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10/06/2009

às 2:10 \ Greve

Hollywood Livre do Fantasma da Greve

Somente hoje foi decidido o impasse entre o Sindicato dos Atores de Cinema – SAG e dos produtores de Hollywood – AMPTP.

Os membros do Screen Actors Guild votaram a favor de uma renovação contratual de dois anos, a qual cobre as produções de cinema e televisão dos principais estúdios americanos.

De acordo com o comunicado oficial do Sindicato, a votação foi definida com 78% dos votos a favor e 22% contra. Dos 110 mil membros do SAG, que cobre todo o território nacional, apenas 35,26% votaram. Em Hollywood a votação contabilizou 70.70%, dos quais 29.30% foram a favor. Em Nova York os votos chegaram a 85.74%, dos quais 14.26% foram a favor.

O novo contrato terá duração de dois anos, cobrindo o período entre 10 de junho de 2010 e 30 de junho de 2011.

A questão demorou para ser decidida porque uma parte dos atores não aceitavam a decisão dos produtores em tirar da pauta os pagamentos relacionados à venda e exibições de programas e filmes pela Internet.

Os demais sindicatos (roteiristas, diretores e atores de televisão) tinham aceito a proposta de aumento oferecida pelos produtores para os trabalhos disponibilizados na rede. Considerando o valor muito baixo, parte dos membros do SAG se posicionaram contra, gerando discórdia e prolongando a decisão final. Mas acabaram perdendo a disputa.

Com o novo contrato, os atores receberão um aumento anual de 3.5% sobre o salário mínimo, pensão e contribuições. O valor cobre cinema, televisão e novas mídias, como a Internet. Trata-se da mesma proposta oferecida desde o início das negociações.

Um dos maiores opositores ao contrato proposto pelos produtores era o presidente do SAG, Alan Rosemberg, da sitcom “Cybill”, que está em seu segundo mandato. O ator já divulgou que irá concorrer ao terceiro mandato. O resultado da eleição será divulgado no dia 24 de setembro.

A renovação contratual com o SAG ocorre um ano após o término do último contrato. As negociações iniciaram em 15 de abril de 2008, sendo interrompidas diversas vezes, resultando em ameaças de greve. No dia 16 de abril de 2009 as partes chegaram a um concenso para dar continuidade às negociações.

31/08/2008

às 12:24 \ Greve, Opinião, Televisão

Nova Temporada Expõe Fragilidade da TV Aberta

A partir de segunda-feira, dia 1º de setembro, inicia nos EUA a nova temporada de séries. Chamada de Fall Season (temporada de outono), este é o período áureo para as emissoras americanas. Tradicionalmente escolhido por ser o período em que os americanos retornam de suas férias e reiniciam suas vidas e atividades, entre elas a de procurar na televisão algo de novo para assistir, as emissoras americanas costumam se preparar durante o ano para este momento.

Mas, este ano a Fall Season será a mais fraca e desinteressante da década. Com pouco mais de 25 novas séries para estrear, a grande expectativa recai no retorno de produções já estabelecidas, muitas delas na TV a cabo. Culpa-se a greve dos roteiristas iniciada em novembro de 2007 e finalizada em fevereiro de 2008, pela baixa qualidade do que está por vir. Pilotos sendo refilmados, elenco mal escalado, reaproveitamento de idéias ou adaptações de clássicos e produções estrangeiras são justificadas como conseqüência da greve dos roteiristas. De certa forma é verdade, a greve promoveu a renovação de séries que já deveriam ter sido canceladas e a estréia de outras que nem deveriam ver a “luz do dia”, mas culpar a greve por tudo isso é, no mínimo, infantilidade e desprezo à inteligência do público, críticos e historiadores da televisão.

A TV aberta vem declinando em sua qualidade desde que TV a cabo começou a subir na preferência do público e da crítica. Isto, aliado às novas tecnologias que vem sendo agregada à produção televisiva, fez com que a qualidade da TV aberta americana ficasse exposta. Estima-se que 55% dos telespectadores nos EUA dêem preferência à TV a cabo, apesar desta ter um volume de produção muito mais baixo, em função do pouco investimento financeiro, e também produzir muitos programas que nem deveriam ter sido levados adiante.

Cada vez mais popular e massificada com a produção de Reality Shows que permitem uma audiência fácil, sem os gastos de uma produção fictícia, a TV aberta vem diminuindo seu investimento na qualidade de programas, que culminaram com a greve dos roteiristas, a qual promoveu o atraso na finalização de pilotos das novas séries. A verdade é que a TV aberta está despreparada para enfrentar as mudanças que este veículo está passando desde o início do Século XXI, o qual trouxe a concorrência com a TV paga e as novas mídias. Os executivos ainda não conseguiram se organizar para agregar e explorar essas mudanças de comportamento e interesses do público em geral.

Dizem que foram pegos de surpresa pela greve dos roteiristas e regularmente se vê declarações à imprensa de executivos responsabilizando o período de greve pelos problemas que esta temporada vive. Mas, a greve estava sendo esperada desde 2005. Com o crescimento das novas mídias e a aproximação do final do contrato, estava previsto um longo período de negociações. O que talvez eles não esperassem era que os Sindicatos tivessem muito mais empenho em defender seus interesses do que o demonstrado no passado quando tinham apenas o VHS como novidade.

O excesso de confiança no veículo já estabelecido e na idéia de que tudo está sob o controle desmoronou. A TV a cabo está roubando a audiência e o apoio do público e da crítica enquanto que a Internet absorve cada vez mais o interesse do público alvo da televisão: os jovens. Estes, por sua vez abertos às novidades e empolgando-se facilmente com o que, para eles, é novo, promovem um sentimento de urgência e necessidade de produzir um volume maior de material inédito que antes não era necessário.

Sem saber como melhor explorar as novas mídias que está formando um novo público, a televisão tenta desesperadamente manter o controle. Com isso, provocaram a greve e promoveram seu prolongamento quando se recusaram a discutir as novas mídias na renovação dos contratos com o Sindicato. Conseguiram. Agora estão com o território livre para descobrir o que fazer com a Internet, mas também estão pagando o preço pelo atraso da produção desta nova temporada.

Esta greve serviu para expor a fragilidade da indústria televisiva americana que se apóia, ou se apoiava, em uma estrutura criada nos anos 50 e que vinha dando certo até agora. Mas com a globalização e as novas mídias intensificando sua presença no mercado, esta estrutura de trabalho não é mais aceitável para os dias de hoje. Os problemas que a TV aberta enfrenta com a nova temporada são um espelho de seus próprios problemas e necessidades de reestruturação. E já que a TV a cabo não chegou a se prejudicar, visto que sua estrutura é outra, sobrou para a TV aberta arcar com o resultado.

Com uma programação desgastada, tendo sucessos antigos chegando ao seu final e produções como Reality Shows e novelas diurnas sofrendo uma queda significativa em sua audiência, a televisão aberta precisará voltar a investir na qualidade de seu conteúdo para competir com a TV a cabo e as novas mídias. O entretenimento puro não garante mais uma audiência, que tem novas opções para passar seu tempo livre. A massificação não dá mais resultado prolongando.

A audiência está cada vez mais impaciente e buscando programas que estimulem seu interesse e isto só se consegue com a exploração de seu conteúdo. Algo que a TV aberta já conseguiu conquistar no passado quando não tinha a concorrência da TV a cabo, mas que, agora, acomodou-se em jogar para a TV paga os programas de qualidade e conteúdo, ficando com as produções que atraem as massas e exploram de forma superficial os personagens e suas situações, com raras exceções.

Com isso, embora aqui também existam exceções, as séries da TV a cabo, que buscam maior investimento em seu conteúdo, são as mais aguardadas pela audiência e pela crítica neste retorno dos novos episódios, provando que, apesar das mudanças, a fidelidade a um bom produto ainda existe.



Por: Fernanda Furquim

24/07/2008

às 15:03 \ Greve

Atores do SAG Organizam Oposição à Atual Diretoria

A insatisfação dos atores com a estagnação nas negociações entre Sindicato (SAG) e produtores fez com que membros do SAG entrassem em campanha para concorrer a uma vaga na nova diretoria do Screen Actors Guild.

Sob o nome de “Unite for Strength”, 31 atores estão organizando uma oposição à diretoria atual e de seus simpatizantes. Segundo Ned Vaughn, representante do Unite, eles não pretendem mais apoiar os líderes que apoiaram a divisão entre SAG e AFTRA, Sindicato dos Atores de Rádio e TV, que até agora negociavam renovações de contrato em conjuto e que este ano se separaram. O AFTRA já chegou a um acordo com os produtores.

A lista oficial dos candidatos elegíveis para a nova diretoria será divulgada no dia 5 de agosto. As cédulas para votação serão distribuídas entre os membros no dia 19 de agosto e deverão ser devolvidas com os votos até o dia 18 de setembro. O resultado será divulgado no mesmo dia.

Acredita-se que não haverá qualquer tentativa de renegociar o contrato entre SAG e produtores até que a eleição finalize. Sendo que os atuais diretores poderão concorrer a uma reeleição. Se aprovados, significará que os membros do SAG apóiam a política atual em relação às negociações de renovação do contrato. Se a oposição vencer, certamente haverá mudanças nas negociações, a começar com a postura hostil contra o AFTRA.

Serão eleitos 11 membros, com 22 suplentes, do total de 71 cargos da diretoria do SAG em Hollywood. Em Nova York, o Sindicato elegerá cinco membros e nove suplentes, de um total de sete cargos. O presidente atual, Alan Rosenberg, foi eleito há três anos sob a plataforma política de assumir uma postura mais rígida em relação às negociações com os estúdios.

Entre os atores que pretende conquistar uma vaga como candidato está Keith Carradine, atualmente no elenco de “Dexter”. Sua posição é à favor da política de negociações da atual diretoria do SAG, que também conta com o apoio de atores como Holly Hunter, de “Saving Grace”, Jack Nicholson, Martin Sheen, de “The West Wing”, e Ben Stiller, entre outros.

Na chapa da oposição, a Unite for Strength, estão Amy Brenneman e Kate Walsh, ambas de “Private Practice”, que têm o apoio de Sally Field, de “Brothers & Sisters”, e Charlie Sheen, de “Two and a Half Men”. Outros atores que se manifestaram a favor da decisão do AFTRA em aceitar a proposta dos produtores foram Alec Baldwin, de “30 Rock”, Tom Hanks, Susan Sarandon e Kevin Spacey.

O SAG não passou a proposta dos produtores para ser votada pelos membros, como foi solicitado pela Associação dos Produtores – AMPTP. A proposta consiste em um valor compensatório de 250 milhões em três anos pelos pagamentos referentes à distribuição em DVD, Internet e propaganda agregada à trama. O SAG não aceita esta compensação e exige negociar um valor em percentagem para cada ítem.

Por hora, o contrato já vencido está sendo respeitado. Mas a validade da oferta dos produtores encerra no dia 15 de agosto. Até lá, se o SAG aceitar a proposta, um novo contrato será feito com validade retroativa para o dia 30 de junho, quando o contrato anterior terminou. Segundo o jornal Variety, se o SAG não aceitar a proposta, perderá 10 milhões de dólares, referente ao valor retroativo.

17/07/2008

às 18:48 \ Greve

SAG e Produtores Não Chegam a um Acordo

O Sindicato dos Atores – SAG e a Associação dos Produtores – AMPTP não conseguiram chegar a um acordo durante a reunião de duas horas realizada ontem. Ainda não foi agendado um novo encontro. Representantes de ambas as partes se negaram a fazer qualquer comentário junto à imprensa.

A AMPTP vem tentando conseguir junto ao SAG que se realize uma votação junto a seus membros para que eles decidam a oferta feita pela associação, referente à uma compensação no valor de 250 milhões de dólares pagos ao longo de três anos, em troca de não se definir uma percentagem para trabalhos distribuídos em DVD e Internet, ou para pagamentos de propaganda agregada à narrativa.

Se a oferta não for aceita até o dia 15 de agosto, qualquer acordo posterior perde a opção de pagamentos retroativos ao dia 1º de julho, data em que o contrato atual passou a não ter mais validade. Até agora, os atores registrados junto ao SAG vêm trabalhando por um contrato que expirou no dia 30 de junho.

A AMPTP conseguiu renovar os contratos que tinha com os Sindicatos dos Diretores, dos Roteiristas e dos Atotres de Rádio e TV, graças ao fato de seus representantes terem aceito a compensação ao invés de estabelecer uma porcentagem para os ítens mencionados.

15/07/2008

às 21:46 \ Greve

SAG Pede Reunião com a AMPTP

O Sindicato dos Atores de Cinema – SAG pediu uma reunião com alguns representantes da Alliance of Motion Picture & Television Producers – AMPTP a qual se realizará amanhã, quarta-feira, dia 16 de julho.

Representantes do AMPTP concordaram com a reunião, mas apenas com o objetivo de ouvir o que o SAG tem a dizer. Os produtores ainda esperam que o SAG aceite a mesma proposta oferecida ao AFTRA, Sindicato dos Atores de Rádio e Televisão, na qual foi oferecida uma compensação financeira para os trabalhos lançados em DVD, Internet e outras mídias, além da propaganda agregada à trama.

Esses são os ítens que vinham emperrando as negociações com todos os sindicatos e promoveram a greve dos roteiristas no ano passado. Para evitar uma segunda e prolongada greve, AFTRA aceitou a compensação ao invés de insistir na negociação de uma percentagem como o SAG queria.

O AMPTP reafirmou junto à imprensa que sua oferta de compensação é a final e que não irá proceguir com nenhuma negociação, exigindo do SAG que a proposta seja levada à votação de seus membros. Ao todo, são 120 mil membros, muitos dos quais trabalham na televisão e no cinema.

Esta será a primeira reunião entre as duas entidades desde o dia 30 de junho quando o contrato entre ambos terminou. Se o SAG aceitar a proposta até o dia 15 de agosto, os termos do novo contrato serão retroativos até o dia 1º de julho.

Atores como Dennis Hopper e Ed Asner, da sitcom “Mary Tyler Moore”, este, ex-presidente do SAG, declararam-se junto à imprensa a favor de uma greve, alegando que há três anos, quando o sindicato renovou o atual contrato, já havia recuado em relação à uma percentagem aceitável sobre a venda de filmes e séries em Video Home.

11/07/2008

às 4:25 \ Greve

SAG Recusa Oferta dos Produtores

O Sindicato dos Atores de Cinema – SAG recusou hoje, oficialmente, a última oferta da Associação dos Produtores de Hollywood – AMPTP para renovar o contrato de seus membros por mais três anos por não incluir pagamentos referente à distribuição em DVD e publicidade agregada à narrativa da trama.

O SAG está disposto a conseguir um acordo melhor do que foi firmado entre os produtores e os Sindicatos dos Diretores, Roteiristas e dos Atores de Rádio e Televisão. A AMPTP exige agora que a recusa seja feita por votação entre os 140 mil membros do Sindicato e não pela junta administrativa. A recusa deve promover a suspenção das produções em andamento. O SAG deve levar três semanas para preparar uma votação de uma possível greve junto a seus membros.

09/07/2008

às 2:53 \ Greve

Sindicato dos Atores Renova Contrato com os Produtores

O Sindicato dos Atores de Rádio e Televisão – AFTRA renovou agora a pouco seu contrato com a Associação dos Produtores de Hollywood – AMPTP. Com 62.4% dos membros vontando a favor da renovação de três anos do acordo, ele garante a continuidade dos trabalhos dos atores sindicalizados junto ao AFTRA.

A votação enfrentou a forte oposição do Sindicato dos Atores de Cinema – SAG, que tentaram evitar a renovação do contrato por não aceitarem os termos oferecidos pelo AMPTP em relação aos direitos conexos relacionados aos trabalhos oferecidos pela Internet, DVD e o uso da imagem do ator em comerciais inseridos na narrativa da trama. Com a renovação do AFTRA, o SAG terá que negociar a renovação do seu contrato, submetendo-se à mesma oferta.

O SAG possui 120 mil membros que trabalham no cinema, televisão e outras mídias. O AFTRA possui 70 mil membros que trabalham no Rádio e na Televisão. Ambos têm em comum 44 mil membros. Desde o dia 30 de junho, quando o último contrato terminou sua validade, os atores de ambos os Sindicatos vinham trabalhando sob os termos do acordo vencido para evitar uma paralisação.

Segundo o AFTRA, a renovação do contrato de três anos garante aos atores uma comensação favorável para seus trabalhos disponibilizados na Internet, clips promocionais e inserções comerciais dentro da narrativa da trama. De acordo com o novo contrato, os atores receberão um valor de 3.5% no primeiro ano de validade, 3% no segundo ano e 3.5% no terceiro ano. Uma percentagem maior que em relação aos contratos renovados com os Sindicatos dos Diretores e dos Roteiristas, que foi de 1.2%.

Até agora, nenhum dos Sindicatos que renovaram seus contratos conseguiram um acordo favorável em relação a seus trabalhos distribuídos em DVD. Esta é a questão vinha causado o maior entrave nas negociações até o momento. O SAG já adiantou que não abrirá mão deste segmento como os demais Sindicatos fizeram. Além disso, também predente conseguir negociar um valor maior em relação à inserção comercial dentro da narrativa da trama.

O AMPTP ofereceu na semana passada um adicional compensatório ao SAG de 250 milhões de dólares para renovar seu contrato de três anos, abrindo mão das cláusulas defendidas pelo SAG. O sindicato ainda não definiu sua posição em relação a esta proposta, tendo até o dia 10 de julho para decidir.

01/07/2008

às 14:25 \ Greve

A Situação Atual com o Fim do Contrato dos Atores


Ontem o contrato entre a Associação dos Produtores de Hollywood – AMPTP e os Sindicatos dos Atores-SAG e AFTRA terminou. Horas antes, os produtores fizeram uma última oferta aos Sindicatos. O SAG a recusou por não conter soluções para alguns ítens importantes. Segundo a Associação, a oferta era de 250 milhões de dólares em compensação adicional aos membros do SAG para os próximos três anos de validade do contrato.

A despeito de não terem mais um contrato que garanta suas necessidades, os Sindicatos dos Atores, tanto o de cinema quanto o de TV e rádio, não desejam uma greve e devem continuar a trabalhar por tempo indeterminado com base no que está estipulado no contrato expirado.

O Sindicato dos Atores de Rádio e TV – AFTRA, que negocia em separado ao Sindicato dos Atores de Cinema – SAG, tem até o dia 8 de julho para dar uma resposta oficial à proposta oferecida pela Associação dos Produtores. Esta proposta já não foi aceita pelo SAG pois ela não cobre pagamentos relacionados à venda de DVDs, propagandas inseridas no conteúdo da narrativa, nem a pagamentos pelo uso da imagem do ator na Internet.

O SAG tem 120 mil membros. O AFTRA tem 70 mil membros. Sendo que ambos os Sindicatos têm 44 mil membros em comum. O SAG prometeu rever até quarta-feira a oferta da Associação, a qual ocupa 43 páginas. A disputa está dividindo as opiniões entre os atores que têm o poder do voto para decidir por uma greve ou não. Atores como Tom Hanks, Alec Baldwin e Kevin Spacey, entre outros, dão apoio à AFTRA que está propenso em aceitar o acordo da Associação, abrindo mão dos direitos dos atores em relação aos ítens mencionados. Tudo para evitar uma greve que poderá ter piores conseqüências e a nível permanente.

Já Jack Nicholson, Josh Brolin, Holly Hunter, Will Ferrell e outros, dão suporte ao SAG, enfatizando que o AFTRA deveria voltar à mesa de negociações para obter um acordo que atenda aos direitos dos atores.

Segundo a AMPTP, uma nova greve poderia custar aos membros do SAG um valor de 2.5 milhões de dólares diários. Outros profissionais, que dependem do trabalho dos atores, perderiam uma média de 13.5 milhões, resultando ao estado da Califórnia uma perda de 23 milhões de dólares diários à sua economia.

Apesar de não estarem propensos a uma greve, com o fim do contrato inicia-se uma suspenção gradual nos contratos de atores para novos trabalhos, o que também irá causar perdas econômicas.

26/06/2008

às 14:08 \ Greve

Contrato de Atores Termina na Segunda


As negociações entre produtores e sindicatos dos atores de Hollywood têm até segunda-feira para chegar a uma decisão. No dia 30 de junho termina o contrato vigente e o impasse das negociações poderão levar a uma nova greve de atores. A última foi em 1980 e durou, aproximadamente, quatro meses, resultando em demissões e cancelamentos de séries em produção na época, como foi o caso de “O Incrível Hulk”.

Existe a possibilidade de se fazer um acordo para estender a duração desse contrato para um mês, ou uma semana, ou mesmo dia-a-dia, com o objetivo de se evitar uma greve. No entanto, os sindicatos dos atores não parecem inclinados a isto. O final do contrato atual e o impasse em uma resolução para que o contrato seja renovado não significa que uma nova greve será deflagrada de imediato, mas que os sindicatos poderão votar junto a seus membros a possibilidade ou não de greve.

O maior problema no entanto é a briga que existe entre o SAG, Sindicato dos Atores de Cinema, e o AFTRA, Sindicato dos Atores de Rádio e TV, que até este ano negociavam em conjunto com os produtores e agora estão cada um por si. Enquanto que o primeiro não consegue chegar a nenhum acordo com os produtores, o segundo já tem um acordo preliminar em andamento. O problema é que o AFTRA tem menos membros que o SAG, além do fato de que muitos atores aliados ao SAG, hoje trabalham na TV.

Assim, mesmo que o AFTRA chegue a um acordo com os produtores, não significa que todos os atores que trabalham na TV possam continuar atuando, pois pertencem ao SAG. Sendo que o acordo preliminar do AFTRA cobre apenas os trabalhos relacionados às séries e filmes exibidos no horário nobre americano. De qualquer forma, o SAG tem feito campanha para que os atores sindicalizados com o AFTRA recusem este acordo preliminar.

Por garantia, as emissoras estão desde o início do ano correndo com a produção de episódios de suas séries para que possam ter em estoque um material inédito para ser exibido na estréia da nova temporada, em setembro, e na mid-season de janeiro de 2009. Quanto aos estúdios, os filmes em produção tiveram seus cronogramas organizados para que as filmagens encerrassem até o dia 30 de junho.

19/05/2008

às 18:33 \ Greve

Emperram Negociações Entre Atores e Produtores


As negociações entre o Sindicato dos Atores de Televisão – AFTRA e a Associação de Produtores de Hollywood – AMPTP entraram em um impasse em relação à renovação do contrato que expira no dia 6 de junho.

O entrave são as cláusulas relacionadas às novas mídias e o direito do uso de imagem dos atores para a criação de video clips promocionais.

No início do mês, as negociações entre o Sindicato dos Atores de Cinema – SAG e o AMPTP, tinham emperrado justamente nessas questões, além dos direitos relacionados à venda de DVDs.

Em carta para os membros do sindicato, a presidente do AFTRA, Roberta Reardon, alertou que o acordo não será alcançado rápida e facilmente.

Segundo a imprensa americana, o AMPTP deseja criar uma videoteca online da qual os internautas poderão fazer download de clips promocionais de filmes e séries mediante o pagamento de um valor estipulado. No entanto, não aceitam pagar aos atores uma porcentagem pelo uso de suas imagens em material que está sendo comercializado.

 

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