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Arquivo da categoria Séries Israel

17/05/2013

às 16:32 \ Remakes, Séries Anos 2010-2019, Séries Israel

‘Hatufim’ terá remake latino americano

Depois de gerar uma versão americana com o título de Homeland, a série israelense Hatufim tem seus direitos de adaptação comprados pela Pomodoro Stories, empresa da Flórida, que pretende adaptar a história para canais do México e da Colômbia. Produzida pela Keshet International, a série também teve seus direitos de adaptação adquiridos em 2012 pela Weit Media, para uma versão russa. Ainda não há informações sobre enredo e elenco.

Criada por Gideon RaffHatufim estreou em Israel em março de 2010 com uma temporada composta de dez episódios. Em outubro de 2012 foi exibida a segunda temporada, com quatorze episódios produzidos. No início deste ano, Raff disse em entrevista à revista Arte da França que está se preparando para escrever os roteiros da terceira temporada.

Com o título internacional de Prisoners of War, a série já foi exibida em diversos países da Europa, incluindo a Inglaterra, onde foi lançado o DVD da primeira temporada, com legendas em inglês. Meu review de Hatufim aqui.

A série é um drama sobre a readaptação de soldados que voltam traumatizados para a casa após uma longa ausência. Há dezessete anos, três soldados israelenses foram feitos prisioneiros durante uma missão secreta para matar um membro da Jihad. A história de Hatufim inicia quando o governo de Israel consegue finalizar as negociações de troca de prisioneiros. Terroristas islâmicos, responsáveis por um atentado à bomba que matou dezenas de cidadãos serão entregues em troca dos dois soldados israelenses que sobreviveram, Nimrod (Yoram Toledano) e Uri (Ishai Golan), bem como o corpo do terceiro, Amiel (Assi Cohen).

Ao longo da primeira temporada, a série mostra a difícil adaptação de Nimrod e Uri à rotina de suas famílias e do país. Em paralelo, eles enfrentam a desconfiança de um psicólogo militar encarregado de interrogar os dois soldados. Acreditando que eles escondem algum segredo, o Dr. Haim (Gal Zaid) pede ajuda à agente Iris (Sendi Bar) para tentar descobrir a verdade. Assim, ela se envolve romanticamente com Uri, o mais frágil dos dois soldados.

Hatufim é mais uma série israelense a fazer carreira internacional, seja com a exibição dos episódios originais ou pela produção de remakes, seguindo a carreira de outras produções a exemplo de BeTipul, que ganhou diversos remakes internacionais, entre eles um americano (In Treatment) e um brasileiro (Sessão de Terapia).

‘BeTipul’ ganha remake na Itália

Sergio Castellitto

A produção israelense BeTipul continua viajando pelo mundo através de seus remakes. A Itália é o mais novo país a aderir ao formato narrativo explorado pela série. A versão italiana será produzida pelo canal Sky Cinema em parceria com a empresa Wildside. As filmagens terão início em novembro, com previsão de estreia para março de 2013.

Segundo o Variety, o remake terá um número menor de episódios. Dos 45 produzidos para a versão original, apenas 35 episódios serão filmados para a primeira temporada da versão italiana, que terá direção de Saverio Costanzo.

Ainda não está claro, mas parece que o remake italiano não irá adaptar a história da mulher que se declara apaixonada por seu terapeuta, que nesta versão será interpretado por Sergio Castellitto. O ator e diretor é a segunda opção dos produtores que primeiro convidaram o também ator e diretor Nanni Moretti.

Castellitto será Giovanni, um psiquiatra que atende um policial trabalhando infiltrado no mundo do crime, uma dançarina traumatizada e um casal em crise. Ao final da semana, ele conversa com Anna, sua amiga, mentora e terapeuta. Quatro noites, três pacientes e dois terapeutas.

Criada por Hagai Levi, BeTipul já ganhou (pelo menos) quatorze remakes, incluindo um brasileiro. Com o título de Sessão de Terapia, a série é exibida pelo canal a cabo GNT.

‘Sessão de Terapia’ estreia no GNT

Zécarlos Machado como o Dr. Theo em 'Sessão de Terapia' (Fotos: GNT)

Sessão de Terapia, versão brasileira da série israelense BeTipul, estreia esta noite pelo canal GNT, às 22h30. Produzida pela Moonshot Pictures, a primeira temporada tem o total de 45 episódios, que serão exibidos de segunda a sexta-feira.

Criada por Hagai Levi, BeTipul se tornou rapidamente um sucesso internacional depois que a HBO produziu uma versão americana, com o título de In Treatment, já exibida no Brasil. Desde então, já foram produzidas versões para a Argentina, Canadá (em francês), Polônia, Hungria, República Checa, Holanda, Eslováquia, Sérvia, Eslovênia, Moldávia e Romênia (que estreia sua segunda temporada no dia 5 de novembro).

A grande inovação de BeTipul foi a de apresentar ao público uma hora completa de sessões de terapia. Até então, as séries de TV mostravam apenas cenas ou momentos estratégicos desse tipo de tratamento psicoterápico. Isto porque a indústria do entretenimento acreditava que o público jamais teria interesse de acompanhar uma sessão inteira, muito menos a de quatro personagens (cinco se incluir o próprio terapeuta), presos em um único ambiente onde discutem seus problemas e fobias, sem sofrer interrupções, com os rostos dos atores sendo mostrados em planos fechados na maior parte do tempo.

BeTipul provou que a indústria estava errada ou que o público de hoje já estava preparado para este tipo de produção, com uma abordagem mais intimista. Tal como ocorre com as demais adaptações da série, a versão brasileira traz a mesma proposta e praticamente o mesmo texto. As mudanças são culturais. A principal delas é o personagem Breno Dantas, interpretado por Sérgio Guizé.

Dora Aguiar (Selma Egrei), terapeuta de Theo.

No original israelense, Yadin (Lior Ashkenazi) era um piloto militar, filho de um sobrevivente do holocausto judeu, que bombardeou e matou civis palestinos que viviam em um prédio de apartamentos. Na versão americana, Alex Prince (Blair Underwood) é um piloto militar que bombardeou e matou civis durante uma missão no Iraque. Na versão brasileira, Breno é um atirador de elite da polícia que acidentalmente matou uma criança durante uma operação.

Existem outras diferenças, especialmente em relação à forma como cada ator interpreta seu personagem, bem como os cenários. Na versão brasileira, o consultório do terapeuta é mais parecido com o da produção americana que da israelense, ou seja, um ambiente menor e mais aconchegante. Na israelense, o ambiente é mais amplo.

Seguindo o mesmo formato que o original e suas versões, a série Sessão de Terapia apresentará um paciente por dia, finalizando a semana com a visita do Dr. Theo ao seu próprio terapeuta. Desta forma, quem desejar acompanhar apenas as sessões de um ou outro paciente, basta ligar no canal no dia da semana em que irá ao ar o episódio com aquele determinado personagem. Sua história é separada da dos demais.

Confiram aqui quem é quem em Sessão de Terapia.

A série inicia com a sessão de Júlia Rebelo (Maria Fernanda Cândido), anestesista de 35 anos que tem medo de manter relacionamentos. Na versão americana, a personagem chamava-se Laura Hill e era interpretada por Melissa George. Na versão israelense, ela era Na’ama (Ayelet Zurer). Confiram aqui um trecho da sessão de Na’ama (com legendas em inglês).

Fotos do elenco aqui e outras fotos aqui.

‘Hatufim’, série que deu origem a ‘Homeland’, pode ganhar nova versão internacional


Atualização (11h17): A informação divulgada à imprensa foi retificada. A Weit Media teria adquirido da Keshet International os direitos de adaptação de Hatufim e não de Homeland. O texto abaixo foi corrigido.

Tendo ganho praticamente todos os prêmios de melhor série do ano nos EUA, Homeland está ajudando a série Hatufim a ganhar uma carreira internacional. A série israelense teve seus direitos de adaptação adquiridos pela Weit Media, que tem interesse de produzir uma versão russa. Por enquanto, não existem projetos desenvolvidos, apenas a intenção.

Homeland é uma adaptação de Hatufim. No entanto, as duas diferem em sua estrutura narrativa, personagens e rumo das histórias, o que praticamente transforma Homeland em uma série original e independente. (Review da primeira temporada de Hatufim aqui).

O sucesso da série americana também está ajudando na venda internacional da produção israelense, que teve seus direitos de exibição adquiridos por canais da Austrália (SBS), Finlândia (YLE), Inglaterra (Sky Arts) e Estados Unidos (Hulu).

A empresa Arte também adquiriu os direitos de exibição da série para canais da Áustria, Bélgica, França, Alemanha, Suíça e Luxemburgo. Ainda não há nenhuma informação de que a série tenha sido adquirida por algum canal brasileiro.

A segunda temporada de Hatufim estreia em Israel no dia 1º outubro. No dia 30 de setembro, o canal Showtime começa a exibir a segunda temporada de Homeland nos EUA. A primeira temporada da série americana chega ao mercado de DVD brasileiro este mês.

Cliquem na primeira foto para ampliar. Abaixo, trailer da segunda temporada de Homeland. No segundo vídeo, trailer da segunda temporada de Hatufim.

Novos projetos e pilotos – Setembro 2012 – Parte 6

Elenco de 'Pulling', série britânica

ABC

Pulling – Projeto de Lee Eisenberg e Gene Stupnitsky que pretendem adaptar a série britânica de mesmo nome, produzida em 2006, criada por Sharon Horgan e Dennis Kelly, que atuarão como produtores executivos. A história acompanha a vida de três mulheres solteiras, na faixa dos trinta e poucos anos, que vivem juntas depois que uma delas deixou o noivo um dia antes da cerimônia de casamento. Esta é a segunda tentativa do canal de produzir uma versão americana da série inglesa. A primeira ocorreu em 2008, quando a ABC chegou a encomendar um episódio piloto para avaliação, o qual foi rejeitado. A produção é da ABC Studios e Kapital Entertainment.

Rise & Fall – Projeto de Laurie Zaks (Castle) e Tony Basgallop (Being Human). Trata-se de um thriller de ação que gira em torno do sequestro de uma importante executiva de Chicago. Seu filho se torna o principal suspeito. Para limpar seu nome, ele decide investigar o caso por conta própria. A produção é da ABC Studios em parceria com a Second Season, produtora de Laurie.

ABC Family

Terminales – Projeto de Susanna Fogel e Joni Lefkowitz que pretendem adaptar a série mexicana de mesmo título, criada por Miguel Angel Fox. Anunciado em agosto de 2011, o projeto ganhou a encomenda de um episódio piloto para avaliação. Na linha de The Big C, a história acompanha a vida de uma jovem publicitária diagnosticada com câncer em fase terminal. A produção é da Lionsgate TV em parceria com a Kapital Entertainment e com a Televisa.

Phys Ed – Projeto de sitcom criado por David H. Steinberg (American Pie 2). A história narra a vida de um ex-atleta que retorna à faculdade onde se formou para dar aula. Ele então descobre que, apesar dele ter mudado, a vida no campus continua a mesma da época em que estudava lá. O projeto ganhou a encomenda de um episódio piloto para avaliação. A produção é da Prodco Inc.

Continuing Fred  - Projeto de sitcom tradicional criado por Bill Daly (Mike & Molly) que gira em torno de Fred Harris, um jovem de preguiçoso de vinte e poucos anos, recém-formado, que encontra um propósito em sua vida quando começa a dar aulas em uma escola primária. O projeto ganhou a encomenda de um episódio piloto para avaliação. A produção é da Prodco, Inc.

CW

Embrace – Projeto de Steven Spielberg com roteiro de Bill Laurin e Glenn Davis, que adapta a obra de Jessica Shirvington, publicada este ano. Na linha de Buffy, a Caça Vampiros, a história apresenta Violet Eden, uma jovem que, ao completar 17 anos, descobre que ela e seu namorado são meio anjos e meio humanos. Seu destino é se tornar uma Grigori, protetores da humanidade contra os anjos caídos, que planejam transformar os humanos em escravos. Agora ela precisa tomar a decisão de assumir suas responsabilidades, e com elas seus poderes, ou passar o resto da vida fugindo daqueles contra quem deveria lutar. A produção é da Amblin Television, empresa de Spielberg, em parceria com a CBS TV Studios.

Fox

Vigilant – Projeto de Howard Gordon (Homeland) e Max Landis, que ficará responsável pelo roteiro. A história acompanha a vida de uma jovem de vinte e poucos anos, filha de um detetive que trabalha para o departamento dos assuntos internos da polícia. Depois que seu pai é obrigado a fazer parte da rede de corrupção que domina a instituição, ela decide assumir a identidade de uma vigilante para desmascarar os corruptos que fazem parte do departamento e de outros órgãos que dominam a cidade. A produção é da 20th Century Fox em parceria com a Teakwood Lane, empresa de Gordon.

The Brew Crew – Projeto de Kevin Biggins e Travis Bowe (Family Guy). A história narra a vida de dois irmãos com personalidades opostas, proprietários da segunda maior ceverjaria de uma pequena cidade do Oregon. A produção é da Imagine TV em parceria com a 20th Century Fox TV.

HBO

Nutshell Studies – Projeto de Guillermo del Toro, com roteiro de Sara Gran (Southland), que adapta a obra de Corinne May Botz, publicada em 2004. Situada na década de 1950, a história narra a vida de uma dona de casa que vive no interior dos EUA, onde soluciona crimes hediondos. Este é o segundo projeto recente de Del Toro para a TV. O primeiro é uma adaptação da HQ de O Incrível Hulk, que até hoje não saiu do papel, embora ainda não tenha sido rejeitada pelo canal ABC.

Elenco de 'Ta Gordin/The Gordin Cell', série israelense

NBC

M.I.C.E. – Projeto de Peter Berg (Friday Night Lights) e Sarah Aubrey, que adapta a série israelense Ta Gordin (The Gordin Cell). Pelo contrato, o canal terá de encomendar a produção de um episódio piloto para avaliação, caso contrário pagará multa. O título é a sigla para Money (dinheiro), Ideology (ideologia), Coercion (coação) e Ego (ego), utilizada para definir as razões que levam um espião a trair seu país. A série original narra a vida de Eval Gordin, um oficial condecorado da força aérea israelense que ocupa um cargo de segurança. Filho de Michael e Diana, neto de Nina e irmão mais velho de Natalia, Eyal faz parte de uma família que emigrou da ex-União Soviética em 1990. Sua vida se complica quando seus pais, ex-espiões russos, recebem a visita de seu antigo supervisor, que exige do casal a convocação do filho para substituí-los em suas atividades. Assim, Eyal vive um dilema: ser fiel à família, garantido assim a sua segurança, ou ao país que o acolheu. Se aprovada, esta será a segunda série israelense sobre segurança nacional a ser adaptada pela TV americana nos últimos anos. A primeira foi Homeland, remake de Prisoners of War. A produção é da Universal TV em parceria com a Film 44, a Keshet Media Group e a Tedy Productions (as duas últimas são as produtoras israelenses responsáveis pela série original), e o YES, canal que a exibiu em seu país.

Ali In Wonderland – Projeto de Bill Lawrence, Ali Wentworth e Liz Tuccillo, que adapta a obra autobiográfica de Wentworth, publicada este ano. Trata-se de uma comédia que gira em torno de uma jovem impulsiva que volta a morar com sua mãe autoritária e o marido dela, em Washington. Pelo contrato, o canal é obrigado a encomendar a produção de um episódio piloto para avaliação, caso contrário pagará multa. A produção é da Warner Brothers TV em parceria com a Doozer, empresa de Lawrence.

DVD Review: ‘Hatufim’, série que deu origem a ‘Homeland’

(E-D) Nurit, Talya e Yael (Fotos: Channel 2, Israel, e Arrow Films)

Criada por Gideon Raff, Hatufim estreou em Israel em março de 2010 com uma temporada composta de dez episódios. Já renovada para sua segunda temporada, a série foi exibida no Reino Unido em maio de 2012, mesmo período em que foi disponibilizada em DVD no mercado internacional, com o título de Prisoners of War.

Em 2011, a série ganhou uma versão americana com o título de Homeland, a qual também conquistou a crítica e a audiência, tendo sido indicada este ano ao prêmio Emmy de melhor série dramática. Como a maioria dos remakes americanos, Homeland também apresenta história e personagens diferentes da série original.

A grande diferença é o foco da história. Hatufim é um drama sobre a readaptação de soldados que voltam traumatizados para a casa após uma longa ausência. Homeland é um thriller de espionagem, o qual gira em torno de uma mulher traumatizada com a possibilidade de ver seu país novamente atacado por terroristas.

Tentarei ao longo do texto apontar a forma como a versão americana adaptou algumas situações e personagens da série original. Em Homeland, dois soldados foram dados como desaparecidos. Um foi resgatado e o outro é dado como morto. Em Hatufim, três soldados foram feitos prisioneiros. Dois foram resgatados e um é considerado morto. Nas duas produções, as experiências em cativeiro são mostradas através de cenas em flashbacks.

O texto abaixo contém spoilers.

Yaki aguarda o retorno de seu irmão Uri

Há dezessete anos, três soldados israelenses foram feitos prisioneiros durante uma missão secreta para matar um membro da Jihad. A história de Hatufim inicia quando o governo de Israel consegue finalizar as negociações de troca de prisioneiros. Terroristas islâmicos, responsáveis por um atentado à bomba que matou dezenas de cidadãos serão entregues em troca dos dois soldados israelenses que sobreviveram, Nimrod (Yoram Toledano) e Uri (Ishai Golan), bem como o corpo do terceiro, Amiel (Assi Cohen), que faleceu durante uma sessão de tortura.

No remake, o soldado americano é resgatado por uma força especial, que não esperava encontrá-lo. As personalidades e histórias dos soldados israelenses foram combinadas para criar Nicholas Brody (Damian Lewis), o soldado americano.

Durante a ausência de Nimrod, sua esposa Talya (Yael Abecassis) se tornou uma ativista, organizando passeatas, participando de reuniões com políticos e fazendo barulho na mídia, criando assim um movimento social para trazer os três soldados para casa. Artista gráfica, ela alimentou essa campanha com painéis, cartazes, folhetos, outdoors, camisetas e bonés que transformaram os rostos dos três soldados em heróis. Com isso, o movimento cresceu levando o governo a priorizar o resgate desses homens.

Quando os dois retornam, eles estão muito magros e fragilizados, com baixa autoestima e assustados. Bem diferente da postura de Brody que tem a aparência de um homem bem alimentado, com a atitude de alguém que está pronto para deixar o cativeiro, embora psicologicamente ele esteja alterado.

Uri e Nurit

Nimrod é o que demonstra ter um comportamento mais aberto, sociável, sorrindo de vez em quando, embora sufoque a revolta que sente pelo que passou. Antes de ser preso ele era considerado um  homem corajoso, inteligente, com capacidade de comando. Alguém que poderia seguir uma carreira na política. Algo que é sugerido para ele no final da primeira temporada, o que leva a crer  que, na segunda, ele siga este caminho. Estas qualidades foram aproveitadas para compor Brody, que já na primeira temporada começa a se envolver com o meio político.

Ao voltar para casa, Nimrod se reúne com a família: a esposa Talya e dois filhos, Dana (Yael Eytan) e Hatzav (Guy Siniki). No entanto, ele entra em constante conflito com a mulher, que assumiu uma atitude de mãe severa, cobrando de Nimrod uma atitude que ele ainda não está em condições de ter. Com isso ele passa a se sentir aprisionado dentro de sua própria casa. Embora tenha uma atitude um pouco mais sociável com estranhos, com a família Nimrod é reservado, tímido, assustado. Preferindo dormir no chão, incapaz de manter relações com a esposa, ou com quem quer que seja, ele não compartilha com a mulher seus segredos, seus temores ou seus planos para o futuro.

Sentindo-se excluída da vida do marido e por vezes considerando-o um intruso, Talya entra em conflito com seus sentimentos e com sua trajetória. Depois de anos lutando para trazer o marido para casa, ela agora não sabe como conviver com ele. A princípio paciente e tentando compreender a situação do marido, Talya vai, aos poucos, se tornando agressiva e exigente. A situação dela foi aproveitada para criar a personagem Jessica (Morena Baccarin) na versão americana. Mas, tal como Brody, Jessica também é a combinação de duas personagens da série original: Talya e Nurit (Mili Avital), ex-namorada de Uri.

Dana, a filha mais velha de Nimrod, tinha dois anos quando ele foi feito prisioneiro. Crescendo sem o pai e com a mãe dedicando todo seu tempo livre para trazê-lo de volta, ela se tornou uma adolescente rebelde. Viciada em sexo, Dana mantém relações com homens mais velhos, muitos dos quais ela não sabe nem o nome. Sarcástica, Dana costuma fazer comentários que causam embaraço para a família. Mesmo com o retorno do pai, ela não muda seu comportamento, embora prefira a companhia dele que a da mãe. Já seu irmão Hatzav não tinha conhecido o pai (a mãe estava grávida quando Nimrod foi capturado). Por isso, ele representa para o rapaz um completo estranho que se mudou para sua casa e com quem prefere não ter qualquer relacionamento.

Amiel

Enquanto isso, Uri tenta lidar com a notícia de que sua mãe faleceu alguns anos antes dele ser resgatado. Sem nunca perder as esperanças de rever o filho, ela lhe escreveu regularmente, embora as cartas nunca tenham sido enviadas. Agora estas cartas se tornaram o único elo que Uri tem com a mãe.

Quando ele foi feito prisioneiro, Uri estava noivo de Nurit que, a princípio, lutou junto com Talya para tentar trazer os soldados para casa. Mas, com o passar dos anos, ela foi perdendo as esperanças. Sem saber se Uri estava vivo ou morto, ela passou a aceitar as atenções que o irmão dele, Yaki (Mickey Leon), começou a lhe dar. Com o tempo, os dois se apaixonaram e se casaram. Desta união nasceu seu filho, Assaf (Adam Kenneth), que na volta do tio completa 13 anos.

Quando Nurit se casou, sua atitude chocou a nação. Tratada como eterna noiva de um herói, o público não aceitou o fato de que ela o traiu. Com isso, Nurit precisou lidar com a hostilidade constante do público bem como o desprezo de Talya, que não a perdoou por isso. Esta situação foi aproveitada pela produção americana na construção da personagem de Jessica, que trai o marido com seu melhor amigo embora não chegue a se casar com ele ou assumir sua relação em público. Já a rejeição de Talya à atitude de Nurit é adotada por Jessica em relação à esposa do soldado americano morto, que se cansou de esperar e se casou com outro.

Uri já sabia que Nurit não havia esperado por ele. Enquanto era prisioneiro, ele foi escolhido para dar aulas particulares ao filho do líder do grupo que o torturava. O menino, desconhecendo a situação de Uri, cria laços de amizade com seu professor. Assim, sempre que era levado à presença do menino, Uri tomava banho, trocava de roupa e se alimentava bem (o que lhe dava a oportunidade de roubar comida para Nimrod). Em uma dessas ocasiões, Uri viu um jornal de Israel no qual era divulgada a notícia do casamento de Nurit com seu irmão. Essa foi uma das torturas que sofreu. A situação de Uri com o menino foi aproveitada na série americana. No entanto, na série original, o menino não morre e nem sofre um ataque aéreo.

Os personagens que serviram como referência na construção de Carrie (Claire Danes), protagonista da série americana, são Yael (Adi Ezroni), Iris (Sandy Bar) e Haim (Gal Zaid).

Yael é a irmã de Amiel, o soldado que não voltou. Recusando-se a aceitar sua morte, ela passa a vê-lo e a conversar com ele, como se Amiel tivesse voltado junto com os outros. Com isso, ela mantém um comportamento que preocupa Ilan (Kimchi Nevo), homem que tem a função de informar as famílias de soldados seu desaparecimento ou sua morte. Apegando-se a eles, Ilan se torna amigo e confidente destas famílias, preenchendo, de certa forma, o vazio que os soldados que não voltaram deixaram.

Um hábito de Ilan foi aproveitado pelos produtores americanos na construção da personagem de Carrie. As paredes de sua casa são cobertas por artigos e fotografias de cada soldado desaparecido ou morto sobre o qual ele teve de informar. Na série americana, Carrie cobre uma das paredes de sua casa com matérias de jornal que servem de pistas para levá-la a identificar terroristas.

Em Homeland, Ilan poderia ser Virgil (David Marciano) que, embora não se envolva romanticamente com Carrie, é o homem que ela chama para lhe prestar serviços. Já a personalidade de Ilan foi emprestada à Saul (Mandy Patinkin), que age como amigo e conselheiro de Carrie.

Haid é o psicólogo militar encarregado de interrogar Nimrod e Uri, procedimento padrão para descobrir a que tipo de tortura os soldados foram submetidos e se, de alguma forma, eles foram ou não convertidos. Simpático e atencioso, Haid está convencido que os dois escondem algum segredo. Obrigados a passar alguns dias na base militar para se submeter a um programa de reabilitação, Nimrod e Uri são constantemente vigiados através de câmeras, algumas das quais estão escondidas no quarto em que eles dormem. Sem conseguir obter informações que comprovem suas suspeitas, Haid é obrigado a liberá-los. Na série americana, Carrie instala câmeras na casa de Brody e passa a vigiá-lo dia e  noite na tentativa de encontrar uma prova de que ele é um terrorista.

Enquanto estiveram na base, os soldados conversaram entre eles utilizando um código com a batida dos dedos. Algo que foi visto na série americana ao final do primeiro episódio. Assistindo Brody na TV, Carrie percebe que ele movimenta os dedos em um ritmo que parece ser um código. Na série original, Haid consegue decifrar esse código, mas não percebe nos diálogos travados entre os dois informações que comprovem suas suspeitas.

Assim, em busca de provas, ele chama Iris, uma agente especial que faz amizade com Uri, o soldado que está psicologicamente mais fragilizado e sozinho. Ela se envolve romanticamente com ele (da mesma forma que Carrie se envolveu com Brody) para tentar descobrir a verdade, mas acaba se apaixonando por Uri. Esta relação de trabalho de Haid e Iris foi aproveitada por Saul e Carrie, embora os personagens da série original não sejam amigos como na versão americana.

Nesta primeira temporada, o único segredo que os soldados parecem esconder é a forma como Amiel morreu. Os terroristas colocaram Nimrod em uma situação na qual ele precisou escolher qual dos dois amigos sobreviveria. Ele escolheu Uri. Assim, foi obrigado a torturar Amiel até a morte. Mas, nos dois últimos episódios da primeira temporada, Nimrod e Uri descobrem que Amiel ainda está vivo, convertido ao islamismo. Mesma situação vista na versão americana.

A segunda temporada de Hatufim deve girar em torno da situação de Amiel, da decisão de Nimrod de seguir carreira política, da descoberta de Uri de que estava sendo vigiado por Iris e da tentativa de Haid de provar que os dois soldados que retornaram escondem algum tipo de segredo.

(E-D) Amiel, Uri e Nimrod

A série estreou em seu país no mesmo período em que era negociada a libertação de Gilad Shalit, soldado mantido prisioneiro por cinco anos pelo grupo Hamas. Em 2011, pela troca de 1.027 prisioneiros palestinos, Shalit foi solto. Com isso, o público associou Hatufim com a história de Gilad. Alguns criticaram Gideon Raff, o autor da série, por se aproveitar da angústia de uma família para conquistar audiência com uma produção televisiva. Outros, parabenizaram Raff pela audácia em abordar um tema considerado tabu em seu país.

Em entrevista ao Jewish Journal, Raff disse que criou Hatufim quando, após viver em Los Angeles, voltou para Israel com a intenção de trabalhar com roteiros para a TV. Logo ele percebeu que existiam poucas produções que lidassem com a situação vivida pelos prisioneiros de guerra, tema constantemente abordado em jornais e em livros. Mesmo assim, essas histórias giravam em torno do trauma do cativeiro ou da obsessão das famílias em resgatarem seus parentes. Mas as dificuldades de readaptação não eram trabalhadas.

Hatufim não é melhor nem pior que Homeland. São duas produções completamente diferentes contando a mesma história, sendo que cada uma consegue explorar muito bem o gênero narrativo que escolheu. Com um ritmo mais lento e intimista, mergulhando bem mais a fundo na situação emocional e psicológica dos envolvidos, Hatufim traz um trabalho mais sensível de construção de personagens que Homeland. Talvez porque o tema seja mais próximo de Israel que dos EUA. Muito embora os americanos tenham vivido situação semelhante com a guerra do Vietnã, onde soldados foram feitos prisioneiros, voltando para casa traumatizados.

Cliquem nas fotos para ampliar.

Fernanda Furquim: @Fer_Furquim

Abaixo, trailer do lançamento da série em DVD. O vídeo traz um trecho em inglês, mas o original é falado em hebraico.

HBO prepara remake de série israelense

Em outubro de 2010, a HBO anunciou que desenvolvia um projeto para adaptar a série israelense The Naked Truth para a TV americana. Embora ainda não seja considerado um projeto descartado, até o momento o canal não encomendou a produção de um episódio piloto para avaliação. Mas a HBO parece mesmo disposta a produzir uma adaptação desta série, visto que esta semana anunciou o desenvolvimento de um projeto de série que poderá dar à The Naked Truth uma versão na Polônia, através da HBO Polônia em parceria com a produtora Armoza, responsável pela série original.

Criada por Uri e Benny Barbash, a série é um drama policial que apresenta uma equipe investigando o desaparecimento de uma jovem de 17 anos. Vinda de uma família importante, ela mantinha um diário em vídeo, participava de chats e mantinha um blog utilizando uma identidade falsa. Em sua vida amorosa, mantinha relações com três rapazes diferentes, bem como com um professor. Ao longo das investigações, os policiais percebem que cada um tinha uma percepção diferente da jovem.

Tal qual a série In Treatment, também adaptada da TV israelense, a história de The Naked Truth é quase toda narrada dentro de uma sala onde os policiais realizam os interrogatórios. Dessa forma, os episódios são centralizados nos personagens e nos diálogos.

A produção original já foi vendida a canais da Itália, Polônia, França, Holanda, Bélgica e Suíça. No vídeo abaixo, cenas da série original.

Cliquem na foto para ampliar. 

21/02/2012

às 12:19 \ Séries Israel

Séries israelenses que ganharam remakes americanos serão exibidas na Inglaterra

O canal Sky Arts da Inglaterra anunciou a compra de duas séries israelenses que ganharam versões americanas. Esta é uma oportunidade para os fãs de conhecer as séries originais, visto que, geralmente, estas produções costumam ser disponibilizadas em seguida no mercado britânico de home video.

A primeira é BeTipul, produção que deu origem à In Treatment da HBO, que tem previsão de estreia pelo Sky Arts no dia 27 de fevereiro. A série original teve apenas duas temporadas produzidas com 80 episódios, entre 2005 e 2008. Além da versão americana, BeTipul também já ganhou um remake na Romênia, produção HBO Europa Central, além de versões na Holanda, Polônia, República Tcheca, Sérvia e Eslovênia.

A segunda é Hatufim/Prisoners of War, que deu origem à Homeland, atualmente em produção para o canal Showtime.

Concebida por Gideon Raff para ser um filme, Hatufim foi transformada em minissérie quando os produtores perceberam que o conteúdo precisaria de mais tempo para ser desenvolvido. A história original acompanha a vida de dois soldados libertados após 17 anos. Agora eles precisam resgatar os relacionamentos que tinham com suas respectivas famílias e a confiança da sociedade, enquanto mantém em segredo o período em que foram prisioneiros.

A produção original tem dez episódios produzidos, com previsão de estreia na Inglaterra para o mês de maio.

08/02/2011

às 19:16 \ Remakes, Séries Anos 2010-2019, Séries Israel

Nova Série – Traffic Lights, Remake de uma Produção Israelense

Esta noite a Fox americana estreia a sitcom “Traffic Lights“. O projeto foi originalmente divulgado com este título em janeiro de 2010, mudando para “Mixed Signals” em maio de 2010, quando a série foi encomendada. A produção retornou ao título original pouco antes de sua estreia. Trata-se de uma versão americana da série israelense “Ramzor“, que em hebraico parece significar “Traffic Lights” (sinal de trânsito).

Criada por Adir Miller, um conhecido comediante israelense, a série foi adaptada para a cultura americana por Bob Fisher, roteirista de “Um Amor de Família” e produtor da sitcom “The Trouble with Normal”, cancelada com apenas uma temporada.

Segundo o Hollywood Reporter, “Traffic Lights” é uma das produções de sucesso da TV israelense, tendo ganho alguns prêmios internacionais, o que chamou a atenção da Fox, despertando seu interesse pela série. “Ramzor” já foi vendida a, pelo menos, 15 países. A produção estreou em 2008 e está em sua quarta temporada.

A história acompanha três amigos que estão em momentos diferentes de suas vidas (tal qual ocorre em “Men of a Certain Age”). Cada um representa uma luz do sinal de trânsito, daí vem o título.  Mike (David Denman, de “The Office”) representa o sinal vermelho. Ele é um advogado casado com Lisa (Liza Lapira de “Dollhouse”), com quem tem um filho. Completamente comprometido com a família e com o trabalho, ele tenta encontrar tempo para si mesmo. Uma das alternativas que ele escolheu foi passar mais tempo dentro do carro do que necessário.

O sinal amarelo é representado por Adam (Nelson Franklin), um editor de uma revista que “juntou os trapinhos” e agora vive com sua namorada, Callie (Alexandra Breckenridge, de “The Ex-List” e “Dirt”). Por não ser oficialmente casado ele é considerado como ‘meio comprometido’; o namorado que tem a opção de pular fora da relação se for necessário, sem burocracia.

Já o sinal verde é representado pelo britânico Ethan (Kris Marshall), um solteirão inveterado, ‘livre, leve e solto’, que faz o que quer, com quem quiser, na hora que desejar. Sua companhia do dia a dia é seu cão, um bulldog chamado Carl. Apesar de ser feliz com sua vida, Ethan começa a perceber que está ficando velho, o que significa que ‘no mar não tem tanto peixe’.

Com a correria do dia a dia, os três amigos costumam conversar e trocar ideias através do celular, em geral quando estão dirigindo.

Elenco da série original "Ramzor"

Por curiosidade, na série original os personagens são: Itzko (Lior Kalpon), um homem de trinta e poucos anos que gerencia a loja de mágicas de seu pai. Ele é casado com Lilach (Yael Sharoni), uma assistente social, com quem tem uma filha de sete anos.

O segundo amigo é Amir (Adir Miller), diretor de eventos de um sindicato que decide morar com a namorada Tali (Liat Har Lev); nesta versão, é ela que tem uma cadela chamada Yardena. O terceiro amigo é Chefer (Nir Levi), solteirão e imaturo que vive se metendo em encrenca.

A produção da versão americana é da 20th Century Fox Television em parceria com a Keshet Broadcasting Ltd., canal israelense. Adir Miller atua como um dos produtores executivos. O episódio piloto foi dirigido por Chris Koch (“Modern Family” e “Scrubs”).

A crítica americana não recebeu muito bem a série, considerando-a sem graça e repleta de clichês. “Traffic Lights” concorre com “V”, “NCIS: LA”, “Hellcats” e o reality “Biggest Loser”.

Fotos do elenco aqui.

19/11/2010

às 15:47 \ Pilotos de Séries, Remakes, Séries Israel

Claire Danes Estrela Novo Projeto do Showtime

Hoje, uma reconhecida atriz de cinema. Mas antes desse sucesso, Claire Danes fez seu nome na televisão ao estrelar a série “Minha Vida de Cão/My So-Called Life”, também conhecida como “Meus 15 Anos”, entre 1994 e 1995. O drama adolescente foi uma das melhores produções americanas a retratar com sensibilidade e realismo a intimidade dos jovens e seus problemas existenciais.

Mas a série foi cancelada com apenas uma temporada produzida. O principal motivo foi a decisão da atriz em deixar o elenco para investir em sua carreira cinematográfica. Ao longo dos anos, Claire atuou no teatro, em peças como “Os Monólogos da Vagina” (2000) e “Pigmaleão” (2007), e no cinema, podendo ser vista em alguns filmes de sucesso como “Romeo e Julieta” (1996) e “As Horas” (2002).

No ano passado, Claire voltou ao veículo com o telefilme “Temple Grandin”, da HBO, interpretando uma autista funcional que se forma em medicina. A atriz ganhou o Emmy por esse trabalho. Mas parece que o telefilme foi apenas o início do retorno de Claire.

Essa semana a atriz foi contratada para estrelar o piloto da série “Homeland”, projeto que está em desenvolvimento para o canal Showtime, com produção da Fox 21. Trata-se de uma versão americana da série israelense “Hatufim”, criada por Gideon Raff (Train), que teve 10 episódios produzidos. O projeto está a cargo de Howard Gordon e Alex Gansa, ambos de “24 Horas”. A direção do piloto será de Michael Cuesta, de “Dexter”.

A história da versão americana acompanha a vida de um soldado que participa da invasão do Iraque em 2003. Dado como morto, ele milagrosamente retorna aos EUA após passar anos como prisioneiro. Considerado um herói nacional, o soldado não consegue convencer uma agente da CIA (Claire Danes), que o considera um agente enviado pela Al Qaeda. Enquanto lida com seus próprios problemas psicológicos, ela passa a vigiá-lo.

Originalmente batizado com o título de “Patriots”, o projeto foi anunciado em março desse ano, quando o destino de “24 Horas” ainda não tinha sido definido. Na época, a série original estava recém estreando em Israel. Segundo a imprensa local, a produção causou muita polêmica, visto que o tema de prisioneiros de guerra era considerado tabu para o veículo, que sequer o abordava de forma superficial.

Concebida para ser um filme, foi transformada em série de TV quando perceberam que o conteúdo precisaria de mais tempo para ser desenvolvido. A história original acompanha a vida de dois soldados libertados após 17 anos. Agora eles precisam resgatar os relacionamentos que tinham com suas respectivas famílias e a confiança da sociedade, enquanto mantém em segredo o período em que foram prisioneiros.

Enquanto que o orginal parece ser um drama psicológico focado na relação familiar e social, as primeiras informações divulgadas sobre o enredo da versão americana levam a crer que a série, se produzida, dará continuidade ao legado de “24 Horas”, desta vez estrelada por uma mulher. Lembrando que a série de Jack Bauer surgiu do sucesso de “Nikita”, que também inspirou “Alias”.

A maioria das séries israelenses que são adaptadas para a TV americana tem como base seu nível de audiência e receptividade da crítica, a exemplo de “In Treatment”. Mas “Hatufim” foi comprada com base em seu roteiro, visto que o acordo foi feito antes de sua estreia.

A produção do episódio piloto, que serve para avaliar seu potencial, terá início em janeiro de 2011. Se aprovado, o projeto poderá ser transformado em série com a encomenda de novos episódios.

 

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