesse de executivos de canais europeus, americanos e latinos possibilitando a venda para diferentes mercados.

Cliquem na primeira foto para ampliar. No vídeo abaixo, trailer do primeiro episódio:

24/10/2011

às 10:25 \ Séries Suécia

Giro Pelo Mundo: Suécia Estreia Anno 1790, Drama Policial de Época

Cena de Anno 1790

As séries de época não são apenas uma ‘mania’ americana. Vários países da Europa também estão investindo mais nesse gênero. Sem contar a Inglaterra, que nunca deixou de produzir nessa área, Itália, Espanha, França e Suécia também estão oferecendo dramas situados em outras épocas. Entre elas, “Anno 1790“, que estreia esta noite pelo canal SVT da Suécia.

Criada por Jonas Frykberg (do filme “A Menina que Brincava com Fogo”), a trama é situada no final do Século 18, quando a Suécia e a Rússia estavam em guerra. No entanto, este não é o tema da série. Na história Johan Gustav Dåådh (Peter Eggers) é um médico que voltou dos campos de batalha, assumindo um cargo na polícia de Estocolmo.

Ateu, inspirado pelo Iluminismo e pela Revolução Francesa, ele se tornou republicano, adotando a linha de pensamento pregada por Voltaire: a formação de opiniões com base na lógica e na ciência. Mas sua maneira de ver o mundo não é compartilhada pelos demais colegas da polícia. A única que aceita suas opiniões é Madalena (Linda Zilliacus), esposa de Carl Walhstedts (Johan Kjellgren) seu oficial superior, com quem não tem liberdade de conversar sem comprometê-la diante do público.

O trabalho de Dåådh consiste em investigar casos criminais utilizando seus conhecimentos médicos. Ele tem como assistente o oficial Simon Freund (Joel Spira), um conservador com uma fé inabalável em Deus. Apesar das personalidades opostas, eles precisam encontrar uma forma de superar suas diferenças para solucionar os casos que investigam, mantendo uma relação à la Sherlock & Watson.

A escolha do ano de 1790 como o período no qual a história é situada tem um motivo. Este foi o ano final da Guerra entre Suécia e Rússia, também marca o início do declínio das ideias iluministas, que seriam substituídas pelo romantismo. Assim, o ambiente proporciona à série a liberdade de apresentar situações que relacionam investigações de crimes com questões da existência humana (ciência ou fé), bem como questões políticas (república ou monarquia) e econômicas, com a desestabilização do país.

A primeira temporada tem 10 episódios produzidos em parceria com canais da Noruega, Finlândia, Dinamarca e Alemanha.

The Office Terá Versão Sueca

Henrik Dorsin é a versão sueca de David, que nos EUA é conhecido como Michael

Segundo a imprensa britânica, a série “The Office” teve seus direitos de adaptação adquiridos pelo canal TV4 da Suécia, que encomendou a produção de 22 episódios para a primeira temporada.

Com o título provisório de “Kontoret”, que seria a tradução de “The Office” para o idioma local, a versão sueca será estrelada por Henrik Dorsin, que interpretará Ove Sundberg/David; Bjorn Gustaffson, que será Viking Ytterman/Gareth; Kim Sulocki, como Erik Lundkvist/Tim; e Sissela Benn, como Therese Johansson/Dawn.

“The Office” é uma série criada por Ricky Gervais e Stephen Merchant. Exibida pela BBC entre 2001 e 2003, a produção teve 14 episódios já lançados em DVD no Brasil pela Log On Editora. Até o momento, a série britânica foi exibida em 170 países e adaptada em oito: Estados Unidos, Chile, Canadá, França, Alemanha, Israel, Rússia e agora a Suécia.

Nova Série – My Generation, Adaptação de Produção Sueca

A rede ABC estreia no dia 23 de setembro mais uma tentativa de adaptar uma produção estrangeira para a cultura americana. Tradicionalmente, as versões americanas têm como base as séries inglesas, mas na última década os produtores vêm optando em procurar em outros países projetos que possam ser adaptados para sua própria cultura.

Pois vem da Suécia a mais nova proposta americana de adaptação. “My Generation” é inspirada na série “Blomstertid” que, por sua vez, explora a linguagem documental para apresentar a história de jovens e as transformações que ocorrem em suas vidas. Conforme já comentei, os programas chamados de reality exerceram uma forte influência na linguagem narrativa das séries nos últimos anos. Esse é apenas mais um exemplo dessa influência.

A história se propõe a apresentar o passado e o presente da vida de um grupo de personagens. No ano 2000, documentaristas registraram  depoimentos de nove jovens que estavam se formando. Vivendo em Austin, Texas, eles sonhavam com um futuro brilhante.

Dez anos depois, os documentaristas (que nunca são vistos pela audiência) voltam a entrar em contato com essas pessoas, com o objetivo de descobrir se elas conseguiram direcionar suas vidas da forma como planejavam.

Os jovens retratados são: Rolly Marks (Mehcad Brooks), um atleta que largou os esportes para ser um soldado. Recém chegado do Afeganistão, Rolly reúne-se com a esposa, Dawn Barbuso (Kelli Garner), que está nos últimos meses de gravidez. Dawn era a punk do colégio que não se importava com família ou relacionamentos. Hoje, Dawn é uma dona de casa que mantém a amizade com o nerd do colégio, Kenneth Finley (Keir O’Donnell), atualmente um professor que sonha em ter sua própria família. Jackie Vachs (Jaime King) era a rainha da beleza que sonhava com a fama. Casou-se com Anders Holt (Julian Harris), o garoto mais rico do colégio, com quem vive uma relação complicada.

Steven Foster (Michael Stahl-David) era o jovem que todos acreditavam que se tornaria o presidente de uma grande empresa ou um político que chegaria à Casa Branca. Mas Steven trocou tudo por uma vida tranquila no Havaí, onde passa o tempo surfando, meditando ou lendo um livro, sem saber que, na noite da formatura, engravidou Caroline Chung (Anne Son), a jovem tímida e anti social do grupo, que agora é mãe solteira.

Brenda Serrano (Daniella Alonso) era uma das jovens mais inteligentes da escola. Dedicada à carreira, hoje é uma importante advogada em Washington, sem tempo para constituir uma família. Por fim, tem Falcon (Sebastian Sozzi), que sonhava ser um astro do rock, mas acaba se tornando um DJ alcoólatra.

Enquanto o público acompanha o momento presente, imagens em flashbacks apresentam situações e depoimentos dessas mesmas pessoas no passado, sonhando com o futuro.

Originalmente batizada de “Generation Y”, a adaptação americana ficou por conta de Noah Hawley, de “The Unusuals”. A produção é de Hawley, Warren Littlefield, Henrik Bastin, Peter Magnusson e Martin Persson, pela ABC Studios em parceria com a Stockholm-Copenhagen Productions.

A série original foi criada por Peter Magnusson e Martin Persson e teve apenas uma temporada de cinco episódios, com 22 minutos cada, produzida em 2009. Na história da produção sueca, um documentarista acompanha a vida de apenas três jovens: Kenneth, Steven e Anders. O período entre o passado e o presente também é outro. Na série americana passaram-se dez anos, na série sueca foram 14 anos.

Galeria de personagens – Antes e Depois

Abaixo, trecho da série original sueca:

02/05/2010

às 18:46 \ Séries Suécia

Versão Sueca de Wallander no Film & Arts

clique nas imagens para ampliar

No dia 3 de abril estreou no Brasil a série “Wallander” pelo canal Film & Arts. Trata-se da versão sueca do personagem criado por Hening Manjel para a literatura.

Wallander é um policial que se dedica mais a seu trabalho que à vida pessoal. Filho de um artista que pintou a mesma paisagem mais de 7 mil vezes, Wallander mantém uma relação de amor e ódio com o pai, que ostensivamente desaprova sua vida e carreira na polícia. Divorciado, o Inspetor Wallander tenta manter uma relação saudável com sua única filha, Linda, que aos 15 anos tentou o suicídio.

Com poucos amigos, dependente do álcool, incapaz de manter uma alimentação ou higiene saudável, sofrendo de diabetes, desapegado de qualquer exercício físico, amante da música clássica e lutando para controlar sua raiva interior, Wallander realiza seu trabalho investigando casos de assassinatos ocorridos em Estocolmo, cidade em que vive.

Mas, seu ambiente de trabalho também não é dos melhores. Sobrevivente de um ataque quase fatal quando, ainda jovem prendeu um bêbado, Wallander matou acidentalmente um homem durante um tiroteio que ocorreu em um nevoeiro. Já processado por brutalidade policial, Wallander tem poucos amigos na delegacia de polícia.

O personagem estrelou nove histórias para a literatura sueca, sendo que nos últimos livros, Wallander começa a ter problemas de memória, levando-o a desenvolver o Mal de Alzheimer. O sucesso do personagem nos livros o levou a estrelar filmes produzidos entre 1995 e 2007, com Rolf Lassgard no papel principal. As histórias eram uma adaptação de cada um dos livros.

Em 2005, o canal sueco TV4 estreou a versão televisiva do personagem, agora interpretado por Kirster Henriksson. A primeira temporada teve 13 episódios produzidos, sendo que apenas o piloto foi uma adaptação de um dos livros do personagem; os demais episódios tiveram roteiros originais. Somente em 2009 estreou a segunda temporada da série, com mais 13 episódios produzidos, os quais ainda estão em exibição em seu país. Esta será a última temporada da série, visto que o ator já divulgou à imprensa local que não renovará seu contrato para novos episódios.

O sucesso da série sueca levou a BBC inglesa a produzir sua própria versão, que estreou em 2008. Produzida pela Yellow Bird, a mesma produtora responsável pela série sueca, em parceria com a inglesa Left Bank Pictures, a versão inglesa é estrelada por Kenneth Branagh. Foram três episódios produzidos para a primeira temporada, os quais são uma adaptação de três livros de Hennig Manjel. O sucesso de crítica e os prêmios conquistados, levou a BBC a produzir uma segunda temporada com mais três episódios, também adaptados de obras literárias.

Na história da série sueca, a personagem Linda Wallander, a filha do Inspetor, segue a trama dos livros, ou seja, ela se forma na Academia de Polícia e vai trabalhar com o pai. A personagem chegou a ganhar na literatura uma história própria, na qual investiga um caso de assassinato. Não há informações a esse respeito, mas é bem provável que a TV sueca tivesse interesse em produzir uma spinoff de “Wallander” estrelada pela personagem Linda. No entanto, se isso vier a ocorrer no futuro, outra atriz terá que interpretar a personagem. Em 2007, Johanna Sällström (foto acima), intérprete da personagem na série sueca, foi encontrada morta em um aparente suicídio. A atriz vinha sendo tratada contra a depressão, depois de ter vivenciado uma experiência traumática durante o tsunami de 2004 ocorrido na Tailândia.

Além da profissão de Linda Wallander, existem outras diferenças entre as duas versões televisivas das histórias de “Wallander”. A principal delas é o tom utilizado para narrar a trama. Na série inglesa, a abordagem é mais dramática, interiorizada, explorando o lado intimista e depressivo do personagem; enquanto que a série sueca trabalha mais as investigações dos casos policiais, explorando o lado mais leve de Wallander, incluindo seu humor mais irônico.

Outa diferença está no fato de que a série sueca mantém o gosto do personagem pela música clássica, enquanto que a inglesa optou em não abordar essa questão para evitar que o personagem fosse comparado a outro detetive famosa na TV inglesa: Inspetor Morse. Ambas as séries são filmadas na Suécia, mas é a produção inglesa que melhor explora, cinematograficamente, o ambiente, tornando-o poético, quase idílico, em meio à crueza dos casos investigados. Já a série sueca, uniu a crueza dos casos à fotografia.

Além dessas questões, a série inglesa também difere da sueca pelo fato de que, até o momento, os episódios são adaptações dos livros. Mas, visto que a série inglesa foi renovada para uma terceira temporada com mais seis episódios (e já tendo sido produzidas seis histórias para as duas primeiras temporadas), os três últimos episódios terão histórias originais.

01/01/2010

às 13:00 \ Séries Inglaterra, Séries Suécia

Kenneth Branagh Retorna com Wallander

Wallander inglês

Inicialmente apresentada como minissérie em três telefilmes, a produção inglesa que conquistou a crítica e deu à Kenneth Branagh várias indicações a prêmios, incluindo o Golden Globe deste ano, é agora uma série que terá sua segunda temporada com mais três histórias, estreando na Inglaterra no dia 3 de janeiro.

Wallander sueco

O detetive da polícia Wallander é um famoso personagem da literatura sueca. Uma série estrelada por Krister Henriksson estreou na Suécia em 2005 e ainda está em produção, com os quatro últimos episódios da segunda temporada programados para irem ao ar no início deste ano.


 

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