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Arquivo da categoria Processos e Prisões

Produtor de ‘Anger Management’ é processado por quebra de contrato

A série ainda não estreou e já é alvo de processo. Jason Shuman, da empresa Blue Star Entertainment, entrou com um processo contra o produtor Joe Roth alegando ter participado do desenvolvimento do projeto de adaptar o filme Anger Management para o formato seriado. No entanto, quando Charlie Sheen se associou à produção, Roth teria afastado Shuman da equipe. Agora, o produtor pede cerca de 50 milhões de dólares de compensação.

Segundo o Hollywood Reporter, Shuman e sua empresa foram contratados em 2008 por Roth para avaliar o catálogo de filmes da Revolution, empresa formada por ele em 2000, em busca de um projeto que pudesse ser resgatado no formato remake, sequência ou adaptado para a TV. Shuman selecionou Are We There Yet, filme adaptado para o formato seriado, atualmente em exibição na TV americana. O acordo financeiro que foi estabelecido não teria agradado Roth, que recebeu a promessa de ser recompensado com o próximo projeto que a empresa desenvolvesse no mesmo formato.

O novo projeto foi Anger Management, o qual Shuman teria ajudado a desenvolver ao longo de um ano e meio. Seu trabalho consistia em desenvolver personagens e de participar de reuniões com atores, roteiristas e executivos. Em 2010, Shuman e William Sherak, outro produtor que não faz parte do processo, estabeleceram um acordo que definia suas respectivas participações como produtores e roteiristas. Mas, em 2011, Roth teria afastado Shuman do projeto sem apresentar uma justificativa. Shuman teria descoberto através da imprensa que o projeto para o qual ele trabalhara estava agora em desenvolvimento para marcar o retorno de Charlie Sheen à TV, com o estúdio Lionsgate à frente da produção.

O produtor Joe Roth ainda não se manifestou publicamente a respeito do processo.

Acusada de plágio, ‘Touch’ faz sua estreia mundial

A nova série de Tim Kring (Heroes) estrelada pelo ator Kiefer Sutherland (24 Horas) terá estreia mundial esta noite, incluindo o Brasil, onde será exibida pelo canal Fox a partir das 22h. Nos EUA, o segundo episódio será apresentado no dia 22 de março, quinta-feira, dia da semana em que Touch terá novos episódios. No Brasil, o segundo episódio será exibido apenas no dia 26 de março, próxima segunda-feira, dia da semana em que o canal Fox programou para exibir a série.

Com treze episódios encomendados para sua primeira temporada, Touch fez sua pré-estreia nos EUA no final de janeiro, quando registrou a média de 12 milhões de telespectadores, com 3.9/10 de rating/share entre o público alvo do anunciante, faixa etária entre 18 e 49 anos.

Vendida a mais de 100 países, incluindo a China, a série é a grande aposta do canal Fox para a atual temporada, depois dos fracassos de audiência de Terra Nova e Alcatraz, duas produções que estrearam na Temporada 2011-2012. A expectativa é tanta que o estúdio chegou a suspender a produção da versão cinematográfica de 24 Horas, prevista para ter início em abril, alegando que, além dos problemas de orçamento, as filmagens poderiam atrasar a liberação do ator para a produção de uma segunda temporada de Touch.

Pelo piloto, Touch não consegue preencher as expectativas geradas. Nem tanto por sua proposta, mas por seu roteiro fraco, repleto de explicações, que se apóia no melodrama, conduzindo a opinião do telespectador.

Touch explora a visão sentimentalista de situações que abordam questões humanas. A ideia é estimular o telespectador a aproveitar a maneira como o mundo está interligado para auxiliar o próximo.

Para tanto, a série cria um ambiente de mistério, que não exige uma conclusão, como forma de manter o interesse do público na história. Mas se tirarmos isso, Touch nada mais é que a continuação de produções como O Homem que Veio do Céu ou O Toque de um Anjo.

Kiefer interpreta Martin Bohm, um ex-jornalista que perdeu a esposa nos ataques do 11 de setembro. Desde então, ele vem realizando diversos trabalhos, em diferentes áreas, sem se prender a nenhum.

Atualmente, ele  trabalha no setor de bagagens do aeroporto internacional de Nova Iorque. Martin tem um filho autista, Jake (David Mazouz), com quem é incapaz de se comunicar. Sem pronunciar uma única palavra e ter aversão ao toque humano, Martin demonstra interesse por aparelhos eletrônicos, em especial celulares, e por números. Seu comportamento se torna perigoso quando ele passa a escalar torres de telefonia móveis. Em função disso, Martin recebe a visita de Clea (Gugu Mbatha-Raw, de Undercovers), uma assistente social encarregada de avaliar sua capacidade de cuidar de Jake.

Logo Martin percebe que Jake é capaz de se comunicar a através de números, o que o leva a buscar ajuda do professor Arthur DeWitt (Danny Glover), um homem que explica a Martin como funciona o sistema de números utilizado por seu filho: eles prevêm o futuro próximo de pessoas espalhadas pelo mundo, que estão em busca de algo ou alguém. Assim, Martin decide ajudar essas pessoas, apesar de não conhecê-las.

O mesmo tema já foi explorado com sucesso na década de 1980 com a série Contratempos/Quantum Leap, na qual um viajante do tempo utilizava a teoria da física quântica para ajudar pessoas em diferentes épocas e lugares a mudarem seus respectivos futuros.

Touch já estreia com uma acusação de plágio. O autor Everett Hallford acusa Kring, Sutherland (que é produtor executivo da série) e as empresas produtoras de infringirem os direitos autorais de seu livro, Visionary, publicado em 2008. Halford entrou com um processo na corte federal esta semana.

Halford aponta diversas similaridades que a série teria com seu livro, entre elas, a presença de um menino autista capaz de compreender a interconectividade de todas as coisas, de se comunicar através de código criptografado e de prever o futuro, bem como a presença de um jornalista que sofre com a perda da esposa.

Esta é a segunda vez que Kring é acusado de plágio. Em 2010, Jazan Wild processou o roteirista e produtor (através de sua produtora, a Tail Wind) acusando-o de ter copiado sua novela gráfica Carnival Souls na série Heroes.

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Mais um projeto de série é ameaçado de processo

Cartaz do filme de 1967

Em setembro de 2011, o canal NBC anunciou sua intenção de adaptar o livro O Vale das Bonecas/Valley of the Dolls, obra de Jacqueline Susann publicada em 1966.

O projeto está a cargo dos estúdios da 20th Century Fox que comprou os direitos de adaptação do livro na década de 1960 para produzir o filme lançado em 1967, estrelado por Patty Duke e Sharon Tate, que gerou uma sequência em 1971 com o título de De Volta ao Vale das Bonecas/Beyond the Valley of The Dolls. Mas o contrato expirou em 1994, segundo informou o Hollywood Reporter.

Neste mesmo ano, a New World Entertainment adquiriu os direitos de adaptação do livro para a TV, produzindo uma novela noturna que teve um total de 65 episódios, exibida em canais regionais.

Em 1998, a Fox fez um acordo limitado com a Tiger LCC, que detém os direitos do livro, para a produção de um novo filme, o qual poderia ser um remake ou sequência. O filme nunca foi produzido, mas a Fox manteve o acordo. Agora, o estúdio alega que o projeto de série se enquadra no termo remake do filme, o que é contestado pela Tiger.

O projeto não chegou a ganhar da NBC a encomenda de um episódio piloto para a temporada 2012-2013, mas ainda não teria sido descartado pelo canal para a temporada seguinte. Com isso, criou-se um problema para a Tiger que, além de ter interesse em explorar o franchise com outras empresas, também planejava desenvolver seu próprio projeto de série.

Cartaz do filme sequência de 1971

O livro é um retrato de Hollywood na década de 1940. Escrito por uma aspirante a atriz na época, O Vale das Bonecas explora temas como sexo, drogas e cirurgias plásticas para narrar 20 anos da vida de três mulheres que trabalham no showbiz. O projeto da Fox para a NBC está a cargo de Lee Daniels (diretor do filme Preciosa).

Segundo o Hollywood Reporter, a Tiger LCC já teria entrado com um processo contra a Fox acusando-a de quebra de contrato e violação de direitos autorais. O estúdio não fez comentários sobre o caso.

Acostumados a adaptar livros, filmes e outras produções, os canais estão sujeitos a todo tipo de processo. Seja na hora de desenvolver projetos ou mais tarde, quando eles são transformados em séries. Para esta próxima temporada dois projetos se tornaram alvos de possíveis processos.

O primeiro foi Elementary, projeto de série da CBS que ganhou a encomenda de um episódio piloto. A intenção é adaptar Sherlock Holmes, de Arthur Conan Doyle, para os dias de hoje.

A obra já pertence ao domínio público, mas visto que a BBC produz a série Sherlock, que traz o personagem para a Londres dos dias atuais, o canal chegou a sofrer ameaça de processo, caso se comprovasse a reprodução de ideias vistas na série da BBC.

O segundo projeto ameaçado de processo, que se tenha notícias, foi Quean, também da CBS, que tinha encomendado a produção de um episódio piloto para avaliação. Mas, segundo divulgado à imprensa, para evitar o processo o projeto foi descartado pelo canal. Tendo em vista a quantidade de séries bem sucedidas que estão na grade do canal, e tendo dezessete pilotos em produção, a CBS pode ter achado que não valia a pena entrar em uma disputa em função desse.

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Atriz de Família Buscapé Ganha Processo Contra a Mattel

Donna Douglas na década de 1960

A Mattel é a empresa responsável por colocar no mercado a boneca Barbie que, além de manter sua linha tradicional, também estrela coleções especiais. Entre elas, a Hollywood Collection, pela qual reproduz personagens famosos do cinema e da TV.

Desta forma, já foram lançadas bonecas Barbie de “I Love Lucy”, “A Feiticeira”, “Jeannie é um Gênio” e “Os Monstros”, entre outras. Mas quando a Mattel lançou uma boneca Barbie que retrata a personagem Elly May Clampett, da série “A Família Buscapé”, interpretada por Donna Douglas na década de 1960, a atriz decidiu mover um processo.

O problema é que a empresa não tinha a autorização de Donna para explorar sua imagem. O processo, iniciado em maio de 2011, foi movido contra a Mattel e a CBS Consumer Productions Incorporation, que lucrou com a venda da boneca.

A boneca Barbie que retrata Elly May

As empresas se defenderam com a alegação de que não precisavam da autorização da atriz, já que a CBS detém os direitos autorais da personagem.

Visto que a Barbie que foi lançada retrata a figura da personagem, Donna não teria qualquer direito sobre os lucros da venda. Detalhe: a caixa na qual a Barbie era vendida trazia fotos de Donna caracterizada como Elly May. É público e notório que atores de séries costumam assinar um contrato com os estúdios o qual lhes garantem percentagem de lucro na venda de produtos que levam seus nomes ou imagem.

No dia 27 de dezembro, um juiz determinou que as empresas compensassem a atriz. O valor do acordo não foi divulgado.

“A Família Buscapé” foi produzida entre 1962 e 1971, período no qual Donna interpretou Elly May, uma jovem ingênua e rica que se muda para Beverly Hills com a família, depois que seu pai encontra petróleo em sua propriedade. Ao longo de oito temporadas, a série figurou na lista das 20 mais populares da década de 1960.

Em 1981, foi produzido um telefilme que reuniu os atores da antiga série. Em 1993, a produção ganhou uma versão cinematográfica, na qual a personagem foi interpretada por Erika Eleniak, ex-coelhinha da Playboy que ficaria conhecida por “Baywatch”.

Além de “A Família Buscapé”, Donna Douglas também teve participações especiais em séries como “Corda Bamba”, “Robert Taylor, o Detetive”, “Impacto”, “Rota 66″, “77 Sunset Strip”, “Xeque Mate”, “100 Homens Marcados”, “Os Aquanautas”, “Dr. Kildare”, “Além da Imaginação”, “Galeria do Terror”, “O Jogo Perigoso do Amor”, “Projeto U.F.O.” e “Casal McMillan”. Os fãs de Elvis Presley devem se lembrar dela no filme “Entre a Loira e a Morena”.

Atualmente com 78 anos de idade, Donna Douglas vive sua aposentadoria em Baton Rouge, Louisiana.

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Autor de Sons of Anarchy Ganha Processo


Em junho de 2010 Chuck Zitto, líder do New York City Hells Angel, um clube de motoqueiros, e ator da série “Oz”, entrou com um processo contra Kurt Sutter e o canal FX sob a alegação de que a série “Sons of Anarchy” tinha sido criada com base em ideias desenvolvidas por ele em outro projeto, apresentado ao FX em 2004.

Este projeto recebera o nome de “Nomads”. Mas mesmo depois de alterar seu título para “The Wild Angels”, a série não chegou a ser aprovada pelo canal. Esta semana, segundo o Hollywood Reporter, o Superior Tribunal de Los Angeles deu a Sutter e ao FX ganho de causa.

Segundo o juiz que analisou o caso, embora o tema seja o mesmo o desenvolvimento é outro. Além disso, ele teria levado em consideração o fato de que o projeto de “Sons of Anarchy” foi oferecido primeiro para os canais HBO e AMC, antes de chegar às mãos do FX. Este último ficou com a série por ter feito a Kurt Sutter a melhor oferta.

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Criadora da Sitcom Reba Processa a Fox

A sitcom foi produzida entre 2001 e 2007, com um total de 125 episódios. Estrelada pela cantora country Reba McEntire, a série apresentava a vida de uma mulher divorciada que precisa manter um bom relacionamento com o ex-marido e sua nova esposa, bem como seus próprios filhos, cada um passando por diferentes fases de suas respectivas idades.

Criada por Allison Gibson, a série foi produzida pela 20th Century Fox e exibida nos EUA pelo antigo canal WB. A última temporada foi ao ar pelo CW.

Depois de desenvolver o projeto e atuar como produtora da primeira temporada, Gibson deixou a série durante os preparativos para a segunda temporada. No entanto, seu contrato previa o pagamento de 10% dos lucros da série.

Tendo recebido a parte que lhe cabe até 2008, Gibson entrou com um processo contra o estúdio alegando que a Fox reduziu o valor de sua porcentagem. Segundo Gibson, os 10% estabelecido em contrato foi reduzido pelo estúdio para 7.5%. A justificativa dada seria o fato de que ela deixou a produção da série. Pelas regras do Sindicato dos Roteiristas, o criador de uma série tem o direito ao lucro de sua criação estando ou não diretamente ligado ao processo de sua produção.

Esta é a segunda vez que Gibson processa a Fox. Em 2006, ela entrou com um processo contra o estúdio exigindo uma auditoria em torno dos pagamentos de “Reba”. Gibson, que perdeu o processo, recorreu. Segundo o Hollywood Reporter, o recurso de apelação ainda está em andamento.

David Cassidy Processa Sony pelos Lucros de a Família Dó-Ré-Mi

David Cassidy em 2011

Na década de 1970 ele era mais famoso que Elvis Presley ou John Lennon. Aos 20 anos de idade, se transformou em um ídolo dos adolescentes ao estrelar “A Família Dó-Ré-Mi/The Partridge Family”, na qual interpretava Keith Partridge, um jovem que, juntamente com a família, seguia uma carreira de músico.

Na vida real, David Cassidy não queria estrelar a sitcom. Sendo hippie e buscando trabalhos complexos que exigissem mais dele como ator, David recusou a proposta da Screem Gems, subsidiária da Columbia (hoje Sony Pictures) de transformá-lo em um ídolo adolescente. Convencido pelo pai e pelo agente, ele acabou cedendo, crente de que a série não passaria do piloto.

Na época ele não tinha compreensão da máquina que era o estúdio e de suas intenções para com a série: transformar “A Família Dó-Ré-Mi” em um novo “Os Monkees”. Assim, atrelados à sitcom vieram os shows, as turnês, os discos e as apresentações em programas agendados pelo estúdio. O estresse e a pressão o levaram a mergulhar ainda mais nas drogas e no álcool. Sem ter férias ou finais de semana, ao final da primeira temporada David sofreu um colapso. Depois de um breve período de repouso e muitos remédios, David foi colocado de volta ao palco para continuar se apresentando diante de milhões de adolescentes apaixonadas.

No início da segunda temporada, novo colapso. Levado ao hospital, foi submetido a uma cirurgia para a retirada da vesícula. Dois meses depois ele voltou a cumprir sua agenda. Novo colapso. Hospitalizado, foi retirado um pequeno tumor de suas costas. Após um breve período de descanso, o ator e cantor voltou a cumprir com seus compromissos. Atacado por uma infecção que deixava marcas em seu rosto (as quais a maquiagem não conseguia esconder), o ator adotou a dieta vegetariana e passou a frequentar um psicológo para conseguir manter seu ritmo de trabalho. As consequências do estresse que sofria perduraram até o final da quarta temporada, quando “A Família Dó-Ré-Mi” foi cancelada.

A Família Dó-Ré-Mi

Dizem que, a despeito de sua agenda cheia, quando a série foi encomendada em 1970, David teve que assinar um contrato de sete anos que estipulava um pagamento de 600 dólares por episódio e nada mais.

Para sua sorte, em 1971, um dos advogados da Columbia percebeu que o ator era menor de 21 anos quando assinou seu contrato. Para que o documento se tornasse legal seria necessário que o pai ou a mãe de David também tivessem assinado. Assim, um novo contrato precisou ser redigido.

Tendo passado pelo redemoinho que foi a primeira temporada, o ator e seu agente exigiram mudanças. Seu salário subiu para 4 mil dólares por episódio e foi incluída uma cláusula que daria ao ator uma porcentagem nos lucros de venda da série e de produtos agregados.

Passadas quatro décadas, o ator e cantor, hoje com 61 anos, alega que o contrato não vem sendo respeitado pelo estúdio. Assim, na última quarta-feira David Cassidy entrou com um processo na Suprema Corte de Los Angeles contra a Sony Pictures Television, Sony Pictures Entertainment, Screen Gems e CRT Holdings pela falta de pagamento dos lucros relacionados à venda de produtos agregados.

Produzida entre 1970 e 1974, acredita-se que a série musical tenha rendido ao estúdio cerca de 500 milhões de dólares em produtos que incluem jogos, revistas, instrumentos musicais de brinquedo, lancheiras, toalhas, lençóis, almofadas e até notas falsas de dólares com o rosto de David, e muito mais. Produtos que continuaram a ser lançados até, pelo menos, 2003.

Segundo o processo, o contrato de David estabelecia um pagamento de 15% dos lucros de venda de produtos com seu rosto, voz, nome ou referências à sua pessoa; e 7.5% por produtos em que aparecesse em grupo.

David apresenta alguns dos produtos lançados em torno da série

No entanto, Cassidy afirma que há quase quatro décadas o estúdio vem desrespeitando o contrato estabelecido entre as partes. Segundo o ator, até agora, ele teria recebido um valor equivalente a 5 mil dólares pela venda de produtos agregados (incluindo a venda internacional).

Sempre que questionado a respeito, o estúdio apresentava justificativas que, segundo o ator, não condizem com a realidade.

Em maio, seus advogados entraram com um pedido junto ao Departamento Jurídico do estúdio, solicitando um levantamento completo dos lucros obtidos com a série. Segundo o ator, o estúdio não conseguiu localizar tais documentos. Alegando que o contrato expirou, a Sony se negou a dar continuidade ao caso.

Cansado de ser ‘levado na conversa’, Cassidy acusa os responsáveis por fraude, quebra de contrato e representação negligente, entre outras coisas. Ele pede o pagamento que lhe é devido, o qual deverá ser definido pela corte. Segundo o ator, o motivo pelo qual ele conseguiu abrir um processo contra o estúdio agora é porque ele finalmente conseguiu localizar uma cópia de seu contrato.

Em entrevista à CNN, Cassidy disse que não vê outra alternativa a não ser processar, já que a Sony não parece disposta a negociar. Em resposta às acusações, representantes da Sony emitiram uma nota dizendo que: “temos lidado com o Sr. Cassidy de maneira leal e apropriada e estamos confiantes de que nossa visão prevalecerá em qualquer processo”.

Confiram aqui postagens sobre outros atores e produtores que processam estúdios pelos lucros de séries e produtos agregados.

Processo: Charlie Sheen e Warner Brothers Chegam a um Acordo

Charlie Sheen

O processo de Charlie Sheen contra Warner Brothers Television e o produtor Chuck Lorre está oficialmente encerrado. Após várias semanas de negociações, as partes chegaram a um acordo financeiro.

No início deste ano, após atacar publicamente o produtor da série, Charlie Sheen provocou sua demissão de “Two and a Half Men“. Em função disso, o ator entrou com um processo contra o estúdio e Chuck Lorre, pedindo cerca de 100 milhões de dólares de indenização, valor de multa pela suspensão da produção, por sua demissão e pela perda de salário.

Na época foi divulgado que no processo Sheen também pedia o pagamento integral dos valores devidos aos atores e à equipe técnica da série pela produção de 24 episódios previstos para a oitava temporada (interrompida com um total de 16 episódios).

O estúdio não revelou detalhes sobre o acordo mas, segundo a imprensa americana, que vinha noticiando informações sobre as negociações, a Warner deve assumir o pagamento de cerca de 25 milhões de dólares, referentes, basicamente, ao salário que seria pago a Sheen pelos episódios da oitava temporada que não foram produzidos.

Conforme já divulgado, Sheen tinha interesse de finalizar o mais rápido possível o acordo para que pudesse dar continuidade ao desenvolvimento do projeto de série “Anger Manegement“, adaptação do filme “Tratamento de Choque”. Até o final do ano, o projeto será oferecido a canais da rede aberta e a cabo. Mas dificilmente o ator conseguiria despertar o interesse dos executivos se o processo contra o estúdio ainda estivesse em aberto. Se produzida, a série ficará a cargo de Bruce Helford (The Drew Carey Show), pela Lionsgate TV.

Charlie Sheen Teria Pressa para Finalizar Processo Contra a Warner

Charlie Sheen e Ashton Kutcher nos bastidores da entrega do prêmio Emmy (Foto: Charlie Sheen/Twitter)

Visando sua sobrevivência em Hollywood, Charlie Sheen vem, nas últimas semanas, percorrendo o caminho que todas as celebridades fazem quando precisam pedir desculpas em pública por seus atos. O ator, que provocou sua própria demissão ao utilizar os meios de comunicação para atacar verbalmente os produtores de “Two and a Half Men“, tem sido visto em talk shows nos quais mostra uma postura e um discurso completamente oposto ao do início deste ano.

Sheen também esteve na cerimônia do prêmio Emmy, onde, no palco, desejou boa sorte à série ‘do fundo do seu coração’. Nos bastidores, ele foi flagrado conversando com Kutcher, imagem que ele próprio divulgou em seu perfil no Twitter. O ator também utilizou esta rede social para tecer elogios à série e à Kutcher. Além disso, Sheen se colocou como alvo no programa “Comedy Central Roast”, que traz celebridades convidadas apontando os defeitos de outra celebridade.

Para o público, parece que ele realmente se arrependeu de seu comportamento rebelde, mas o ator tem bons motivos para mudar completamente sua postura. O fato é que ele precisa manter as portas abertas para continuar trabalhando em Hollywood.

Como já foi divulgado, o ator está envolvido com o desenvolvimento de um novo projeto de série, que poderá levá-lo de volta ao horário nobre da TV americana. Até o final deste ano, o projeto de “Anger Management”, adaptação do filme  ”Tratamento de Choque”,  estará pronto para ser oferecido a canais da TV aberta e a cabo. Se produzida, ficará a cargo da Lionsgate TV.

Mas, para garantir a venda de sua nova série, ele precisaria encerrar seu processo contra a Warner Brothers Television. Segundo o site Deadline, dificilmente o ator conseguiria atrair o interesse de algum canal para seu novo projeto estando com um processo aberto contra um grande estúdio.

O novo elenco de "Two and a Half Men"

O ator moveu processo contra a Warner e contra o produtor Chuck Lorre por quebra de contrato.

Na época, foi divulgado que Sheen exigia cerca de 100 milhões de dólares. Agora, segundo o jornal L.A. Times, as partes estariam próximas de um acordo na casa de 25 milhões de dólares.

O valor seria pago a Sheen pelo estúdio sem que Lorre tenha que desembolsar um centavo. Em troca, o ator retiraria o processo contra o estúdio. As partes envolvidas se negam a fazer qualquer declaração neste momento.

Enquanto isso, estreou ontem à noite nos EUA o primeiro episódio de “Two and a Half Men” com Ashton Kutcher no elenco. O ator foi escolhido para substituir Charlie Sheen. O episódio, dividido em duas partes, introduz o personagem de Kutcher e explica para o público o que aconteceu a Charlie Harper.

A crítica americana assistiu o episódio com reservas. Sem muito entusiasmo, os críticos comentam que o personagem é bem estruturado, mas sua situação e sua relação com os demais personagens ainda está por ser definida. Segundo a revista EW e o jornal Variety, o episódio registrou a média de 27.7 milhões de telespectadores com 10.3/24 (rating/share) entre o público alvo.

No Brasil, a nona temporada de “Two and a Half Men” estreia pelo canal Warner no dia 9 de novembro.

Produtor de Anos Incríveis Processa a Fox

Mais um profissional ‘engorda’ a lista de processos contra estúdios por falta de pagamentos na venda de produtos.

Entre as décadas de 1980 e 1990, a série “Anos Incríveis/The Wonder Years” conquistou o público e a crítica, ao retratar a infância de Kevin Arnold (Fred Savage) nos anos de 1960.

A série foi produzida pela New World Television em parceria com a The Black/Marlens Company, para o canal ABC. Em 1997, a New World Television foi adquirida pela 20th Century Fox, que estabeleceu um contrato com Ed Gradinger, ex-presidente da empresa. Segundo o Hollywood Reporter, neste contrato ficou estabelecido que a Fox pagaria um bônus a Gradinger do lucro da venda a reprises (canais abertos e a cabo) de todas as séries produzidas pela New World Television, no período em que ele foi presidente, que tenham mais de 66 episódios.

“Anos Incríveis” teve um total de 115 episódios produzidos, e esta parecer ser a única série que se enquadra na cláusula do contrato.

Entre as demais séries produzidas pela News World Television durante o mandato de Gradinger estão “Crime Story”, com 43 episódios; “Combate no Vietnã”, com 58 episódios; e “Na Mira do Tira/Sledge Hammer”, com 41 episódios, entre outras.

Nesta época, a empresa também co-produziu “O Homem que Veio do Céu/Highway to Heaven”, com 111 episódios. Mas os lucros da venda da série para reprises pertencem ao espólio do ator e produtor Michael Landon.

No processo movido por Gradinger, ele alega que a Fox vinha reconhecendo esse contrato e efetuando o pagamento do bônus até 2010. Com a venda da série em março de 2011, para reprises no canal a cabo Hub, a Fox teria suspendido o pagamento, o que levou Gradinger a entrar com um processo contra o estúdio por quebra de contrato. Ele pede o pagamento de seu bônus e reembolso das despesas com o processo.

A Fox se recusou a comentar o caso com a imprensa americana.

Até hoje a série não foi lançada em DVD. Segundo representantes da Fox, o motivo seria os direitos autorais da trilha sonora utilizada em cada episódio. Tendo em vista que “Anos Incríveis” utilizou músicas de terceiros, o estúdio teria que adquirir os direitos de uso da mesma trilha sonora para o lançamento da série em DVD ou então trocar as músicas (algo que não seria aceito pelos fãs).


 

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