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‘Lilyhammer’ estreia no Brasil

A série norueguesa adquirida pelo site de streaming Netflix estreou hoje no Brasil e em outros países onde a empresa opera. Produzida pela norueguesa Rubicon AS em parceria com a alemã SevenOne International para o canal público NRK, Lilyhammer estreou em seu país em janeiro conquistando cerca de um milhão de telespectadores. Para os padrões americanos ou brasileiros, este número é baixo, mas para a TV da Noruega, representa um grande sucesso. Significa 56.3% da audiência do público alvo.

Criada por Anne Bjornstad e Eilif Skodvin, a história apresenta Steven Van Zandt (A Familia Soprano) interpretando um mafioso que, após testemunhar contra seu chefe em Nova Iorque, entra para o programa de proteção às testemunhas. A seu pedido, o governo arranja para ele uma propriedade na Noruega, onde Frank Tagliano, agora Giovanni Henriksen, pretende passar o resto de seus dias. O problema é que ele não muda seu comportamento ou suas intenções, criando um choque cultural. O título faz referência ao nome da cidade onde Frank decide morar.

A primeira temporada tem oito episódios produzidos, os quais já estão disponíveis pelo Netflix, com legendas em português. No primeiro episódio, vemos os motivos pelos quais Frank precisa recorrer ao programa de proteção às testemunhas. Após a morte do chefão da máfia em Nova Iorque, ele passa a medir forças com seu sucessor. Tendo sofrido uma tentativa de assassinato, ele decide fazer um acordo com o governo americano. Assim, testemunha contra seus antigos companheiros em troca de uma vida ‘calma e tranquila’ em Lilyhammer, interior da Noruega.

Apaixonado pelo local desde que assistiu pela televisão os jogos Olímpicos de Inverno de 1994, Frank não percebe de imediato as grandes diferenças de ambiente que existem entre Nova Iorque e o interior da Noruega.

A caminho de sua nova residência, ainda no trem, Frank, agora Giovanni, ou simplesmente Johnny, conhece Sigrid (Marian Saastad Ottesen), uma professora, e seu filho, que também vivem em Lilyhammer e com quem faz amizade. Em sua nova casa, que não se parece em nada com o luxo que tinha antes, ele conhece sua nova vizinha, Laila (Anne Krigsvoll), a chefe do departamento de polícia local.

Steve Van Zandt e Anne Krigsvoll

Aos poucos, Johnny vai se ambientado, percebe que nem sempre o suborno funciona, na primeira tentativa, e que a violência moderada já é o suficiente para que o adversário compreenda suas intenções. Confrontado com as leis e os costumes locais, Johnny vai aos poucos distorcendo as regras e adaptando os hábitos do lugar ao seu estilo de vida.

Isto não significa que os moradores da região não saibam o que é crime ou desobediência, apenas não a praticam de forma tão ostensiva. Assim, ao longo dos episódios descobrimos, junto com Johnny, que a cidade tem sua própria máfia local, além de trambiqueiros, advogado corrupto e até um molestador. Johnny começa a entrar em contato com esses personagens quando decide comprar um bar em decadência para transformá-lo em um clube noturno.

Obrigado a frequentar um curso de adaptação de estrangeiros à cultura norueguesa, ele conhece representantes de outros países. Entre eles, um muçulmano e sua irmã, que também tem sua cultura enraizada demais para trocá-la por outra. Suas atividades não passam despercebida de sua vizinha, nem tampouco do assistente dela, que se ressente com Johnny quando seu show, no qual personifica Elvis Presley, é dispensado da agenda de entretenimentos do bar. Assim, um encontro inocente entre Johnny e o muçulmano leva a polícia a fazer algumas investigações, as quais levantam a suspeitas de que ele seja um terrorista árabe procurado.

Ao longo da história, surgem oportunidades para os demais personagens, apresentando uma situação por episódio, algumas das quais podem não ter relação direta com Johnny, mas trazem consequências ao longo da série. O idioma predominante é o inglês, mas quando Johnny não está presente, os demais atores, todos locais, falam em norueguês. O ambiente lembra um pouco o filme Fargo, de 1996.

Lilyhammer trabalha bem o choque cultural, sem impor situações extremas. Na máfia, Johnny era responsável por dar um jeitinho nas coisas. É isso que ele faz quando chega à Noruega. Capaz de perceber oportunidades de negócios, ele as aproveita. A série pode ser vista como uma referência à forma como a cultura americana se espalha pelo mundo (muitas vezes ignorando a local), influenciando hábitos e comportamentos, moldando-os aos seus interesses.

A série já foi renovada para sua segunda temporada, que será co-produzida pelo Netflix, com oito episódios. Ainda não há previsão de estreia. Esta semana, Lilyhammer foi comprada pelo canal BBC4, da Inglaterra, que ainda não agendou sua exibição.

 

 

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03/01/2012

às 14:16 \ Séries Anos 2010-2019, Séries Noruega

Lilyhammer Chega à América Latina em Fevereiro

Steve Van Zandt em "Lilyhammer"

A série norueguesa “Lilyhammer” estreia simultaneamente nos EUA, Canadá e América Latina (incluindo o Brasil) no dia 6 de fevereiro, através do site de streaming Netflix.

Estrelada pelo americano Steven Van Zandt, da banda E Street e visto em “A Família Soprano”, a série é uma produção da empresa norueguesa Rubicon AS em parceria com a alemã SevenOne International para o canal NRK da Noruega. Apresentada a canais internacionais durante a última MIPCOM, “Lilyhammer” se transformou em uma das produções que mais chamou a atenção dos distribuidores. Os direitos de exibição internacional da série foram adquiridos pelo Netflix durante a feira.

Criada por Anne Bjornstad e Eilif Skodvin, a história apresenta Van Zandt interpretando um mafioso que, após testemunhar contra seu chefe em Nova Iorque, entra para o programa de proteção às testemunhas. A seu pedido, o governo arranja para ele uma propriedade na Noruega, onde Frank Tagliano pretende passar o resto de seus dias. O problema é que ele não muda seu comportamento ou suas intenções, criando um choque cultural com os demais moradores. O título faz referência ao nome da cidade onde Frank decide morar.

No elenco também estão Trond Fausa Aurvaag, Marian Saastad Ottesen, Steinar Sagen, Fridtjov Såheim, Sven Nordin, Anne Krigsvoll e Mikael Aksnes-Pehrson.

A primeira temporada tem oito episódios produzidos, que serão disponibilizados pelo Netflix de uma só vez. Segundo a imprensa americana, “Lilyhammer” já teria garantido sua segunda temporada, também composta de oito episódios.

03/10/2011

às 15:29 \ Eventos, Séries Noruega, Televisão

MIPCOM 2011 Inicia em Cannes

Steve Van Zandt em Lilyhammer

Realizada anualmente, a MIPCOM conta com a participação de centenas de canais e produtoras representando diversos países. Além da realização de painéis sobre diversos temas, o evento proporciona a realização de negócios como a compra e venda de séries e minisséries para exibição internacional, bem como promove novas parcerias e financiamentos para que projetos em desenvolvimentos possam garantir suas respectivas produções.

Em seu primeiro dia, a feira já garantiu alguns negócios importantes para as séries americanas. A produtora inglesa Hat Trick anunciou a venda da série “Episodes” para o canal a cabo Wowow do Japão. Este é o mesmo canal que levou as séries “Friends” e sua spinoff “Joey” para o país. Co-produzida em parceria com a BBC e o canal americano Showtime, a série estrelada por Matt LeBlanc deve estrear no Japão em novembro deste ano. Segundo a produtora, desde sua estreia em janeiro de 2011, a série já foi vendida a 180 países da África, Ásia, Europa Central e Oriental, América Latina, Benelux, além da Grécia, Israel, Rússia, Turquia, Nova Zelândia, Noruega, Portugal e Suécia.

A versão americana de “Prime Suspect” também tem despertado o interesse de canais internacionais, a despeito de sua baixa receptividade em território americano, tanto pelo público quanto pela crítica. A série estrelada por Maria Bello conquistou cerca de 6 milhões de telespectadores em sua estreia pela rede NBC, sofrendo uma queda em sua segunda semana, quando registrou cerca de 5.7 milhões. Mesmo correndo o risco de ser cancelada, a série já garantiu sua venda para mais de 30 países. Entre eles, Austrália, Nova Zelândia e Irlanda.

Outra que também está garantindo sua exibição em território internacional é “Happily Divorced“, nova série de Fran Drescher, famosa por “The Nanny”. Já renovada para sua segunda temporada, a produção foi vendida para canais da Europa, Canadá, Nova Zelândia, África e América Latina. Ainda não foram especificados quais países ou canais. A Endemol, responsável pela distribuição das produções do canal TV Land, atrelou ao pacote de “Happily Divorced” a série “The Exes“, que só estreia nos EUA em novembro.

Já a Disney Media Distribution conseguiu vender a série “Missing” para mais de 80 países, entre eles: Itália, Rússia e Ucrânia, para o canal FX; Espanha, Portugal, Europa Central e Europa Oriental, para o canal AXN; além da Espanha (Mediaset), Irlanda (RTE), Turquia (Digiturk), Suécia (Kanal 5), Noruega (TV Norge), Dinamarca (SBS), e Ásia (Fox), entre outros. Ainda não há informações de que o Brasil tenha adquirido a série, que tem previsão de estreia nos EUA para a midseason.

Estrelada por Ashley Judd, “Missing” narra as aventuras de uma ex-agente da CIA que tenta localizar seu filho, sequestrado enquanto visitava um país da Europa.

O evento não favorece apenas as novas produções. Séries e minisséries antigas também são oferecidas em catálogo para canais internacionais, que inclui a venda dos direitos de adaptação. E foi isso que a Sony garantiu para a sitcom “Um Amor de Família/Married with Children“, que terá versões na Bulgária e Israel. A primeira terá 120 episódios com produção da Viasat para o canal Nova TV; enquanto a segunda terá 50 episódios produzidos pela Keshet TV para o Channel 2.

A série que lançou os atores Ed O’Neill, Katey Sagal e Christina Applegate já teve versões para a Argentina, Armênia, Chile, Colômbia, Croácia, Hungria, Turquia, Rússia e Espanha. No Brasil foi produzida em 1999 uma versão com o título de “A Guerra dos Pintos“, pela Rede Bandeirantes.

A Sony também garantiu para a sitcom “King of Queens” sua primeira versão internacional. Um canal da Rússia produzirá 40 episódios. A série original foi produzida entre 1998 e 2007, estrelada por Kevin James, Leah Remini e Jerry Stiller, entre outros.

Mas neste primeiro momento a série que parece ter chamado a atenção é a norueguesa “Lilyhammer”, estrelada por Stevie Van Zandt, músico da banda de Bruce Springsteen, que foi visto em “A Família Soprano”, no papel do mafioso Silvio Dante. Trata-se de uma produção da Rubicon para o canal NRK da Noruega, com distribuição da empresa alemã ProsiebenSat.1, com estreia prevista para 2012.

Em “Lilyhammer”, Zandt interpreta novamente um mafioso que, após testemunhar contra seu ex-chefe em Nova Iorque, entra para o programa de proteção às testemunhas. A seu pedido, o governo arranja para ele uma propriedade na Noruega, onde Frank Tagliano pretende passar o resto de seus dias. O problema é que ele não muda seu comportamento ou suas intenções, criando um choque cultural com os demais moradores. O título faz referência ao nome da cidade onde Frank decide morar.

Com oito episódios produzidos para sua primeira temporada, a série teve seus direitos de exibição comprados pelo site Netflix, que investe em produções originais para competir com os canais da TV aberta e a cabo. Segundo Ted Sarandos, diretor de conteúdo do Netflix, a compra garante o streaming da série norueguesa em países da América Latina, além dos EUA e do Canadá.

A nova edição da feira internacional de audiovisual teve início esta manhã em Cannes, na França e será realizada até o dia 6 de outubro, contando com as presenças de diversas celebridades e empresários do ramo de vários países do mundo.

Globosat HD Estreia Novas Produções

Cena de Deep Cover

A Globosat HD é um dos canais a cabo que vem investindo cada vez mais na compra de séries e minisséries estrangeiras. O bom é que ela não se limita às produções americanas, ampliando nossos horizontes para outros países, como o Canadá, Inglaterra, França, Dinamarca e Noruega, entre outros da Europa.

Pela sua grade já passaram as séries e minisséries “Camelot”, “Spartacus: Blood and Sand”, “Spartacus: Gods of the Arena”, “Republic of Doyle”, “Braquo”, “Land Girls”, “Father & Son”, “Hope Springs”, “Above Suspicion”, “The Hunter”, “The Line”, “Criminal Justice”, “Underbelly”, Living in your Car”, “How Not to Live Your Life”, “The Silence”, “Men With Brooms” e “Collision”.

Neste mês, o canal oferece mais três títulos, um de cada país. O primeiro é “Deep Cover/Kodenavn Hunter“, minissérie Norueguesa em seis episódios com locações na Espanha, Dinamarca e Suécia, que faz sua estreia no Brasil no dia 7 de setembro, às 22h.

Escrita e dirigida por Jarl Emsell Larsen, a história apresenta o detetive Dan Westerlund (Jan Saelid), líder de uma equipe policial que trabalha infiltrada no mundo do crime. Dan ficou paraplégico depois que sofreu um acidente, o que o levou a se especializar na área de análises. Entre os membros da equipe está Gisela (Ane Dahl Torp), uma ex-estudante de enfermagem.

O grupo conta com a ajuda de policiais da Suécia, formado pelos investigadores Ingemar (Dag Malmberg) e Göran (Thomas Hanzon), e por Maria (Alexandra Rapaport), da narcóticos.

Com liberdade de agir conforme lhe for conveniente e com acesso quase irrestrito aos recursos da polícia, a equipe, conhecida como “caçadores”, sai à caça do sueco Frode (Kristoffer Joner) um mafioso que assumiu o comando do crime depois que seu irmão Jonna (Kristoffer Joner), foi condenado à prisão perpétua.

Frode é suspeito de ter ordenado o ataque a um veículo de transporte de prisioneiros na Noruega. Envolvido com drogas e com um temperamento instável, Frode é considerado um homem extremamente perigoso. Mas, durante o ataque, o irmão de Bjorn (Mads Ousdal), que trabalhava como guarda de prisão, é morto, levando o investigador da polícia de Oslo a buscar vingança. Assim, ele se une à equipe de caçadores.

Bjorn é casado com Carina (Laila Goody), uma advogada prestes a dar à luz. No elenco também está Frida Larsen (Petronella Barker), irmã do guarda morto no ataque.

A minissérie norueguesa foi exibida em seu país em 2007.

Elenco de Going Postal

A segunda produção que estreia este mês no canal é “Going Postal“, minissérie britânica da Sky1 filmada na Hungria que explora o mundo da fantasia. Exibida em 2010 em seu país, a produção estreia no Brasil no dia 10 de setembro, às 23h.

Trata-se da adaptação de Richard Kurti e Bev Doyle, ambos de “Robin Hood”, para a obra de Terry Pratchett, “Discworld”, publicado em 2004. A história é situada na cidade fictícia de Ankh-Morpork, um lugar dominado pela corrupção, a burocracia e a poluição.

A minissérie, em dois episódios de duas horas de duração, acompanha a vida de Moist von Lipwig (Richard Coyle, de “Coupling), um vigarista charmoso e extremamente profissional. Preso por roubar cerca de 150 mil dólares, ele é condenado à morte. Ao vigarista são oferecidas duas opções: morrer ou assumir o posto de chefe dos correios locais.

Lipwig escolhe a segunda opção, mas sua verdadeira intenção é fugir, ato impedido por um Golem, chamado Sr. Pump (voz de Nicholas Farrell, de “O Diário de Anne Frank), designado por Lord Vetinari (Charles Dance, de “Game of Thrones) a vigiá-lo. Assim, ele assume sua nova função. Para seu desespero, descobre que a entrega de correspondências está atrasada, o que levou a um acumulo de milhares de cartas, armazenadas no local.

Com apenas dois funcionários, Groat (Andrew Sachs, de “Casualty) e Stanley (Ian Bonar, de “Hotel Babylon”), um rapaz obcecado por alfinetes, Lipwig precisa vencer a maldição que cerca os responsáveis pelo correio e enfrentar aqueles que não desejam o serviço postal funcionando novamente.

No elenco também está Adora Belle (Claire Foy, “Upstairs, Downstairs), defensora dos direitos dos Golens, e Reacher Gilt (David Suchet, de Poirot), um empresário inescrupuloso. E ainda Tamsin Greig (Episodes), Timothy West (Bleak House), Steve Pemberton (Psychoville) e John Henshaw (South Riding)

O terceiro título é a série francesa “Mafiosa“, produção que estreia em janeiro de 2011 sua quarta e última temporada. A primeira temporada chega ao Brasil no dia 12 de setembro, às 22h.

Criada por Hugues Pagan, a história apresenta Sandra Paoli (Hèlène Fillières), uma jovem advogada criminalista que assume o comando da Máfia na Córsega depois que seu tio morre, vítima de um complô. Lidando com a corrupção policial, o tráfico e a solidão, Sandra enfrenta as traições, tanto entre os membros da própria família quanto de competidores.

A primeira temporada é composta de oito episódios, com produção do Canal + em parceria com a Image et Compagnie.

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