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Arquivo da categoria Produtores

Criador de ‘Dallas’ não está envolvido com a nova versão

David Jacobs

Em geral, quando se produz um remake de uma série, a nova versão precisa incluir o nome de seu criador nos créditos. Essa inclusão é uma obrigação exigida pelo Sindicato dos Roteiristas. A partir do momento que o autor da obra original é reconhecido nos créditos, a nova produção precisa lhe pagar um valor, o qual varia de acordo com os direitos que ele tem em relação à sua obra, podendo ser um valor fixo ou participação nos lucros.

Os canais tentam evitar a inclusão do nome do autor pois, além de não desejar pagar, o interesse deles é o de desassociar a nova versão da anterior (embora necessitem da referência para atrair os fãs da produção original). O caso mais recente, que se tem notícias, ocorreu em 2009, com o remake de V.

Assim, os canais costumam alegar que a nova produção não é um remake, mas uma nova história completamente diferente, com base em ideia ou personagens apresentados na obra original. Quando isso ocorre, o Sindicato dos Roteiristas realiza uma avaliação do projeto e dos roteiros para determinar se a nova versão reutiliza elementos suficientes da produção anterior para estabelecer se é ou não um remake.

Em meio a tudo isso, o autor costuma ser convidado pelos produtores da nova versão para atuar como consultor de roteiros. Cabe ao criador da série aceitar ou não.

Em entrevista à revista Forbes, David Jacobs, criador de Dallas, agora aposentado, disse que os produtores da nova versão não chegaram a oferecer a ele o cargo de consultor. Inicialmente, eles teriam tentando colocar o nome de Cynthia Cidre como autora da série, com base na obra criada por Jacobs. Quando o Sindicato se posicionou contra, os produtores teriam feito a Jacobs uma oferta: ele atuaria como consultor de fachada (ou seja ele receberia pelo trabalho mas suas sugestões não seriam levadas em consideração) e em troca Jacobs teria que abrir mão de seus direitos (isto significa retirar seu nome dos créditos). Quando Jacobs recusou a proposta, os contatos entre ele e os produtores da nova versão de Dallas teriam encerrado.

Assim sendo, como resultado de tudo isso, embora o nome de Jacobs figure nos créditos, ele não tem qualquer envolvimento com o processo criativo de Dallas, a nova geração, que estreia nos EUA em junho pela TNT. A série estreia no mesmo mês no Brasil pelo canal Warner.

27/03/2012

às 12:02 \ Pilotos de Séries, Produtores

Steven Bochco prepara seu retorno com ‘Evolution’

Steven Bochco

Famoso pelas séries Nova Iorque Contra o Crime, Chumbo Grosso e Nos Bastidores da Lei, o produtor Steven Bochco vem amargando fracassos nos últimos anos. Suas três últimas séries foram canceladas com apenas uma temporada produzida: Over There, Commander in Chief e Raising the Bar. Agora ele se une à produtora canadense Entertainment One para desenvolver o projeto da série Evolution.

O enredo ainda não está claro, mas parece que a história é situada três milhões de anos no futuro. A sociedade teria passado por um processo de evolução darwinista no qual os mais aptos sobreviveram. O passado se perdeu, até que uma caixa com o conhecimento da humanidade é desenterrada, levando um garoto a interpretar suas informações, o que o torna um novo líder capaz de mudar o rumo da sociedade que se formou.

Criado por Bochco e por Bryan Law, o projeto será oferecido a possíveis investidores e canais interessados durante a MIPTV, feira de audiovisual que será realizada em Cannes em abril. A intenção é produzir a série sem passar pelo episódio piloto para avaliação.

27/02/2012

às 14:53 \ Produtores, Séries Anos 2000-2009

Alan Ball deixará a equipe de roteiristas de ‘True Blood’

Stephen Moyer, Alan Ball e Anna Paquin

Postagem atualizada

Já faz algum tempo que o produtor Alan Ball vem considerando a possibilidade de se afastar ou de reduzir sua carga de trabalho com True Blood, da HBO. Hoje a Forbes informa que Ball continuará a fazer parte da equipe criativa da série, mas não será mais seu roteirista responsável.

Nem a HBO, nem Ball se manifestaram publicamente a respeito. O afastamento teria sido causado pela exaustão de Ball com o acúmulo de tarefas. No entanto, a revista sugere que também pode ser uma questão financeira, visto que produções de longa duração tendem a se tornar muito caras. Com isso, Ball teria se afastado de uma de suas funções.

Se for verdade que Ball se afastou da equipe de roteiristas, a razão mais provável pode ser sua nova série para o canal Cinemax. A produção de Banshee foi anunciada em janeiro. Na época foi dito que a série não afastaria Ball da produção de True Blood, mas nada foi dito sobre suas funções como roteirista.

Adendo: cerca de oito horas após a publicação dessa postagem, a HBO confirmou em nota oficial que, se True Blood for renovada para a sexta temporada, Alan Ball manterá apenas o cargo de produtor executivo, com o qual atuará como consultor da série. Isto significa que, além de não atuar mais como roteirista, ele também deixará o cargo de produtor responsável (showrunner).

Obra de William Faulkner é Disponibilizada para Futuras Adaptações

William Faulkner

Ele foi um dos escritores mais influentes do Século XX. Vencedor do prêmio Pulitzer, William Faulkner publicou cerca de 19 livros e 125 contos, entre outros trabalhos, cujos direitos de adaptação foram adquiridos por David Milch (Deadwood) através de sua empresa, a Redboard Productions. O acordo não inclui a adaptação de trabalhos que já tinham sido adquiridos anteriormente por outras partes.

Segundo Milch, em entrevista ao New York Times, foram meses de negociações com os responsáveis pela obra do autor, falecido em 1962. Segundo o contrato firmado entre as partes, e divulgado pela imprensa americana, Milch e Lee Caplin, executor dos bens do escritor, trabalharão juntos na adaptação da obra de Faulkner.

Para viabilizar as futuras produções, Milch firmou um acordo com o canal HBO, que terá prioridade no financiamento, produção e distribuição desses projetos. O acordo é fruto do contrato de exclusividade que Milch mantém há oito anos com o canal, o qual foi renovado este ano.

A obra de Faulkner ficou conhecida como um retrato da cultura sulista, abordando questões como preconceitos, choques culturais frente à modernidade e dilemas morais. Muitos de seus trabalhos eram situados na comunidade fictícia de Yoknapatawpha, no Mississippi, uma versão de LaFayette, município onde cresceu.

Seu primeiro livro, “Paga de Soldado/Soldier’s Pay”, foi publicado em 1926. A história narra a vida de um soldado que, retornando da guerra, é repudiado pela família, pela noiva e pelo estado.

Ao longo de sua carreira ele lançaria ”O Som e a Fúria/The Sound and the Fury” (1929), uma de suas obras mais conhecidas, “Enquanto Agonizo/As I Lay Dying” (1930), “Luz em Agosto/Light in August” (1932), “Absalão! Absalão!/Absalom, Absalom!” (1936), “Desça Moisés/Go Down, Moses” (1942) e “O Intruso/Intruder in the Dust” (1948), entre outros.

David Milch

Na década de 1930, Faulkner iniciou uma carreia como roteirista em Hollywood. Entre seus filmes estão “Uma Aventura na Martinica/To Have and Have Not”, “Caminho da Glória/The Road To Glory”, “À Beira do Abismo/The Big Sleep” e “Terra dos Faraós/Land of the Pharaohs”.

Na TV, Faulkner escreveu para teleteatros na década de 1950. Em 1958, seu livro “The Hamlet”, de 1940, foi adaptado para o cinema com o título de  ”O Mercador de Almas/The Long Hot Summer”, estrelado por Paul Newman. Entre 1965 e 1966, a TV adaptou essa obra para o formato seriado. “The Long Hot Summer” foi estrelada por Roy Thinnes (Os Invasores), no lugar de Newman. A produção ganharia um remake em 1985, com Don Johnson no papel principal.

Milch elege “Absalão! Absalão” como seu favorito. A história é narrada em flashbacks por Quentin Compson, personagem visto em outras obras de Faulkner. Ele conta a vida de Thomas Sutpen, um homem nascido pobre e que sonha em subir na vida durante o período pré e pós Guerra Civil.

O produtor ainda não definiu qual trabalho de Faulkner será adaptado primeiro. No momento ele está à caça de roteiristas e diretores com os quais possa se aliar para avaliar o conteúdo disponível para, somente então, definir o desenvolvimento de um projeto, que poderá ser adaptado no formato série, minissérie ou filme.

08/08/2011

às 17:32 \ Produtores, Televisão

Starz e BBC Fazem Acordo de Co-Produção

Esta semana a imprensa americana divulgou a notícia de que o Starz, canal a cabo americano, fechou um acordo com a BBC Worldwide Productions para desenvolver e co-produzir novas séries.

As duas empresas já trabalharam juntas no desastre que é a quarta temporada de “Torchwood”, com o subtítulo de  ”Miracle Day”, produção que destruiu a série inglesa. Por ter começado com o pé esquerdo, o acordo não traz grandes expectativas para o futuro. Vamos torcer para provarem o contrário.

A intenção do Starz com esse acordo é produzir mais de 100 horas de programação original, com um investimento que, segundo a imprensa, será de cerca de 300 milhões de dólares. Em 2010 o canal Starz teria investido cerca de 685 milhões dólares em suas produções, o que seria o equivalente a um terço dos gastos da HBO. Já a BBC Worldwide deve buscar parceiros internacionais para cumprir com a parte financeira do acordo.

Segundo nota oficial distribuída à imprensa, as séries criadas e produzidas em parceria entre as duas empresas serão exibidas com exclusividade pelo Starz, em território americano. A distribuição para o Canadá será da Anchor Bay; para os demais países, os produtos serão oferecidos pela BBC Worldwide. A distribuição em outras mídias (como DVD e Blu-Ray) será da Starz Digital Media.

Independentemente do acordo, o Starz continuará a investir em produções próprias, podendo se associar a outras empresas.

Entre as novas séries em produção para o canal estão: “Boss“, da Lionsgate em parceria com a Grammet Productions, que estreia nos EUA no dia 21 de outubro; “Magic City“, produção da Ensemble Development em parceria com a Media Talent Group, com previsão de estreia para 2012; “Noir“, série recém encomendada (não foram divulgados ainda os nomes das empresas produtoras),  “World Without End”, minissérie que dá sequência à “Os Pilares da Terra”; produzida pela Scott Free Productions, Take 5 Productions e Tandem Communications, com previsão de estreia para o ano que vem.

O canal Starz é um canal a cabo lançado em 1994, que atualmente registra cerca de 18.8 milhões de assinantes.

A BBC Worldwide, subsidiária da BBC inglesa, mantém nos EUA o canal a cabo BBC America, com cerca de 68 milhões de assinantes. Este canal passará a investir em uma programação original a partir de 2012. Em julho foi anunciada a encomenda da série “Copper”. O acordo com o Starz dá liberdade à BBC Worldwide de continuar produzindo em associação com outras empresas e canais.

13/07/2011

às 12:05 \ Processos e Prisões, Produtores

Glen A. Larson Processa a Universal

Glen A. Larson em 2004

Processos movidos por atores e produtores contra estúdios de TV e cinema já se tornaram recorrentes. Os motivos são sempre os mesmos: a alegação de que os estúdios não pagam devidamente os valores estipulados em contratos dos lucros obtidos pelas reprises de séries e pela venda de produtos agregados.

A ação de Glen Larson contra a Universal é o caso mais recente. O produtor foi um dos ‘midas’ da década de 1970 e 1980. Responsável por criar e produzir séries como “O Homem de Seis Milhões de Dólares”, “A Mulher Biônica”, “Battlestar Galactica”, “Buck Rogers”, “A Supermáquina”, “Automan”, “Duro na Queda” e “Magnum”, entre outras, Larson entrou com um processo contra o estúdio na Suprema Corte de Los Angeles na última terça-feira, dia 12 de julho.

Segundo o Hollywood Reporter, que teve acesso ao processo, Larson acusa a Universal de fraude, quebra de contrato, enriquecimento sem causa, declarações negligentes e práticas comercias desleais. O produtor afirma que a Universal nunca lhe apresentou um relatório dos lucros de suas séries. Este tipo de acusação também foi feita por Jack Klugman contra o mesmo estúdio (as partes entraram em acordo em 2010); por Mike Connors contra a Paramount; pelo elenco de Happy Days contra a CBS; por Don Johnson contra a Rysher Entertainment; pelos criadores de Hanna Montana contra a Disney; da herdeira de William Dozier contra a Fox, entre outros. O que leva a crer ser esta uma prática comum dos estúdios.

As séries de Larson foram co-produzidas pela Universal e por sua empresa, a Larson Productions. No processo, ele afirma que ‘enquanto a Universal recebe os lucros das séries, a Larson Productions fica com o déficit’.

Em resposta às acusações, representantes da Universal divulgaram um comunicado que se tornou padrão dos estúdios nesses casos: ‘estamos surpresos com o processo aberto pelo Sr. Larson pois ele vem sendo bem recompensado por seu trabalho com as séries da Universal. O Sr. Larson não solicitou nenhuma auditoria ou apresentou qualquer queixa ao estúdio antes de mover a ação judicial. Ainda não estamos a par das cláusulas do processo’.

No processo, Larson pede o pagamento do valor devido e a apresentação dos registros contábeis relacionados às suas séries.

30/06/2011

às 18:13 \ Produtores, Versão Cinematográfica

Rod Serling Poderá Ter Filme Biográfico

Rodman Edward Serling, mais conhecido como Rod Serling

Esta demorou, vamos torcer para que se concretize!

Para a nova geração de fãs de séries, “Além da Imaginação” é mais famosa que seu criador, Rod Serling, que ao longo dos anos foi, de certa forma, eclipsado por Gene Roddenberry, criador de “Jornada nas Estrelas”, um nome mais conhecido pelo público atual.

Mas muito antes de Roddenberry sequer sonhar em ter sua própria série, Serling já fazia nome na TV através dos teleteatros. Com uma carreira bem sucedida e cansado de ver seus textos censurados e reescritos, Serling trocou os teleteatros pela ficção científica.

Com “Além da Imaginação”, produzida entre 1959 e 1963, ele elevou o conceito de ficção científica da TV que, até então, era explorado por séries infantis, com algumas exceções mal sucedidas. Ao explorar situações políticas e sociais dentro do gênero,  a série conquistou o reconhecimento crítico, fazendo surgir outras produções na mesma linha.

Praticamente todos os temas relacionados à condição humana x as mudanças sociais foram explorados na série, utilizada como referência para futuros roteiristas de TV, até os dias de hoje. Assim, Serling foi transformado no ‘pai da ficção científica na TV’.

Ele bem que tentou ir para o cinema, mas seus trabalhos nessa área limitam-se a poucos roteiros. Entre eles, o mais conhecido é a adaptação de “O Planeta dos Macacos”, produção de 1968, do livro de Pierre Boulle. Mas o roteiro ficou tão longo que precisou ser reescrito por Michael Wilson para encurtar o tempo de duração.

Após anos ‘esquecido’ pela mídia, Serling é resgatado por Andrew Meieran, através da produtora Bureau of Moving Pictures, que adquiriu os direitos de produção da biografia de Serling. Segundo o site Deadline, o roteiro do filme está a cargo de Stanley Weiser, de “Wall Street”. A co-produção é de Carol Serling, viúva de Rod.

O filme deverá iniciar com o período em que Rod atuou como paraquedista e boxeador durante a 2ª Guerra Mundial. Ele também fez parte de um esquadrão de demolição nas Filipinas. Suas experiências na guerra deixariam no futuro escritor marcas profundas sobre o valor da vida e a proximidade da morte, temas constantemente explorados por Serling em seus roteiros.

Fumante inveterado, sedentário e apreciador de carne vermelha, Serling teve problemas cardíacos o que o levou a passar por uma cirurgia em 1975 para implantar um marcapasso. Infelizmente, o produtor e roteirista não resistiu à operação, vindo a falecer aos 50 anos de idade. Na época, ele já estava afastado da TV, atuando como professor universitário, dando aulas de roteiro.

10/06/2011

às 10:49 \ Produtores, Remakes, Séries Anos 2000-2009

Produtor de The Office Renova Contrato por Mais Três Anos

O futuro da série ainda é incerto, visto que seu protagonista, Steve Carell, deixou o elenco de “The Office” no final desta temporada. Seu substituto ainda não foi escolhido. Os primeiros episódios da oitava temporada deverão, justamente, explorar esta situação: quem irá ficar no lugar de Michael.

Embora ainda existam dúvidas de que a série consiga sobreviver sem Carell, a Universal aposta que “The Office” continuará a ser produzida por, pelo menos, mais três anos. Este é o período que foi estabelecido em contrato entre o estúdio e o produtor e roteirista Paul Lieberstein, que também faz parte do elenco da série, interpretando o personagem Toby Flenderson, diretor do departamento de Recursos Humanos.

Isto não significa que “The Office” já esteja renovada para mais três temporadas. Apenas que, caso ela continue a ser produzida, o produtor já está comprometido em continuar com a série. Caso a produção seja cancelada, o contrato prevê que Lieberstein desenvolva novos projetos para o estúdio.

09/06/2011

às 10:24 \ Biografias, Falecimentos, Produtores

Leonard B. Stern (1923-2011)

Leonard Stern em 2000

Roteirista e produtor de séries como “Agente 86″ e “Casal McMillan”, Leonard Stern faleceu aos 87 anos de idade, no dia 7 de junho, vítima de parada cardíaca. Segundo sua nora Laura Stern  à imprensa, o produtor esteve enfermo nos últimos 15 meses.

Nascido no dia 23 de dezembro de 1923, em Nova Iorque, Leonard iniciou sua carreira como jornalista de uma publicação estudantil de humor. Depois de contribuir com roteiros, diálogos e argumentos para algumas produções do rádio e do cinema, Stern chegou na TV em 1953, onde começou como roteirista de esquetes de humor para o programa “The Jackie Gleason Show”.

Entre as esquetes de maior sucesso estava “The Honeymooners”, sobre um motorista de ônibus e sua esposa que lutavam para sobreviver com o baixo salário. Em 1955, a CBS transformou as situações apresentadas em seis minutos em uma série de TV de meia-hora. Com a mudança, Stern se tornou um dos principais roteiristas da sitcom, que foi produzida ao longo de uma temporada.

Ao longo dos anos, Stern passou a escrever e produzir séries que ele criou ou foi co-autor, como “I’m Dickens, He’s Fenster”, “Run Buddy, Run”, “He & She”, “The Snoop Sisters”, “The Governor and J.J”, “Holmes & Yoyo” e “Jogo de Damas/Partners in Crime”, entre outras.

Cena de Agente 86 na qual Max e o chefe utilizam uma versão portátil do cone do silêncio

Mas foi com “Agente 86″ e “Casal McMillan” que Stern ficou conhecido entre os fãs de série no Brasil.

Em 1964, ele se tornou um dos sócios da Talent Associates, ao lado de David Susskind e Daniel Melnick, produtora da série “Agente 86″, criada por Mel Brooks e Buck Henry.

Oferecida ao canal ABC como uma sátira a James Bond, o canal encomendou a produção do episódio piloto. Mas ao ler o roteiro os executivos da ABC consideraram a série antiamericana, por apresentar uma trama na qual o vilão planeja explodir a estátua da Liberdade. Assim, o canal descartou o projeto que foi resgatado pela NBC, onde “Agente 86″ estreou em 1965.

Em 1969, o canal cancelou a série, que então foi novamente resgatada, desta vez pela rede CBS, que produziu mais uma temporada. No entanto, a trama foi alterada ao casar o agente 86 (Don Adams) com a 99 (Barbara Feldon), trazendo para a história algumas situações domésticas. Entre elas, o nascimento de filhos gêmeos. Registrando baixa audiência, “Agente 86″ foi cancelada em 1970.

Stern retornaria ao universo de “Agente 86″ em 1989, quando escreveu e produziu o telefilme reunion “Agente 86…de Novo?!?/Get Smart Again”. Segundo Buck Henry ao The Times, além de contribuir com roteiros Stern também foi o responsável por criar a abertura e o encerramento dos episódios da série. “Sempre que eu emperrava em alguma situação”, disse Henry, “eu buscava a ajuda de Stern que sempre vinha com uma ideia ridícula, mas que funcionava, para dar continuidade à história”.

Rock Hudson e Susan Saint James em "Casal McMillan", 1971

Em 1971, Stern criou “Casal McMillan”, série policial estrelada por Rock Hudson e Susan Saint James, que buscou apresentar um casal solucionando crimes. Mas, ao contrário do que aconteceria em “Casal 20″, na qual temos uma dupla atuando no mesmo nível nas investigações, em “Casal McMillan” temos Stewart McMillan, chefe de polícia de São Francisco, que costuma receber ajuda de sua esposa, Sally.

Produzida para ser exibida dentro do programa “Os Detetives”, a série era intercalada com “Columbo”, “Banacek” e “McCloud”.

Em 1976, Susan deixou o elenco da série. Sua personagem foi morta em um acidente de avião, deixando o marido viúvo, dando continuidade ao seu trabalho na polícia. “Casal McMillan” foi cancelada em 1977.

Na década de 1990, Stern afastou-se da televisão, passando a se dedicar a sua editora, a Price/Stern/Sloan, pela qual publicou alguns de seus livros, como “Dear Attila the Hun” e “A Martian Wouldn’t Say That!”. A empresa foi vendida em 1996 para a Puttman editora.

Nessa época, Stern criou a Tallfellow and Smallfellow Press, editora com a qual passou a publicar livros de autores novatos. Nos últimos anos, Stern atuava como membro da diretoria do Producers Guild of America e da The Caucus for Producers, Writers and Directors.

Em 1953, em parceria com Roger Price, Stern criou o jogo “Mad Libs”, que consiste em pessoas criarem uma lista de palavras, as quais terão que ser utilizadas no desenvolvimento de uma história a ser contada. O jogo foi transformado em livro quando, ao longo dos anos, Stern publicou cerca de 70 volumes, com histórias que trazem algumas palavras em branco.

Na época, Stern era um dos roteiristas do humorístico “The Steve Allen Show”, que passou a utilizar o jogo para introduzir seus astros convidados. Antes de chamar ao palco a celebridade da noite, Steve Allen pedia ao público presente que sugerisse palavras e verbos aleatoriamente. Fazendo uso deles, Allen chamava seu convidado. Foi assim que, em uma determinada noite, ele introduziu Bob Hope dizendo: “E aqui está o cintilante Bob Hope, conhecido pela música “Thanks for the Communist”. Na época, Hope era conhecido por cantar a música “Thanks for the Memories”.

Desde 1956, Stern era casado com a atriz Gloria Stroock, que interpretou a secretária de McMillan. O casal teve dois filhos, Michael e Kelly. Ao longo de sua carreira, Stern ganhou três prêmios Emmy, dois Golden Globes e um Peabody.

Abertura de “Agente 86″, criada por Leonard Stern:

http://www.youtube.com/watch?v=ElqZms_SUjg

Bellisario Processa CBS Pelos Lucros de NCIS: LA

Don Bellisario é um produtor que começou a fazer sucesso na década de 1980, com séries como “Águia de Fogo”, “Magnum” e “Contratempos/ Quantum Leap”, série de ficção científica que se tornou cult. Na década de 1990, ele ofereceu ao público a série “JAG”, produção que gerou a spinoff “NCIS”, a qual, por sua vez, gerou seu próprio ‘filhote’: “NCIS: LA”.

Bellisario se afastou da produção de “NCIS” em 2007, quando Mark Harmon ameaçou deixar o elenco da série. Assim sendo, ele não chegou a participar do desenvolvimento do projeto de “NCIS: LA”, que estreou nos EUA em 2009, trazendo o nome de Shane Brennan como seu criador.

Por ser uma criação com base em sua obra, a CBS teria que lhe pagar sua parte nos rendimentos. Mas, segundo Bellisario, a CBS não considera “NCIS: LA” uma spinoff, embora tenha sido divulgada como tal. Assim sendo, depois de tentar resolver o problema diretamente com os representantes do estúdio, o produtor decidiu abrir um processo contra a CBS na Suprema Corte de Los Angeles.

Don Bellisario (Foto: Giulio Marcocchi/Getty)

Segundo Bellisario, ele tem o direito contratual de participar do processo criativo e dos lucros de qualquer spinoff, remake, versões internacionais ou cinematográficas, continuações, telefilmes ou minisséries com base em suas produções.

Apesar de ainda estar em sua segunda temporada, “NCIS: LA” já teve os primeiros episódios vendidos pelo estúdio a canais regionais (syndication) para exibição em reprise. Segundo o site Deadline, o estúdio estaria recebendo o valor de 2.3 milhões de dólares por episódio em syndication e cerca de 1.5 milhões por episódio na venda internacional.

O produtor pede o pagamento da percentagem que lhe caberia mais uma compensação pela falta de pagamento. A imprensa americana acredita que este valor chegue a 150 milhões de dólares.

Em resposta às acusações, a CBS TV Studios afirmou que Don Bellisario não tem qualquer direito sobre a produção ou os lucros de “NCIS: LA”.


 

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