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Arquivo da categoria Livros

26/11/2012

às 12:16 \ Atores, Biografias, Livros

Nova biografia de Elizabeth Montgomery revela intimidade da atriz de ‘A Feiticeira’

Elizabeth Montgomery em 1968

Esta semana foi lançada nos EUA uma nova biografia da atriz Elizabeth Montgomery, a intérprete de Samantha Stevens de A Feiticeira.

Escrita por Herbio Pilato, fã da série que se tornou amigo de Elizabeth, o livro recebeu o título de Twitch Upon A StarPilato já tinha publicado dois livros sobre a produção de A Feiticeira, os quais trazem dados biográficos da atriz. Mas em nenhum deles foram mencionados os detalhes que aparecem nesta nova biografia de Elizabeth (a atriz já tinha ganho uma biografia em 2005, com o livro Elizabeth Montgomery: a Bewitching Life, de Rita E. Piro).

Filha dos atores Robert Montgomery e Elizabeth Allen, Elizabeth cresceu à sombra do pai. Quando ela tinha dezessete anos, seus pais se separaram. Elizabeth e seu irmão Robert foram morar com a mãe.

Segundo Pilato em entrevista ao jornal Daily Mail, a atriz passou a vida tentando impressionar o pai. Ele, por sua vez, parecia não gostar da decisão da filha de seguir a carreira artística. A busca pelo amor do pai levou Elizabeth a se envolver com homens mais velhos. Além de quatro casamentos, ela também teria mantido relacionamentos com Gary Cooper, com Dean Martin e com Alexander Godunov.

O primeiro marido de Elizabeth foi o aspirante a produtor Frederic Gallantin Cammann, dez anos mais velho que ela. Os dois se separaram quinze meses depois. Ele queria que Elizabeth largasse a carreira e se tornasse uma dona de casa e mãe.

Em 1957 ela se casou com o ator Gig Young, 25 anos mais velho. O casamento acabou seis anos depois porque Gig era alcoólatra. Pilato acredita que, nesta época, a atriz era vítima de violência doméstica. Muitos devem se lembrar que o ator, em 1978, matou a segunda esposa e cometeu suicídio.

O terceiro marido de Elizabeth foi o produtor William Asher, doze anos mais velho, com quem Elizabeth teve três filhos. O casamento durou o período de produção de A Feiticeira. Neste meio tempo, os dois teriam mantido relações extraconjugais. Segundo Pilato, em 1971 Elizabeth se envolveu com Richard Michaels, roteirista, diretor e produtor da série, que também era casado.

A atriz encontraria estabilidade com o ator Robert Foxworth que, ao contrário dos demais, era oito anos mais novo que Elizabeth. Eles se conheceram em 1973, durante a produção de Sra. Sundance, piloto de série que não foi aprovada pela rede ABC. Os dois viveram juntos por vinte anos antes de se casarem em 1994. Elizabeth e Robert ainda estavam casados quando ela faleceu em 1995, vítima de um câncer colorretal.

Robert e Elizabeth Montgomery em 1955

Segundo Pilato, o pai de Elizabeth estava consciente da dependência emocional da filha por ele. Robert teria recusado o convite de Elizabeth para interpretar seu pai em A Feiticeira, papel que ficou com Maurice Evans. Quando ela estrelou o filme A Lenda de Lizzie Borden/The Legend of Lizzie Borden, no qual interpreta uma mulher acusada de assassinar os pais, Robert teria dito à filha acreditar que ela seria capaz de matá-lo. Segundo Pilato, Robert considerou o filme como uma mensagem para ele.

O livro também revela que Elizabeth não gostava de ser lembrada por A Feiticeira e não se relacionava bem com Dick York, o primeiro ator que interpretou seu marido. Isto porque, segundo Pilato, Elizabeth sabia que Dick estava apaixonado por ela, o que a deixava em uma situação desconfortável, já que ela era casada com o produtor da série. Com isso, a intérprete de Samantha também não tinha um bom relacionamento com Agnes Moorehead, que fazia Endora, sua mãe na série. Agnes era amiga de Dick e não gostou de vê-lo substituído por Dick Sargent, a quem ela teria destratado várias vezes, a ponto de levá-lo às lágrimas em certa ocasião.

Os fãs devem se lembrar que York deixou a série porque sofria de dores crônicas na coluna, um problema causado por um acidente durante a produção do filme Heróis de Barro/They Came To Cordoba. As dores o levaram a se tornar dependente de analgésicos. Com o passar dos anos, o problema se agravou. Segundo Pilato no livro The Bewitched Book, publicado em 1992, o ator deixou o elenco da série quando, após desmaiar durante as filmagens de uma cena, foi levado para o hospital. Os médicos desaconselharam o ator a continuar trabalhando, tendo em vista as horas de gravações e os esforços físicos aos quais ele se submetia diariamente. Assim, ele foi substituído por Dick Sargent, ator que originalmente estava cotado para interpretar o personagem. Os problemas na coluna levaram York a uma cadeira de rodas. Com enfisema, ele também ficaria dependente de um respirador até sua morte, em 1992, aos 63 anos.

Na entrevista ao jornal britânico, a imagem que Pilato passa de Elizabeth é de uma mulher carente e triste, o que reforça os comentários feitos por outros atores que a conheceram. Em entrevistas concedidas ao longo dos anos, Sally Field e Barbara Eden (que dividiram o camarim com a atriz na época em que estrelavam as séries Gidget e Jeannie é um Gênio, todas produzidas pela Columbia Pictures) disseram que Elizabeth era uma mulher que não gostava de conversar e frequentemente chegava ao estúdio mal humorada. Pilato diz que, no leito de morte, Elizabeth pediu para ficar sozinha no quarto, pois não queria que ninguém a visse quando ela partisse.

O livro Twitch Upon A Star já está disponível nas livrarias americanas. Ainda não há previsão de lançamento no Brasil.

Cliquem nas fotos para ampliar. Nos vídeos, trecho do programa Biography sobre Elizabeth Montgomery.

HBO lança o livro ‘Inside Game of Thrones’

Quem é fã da produção da HBO se interessará pelo livro Inside Game of Thrones, que será publicado nos EUA no dia 25 de setembro. Assinado por Bryan Cogman, editor de roteiros, a publicação trará informações sobre personagens, a árvore genealógica de cada família, mapas das regiões vistas na história, entrevistas com elenco e equipe técnica e muitas fotos que mostram os bastidores de produção, bem como imagens das série.

O livro também traz um prefácio de George R.R. Martin, autor da obra que inspirou a produção da TV. O vídeo acima mostra os bastidores de produção da série. Divulgado pela HBO ele serve como referência para o fã do material que ele poderá encontrar no livro.

25/11/2011

às 14:38 \ Livros, Séries Anos 1970-1979

E-Book Apresenta os Detetives de Quinn Martin

Karl Malden e Michael Douglas em "São Francisco Urgente"

O site Amazon está oferecendo diversos e-books com venda via downloads. Entre as publicações está “Quinn Martin’s Detectives“, de JW Law, que apresenta informações de bastidores de três séries de detetives da década de 1970: “Barnaby Jones”, “São Francisco Urgente” e “Cannon“.

Além das curiosidades em torno dessas produções, o livro também apresenta a vida e a obra de Quinn Martin, um dos produtores considerado um ‘Midas’, entre as décadas de 1960 e 1970.

Através de sua produtora, a Quinn Martin Productions, ele foi responsável por séries como “Os Intocáveis”, O Fugitivo”, “Os Invasores”, “FBI”, “Dan August”, e outras.

Entre as três séries que são apresentadas no livro, “Cannon” foi a primeira. Produzida entre 1971 e 1976, a série era estrelada por William Conrad, que interpretava Frank Cannon, um detetive que, após perder a família em um acidente, deixa seu trabalho na polícia de Los Angeles para se tornar detetive particular.

Vale a pena ressaltar o fato de que ele era obeso, algo que era uma novidade na época, tendo em vista o padrão do visual perfeito que costuma ser explorado pela televisão. Por ser obeso, o ator perdeu o papel de Matt Dillon em “Gunsmoke”, personagem que ele interpretava no rádio. Sua aparência lhe custou outros trabalhos, mas a série o estabeleceu no meio artístico.

William Conrad em "Cannon"

“Cannon” gerou uma spinoff, “Barnaby Jones“, que foi introduzida no episódio “Requiém for a Son”, da segunda temporada. Estrelada por Buddy Ebsen, Mark Shera e Lee Meriwether (a partir da segunda temporada), “Barnaby Jones” foi produzida entre 1973 e 1980.

Jones era um detetive particular, homem já de idade, considerado ‘raposa velha’ na profissão. Apesar da idade, ele continua trabalhando, contando com a ajuda de  JR, filho de seu primo, que atua como seu assistente nas investigações, e de sua nora Betty, viúva de seu filho, que trabalha como sua secretária.

Ao longo da produção destas duas séries, elas apresentaram alguns crossovers. Tanto “Cannon” quanto “Barnaby Jones” eram produções que controlavam o nível de violência apresentada em suas histórias, tornando-se séries leves para o público da época.

Já “São Francisco Urgente“, produzida entre 1972 e 1977, abordava temas mais pesados.

Estrelada por Karl Malden, a série lançou a carreira de Michael Douglas, que deixou a produção em sua quinta temporada para seguir carreira no cinema. Ele foi substituído por Richard Hatch, que ficaria mais conhecido no final da década de 1970 como o capitão Apollo em “Galactica”. Mas a audiência caiu e a série foi cancelada.

Na história, Malden e Douglas interpretavam Mike Stone e Steve Keller, detetives da polícia de São Francisco. A série explorou temas mais realistas, como crimes causados pelos traumas da guerra do Vietnã, a interferência da mídia, o uso e o tráfico de drogas, as questões políticas que interferem no trabalho policial, as brigas de gangues, etc.

O e-book está disponível por edição Kindle, tablet lançado pelo Amazon. Para comprar é necessário baixar o programa Kindle que, segundo o site, roda em Windows, Mac e BlackBerry. O download do “Quinn Martin’s Detective” custa cerca de cinco dólares.

03/11/2011

às 13:00 \ Atores, Livros

James Garner Lança Autobiografia

Na década de 1950, James Garner estrelou “Maverick“, produção de faroeste que ganhou uma versão cinematográfica em 1994. A série foi um marco ao introduzir dois anti-heróis como personagens centrais, os irmãos Maverick.

Avessos a armas, adotando uma postura que poderia facilmente ser considerada covarde, eles utilizavam a lábia para escapar de conflitos físicos. Jogadores inveterados e golpistas, eles preferiam fugir da cidade a enfrentar os problemas que eles mesmos criavam. É claro que nem sempre conseguiam.

“Maverick” é fruto da curiosidade de Roy Huggins (O Fugitivo), criador da série, de descobrir quantas regras estabelecidas pelo formato do faroeste na TV ele conseguiria romper sem ser punido por isso.

Em 1960, Garner deixou o elenco de “Maverick”, no qual recebia cerca de 500 dólares por episódio. Após uma disputa contratual com a Warner Brothers, o ator decidiu seguir com sua carreira no cinema.

Garner retornaria à TV na década de 1970 com o faroeste “Nichols”, mas foi com o clássico “Arquivo Confidencial”, série policial também criada por Roy Huggins, em parceria com Stephen J. Cannell, que Garner se estabeleceu novamente no veículo. Tanto “Maverick” quanto “Arquivo Confidencial” estabeleceram a marca do herói relutante, um retrato da personalidade do próprio Garner.

Os bastidores dessas duas produções são apresentados ao público no livro autobiográfico de James Garner, lançado esta semana nos EUA. A decisão de publicar a história de sua vida foi anunciada em maio deste ano, quando o ator acertou com a editora Simon & Schuster a publicação de “The Garner Files“, escrito em parceria com Jon Winokur.

O livro é dividido em 12 capítulos. No primeiro, “Growing Up”, o ator revela sua difícil infância. Nascido em Oklahoma, em 1928, James Baumgarner cresceu durante a depressão econômica. Sua mãe, que era meio Cherokee, faleceu quando ele tinha cinco anos de idade.

Garner em Maverick

James e seus dois irmãos foram acolhidos por parentes. Quando seu pai se casou novamente, ele reuniu a família. Mas o alcoolismo do pai e as constantes surras que levava da madrasta transformaram a adolescência do ator em um inferno.

Forçado por ela a usar vestido em público e testemunhando os assédios sexuais que um de seus irmãos sofria, James, com 14 anos de idade, revidou. Durante uma surra, ele tentou estrangulá-la.

A agressão à madrasta levou ao fim do casamento do pai. Mas a experiência que teve durante esse período o perseguiu por muitos anos, levando-o a temer por sua vida. Garner acreditava que ela tentaria se vingar emboscando-o em alguma esquina com uma arma.

O segundo capítulo é “Korea to Hollywood”, no qual James comenta o momento que decidiu sair de casa para fazer parte da Marinha Mercante. Mas os constantes enjôos o levaram de volta para casa.

Na escola, seu professor sugeriu que ele tentasse uma carreira de modelo, recomendando-o a uma agência que estava selecionando homens para um anúncio. James só se interessou pelo trabalho porque pagava 25 dólares por hora. “Era um salário maior do que o que o diretor da escola recebia na época”, comenta ele.

Logo em seguida ele foi convocado e enviado à Guerra da Coréia, onde foi ferido duas vezes. A guerra fez surgir nele um forte sentimento de oposição aos conflitos armados.

James e Lois em 1965

Voltando a Los Angeles, James reencontrou Paul Gregory, um velho conhecido seu que agora trabalhava como produtor teatral. Esse amigo o colocou no elenco de “The Caine Mutiny Court Martial”, peça estrelada por Henry Fonda, que retrata um julgamento de um oficial militar.

Garner interpretou um dos jurados. Observando Fonda noite após noite, ele foi se envolvendo com a arte da interpretação e tomando gosto pela profissão. Um dia, ele foi visto por um caça talentos da Warner Brothers que o contratou.

Os capítulos três e sete são dedicados à produção das séries “Maverick” e “Arquivo Confidencial”. Em um dos capítulos, James comenta suas opiniões políticas, declarando-se ultra liberal. Foi durante uma convenção política em 1956 que ele conheceu Lois Clarke, por quem se apaixonou. Eles se casaram duas semanas depois. Ao contrário de boa parte das uniões em Hollywood que termina em divórcio, James e Lois continuam casados até hoje. O casal teve uma filha, sendo que Garner adotou a filha de Lois de uma relação anterior.

Garner também fala de automobilismo e golfe, comenta a postura dos estúdios para com os profissionais que trabalham na indústria e sua opinião sobre seus trabalhos. O ator aponta “A Americanização de Emily” como seu trabalho favorito, revela ser fã de Spencer Tracy e Gene Hackman, e comenta que odeia aulas de atuação e preparações para construir personagens, preferindo apenas reagir ao que lhe é dito pelo outro ator em cena. Apesar da fama, Garner não gostava do seu status de celebridade e a necessidade de falar à imprensa ou se dirigir a um grande público. Por isso, não se dedicou ao teatro.

No livro, Garner também comenta algumas curiosidades sobre celebridades, entre elas, Steve McQueen, considerado por ele uma pessoa insegura e afetada; Charles Bronson, apontado como um sujeito amargo e agressivo; e Lee Marvin, que irritava Garner por sua falta de respeito com as mulheres. Sobre Gary Cooper, James comenta que ele nunca pagava suas despesas diárias com dinheiro, sempre com cheque. Um dia, Cooper disse que fazia isso porque sabia que a maioria das pessoas não descontava o cheque para poder guardar um autógrafo do ator. Com isso, ele não gastava dinheiro.

James também comenta em sua autobiografia o período em que se rendeu ao álcool e revela que chegou a experimentar cocaína, na companhia de John Belushi. Ainda no livro, Garner declarou ter fumado maconha durante muitos anos, considerando-a um alívio às dores da artrite.

Atualmente com 83 anos de idade, James Garner enfrenta problemas de saúde inerentes à idade avançada. Em 1988 ele foi submetido a uma cirurgia para implantar cinco pontes de safena; em 2000, o ator precisou operar os dois joelhos, um problema que o atormentava desde a década de 1970. Em 2008, sofreu um derrame, do qual se recuperou, mas que o afastou da carreira e da vida pública.

Kevin Sorbo Revela Ter Sofrido Três Derrames Durante a Produção de Hércules

Kevin Sorbo em Hércules

Depois de perder o papel de Superman para Dean Cain, que estrelou “As Novas Aventuras do Superman”, Kevin Sorbo ficou famoso na década de 1990 por dar vida ao Semideus “Hércules“, série que chegou a gerar a spinoff “Xena, a Princesa Guerreira” e “Jovem Hércules”. Desde então, o ator caiu novamente no anonimato, embora não tenha parado de trabalhar.

Agora Sorbo lança sua autobiografia, com o título de True Strength: My Journey from Hercules to Mere Mortal and How Nearly Dying Saved My Life“, na qual revela ter sofrido três derrames durante a produção de “Hércules”.

Os problemas de saúde de Sorbo ocorreram em 1997. Na época com 38 anos, Sorbo diz que, durante a divulgação do filme “Kull the Conqueror”, começou a sentir fortes dores no braço e na mão esquerda, bem como sensações de frio e formigamentos.

Os médicos que o acompanhavam na época não identificaram qualquer problema sério. Até que, um dia, enquanto se exercitava com levantamento de pesos, ele percebeu que as dores pioravam. Procurou o tratamento de um quiropata mas, voltando para casa, sentiu tonturas e percebeu que a visão estava turva. No dia seguinte, parcialmente cego, ele mal conseguia andar ou falar.

Exames revelaram que Sorbo tinha sofrido uma ruptura grave do fluxo sanguíneo para o antebraço causada por um aneurisma em uma artéria perto do ombro. Um procedimento cirúrgico foi feito para desbloquear a artéria mas, após a cirurgia, uma ressonância magnética revelou que Sorbo tinha sofrido três derrames.

Sem ter um quadro clínico que pudesse provocar um AVC, como pressão alta, obesidade, problemas cardiovasculares ou hereditários, ser diabético, fumante ou usuário de drogas, o ator não sabe até hoje o que causou os derrames.

Em seu livro, Sorbo revela que o processo de recuperação foi longo. Enquanto se recuperava dos efeitos visíveis, os produtores de “Hércules” começaram a oferecer histórias centradas em personagens coadjuvantes ou convidados especiais.

No entanto, segundo o ator, a recuperação completa levou cerca de dois anos, período no qual ele ainda enfrentou momentos de frustração, que levaram à depressão, a qual, por sua vez, foi inicialmente tratada com medicamentos. Mas ele logo percebeu que era sensível aos efeitos colaterais dos medicamentos. Por isso Sorbo buscou tratamento psicológico e acupuntura.

Após sua recuperação, com a produção de “Hércules” cancelada, Sorbo fez participações especiais em algumas séries até estrelar “Andromeda”, criada por Gene Roddenberry, produzida entre 2000 e 2005.

Entre 2006 e 2007 ele interpretou Frank Atwood, na série “O.C. – Um Estranho no Paraíso”. De lá para cá, Sorbo continua mantendo sua carreira na TV e no cinema, sendo que tem 12 títulos em fase de pós-produção.

Ele também vem tentando voltar ao mundo das séries. Em 2009 estrelou o piloto de “Wolf Canyon“, que chegou a ser exibido no Canadá mas não foi transformado em série. Em 2010, o SyFy anunciou o projeto de “Legendary” no qual o ator interpreta uma versão ficcional de si mesmo, abordado por um fã para utilizar a força de seu famoso personagem na luta contra criaturas mitológicas que ameaçam Los Angeles. Ainda não há informações de que o projeto tenha sido descartado.

O trabalho mais recente de Sorbo na TV é uma participação especial em um episódio de “Apartment 23″, sitcom que estreia nos EUA no início de 2012.

24/08/2011

às 14:17 \ Atores, Livros

Jane Lynch Lança Autobiografia

Conhecida por interpretar Sue Sylvester em “Glee“, o sucesso conquistado por Jane Lynch na série a levou a ser escolhida como a mestre de cerimônias da entrega do prêmio Emmy deste ano. Mas a fama não veio de repente. Há três décadas que a atriz vem batalhando ‘por um lugar ao sol’ e é essa história que ela narra em seu livro que traz o título de “Happy Accidents.

Desde os 14 anos Jane sonhava em se tornar atriz. Tendo como ídolos os atores Ron Howard, agora diretor, e  Vicki Lawrence, Jane passou por uma série de felizes acidentes (daí o título), que a levaram a construir uma carreira, a qual teve início com o teatro do improviso.

Em paralelo, ela lutava contra sua homossexualidade, situação que a levou a recorrer à bebida e a assumir uma atitude corrosiva (algo na linha de Sue Sylvester, personagem que Jane interpreta em “Glee”). Sua vida sofreu uma reviravolta quando, aos 31 anos de idade, ela aceitou sua sexualidade. A partir daí, uma série eventos ocorreram levando-a evoluir profissional e pessoalmente.

Publicado pela Voice, subsidiária da Hyperion Books, que se dedica a lançar livros escritos por mulheres, a biografia de Jane Lynch tem 320 páginas e traz texto de introdução da comediante Carol Burnett, que teve participação na série “Glee”, interpretando a mãe de Sue Sylvester.

“Happy Accidentes” estará disponível nas livrarias americanas no dia 13 de setembro. Confiram abaixo um vídeo produzido para divulgar o livro.

23/08/2011

às 11:11 \ Atores, Livros

Livro Traz a Biografia de Fess Parker

Ele era um homem alto, muito alto, tal qual seu personagem na série da década de 1960, “Daniel Boone“, trabalho pelo qual Fess Parker é lembrado por muitos brasileiros que acompanham a programação televisiva há mais tempo. Mas o ator também é conhecido por interpretar outro personagem histórico: Davy Crockett, em especiais exibidos pelo programa “Disneylândia” na década de 1950. Com esse personagem, Parker se transformou em um ícone da televisão.

Falecido em 2010, aos 85 anos de idade, sua vida é narrada no livro de William R. Chemerka, que será lançado nos EUA no dia 31 de agosto.

Fess Parker: TV’s Frontier Hero” traz introdução do cantor e compositor Phil Collins (do grupo Genesis) e prefácio do ator Ron Ely (Tarzan), ambos amigos de Fess. Até o momento existem poucas informações divulgadas sobre o conteúdo da obra. Sabe-se apenas que a biografia foi autorizada pela família do ator e traz informações sobre a vida de Fess que foram divulgadas por familiares, amigos e colegas de trabalho. Publicado pela BearManor Media, o livro tem 416 páginas, que incluem diversas fotos inéditas.

Nascido no Texas, Parker iniciou sua carreira de ator no teatro, em 1951. Tentou o cinema mas, por ser muito alto, os trabalhos limitaram-se a pequenos papeis e figurações. Chegou na TV em 1954, fazendo participações especiais em séries e teleteatros. Escolhido por Walt Disney para interpretar Davy Crockett, o ator se transformou em um megasucesso da noite para o dia, entrando para a história da cultura popular americana.

Mas Fess continuou a ter dificuldades para arranjar novos trabalhos. Se antes o problema era sua altura, o sucesso de Davy Crockett o deixou marcado. Mantendo uma carreira no teatro, o ator tentou seu retorno à TV em 1962 com a versão de “A Mulher Faz o Homem“, série cancelada com apenas uma temporada. Decidido a criar suas próprias oportunidades, Fess criou a empresa Fesspar Enterprise, com a qual produziu a série “Daniel Boone”, em parceria com a Fox para o canal NBC.

A série foi bem recebida pelo público, sendo produzida entre 1964 e 1970. Em 1974, o ator tentou estrelar uma nova produção: “The Fess Parker Show”, que ficou restrito ao episódio piloto. Desanimado com a indústria, Fess teria recusado o papel de “McCloud” (que seria estrelada por Dennis Weaver), afastando-se da carreira de ator.

Em 1986 ele inaugurou o Fess Parker’s Red Lion Resort, que seria rebatizado com o nome de Fess Parker’s Doubletree Resort, um hotel cinco estrelas. Em 1989, ele inaugurou o Fess Parker Winer & Vineyards, um vinhedo que em 1998 foi transformado no Fess Parker’s Wine Country Inn & Spa.

Cliquem nas imagens para ampliar.

03/05/2011

às 14:59 \ Atores, Biografias, Livros

James Garner Prepara Sua Autobiografia

O ator esteve em sete séries, duas das quais se tornaram clássicos cultuados por gerações: “Maverick” e “Arquivo Confidencial“. Problemas de saúde o afastaram do trabalho e da mídia, mas James Garner está voltando.

Em novembro de 2011 a editora Simon & Schuster publica a biografia de Garner, escrita pelo ator em parceria com Jon Winokur e com introdução de Julie Andrews, sua amiga e colega em “Victor ou Victoria”.

O título do livro, “The Garner Files”, faz uma alusão ao nome da série “Arquivo Confidencial” no original: “The Rockford Files”.

Em depoimento divulgado pela editora, o ator disse ter evitado escrever sua biografia por se considerar um sujeito muito comum. A razão pela qual mudou de ideia foi para que,  através do livro, ele pudesse agradecer a todos que o ajudaram e o acompanharam ao longo dos anos.

Aos 83 anos de idade, James Garner tem muita história para contar. Nascido em Oklahoma, em 1928, sua infância foi marcada pela grande depressão econômica. Sua mãe, que era meio Cherokee, faleceu quando James tinha cinco anos. Ele e seus irmãos foram morar com parentes até que seu pai se casou novamente. Depois de passar anos apanhando da madrasta, um dia James revidou. Agredindo-a fisicamente, ele acabou com o casamento do pai.

Aos 16 anos, largou a escola para servir na marinha mercante, mas os enjôos que constantemente sentia por estar no mar o levaram de volta para casa. Agora sua família vivia em Hollywood, onde James voltou a estudar. Trabalhou por algum tempo como modelo antes de prestar o serviço militar. Lutou na Guerra da Coréia, onde foi ferido duas vezes.

Na década de 1950, um amigo o convenceu a fazer figuração na peça da Broadway “A Nave da Revolta”, estrelada por Henry Fonda. Esse trabalhou deu início a sua carreira. Visto por um caça talentos da Warner Brothers, James foi contratado pelo estúdio, que o colocou em diversos trabalhos na TV. Entre eles, participações em episódios de “Cheyenne” e “Sugarfoot”, duas produções de faroestes da Warner. Logo depois, James ganharia sua própria série: “Maverick”, produzida entre 1957 e 1960.

O ator também esteve em filmes como “Sayonara”, “Fugindo do Inferno”, “Tempero de Amor”, “36 Horas”, “Eu, Ela e a Outra”, “Gran Prix”, “Marlowe”, “O Fã, Obsessão Cega”, “Uma Família em Pé de Guerra”, “O Romance de Murphy” e “Diário de uma Paixão”, entre outros.

James Garner em 2006

Na TV, ele voltaria a fazer sucesso com “Arquivo Confidencial”, produzida entre 1974 e 1980, e que gerou quatro telefilmes na década de 1990. A série quase ganhou um remake no ano passado. As outras séries do ator são “Nichols” (1971-1972), “Bret Maverick” (1981-1982), “Man of the People” (1991-1992), “First Monday” (2002) e “8 Simple Rules… to Date My Teenage Daughter” (2003-2005).

O ator se casou com Lois Clarke em 1956, 14 dias após conhecê-la. O casal teve uma filha, Gigi, atualmente escritora; o ator também adotou Kimberly, filha de Lois de uma união anterior. Os dois permanecem casados até hoje.

Em 1988, James foi submetido a uma cirurgia para implantar cinco pontes de safena; em 2000, o ator precisou operar os dois joelhos, um problema que o atormentava desde a década de 1970. Em 2008, sofreu um derrame, do qual se recuperou, mas que o afastou da carreira e da vida pública.

28/04/2011

às 16:09 \ Atores, Biografias, Livros

Ryan O’Neal Prepara Livro Sobre Sua Relação Com Farrah Fawcett

Farrah e Ryan em 2003 (Foto: Kevin Winter/Getty)

Os altos e baixos da relação entre Ryan O’Neal e Farrah Fawcett alimentaram as manchetes dos jornais e das revistas ao longo de mais de 20 anos. O início já foi um escândalo. Na época casada com Lee Majors, o “Homem de Seis Milhões de Dólares”, Farrah se envolveu com Ryan, um dos melhores amigos do ator, enquanto o marido estava no Canadá filmando “The Last Chase”. Resultado: depois de nove anos casados, Farrah e Lee se divorciaram em 1982. Ela foi viver com Ryan, com quem nunca se casou, enfrentando a feroz oposição da filha dele, Tatum O’Neal. O casal teve apenas um filho, Redmond, nascido em 1985.

O casal se separou em 1991, mas quatro anos depois, quando Ryan foi diagnosticado com leucemia, Farrah voltou, ajudando-o a superar essa fase de sua vida. O’Neal se recuperou, mas, pouco tempo depois, foi a vez de Farrah ficar doente. Ela foi diagnosticada com câncer em 2006, vindo a falecer em 2009, aos 62 anos.

Agora o ator anunciou que está preparando um livro no qual irá relatar detalhes sobre seu relacionamento com Farrah. Com o título provisório de “Past Imperfect”, a obra será publicada pela Crown Archetype, que recém lançou a biografia de Barbara Eden. A previsão de lançamento é para 2012.

Ryan O’Neal ficou conhecido com a novela noturna “Caldeira do Diabo”, além de ter estrelado a série “Império”, antes de fazer sucesso no cinema com o filme “Love Story”. Ele e Farrah iniciaram uma relação em 1979; na época, ela já era famosa por ter interpretado Jill Monroe na primeira temporada da série “As Panteras”. Os dois chegaram a estrelar a série “Good Sports”, em 1991, cancelada com apenas uma temporada produzida.

Atualmente com 70 anos, O’Neal se prepara para estrelar seu próprio reality show: “Ryan and Tatum: The O’Neals,” ao lado de sua filha, Tatum O’Neal, para o canal a cabo OWN, que pertence a Oprah Winfrey. A estreia está prevista para a summer season. O ator também pode ser visto em participações semiregulares na série “Bones”, onde interpreta o pai de Brennan (Emily Deschanel)

27/04/2011

às 11:43 \ Atores, Biografias, Livros

Barbara Eden Lança Sua Autobiografia

Previsto para julho de 2011, o livro autobiográfico de Barbara Eden, a eterna “Jeannie é um Gênio”, saiu mais cedo. Com o título de “Jeannie Out of the Bottle” o livro foi lançado este mês pela Crown Archetype.

O texto foi escrito em parceria com Wendy Leigh, autora de obras biográficas de outras celebridades, como Patrick Swayze e Grace Kelly.

Em 288 páginas, Barbara fala sobre sua infância, passando pela adolescência, quando iniciou sua carreira de cantora, chegando à sua vida adulta.

Um dos pontos altos do livro são as informações de bastidores de produção da série “Jeannie é um Gênio”.

O trabalho de Barbara era conhecido por Sidney Sheldon, autor da série, que a convidou para um lanche. Após uma longa conversa, ela foi escolhida para o papel de Jeannie. Nessa época, ela estava filmando uma participação especial em um episódio de duas partes da série “Rawhide”. Assim, quando Sheldon pediu que ela fizesse uma cena com Larry Hagman para ver se os dois combinavam, Barbara sugeriu que a leitura do texto fosse feita em seu camarim de “Rawhide”, durante os intervalos de gravação.

A atriz comenta que a primeira temporada de “Jeannie é um Gênio” foi produzida em 1965, ano em que a maioria das séries já estava sendo filmada em cores. Mas a Screem Gems não queria gastar 400 dólares a mais por episódio para uma produção em cores. Segundo Barbara, Sheldon chegou a se oferecer para pagar o valor extra de seu próprio bolso, mas o estúdio recusou. Assim, a temporada foi filmada em preto e branco.

Descrevendo Larry Hagman como temperamental, Barbara revela que o ator, muitas vezes, não gostava dos roteiros oferecidos e, por isso, improvisava sempre que possível. Isto enfurecia os diretores, em especial Gene Nelson, que se tornou ‘inimigo’ do ator quando trabalharam juntos no episódio piloto.

Acreditando que a série se tornaria um grande sucesso tão logo estreasse, Hagman tentou, desde o primeiro dia, controlar a produção. Eventualmente, sua postura fez surgir alguns conflitos entre os dois. A postura de Hagman também criou animosidades entre o ator e a equipe técnica que constantemente perdia a paciência com ele, sabotando-o e humilhando-o sempre que possível.

Em seu livro, Barbara também fala sobre Elvis Presley, Lucille Ball, Groucho Marx, Clint Eastwood, Paul Newman, Fred Astaire e Warren Beatty, alguns dos atores com quem trabalhou.

No campo pessoal, ela comenta seu casamento com o ator Michael Ansara e sua dificuldade em engravidar, que resultou em um aborto involuntário e um bebê natimorto. Barbara teve apenas um filho, Matthew Ansara, que morreu em 2001, vítima de overdose, dias antes de seu casamento.

No vídeo abaixo, Barbara divulga seu livro, comentando como conheceu Marilyn Monroe:

 

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